terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

OPERAÇÃO VOSTOK: Polaco volta ao Pará e descarta delação

Corretor de gado também negou ter conhecimento do plano para matá-lo.

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Segundo seu advogado, ele nega ter participado do esquema ou cometido irregularidades (Foto - Luis Alberto)

Valdelice Bonifácio

Diário Digital

 

Segundo seu advogado, ele nega ter participado do esquema ou cometido irregularidades (Foto - Luis Alberto)

Após cumprir a prisão temporária em Brasília, em decorrência da Operação Vostok, José Ricardo Guitti Guimaro, o Polaco, voltou a atuar como corretor de gado no Pará e segundo seu advogado, José Roberto Rosa, pelo menos nesse momento, ele descarta celebrar um acordo de delação premiada.

 

Polaco aparece nas investigações da Operação Vostok como um operador do esquema de concessão de incentivos fiscais em troca de propinas envolvendo nomes do governo do Estado. Ele teria emitido notas frias falsas para mascarar o pagamento de propina.

 

Segundo seu advogado, ele nega ter participado do esquema ou cometido irregularidades. Polaco também assegura que não deixou Mato Grosso do Sul por estar se sentido ameaçado, mas sim por conta de uma melhor proposta de trabalho. Conforme as investigações, Polaco se tornou alvo de um plano de assassinado pois teria cogitado celebrar uma delação premiada no passado em MS, na qual entregaria o esquema.

 

O advogado disse que Polaco desconhecia o plano para matá-lo assim como as pessoas mencionadas no inquérito. Desta vez, perguntado pelo delegado da PF, ele teria negado a intenção de um acordo de delação premiada. “Ele descartou neste momento, mas mencionou que poderia pensar no assunto”, relatou José Roberto Rosa.

 

De acordo com o advogado, Polaco não pretende mais voltar para MS. O corretor de gado foi o último a ser preso na operação. A PF não conseguia localizá-lo até que ele mesmo se apresentou à Superintendência de Brasília em 17 de Setembro. Além de Polaco, também foram presos na operação pessoas próximas ao governador Reinaldo Azambuja e o próprio filho dele Rodrigo de Souza e Silva. Todos os investigados negam a existência do esquema de corrupção.

 

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