João Pires

A Uber em Dourados já não dispõe do mesmo número de veículos cadastrados desde que começou operar na cidade, pois a maioria dos motoristas que trabalhavam pelo aplicativo optou pela clandestinidade de fato, inclusive com a confecção de cartões de visita, com número de celular para contato.
A afirmação é da vice-presidente do Sindicato dos Taxistas de Dourados, Eudulia Delgado. Para ela, a ausência de normas que regulamente o serviço serviu para os motoristas antes cadastrados, a oportunidade de conquistar clientes e com isso continuarem trabalhando realmente na clandestinidade, prejudicando a categoria dos taxistas, devidamente regulamentados.

De acordo com a vice-presidente, em alguns horários do dia praticamente nenhum veículo está disponível pelo aplicativo, confirmando assim o serviço clandestino. “Para eles é muito mais fácil trabalhar assim, pois já conseguiram alguns clientes e com isso não pagam os 25% do uso do aplicativo”, considera.
Eudulia explica ainda que sem a regulamentação do serviço fica difícil alguma atitude contra a clandestinidade, sendo que somente com existência da Lei é possível á fiscalização pela Agetran (Agencia de Trânsito), órgão responsável. “Todos nós somos cadastrados na Agetran e passamos por um curso exigido pelo órgão, com custos de no mínimo R$ 2 mil, além de outras exigências, como antecedentes criminais”, ressaltou ao Estado Notícias.
PERMISSÃO
Em Dourados, o aplicativo começou funcionar no dia 06 de julho, após muita polêmica em torno de uma lei promulgada em fevereiro na Câmara de Vereadores, proibindo o serviço no município, que acabou sendo derrubada em liminar concedida pelo MPE (Ministério Público Estadual).
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