quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Luiza Ribeiro e Coletiva Feminista Antirracista realizam ato #MSTodasVivas contra feminicídios

A mobilização também questiona a demora na implantação das três novas Casas da Mulher Brasileira anunciadas para o interior do Estado

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A campanha convida mulheres a compartilharem experiências de violência utilizando a hashtag #MSTodasVivas e marcando os perfis da mobilização (Foto: Divulgação)

Diante do aumento dos casos de feminicídio em Mato Grosso do Sul, a vereadora Luiza Ribeiro promove, em parceria com a Coletiva Feminista Antirracista, a ação #MSTodasVivas, nesta quarta-feira (12), no Terminal Bandeirantes, em Campo Grande. A mobilização chama atenção para a violência contra as mulheres e cobra do Governo do Estado a implantação das Casas da Mulher Brasileira prometidas para Dourados, Corumbá e Ponta Porã.

Em apenas uma semana, cinco mulheres foram assassinadas vítimas de feminicídio em Mato Grosso do Sul. Ao longo deste ano, já são 23 mulheres mortas em crimes dessa natureza. Para Luiza, os números representam vidas interrompidas, famílias destruídas e histórias que não podem ser naturalizadas.

“Não podemos aceitar que 23 mulheres assassinadas sejam apenas uma estatística. São 23 vidas, 23 histórias e famílias que foram atingidas pela violência. Precisamos agir antes que mais uma mulher seja vítima”, afirma a vereadora.

A mobilização também questiona a demora na implantação das três novas Casas da Mulher Brasileira anunciadas para o interior do Estado. Segundo a vereadora, os recursos destinados às estruturas já foram repassados ao Governo do Estado em 2023 e 2024, mas os equipamentos ainda não saíram do papel.

“Se os recursos já estão disponíveis, o que está faltando? As mulheres querem saber. Dourados, Corumbá e Ponta Porã precisam dessas estruturas de proteção, acolhimento e atendimento às mulheres em situação de violência”, destaca Luiza.

Além do ato, a campanha convida mulheres a compartilharem experiências de violência utilizando a hashtag #MSTodasVivas e marcando os perfis da mobilização. A proposta é romper o silêncio, dar visibilidade aos relatos e reforçar que a violência contra a mulher não é um problema individual, mas uma questão que exige resposta do poder público e de toda a sociedade.

A manifestação acontece nesta quarta-feira (12), a parti das 6h, no Terminal Bandeirantes, em Campo Grande, e reforça uma mensagem central, “Nenhuma mulher deve ser a próxima. Todas vivas. Todas protegidas”.

Fonte: Assessoria

 

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