sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Sogra e nora são flagradas com armas em garrafa de tereré em Dourados

MS EM FOCO

 

Armas foram encontradas dentro de garrafa térmica. (Foto: Adilson Domingos)

Duas mulheres, uma de 62 anos e a nora dela de 37, acabaram detidas pela Polícia Militar após serem flagradas com duas armas em uma garrafa de tereré. O fato aconteceu na tarde desta quarta-feira (14) no Jardim Clímax, em Dourados.

 

De acordo com o Boletim de Ocorrência, uma equipe do 3º BPM de Dourados se deslocou até uma residência na rua Joaquim Teixeira Alves, após receber informações de que um homem estava armado no local.

 

Ao chegar na casa, os policiais encontraram a dona da casa uma mulher de 62 anos, que negou a existência de arma no local e não autorizou a entrada deles na residência.

 

Os policiais deixaram o local e permaneceram realizando rondas na região. Pouco tempo depois eles viram quando a mulher de 62 anos entregando uma garrafa térmica para a mulher de 37 anos, que foi abordada pela guarnição.

 

Dentro da garrafa foram encontrados um revólver calibre 32 e uma pistola calibre 635 com duas munições intactas. Com isso as duas foram detidas e encaminhadas até a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário).Com informações do Adilson Domingos.

Prefeitura de Ponta Porã analisa vantagens em locar equipamentos de informática

Assessoria

 

Prefeitura de Ponta Porã está analisando a viabilidade de fazer a locação de equipamento de informática, principalmente computadores, uma vez que sua estrutura tecnológica está totalmente defasada e incapaz de atender as demandas com a velocidade e os recursos exigidos atualmente. Está crescendo a demanda por equipamentos para atender as Secretarias que estão entrando em processo de informatização, bem como para atender os alunos da rede municipal.

 

O secretário de Finanças, economista Fabrício Cervieri, ressaltou que os modernos programas de software não rodam na maioria dos equipamentos disponíveis nas áreas técnicas da Prefeitura. “Estamos enfrentando uma obsolescência tecnológica que está emperrando o dinamismo da gestão municipal”, avaliou o secretário, assinalando que só há duas saídas: fazer um grande investimento em uma nova linha de computadores, que podem estar defasados entre três a cinco anos, ou locar máquinas modernas com cláusula de manutenção e atualização, sempre que novas soluções de TI estiverem disponíveis no mercado.

 

A Prefeitura está dimensionando as suas necessidades de computadores e outros equipamentos para avaliar o custo benefício de cada opção. Com a locação, os gastos serão fixos mensais, sem a necessidade de fazer grandes investimentos de uma só vez, pincipalmente em máquinas de grande porte para armazenamento e processamento de dados.

 

Já a locação, a longo prazo, pode se tornar onerosa, razão pela qual é preciso comparar com segurança e objetividade as duas opções. Estão nesse pacote, a análise dos melhores modelos de licitações, Plano Diretor de Tecnologia da Informação, além da fundamental necessidade de integração das Tecnologias da Informação e Comunicação na gestão pública. Hoje, diferentes sistemas não “conversam” entre si, impedindo que se integrem as políticas de gestão tecnológica.

 

Cervieri salienta que o setor de tecnologia da informação cada vez mais essencial para a transmissão, gerência e análise de dados, precisa ser compatível com o grande volume de documentos e a segurança necessária na gestão pública. Por isso os estudos começaram no final do ano passado, quando se verificou a impossibilidade de trabalhar com a configuração disponível nas máquinas e sua total incompatibilidade para funcionar em rede e com os softwares utilizados na gestão pública.

 

Grupo Escoteiro São Jorge retorna atividade no sábado com inscrições 2018

Assessoria

 

Os jovens podem participar de um dos 4 ramos do movimento escoteiro de acordo com a sua idade (Foto - Divulgação)

 

O Grupo de Escoteiros São Jorge está com as inscrições abertas para o ano de 2018, pode participar do movimento escoteiro jovens entre 6,5 e 21 anos. As inscrições podem ser feitas no sábado, dia 17, das 14h às 17h na sede do Grupo no Bairro Parque Alvorada.

