domingo, 18 de janeiro de 2026

Venezuelanos que vivem em MS lamentam fechamento da fronteira

A maior preocupação é com os familiares que estão na Venezuela.

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Grupo de venezuelano que vive em MS lamenta pelo fechamento da fronteira e está preocupado com quem está na Venezuela. (Foto: Miguel Malave/Arquivo Pessoal)

G1/MS

 

Grupo de venezuelano que vive em MS lamenta pelo fechamento da fronteira e está preocupado com quem está na Venezuela. (Foto: Miguel Malave/Arquivo Pessoal)

Venezuelanos que vivem em Mato Grosso do Sul lamentaram a decisão do governo de Nicolás Maduro de fechar a fronteira Brasil – Venezuela. O bloqueio do tráfego de veículos e pessoas pela BR-174, começou na noite desta quinta-feira (21).

 

Para o casal Miguel Malave, de 20 anos, e a esposa Beatriz Adellan, de 29, que estão no Brasil há 1 ano e em Campo Grande (MS) há 8 meses, deixar tudo para traz não foi fácil e nesse momento estão tristes porque muitos querem sair do país e agora estão impedidos.

 

Segundo Miguel, que trabalhou com a esposa cerca de 11 meses para trazer o filhos de Cumaná, na Venezuela, para Campo Grande, fechar a fronteira é impedir que muitas pessoas vivam de forma digna.

 

De acordo com Miguel, a preocupação agora é com amigos que trabalharam no Brasil e que viajaram esses dias para a Venezuela, para buscar filhos e agora estão impedidos de sair: “O que eles me disseram é que Maduro fechou todas as fronteiras do país e a sorte é de quem conseguiu sair a tempo”.

 

Gustavo Hernadez, de 45 anos, que há 4 meses vive em Campo Grande e há 6 deixou El Tigre na Venezuela, disse estar surpreso com a decisão de fechamento da fronteira.

 

Gustavo, que trabalha na construção civil e atualmente está acompanhado da esposa e de dois filhos, de 6 e 9 anos, contou que conseguiu falar na manhã dessa sexta (22) com os familiares que querem deixar o país e tentar uma nova vida no Brasil.

 

Fechamento da Fronteira

 

Maduro determinou o fechamento para tentar barrar a ajuda humanitária oferecida pelos EUA e por países vizinhos, incluindo o Brasil, após pedido do autoproclamado presidente interino Juan Guaidó. Maduro vê a oferta dessa ajuda como uma interferência externa na política do país.

 

Ligadas pela rodovia que foi fechada pela Venezuela, as cidades-gêmeas de Pacaraima, no Brasil, e Santa Elena de Uairén, na Venezuela, não são apenas rota para refugiados em fuga do país – em média 800 cruzam a fronteira todos os dias -, mas também de venezuelanos e brasileiros que dividem a rotina entre os dois países e nem sempre usam a rodovia como caminho.

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