terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Resistência e luta do povo negro será tema de Audiência Pública em Dourados

Evento será realizado na Câmara Municipal em alusão ao mês da Consciência Negra. Leia mais...

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Assessoria

 

Vereador Ishy reunido na Câmara com membros do Comafro. (Foto: Divulgação)

 

Com o tema “Resistência e Luta do Povo Negro” será realizada uma Audiência Pública no dia 27 de novembro, às 19h, na Câmara de Dourados. A palestrante será a Conselheira Estadual dos Direitos do Negro e Coordenadora do Fórum Permanente das Entidades do Movimento Negro de Mato Grosso do Sul, Romilda Neto Pizani.

 

O evento, de proposição do vereador e presidente da Comissão de Direitos Humanos, Elias Ishy, surgiu após a demanda do Conselho Municipal de Defesa e Desenvolvimento dos Direitos dos Afro-Brasileiros – Comafro. O órgão foi reativado, recentemente, com a mobilização do Movimento Negro após um encaminhamento de uma atividade semelhante no ano passado.

 

Segundo a organização, o objetivo é o de compreender a atual conjuntura em que vivemos, fortalecendo as ações enquanto Movimento e também em alusão ao mês da Consciência Negra. De acordo com o Conselho, “diante das adversidades e dos muitos desafios que enfrentamos no Brasil, como na luta pela democracia e no combate ao racismo, é preciso muita sabedoria e resistência democrática”.

 

O Movimento Negro no Brasil surge ainda de forma precária e clandestina, durante o período escravagista. O Comafro lembra os desafios após a abolição da escravatura, como a luta contra o preconceito, a desigualdade e grandes personagens, como o Zumbi dos Palmares, um dos maiores líderes negro do Brasil, que lutou pela libertação do seu povo e contra o sistema escravista.

 

“A dimensão social e política é muito maior, por isso ainda temos muito que fazer e lutar”, afirma Ishy, ressaltando a importância do debate. Dados do Mapa da Violência de 2014, com informações desde 1998, mostram que 63 jovens negros são assassinados por dia no país, um a cada 23 minutos. Mesmo após 130 anos, portanto, eles ainda travam uma luta em prol da igualdade e da justiça social.

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