Imagens mostram o detento ao lado de “colegas de cela”. (Foto: Reprodução/Internet)
Depois de atualizar redes sociais e fazer selfies dentro do Presídio de Dois Irmãos do Buriti, o detento Cleir Ortiz Gonçalves, de 22 anos, foi levado a cela disciplinar e, agora, responde a mais um processo administrativo.
As imagens enviadas ao JNE mostram o detento ao lado de “colegas de cela”, identificados como Marcelo Pereira da Silva, de 27 anos, e Lanes Fernando Barbosa Pedroso, de 26 anos, todos com domicílio em Aquidauana.
A assessoria de imprensa da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) informou que as imagens são antigas e que na última terça-feira (17) durante vistoria, o celular foi apreendido.
Em nota, informou que os internos identificados nas fotos já estão isolados em cela disciplinar, bem como o celular utilizado já foi apreendido e encaminhado para Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário (GISP) para perícia e investigações necessárias.
Também foi aberto um processo administrativo disciplinar pela direção do presídio. O uso do celular pelo preso é considerado falta grave, o que altera a sua data base, ou seja, pode ocasionar o maior tempo de permanência na prisão.
Por fim, a Agepen esclarece que as vistorias são rotineiras e que, recentemente, os agentes chegaram a quebrar o piso de uma cela em busca de materiais proibidos. Existe um Serviço de Inteligência que faz o monitoramento para identificar custodiados que utilizam redes sociais. Também será apurado como os detentos tiveram acesso ao aparelho.
Carro da PF na frente da Polícia Federal, em Campo Grande. (Foto: Marina Pacheco)
Pela 2ª vez, o ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, foi preso às vésperas da convenção de seu partido, MDB. Em 2017, o ex-chefe do Executivo estadual foi detido pela PF (Polícia Federal) em 14 de novembro e a reunião da legenda estava prevista para dia 18 daquele mês.
Na ocasião, a decisão da direção do MDB foi adiar para 2 de dezembro “em respeito” a André e a família. Na nova data, já com André solto, a convenção o consolidou como presidente estadual do partido e, pouco depois, o ex-governador anunciou que tentaria retornar ao comando do Estado nas eleições deste ano.
Já a nova prisão ocorreu nesta sexta-feira (dia 20), oito meses depois da primeira detenção e também às vésperas da convenção, marcada para 4 de agosto de 2018. A reunião, até então, é para confirmar a candidatura de Puccinelli ao governo e apresentar o arco de alianças que o MDB terá no pleito eleitoral.
Lideranças emedebistas dizem que ainda vão levantar informações sobre a nova prisão, para depois emitir posicionamento. Não há, por enquanto, qualquer notícia de que a convenção será adiada ou que a candidatura está ameaçada.
O advogado Renê Siufi, responsável pela defesa do ex-governador, afirmou ao Campo Grande News que estranhou a prisão às vésperas da convenção partidária. O defensor disse que está avaliando o decreto de prisão para entrar com um pedido de habeas corpus para liberar Puccinelli.
Operação – A prisão do ex-governador André Puccinelli, pré-candidato ao governo do Estado, é preventiva e foi decretada pelo juiz Bruno Cezar da Cunha Teixeira, da 3ª Vara da Justiça Federal, no dia 18, quarta-feira. Além do ex-governador, foram presos o filho dele, André Puccinelli Junior e o advogado João Paulo Calves.
Puccinelli Junior, que poderia ficar numa cela diferenciada, abriu mão da prerrogativa de advogado para ficar com o pai, como já havia feito em novembro do ano passado, quando André Puccinelli foi preso.
O grupo já havia sido detido na 5ª fase da Operação Lama Asfáltica, batizada de Papiros de Lama, em 14 de novembro de 2017. O ex-governador foi solto 40 horas depois.
Ministro Raul Jungmann durante entrevista (Foto: Saul Schramm)
O PCC (Primeiro Comando da Capital) – hoje considerada a maior facção criminosa do Brasil, que domina também os presídios e atua nas ruas de Mato Grosso do Sul – já está atuando em cinco países da América do Sul. A informação foi dada pelo ministro da Segurança Pública do Brasil, Raul Jungmann, durante seminário em Campo Grande na manhã desta. Durante o evento, ele anunciou uma nova operação das forças de segurança na região de fronteira contra o crime organizado.
