quinta-feira, 30 de abril de 2026

Nutricionista faz alerta ao auso indiscriminado de canetas emagrecedoras; Sarcopenia

Giovana Colletti  (*) 

A sarcopenia é definida como a perda progressiva de massa magra esquelética associada à diminuição da força e do desempenho físico, tradicionalmente vinculada ao envelhecimento, ela representa um marcador importante de fragilidade, comprometimento metabólico e vulnerabilidade funcional.

A partir de 2019, com a consolidação do consenso europeu (EWGSOP2), a definição científica passou a enfatizar não apenas a quantidade de massa muscular, mas também sua qualidade e capacidade de gerar força.

Assim, a sarcopenia deixou de ser considerada apenas uma desordem própria da terceira idade e passou a ser entendida como um processo multifatorial, potencializado por condições clínicas, deficiências nutricionais, sedentarismo e perdas acentuadas de peso.

No contexto do emagrecimento medicamentoso acelerado, os indicadores associados à sarcopenia começam a se manifestar em indivíduos que não apresentam histórico de fragilidade, isso ocorre porque os agonistas de GLP-1 reduzem o apetite de forma expressiva levando a uma ingestão calórica muito inferior ao habitual.

Ao encontrar uma população que já consome proteínas abaixo do recomendado, essa redução adicional intensifica o risco de balanço nitrogenado negativo, reduzindo a capacidade do organismo de manter síntese proteica adequada.

O corpo, submetido a um déficit energético abrupto, tende a priorizar a utilização de aminoácidos provenientes da musculatura esquelética para suprir necessidades metabólicas imediatas, gerando catabolismo muscular.

Estudos clínicos observacionais e controlados vem demonstrando que uma proporção relevante da perda de peso promovida por semaglutida e tirzepatida ocorre às custas de massa magra.

Ensaios publicados entre 2021 e 2024 indicam que entre 25% e 40% da perda total pode corresponder a tecido muscular, especialmente quando o indivíduo não está engajado em práticas regulares de treinamento resistido.

Embora seja verdade que qualquer processo de emagrecimento induz certa perda muscular, o que se observa nesses casos é uma magnitude desproporcional que é resultado direto da combinação entre ingestão proteica insuficiente, redução espontânea da fome e ausência de estímulo mecânico.

A perda muscular produz efeitos sistêmicos importantes. A redução da massa magra diminui a taxa metabólica basal, tornando o corpo mais propenso ao reganho de peso após a suspensão do medicamento.

O músculo esquelético desempenha papel central na captação de glicose estimulada por insulina; portanto, sua diminuição reduz a sensibilidade tecidual e favorece a instalação de distúrbios metabólicos.

Ademais, a perda de força e de funcionalidade afeta mobilidade, estabilidade postural e capacidade de realizar atividades diárias, abrindo espaço para um cenário de fragilidade precoce, antes raro em adultos jovens.

RECOMPOSIÇÃO ADVERSA

Outro ponto crítico refere-se ao fenômeno conhecido como “recomposição adversa”, acontece que quando a medicação é interrompida o peso corporal geralmente retorna, mas de forma predominante como gordura e não como massa muscular. Isso cria uma condição metabólica mais perigosa do que aquela existente antes do tratamento, pois a relação entre massa magra e gordura corporal se torna ainda mais desfavorável.

Esse padrão já é reconhecido como um dos gatilhos para o desenvolvimento de obesidade sarcopênica, condição em que coexistem perda muscular e acúmulo de tecido adiposo, com impactos significativos sobre risco cardiovascular, resistência insulínica e inflamação crônica.

Sob a perspectiva nutricional, esses achados reforçam a necessidade de que nenhum tratamento farmacológico para emagrecimento ocorra de forma isolada. A preservação da massa muscular depende de ingestão proteica adequada, estímulo consistente e planejamento alimentar que evite déficits extremos.

No consultório, é comum observar que indivíduos que utilizam canetas emagrecedoras deixam de sentir fome ao ponto de negligenciar refeições inteiras, reduzindo tanto calorias quanto micronutrientes essenciais para síntese proteica, metabolismo energético e manutenção da saúde óssea. O músculo, nesse contexto bioquímico desfavorável, torna-se um dos primeiros tecidos a sofrer desgaste.

A atuação profissional se torna decisiva. A abordagem nutricional deve garantir que o paciente atinja aporte proteico mínimo compatível com a preservação muscular e, quando necessário, suplementação pode ser empregada como estratégia adicional.

O acompanhamento da avaliação da composição corporal é fundamental para diferenciar perda de gordura de perda de massa magra, orientando ajustes no plano alimentar, a integração com profissionais de educação física também se torna essencial, já que o treinamento resistido é a intervenção mais eficaz para sinalizar ao músculo que ele deve ser mantido, mesmo em condições de déficit energético.

Assim, o uso de agonistas de GLP-1 não deve ser demonizado, mas precisa ser compreendido dentro de seu escopo clínico correto. Quando utilizado com acompanhamento multiprofissional e planejamento nutricional rigoroso, o medicamento pode auxiliar na melhora da saúde metabólica.

No entanto, quando empregado de forma indiscriminada, com fins puramente estéticos e sem suporte técnico, abre espaço para uma série de consequências que contradizem a própria intenção do tratamento: o indivíduo perde peso, mas perde saúde no processo.

(*) Nutricionista – – Pós-graduada em Nutrição Estética, Esportiva e Saúde da Mulher

Câmara homenageia Adiles do Amaral Torres com o Troféu Sireunise Camargo Dorta

A Câmara Municipal de Dourados realiza, no dia 11 de dezembro, às 19h, a entrega do Troféu Sireunise Camargo Dorta à jornalista e advogada Adiles do Amaral Torres.

A honraria, recém-instituída pelo Legislativo, destaca personalidades que contribuem de forma relevante para a preservação da identidade, história e memória do município. A cerimônia acontece durante sessão solene no plenário da Casa.

Criado por meio de Decreto Legislativo proposto pela presidente da Câmara, vereadora Liandra Brambilla (PSDB), o troféu homenageia a educadora, gestora pública e escritora Sireunise Camargo Dorta, falecida em março deste ano. Agora parte do calendário oficial da Casa de Leis, a homenagem será concedida anualmente durante a semana do aniversário de Dourados.

