Reinaldo convocou reunião do secretariado às 17h de hoje na Governadoria. (Foto: Fernando Antunes)
O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) convocou o secretariado para reunião às 17h deste sábado (dia 26) para discutir a greve dos caminhoneiros e admite discutir a redução de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), desde que o desconto chegue às bombas.
De acordo com Azambuja , a partir da sinalização do governo federal de reduzir impostos, a administração estadual avalia a possibilidade.
“O governo não foge da discussão. Já fizemos isso lá atrás e não tivemos o resultado esperado. O desconto não chegou na bomba. Faz parte da pauta de discussão retomar essa conversa com os segmentos produtivos. Pode reduzir à tarifa mínima e retomar essa conversa”, afirma Reinaldo.
Em 2015, o governador reduziu a alíquota do ICMS sobre o diesel de 17% para 12%. Na última quinta-feira (dia 24), Reinaldo tinha descartado reeditar a alíquota menor. Hoje, ele avalia que houve mudança de cenário. “Não queremos que o governo federal empurre isso aos governos estaduais. Vamos dividir a fatura”, diz. O governador participa hoje da Feijoada do FAC ( Fundo de Apoio à Comunidade), em Campo Grande.
Na tentativa de pôr fim à greve, a União prometeu itens como: reduzir a zero a alíquota da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre o óleo diesel; manter a redução de 10% no valor do óleo diesel a preços na refinaria, já praticados pela Petrobras, nos próximos 30 dias, com compensações financeiras da União à Petrobras; e assegurar a periodicidade mínima de 30 dias para eventuais reajustes do preço do óleo diesel na refinaria.
Botijões do gás de cozinhas estão vazios nos pontos de revenda do produto (Foto - João Pires)
Além dos postos de combustíveis fechados por conta da greve dos caminhoneiros, os douradenses agora enfrentam a falta do gás de cozinha. O botijão até ontem (25) estava sendo vendido em torno de R$ 80, porém, na maioria dos pontos de revenda os estoques acabaram no período da tarde.
A reportagem do Estado Notícias entrou em contato com seis distribuidoras em Dourados e segundo os proprietários a falta do gás atinge todas as empresas.
De acordo com o empresário Florisvaldo Pires, dono de uma revendedora da Copagaz, no centro da cidade, a falta do produto também tem prejudicado outros setores, principalmente hospitais que dependem do gás industrial para manter alguns equipamentos e refeições aos pacientes.
O empresário afirma que outros municípios também já sentem o reflexo das paralisações dos caminhoneiros, como Caarapó, Juti, Deodápolis, Rio Brilhante, Fátima do Sul, Itaporã e Douradina. “Os caminhões vazios que transportam os botijões nem se arriscam chegar nas distribuidoras e outros carregados estão parados nos bloqueios”, explicou.
Empresa fechou as portas e só voltará o atendimento após a greve dos caminhoneiros (Foto - João Pires)
RESTAURANTES
O reflexo da falta do gás também já preocupa donos de restaurantes e lanchonetes. Segundo o empresário Marcelo Barros, proprietário de uma marmitaria próximo ao BNH 2º Plano, o seu estoque de gás só mantém os serviços até quarta-feira, considerando que o uso de botijões industriais. “Quem utiliza os botijões P-13 já devem estar com suas entregas comprometidas”, comentou.
De acordo com o empresário, esta semana as vendas de marmitas aumentaram, resultado da economia no consumo. “Muitos estão optando pelas entregas ou refeições em restaurantes para economizar o gás em casa”, considerou.
A greve nacional dos caminhoneiros completa cinco dias nesta sexta-feira. Em Mato Grosso do Sul existem 37 pontos de paralisação em rodovias federais. Ontem, o Governo Federal fechou acordo com alguns líderes sindicais, porém a maioria dos caminhoneiros optou em manter os protestos por não se sentirem representados pelos sindicatos.
Painel de voos no Aeroporto de Campo Grande (Foto: Saul Schramm)
O estoque de querosene do Aeroporto Internacional de Campo Grande só deve durar até as 22h dessa sexta-feira (25), mas pode acabar antes dependendo do movimento, segundo estimativas da Shell e Petrobras.
As empresas afirmam que desde ontem, as aeronaves estão sendo abastecidas com mais combustível que o normal para evitar problemas com a falta do insumo em outras cidades brasileiras. Isso reduziu os níveis do produto na Capital, que em situações normais daria para atender as companhias aéreas até sábado.
