quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Sindicato de Nova Andradina denuncia desvios no caixa da instituição

Sindicato dos Empregados no Comércio de Nova Andradina denunciou na Polícia Civil um rombo nas contas da própria instituição. Leia mais...

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Assessoria

 

O Sindicato dos Empregados no Comércio de Nova Andradina (SECNARE) descobriu e denunciou um rombo nas contas da própria instituição. Nesta quinta-feira (5), o caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil, por meio de um boletim de ocorrência, para que seja investigado.

 

De acordo com o advogado Manoel de Almeida, do escritório Oliveira & Almeida Advogados, essa foi uma estratégia adotada pela diretoria recém-empossada com o intuito de resguardar a imagem da instituição, possibilitando a abertura de um inquérito pelos órgãos competentes, para que o culpado seja responsabilizado.

 

Segundo levantamento dos novos diretores, a verba do sindicato vinha sendo desviada desde meados de julho de 2015, a partir da posse do ex-presidente Márcio de Souza Albuquerque. O sindicalista era o responsável pela movimentação financeira do órgão e, conforme as informações preliminares do SECNARE, teria se aproveitado da função para obter vantagens pessoais.

 

As fraudes incluem desde a falsificação de recibos até o uso indevido de combustível e veículo oficial da instituição, com direito a viagens e o pagamento de almoços e jantares, principalmente em feriados e fins de semana, épocas em que o sindicato permanece fechado, além de um suposto aumento na ajuda de custo que o ex-presidente ‘’se deu’’ para elevar sua remuneração.

 

Com mandato até fevereiro deste ano, Márcio de Souza Albuquerque solicitou afastamento da presidência do SECNARE no dia 3 de janeiro, após reunião com representantes da categoria. Na ocasião, eles questionaram o desaparecimento do dinheiro que acreditavam estar em caixa e apresentaram parte do levantamento realizado pelos próprios sindicalistas, agora nas mãos da polícia.

 

Apesar de acompanhar as reuniões de prestação de contas, a categoria afirmou que os números apresentados eram “maquiados” e que o caso só foi descoberto quando solicitaram a verba em caixa para verificar a possibilidade de a instituição efetuar novos investimentos e aquisições, a exemplo de uma sede recreativa.

 

 

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