O representante do governo federal admite que é necessário investir mais no “fechamento” da fronteira, mas afirma que só um acordo internacional resolverá o problema. “Precisamos de uma legislação e acordos em comum entre os países, para hajam operações integradas das polícias, do Brasil, Paraguai e Bolívia por exemplo. Precisamos trocar dados e informações sobre o crime organizado”.
O ministro comentou ainda que vai propor no próximo mês em Buenos Aires, Argentina, a criação de órgão de segurança sul-americano. “Antes, facções cuidavam da distribuição e venda de drogas dentro do Brasil, além de manter seus territórios. Agora, estão vindo para a fronteira e se espalhando por outros países e se tornando produtores de droga”.
Investimentos nacionais – Sobre os investimentos internos, o ministro citou o lançamento da operação Fronteira Segura no próximo mês. A força-tarefa vai espalhar 300 homens da Força Nacional em pontos considerados estratégicos de nove Estados: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Paraná, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e claro, Mato Grosso do Sul.
O ministro garantiu também que dobrará o efetivo da PF (Polícia Federal) no Estado, após a chamada dos aprovados no concurso com 500 vagas para o Brasil aberto neste ano. Ainda pretende aumentar os recursos para o Sisfron (Sistema Integrado de Operações de Fronteira), embora em março deste ano o governo Michel Temer (MDB) tenha anuncia corte de R$ 60,5 milhões do programa.
Por último, Jungmann fala na criação de uma Coordenação Nacional de Fronteira, órgãos com base de dados e informações exclusivas sobre a fronteira.
Carro blindado de Rafaat, metralhado por arma antiaérea em 15 de junho do ano passado (Foto: Arquivo)
Abandono – É de conhecimento geral que a fronteira está entregue ao crime. Após a morte de Jorge Rafaat Touman, comerciante de pneus e conhecido como “chefão” do crime organizado em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha de Ponta Porã (MS), a 323 km de Campo Grande, em 15 de junho de 2016, uma verdadeira guerra entre facções que disputam território se instalou na fronteira de Mato Grosso do Sul.
Desde 2015, o Governo de Mato Grosso do Sul tem cobrado medidas para reforçar o monitoramento das fronteiras. O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) sempre reclamou da falta efetiva das forças nacionais no monitoramento de mais de 1,5 mil km de fronteira – 1.131 quilômetros com o Paraguai e 386 quilômetros com a Bolívia.
Além de pedras de pasta base de cocaína, Walerson tinha buscado na fronteira 217 quilos de maconha. (Foto: JNE)
Walerson Ozório, de 22 anos, envolvido no latrocínio comerciante Ronaldo Batista, em 2017, foi preso por equipe do Getam (Grupamento Especializado Tático de Ações Motorizadas), nesta quarta-feira (18), com pedras de pasta base de cocaína, porções prontas para a venda e 217 quilos de maconha, no Jardim Campanário, em Anastácio, a 135 km de Campo Grande. O jovem foi solto há dois meses, depois que o juiz Luciano Pedro Beladelli entendeu que o rapaz praticou receptação e não participou diretamente da morte.
Na época do crime, Walerson foi apontado pelos adolescentes usados no crime, como a pessoa que teria encomendado o veículo da comerciante. O outro envolvido, Alexandre Albuquerque da Cunha de 22 anos, e que sabia dirigir, foi ao local do crime e pegou o carro da vítima, entregando para Walerson que, por sua vez, ao perceber a repercussão do crime, tentou se desfazer. Ele teria pedido o automóvel por R$ 5 mil.
Walerson passou a responder por receptação, Alexandre foi condenado pelo roubo, bem como um dos adolescentes internado como um dos executores. Outro jovem que participou do crime foi encontrado morto, supostamente após ter cometido suicídio, na Unidade Educacional de Internação de Corumbá.
Nova Prisão – Durante patrulhamento do Getam, no Jardim Campanário, os policiais receberam denúncias de que na Rua João de Queiroz haveria uma boca de fumo. Os policiais foram até o endereço e durante aproximadamente 30 minutos de campana, visualizaram movimentos de entrada e saída de pessoas.