 

De acordo com o diretor Everton Viana Tavares, a instituição atua sem fins lucrativos, e tem por meta contribuir com a formação do cidadão douradense através da prática do escotismo, auxiliando o jovem a moldar o seu caráter.

 

Os jovens podem participar de um dos 4 ramos do movimento escoteiro de acordo com a sua idade: de 6,5 a 10 anos Ramo Lobo, de 11 a 14 anos Ramo Escoteiro, de 15 a 17 anos Ramo Sênior, de 18 a 21 anos Ramo Pioneiro, a partir dos 21 anos o adulto pode contribuir diretamente com o desenvolvimento do escotismo, nas funções de escotista (adulto que aplica o programa educativo aos jovens), dirigente, instrutor ou colaborador auxiliando a diretoria ou os escotistas nas realizações das atividades e eventos. A participação de adultos voluntários é muito importante para o desenvolvimento do escotismo.

 

O Grupo de Escoteiros São Jorge está localizado na Rua Arthur Frantz, 195, no Parque Alvorada, ao lado do Mosteiro das Irmãs Clarissas. Mais informações através do contato: 67 99118-5855 ou pelo site : www.07ms.org.br

PMA encerra Operação Carnaval, autua 14 pessoas e aplica R$ 34 mil em multas por pesca, desmatamentos, maus-tratos e caça

Assessoria

O efetivo das cidades com tradição carnavalesca foi reforçado, em virtude de que, coincidentemente também possuem rios piscosos e tradição pesqueira. (Foto: Divulgação/PMA)

A Polícia Militar Ambiental encerrou ontem (14) ao meio-dia a Operação Carnaval, que teve como foco principal a prevenção e repressão à pesca predatória.

 

Diferentemente da última operação carnaval, em que o período de folia encerrou-se junto com o período de piracema, então, parte do período a pesca estava aberta, o que fez com que houvesse a prorrogação da operação, nesta operação iniciada às 12 horas de sexta-feira (9), a pesca estava aberta somente na modalidade pesque-solte no leito do rio Paraguai.

 

O efetivo das cidades com tradição carnavalesca foi reforçado, em virtude de que, coincidentemente também possuem rios piscosos e tradição pesqueira. Além da pesca, as 25 Subunidades desenvolveram também barreiras e combate e prevenção ao desmatamento e carvoarias irregulares, exploração ilegal de madeira, com visitas às propriedades rurais, transporte de produtos perigosos, bem como combate a todos os crimes contra a fauna, poluição e outros crimes ambientais.

 

 

Durante a operação 14 pessoas foram autuadas por infrações ambientais, contra 25 autuados na operação de 2017. Foi aplicado o valor de R$ 36.476,00 e R$ 72.020,00 na operação passada. Dos 14 autuados, 7 (sete) foram por pesca predatória e em 2017, foram 19 por pesca com 12 prisões e outros sete foram autuados por pescar sem licença e/ou por não declarar estoque de pescado, o que não é crime ambiental, somente infração administrativa.

 

Ressalta-se que os números foram semelhantes às operações anteriores, em que a pesca estava fechada e, por isso, menos autuados do que na operação de 2017. Conforme os dados, como a pesca estava aberta, até pescar sem licença, ocorrência que não é crime, cabe autuação e sete pessoas foram autuadas por esse motivo na operação passada, que é o mesmo número de ocorrências de pesca desta operação de 2018. Nesta todo o tipo de pesca era crime.

 

A quantidade de pescado apreendida foi de somente 28 kg e 302 kg na operação passada, porém, os números não são comparáveis com a operação passada, tendo em vista que a pesca estava aberta e houve apreensão de pescado, com pessoas que pescavam sem licença e também pescado foi apreendido por falta de declaração de estoque, o que não é crime. Nesta, toda ocorrência de pesca tratava-se de crime.

 

De qualquer forma, foram 7 (sete) presos, com apenas 28 kg de pescado apreendido. Isso demonstra a importância do trabalho preventivo, em que se consegue prender e autuar os elementos que insistem em praticar pesca irregular sem que tenham capturado grande quantidade de pescado.