A escolha da homenageada foi feita por uma comissão formada por representantes da UFGD, UEMS, Academia Douradense de Letras, secretarias municipais e entidades culturais. As indicações puderam ser apresentadas pelo prefeito, secretários e vereadores, acompanhadas de currículo e justificativa. O nome de Adiles foi indicado pela presidente Liandra Brambilla e pelo vereador e primeiro secretário da Casa, Rogério Yuri (PSDB).

Trajetória que se confunde com a história de Dourados

Nascida em 1933, Adiles do Amaral Torres dedicou sua vida ao jornalismo, à cultura e à preservação da memória regional. Com coragem, sensibilidade e forte compromisso social, esteve à frente do jornal O Progresso por mais de três décadas, modernizando o veículo e consolidando-o como referência da comunicação em Mato Grosso do Sul.

Autora de “Minha história em Dourados”, Adiles é reconhecida como uma das principais cronistas da vida social, política e cultural da cidade. O extenso acervo de O Progresso — hoje digitalizado em parceria com a UFGD — permanece como importante fonte de pesquisa sobre a trajetória douradense.

 Homenagem que valoriza o legado da cidade

Para a presidente da Câmara, vereadora Liandra Brambilla, entregar o primeiro Troféu Sireunise Camargo Dorta a Adiles significa reconhecer uma trajetória que ajudou a moldar a identidade de Dourados.

“Dona Adiles é parte viva da história de Dourados. Seu trabalho na comunicação, sua dedicação à cultura e seu compromisso com a verdade ajudaram a construir a cidade que conhecemos hoje. Iniciar este prêmio com seu nome é uma forma justa e simbólica de homenagear quem preservou, com carinho e responsabilidade, a memória do nosso povo”, afirmou.

O vereador Rogério Yuri (PSDB), primeiro secretário da Câmara e coautor da indicação, também destacou a importância do reconhecimento:

“Homenagear Adiles do Amaral Torres é valorizar uma história que se confunde com a própria história de Dourados. Seu legado na comunicação e seu olhar sensível para a vida da nossa comunidade fazem dela uma referência incontornável. É uma honra participar da construção desta homenagem, que eterniza seu trabalho e inspira as novas gerações”, ressaltou.

Yuri também lembrou sua relação com Sireunise, cuja trajetória marcou a educação e a cultura de Dourados:

“Tive a oportunidade de conviver e aprender muito com a professora Sireunise, uma mulher extraordinária que dedicou a vida ao ensino, à gestão pública e à construção da identidade cultural de nossa cidade. Ela foi uma amiga, uma conselheira e uma referência para mim. Ver seu nome eternizado nesta honraria, e entregar o primeiro troféu a outra grande mulher da nossa história, é um sentimento que me enche de orgulho e emoção”, completou.

Liandra reforçou o simbolismo da honraria:

“Ao instituirmos este troféu, também eternizamos a contribuição extraordinária de Sireunise Camargo Dorta, uma mulher que dedicou a vida à educação e à construção da identidade douradense. São duas histórias de mulheres fortes que se cruzam neste momento de reconhecimento”, destacou.

A sessão solene será aberta ao público e transmitida pelos canais oficiais da Câmara Municipal de Dourados.

Fonte: Assessoria CMD

Pioneiros serão homenageados no aniversário de Dourados

No próximo dia 20 de dezembro, data em que Dourados completa 90 anos de emancipação político-administrativa, o CCPD (Centro Cívico Pioneiros de Dourados) promove uma homenagem àqueles que nasceram ou residem no município antes da criação, ou seja, 20 de dezembro de 1935.

Além desse evento, ocorre a tradicional seresta, realizada há mais de 20 anos, na véspera do aniversário.

A homenagem é uma forma de agradecimento aos pioneiros com 90 anos ou mais, ainda vivos, pela contribuição com o crescimento e o desenvolvimento do município.

“Nada mais justo agradecer essas pessoas que participaram e, são testemunhas vivas, de todas as etapas desse processo de transformação pelo qual nossa cidade passou e ainda passa, desde quando era apenas um povoado”, justificou o presidente do CCPD Rozemar Mattos Souza.

Os homenageados, em torno de 40 pessoas já catalogadas e, integrantes de várias famílias, receberão um certificado de agradecimento e participarão de um coffee break, em local ainda a ser divulgado. É uma forma de promover o reencontro de muitos que são conhecidos ou amigos, que não mantém contato há muito tempo e, de relembrar momentos importantes que, com o tempo caem no esquecimento.

O CCPD também está promovendo gravações de vídeos com os pioneiros, como meio de resgatar parte dos momentos históricos de Dourados, que ainda estão na memória dessas pessoas.

“É um trabalho que requer tempo e dedicação que aos poucos estamos executando e, ao mesmo atuamos ainda para ampliar nosso acervo de documentos, que pretendemos colocar a disposição para pesquisa”, contou o vice-presidente Odilon Azambuja.

Seresta – Neste ano Dourados terá mais uma seresta na véspera do dia 20 de dezembro. Músicos colaboradores do Centro Cívico já estão preparados e prontos para “invadir” bares, lanchonetes e restaurantes da noite douradense, levando a boa música sertaneja, polca paraguaia, chamamé e outros ritmos culturalmente executados na região. Como sempre acontece, o primeiro local é o Shopping Avenida Center.

A cada ano a seresta atrai mais a curiosidade das pessoas, procurando saber detalhes sobre a dinâmica desse tour que é feito pela cidade. Alguns fazem questão de acompanhar a concentração dos músicos – o “esquenta” – que acontece no Hotel Bahamas. Outros preferem o shopping, já que o grupo percorre todo o complexo de lojas e, tem ainda os que preferem aguardar nos estabelecimentos por onde a seresta passa tradicionalmente.

O Centro Cívico Pioneiros de Dourados, cujo nome oficial é Centro Cívico, Histórico e Cultural 20 de Dezembro, é uma entidade sem fins lucrativos criada em 2002 com a finalidade de resgatar e preservar a história da cidade, incluindo a cultura e o folclore local.

Na diretoria estão representadas em torno de 40 famílias das mais de 200 consideradas pioneiras em Dourados, ou seja, aquelas que chegaram ao município antes de 1935.

Fonte: Assessoria

China desenvolve máquina de banho automático para pets

Um vídeo publicado em uma página que mostra imagens da China em 360° viralizou ao apresentar uma máquina que promete lavar cachorros de forma totalmente automática.

No vídeo, Mauricio apresenta o equipamento em funcionamento e destaca o sistema de higienização, que chama atenção pelo formato.

Durante a gravação, ele explica que basta colocar o pet no compartimento, escanear o código pelo celular para verificar os valores e o porte do animal e, então, iniciar o processo, que inclui lavagem e secagem sem qualquer intervenção humana.

