Não ter uma bicicleta boa, aro 29, com câmbio Shimano e tudo mais, nunca foi motivo para Janete de Souza Ribeiro, conhecida como ‘Jajá’, deixar de frequentar as atividades do grupo de ciclismo “Bicicrético’s”, em Dourados.
A prova da determinação de Jajá está nos diversos ‘pedais’ em que ela e sua inseparável bicicleta aro 26, apelidada carinhosamente como “Jurema” já participou em menos de dois meses, como, a ‘Trilha do Samu até a Pedreira’, ‘Itaporã por terra’, ‘Trilha das Cachoeiras’, em Juti, além do reconhecimento da pista de prova do ‘1º Figth Marathon’.

Ao Estado Notícias ela contou que o interesse pelo esporte começou sozinha quando decidiu tentar fazer o trajeto de sua casa até ao aeroporto de Dourados, onde conheceu um membro do Bicicrético’s que a aconselhou a entrar no grupo, por segurança. “No primeiro dia eu fiquei sem graça, pois quando eu tinha vindo antes pegar a camiseta do grupo vi que todo mundo tinha as bikes bem massa. Eu fiquei desconfiada e pensei, bom eu vou lá e se eu sentir que eu fui rejeitada e eles me tratarem mal eu não volto mais”, relatou.
Para surpresa de Jajá e sua bike ‘Jurema’ ela foi bem recebida e, claro, algumas brincadeiras foram inevitáveis, mas levou na esportiva. “No primeiro pedal eu não consegui acompanhar a turma, pois não tinha muito preparo, mas aos poucos eu comecei ir e eles foram me incentivando”, contou.
BIKE NOVA
E para completar sua alegria, 52 integrantes do grupo fizeram uma ‘vaquinha’ via WhatsApp, para comprar uma bicicleta nova para Jajá, já batizada como ‘Judite’ e entregue justamente em uma das principais atividades do grupo; o ‘Pedal da Madrugada’, percurso noturno que aconteceu no feriado do dia 15 de novembro. “Com a bike nova eu fiz os meus primeiros 100 quilômetros no pedal e coincidentemente ou não, no dia 16 completaram dois meses que eu pedalei a primeira vez com o grupo”, afirmou.

MUDOU TUDO!
Janete é casada há 15 anos e mãe de dois filhos, um de dois e outro de sete anos. Emocionada, ela fala da mudança de vida após integrar no grupo de pedal. “Eu cuidava somente da minha casa e dos meus filhos e quase não saia, pois não tinha muitos amigos. Hoje eu tenho mais contato com as pessoas para conversar e dar risada. Comecei a me sentir melhor”, comemorou.
Aos que pensam em começar no ciclismo ou já são iniciantes, ela aconselha ingressar num grupo de pedal e superar qualquer preconceito. “A gente não pode ter vergonha e devemos ser gratos pelo que temos. Independente se a gente tem muito ou pouco, devemos acordar todos os dias e querer ser uma pessoa melhor e agradecer a Deus”, disse.
“Quando a gente agradece e quer fazer o bem, por pequeno que seja, o universo e Deus retribui pra gente. Qualquer gesto que você faz para alegrar alguém e deixar alguém bem, quer seja um abraço, uma comida gostosa, faça! E se tem um pau velho igual a Jurema, venha, não é desculpa, é só querer”, completou.
“No grupo Bicicrético´s você vai ser bem recebido, pois aqui não tem discriminação e ninguém fica pra trás, além de ter bastante gente bacana para incentivar a gente”, completou.
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Crédito: João Pires