 

Com relação aos petrechos de pesca, os números foram dentro de operações anteriores. Somente a apreensão de 45 molinetes, que são petrechos permitidos quando a pesca está aberta, foi muito superior a operações passadas. Isso se deveu ao fato de que algumas pessoas que estavam em ranchos às margens do rio Aquidauana abandonaram os petrechos e fugiram ao avistar o barco da equipe da PMA e 36 molinetes com varas foram apreendidos.

 

As ocorrências relativas à pesca predominaram, porém, outros crimes foram combatidos e prevenidos, com destaques ao desmatamento ilegal em que quatro infratores foram autuados. Um homem foi autuado por transporte ilegal de madeira protegida, uma mulher por caça, apesar de não ter tido tempo de abater nenhum animal quando foi presa com arma ilegal e, um infrator foi autuado por maus-tratos a um cachorro.

 

Secretária descarta “fechar” fronteira e MS abre diálogo sobre venezuelanos

Campo Grande News

 

"Mato Grosso do Sul não foi citado por acaso, mas pela excelência das suas ações", diz secretária. (Foto: Alcides Neto/Arquivo)

Na lista dos Estados cotados para receber venezuelanos, que fogem da crise econômica, Mato Grosso do Sul está em contato com Brasília e se prepara para prestar auxílio. A titular da Sedhast (Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho), Elisa Nobre, descarta qualquer possibilidade de “fechar” as fronteiras.

 

“Não podemos ficar parados. Ainda não recebemos um comunicado oficial dessa necessidade de acolher os venezuelanos, mas já estamos em contato com Brasília. Mato Grosso do Sul não foi citado por acaso, mas pela excelência das suas ações”, afirma Elisa Nobre, em entrevista ao site de notícias do governo.

 

Na última sexta-feira (dia 9), o ministro da Defesa, Raul Jungmann, apontou que São Paulo, Paraná , Amazonas e Mato Grosso do Sul devem receber os imigrantes que entram no Brasil por Roraima. A distribuição de mil pessoas deve começar em março.

 

Conforme Elisa Nobre, o governo do Estado está se preparando para prestar auxílio humanitário aos refugiados e amenizar o impacto para quem vem e para quem mora em Mato Grosso do Sul.

 

“Precisamos entender que eles não vêm para roubar postos de trabalho, mas para somar. Ninguém gosta de deixar a sua casa. Eles vêm por necessidade. Precisamos nos preparar, gestores e cidadãos”, diz. O Estado ainda não recebeu nenhum venezuelano por conta da crise política atual.

 

Desde 2016, Mato Grosso do Sul tem um Comitê para Atendimento de Refugiados, Migrantes e Apátridas, que já atendeu atendeu 320 pessoas. A lista inclui haitianos, indiano, colombianos, guineenses, palestinos, paraguaios, ugandenses, senegaleses, espanhol, uruguaios, alemão, peruano, argentino, bolivianos, cubanos, africanos, sírios, palestinos, venezuelanos, portugueses, chileno e panamenhos.

Quadrilha de assaltantes é presa em Dourados

MS em Foco

 

O grupo pode estar ligado a outros crime cometidos na região. (Foto: Adilson Domingos)

Policiais do Serviço de Investigações Gerais da Polícia Civil de Dourados com o auxílio da Guarda Municipal, prenderam durante o começo da semana mais três integrantes de uma quadrilha que vinha praticando assaltos de forma violenta na cidade. O grupo começou a ser desarticulado depois da prisão Armando Guilherme da Silva, de 25 anos, o Magrão, que foi preso no domingo pela Polícia Rodoviária Federal no Posto Capei na BR 463, tentando levar uma caminhonete tomada em assalto de um casal de empresários.

 

Ele disse que a caminhonete seria vendida no Paraguai por R$ 25 mil e que parte do dinheiro seria para pagar uma dívida com integrantes de uma facção criminosa.