Em seguida, Walerson entrou em um veículo que estava estacionado em frente a casa e quando saiu foi abordado pela equipe policial. O rapaz entrou em contradição por diversas vezes dizendo que morava no Bairro Nova Aquidauana, porém ao ser informado sobre o monitoramento admitiu morar no endereça.
Em vistoria, os militares encontraram na cozinha em um pote de achocolatado, uma sacola contendo diversas pedras de pasta base de cocaína em seu estado bruto, que após pesagem totalizou aproximadamente 18 gramas, assim como 5 paradinhas prontas para a comercialização.
Indagado onde teria adquirido o entorpecente, o acusado relatou que teria pego 100 gramas da substância pelo valor de R$ 750 reais no início do mês na cidade de Corumbá, e que essas 18 gramas que sobraram renderiam aproximadamente 120 trouxinhas de pasta a base de cocaína prontas para comercialização revendidas pelo valor de R$ 10 reais.
“A casa caiu” – Durante a abordagem policial, Walerson recebeu uma ligação em que outra pessoa questionava se encomenda da fronteira estaria guardada. O suspeito tentou se explicar, entrou em contradição e confessou que ao lado de sua casa tinha 217 quilos de maconha. Walerson e a droga foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Anastácio.
Um rapaz de 22 anos e uma jovem de 19 foram presos na madrugada desta quinta-feira (19), em Bonito por conduzirem veículos embriagados.
De acordo com informações do boletim de ocorrência, cada um deles pilotava uma motocicleta. O rapaz estava com olhos avermelhados, falava várias coisas ao mesmo tempo, cambaleava e exalava forte odor etílico.
Conforme o registro policial, a jovem também tinha olhos vermelhos, não conseguia falar e nem se manter em pé sozinha e vomitava na moto.
No bagageiro de uma das motos os policiais encontraram duas garrafas vazias de bebida alcoólica e o casal confirmou que tinha bebido antes em um bar e seguiam para suas casas.
Os suspeitos foram encaminhados para o hospital da cidade para exame de corpo de delito.
Prefeitura recupera ruas do Jardim Vitória I e II e do Laranja Doce recebem atenção especial (Foto - A.Frota)
A Prefeitura de Dourados, por meio da Semop (Secretaria Municipal de Obras Públicas), segue com a recuperação das ruas no Jardim Vitória I e II, e no Laranja Doce, e já proporciona outro aspecto nas vias que há mais de uma década e meia é motivo de reclamação dos moradores.
Depois das ações de patrolamento das ruas, com a eliminação das crateras e adequação das vias para receber o material, foi iniciada a fase da aplicação de fresa de asfalto. Os bairros da região nordeste de Dourados são a primeira área a ser contemplada com as ações de cascalhamento que devem se estender para outras regiões da cidade.
O Jardim Vitória, localizado aos fundos do bairro Canaã I, nas imediações do Seminário Batista e da Unei, tem sido constantemente mencionado pela prefeita Délia Razuk como prioridade para ações de recuperação das ruas. “Estamos contentes de poder recuperar estas áreas que sofrem há tantos anos. Temos trabalhado para que os caminhos se abram e muita coisa tem sido melhorada”, disse a prefeita.
Nesta quarta-feira (18), o secretário Tahan Sales Mustafa vistoriou as obras e destacou a melhoria nas ruas com a aplicação da fresa de asfalto e disse que o trabalho segue por todo o bairro. A obra é realizada pela Terpav, com recursos do município. “Depois de tanta espera, a recuperação acontece com pouco mais de 1 ano e meio da atual administração. Tem muito mais para fazer e estamos empenhados”, disse.
Depois de 16 anos, segundo moradores, as intervenções que também eram cobradas no ano passado, entraram no cronograma de recuperação e foram iniciadas até que sejam conquistadas verbas para a drenagem e a pavimentação do local.
Recentemente, em conversa da prefeita com membros do Congresso Nacional, foi encaminhada parceria para que haja interlocução junto ao Ministério das Cidades, por onde tramitam projetos de captação de recursos da ordem de R$ 30 milhões, pleiteados por Dourados para a implementar o programa Avançar Cidades, que vai permitir a realização de ações de drenagem e pavimentação asfáltica em várias localidades, entre elas o Jardim Vitória I e II.
Segundo o secretário, esta é a primeira ação de recuperação das ruas dentro do perímetro urbano. Como amplamente divulgado, a Semop tem recuperado as estradas vicinais nas regiões de área rural e feito um trabalho em locais que não recebiam intervenções há muito tempo.
