Ministério Público mudou expediente para hoje e amanhã. (Foto: Paulo Francis)
O MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) alterou o horário de funcionamento hoje e amanhã (dia 30). O expediente será das 12h às 19h. Conforme portaria assinada pelo procurador-geral de Justiça, Paulo Cezar dos Passos, a mudança é devido à greve dos caminhoneiros, que chega ao nono dia.
“A crise de abastecimento se agravou, especialmente nas comarcas do interior, dificultando o deslocamento da população e dos servidores em geral”. Ainda segundo Passos, o horário se alinha ao expediente do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).
No MP, em dias normais, o atendimento é em período integral. A portaria também suspendeu todas as diligências externas, com exceção das consideradas imprescindíveis.
A greve pela mudança na política de combustíveis começou em 21 de maio. Desde então, o governo federal divulgou duas tentativas de acordo, mas a greve dos caminhoneiros, reforçada por motoristas de aplicativos, continua nesta terça-feira (dia 29).
Na proposta da União, a redução no preço do óleo diesel será de R$ 0,46 por litro. O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) anunciou a redução na pauta fiscal do combustível a partir de primeiro de junho.
Caminhoneiros concentrados no pátio do Posto de Combustíveis Caravágio no anel viário da BR-163 em Campo Grande (Foto: Mirian Machado)
Pelo 9ª dia, a paralisação nacional dos caminhoneiros contra os aumentos sucessivos do diesel continua com seis pontos de bloqueios parciais nas rodovias federais de Mato Grosso do Sul. Porém no total, há 64 pontos de manifestação que o tráfego está liberado, ou seja, “sem prejuízo à livre circulação de outros veículos que não queiram participar das manifestações”, segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal).
O último balanço foi divulgado pela PRF na tarde segunda-feira (28).
Segundo a A CCR MSVia, concessionária que administra a BR-163, há manifestações de caminhoneiros em Mundo Novo (km 20), Eldorado (km 39), Naviraí (km 117), Juti (km 172), Caarapó (km 206 km 236), Dourados (km 256 km 266 km 281), Rio Brilhante (km 323), Nova Alvorada do Sul (km 373), Campo Grande (km 462 km 477 km 492), Bandeirantes (km 550), São Gabriel do Oeste (km 614), Rio Verde de Mato Grosso (km 678), Coxim (km 730), Sonora (km 812 km 837). O tráfego para veículos de passeio está liberado.
A polícia mantém corredores para a circulação de transporte de animais vivos, gêneros alimentícios, equipamentos essenciais como medicamentos, combustíveis e outras cargas sensíveis, além de prestação de apoio aos manifestantes durante a desmobilização no intuito de garantir a segurança de todos os usuários das rodovias federais
A falta de combustível em postos pelo país em razão das interdições nas rodovias, pode afetar também as redes de telefonia e internet para os usuários. Em nota oficial, divulgada na noite de ontem (28), o SindiTeleBrasil, entidade que representa as operadoras confirmou que a Anatel foi comunicada da questão. Além disso, as operadoras (TIM, Claro, Oi, Vivo) pediram prioridade de seus veículos no abastecimento da frota.
Segundo o inspetor da PRF, Tércio Baggio, 14 carretas de combustíveis chegaram em Campo Grande na noite de ontem. Os veículos estavam detidos por manifestantes em Três Lagoas. Também na noite de segunda-feira, centenas de pessoas participaram de um protesto no Centro da Capital em solidariedade à paralisação dos caminhoneiros e contra o alto preço dos combustíveis. O ato, que se estendeu por toda a Avenida Afonso Pena, interrompeu o trânsito em boa parte da região central.
Horários dos ônibus coletivos tiveram a redução de 25% dos horários, devido a greve dos caminhoneiros (Foto - João Pires)
Por conta das paralisações dos caminhoneiros, o transporte público em Dourados opera com redução de 25% nos horários. Com isso também há diminuição de veículos nas ruas.
De acordo com o gerente da Medianeira Dourados, Marcelo Saccol, a redução aconteceu após a dispensa dos alunos das escolas municipais e universitários que estão sem aula desde a semana passada, além de algumas industrias que estão com suas atividades paralisadas.