Ele também destaca que, caso o cão se assuste, a máquina possui um botão de pânico que interrompe  tudo imediatamente.

Na postagem, o tutor brincou com a novidade: “Lava-rápido bom pra Cachorro! Essa invenção chinesa lava o cachorro automaticamente. Você lavaria seu pet nesta máquina?”

A pergunta rendeu uma enxurrada de reações. Muitos internautas levaram a situação com bom humor: “Os meus têm crise de pânico quando ouvem a palavra banho”, comentou uma seguidora. Outro escreveu: “Acho que eu caibo nessa máquina pra tomar uma ducha????”. Teve até quem adorou a ideia: “Eu usaria pra mim!!!”.

Mas nem todos ficaram empolgados. Parte do público criticou o conceito, apontando que o barulho e o pequeno espaço poderiam assustar ou causar estresse em alguns animais.

Fonte: Portal Ig

Nutrição: Uma nova perspectiva sobre a saúde da mulher, por Giovana Colletti

Giovana Colletti (*)

O período menstrual ainda é envolto em silêncio e mitos, como se o corpo feminino fosse um sistema misterioso que a sociedade insiste em não decifrar. Esse tabu empobrece o cuidado em saúde e invisibiliza o fato básico de que a menstruação é um marcador clínico de primeira ordem, capaz de refletir desequilíbrios hormonais, estado nutricional, inflamação sistêmica e até riscos metabólicos futuros. Reduzir o ciclo a uma mera “questão feminina” é ignorar um relatório mensal extremamente detalhado que o organismo entrega sem cobrar consulta.

Do ponto de vista fisiológico, as variações entre estrogênio, progesterona e hormônios gonadotróficos modulam praticamente todo o funcionamento do corpo: apetite, humor, sono, termorregulação, sensibilidade à insulina, disposição e resposta inflamatória.

E é justamente aqui que a nutrição deixa de ser coadjuvante para assumir papel central, pois a alimentação não só influencia a intensidade dos sintomas, mas também interfere na regularidade, no volume menstrual, na saúde ovariana e na estabilidade emocional durante o ciclo.

Evidências recentes publicadas no Journal of Women’s Health e no American Journal of Clinical Nutrition mostram que padrões alimentares anti-inflamatórios reduzem significativamente sintomas como cólicas, cefaleias, fadiga, irritabilidade e alterações gastrointestinais, mas em contrapartida, dietas ricas em ultraprocessados, açúcar refinado e gorduras hidrogenadas intensificam a produção de prostaglandinas inflamatórias, que são diretamente responsáveis pelas dores menstruais mais severas.

Além da carga inflamatória, as deficiências nutricionais são um ponto crítico frequentemente negligenciado. A baixa ingestão de ferro, por exemplo, contribui para ciclos mais intensos, maior fadiga e menor capacidade de oxigenação tecidual; já a insuficiência de magnésio, vitamina D e cálcio está associada ao agravamento da tensão pré-menstrual e ao aumento da sensibilidade à dor.

A literatura é consistente ao apontar que mulheres com maior consumo de ômega-3 apresentam redução expressiva na intensidade das cólicas, justamente pela modulação positiva do metabolismo das prostaglandinas. Não se trata de milagre, é fisiologia pura. O corpo responde ao ambiente, e o alimento é a variável mais frequente desse ambiente.

Outro ponto crucial é a influência do ciclo sobre a resposta metabólica. Durante a fase lútea, há maior resistência à insulina e maior propensão a buscar carboidratos simples, ignorar essa oscilação abre espaço para culpa e para a narrativa ultrapassada de “falta de disciplina”.

Uma abordagem nutricional competente acolhe essa variação e propõe estratégias inteligentes, como incluir fontes de carboidratos complexos, priorizar fibras solúveis, aumentar proteínas de alta qualidade e ajustar o fracionamento para mitigar picos glicêmicos.

Da mesma forma, sintomas como constipação, diarreia e distensão abdominal durante a menstruação têm relação direta com o eixo intestino-hormônios e respondem rapidamente a intervenções alimentares adequadas, especialmente ao aumento de fibras, prebióticos naturais e hidratação eficiente.

A saúde intestinal é um pilar negligenciado no cuidado menstrual, visto que o intestino é responsável não apenas por absorver micronutrientes essenciais ao equilíbrio hormonal, mas também pela metabolização de estrogênio através do eixo estroboloma. Uma microbiota desequilibrada pode aumentar a recirculação de estrogênio e intensificar sintomas ligados à dominância estrogênica, como cólicas, inchaço, dores mamárias e irritabilidade.

Alimentação pobre em fibras e rica em aditivos compromete essa dinâmica, enquanto hábitos simples, como incluir frutas, verduras, leguminosas e alimentos fermentados, ajudam a modular positivamente o estroboloma (conjunto de bactérias no intestino que metabolizam o estrogênio e influenciam diretamente o equilíbrio hormonal) e consequentemente o ciclo menstrual como um todo.

Também é impossível discutir a menstruação sem abordar a relação entre dieta, inflamação crônica de baixo grau e condições ginecológicas como síndrome dos ovários policísticos e endometriose. Ambas apresentam forte componente inflamatório e respondem de maneira consistente a padrões alimentares que priorizam antioxidantes, fitoquímicos e gorduras de qualidade.

Para mulheres com SOP, por exemplo, intervenções nutricionais que melhoram a sensibilidade à insulina têm impacto direto na regularidade do ciclo, na ovulação e no equilíbrio hormonal; já a endometriose se beneficia de uma dieta que reduz substâncias pró-inflamatórias e favorece alimentos ricos em polifenóis e ômega-3, o que pode diminuir dores e melhorar a qualidade de vida.

Falar de menstruação com profundidade e base científica não é ativismo; é obrigação ética. O ciclo é um marcador sensível e multifacetado, capaz de denunciar muito antes qualquer alteração que comprometa a saúde global da mulher. Profissionais que tratam o período menstrual como detalhe ou fragilidade emocional contribuem para um atraso diagnóstico que afeta fertilidade, performance cognitiva, saúde mental e autonomia econômica.

A nutrição, quando utilizada de forma estratégica, tem a capacidade de não apenas reduzir sintomas, mas de fortalecer a relação da mulher com o próprio corpo, oferecendo autonomia, previsibilidade e bem-estar.

