terça-feira, 17 de março de 2026

Rodrigo Maia se diz “perplexo” com a demissão de Levy e fala em “covardia”

Para o presidente da Câmara, Levy era um quadro de qualidade que tinha muito a acrescentar para garantir as reformas que o país precisa neste momento

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Rodrigo Maia: presidente da Câmara dos Deputados disse que Joaquim Levy era um quadro de qualidade que tinha muito a acrescentar para garantir as reformas que o país precisa neste momento. (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Exame

 

Rodrigo Maia: presidente da Câmara dos Deputados disse que Joaquim Levy era um quadro de qualidade que tinha muito a acrescentar para garantir as reformas que o país precisa neste momento. (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

 

A participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, no processo de “fritura” de Joaquim Levy antes do pedido de demissão da presidência do BNDES deixou o Congresso com a impressão de que a equipe econômica continua participando da “usina de crises“.

 

Em evento promovido pela BandNews, em São Paulo, na manhã desta segunda-feira, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a demissão de Levy “foi uma covardia sem precedentes”.

 

No domingo, Maia disse ao jornal O Estado de S. Paulo que ficou “perplexo” pela forma como o ministro tratou o subordinado. Para ele, o ex-ministro era um quadro de qualidade que tinha muito a acrescentar para garantir as reformas que o país precisa neste momento.

 

O presidente da Comissão Especial da Reforma da Previdência, deputado Marcelo Ramos (PR-AM), também criticou a demissão. “O presidente Bolsonaro não entendeu que alguns quadros são suprapartidários. Eles não contribuem com um ou outro governo. Contribuem com o país”, disse. “É uma pena. No fim das contas, quem perde é o Brasil.”

 

Já o líder do Podemos, José Nelto (GO), levantou dúvidas sobre o real motivo da demissão. “Estou preparando para que ele seja convocado na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES, ele terá de ir lá explicar o motivo da demissão dele. Se foi por um motivo político ou se foi porque ele não quis abrir a caixa-preta do BNDES. Porque ele não mostrou os empréstimos internacionais, para países da América e da África, para a JBS também”, disse.

 

A Câmara criou em março uma CPI para examinar operações do banco de 2003 a 2015, com foco no financiamento à internacionalização de empresas. Em abril, o banco chegou a criar um Grupo de Trabalho para atender com informações e documentos solicitados pelos deputados.

 

Um pedido para Levy se explicar no Congresso já tinha sido aprovado em abril. O presidente da CPI, o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP), disse ao Estado que vai decidir nesta segunda, 17, com os colegas da comissão a data da ida de Levy ao colegiado.

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