 

Com a prisão de Magrão, os investigadores chegaram até Mônica Côrrea do Nascimento, de 25 anos, Alexsander dos Santos Rojas, de 32 anos e Alison Henrique da Paixão, de 26 anos, todos moradores em Dourados. Eles tinham participado do assalto a residência do casal no Jardim Caramuru de onde levaram a caminhonete, dinheiro, celulares e outros objetos.

 

Todos foram reconhecidos pelas vítimas e autuados na Polícia Civil por assalto e formação de quadrilha.

Dupla em moto dispara pelo menos 22 tiros de pistola, mata homem e deixa jovem ferido

G1 MS

 

Um homem paraguaio foi morto e um jovem ficou ferido após serem atingidos por tiros disparados por dois suspeitos em uma motocicleta, na noite de terça-feira (13), em Coronel Sapucaia.

Segundo informações do registro policial, as vítimas estavam em uma conveniência quando os suspeitos passaram e atiraram. O homem de 31 anos morreu no local e o rapaz de 23 foi encaminhado para atendimento médico em estado grave.

 

Peritos encontraram no local 22 cápsulas deflagradas de pistola nove milímetros, mas não confirmam quantos atingiram as vítimas.

 

O jovem ferido foi levado para o hospital de Capitan Bado e depois transferido para o de Pedro Juan Caballero, devido à gravidade dos ferimentos.

 

A esposa da vítima que morreu disse à polícia que não sabe o motivo do crime, mas afirmou que o companheiro não era ameaçado, que estavam em Coronel Sapucaia desde o dia 9 por causa do carnaval e que ele já havia sido preso no Paraguai, estando solto há um ano.

Acidente em cratera na MS-475 mata passageiro de caminhão e deixa condutor gravemente ferido

 

 G1 MS

 

Novilhas morreram em acidente na MS-141 (Foto: PMR/Divulgação)

Um rapaz de 18 anos morreu e um de 23 ficou gravemente ferido ao caírem com caminhão na cratera aberta em janeiro deste ano, na MS-475, em Novo Horizonte do Sul, a 303 quilômetros de Campo Grande. O acidente aconteceu domingo (11), por volta das 20h40 (de MS).

 

As vítimas estavam em um caminhão, de placas de Nova Andradina, carregado com gado. Dez novilhas morreram.

 

O rapaz mais velho era quem conduzia o caminhão. Ele sofreu ferimentos graves e foi encaminhado ao hospital de Ivinhema. O passageiro morreu no hospital.

 

 

Outro acidente

No dia 1° deste mês, um caminhão carregado com mandioca tombou ao tentar desviar de uma cratera na MS-475, interditada desde o dia 18 de janeiro.

 

Na ocasião, a prefeitura de Novo Horizonte do Sul disse que precisou reforçar o isolamento, já que no dia anterior, outro carro com 4 pessoas também tombou ao tentar evitar cair no buraco.

 

O problema se arrasta desde novembro de 2017. Houve chuva intensa e foi decretada a situação de emergência.

Ruas da capital amanhecem entupidas de lixo e expõem a “porquice” dos foliões

Campo Grande News

 

"No mundo da podridão" foi pichado em fachada de comércio no centro de Campo Grande. Vias amanheceram tomadas de lixo após Carnaval. (Foto: Marcos Ermínio)

Como é de praxe, um amontoado de lixo encobria as ruas da região central de Campo Grande na manhã deste domingo (11), após a brincadeira de Carnaval na Esplanada Ferroviária. É mesmo um fiel retrato da falta de consciência dos foliões: enquanto copos de plásticos, garrafas de cerveja, vodka e até restos de fantasia foram largados no chão, as lixeiras próximas amanheceram completamente vazias.

 

 

Os sete funcionários da Solurb escalados para o “desafio” de limpar a área relataram que a quantidade de lixo no local aumentou consideravelmente em relação à noite anterior. Era tanto material nas calçadas, vias e no entorno do palco, que foi preciso dividir o serviço em etapas, agrupando a sujeira em pontos diferentes para depois coletá-la.

 

A imundície era tanta, que as equipes chegaram às 6 horas da manhã e ainda não haviam feito metade do serviço realizado no mesmo período deste sábado (10), em questão de duas horas.