No fim das contas, a menstruação não é apenas um evento fisiológico mensal, é um relato completo de como o organismo está reagindo ao estilo de vida, à alimentação, ao estresse, ao ambiente e às escolhas acumuladas ao longo do tempo.

Quando a mulher compreende o próprio ciclo, ela compreende parte fundamental de sua saúde e quando a nutrição é reconhecida como ferramenta central nesse processo, o cuidado feminino finalmente se aproxima da dignidade e da precisão que sempre mereceu.

(*) Nuticionista  – Pós-graduada em Nutrição Estética, Esportiva e Saúde da Mulher

Arte Inclusiva forma turmas de alunos cegos e surdos em Campo Grande

O projeto Arte Inclusiva encerra suas atividades em Campo Grande com a formação de duas turmas de pessoas cegas e surdas que descobriram no artesanato em argila novas formas de se expressar, criar e sentir o mundo.

A iniciativa, realizada pela Política Nacional Aldir Blanc, por meio de edital da Prefeitura de Campo Grande, proporcionou um espaço de aprendizado acessível, afetivo e verdadeiramente transformador.

Durante os meses de setembro e outubro, as oficinas aconteceram no Instituto Sul-Mato-Grossense para Cegos (ISMAC) e na Associação dos Surdos de Campo Grande, conduzidas pelos mestres artesãos Rodrigo Marçal, Vanderson Avalhaes, Cleber Ferreira e Felipe Avalhaes, sob a produção da artesã Fabiane Avalhães. Ao todo, 30 alunos — 15 pessoas cegas e 15 pessoas surdas — participaram dos encontros, que contaram com material sensorial, intérprete de Libras, divulgação em Braille e equipe técnica especializada.

O resultado vai além das 90 peças de artesanato produzidas: o projeto deixou um legado de empatia, inclusão e autonomia, mostrando que a arte é, antes de tudo, uma ponte entre as diferenças.

Para a produtora Fabiane Avalhães, o encerramento das oficinas é motivo de orgulho e emoção, “estamos muito felizes com o resultado. Foi um período de intensa troca e aprendizado. Cada participante nos mostrou que a arte é um território sem barreiras, um espaço onde todos podem criar, sentir e se expressar.”

O mestre artesão Rodrigo Marçal, que ministrou as aulas no ISMAC, conta que a experiência transformou também sua forma de ver — e sentir — a arte, “dar aula de argila para pessoas cegas foi algo profundamente transformador. Aprendi que o fazer artístico não depende do que se vê, mas do que se sente. O toque, a textura, a temperatura da argila ganham outro significado. Essa vivência me ensinou a sentir a arte antes de vê-la — e isso mudou completamente o meu olhar e o meu fazer artístico.”

Já o mestre Cleber Ferreira, responsável pelas oficinas com pessoas surdas, fala sobre a descoberta de uma nova linguagem artística, “com os surdos, aprendi um outro tipo de escuta — uma escuta feita com o olhar, com o corpo, com a presença. A comunicação acontecia pelos gestos e pelos silêncios, e vi nascer obras únicas, cheias de expressão e significado. A arte não precisa de som ou fala: ela se comunica por sensações, encontros e sentimentos que não precisam de palavras.”

Mais do que ensinar uma técnica, o Arte Inclusiva promoveu uma verdadeira vivência de humanidade e solidariedade, reforçando o papel social da cultura como instrumento de inclusão e transformação.

O encerramento do projeto celebra, portanto, não apenas a conclusão de um ciclo, mas o início de muitos outros — nas mãos, na sensibilidade e na confiança de cada participante que descobriu na arte uma nova forma de existir no mundo.

Fonte: Assessoria

Magreza injetável: entre o milagre farmacológico e a negligência disfarçada de autocuidado

Giovana Colletti (*)

Nos últimos meses, semaglutida e tirzepatida se tornaram o assunto preferido nas conversas sobre saúde e, curiosamente, o menos falado nas consultas médicas.

O que era um tratamento para diabetes tipo 2 se transformou em símbolo de uma promessa: emagrecer rápido, sem esforço, sem dieta, sem terapia, sem processo. A promessa é tentadora e justamente por isso, perigosa, mas o ponto crítico aqui não é o que estamos usando, é como e por que estamos usando.

O apelo por uma solução imediata para um problema multifatorial revela algo mais profundo do que uma simples tentativa de perder peso, revela um mal-estar moderno: a incapacidade de lidar com o tempo, com a espera, com o processo. Vivemos em um ambiente onde o corpo é tratado como vitrine e a saúde como performance.

O uso dessas medicações explodiu de forma tão acelerada que hoje é impossível ignorar o fenômeno social que elas representam. O que antes exigia anos de reeducação alimentar, acompanhamento multiprofissional e acima de tudo paciência, agora parece caber em uma seringa semanal, mas a pressa em emagrecer tem um custo e o corpo costuma cobrar com juros.

O problema é o uso indiscriminado sem avaliação médica adequada, sem acompanhamento nutricional e, muitas vezes, sem sequer entender o que o fármaco faz no organismo. Esses medicamentos atuam retardando o esvaziamento gástrico e modulando a saciedade via sistema nervoso central, traduzindo: a pessoa sente menos fome e come menos.

Só que o corpo não segue uma matemática básica, ele não responde a comandos simples, ela é muito mais inteligente do que pensamos e sintomas como náuseas, vômitos, constipação, refluxo, tontura e até pancreatite são efeitos adversos documentados, mas frequentemente minimizados ou ignorados.

O discurso público se restringe ao número na balança, não aos marcadores clínicos. Há quem comemore perder dez quilos em um mês sem perceber que junto com o peso foram embora massa muscular, reservas energéticas e até a relação saudável com o próprio corpo.

A promessa de emagrecer sem esforço alimenta um ciclo de dependência estética e aqui mora a ironia porque a pessoa acredita estar cuidando de si, mas está apenas trocando uma forma de negligência por outra. É comum ver quem usa o medicamento como “atalho” voltar a ganhar peso após a suspensão do uso justamente porque nada mudou na base comportamental.

O cérebro ainda busca o conforto alimentar, o corpo ainda reage ao estresse com fome, e a rotina ainda é incompatível com o autocuidado. A medicação vira muleta, não ferramenta. A busca pela magreza imediata repete um velho erro com roupagem moderna: querer resultados sustentáveis com soluções instantâneas.

O que muda agora é que o remédio é de última geração, mas o pensamento ainda é do século passado. Essa lógica não é só perigosa, é anticientífica porque ignora o contexto metabólico, o histórico alimentar, a saúde mental, os marcadores laboratoriais e a capacidade do paciente de sustentar as mudanças necessárias quando o medicamento sair de cena.

