quarta-feira, 11 de março de 2026

Após 3 dias, Witzel lamenta morte de Ágatha e diz que caminho é o certo

O governador do Rio participou de coletiva de imprensa nesta segunda-feira (23)

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O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, fala à imprensa após reunião com o presidente da República, Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto. (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Exame

 

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, fala à imprensa após reunião com o presidente da República, Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto. (Foto - Antonio Cruz/Agência Brasil)

 

Quase três dias depois da morte de Ágatha Félix – garota de oito anos baleada na comunidade da Fazendinha, no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, na última sexta-feira (20) – o governador do estado, Wilson Witzel (PSC), lamentou o ocorrido e afirmou que a política de segurança “está no caminho certo”.

 

Em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (23), Witzel disse também que pediu celeridade nas investigações a secretários de polícia e disse que o estado está nas mãos do crime organizado.

 

“Tem sido difícil ver a dor das famílias que têm perdido seus entes queridos em razão da inescrupulosa ação do crime organizado, que vem atingindo o Rio de Janeiro não de hoje, mas de muitos anos”, disse o governador.

 

Witzel disse também que é pai de uma criança de nove anos e que não pode dizer que sabe o tamanho da dor que os pais de Ágatha estão sentindo, “mas sei que jamais gostaria de passar por um momento como esse”.

 

Mais cedo, Wiztel publicou uma série de mensagens no Twitter, em forma de “thread”, justificando a política de segurança de seu governo.

 

Ágatha estava em uma Kombi com o avô na noite de sexta-feira quando foi atingida por um tiro de fuzil nas costas. Familiares afirmam que a polícia fez o disparo na tentativa de acertar um motociclista.

 

A Polícia Civil e o Ministério Público vão apurar se o tiro partiu da arma dos PMs. Só este ano, ao menos 16 crianças foram baleadas na região metropolitana do Rio — cinco morreram, diz a plataforma Fogo Cruzado, que monitora tiroteios. O caso motivou críticas de autoridades.

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