 

Espalhados pelo chão, tudo quanto é tipo de material. Mais que copos de plásticos, latinhas e garrafas de cerveja, vodka, cachaça e vinho, foram encontrados diversas embalagens de preservativo, tênis, óculos escuros, chinelo, sutian, documento de identidade e restos de fantasia como buquê de flores, máscaras e asas de anjo.

 

No local, por onde passou o tradicional Cordão da Valu, uma das maiores manifestações do Carnaval de Rua na Capital, na noite deste sábado – e que seguiu madrugada adentro – o mau cheiro era terrível. Fedor de lixo e de urina, perto dos banheiros químicos.

 

As enormes lixeiras disponibilizadas pela prefeitura em vários pontos da Esplanada Ferroviária pareciam carros-alegóricos: só enfeitando mesmo. Estavam vazias; algumas com um ou outro copinho.

 

“Parece que se jogar lixo dentro vai sujar a caçamba!”, ironizou José Dias, 62, aposentado.

 

“É impressionante como o Carnaval tem tanta alegria, mas deixa essa triste lembrança no dia seguinte. Quem mora perto sofre”, diz.

 

A essa altura, foliões devem estar dormindo, se recuperando para mais uma noite de Carnaval, o lixo já está sendo varrido e, na fachada de um dos comércios locais, a pichação: “No mundo da podridão”.

Donos de padaria são agredidos e roubados por trio integrante de facção criminosa, diz polícia

G1 MS

 

Um casal de 69 e 74 anos foi amarrado, ameaçado e roubado durante a madrugada deste domingo (11), em Dourados. Os suspeitos, que estavam com o rosto coberto, informaram estar na padaria das vítimas, localizada na rua dos Missionários, Jardim Caramuru, a mando de uma facção criminosa.

 

De acordo com o registro da ocorrência, três pessoas abordaram as vítimas, por volta das 5h (de MS). Um dos bandidos era uma mulher que estaria em posse de um facão e fazia ameaças. Já os homens empurravam e batiam nas vítimas.

 

Eles pegaram diversos objetos do local. As vítimas descreveram características do trio e observaram que uma pessoa rondou a residência horas antes, sendo que esta poderia ter algum envolvimento no crime.

 

O caso foi registrado como roubo qualificado pelo concurso de pessoas, na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do município. Um homem de 25 anos foi preso e demais envolvidos estão sendo procurados.

Em Dourados, Bolsonaro chama repórter de fraca para defender armamento da população

topmídia News

 

Deputado chamou a repórter de “fraca” e “baixinha” (Foto - Reprodução/Facebook)

A passagem do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) por Mato Grosso do Sul não passou incólume de polêmicas. Durante coletiva de imprensa, ele acabou chamando uma repórter de “fraca” e “baixinha” para defender o armamento da população. As provocações, no entanto, foram rebatidas na hora.

 

Questionado sobre os problemas de segurança pública no Rio de Janeiro, Bolsonaro se defendeu dizendo que não é governador ou presidente da República e sim representante da dita bancada da bala, com “vários projetos para armar o cidadão de bem”. Também declarou que, desde Fernando Henrique Cardoso, o governo tem armado “vagabundo”.

 

Nesta hora, o deputado se complica na defesa do armamento e acaba ofendendo a jornalista. “Eles assaltam fila de desempregados de madrugada de fuzil. Não era para chegar nesse nível. O cidadão de bem tem que se sentir protegido a começar dentro de casa. A nossa polícia não tem como dar segurança 24 horas. Agora, dentro de casa, até você, uma senhora, um pouco baixinha, um pouquinho fraca talvez…”.

 

Neste momento, a repórter interrompe e dispara: “Mas não sou frágil não. Sou mulher macho, sim senhor. Sou arretada”. Bolsonaro emenda e justifica: “Mas com arma em casa você estaria em situação de igualdade com esses outros marginais. E eu quero você armada para exatamente você reagir você naquele momento defender sua integridade”.

