terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

STF abre inquérito para investigar Marun por corrupção e associação criminosa

De acordo com o jornal O Globo, a investigação foi determinada nesta segunda-feira pelo ministro Edson Fachin, do STF. Leia mais...

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Marun passa a ser oficialmente investigado por corrupção (Foto: Arquivo/Sérgio Lima/Poder 360)

O Jacaré

 

Marun passa a ser oficialmente investigado por corrupção (Foto: Arquivo/Sérgio Lima/Poder 360)

 

O Supremo Tribunal Federal determinou a abertura de inquérito contra o ministro Carlos Marun, da Secretaria de Governo. A Polícia Federal vai apurar o seu envolvimento com corrupção e associação criminosa na liberação de registros sindicais pelo Ministério do Trabalho.

 

De acordo com o jornal O Globo, a investigação foi determinada nesta segunda-feira pelo ministro Edson Fachin, do STF. Ele acatou pedido feito pelo procuradora-geral da República, Raquel Dodge, na Operação Registro Espúrio.

 

Marun e a chefe de gabinete, Viviane Lorenna Vieira, são acusados de recorrer a manifestações fraudulentas para viabilizar registro de entidades sindicais de Mato Grosso do Sul.

 

Nesta operação, o Ministério Público Federal já denunciou 26 pessoas, entre as quais estão o ex-ministro do Trabalho, Helton Yomura, o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, e os deputados federais Cristiane Brasil, Jovair Arantes e Nelson Marquezelli.

 

A abertura de inquérito acaba com um dos principais argumentos de Marun, o de que não era alvo de nenhuma investigação por corrupção. Desde a posse como deputado federal em 2014, ele se notabilizou em condenar os desvios cometidos pelos integrantes do PT.

 

O ministro se notabilizou por defender o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (MDB), notório corrupto preso e condenado a 14 anos de corrupção pelo juiz Sérgio Moro.

 

Principal articulador político, Marun defende o presidente Michel Temer (MDB), denunciado por corrupção, obstrução de Justiça e chefiar organização criminosa. O presidente ainda é investigado pelo suposto recebimento de propinas de empresas do setor portuário.

 

O gaúcho sul-mato-grossense ainda é ferrenho defensor do ex-governador André Puccinelli (MDB), preso na Operação Lama Asfáltica desde 20 de julho deste ano. Ele considera o emedebista vítima de articulação política para tirá-lo da disputa do Governo estadual nas eleições deste ano.

 

Ao se tornar alvo de inquérito por corrupção, Carlos Marun se junta a outros integrantes do núcleo de Temer investigados pela PF, como os ministros Eliseu Padilha, da Casa Civil, e Moreira Franco, das Minas e Energia.

 

Até o momento, o ministro sul-mato-grossense não se manifestou sobre a abertura de inquérito. Quando foi citado pela primeira vez, ele negou a denúncia e pediu a abertura de investigação contra a PF pelo vazamento de trechos do inquérito.

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