Bombeiros socorrem motorista do carro que caiu no córrego (Foto: Dyego Queiroz/ TV Morena)
Um rapaz de 22 anos ficou ferido ao cair com o carro que dirigia no córrego Prosa, em Campo Grande, na madrugada de quarta-feira (18).
O jovem estava sozinho na picape e saiu do veículo sem ajuda. Ele ficou na margem do córrego até a chegada do Corpo de Bombeiros, que o colocou em uma prancha e a subiu com ajuda de cordas.
Segundo os militares, o rapaz disse que perdeu o controle da direção. A altura da queda foi de aproximadamente 6 metros.
Ainda conforme os bombeiros, o veículo parou com as rodas para baixo. Se tivessem ficado para cima, a vítima poderia ter se afogado.
A família do jovem não estava na cidade e foi avisad
Jail recorreu ao Conselho Federal da OAB para atuar como advogado e se defende na Justiça de acusações envolvendo atentado. (Foto: Arquivo)
Acusado de falsidade ideológica de documento público e tentativa de homicídio contra um então colega de Judiciário, tendo seu registro profissional em Mato Grosso do Sul cassado, o ex-juiz federal Jail Azambuja recorreu ao Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) para continuar atuando profissionalmente. O documento havia sido cassado em abril, após sua prisão pela Polícia Federal, mas graças a recurso obteve evolução para o regime semiaberto e autorização para trabalhar.
Conforme informado pela OAB-MS, responsável pelo processo que levou à cassação da carteira de Jail, o recurso confere efeito suspensivo à decisão estadual, autorizando-o a exercer a profissão até o julgamento em definitivo. A tese é reforçada pelo advogado Luís Pedro Gomes Guimarães, proprietário do escritório no qual o advogado já está atuando e que o defende nos processos em tramitação.
“Como está em fase recursal, ele pode advogar normalmente”, destacou Guimarães. Segundo ele, com a condenação mantida na segunda instância do Judiciário do Paraná, teve início a execução antecipada da pena. “Mas o processo veio para Campo Grande e ele está cumprindo as decisões corretamente, aguardando como vai proceder em relação à prisão em segundo grau, que está em fase de recurso também”.
Ele afirma que, por determinação de seu cliente, o processo seguirá os ritos normais, descartando no momento a apresentação de outros recursos. “Vai subir normalmente ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), onde já houve parecer muito favorável do ministro Ernesto Cordeiro, ao STF (Supremo Tribunal Federal)”, ele continuará aguardando.
Até lá, o advogado segue trabalhando normalmente, frisou Guimarães. A autorização para trabalho no escritório foi assinada pelo juiz Alexandre Antunes da Silva, da Auditoria Militar, prevê saída e chegada do sistema prisional das 7h às 19h, datando de 28 de junho. O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) foi cientificado da decisão nesta terça-feira (17). A reportagem não conseguiu contatar Jail.
Prisão – A inscrição de Jail Azambuja foi alvo de questionamentos na OAB-MS desde sua vinda ao Estado, acelerados com sua prisão em 13 de abril. A perda da carteira foi decorrente de condenação a prisão em regime semiaberto por falsidade ideológica de documento público e denunciação caluniosa. Ele também foi acusado de tentativa de homicídio contra o atual desembargador Luiz Carlos Canalli, do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), com mandado de prisão expedido pela Justiça em Umuarama (PR).
Jail foi juiz da 2ª Vara de Justiça Federal na cidade paranaense, sendo acusado de simular um ataque a tiros à própria casa em 28 de fevereiro de 2008. As investigações levaram à prisão de 44 policiais e três políticos por suspeita de participarem de um suposto esquema de contrabando, por meio de mandados expedidos pelo então juiz federal, no sentido de “ajudar nas investigações do atentado”.
Conforme as apurações, os suspeitos foram liberados por falta de provas e um capitão da Polícia Militar acabou preso por coação de testemunhas. Em 19 de setembro daquele ano, Canalli, à época juiz federal e diretor do Fórum Federal de Umuarama, também foi alvo de atentado. Cinco dias depois, Jail Azambuja foi preso sob acusação de ser o mandante do crime ao lado de seu motorista, que a princípio negou envolvimento do patrão.