O verdadeiro problema não é o uso de medicamentos, é a forma descontextualizada com que estão sendo usados. Essas drogas podem ser peças chave em protocolos bem conduzidos, especialmente em casos de obesidade resistente, síndrome metabólica e diabetes tipo 2, mas o modo como estão sendo incorporadas transforma um tratamento em espetáculo onde vemos o uso de remédios para corrigir sintomas gerados por uma sociedade que adoece de imediatismo.

Comemos rápido, dormimos pouco, nos movemos menos e ainda esperamos que a química resolva o que a biologia tenta gritar: que estilo de vida não se terceiriza.

O motivo é ainda mais preocupante, visto que a maioria das pessoas que recorre a esses medicamentos não busca saúde, mas pertencimento. Pertencer à estética do corpo enxuto, ao discurso da disciplina, à ilusão de controle, enquanto isso, hábitos continuam desorganizados, exames continuam negligenciados e o sistema de saúde continua sobrecarregado por doenças que nenhum remédio é capaz de prevenir sozinho, mas enquanto a pressa continuar valendo mais que a consistência, o remédio continuará servindo para calar sintomas, não para curar causas.

É urgente deslocar o foco da perda de peso para a ganho de consciência: sobre alimentação, sono, estresse, ciclo hormonal e microbiota. A verdadeira transformação metabólica não acontece na seringa, acontece na rotina invisível, silenciosa e difícil, mas duradoura.

(*) Nutricionista – Pós-graduada em Nutrição Estética, Esportiva e Saúde da Mulher

OAB/MS faz Mês da Conciliação com condições especiais para regularização de débitos

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS), está promovendo o Mês da Conciliação, oferecendo condições inéditas para que advogados e advogadas regularizem seus débitos ajuizados. A iniciativa voltada para os advogados e advogadas em débito com a Ordem se estende até o dia 31 de outubro com descontos de até 100% nos juros e multa; parcelamento da dívida no cartão em até 10 vezes; 100% de desconto nas custas processuais e 50% de desconto nos honorários advocatícios.

O diretor-tesoureiro da OAB/MS, Fábio Nogueira Costa, ressalta que a ação reforça o compromisso da instituição em apoiar a advocacia sul-mato-grossense.

“A Campanha de Conciliação é uma oportunidade única para que colegas advogados possam ficar em dia com suas obrigações junto à Ordem”, enfatiza. “Nossa intenção é facilitar a regularização, oferecendo condições especiais que realmente fazem a diferença na vida profissional de cada um”, completa Fábio Nogueira.

Fábio Nogueira Costa ressalta que a iniciativa foi criada para oferecer uma nova oportunidade à advocacia sul-mato-grossense. “Realizamos no primeiro semestre um grande programa de recuperação de créditos e agora estamos aproveitando outubro para fazer o Mês da Conciliação”, enfatiza. Além de condições especiais, o programa garante a manutenção dos benefícios ativos para quem regularizar sua situação, incluindo acesso à ESA/MS, CAAMS e demais serviços da Ordem. “Não deixe para a última hora, o prazo termina em 31 de outubro”, completa Fábio Nogueira.

A diretora-tesoureira da 4ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Dourados e Itaporã, Andreza Miranda Vieira, destaca a importância de ficar em dia com o Ordem participando do Mês da Conciliação. “É essencial manter a regularidade no pagamento das anuidades para que a nossa entidade continue forte e atuante”, enfatiza. “São esses recursos que viabilizam as estruturas, os projetos, as ações em prol da advocacia e a constante defesa das nossas prerrogativas”, prossegue. “Vamos juntos divulgar a campanha e aproveitar o mês da conciliação”, conclui Andreza Miranda.

A presidente da 4ª Subseção da OAB Dourados e Itaporã, Edna Bonelli, também está convocando os profissionais em débito com a Ordem a participarem do Mês da Conciliação.

“Essa é mais uma oportunidade para ficar em dia com nossa entidade de classe e ainda garantir 100% de descontos em juros e multas sobre os valores devidos”, explica Edna Bonelli. Ela ressalta que a regularização das anuidades atrasadas é importante para que a Seccional da OAB continue investindo em melhorias nos serviços prestados aos advogados e advogadas de todo Mato Grosso do Sul.

Edna Bonelli destaca que o advogado e advogada em dia com a anuidade desfruta de uma série de benefícios ofertados tanto pela Dourados e Itaporã quanto pela Seccional da OAB. “O regularização das pendências fortalece a advocacia e permite que nossa entidade continue trabalhando para assegurar junto aos poderes Executivos, Legislativo e Judiciário as medidas que facilitam nossa atividade profissional”, finaliza.

Os interessados em participar do Mês da Conciliação da Seccional da OAB podem negociar diretamente pelo telefone (67) 3318-4700. A campanha é válida até o dia 31 de outubro de 2025. Os advogados e advogadas de Dourados também podem obter informações sobre o Mês de Conciliação na sede da Subseção da OAB, localizada à Rua Onófre Pereira de Matos, 1712 – Centro.

Fonte: Assessoria

Gleice Jane propõe Moção de Apoio à delegada Thays após ataques misóginos e racistas

A deputada estadual Gleice Jane (PT) apresentou, na manhã desta terça-feira (07), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Moção de Apoio à delegada Thays do Carmo Oliveira de Bessa, adjunta da Depac de Dourados, em razão dos ataques misóginos e racistas que a autoridade policial sofreu nas redes sociais.

As ofensas ocorreram após a delegada conceder entrevista à imprensa local sobre um caso de homicídio no município.

Na justificativa da proposta, Gleice Jane destacou que é inadmissível que uma mulher negra, no exercício de sua função pública, seja alvo de manifestações preconceituosas, reforçando que o episódio ultrapassa a esfera individual e revela a persistência de estruturas sociais excludentes.

“A tentativa de desqualificar a imagem da delegada é também um ataque simbólico a todas as mulheres que conquistam espaços de liderança e autoridade”, ressaltou a parlamentar.

A moção expressa o repúdio da Assembleia Legislativa a toda forma de racismo e misoginia, reafirmando o compromisso do Parlamento sul-mato-grossense com a igualdade racial e de gênero. O documento será encaminhado à delegada Thays Bessa como forma de reconhecimento e solidariedade institucional diante das agressões sofridas.