Leva em média dois dias para um caminhão deixar a refinaria e chegar em Mato Grosso do Sul, dizem as distribuidoras. Grandes terminais, como Guarulhos e Galeão, não têm esse problema porque dutos levam o querosene diretamente até eles.
O problema é que a greve dos caminhoneiros contra os aumentos no diesel está bloqueando o tráfego em várias rodovias no Brasil para veículos de carga. Dessa forma, os carregamentos não conseguem chegar até o município.
Nos aeroportos do interior do estado, como Dourados, Ponta Porã, Corumbá e Três Lagoas, o estoque de combustível deve durar até sete dias.
O Aeroporto Santa Maria, que opera voos com aeronaves de menor porte em Campo Grande, informou que tem estoque de querosene para uma semana. Já o Pedro Teruel afirmou que os reservatórios do produto estão comprometidos, pois o fornecimento está bloqueado pela greve.
Em Brasília, segundo a concessionária do terminal, não há mais combustível e voos começaram a ser cancelados. Em Congonhas, houve reabastecimento na quinta, garantindo querosene para manter os voos até esta sexta-feira.
Não houve alterações nos pousos e decolagens em Campo Grande em razão dos problemas em outras cidades, segundo informações da Infraero. Há três voos do Distrito Federal programados para pousar na Capital hoje: um da Latam às 19h45, outro da Avianca às 20h05 e um da Gol às 23h25.
Somente uma aeronave decola hoje de Campo Grande para Brasília, com partida programada às 20h30, pela Latam.
A greve dos caminhoneiros contra o aumento no preço dos combustíveis continua em Mato Grosso do Sul e além das 37 interdições nas rodovias federais, os manifestantes bloqueiam também as estradas estaduais. Mesmo após acordo com o governo federal, anunciado na noite de ontem, 21 trechos estão interditados nesta sexta-feira (25) segundo balanço da Polícia Militar Rodoviária.
Na BR-163, uma das mais movimentadas do Estado, há interdição em Mundo Novo (km 20), Eldorado (km 39), Naviraí (km 117), Caarapó (km 206), Dourados (km 256, 266 e 281), Douradina (km 288), Rio Brilhante (km 323), Campo Grande (km 462, km 477 e km 492), Bandeirantes (km 550), São Gabriel do Oeste (km 614 e 618), Rio Verde de Mato Grosso (km 678), Coxim (km 730) e Sonora (km 812 e km 837), onde o tráfego de veículos de passeio está livre.
Após sete horas de reunião nesta quinta-feira (24), representantes do governo e entidades de caminhoneiros, anunciaram a suspensão, por 15 dias, das interdições nas rodovias do país.
Em troca, a Petrobras decidiu manter a redução de 10% no valor do diesel nas refinarias por 30 dias enquanto o governo costura formas de reduzir os preços. Além disso, se comprometeu a custear esse desconto, estimado em R$ 350 milhões, nos primeiros 15 dias. Os próximos 15 dias serão patrocinados pela União.
Em Mato Grosso do Sul, no entanto, os caminhoneiros afirmaram que a greve continua por tempo indeterminado, já que os representantes que fecharam o acordo com o governo não são os mesmo que participam do movimento.
Nota Oficial da Prefeitura de Maracaju determinando a suspensão de alguns serviços (Foto: Reprodução/G1 MS)
A prefeitura de Maracaju, suspende a partir desta sexta-feira (25), por tempo indeterminando, o transporte escolar rural e urbano e a coleta de lixo no município e no distrito de Vista Alegre.
A decisão foi publicada na página no município no Facebook. A prefeitura aponta que tomou essa decisão em razão da paralisação nacional dos caminhoneiros, o que está causando a falta de combustível na cidade e em todo o país.
Em relação ao transporte escolar, o município ressalta que apesar da suspensão do serviço a partir desta sexta, que as aulas não serão interrompidas e que os alunos da zona rural vão receber atividades programadas.
Quanto a coleta de lixo, a prefeitura aponta que o trabalho está suspenso porque o material que é recolhido é destinado ao aterro sanitário de Dourados, mas como o bloqueio nas rodovias imposto pela manifestação dos caminhoneiros, que os caminhões com os resíduos ficam impedidos de circularem.
O município orienta a população a tentar diminuir a quantidade de lixo que é produzida e a acondicionar o material de forma “segura e adequada” até a situação seja normalizada.