No entanto, Saccol ressalta que a partir do momento que as escolas e universidades retornarem as aulas normalmente o transporte público também será normalizado. “Nós vamos acompanhando com os horários e veículos nas ruas a partir que estas entidades voltarem à normalidade”, garantiu.
Combustível
Ainda segundo o gerente da empresa Medianeira, o combustível disponível para o abastecimento dos ônibus coletivos em Dourados é suficiente até a próxima segunda-feira (2), considerando ainda que a empresa recebe o diesel de uma distribuidora particular. “Se até lá não acabarem as paralisações, o transporte público será o menor dos problemas do Brasil”, disse ao Estado Notícias.
A Sanesul informa à população de Dourados que, em virtude de apresentação de falha em bomba do Poço (Dou 29), que produz 300 milímetros de água por hora, houve intermitência no abastecimento de água nesse fim de semana.
De acordo com a Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul, o equipamento queimou e precisará ser substituído. Essa troca deverá demorar pelo menos dois dias.
Por esse motivo, ainda haverá possibilidade de interrupções no abastecimento de água entre hoje e amanhã nos seguintes bairros: Centro, Vilas Lili, Helena, Maxwel, Sulmat, Alba, Planalto, Tonani, Arapongas, Esperança, Eldorado, Jardins dos Estados, Monte Líbano, Santa Brigida, Ouro Verde, Comasa, Guanabara, Paulista, Caramuru, Marabá, Pelicano e imediações.
Será feito todo o possível para minimizar o tempo de permanência sem água. É importante que a população evite o desperdício de água.
A Campanha Nacional de Vacinação Contra Influenza termina no dia 1º de junho em todo País. (Foto: Edemir Rodrigues)
A Campanha Nacional de Vacinação Contra Influenza termina no dia 1º de junho em todo País. Em Mato Grosso do Sul, só em 2018, 10 pessoas já morreram vítimas da gripe, de acordo com dados do Sistema Nacional de Notificação (Sinan). O Estado já vacinou, desde o início da Campanha, 59,8% do público-alvo, o que representa mais de 424 mil pessoas, conforme dados disponíveis no site do Ministério da Saúde.
Nesse ano, das 10 vítimas no Estado, seis foram a óbito devido a complicações causadas pelo subtipo H3N2 da Influenza. Em 2017, quando seis pessoas morreram, o mesmo subtipo matou a maior parte das vítimas. Já em 2016, quando a Influenza matou 103 pessoas – maior número de óbitos por gripe já registrado no Estado – o vilão foi o subtipo H1N1, vitimando 95 das 103 pessoas que morreram.
Apesar da expectativa dos municípios, o Ministério da Saúde ainda não confirmou se no dia 1° de junho a Campanha será estendida a toda a população de imediato ou se haverá disponibilização das doses a partir de grupos pré-definidos.
Ministério da Saúde
Até 24 de maio, no Brasil, foram vacinadas 33,3 milhões de pessoas contra a gripe. Este total considera todo o público estimado, englobando pessoas privadas de liberdade – o que inclui adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas –, funcionários do sistema prisional e pessoas com comorbidades.
Do total de vacinados, 27 milhões são idosos a partir de 60 anos, crianças de seis meses a menores de cinco anos, trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto).
Apesar de no Brasil o público com maior cobertura da vacina contra a gripe, até o momento, ser o grupo das puérperas, com 74,2%, em Mato Grosso do Sul esse lugar é dos professores, com quase 80% de profissionais vacinados.
No cenário nacional, a lista segue com os idosos (71%), trabalhadores da saúde (67,8%) e professores (67,7%). Entre os indígenas, a cobertura de vacinação ficou em 53,5% e gestantes 51,8%. O grupo com menor índice de vacinação no País, até agora, foram as crianças, entre seis meses e cinco anos, a cobertura é de apenas 46%.
A decisão foi tomada em reunião realizada hoje pela manhã (Foto - Divulgação)
As portas do comércio de Dourados vão fechar as portas na tarde desta segunda-feira a partir das 15h. A decisão foi tomada em reunião realizada agora a pouco na ACED (Associação Comercial e Empresarial de Dourados) em apoio à greve dos caminhoneiros.