Fonte: Assessoria

Arte Inclusiva promove oficinas de argila para pessoas cegas e surdas em Campo Grande

O projeto Arte Inclusiva chega a Campo Grande com a proposta de oferecer oficinas de artesanato em argila especialmente adaptadas para pessoas cegas e surdas, criando um espaço de aprendizagem, criatividade e inclusão social. As atividades serão 100% voltadas para pessoas com deficiência sensorial, proporcionando acessibilidade plena e valorizando as habilidades de cada participante. A iniciativa é uma realização da Política Nacional Aldir Blanc por meio de edital da Prefeitura de Campo Grande.

A primeira oficina será realizada no Instituto Sul-Mato-Grossense para Cegos – ISMAC, com início no dia 2 de setembro e encontros sempre às terças e quintas-feiras durante todo o mês. Os instrutores serão os mestres artesãos Rodrigo Marçal e Vanderson Avalhaes. Já na Associação dos Surdos de Campo Grande, a oficina começa no dia 6 de setembro, sempre aos sábados, em período integral, sob a condução dos mestres artesãos Cleber Ferreira e Felipe Avalhaes.

Produtora das oficinas, a artesã Fabiane Avalhães ressalta que a expectativa é muito positiva,“Estamos muito felizes em colocar esse projeto em prática. Acredito que será um momento de troca, aprendizado e valorização das habilidades de cada participante, mostrando que a arte é um espaço para todos.”

Para o mestre artesão Cleber Ferreira, a ação representa um avanço importante,“Trabalhar com acessibilidade total é entender que o artesanato pode transformar vidas, e que o toque, o olhar e a criação não têm barreiras.”

O mestre artesão Rodrigo Marçal também reforça a importância da iniciativa,“É uma honra fazer parte de um projeto que não só ensina uma técnica, mas abre portas para a inclusão e o protagonismo cultural de pessoas com deficiência.”

As oficinas contarão com material sensorial de fácil manuseio, intérprete de Libras, divulgação em Braille e equipe especializada em acessibilidade. Ao todo, serão beneficiados 30 participantes – 15 pessoas cegas e 15 pessoas surdas – com a meta de produzir 90 peças de artesanato ao longo do projeto, fortalecendo a autoestima e o papel ativo de cada um na cena cultural de Campo Grande.

Fonte: Assessoria

Gabi, ‘a menina da Kombi Rosa’ é destaque em programa infantil em SP

Conhecida pela sua Kombi cor de rosa, a douradense Gabi Rincos, 11 anos, tem se destacado entre as apresentadoras do programa infantil “Mundo Mavi”. Ela participa do quadro “Você Sabia”, com transmissão aos sábados pela internet e na TH+ TV!.

No quadro, ela fala sobre curiosidades e também ensina a linguagem de sinais (libras), um dos seus principais hobbis.

“No final do ano passado ela se interessou por libras por meio do Tik Tok e não parou mais, faz curso e já está gravando mini aulas em suas páginas do Instagram. Esse ano ela também conheceu uma menina surda onde ela ajuda na interpretação e comunicação entre as pessoas. Gabi também ama ler, sempre está com um livro em suas mãos”, relata a mãe, Adriana Pedroso.

Adriana conta que desde pequena, Gabi já gravava vídeos para o You Tube junto com seu primo, “Com 3 anos ela já planejava os vídeos e seu primo gravava e editava. Quando ela chegava do trabalho já estava pronto, era só diversão”, afirmou ao Estado Notícias.

Gabi Rincos ainda fez intercambio de atores no Rio de Janeiro e três workshops com o diretor de TV Oscar Zinelle, também fez cursos com a Hanna coreografa da globo, aula de passarela com Sergio Matos, faz aula de Balé, entre outros cursos.

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Todas atividades realizadas por ela são acompanhadas por seus pais, que sempre se preocupam com a imagem e bem-estar da filha.

A KOMBI ROSA

Segundo Adriana, a “Kombi Rosa” surgiu de uma brincadeira do funileiro amigo do pai, Prof. Rincos, que juntos decidiram comprar e pintar uma Kombi de rosa e utiliza-la em projetos sociais. “Com a Kombi ajudamos o projeto de Tampinhas do Amor para o Hospital do Amor de Dourados que ajuda a auxilia as pessoas de nossa cidade que estão em tratamento oncológico. Também apoiamos a causa do Autismo. Com seu irmão sendo autista a família vivencia as dificuldades encontradas, discriminação e preconceito que ainda tem com as pessoas autistas”, diz Adriana.

Gabi – A menina da Kombi Rosa (Foto: Reprodução/Isntagram)

Crédito: João Pires

Prefeitura dá rápida resposta em atendimentos após vendaval em Dourados

Após um vendaval atingir Dourados, nesta terça-feira (19) com ventos que registraram entre 60 km/h a 80 km/h, a Prefeitura realizou atendimento de forma ágil em vários pontos da cidade, com os trabalhos se estendendo até a madrugada desta quarta-feira (20) e prosseguindo pela manhã com a limpeza de ruas e remoção de árvores. Conforme a Defesa Civil foram 12 chamados durante a noite de terça-feira (19), que tiveram início antes do entardecer e seguiram até a madrugada de hoje.

As ações foram acompanhadas inclusive pelo prefeito Marçal Filho, que pediu celeridade e eficiência ‘caso a caso’. O próprio prefeito foi às ruas dar apoio ao trabalho e levar solidariedade às pessoas atingidas. As ações contaram com apoio da Secretaria Municipal de Agricultura Familiar, disponibilizando equipamentos diversos e do Corpo de Bombeiros.

Conforme o coordenador da Defesa Civil, Johnes Aniceto Santana, no Jardim dos Girassóis, uma árvore do tipo farinha seca caiu e atingiu quatro veículos, sendo que três ficaram danificados. “Esse fato aconteceu dentro do estacionamento de lojas comerciais e próximo a uma faculdade, com registro de danos materiais”, explica Santana.

Ventos de até 80 km/h atingiram Dourados e prefeitura conduziu ações rápidas para atendimento- Divulgação/ Defesa Civil

O prefeito Marçal Filho destacou que a Prefeitura tem atuado de forma preventiva a esse tipo de situação, trabalho que seguirá com intensidade. “As equipes tem realizado podas e supressão de árvores que ofereçam riscos, um trabalho que nunca havia sido feito e vai continuar visando prevenção”, destacou. Graças justamente às podas preventivas e supressão de árvores condenadas, o estrago causado pelo temporal desta terça-feira não foi maior.