 

Porém, mais uma vez recebe uma resposta: “Não vou precisar da arma, mas sim das minhas palavras”, finaliza a jornalista.

 

ASSISTA

 

 

LEIA TAMBÉM – EM RÉPLICA DE JEEP DO EXÉRCITO, BOLSONARO ARRASTA SEGUIDORES EM DOURADOS

“Se eu assumir, índio não terá mais 1cm de terra”, diz Bolsonaro em Dourados

Adriano Moretto e Gizele Almeida

Dourados News

 

Jair Bolsononaro em coletiva de imprensa em Dourados (Foto - Gisele Almeida/Dourados News)

 

O deputado federal e pré-candidato a presidência da República, Jair Bolsonaro, disse na tarde desta quinta-feira em Dourados que não pretende demarcar terras indígenas, caso dispute e vença as eleições de outubro próximo.

 

A afirmação foi dada durante entrevista na sua chegada ao Parque de Exposições João Humberto de Carvalho, onde palestrará aos produtores rurais.

 

Na opinião do parlamentar, a população indígena é manipulada por agentes políticos e organizações não governamentais para entrar em conflito por grandes propriedades rurais.

 

“As ONG’s e o governo estimulam o índio para o conflito. Se eu assumir como presidente da República, não haverá um centímetro a mais para demarcação. Na Bolívia temos um índio como presidente, porque aqui eles precisam de terra?”, disse aos repórteres.

 

Defensor da liberação de porte de armas à população, Bolsonaro criticou os governos Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Lula e Dilma Rousseff (ambos do PT), pelos problemas envolvendo a violência em todo o país.

 

“Tenho projeto para armar o cidadão de bem”, disse e depois completou. “O que fizeram os governos desde Fernando Henrique Cardoso foi armar bandidos (…) armado em casa você está em igualdade com os marginais”, relatou.

 

Ao fim da entrevista, Jair Bolsonaro se reúne com produtores rurais de Dourados e continua a sua agenda no município na sexta-feira, realizando palestra na Associação Comercial. O evento ocorre por volta de 10h.

Em réplica de Jeep do Exército, Bolsonaro arrasta seguidores em Dourados

João Pires

 

Bolsonaro em carreta na Marcelino Pires, principal avenida de Dourados (Foto - JF Lima)

 

A comitiva do pré-candidato à presidência da República, deputado Federal Jair Bolsonaro (PSC), aterrissou nesta quinta-feira (8) por volta das 14 horas, em Dourados, segundo maior colégio eleitoral do Mato Grosso do Sul.

 

Por alguns minutos ele discursou em carro de som, em frente ao Aeroporto Municipal Francisco de Matos Pereira, em meio aos gritos de “mito”, por dezenas de seguidores que o aguardavam desde o meio dia, no saguão da área de embarque.

 

Em seguida, por volta das 16h15, em uma réplica de um Jeep do Exercito Brasileiro, saiu em carreata pela avenida Marcelino Pires até o Sindicato Rural de Dourados onde está prevista uma palestra ainda hoje aos produtores rurais da região, principal base eleitoral do pré-candidato.

 

Seguidores de Bolsonaro em carreta por volta as 16 horas em Dourados (Foto - João Pires)

 

A agenda do deputado em Dourados encerra amanhã às 10 horas, onde desta vez ele falará aos empresários na ACED (Associação Comercial e Empresarial de Dourados).

Disputa política deixa maquinários novos em meio ao mato na Funai de Dourados

João Pires

 

Arados estão há quase cinco meses no pátio da Funai de Dourados (Foto - João Pires)

 

Dois arados que deveriam estar sendo utilizados por famílias indígenas nas aldeias do município, estão parados há pelos menos quatro meses no pátio da Funai de Dourados.

 

A reportagem do Estado Notícias registrou os maquinários hoje (8) pela manhã e constatou que apesar do atraso na entrega, os equipamentos agrícolas estão em perfeito estado de conservação, porém, o mato alto já tomou conta, devido ao período de chuvas dos últimos dois meses.

