terça-feira, 21 de abril de 2026

Putin manda recado à Europa: ‘A Rússia não deve ser provocada’

Rússia diz que Europa encoraja Ucrânia a continuar a guerra e nega plano para atacar Otan: 'Estão criando histeria'

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Presidente russo, Vladimir Putin (Foto: Divulgação)

A Rússia acusou a Europa de estar impedindo um acordo de paz entre o país e a Ucrânia, e negou que esteja interessada em entrar em conflito com a Otan, nesta quinta-feira (2).

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que os líderes europeus “estão criando histeria, dizendo que a guerra com a Rússia está próxima”, mas que isso não está nos planos de Moscou.

“Todos os países da Otan estão lutando contra a Rússia na Ucrânia. Eles estão fornecendo inteligência, armas e treinamento. Esse é um desafio sério para a Rússia, mas o exército russo é o mais capaz. Temos militares suficientes, não realizamos mobilização forçada como a Ucrânia. Os esforços ocidentais para infligir uma derrota estratégica à Rússia acabarão fracassando”, declarou

No entanto, Putin também afirmou que está acompanhando de perto os movimentos de militarização feito pelos países europeus e que irá responder a qualquer provocação:

“Se alguém quiser competir na esfera militar, a Rússia provará mais uma vez que respondemos rapidamente. A Rússia não deve ser provocada. A fraqueza é inaceitável”

Questionado sobre a declaração dada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a Rússia é um “tigre de papel”, Putin ironizou: “Não sei se ele foi irônico, mas se a Rússia é um tigre de papel, então o que é a Otan?”.

Mais cedo, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, já havia feito as mesmas acusações. Disse a jornalistas que, um mês e meio após o encontro no Alasca entre Putin e Trump, “o mundo não está mais perto da paz” porque os líderes europeus estão encorajando o governo ucraniano a abandonar as negociações para continuar a guerra.

Apesar de apontar a “histeria” da Europa como o “principal fator” que atualmente atua como obstáculo para a paz, o representante de Moscou também falou sobre a possibilidade dos EUA fornecerem mísseis Tomahawk à Ucrânia para ataques no interior da Rússia.

Afirmou que está ciente de que o país está considerando a medida e que, se ela se concretizar, exigirá uma resposta da Rússia:

“Se isso acontecer, será uma nova rodada séria de tensão que exigirá uma resposta adequada do lado russo”, lamentou, seguindo, no entanto, com um tom mais conciliador: “Mas, por outro lado, também permanece óbvio que não há pílula mágica, nenhuma arma mágica para o regime de Kiev, nenhuma arma pode mudar radicalmente o curso dos acontecimentos”

A informação de que os EUA estão considerando o pedido da Ucrânia para obter mísseis Tomahawk de longo alcance foi confirmada no domingo (28) pelo vice-presidente americano, J.D. Vance.

A solicitação teria sido feita pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e a compra seria feita por países europeus que os enviariam para a Ucrânia.
Os mísseis Tomahawk têm um alcance de 2.500 km (1.550 milhas) e seriam um recurso poderoso no arsenal da Ucrânia, no combate aos bombardeios regulares de mísseis e drones russos.

Sobre o fato dos EUA estarem fornecendo informações sobre alvos de infraestrutura energética de longo alcance na Rússia, Peskov minimizou: “Eles já fizeram isso”.

Fonte: Portal G1

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