Também foi registrado queda de árvores no Parque Alvorada, Vila Matos, área central e no Jardim dos Estados. Foi registrado ainda o destelhamento de uma casa no Jardim Novo Horizonte. Neste caso, a Defesa Civil atuou com entrega de lona e socorro imediato aos moradores.

Conforme o Código Brasileiro de Desastres (Cobrade) o fenômeno registrado na maior cidade do interior de Mato Grosso do Sul foi classificado como “Tempestade local convectiva/Vendaval”. As ações da Defesa Civil seguem nesta quarta-feira (20) e, a prefeitura segue dando continuidade às medidas emergenciais e preventivas em diferentes pontos da cidade.

Fonte: Assecom

Dourados garante primeiras medalhas nos Jogos Escolares da Juventude de MS

Com apoio da Prefeitura, por intermédio da Fundação de Esportes de Dourados (Funed), a delegação douradense está tendo participação destacada nos Jogos Escolares da Juventude de Mato Grosso do Sul (Jojums), que acontece em Campo Grande. Participando de todas as modalidades, Dourados levou 58 atletas e 13 técnicos para os Jogos Escolares, garantindo 24 atletas medalhistas entre a colocação de 1° a 3° lugares.

Abertos na sexta-feira (25), os Jojums são disputados em três blocos, reunindo estudantes-atletas de todo o estado em diversas modalidades esportivas. No primeiro bloco, encerrado na segunda-feira (28), foram disputadas as modalidades de natação, xadrez, judô, badminton, ginástica artística, tênis de mesa, wrestling, karatê e atletismo.

O segundo bloco começou dia 29 e vai até 4 de agosto, com disputas de voleibol e futsal (1ª e 2ª divisões) e, por fim, o terceiro e último bloco contará com as modalidades de basquetebol, handebol (1ª e 2ª divisões) e vôlei de praia, com encerramento previsto para o dia 10 de agosto.

Nesse primeiro bloco, Dourados conquistou o primeiro lugar geral por equipe na ginástica artística categoria juvenil; o 1º e 3º lugares individual geral, com as atletas Louise e Beatriz. Na categoria infantil o 3º lugar geral por equipe e o 2º lugar individual geral com a atleta Ana Laura. As atletas Louise e Ana Laura e o técnico Vitor foram classificados para Jogos Escolares Brasileiros. No masculino, Dourados foi vice-campeão por equipe e ficou com o 3⁰ lugar individual geral com o atleta Benjamin, classificado para Jogos Escolares Brasileiros.

Benjamin, Ginástica Artística

No judô, Dourados ficou com o 1º lugar, classificando o atleta Luiz Fernando Rodrigues para os Jogos Escolares Brasileiros. Ainda no judô, medalhas de 2º lugar para Emanuelly Matias e Luiz Felipe Muniz; além de 3º lugar com João Gabriel Martins, Alisson Machado, Samuel de Almeida e Thalisie Liras Costa.

No tênis de mesa, cinco 3º lugares: individual masculino – Vinicius Dias – Escola Sesi; individual feminino – Elena de Lima Sakaguti – Escola Erasmo Braga; duplas masculinas – Vinicius Dias (Escola Sesi) e João Cláudio Baseggio Stello (Escola Erasmo Braga), e no geral masculino e geral feminino.

No atletismo, Dourados garantiu o 2º lugar no salto em altura com Kauã Henrique Gaspar Ribeiro (Escola Estadual Tancredo Neves); 2º lugar no arremesso de peso, com  Guilherme Henrique Rodrigues (Escola Estadual Presidente Getulio Vargas); 3º com Luiz Miguel Franco Martine (Escola Municipal Etalívio Penzo) na prova combinada hexatlo; 2º com Maria Fernanda Corrêa de Souza (Erasmo Braga) nos 80 metros com barreiras, e 3º com Gabriel Zeferino Mauricio (Erasmo Braga) no arremesso de peso.

Na natação, 15 a 17 anos, Pedro Henrique Nunes (Escola Vilmar Viera Matos), ficou com o 2° lugar nos 200m livre e Higor Aparecido de Melo (Escola Presidente Vargas) com o 3° lugar nos 1.500m livre.

Já no karatê, Rafael Claus Oliveira (Escola Castro Alves) foi o vice campeão kumite masculino, 45kg; Aimi Giovana Tomonaga (Escola Imaculada Conceição), 3° lugar kumite feminino, -42kg; e Maria Eduarda Irigaray Nishioka (Escola Erasmo Braga), 3° lugar kumite feminino, 54 kg.

Luiz Fernando, Judô

A organização dos Jogos Escolares da Juventude de MS é Governo do Estado, por meio da Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul) e da Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura). A edição 2025 reúne cerca de 3,4 mil participantes, entre atletas, técnicos e dirigentes, representando 52 municípios sul-mato-grossenses. Os Jogos da Juventude de Mato Grosso do Sul tem caráter seletivo para os JEB´s (Jogos Escolares Brasileiros), que serão realizados em Uberlândia entre os dias 5 e 28 de outubro.

A diretora-presidente da Funed, Giselly Amaral, destaca o desempenho dos atletas douradenses e atribui a participação positiva ao apoio decisivo do prefeito Marçal Filho, que não mediu esforços para garantir o transporte da  delegação. “O prefeito Marçal Filho é um grande incentivador do esporte e isso tem gerado resultados altamente positivos, como foi a Meia Maratona do Fogo e, agora, a brilhante participação de Dourados nos Jogos Escolares da Juventude de MS. Estamos muito bem no esporte”, comemora a diretora da Funed.

Fonte: Assecom

Grafiteiros colorem as paredes da UFGD em comemoração aos 20 anos da instituição

Como parte da programação comemorativa pelos 20 anos da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), artistas visuais das cidades de Goiânia (GO), Dourados (MS) e Campo Grande (MS) estão transformando os espaços das Unidades 1 e 2 da instituição com grafites que dialogam com a cultura, o meio ambiente e as identidades locais.

Com realização da Pró-reitoria de Cultura e Extensão (PROEC), a ação faz parte do projeto Galeria a Céu Aberto, que segue até setembro, e conta com a participação dos artistas Parrésio, Damata, Wes Gama, Vandal, Rafael Mareco, Lívia e Deble Koala.

Conheça os artistas participantes:

Vandal (@inkvandal) – Natural de Goiânia, tem 29 anos e atua como artista visual e coordenador de produção em murais de grande escala, projetos e exposições. Suas obras são marcadas por cores vibrantes, com referências ao cerrado e a elementos do cotidiano.