Participaram da reunião representantes do Movimento Combustível Preço Justo, Sindicato do Comércio (Sindicom), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção (ACOMAC) entre outras entidades.
A presidente da ACED, Elizabeth Salomão afirmou que o fechamento do comércio é uma forma de protesto dos comerciantes contra a falta de uma solução para a crise dos transportes no Brasil.
O governo publicou, em edição extra do Diário Oficial da União, as três medidas provisórias (MPs), anunciadas pelo presidente Michel Temer e negociadas com os caminhoneiros, paralisados desde o último dia 28. As medidas foram publicadas na noite de ontem (27) e reúnem as MPs 831, 832 e 833.
O ponto alto está na MP 832 que institui a chamada Política de Preços Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. É a medida que estabelece a tabela mínima para o frete. Não há valores nem percentuais, mas detalhes sobre como os números serão negociados.
A MP 832 destaca que o processo de fixação dos preços mínimos contará com a participação dos representantes das cooperativas de transporte de cargas e dos sindicatos de empresas e de transportadores autônomos. Para a fixação dos preços mínimos, diz a medida, serão considerados, prioritariamente, os custos do óleo diesel e dos pedágios.
O texto informa também que a decisão se estende às cargas em geral, a granel, as que necessitam ser refrigeradas, as perigosas e as chamadas neogranel (formadas por conglomerados homogêneos de mercadorias, de carga geral, sem acondicionamento específico e cujo volume ou quantidade possibilite o transporte em lotes, em um único embarque).
A MP 833 é a que determina que os veículos de transporte de cargas que circularem vazios ficarão isentos da cobrança de pedágio sobre os eixos que mantiverem suspensos. A medida vale para todas as rodovias do país.
A MP 831 define que a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) contratará transporte rodoviário de cargas, com dispensa do procedimento licitatório, para até 30% da demanda anual de frete da empresa. A medida interfere principalmente na ação dos caminhoneiros autônomos.
Manifestantes na sexta-feira no anel viário da BR-163, próximo ao Posto Caravágio (Foto: Saul Schramm)
O protesto dos caminhoneiros entra no 8º dia consecutivo nesta segunda-feira (28) em todo o País. A categoria quer que a Petrobras reveja a política de preços, que atrela o valor dos combustíveis às altas e baixas do dólar. Segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), são 20 pontos de bloqueios nas rodovias federais do Estado.
De acordo com a CCR MSVia, concessionária que administra a BR-163, há paralisação em toda a extensão da rodovia. Os pontos que estão bloqueados são em Mundo Novo (km20), Eldorado (km39), Naviraí (km 117), Juti (km 172), Caarapó (km 206 km 236), Dourados (km 256 km 266 km 281), Rio Brilhante (km 323), Nova Alvorada do Sul (km 373), Campo Grande (km 462 km 477 km 492), Bandeirantes (km 550), São Gabriel do Oeste (km 614), Rio Verde de Mato Grosso (km 678), Coxim (km 730), Sonora (km 812 km 837). O tráfego está liberado para veículos de passeio.
Em pronunciamento, na noite de ontem (27), o presidente Michel Temer (MDB) anunciou medidas que serão adotadas pelo governo federal para atender aos pedidos dos caminhoneiros, que realizam protestos desde o último fim de semana. Entre elas, Temer garantiu a redução de R$ 0,46 no preço do litro do óleo diesel.
A Polícia Rodoviária Federal mantém corredores para a circulação de transporte de animais vivos, gêneros alimentícios, equipamentos essenciais como medicamentos, combustíveis e outras cargas sensíveis, além de prestação de apoio aos manifestantes durante a desmobilização no intuito de garantir a segurança de todos os usuários das rodovias federais.
Douradenses amanheceram nas filas dos postos de combustíveis na manhã de hoje, em Dourados (Foto - Franz Mendes)
Os cinco caminhões que abasteceram os postos de combustíveis da Taurus na madrugada deste domingo (27) amenizaram a expectativa dos douradenses que estavam esperando a vinda do produto, porém, segundo proprietários destes postos, o combustível já acabou nas bombas.