Além da coleta de lixo e do transporte escolar, a greve dos caminhoneiros também vai trazer reflexos para o transporte coletivo na cidade. De acordo com a prefeitura, os ônibus que fazem esse serviço vão circular somente em quatro faixas de horários: 6h, 11h, 13h e 17h.
O município ressalta ainda que estão sendo tomadas medidas para que as ambulâncias que atendem o setor de saúde do município continuem a operar normalmente.
Por fim, a prefeitura destaca que é solidária a manifestação dos caminhoneiros, que a causa é justa e democrática, mas que trabalha para reduzir os impactos que a mobilização possa causar a comunidade.
Localizado no anel viário, pátio do Posto Caravágio é um dos locais onde caminhoneiros se concentram em Campo Grande. (Foto: Fly Drones)
Mesmo após acordo com o governo federal, anunciado na noite de ontem (25), os caminhoneiros mantêm 37 pontos de interdição em rodovias federais de Mato Grosso do Sul. Apenas em Guia Lopes da Laguna, o protesto foi desmobilizado.
Na BR-163, uma das mais movimentadas do Estado, há interdição em Mundo Novo (km 20), Eldorado (km 39), Naviraí (km 117), Caarapó (km 206), Dourados (km 256, 266 e 281), Douradina (km 288), Rio Brilhante (km 323), Campo Grande (km 462, 477 e 492), Bandeirantes (550), São Gabriel do Oeste (km 614 e 618), Rio Verde de Mato Grosso (678), Coxim (730) e Sonora (812 e 837). Na região de Sonora, o tráfego de veículos de passeio está livre.
Conforme a PRF (Polícia Rodoviária de Federal), é possível que durante o dia as lideranças que assinaram o acordo convençam parte dos caminhoneiros a deixar o movimento. Ontem, após sete horas de reunião, representantes do governo e entidades de caminhoneiros, anunciaram a suspensão, por 15 dias, das interdições nas rodovias do país.
Em troca, a Petrobras mantém a redução de 10% no valor do diesel nas refinarias por 30 dias enquanto o governo costura formas de reduzir os preços. A Petrobras mantém o compromisso de custear esse desconto, estimado em R$ 350 milhões, nos primeiros 15 dias. Os próximos 15 dias serão patrocinados pela União.
O protesto dos caminhoneiros contra o aumento do diesel provoca transtorno e desabastecimento de combustíveis e de vários produtos em Mato Grosso do Sul. A mobilização, que começou a repercutir no domingo (20), entrou no 5º dia nesta sexta-feira (25).
A categoria quer a redução da carga tributária sobre o diesel. Reivindica a zeragem da alíquota de PIS/Pasep e Cofins e a isenção da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). Impostos representam quase a metade do valor do diesel na refinaria. A carga tributária menor daria fôlego ao setor, já que o diesel representa 42% do custo da atividade
Caminhou chegou por volta das 13 horas, escoltado pela PM e Guarda Municipal (Foto - João Pires)
Sob um forte esquema de escolta da Polícia Militar e da Guarda Municipal, um caminhão da bandeira Taurus abasteceu, por volta das 13 horas de hoje (24), um dos tanques de combustíveis de um posto localizado na rua Ponta Porã, próximo ao BNH 2º Plano.
O estabelecimento foi fechado por grades e somente os funcionários e representantes da Taurus puderam permanecer na empresa.
Segundo o proprietário do posto, o abastecimento foi feito em atendimento a uma liminar da Justiça, que garante o fornecimento de combustíveis aos veículos oficiais e considerados de uso essencial, como viaturas do Corpo de Bombeiros, ambulâncias e polícia militar e civil.
O empresário preferiu não se identificar ao Estado Notícias por recomendação do representante da Taurus, que negou dar entrevista.
Durante a reportagem um dos entregadores de uma mamitaria próximo ao posto de combustíveis pediu que seu veículo fosse abastecido para finalizar seu trabalho, porém teve o pedido rejeitado pelo estabelecimento.
Funcionários de um posto no centro de Dourados fazem manutenção de reservatório (Foto - João Pires)
A maioria dos postos em Dourados está sem combustível desde as primeiras horas da manhã de hoje (24). Alguns proprietários das empresas aproveitaram para fazer a manutenção e limpeza dos reservatórios, já que não dispõe do produto para o atendimento aos clientes.
