G1 MS

No 7º dia de protesto de caminhoneiros em todo o país, Mato Grosso do Sul contabiliza 44 pontos de manifestações em rodovias. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o domingo (27) começou com 19 protestos nas vias federais e, conforme a Polícia Militar Rodoviária, 25 em trechos estaduais.
A manifestação dos caminhoneiros causa reflexos em diversos setores do campo à cidade. Da indústria à coleta de lixo. O governo federal fechou acordo com a categoria, porém os manifestantes dizem que não foi aceito todos os termos e não dão fim ao protesto.
A corrida por combustível começou na tarde de quarta-feira (23). Filas e mais filas em postos da capital ao interior. Na noite de quinta-feira (24), já não havia gasolina e etanol em diversos estabelecimentos. No sábado (26), carretas começaram a sair da distribuidora de Campo Grande sob escolta policial e no domingo a movimentação era a mesma.
O reabastecimento provocou nova corrida aos postos. Mais uma vez filas naqueles que receberam gasolina e etanol.
Nas indústrias, redução na produção porque matérias primas não chegam e não há como escoar o que é feito. Muitas universidades e escolas, sendo a maioria do interior, suspenderam aulas. Em algumas cidades, a greve interfere na coleta de lixo.
Em muitas cidades do interior a maioria dos postos não têm mais combustíveis. Em Dourados e Bonito, acabou gasolina e etanol. Moradores da região de fronteira têm ido para os países vizinhos para abastecer.
Supermercados já começam a sentir os efeitos. Gôndolas estão ficando vazias, principalmente de hortifrutis, e o que tem está com preços nas alturas.