Em liberdade, Jail Azambuja se transferiu para Campo Grande, onde atuou contra políticos defendeu o casal Gilmar e Andreia Olarte em 2016, durante a Operação Pecúnia, e o ex-senador Delcídio do Amaral (PTC). Ele foi condenado a seis anos e 10 meses de prisão em regime semiaberto, que vinha sendo cumprida no Presídio Militar da Capital (por seu passado como juiz federal).
Ela foi executada com nove tiros de pistola 9 milímetros. (Foto: PC de Souza/EdiçãoMS)
Marynaira Ruiz Nogueira da Cruz, de 18 anos, mais conhecida como Isadora, foi morta com nove tiros de pistola 9 milímetros, no fim da tarde desta segunda-feira (16),em Coxim, a 260 km de Campo Grande. A jovem é suspeita de integrar uma facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) e recentemente testemunhou um feminicídio em Rio Verde de MT, a 2074 km da Capital.
A execução ocorreu no Jardim dos Pequis, segundo publicação do Edição MS. Marynaira tomava tereré em frente a casa de Francisco Batista Nascimento, de 27 anos, o Chico, na rua Paineiras, quando duas pessoas chegaram em uma motocicleta e dispararam contra a dupla, fugindo em seguida.
Ela foi executada com nove tiros de pistola 9 milímetros e o corpo foi levado para o IML (Instituto Médico Legal) de Coxim. Chico foi atingido com dois tiros, um na mão e outro na perna mas conseguiu correr 200 metros e ser socorrido ao Hospital Regional.
Facção criminosa – Os dois seriam integrantes da facção criminosa paulista, porém Isadora não tinha passagens. Já Chico responde por tráfico de drogas, inclusive estava em liberdade assistida, sendo obrigado a usar tornozeleira eletrônica.
A equipe a Polícia Civil ainda levanta informações e nas próximas horas deve anunciar uma linha de investigação. Com auxílio da Militar, principalmente Força Tática, a investigação tenta identificar e prender os autores.
Outra informação que chegou até a investigação é que a vítima foi testemunha de um feminicídio ocorrido no mês passado em Rio Verde, quando uma mulher foi morta com 17 facadas na periferia da cidade.
Reeleição de deputados federais está entre as prioridades apregoadas por partidos neste ano. (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados/Arquivo)
Boa parte dos partidos políticos em Mato Grosso do Sul pretende priorizar os parlamentares com mandato na distribuição de recursos para suas campanhas neste ano. O método segue orientações das cúpulas nacionais das agremiações, que pretendem, antes de meramente ampliar seus espaços nos Legislativos, preservar os que foram conquistados na eleição de 2014.
Consultadas pela reportagem, diretamente ou via assessoria, as direções regionais de DEM e PT confirmaram a intenção de depositarem suas expectativas em candidaturas proporcionais nos políticos que já exercem mandato. Entre os democratas, por exemplo, o presidente regional, Murilo Zauith, garante que os deputados federais Tereza Cristina e Luiz Henrique Mandetta terão voz ativa até na definição de recursos na briga por vagas rumo à Assembleia Legislativa –onde a garantia de novos mandatos para José Carlos Barbosa e Zé Teixeira também é tratada como prioritária.
“Caberá aos deputados federais administrarem os recursos de campanha, quanto cada candidato (a estadual) deve ter no Estado”, afirmou Zauith, reforçando que Barbosinha e Teixeira também terão atenção dos candidatos ao Congresso e do partido. A decisão vai ao encontro da interpretação de que os candidatos a deputado estadual são, também, “cabos eleitorais” dos federais –com alguns tendo maior densidade eleitoral e, por consequência, convertendo mais votos.
A decisão se alinha a deliberações das cúpulas nacionais de partidos quanto ao investimento em candidaturas. Reportagem do G1 veiculada nesta segunda-feira (17) aponta que os cinco maiores partidos da Câmara –MDB, PSDB, PT, PP e PSB– determinaram às suas regionais que enfatizem as campanhas de candidatos que já têm mandato.
O Diretório Regional do PT de Mato Grosso do Sul confirmou, por meio da assessoria do seu presidente, o deputado federal Zeca do PT, que as candidaturas de candidatos com mandato terão prioridade. Zeca deve disputar o Senado nas eleições deste ano. Já o deputado federal Vander Loubet e os estaduais Amarildo Cruz, Cabo Almi, João Grandão e Pedro Kemp devem tentar renovar seus mandatos.