A reportagem do Estado Notícias esteve em quatro postos de combustíveis, na região central da cidade e somente um ainda oferecia o etanol e mesmo assim, segundo o gerente, somente por uma hora de atendimento. A falta do combustível em Dourados é o reflexo da greve dos caminhoneiros que chega no quarto dia de bloqueio nas principais rodovias do país.
Postos amanheceram sem combustível desde as primeiras horas da manhã de hoje (Foto - João Pires)
De acordo com Maurício Lemes, gerente de um posto localizado na rua Presidente Vargas, ontem por volta das 20 horas o estabelecimento já não tinha nenhum combustível, tendo em vista as longas filas que se formaram desde o período da tarde. “Com o bloqueio nenhum caminhão consegue chegar para suprir a demanda e aqueles que estão na refinaria nem arriscam pegar estrada”, comentou.
PREÇO ABUSIVO
Proprietários de alguns postos de combustíveis aproveitando a procura pelo produto aumentaram o valor nas bombas. Em Dourados o preço da gasolina chegou a R$ 4.90. A recomendação do Procon é que o consumidor exija a nota fiscal e procure o órgão para denunciar.
Como os caminhões frigoríficos que levariam a carne para outras cidades e estados não conseguem passar pelos bloqueios, as câmaras frias das indústrias teriam chegado ao limite máximo de armazenamento de carne, o que inviabilizaria o abate de novas cabeças.(Foto: Divulgação)
Segundo informações apuradas pelo Nova News, a partir desta quinta-feira (24), o Frigorífico Naturafrig e a unidade do JBS, ambos de Nova Andradina, suspenderam seus abates em decorrência da paralisação dos caminhoneiros que acontece desde a última segunda-feira (21).
Como os caminhões frigoríficos que levariam a carne para outras cidades e estados não conseguem passar pelos bloqueios, as câmaras frias das indústrias teriam chegado ao limite máximo de armazenamento de carne, o que inviabilizaria o abate de novas cabeças.
Além disso, apesar de as cargas vivas, como é o caso do gado, terem passagem liberada pelos bloqueios, os caminhões boiadeiros vazios são impedidos de seguir viagem, e, portanto, não conseguem chegar às fazendas para buscar o gado.
Sem a entrada da matéria prima de um lado e sem ter como comercializar a carne processada de outro, a saída foi suspender os abates por tempo indeterminado. O Nova News apurou que no Frigorífico Naturafrig são abatidas, em média, 450 cabeças de gado por dia. Já na unidade da JBS o número de animais abatidos por dia chega a cerca de 700.
Bloqueio realizado na manhã desta quarta-feira na BR-163 (Foto: Mirian Machado)
Pelo 4º dia consecutivo, o protesto dos caminhoneiros contra o aumento do diesel provoca transtorno e desabastecimento de combustíveis em alguns postos de Mato Grosso do Sul. A mobilização, que começou a repercutir no domingo (20), continua nesta quinta-feira (24) em todo o país.
O protesto não impede a passagem de carros de passeio, ônibus e ambulâncias. Apenas motoristas de caminhões e carretas são convidados a parar. A cada dia aumenta os pontos de interdição no Estado. Ontem, era 22 e hoje já são cerca de 30, de acordo com a PRF (Polícia Rodoviária Federal). A polícia recomenda, se possível, que condutores adiem suas viagens.
Na BR-163, por exemplo, há interdição em Eldorado (km 39), Naviraí (km 117), Caarapó (km 206), Dourados (km 256 e 266), Rio Brilhante (km 323), Campo Grande (km 462 e 477), Bandeirantes (km 550), São Gabriel do Oeste (km 614 e 618) e Rio Verde de Mato Grosso (km 678).
A instabilidade no preço da gasolina, assim como o receio de tanques vazios nos próximos dias, gerou filas e lotou postos da Capital. Em duas unidades do grupo APN, nos bairros Autonomista e Monte Líbano, a gasolina comum acabou por volta das 20h30 de ontem (24). A paralisação também pode provocar desabastecimento de medicamentos nas farmácias.
Os caminhoneiros querem a redução da carga tributária sobre o diesel. Reivindicam a zeragem da alíquota de PIS/Pasep e Cofins e a isenção da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). Impostos representam quase a metade do valor do diesel na refinaria. A carga tributária menor daria fôlego ao setor, já que o diesel representa 42% do custo da atividade.