Cinco postos foram abastecidos pelos caminhões escoltados pelo PRF (Polícia Rodoviária Federal), por volta da meia noite de hoje, sendo que os abastecimentos só ocorreram a partir das primeiras da horas da manhã.
Alguns motoristas dormiram em seus veículos enquanto uma longa fila se formava em frente aos postos. Consumidores que chegaram por volta das 7 horas já encontraram filas de quase dois quilômetros em alguns estabelecimentos. “Cheguei no posto da rua Cuiabá às 6h50 e já tinha fila de seis quadras. Fiquei quase quatro horas na fila e quando sai já estava umas 14 quadras”, comentou a gestora de Recursos Humanos, Milca Ferraz.
Novas Escoltas
Segundo o inspetor da PRF, Waldir Brasil, uma nova força tarefa para garantir o abastecimento em Dourados está prevista para amanhã. Ao Estado Notícias ele afirmou que neste domingo foram escoltados caminhões nas cidades de Dourados e Fátima do Sul, com o apoio do Exército.
Em Fátima do Sul a escolta foi feita pela PRE (Polícia Rodoviária Estadual). Já na tarde deste domingo está previsto o abastecimento dos aeroportos de Dourados e Ponta Porã.
De acordo com o inspetor, as escoltas dos caminhões acontecem após solicitações feitas pela superintendencia da PRF em Campo Grande e, conforme a situação é feito pedido de apoio ao Exercito Brasileiro e outros órgãos de segurança pública. “Os caminhoneiros tem cooperado e não há registro de nenhuma resistência em nossas operações. Eles são pais de familia e temos que ter o maior respeito e consideração por eles”, disse.
Manifestação na BR-163, em Campo Grande (Foto: Ricardo Mello/TV Morena)
No 7º dia de protesto de caminhoneiros em todo o país, Mato Grosso do Sul contabiliza 44 pontos de manifestações em rodovias. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o domingo (27) começou com 19 protestos nas vias federais e, conforme a Polícia Militar Rodoviária, 25 em trechos estaduais.
A manifestação dos caminhoneiros causa reflexos em diversos setores do campo à cidade. Da indústria à coleta de lixo. O governo federal fechou acordo com a categoria, porém os manifestantes dizem que não foi aceito todos os termos e não dão fim ao protesto.
A corrida por combustível começou na tarde de quarta-feira (23). Filas e mais filas em postos da capital ao interior. Na noite de quinta-feira (24), já não havia gasolina e etanol em diversos estabelecimentos. No sábado (26), carretas começaram a sair da distribuidora de Campo Grande sob escolta policial e no domingo a movimentação era a mesma.
O reabastecimento provocou nova corrida aos postos. Mais uma vez filas naqueles que receberam gasolina e etanol.
Nas indústrias, redução na produção porque matérias primas não chegam e não há como escoar o que é feito. Muitas universidades e escolas, sendo a maioria do interior, suspenderam aulas. Em algumas cidades, a greve interfere na coleta de lixo.
Em muitas cidades do interior a maioria dos postos não têm mais combustíveis. Em Dourados e Bonito, acabou gasolina e etanol. Moradores da região de fronteira têm ido para os países vizinhos para abastecer.
Supermercados já começam a sentir os efeitos. Gôndolas estão ficando vazias, principalmente de hortifrutis, e o que tem está com preços nas alturas.
Montagem da estrutura que vai receber a ExpoTrânsito a partir da próxima segunda-feira (Foto: A. Frota)
Dentro da programação do Maio Amarelo, mês que marca a conscientização quanto a educação para o trânsito, a Prefeitura de Dourados, por meio da Agência de Transporte e Trânsito (Agetran) realiza a 1ª ExpoTrânsito de 28 a 31 de maio, na Praça Antônio João. O horário das atividades será das 8h às 17h.
