Steven Spielberg está de volta com algo a dizer para a humanidade. Dia D é um ensaio sobre uma escapatória para o estado de caos generalizado no planeta Terra. O diretor e roteirista americano acredita que a salvação para o mundo poderia vir dos extraterrestres.
A alegoria, um assunto popular e associado a recessão e “fim dos tempos”, imagina como o olhar de um ser de fora da Terra seria a resposta para a união e a empatia.
O especialista em segurança cibernética Daniel Kellner (Josh O’Connor) foge de investigadores de uma ONG chamada Wardex, que armazena e oculta imagens de alienígenas.
Ele foi contratado por Hugo (Colman Domingo) para proteger os documentos e, ao se dar conta do teor do material, se vê na responsabilidade de fazer o mundo saber. Sua namorada Jane (Eve Hewson), uma ex-freira, entra na jogada e levanta questões sobre fé em algo maior e os dois tentam se esconder.
Até que uma personagem verdadeiramente fascinante se torna a grande protagonista da história. Mulher do tempo de um telejornal do Kansas, Margaret (Emily Blunt) recebe uma iluminação de um pássaro cardeal e começa a falar todas as línguas, incluindo a dos extraterrestres. Ao cruzar o olhar com qualquer pessoa, ela é capaz de mergulhar na consciência da outra.
O dom sobrenatural a deixa desequilibrada, mas aos poucos tudo começa a fazer sentido conforme o caminho dela cruza com o de Daniel. A interpretação de Blunt é fantástica, em uma vitrine perfeita do Estado confuso e conflitante, e faz o eixo narrativo de Margaret ser mais magnético.
Fonte: Veja