Produtores jogam leite fora (Foto: Divulgação / Arquivo pessoal)
Produtores começaram a jogar leite fora em Mato Grosso do Sul nesta quarta-feira (23). A informação é da maior empresa de laticínios do estado com sede em Bandeirantes, e que conta com 720 produtores cooperados.
“Tem produtor que jogou 2.500 litros de uma só vez. Não tem jeito, tem que tirar o leite da vaca, senão o animal fica doente e morre”, disse Gilberto Gaspar, diretor comercial do laticínio.
De acordo com o representante da empresa, o problema está sendo gerado porque os caminhões que buscam o leite não estão conseguindo chegar nas propriedades rurais. Os tanques que os produtores possuem conseguem armazenar o produto por máximo 48 horas. A saída encontrada após esse prazo é dar o leite para os porcos ou jogar fora. A distribuição do laticínio também está sendo fortemente afetada, a maioria dos caminhões da empresa não estão saindo para a entrega e outros estão parados nos bloqueios.
Frigoríficos de aves, suínos e carne bovina também estão sendo afetados pela manifestação dos caminhoneiros em Mato Grosso do Sul. A Cooperativa Central Aurora Alimentos, informou que vai paralisar, nesta quinta (24) e sexta-feira (25), as atividades de processamento de aves e suínos em 4 estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.
A JBS, dona do maior número de frigoríficos em Mato Grosso do Sul, divulgou uma nota dizendo que vem monitorando os impactos da greve dos caminhoneiros e está adotando medidas, o que inclui, a paralisação de algumas unidades de carne bovina, aves e suínos, em razão da impossibilidade de escoar sua produção.
Na Central de Abastecimento de Mato Grosso do Sul (Ceasa), cresce a preocupação em relação aos produtos, isso porque caminhões com frutas e verduras não estão passando pelos bloqueios nas rodovias. 80% do que é comercializado na Ceasa de MS vem de outros estados.
“Duas vezes por semana nós recebemos um grande volume de caminhões, na terça-feira e na sexta, nessa terça as cargas conseguiram chegar, mas na próxima sexta eu acho difícil, tem carga parada nas rodovias e outras que nem saíram do local de partida ainda, a tendência é falta de produtos e alta dos preços” disse Edmilson Bandeira, diretor administrativo da Ceasa.
Adesões
O movimento dos caminhoneiros ganhou adesões nesta quarta-feira em Campo Grande. Motoristas de aplicativo aderiram a manifestação e fizeram uma carreata pelo centro da cidade e um bloqueio em pontos estratégicos da avenida Eduardo Elias Zahran, no fim desta tarde. De acordo com a categoria, 60% do valor obtido com o transporte de passageiros é consumido no pagamento do combustível utilizado pelos carros.
Além dos motoristas de aplicativo, motociclistas também protestaram pela elevado preço dos combustíveis. Eles fecharam o cruzamento da avenida Afonso Pena com a rua 13 de maio por cerca de 1 minuto , nesta quarta.
Todos os coordenadores do sindicato participaram ativamente das atividades (Foto - Divulgação)
Centenas de servidores da UFMS e HU, cruzaram os braços hoje em Campo Grande e cidades do interior de Mato Grosso do Sul, em protesto à falta de reposição salarial há mais de 4 anos e que já somam mais de 28%. Sem reajuste as categorias já estão há mais de 10 anos.
A paralisação, liderada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – SISTA-MS, foi pacífica e contou com a distribuição de panfletos a estudantes e visitantes; serviço de som e muito diálogo expondo as duras realidades que os servidores hoje enfrentam nessas instituições por conta do “abandono” do Governo Federal para com as universidades.
O coordenador geral do SISTA-MS, Waldevino Mateus Basílio afirma que a paralisação está sendo um sucesso e que até o final do dia terá um balanço de como foi a movimentação nos campus da UFMS no interior do Estado, como em Três Lagoas, Corumbá, Aquidauana, Chapadão do Sul, Paranaíba, Naviraí, Ponta Porã e Coxim. “Não tem como não irmos para a luta se estamos sem receber uma reposição salarial, das perdas dos nossos salários para a inflação que já somam mais de 28%”, afirma Basílio.
