Assessoria

O candidato ao governo do Estado, juiz Odilon de Oliveira, assinou na manhã desta segunda-feira, 22, uma carta compromisso com a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) para valorização dos educadores e a garantir melhoria da qualidade do ensino público. Assegurar a gestão democrática, o pagamento do piso nacional do magistério e valorizar os servidores administrativos estão dentre os pontos firmados.
De acordo com o presidente da entidade, Jaime Teixeira, entre os pontos mais importantes da carta está a valorização dos servidores administrativos da educação, que hoje o piso não chega nem a um salário mínimo.
“Nós temos uma derrota em relação ao atual governo Os nossos administrativos tem o pior salário do Estado. É a única categoria do Estado que tem um piso menor que o salário mínimo, coisa que já tínhamos banido isso no governo do Zeca, quando o Biffi foi secretário de administração. Fizemos uma política que previa a valorização do administrativo e isso foi se perdendo ao longo do tempo e a gente cobra essa profissionalização”, afirmou Teixeira.
Além disso, a carta também pede que após concurso público, que será realizado em novembro, o próximo governador convoque o máximo de profissionais possível para corrigir o rombo que há hoje. Segundo o sindicalista, neste ano atuaram na educação do Estado 9 mil professores efetivos e 9 mil convocados. “Nós chegamos ao absurdo este ano. Grande parte deles estão convocados em funções administrativas”.
Antes de assinar, Odilon lembrou sua gratidão pela educação e se comprometeu a fazer a melhor gestão para a educação da história do Estado. “Se eleito for, não tenham dúvida disto, vou me dedicar completamente à educação, não tenham dúvida. E estou perfeitamente de acordo com as reivindicações de vocês. O que eu garanto, e acho que isso é fundamental, é que ninguém deve decidir unilateralmente, tem que haver o diálogo. Nós temos que conversar com todos os representantes da categoria da educação e decidir em conjunto. A educação foi tudo na minha vida, eu não poderia jamais virar as costas para ela, para o professor, para os servidores administrativos, que reconheço que ganhar uma miséria”.