Já o Diretório Regional do PSDB disse aguardar um posicionamento oficial da cúpula nacional tucana antes de deliberar sobre a injeção de recursos em candidaturas. Ao G1, o tesoureiro nacional do partido, deputado federal Silvio Torres (SP) informou que “certamente” candidatos que têm mandato terão mais recursos do que aqueles que não se mostrarem viáveis. Além disso, destacou que a bancada no Congresso pede prioridade e, como eles compõem o fundo partidário, devem ser atendidos.
Procurada pela reportagem, a cúpula do MDB não se manifestou até o fechamento desta edição. Presidente da FUG (Fundação Ulysses Guimarães), o ministro Moreira Franco (Minas e Energia) já havia confirmado à imprensa nacional que candidatos com mais chances terão prioridade na partilha –e que, nesta corrida, aqueles com mandato terão prioridade.
O MDB contava apenas com o deputado federal Carlos Marun na Câmara, que não disputará a reeleição –ele assumiu a Secretaria de Governo da Presidência da República, sendo substituído por Fábio Trad (que se filiou ao PSD). Na Assembleia Legislativa, porém, são oito deputados.
Processo – A rigor, ao se priorizar candidatos com mandato, os partidos estariam abrindo mão da renovação. O movimento, porém, é avaliado como natural pelo cientista político Tito Carlos Machado. “A renovação sempre vem de forma paulatina. No Brasil nunca houve uma renovação abrupta”, afirmou.
Segundo ele, é esperado que haja alterações na composição de bancadas. Contudo, “os partidos sempre apostam naqueles quadros que já estão estabelecidos, e por uma questão lógica. Essas pessoas com mandato têm um nível de influência no partido maior que antes e que tende a resultar em votos em eleições futuras”, considerou Tito.
Segundo ele, levando-se em conta o histórico nacional, uma renovação de 20% a 25% dos mandatos já pode ser considerada “extraordinária”. Machado lembra que, há 30 anos, há trocas de ocupantes de cargos.
Delegada Fernada Felix em entrevista (Foto: André Bittar/Arquivo)
A Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) investiga o estupro de uma mulher de 38 anos. Ela também teria sido agredida pelo marido e outro homem, que a polícia não soube esclarecer ainda se se trata do irmão ou do cunhado dela.
A mulher foi parar na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Universitário muito alcoolizada e machucada. Foram os funcionários do posto de saúde que acionaram a PM (Polícia Militar).
A vítima contou aos policiais que mora em Rondonópolis (MT) e que veio a Campo Grande com o marido para deixar os filhos com o pai deles.
Depois da entrega, o casal foi para a casa do segundo suspeito. O endereço é próximo à avenida Guaicurus, mas a mulher não soube informar nome de rua e número da residência.
Ela e os dois homens começaram a beber à tarde e só pararam por volta das 3h, quando segundo o relato à polícia, a dupla começou a agredir a mulher física e sexualmente.
A delegada Fernanda Felix explica que a vítima ainda precisa ser ouvida para que a situação ficar mais clara e a polícia conduzir as investigações. “Pode ser qualificado posteriormente como estupro de vulnerável”, explicou caso fique constatado que a mulher tinha perdido a consciência ou não tivesse discernimento em relação ao que acontecia naquele momento por causa do consumo de álcool.
A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) não tem informação sobre como paciente chegou à UPA e também informou, por meio da assessoria de imprensa, que não pode dar detalhes sobre o atendimento porque o caso está sendo tratado em sigilo.
Acidente ocorreu por volta das 11 horas desta segunda-feira (Foto - Geraldo Sanabria)
Mais um acidente de trânsito foi registrado por um leitor do Estado Notícias, na manhã de hoje (16), no cruzamento das ruas Presidente Vargas com a Onofre Pereira de Matos, no centro de Dourados.
Desta vez os veículos envolvidos foram um Fiat Palio eu uma moto CG 125. Segundo informações de populares, a condutora da motocicleta sofreu escoriações e foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros.