Todos os coordenadores do sindicato participaram ativamente das atividades nesta quarta-feira. Eles prometem novas investidas para breve, até conseguirem avançar nas negociações. Vale lembrar que semelhante manifestação está sendo realizada simultaneamente em todas as universidades públicas brasileiras, em todos os Estados. Isso foi o que ficou decidido no congresso nacional da categoria, realizado no mês passado, por intermédio da federação, a FASUBRA.
O SISTA-MS divulgou documento público em que explica para a opinião pública sobre os motivos da luta da entidade e enumera os principais pontos:
– Cooreção salarial de 28%;
– Isonomia salarial entre os poderes e incorporação de todas as gratificações produtivistas;
– Paridade salarial entre ativos, aposentados e pensionistas;
– Cumprimento dos acordos das greve de 2015;
– Política salarial permanente com correção das distorções e reposição das perdas inflacionárias;
– Fim dos cortes no orçamento federal e ampliação do financiamento público para qualificação dos serviços e servidores públicos;
– Criação de novas vagas para concurso público, pelo RJU e reposição imediata de cargos vagos;
– Regulamentação da jornada de trabalho no serviço público, para o máximo de 30 horas semanais, sem redução de salário;
– Garantia plena da Licença Capacitação do servidor público;
– Retirada da proposta de reforma da Previdência (PEC 287/16) e revogação da Reforma Trabalhista;
– Revogação da Emenda Constitucional 95/2016 e a Lei 156/2016, que reduzem investimentos em saúde, educação e segurança pública, durante os próximos 20 anos;
– Revogação do FUNPRESP e garantia de aposentadoria integral para todos;
– Fim da privatização do serviço público e Revogação da Lei de Criação de Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) e Organizações Sociais (OS);
– Direito irrestrito de greve e negociação coletiva no serviço público, com base na Convenção 151 da OIT.
Só carros de passeio têm tráfego livre em ponto de bloqueio em Mato Grosso do Sul. (Foto: Miriam Machado)
A paralisação dos caminhoneiros em mais de 20 estados atinge até as postagens nos Correios. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos suspendeu temporariamente as postagens das encomendas com dia e hora marcados (Sedex 10, 12 e Hoje). Em comunicado, os Correios informaram que a paralisação também tem gerado “forte impacto” e atrasos nas operações da empresa em todo o país.
“Tendo em vista comprometer a distribuição, também haverá o acréscimo de dias no prazo de entrega dos serviços Sedex e PAC [entrega não expressa], bem como das correspondências enquanto perdurarem os efeitos desta greve”, diz o texto.
No mesmo documento, os Correios informam que “toda a logística brasileira” sofre prejuízos em decorrência da paralisação dos caminhoneiros, iniciada segunda-feira (21).
A operação dos Correios envolve mais de 25 mil veículos, 1.500 linhas terrestres e 11 linhas aéreas de norte a sul do país. A empresa entrega mensalmente cerca de meio bilhão de objetos postais, entre eles 25 milhões de encomendas.
“Os Correios estão acompanhando os índices operacionais de qualidade de toda essa cadeia logística e, tão logo a situação do tráfego nas rodovias retorne à normalidade, a empresa reforçará os processos operacionais para minimizar os impactos à população”, acrescenta a nota.
Caminhoneiros voltaram a bloquear rodovias pelo país nesta terça-feira (23), pelo terceiro dia seguido, contra o aumento no preço dos combustíveis.
A campanha Maio Amarelo este ano pede “atenção pela vida” e traz o slogan “nós somos o trânsito”, alertando para a responsabilidade de cada um em fazer a sua parte para garantir a segurança de todos.(Foto: Divulgação)
A via de trânsito simulada na entrada dos colaboradores do Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados está especialmente movimentada nesta terça-feira (22), com a ação promovida pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) em alusão à campanha Maio Amarelo, pela segurança no trânsito.
A ação educativa da CIPA teve apoio da Saúde Ocupacional e Segurança do Trabalho (SOST), da Agência Municipal de Trânsito (Agetran) de Dourados e do Departamento de Trânsito (Detran) de Mato Grosso do Sul.
“É uma ação simples, mas que provoca reflexão. E a gente percebe grande receptividade por parte do colaborador”, comentou o presidenta da CIPA, Luciano Ribeiro da Silva.
A campanha Maio Amarelo este ano pede “atenção pela vida” e traz o slogan “nós somos o trânsito”, alertando para a responsabilidade de cada um em fazer a sua parte para garantir a segurança de todos.