De acordo com o diretor-presidente da Agetran, Carlos Fábio dos Santos, o evento é uma inédita forma de abordar a temática no município e abrangerá vários tipos de dinâmicas para chamar a atenção de todo o tipo de público. “Vamos trabalhar várias ‘linguagens’ para envolver desde as crianças até as pessoas de mais idade. É uma atividade nova e acredito que terá um impacto muito positivo para a sociedade”, citou. As ações dentro deste foco são constantes, sendo a prevenção de acidentes e investimentos para melhorias no trânsito do município um dos direcionamentos da gestão Délia Razuk.
Já nesta sexta-feira (25), a equipe da Agetran iniciava os preparativos da ExpoTrânsito na Praça Central. A ação contará com o apoio de diversas instituições na “mobilização” por um trânsito melhor.
“Esse mês foi muito produtivo, realizamos blitz educativas, palestras, diversas ações e este grande evento fechará as ações com muito sucesso, a administração municipal acredita que a educação é a chave para cidadãos mais conscientes no trânsito”, destaca Carlos Fábio dos Santos.
São parceiros da ação o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Guarda Municipal, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Guarda Mirim, Sest/Senat, CCR MS VIA, Grand Prix, Br Foods, Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Instituto do Meio Ambiente (Imam), Secretaria de Educação e a Secretaria de Cultura.
No sexto dia de protesto, caminhoneiros bloqueiam mais de 59 pontos das rodovias.(Foto: CG News)
A greve dos caminhoneiros contra o aumento no preço dos combustíveis chega ao sexto dia em Mato Grosso do Sul e bloqueia 74 trechos de rodovias em todo o Estado. Neste sábado (26) são 38 pontos interditados em rodovias federais e 36 nas estaduais, um total de 15 a mais do que o registrado ontem.
Segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), os caminhoneiros bloqueiam cinco rodovias federais nesta manhã. Na BR-262, os manifestantes estão em Campo Grande, Anastácio, Corumbá, Terenos e Três Lagoas. Há também trechos impedidos na BR-267, nas cidades de Bataguassu, Maracaju, Nova Alvorada do Sul e Guia Lopes da Laguna.
Na BR-060 são registrados cinco pontos de bloqueio, em Bela Vista, Camapuã, Chapadão do Sul, Paraíso das Águas, e Sidrolândia. Os caminhoneiros também ocupam trechos da BR-158, nos municípios de Brasilândia, Cassilândia, Paranaíba e Três Lagoas.
Ainda segundo a PRF, na BR-163, uma das mais movimentadas do Estado, os policiais acompanham interdições em Bandeirantes, Caarapó, Campo Grande (nos quilômetros 477, 462 e 492), Coxim, Dourados (em três pontos, km 256, 266 e 281) Eldorado, Naviraí, Rio Brilhante, Rio Verde de Mato Grosso, São Gabriel do Oeste e Sonora. Dados da CCR MSvia, apontam que só na rodovia, são 21 trechos bloqueados.
De acordo com balanço do Batalhão da Polícia Militar Rodoviária divulgado nesta manhã, os pontos interditados subiram para 36 e impedem os acessos a Dourados, Nova Andradina, Cassilândia, Inocência, Paranaíba, Amambai, Ponta Porã, Bela Vista, Sidrolândia, Naviraí, Maracaju, Ivinhema, Santa Rita do Pardo, Deodápolis, Itaporã, Itahum, Paranhos, Rochedo, Sete Quedas, Aparecida do Taboado, Bonito, Iguatemi e Ipezal.
Nesta sexta-feira (25), os policiais militares rodoviários monitoravam 21 pontos de bloqueios.
Paralisação – Desde domingo, os caminhoneiros bloqueiam as rodovias em Mato Grosso do Sul em protesto ao aumento dos combustíveis. Mesmo depois que a Petrobras decidiu manter a redução de 10% no valor do diesel nas refinarias e representantes do governo e entidades de caminhoneiros anunciaram a suspensão da paralisação, por 15 dias, os grupos permaneceram nas rodovias de todo Brasil.
Os principais representantes do protesto alegam que apesar do acordo divulgado pelo governo federal, na noite do dia 24 de maio, depois de reunião com as categorias, não concordavam com os termos apresentados e por isso continuaram com a greve.