Neste cruzamento é comum acidentes de trânsito, tanto que empresários próximos constantemente registram fotos e divulgam em redes sociais, a exemplo deste, enviado ao grupo de WhatsApp do Estado Notícias, pelo leitor Geraldo Sanabria.
Um novo inquérito reforçou a denúncia no STJ (Superior Tribunal de Justiça) que apura o suposto pagamento de propina milionária pela JBS ao governador Reinaldo Azambuja (PSDB). A presidente da corte, ministra Laurita Vaz, determinou que o processo fosse anexado ao inquérito 1.190, que tramita em sigilo e tem como relator o ministro Felix Fischer.
Cópia do despacho da presidente do STJ, ministra Laurita Vaz, que determina o encaminhamento de processo para o mesmo inquérito que apura pagamento de propina pela JBS a Reinaldo (Foto: Reprodução)
O escândalo começou há pouco mais de um ano, quando os donos e executivos da JBS tiveram a delação premiada homologada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal. Reinaldo e o antecessor, André Puccinelli (MDB),foram acusados de receber R$ 150 milhões em propinas em troca da concessão de incentivos fiscais para a companhia.
O tucano teria recebido R$ 38,4 milhões, enquanto o emedebista R$ 112 milhões. Como o governador tem foro privilegiado, Fachin encaminhou o caso para abertura de inquérito no STJ (Superior Tribunal de Justiça). O esquema é apurado no inquérito 1.190.
Desde 21 de agosto do ano passado, quando o processo começou a tramitar no STJ, a Polícia Federal pegou novos depoimentos dos delatores, dos produtores rurais e empresas acusados de emitir notas fiscais frias.
O governador chegou a recorrer ao STF para ter acesso ao inquérito, que tramita em sigilo. Com parecer favorável da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, Fachin determinou o acesso apenas às provas já coletadas e manteve o sigilo sobre as investigações em andamento.
STJ já conta com três inquéritos sobre suposta corrupção envolvendo autoridades de MS (Foto: Arquivo)
No dia 19 de junho deste ano, conforme despacho publicado no Diário Oficial do STJ, Laurita determinou o encaminhamento do inquérito 1.243 para ser anexado ao 1.190. Em decorrência da delação da JBS, já são dois inquéritos tramitando no STJ.
Contudo, como o inquérito tramita em sigilo, não é possível saber quem são os alvos deste investigação. Só que a investigação ficará sob o comando do ministro Félix Fischer, famoso por manter o mesmo rigor de Sérgio Moro e Edson Fachin na condução da Operação Lava Jato.
Os empresários Joesley e Wesley Batista, que chegaram a ser presos por omitir dados do MPF e correm o risco de perder os benefícios acordados na colaboração premiada, não só mantiveram a versão de que houve pagamento de propina, como apresentaram números de telefones, notas fiscais e documentos para comprovar o suposto pagamento de propina.
Relator do inquérito contra Reinaldo que apura a delação da JBS no STJ, Felix Fischer tem a mesma fama de Teori Zavask, relator da Operação Lava Jato no STJ até morrer em acidente aéreo (Foto: Arquivo)
A CPI da JBS, instaurada pela Assembleia Legislativa, comprovou que a empresa recebeu a isenção fiscal, mas não realizou os investimentos previstos nem gerou os empregos. Na prática, ficou provado que o grupo só pagou menos imposto.
Em depoimento à Polícia Federal em dezembro do ano passado, Wesley reafirmou que 30% do ganho com a redução do ICMS era pago em propina para o governador do Estado. O percentual era de 20% na estão de Zeca do PT, que foi acusado de ser pioneiro no suposto esquema. André teria elevado o montante para 30%, percentual que permaneceu na gestão do tucano.
Além desses dois inquéritos, o governador é alvo de outro inquérito no STJ, o de número 1.198, cuja relatora é a ministra Maria Thereza de Assis Moura. Este processo se refere à denúncia feita pelo programa Fantástico, da TV Globo, em 28 de maio do ano passado, quando três empresários acusaram a cúpula do fisco, com o suposto aval de Reinaldo, para cobrar propina de até R$ 500 mil em troca da manutenção dos incentivos fiscais.
O vídeo em que um empresário gravou o pagamento da propina a um corretor de gado foi exibido pelo programa. O caso foi enviado ao STJ porque o governador foi citado como um dos supostos integrantes do esquema. O boato da existência do vídeo foi a causa da queda de Sérgio de Paula, cardeal tucano, do comando da Casa Civil dois meses antes da exibição na TV Globo.