PM integrante do Gaeco em frente à Corregedoria da Polícia Militar na tarde do dia 16 de maio, quando a Oiketikus foi deflagrada (Foto: Fernando Antunes/Arquivo)
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) voltou para as ruas para dar continuidade a Operação Oiketikus. A força-tarefa, na semana passada, mirou policiais militares envolvidos com a Máfia do Cigarro.
A reportagem apurou que desta vez serão cumpridos somente mandados de busca e apreensão.
Até agora, 20 PMs são investigados por terem sido cooptados por cigarreiros graças a pagamentos de propinas, que variavam de R$ 2 mil mensais a R$ 100 mil, para que cargas de cigarros contrabandeados pelas estradas de Mato Grosso do Sul, segundo relatório do Gaeco que fundamentou a ação.
Os valores de pagamentos foram verificados ao longo de apurações iniciadas em abril de 2017 e de meses de interceptações telefônicas, sendo fundamentados graças à evolução patrimonial de alguns dos suspeitos.
A Oiketikus foi deflagrada no início da manhã de quarta-feira, 18 de maio, em 14 cidades de Mato Grosso do Sul, a maioria delas localizada na rota do contrabando de cigarros. Oiketikus é um inseto conhecido popularmente como “bicho cigarreiro”.
Ao todo, foram 21 presos. Ao longo do dia, 20 PMs foram levados para a Corregedoria da Polícia Militar, três oficiais e 17 praças. O 18º praça se apresentou à noite. Todos foram encaminhados para celas do Presídio Militar Estadual.
A força-tarefa do Gaeco, a “tropa de elite” do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), também cumpriu 45 mandados de busca e apreensão.
Decisão da 5ª Vara Cível de Dourados prevê ainda indenização de R$ 5 mil. (Foto: TJMS/Divulgação)
Para conseguir o direito à gravidez e buscar a cura de um quadro grave de endometriose, uma paciente recorreu à Justiça a fim de garantir que o plano de saúde ao qual é associada há oito anos custeasse o tratamento. E, ao menos em primeira instância, ela conseguiu o objetivo: decisão do juiz Jonas Hass Silva Júnior, da 5ª Vara Cível de Dourados, condenou a Cassems (Caixa de Assistência aos Servidores de Mato Grosso do Sul) a arcar com os custos de uma fertilização in vitro, bem como o pagamento de R$ 5 mil em danos morais.
A beneficiária é usuária do plano desde julho de 2010. Em maio de 2014 foi diagnosticada com quadro de endometriose profunda infiltrada –doença causada pelo crescimento inadequado do tecido que recobre a parte interna do útero e se desenvolve mensalmente para permitir uma gravidez.
Nesse mesmo ano, ela se submeteu a um primeiro tratamento, com a retirada de focos de endometriose dos ovários por videolaparoscopia, a fim de amenizar dores e facilitar a gravidez. Contudo, em 2015, descobriu-se que a doença se agravou, atingindo ovários, intestino grosso e uma das trompas de falópio. Ela precisou se submeter a cirurgia para remover parte do intestino, da trompa esquerda e novos focos da endometriose.
Requisição – A paciente, então, recorreu a uma especialista em reprodução assistida, que indicou um novo procedimento cirúrgico e o tratamento por meio de fertilização in vitro, solicitada em 2017 à Cassems, que recusou o pedido.
Com a negativa, a paciente pediu ao plano que arcasse com os custos do tratamento –incluindo as três tentativas de fertilização e o custeio da mensalidade do congelamento de embriões, além de indenização de R$ 30 mil por danos morais. A Cassems alegou que o tratamento indicado não consta no rol de procedimentos obrigatórios previstos pela ANS (Agência Nacional de Saúde).
Em decisão, o juiz reconheceu os comprovantes de que a paciente sofre de endometriose profunda infiltrada, dependendo assim de acompanhamento médico e tratamento específico por meio da fertilização in vitro.
“A ré deverá arcar com as despesas do tratamento indicado para a autora, qual seja, fertilização in vitro (FIV), abrangendo as transferências embrionárias, bem como a manutenção do congelamento de embriões, conforme indicação médica”, ressaltou Hass, que ficou em R$ 5 mil o valor dos danos morais ao considerar a condição socioeconômica das partes.
Além disso, o plano de saúde terá de pagar multa de R$ 1.836,72 pelo não comparecimento, sem justificativa, à audiência de conciliação. Por se tratar de decisão de primeira instância, ainda cabe recurso ao TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).
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