A vereadora Luiza Ribeiro (PT) encerrou a eleição para deputada estadual com mais de 25 mil votos em Mato Grosso do Sul, resultado que, segundo ela, representa o reconhecimento de uma trajetória marcada pela fiscalização do poder público e pela oposição à gestão da prefeita Adriane Lopes em Campo Grande.
Luiza recebeu 25.474 votos em todo o Estado, sendo 21.037 somente em Campo Grande. Mesmo com uma votação expressiva, ficou na condição de suplente da bancada do PT na Assembleia Legislativa, que elegeu quatro deputados estaduais.
Na Capital, o desempenho de Luiza chama atenção também pelo contraste com a votação de Lídio Lopes, marido da prefeita Adriane Lopes. O deputado recebeu 7.575 votos em Campo Grande e foi reeleito com 20.801 votos em todo o Estado. Em 2022, havia recebido 32.412 votos na Capital, uma redução de 11.611 votos, equivalente a 35,82%.
Para Luiza, a diferença nas votações ajuda a compreender uma das leituras possíveis do resultado eleitoral em Campo Grande. Durante a campanha, a vereadora afirma ter encontrado eleitores que associavam seu voto justamente à postura de oposição e fiscalização adotada durante o mandato.
“Durante o processo eleitoral, nós vimos muitas pessoas declararem voto em razão da consistente fiscalização e oposição que fazemos à prefeita Adriane Lopes. Algumas pessoas diziam que votariam em nós porque reconheciam esse trabalho. E outras ainda lamentavam a possibilidade de Campo Grande perder uma voz de oposição na Câmara, uma voz que fazia esse enfrentamento e essa fiscalização”, afirma Luiza.
A vereadora avalia que os mais de 25 mil votos recebidos em todo o Estado, especialmente a votação expressiva conquistada em Campo Grande, demonstram que sua atuação política ultrapassou os limites da Câmara Municipal.
“Eu recebo esse resultado com muita gratidão. São mais de 25 mil pessoas que confiaram em nosso nome. É um reconhecimento de um trabalho que não começou na eleição e que não termina nela. Fizemos uma escolha muito clara de exercer o mandato com independência, fiscalizar a Prefeitura e defender as pessoas que muitas vezes não têm espaço para serem ouvidas”, destaca.
Embora não tenha conquistado uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa, Luiza teve votação individual superior à de alguns candidatos eleitos. O resultado, no entanto, também depende da composição partidária e da distribuição das vagas entre as legendas e federações.
Para a vereadora, a condição de suplente não diminui o significado político da votação alcançada.
“Existe também uma enorme responsabilidade diante dos mais de 25 mil votos que recebemos. Esse resultado mostra que existe uma parcela da população que reconhece a importância de uma atuação independente, de fiscalização e de oposição. É essa confiança que eu levo comigo”, afirma.
Luiza também destaca que, ao longo da campanha, ouviu manifestações de eleitores preocupados com a possibilidade de a Câmara Municipal perder uma voz de oposição à Prefeitura.
“Não podemos reduzir uma eleição a um único fator, porque são muitas as razões que levam uma pessoa a escolher um candidato. Mas também não podemos ignorar o que ouvimos nas ruas. Muitas pessoas falaram espontaneamente sobre o nosso trabalho de fiscalização e sobre a importância de manter uma voz independente na Câmara. Para mim, esse é um dos significados mais importantes desses votos”, conclui.
Com mais de 25 mil votos, Luiza Ribeiro encerra a disputa eleitoral com uma votação expressiva e com a reafirmação, segundo sua avaliação, de uma trajetória política construída a partir da fiscalização do poder público, da independência e da oposição à administração municipal.
Fonte: Assessoria