Reinaldo nega que o pagamento de propina e acusa os donos da JBS de serem líderes de facção criminosa. Ele chegou a pedir ao Supremo a anulação da delação, mas a corte negou o pedido por unanimidade.
Ele também acusa os empresários no caso do Fantástico de retaliação. Conforme o tucano, a atual administração acabou com a sonegação fiscal. Disposto a disputar o Governo do Estado pela terceira vez, Puccinelli destaca que a verdade vai prevalecer e provará a inocência.
No mês passado, praticamente no mesmo despacho, a presidente do STJ acabou com a publicidade dos processos que tramitam em sigilo na corte. Desde 19 de junho deste ano, o acesso só é permitido as partes envolvidas e advogados credenciados.
Infelizmente, o sigilo é um companheiro antigo da impunidade no Brasil.
Governador voltou a ser destaque no Fantástico graças ao motorista preso na operação contra a Máfia do Cigarro (Foto: Arquivo)
Motorista de governador é destaque no Fantástico
Mato Grosso do Sul voltou a ganhar destaque negativo, de novo, no programa Fantástico, da TV Globo. No caso dos 29 policiais militares presos acusados de dar cobertura à Máfia do Cigarro, o sargento Ricardo Campos Figueiredo, 42, foi um dos destaques.
Como ele foi motorista do governador Reinaldo Azambuja, até o tucano apareceu no programa de domingo.
Ricardo é acusado de integrar a banda podre da PM. No entanto, ele foi preso por destruir dois telefones celulares antes de entregá-los ao Gaeco, como havia determinado o juiz Alexandre Antunes da Silva. O militar virou réu por obstrução de investigação de organização criminosa.
Especialista em segurança pública questionou como um policial, supostamente envolvido com o crime, era tão próximo da maior autoridade do Estado.
O Governo demitiu Ricardo do cargo de assessor e direção superior na Governadoria, que lhe garantia salário de R$ 8 mil por mês. Junto com o subsídio de militar, ele tinha salário superior a R$ 16 mil por mês.
Presídio de Segurança Máxima "Jair Ferreira de Carvalho" (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)
A Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) informou que vai apurar as circunstâncias da morte do detento Silvano Dorneles, 37 anos. O preso foi encontrado morto com ferimentos nas pernas e um pó branco no rosto, na noite de ontem (15), dentro do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande.
Segundo a agência, um procedimento disciplinar interno também será aberto para apurar a conduta dos demais presos dentro da cela onde o corpo Silvano foi encontrado. Paralelo a isso, a Polícia Civil também investiga o caso. Silvano estava preso por receptação.
Consta no boletim de ocorrência, que agente penitenciário de plantão foi solicitado para atendimento na cela 205, do pavilhão 6 da unidade penal. Ao abri-la, foi pedido que os outros detentos colocassem Silvano na maca para ser levado até a enfermaria, porém foi observado que ele já estava morto.
Questionados, os outros presos da cela apenas disseram que a vítima começou a passar mal e não deram informações sobre os ferimentos ou pó branco no rosto do preso. A morte foi constatada por equipe do Corpo de Bombeiros.
O caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro como morte a esclarecer.
Carro dentro de cratera após acidente (Foto: Nova News)
Deborah Talma Silva Moraes, 24 anos, morreu em um acidente na madrugada deste sábado (14) no prolongamento da Avenida Antônio Joaquim de Moura Andrade, em Nova Andradina.
Segundo informações do boletim de ocorrência, a vítima seguia em direção ao bairro Portal do Parque quando perdeu controle da direção, invadiu a contramão, bateu contra o meio fio e caiu em uma cratera com aproximadamente cinco metros de profundidade.
Com o impacto, Deborah foi arremessada do automóvel. O corpo dela foi encontrado a cerca de 10 metros do local do acidente. Peritos e policiais civis foram até o local e não conseguiram precisar o que poderia ter levado a condutora a perder controle do volante.
Segundo informações do site Nova News, um guincho foi chamado para remover o veículo. Como ele estava fora da pista, não foi necessário interditar a avenida. Dezenas de curiosos se aproximaram para acompanhar os trabalhos.
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