segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Trump ameaça bombardear Omã, aliado dos EUA no Oriente Médio

Segundo Fox News, Trump disse em entrevista à TV que atacará Omã, um dos aliados mais tradicionais dos EUA na região, se país 'se meter' nas negociações sobre o fim da guerra com Irã. No fim de semana, Teerã disse estar tratando separadamente com Omã sobre uma rota marítima pelo Estreito de Ormuz

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Estreito de Bab-el-Mandeb, no Mar Vermelho, é a maior rota de exportações de petróleo do Oriente Médio depois do Estreito de Ormuz — Foto: Arte g1

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta segunda-feira (17) bombardear mais um país do Oriente Médio, desta vez um aliado.

De acordo com a rede de TV Fox News, Trump disse que atacará o Omã caso o governo do pais tente interferir nas negociações sobre o fim da guerra e o controle do Estreito de Ormuz.

➡️ A ameaça veio após Teerã afirmar, no fim de semana, que vem realizando conversas paralelas com Omã para que os dois países definam uma rota marítima no Estreito de Ormuz. Os EUA reivindicaram, na semana passada, ter o controle do estreito, que é margeado por Irã e Omã.

“Se Omã se meter, vamos bombardeá-los com força total”, disse Trump em entrevista à Fox, de acordo com a rede de TV.

👉 Caso se concretize, a ameaça de Trump pode significar novos contornos para a guerra no Oriente Médio. Isso porque Omã é um dos aliados mais antigos, na região, dos Estados Unidos, com quem tem acordos de cooperação militar. Mas o país também adota uma postura neutra na guerra e vem intermediando as negociações entre EUA e Irã pelo fim do conflito.

O governo de Omã ainda não havia se manifestado sobre a amaeça de Trump até a última atualização desta reportagem.

Na entrevista, ainda de acordo com a Fox, Trump também revelou ter um “canal secreto” de negociações para o fim da guerra com a Guarda Revolucionária do Irã, e disse não ter pressa para o fim das negociações.
No fim de semana, no entanto, o Irã negou que voltou a negociar com os Estados Unidos e indicou que as tratativas estão congeladas.

Em junho, Estados Unidos e Irã anunciaram um acordo em que previam um cessar-fogo e a liberação do Estreito de Ormuz. O acordo também estabelecia um prazo de 60 dias para que os dois lados chegassem a um acordo final — as negaciações sobre o programa nuclear iraniano ficaram pendentes.

Fonte: Portal G1

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