 

De acordo com o coordenador regional da Funai, Fernando da Silva Souza, a morosidade na entrega dos arados se deu por conta da troca de Governo Federal, tendo em vista que os equipamentos são provenientes de emenda parlamentar dos deputados Zeca e Vander Loubet, os dois do PT. “O presidente Temer só liberou parte do recurso e mesmo assim só foi liberar o restante do valor no final dezembro de 2017, ou seja, no fechamento de exercício”, afirmou.

 

O valor da emenda para aquisição dos equipamentos foi de R$ 1.200 milhões, que foram destinados aos três unidades da Funai, em Campo Grande, Dourados e Ponta Porã.

 

Equipamentos foram adquiridos por meio de emenda parlamentar dos deputados Zeca do PT e Vander Loubet (Foto - João Pires)

 

Segundo o coordenador, além dos arados também foram adquiridos dois tratores, sementes, óleo diesel e ferramentas. “O trator já foi comprado e estamos aguardando a vinda para fazer a entrega nos próximos dias, juntamente com os arados”, explica. “Não adianta levar para a aldeia agora se não tem o trator para puxar”, completou.

 

Souza afirmou a reportagem que todos os itens adquiridos são equipamentos em processo de aquisição, ou seja, cada item é necessário a elaboração de um processo de compra. “Já viabilizamos a compra de semente e óleo diesel e assim que chegarem os tratores, faremos a entrega junto com os arados,”, enfatizou.

 

Justiça absolve uma e condena cinco travestis por morte de colega

Campo Grande News

 

Local do crime cometido em março do ano passado (Foto: O Vigilante)

Cinco das seis travestis julgadas na noite de ontem (7) pela morte de uma colega, em março do ano passado, foram condenadas a pelo menos 13 anos e meio de prisão. Uma delas, Leandro Daniel da Silva Sena, conhecida como Vanessa, foi absolvida.

 

 

O julgamento aconteceu na sala do Tribunal do Júri do Fórum da cidade de Dourados, a 233 km de Campo Grande, e foi presidido pelo juiz César de Souza Lima. Alex Martins Joaquim, de 26 anos, a Rahine, foi condenada a 15 anos e seis meses de prisão. A justiça entendeu que ela foi uma das responsáveis por reunir o grupo para cometer o crime.

 

Já Gleison Venilson da Silva Martins, de 24 anos , a Kimberly, Jullyan Luccy de Oliveira, de 26 anos, a Julia Maravilha, e Marcelo Flávio Gomes Pinheiro, de 23 anos, a “Rakelly Gomes”, foram condenadas a 14 anos e seis meses de reclusão. Para Matheus Elias Camargo Julio, de 18 anos, a Ana Julia Pugliesi, a condenação foi de 13 anos e seis meses.

 

Como nenhuma delas possui uma profissão em registro, nem moradia fixa no município onde o crime aconteceu, todas devem cumprir a pena em regime fechado, conforme decisão do juiz. Para ele, o grupo continua apresentando riscos, podendo voltar a agir de forma ilegal e, até mesmo, fugir.

 

Rahine, por exemplo, já chegou a ameaçar de dentro do presídio, testemunhas do crime, conforme justificou o juiz na decisão. Todas as condenações cabem recursos.

 

Caso – A travesti Marciano Ferreira dos Reis, de 40 anos, mais conhecida como “Paola Bracho”, foi morta com facadas e golpes de barra de ferro na cabeça, no dia 22 de março do ano passado. A Justiça entendeu que uma disputa por ponto motivou o crime.

 

Segundo a Polícia Civil, Paola foi morta porque teria extorquido e ameaçado as demais travestis que fazem ponto na área central de Dourados, cobrando diárias para que as demais pudessem utilizar os locais de prostituição.

 

A investigação apurou que houve um acerto de contas entre a vítima e as demais travestis. Paola foi cercada pelas colegas e morta a golpes de faca e com golpes de uma barra de ferro na cabeça. Ao menos 24 perfurações foram causadas no corpo da vítima.

 

Três foram presas, na data do crime e outras três identificadas e presas posteriormente. Os seis acusados aguardaram o julgamento na cadeia e apenas uma deve deixar a prisão.