“Não teve acordo. Para nós não teve acordo. O pessoal que nos representa saiu da reunião lá em Brasília (DF), porque não aceitavam aqueles termos. Vai dar diferença de no máximo 5 centavos”, disse Valcir Francisco, presidente da Cootrapan (Cooperativa dos Transportadores do Estado do Pantanal).
Representante dos caminhoneiros autônomos no Estado, Osni Belinati, do Sindicargas (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Cargas), seguiu o mesmo discurso. “Teve acordo, mas não era aquilo que estávamos esperando. O movimento está mantido”.
Reinaldo convocou reunião do secretariado às 17h de hoje na Governadoria. (Foto: Fernando Antunes)
O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) convocou o secretariado para reunião às 17h deste sábado (dia 26) para discutir a greve dos caminhoneiros e admite discutir a redução de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), desde que o desconto chegue às bombas.
De acordo com Azambuja , a partir da sinalização do governo federal de reduzir impostos, a administração estadual avalia a possibilidade.
“O governo não foge da discussão. Já fizemos isso lá atrás e não tivemos o resultado esperado. O desconto não chegou na bomba. Faz parte da pauta de discussão retomar essa conversa com os segmentos produtivos. Pode reduzir à tarifa mínima e retomar essa conversa”, afirma Reinaldo.
Em 2015, o governador reduziu a alíquota do ICMS sobre o diesel de 17% para 12%. Na última quinta-feira (dia 24), Reinaldo tinha descartado reeditar a alíquota menor. Hoje, ele avalia que houve mudança de cenário. “Não queremos que o governo federal empurre isso aos governos estaduais. Vamos dividir a fatura”, diz. O governador participa hoje da Feijoada do FAC ( Fundo de Apoio à Comunidade), em Campo Grande.
Na tentativa de pôr fim à greve, a União prometeu itens como: reduzir a zero a alíquota da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre o óleo diesel; manter a redução de 10% no valor do óleo diesel a preços na refinaria, já praticados pela Petrobras, nos próximos 30 dias, com compensações financeiras da União à Petrobras; e assegurar a periodicidade mínima de 30 dias para eventuais reajustes do preço do óleo diesel na refinaria.
Botijões do gás de cozinhas estão vazios nos pontos de revenda do produto (Foto - João Pires)
Além dos postos de combustíveis fechados por conta da greve dos caminhoneiros, os douradenses agora enfrentam a falta do gás de cozinha. O botijão até ontem (25) estava sendo vendido em torno de R$ 80, porém, na maioria dos pontos de revenda os estoques acabaram no período da tarde.
A reportagem do Estado Notícias entrou em contato com seis distribuidoras em Dourados e segundo os proprietários a falta do gás atinge todas as empresas.
De acordo com o empresário Florisvaldo Pires, dono de uma revendedora da Copagaz, no centro da cidade, a falta do produto também tem prejudicado outros setores, principalmente hospitais que dependem do gás industrial para manter alguns equipamentos e refeições aos pacientes.
O empresário afirma que outros municípios também já sentem o reflexo das paralisações dos caminhoneiros, como Caarapó, Juti, Deodápolis, Rio Brilhante, Fátima do Sul, Itaporã e Douradina. “Os caminhões vazios que transportam os botijões nem se arriscam chegar nas distribuidoras e outros carregados estão parados nos bloqueios”, explicou.
Empresa fechou as portas e só voltará o atendimento após a greve dos caminhoneiros (Foto - João Pires)
RESTAURANTES
O reflexo da falta do gás também já preocupa donos de restaurantes e lanchonetes. Segundo o empresário Marcelo Barros, proprietário de uma marmitaria próximo ao BNH 2º Plano, o seu estoque de gás só mantém os serviços até quarta-feira, considerando que o uso de botijões industriais. “Quem utiliza os botijões P-13 já devem estar com suas entregas comprometidas”, comentou.
De acordo com o empresário, esta semana as vendas de marmitas aumentaram, resultado da economia no consumo. “Muitos estão optando pelas entregas ou refeições em restaurantes para economizar o gás em casa”, considerou.
