quinta-feira, 25 de junho de 2026

Retomada da UFN-III marca visita de Lula e reforça agenda defendida por Gleice Jane

Após mais de uma década de paralisação, fábrica de fertilizantes em Três Lagoas terá obras retomadas com investimento superior a R$ 5 bilhões e previsão de geração de cerca de 8 mil empregos

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(Foto: Ricardo Stuckert)

A retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas, marca um dos principais compromissos da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Mato Grosso do Sul nesta quinta-feira (25).

A agenda simboliza a retomada de um dos maiores empreendimentos industriais do Estado, cuja conclusão é considerada estratégica para a economia regional e para a política nacional de fertilizantes.

A deputada estadual Gleice Jane (PT) destacou a importância da decisão da Petrobras de retomar o projeto e afirmou que a conclusão da unidade representa um avanço para a geração de empregos, o desenvolvimento industrial e a soberania nacional.

“Estamos falando de uma obra que ficou mais de dez anos parada e que agora volta a movimentar a economia de Mato Grosso do Sul. É um investimento que gera empregos, fortalece nossa indústria e reduz a dependência do Brasil da importação de fertilizantes, algo fundamental para um país que é uma potência agrícola”, afirmou.

Durante a agenda em Três Lagoas, o presidente Lula participa da assinatura dos contratos entre a Petrobras e as empresas vencedoras das licitações para concluir a construção da fábrica. O empreendimento receberá investimentos superiores a R$ 5 bilhões, com recursos previstos no Novo PAC, e deve gerar aproximadamente 8 mil empregos diretos e indiretos durante a execução das obras. A previsão é que a unidade entre em operação em 2029.

A história da UFN-III começou em 2011, durante o governo da então presidente Dilma Rousseff. O projeto nasceu com o objetivo de ampliar a produção nacional de ureia e amônia, reduzindo a dependência brasileira da importação de fertilizantes nitrogenados.

Em novembro de 2014, quando as obras foram interrompidas, cerca de 81% da construção já havia sido concluída. A fábrica estava próxima de iniciar suas operações.

Mais de dez anos de abandono – Entre 2015 e 2022, a UFN-III permaneceu sem conclusão.

Nesse período, a Petrobras adotou uma política de venda de ativos e de redução de sua atuação no setor de fertilizantes. Houve tentativas de negociação da fábrica inacabada com empresas privadas, mas nenhuma foi concluída.

Com a mudança de orientação da estatal nos últimos anos, o projeto voltou a integrar a estratégia da Petrobras, que decidiu manter a unidade sob seu controle e concluir a construção. Além da finalização da obra, parte dos investimentos será destinada à recuperação de estruturas e equipamentos que sofreram deterioração durante o período de paralisação.

Desenvolvimento para Mato Grosso do Sul – Quando entrar em operação, a UFN-III deverá produzir milhares de toneladas de ureia e amônia por dia, ampliando a capacidade brasileira de fabricação de fertilizantes e reduzindo a dependência do mercado internacional.

Para Gleice Jane, a retomada da unidade representa um passo importante para o fortalecimento da indústria nacional e para a economia sul-mato-grossense.

“Não se trata apenas de concluir uma obra. Estamos retomando um projeto que gera oportunidades, fortalece a produção nacional e demonstra que o Estado voltou a investir em iniciativas capazes de transformar a vida das pessoas”, destacou.

Após a agenda em Três Lagoas, o presidente Lula segue para o Assentamento Itamarati, em Ponta Porã, onde participa de atos voltados à reforma agrária, regularização fundiária e fortalecimento da agricultura familiar.

Fonte: Assessoria

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