G1 MS


Um grupo organizado no Facebook se reuniu na praça Ary Coelho, em Campo Grande, na tarde desta quinta-feira (15), para manifestar contra os assassinatos da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco (PSOL), e do motorista Anderson Gomes, mortos na noite de quarta-feira (14), no Estácio, Zona Norte do Rio de Janeiro.
Segundo os organizadores, cerca de 150 pessoas participaram do ato. A Polícia Militar não fez a contagem dos manifestantes.
Os participantes discursaram sobre a morte da vereadora, gritaram palavras de ordem e a mensagem: “os mortos têm voz”.
Segundo eles, a morte ocorreu depois dela denunciar a Polícia Militar sobre o genocídio de negros. Os manifestantes fizeram vários cartazes com mensagens contra o genocídio de negros e índios e de luta que ficaram estiradas na calçada da praça.
Após a concentração na praça Ary Coelho, o grupo de manifestantes percorreu algumas ruas da capital. Durante o trajeto, levaram cartazes com mensagens de repúdio à morte da vereadora e gritaram palavras de ordem.
Marielle e Anderson foram velados por cerca de 1h30 na Câmara de Vereadores do Rio. Os dois foram enterrados por volta das 18h sob forte emoção de amigos e de familiares. O corpo de Marielle chegou por volta das 17h30 ao Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, Zona Portuária. Já o corpo do motorista Anderson Gomes, foi enterrado no Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte.
Crime

A vereadora foi morta a tiros dentro de um carro na Rua Joaquim Palhares, por volta das 21h30 desta quarta. Além de Marielle, o motorista do veículo, Anderson Pedro Gomes, também foi baleado e morreu. Uma outra passageira, assessora de Marielle, foi atingida por estilhaços. A principal linha de investigação da Delegacia de Homicídios é execução.
Segundo as primeiras informações da polícia, bandidos em um carro emparelharam ao lado do veículo onde estava a vereadora e dispararam. Marielle foi atingida com pelo menos quatro tiros na cabeça. A perícia encontrou nove cápsulas de tiros no local. Os criminosos fugiram sem levar nada.
A polícia acredita que os assassinos seguiram o carro onde estava a vereadora desde o momento em que ela saiu do evento onde estava na Lapa, no Centro do Rio, na noite desta quarta. Ela pode ter sido perseguida por cerca de quatro quilômetros.