A greve nacional dos caminhoneiros completa cinco dias nesta sexta-feira. Em Mato Grosso do Sul existem 37 pontos de paralisação em rodovias federais. Ontem, o Governo Federal fechou acordo com alguns líderes sindicais, porém a maioria dos caminhoneiros optou em manter os protestos por não se sentirem representados pelos sindicatos.
Painel de voos no Aeroporto de Campo Grande (Foto: Saul Schramm)
O estoque de querosene do Aeroporto Internacional de Campo Grande só deve durar até as 22h dessa sexta-feira (25), mas pode acabar antes dependendo do movimento, segundo estimativas da Shell e Petrobras.
As empresas afirmam que desde ontem, as aeronaves estão sendo abastecidas com mais combustível que o normal para evitar problemas com a falta do insumo em outras cidades brasileiras. Isso reduziu os níveis do produto na Capital, que em situações normais daria para atender as companhias aéreas até sábado.
Leva em média dois dias para um caminhão deixar a refinaria e chegar em Mato Grosso do Sul, dizem as distribuidoras. Grandes terminais, como Guarulhos e Galeão, não têm esse problema porque dutos levam o querosene diretamente até eles.
O problema é que a greve dos caminhoneiros contra os aumentos no diesel está bloqueando o tráfego em várias rodovias no Brasil para veículos de carga. Dessa forma, os carregamentos não conseguem chegar até o município.
Nos aeroportos do interior do estado, como Dourados, Ponta Porã, Corumbá e Três Lagoas, o estoque de combustível deve durar até sete dias.
O Aeroporto Santa Maria, que opera voos com aeronaves de menor porte em Campo Grande, informou que tem estoque de querosene para uma semana. Já o Pedro Teruel afirmou que os reservatórios do produto estão comprometidos, pois o fornecimento está bloqueado pela greve.
Em Brasília, segundo a concessionária do terminal, não há mais combustível e voos começaram a ser cancelados. Em Congonhas, houve reabastecimento na quinta, garantindo querosene para manter os voos até esta sexta-feira.
Não houve alterações nos pousos e decolagens em Campo Grande em razão dos problemas em outras cidades, segundo informações da Infraero. Há três voos do Distrito Federal programados para pousar na Capital hoje: um da Latam às 19h45, outro da Avianca às 20h05 e um da Gol às 23h25.
Somente uma aeronave decola hoje de Campo Grande para Brasília, com partida programada às 20h30, pela Latam.
A greve dos caminhoneiros contra o aumento no preço dos combustíveis continua em Mato Grosso do Sul e além das 37 interdições nas rodovias federais, os manifestantes bloqueiam também as estradas estaduais. Mesmo após acordo com o governo federal, anunciado na noite de ontem, 21 trechos estão interditados nesta sexta-feira (25) segundo balanço da Polícia Militar Rodoviária.
Na BR-163, uma das mais movimentadas do Estado, há interdição em Mundo Novo (km 20), Eldorado (km 39), Naviraí (km 117), Caarapó (km 206), Dourados (km 256, 266 e 281), Douradina (km 288), Rio Brilhante (km 323), Campo Grande (km 462, km 477 e km 492), Bandeirantes (km 550), São Gabriel do Oeste (km 614 e 618), Rio Verde de Mato Grosso (km 678), Coxim (km 730) e Sonora (km 812 e km 837), onde o tráfego de veículos de passeio está livre.
Após sete horas de reunião nesta quinta-feira (24), representantes do governo e entidades de caminhoneiros, anunciaram a suspensão, por 15 dias, das interdições nas rodovias do país.
Em troca, a Petrobras decidiu manter a redução de 10% no valor do diesel nas refinarias por 30 dias enquanto o governo costura formas de reduzir os preços. Além disso, se comprometeu a custear esse desconto, estimado em R$ 350 milhões, nos primeiros 15 dias. Os próximos 15 dias serão patrocinados pela União.
Em Mato Grosso do Sul, no entanto, os caminhoneiros afirmaram que a greve continua por tempo indeterminado, já que os representantes que fecharam o acordo com o governo não são os mesmo que participam do movimento.
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