Parrésio (@parresio) – Multiartista de Dourados (MS), tem 26 anos e atua como rapper, MC, batmaker, skatista, grafiteiro, publicitário e editor de vídeo. Começou sua trajetória no hip-hop aos 10 anos, por meio do skate, e desde 2013 atua como artista urbano e grafiteiro, conciliando sua atuação cultural com a produção artística.

Wes Gama (@wesgama) – Autodidata, tem 37 anos e é natural de Goiânia. Desenvolve trabalhos de design, murais, ilustrações digitais e esculturas. É conhecido por inserir pássaros sobre os olhos dos personagens que cria, propondo uma nova percepção do mundo e reflexões sobre questões raciais, ambientais e culturais. Seu estilo é conhecido como “Caipira Futurista”. Atua com arte urbana desde os anos 2000 e é referência nacional na área.

Damata (@da.mataa) – Artista douradense, começou sua trajetória em 2017 e integra sua formação em Gestão Ambiental às expressões artísticas. Representa mulheres, povos originários do MS, fauna e flora brasileira, promovendo visibilidade para pautas socioambientais. Atua com muralismo, desenho analógico, arte digital, além de performance, maquiagem artística, rima/poesia e fotografia.

Rafael Mareco (@rafaelmareco) – De Campo Grande (MS), iniciou sua carreira em 2009 grafitando muros da cidade. Especializou-se na criação de personagens no universo do grafite e expandiu sua atuação para áreas como ilustração, animação, modelagem 3D e impressão digital. Fundador do Studio Mareco, busca profissionalizar e integrar suas múltiplas atividades artísticas.

Foto: Raique Moura

Fonte: Assessoria

Deputada Gleice Jane enfatiza o combate à violência de gênero

A 5ª Conferência Regional de Políticas para as Mulheres, realizada nos dias 24 e 25 de julho, em Dourados, reuniu representantes de diversos municípios da região, bem como e equipe do mandato da deputada estadual Gleice Jane,  para debater políticas públicas voltadas às mulheres.

O evento, que teve como tema central a promoção da igualdade de gênero, melhoria das condições de vida e fortalecimento de ações interseccionais, também foi palco para as mulheres que se destacam neste debate. A parlamentar destacou a importância da conferência, que voltou a ser realizada após uma década de interrupção.

Gleice Jane ressaltou que o enfrentamento e combate à violência contra a mulher é uma das prioridades de seu mandato. Precisamos garantir que as mulheres reconheçam todas as formas de violência e saibam onde buscar ajuda”, afirmou.

A deputada também destacou o trabalho da Assembleia Legislativa e da Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres na busca por mais recursos para programas de proteção. 

Entre as ações em andamento, Gleice Jane citou a ampliação dos espaços especializados no atendimento às vítimas de violência, com emendas parlamentares destinadas à estruturação desses locais em diversos municípios do estado, bem como os projetos de lei, de sua autoria, que tramitam na Casa de Leis.

A necessidade de capacitar profissionais das áreas de saúde, educação e assistência social para identificar sinais de violência e oferecer suporte adequado às vítimas, foi outro ponto destacado pela parlamentar. “A capacitação é essencial para que todos os setores estejam preparados para agir corretamente”, reforçou.

Ao final, Gleice Jane pontuou a importância da união entre mulheres, movimentos sociais e lideranças para avançar em políticas públicas mais justas e eficazes. “Nós, mulheres, precisamos estar unidas. Cada uma de nós tem uma voz e, juntas, conseguimos conquistar muito mais”, concluiu.

PARTICIPAÇÃO DO MANDATO

Uma das representantes do mandato, a assessora jurídica Bianca Cavalcante, que possui uma trajetória marcante como militante das causas de gênero, pontuou, durante sua participação, uma questão corriqueira: a negação de atendimento a indígenas e a pessoas de matriz africana.

Os povos indígenas, principalmente os de Dourados, que concentra uma das maiores comunidades indígenas do estado, com mais de 20 mil pessoas, não conseguem acessar os serviços públicos por causa do racismo e das barreiras linguísticas, já que não há intérpretes nas delegacias, nem em outros serviços públicos. Essas pessoas, que já são mais empobrecidas e subalternizadas, acabam sendo totalmente negligenciadas”, reforçou.

Ela também falou sobre a importância da produção de dados para que se consiga avançar na pauta. Além disso, destacou a conferência como um espaço para provocar mais providências por parte dos poderes públicos, em especial do governador do estado, quanto à necessidade da formação continuada dos servidores públicos sobre gênero, raça, etnia e outras diversidades, como PCDs, idosos e crianças.

Já a delegada eleita para representar o município de Dourados na etapa estadual da conferência, Maynara Nantes, também assessora parlamentar do mandato em Dourados, enfatizou a importância do debate na região.

“As conferências dão voz a quem vive e conhece as necessidades do seu território. Voltar a debater e propor é um ato de reconstrução coletiva. Aqui em Dourados, vivenciamos uma participação diversa e potente: mulheres indígenas, imigrantes, negras, jovens, LGBTQIAP+, todas construindo juntas um espaço onde a diversidade é força”, disse. Ela ressaltou que as diversidades também escancaram as desigualdades históricas.

Sobre a situação dos povos tradicionais, ela destacou: “A população indígena de Dourados, uma das maiores em área urbana, sempre enfrentou a negação de direitos básicos, como acesso à terra, à saúde e à água potável. No ano passado, vimos mulheres indígenas liderando mobilizações junto às suas comunidades por água nas aldeias, sendo brutalmente reprimidas com violência pelo governo do estado. Enquanto isso, ao lado das aldeias, se erguem condomínios de alto padrão. O contraste é brutal e revela o quanto é urgente enfrentar essas desigualdades com políticas públicas sérias e comprometidas”, contou.

Outro assunto urgente a ser debatido é a situação da comunidade imigrante. Dourados foi, até 2024, a quinta cidade que mais acolheu imigrantes no país e, proporcionalmente, a que mais recebeu. Ainda assim, essa comunidade segue invisibilizada e enfrentando inúmeras dificuldades para acessar direitos básicos.

“Como mulher negra, jovem, LGBTQIAP+ e delegada eleita, participar dessa conferência tem sido uma experiência de profunda formação política. Espaços como esse fortalecem, ensinam e mostram que a política que queremos precisa ser construída por nós, com a nossa cara e tão diversa quanto nós”, finalizou a representante. 

Fonte: Assessoria