PDT/MS

Depois de adiado o ato de entrega do protocolo do registro da candidatura na sede do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de MS), em razão de conversas com partidos que estavam na aliança com o MDB, o candidato a governador, juiz Odilon de Oliveira, realizou na tarde de ontem, 13, reunião para justificar os fatos novos aos candidatos proporcionais e representantes dos partidos aliados, acompanhado do vice na chapa, bispo Marcos Vitor. Durante o evento ele decidiu assinar os documentos que vão ser entregues no Tribunal posteriormente.
O ato ocorreu em seu escritório, de forma simbólica, já que os documentos foram protocolados ao TRE-MS na quinta-feira passada. Durante a reunião, Odilon aproveitou para reiterar seu compromisso com o combate à corrupção e disse que “corrupto tem que ir para o crematório da vida política”.
“A proposta que nós levamos é a de renovação. O Brasil todo espera que haja mudança na política, isto é, àquela maneira velha de levar política tem que ser extinta, ela não serve mais, porque contraria os interesses da população. Nós temos que estabelecer muitas diretrizes, a primeira está no combate à corrupção”, salientou o Odilon.
O candidato a vice-governador, bispo Marcos Vitor (PRB), veio de Dourados para participar da assinatura do registro da chapa Esperança e Mudança. Também estiveram presentes o candidato ao Senado Humberto Figueiró (Podemos) e o suplente do senador Pedro Chaves (PRB), Gilmar da Cruz (PRB), além de vários candidatos a deputados estaduais e federais que vieram dar apoio ao pedetista.
O registro seria feito, originalmente no TRE, porém, com a desistência da senadora Simone Tebet (MDB) na disputa ao governo, alguns partidos da aliança procuraram o PDT para possível aliança. “Fomos procurados por algumas agremiações para fazer parte do projeto, mas o tempo para coligação está encerrado, isso não impede que sejam feitas alianças brancas, isso é, o PDT receber apoio de outros partidos”, observou Odilon, sem citar as legendas interessadas para não atrapalhar as negociações.
Fase amena
Perguntado se tinha pensado em desistir da campanha, o juiz Odilon reiterou a força de sua candidatura e afirmou que desistência não é uma coisa que passa por sua cabeça. “Nunca pensei em recuar em qualquer fase da minha vida e esta agora, com meu ingresso na política, comparando a momentos que eu já passei, interpreto como bastante ameno. Um recuo num período ameno seria o mais alto grau de covardia e eu nunca fui de recuar, nem naqueles momentos que a própria vida e da minha família estava em jogo”.
Odilon de Oliveira também reforçou que o mote de sua campanha será de propostas e rechaçou qualquer ataque aos adversários. “Da minha parte não vai ter ringue, vai ter o desejo de conciliação. O Brasil tem que dar as mãos, os partidos têm que dar as mãos, não podemos praticar radicalismo. A sociedade não está querendo isto. Extremismo e radicalismo não constroem nada”, declarou.