A equipe da Associação Cano de Judô, de Dourados, viaja para mais uma competição nacional. Seis judocas participam, entre os dias 1º e 4 de dezembro, quinta-feira à domingo, da Seletiva Nacional de Base, nas categorias Sub-18 e Sub-21. A competição, organizada pela Confederação Brasileira de Judô, será disputada no Clube Pinheiros, em São Paulo, onde a delegação chegou nesta quarta (30).
A ACJ vai participar da Seletiva com seis atletas, todos treinados pelo Sensei Alexandre Cano, que chefia a delegação. Na categoria Sub-21 vão para o tatame Nycollas Rafael Pereira Lopes (até 90 kg), Breno Dias Duarte (mais de 100 kg) e Enzo Antiniazzo Gadani (até 73 kg).
Delegação ACJ está em São Paulo para a competição que começa nesta quinta-feira (Foto: Divulgação)
Na categoria Sub-18 estão Eduardo Cavalcante de Oliveira Junior (até 55 kg), Artur Teixeira Corrêa (até 60 kg) e Otávio Amaral Rezende Nabhan (até 66 kg).
Essa competição é a que encerra o calendário da CBJ e a última também que disputa os atletas ACJ. “Foi um ano cheio, com bons resultados em torneios estaduais e nacionais, como essa agora que estamos com expectativa de voltarmos com medalhas e os judocas bem posicionados no ranking nacional”, completa Alexandre Cano.
O meia da seleção portuguesa Bernardo Silva, que foi titular na vitória sobre o Uruguai por 2 a 0 nesta segunda-feira, não escondeu o desejo de terminar na liderança do grupo H para evitar um possível confronto com o Brasil já nas oitavas de final da Copa do Mundo do Qatar.
– O Brasil é um grande time, mas o importante é que estamos classificados. E se pudermos evitar o Brasil, melhor – disse o jogador na zona mista do estádio Lusail, palco da vitória sobre a Celeste pela segunda rodada.
– Não somos favoritos, mas estamos na luta – comentou sobre as possibilidades de Portugal, que já está classificado para as oitavas com uma rodada de antecedência.
Sobre o duelo diante da Celeste, o meia do Manchester City valorizou o trabalho coletivo da equipe. Para Bernardo, a partida teve momentos de alternância de domínios, e o conjunto português conseguiu se sobressair.
– Não foi um jogo fácil. Jogamos contra uma equipe muito agressiva e competitiva e estivemos bem. Houve momentos em que eles pressionaram muito a gente, subindo as linhas, e não foi fácil; mas é um trabalho muito importante para toda a equipe – analisou.
Com 100% de aproveitamento, Portugal está na liderança do Grupo H, com seis pontos. Já classificado com uma rodada de antecedência, os lusitanos vão para o terceiro compromisso para carimbar o primeiro lugar da chave e, provavelmente, evitar o Brasil.
No último duelo da fase inicial, a seleção portuguesa encontra a Coreia do Sul, na próxima sexta-feira, às 12h (de Brasília), no Estádio da Educação, na cidade de Doha.
Foi um jogaço. Camarões e Sérvia empataram por 3 a 3 nesta segunda-feira, no estádio Al Janoub, em uma partida frenética, que teve de tudo: golaço salvo pelo VAR, reviravoltas no placar e até jogador expulso horas antes por indisciplina.
O resultado complicou a vida das duas seleções, mas foi bom para o Brasil, que estará classificado se vencer a Suíça às 13h (de Brasília).
Os gols da Sérvia foram marcados por Pavlovic, Sergej Milinkovic-Savic e Mitrovic. Os de Camarões foram feitos por Castelletto, Aboubakar (uma pintura) e Choupo-Moting.
E agora, como fica?
Com o empate, as duas seleções ficaram com um ponto no Grupo G, ainda com chances de classificação. O Brasil, se vencer a Suíça, irá a seis e não poderá mais ser alcançado por nenhuma delas – que, neste cenário, disputarão a vaga final contra os próprios suíços. Clique aqui e veja a tabela completa da Copa do Mundo.
Próximos jogos
As duas seleções se despedem da primeira fase do Mundial na próxima sexta-feira. Camarões enfrenta o Brasil, e a Sérvia encara a Suíça. Os dois jogos serão às 16h (de Brasília).
Um golaço (e salvo pelo VAR)!
Aboubakar fez um golaço, uma pintura. Foi no segundo tempo, no segundo gol de Camarões, quando a seleção africana iniciava a reação contra a Sérvia. Ele recebeu, deu linda finta no marcador e, com uma cavadinha, encobriu o goleiro. Mas teve que esperar para festejar. Inicialmente, a arbitragem marcou impedimento. O VAR, porém, salvou o golaço: confirmou que a posição era legal.
Com gols de Lionel Messi e Enzo Fernández, a Argentina superou o México por 2 a 0, no estádio Lusail, neste sábado (26), na segunda rodada da Copa do Catar. O resultado deixa a seleção sul-americana em segundo lugar no Grupo C, com três pontos, um a menos que a líder Polônia.
Apesar disso, o grupo segue embolado, já que todas as seleções da chave ainda têm chances matemáticas de se classificar para as oitavas de final.
Mesmo com maior posse de bola (67%), a Argentina não conseguiu no insosso primeiro tempo transformar em gols esta vantagem sobre os mexicanos. O panorama repetia-se na etapa final até que Lionel Messi acertou as redes do goleiro Guillermo Ochoa, com um chute rasteiro e cruzado de fora da área. Aos 35 anos e participando pela quinta vez de uma Mundial, Messi igualou-se a Maradona em número de jogos (21) e gols (oito) na competição.
Entretanto, o lance mais bonito da partida coube ao jovem Enzo Fernandéz, de apenas 21 anos. O volante do Benfica (Portugal) recebeu a bola dentro da grande área, driblou o marcador e acertou um golaço no ângulo, sem chances para Ochoa.
A definição do Grupo C ocorrerá na próxima quarta-feira (30), às 16h (horário de Brasília), quando simultaneamente a Argentina (três pontos) enfrenta a líder a líder da chave Polônia (quatro pontos), e a Arábia Saudita (tres pontos) encara o México.
Nesta quarta-feira, Alemanha e Japão se enfrentaram pela primeira rodada da fase de grupos da Copa do Mundo. No khalifa International Stadium, na cidade de Al Rayyan, no Catar, o time de Hansi Flick saiu na frente com Gundogan, mas viu a equipe asiática virar com tentos de Doan e Asano.
Com o resultado, os alemães ficam zerados no grupo E e vão pressionados para o segundo jogo, enquanto os japoneses somam três pontos
Na próxima rodada, a Alemanha vai encarar a Espanha, domingo, no Al Bayt Stadium, às 16 horas (de Brasília). Já o Japão enfrenta a Costa Rica, no mesmo dia, no Ahmad Bin Ali Stadium, às 7 horas (de Brasília).
O JOGO
A primeira chegada de perigo foi do Japão, aos sete minutos. Ito cruzou rasteiro na área e Maeda empurrou para o fundo das redes, mas a jogada foi anulada por impedimento.
Aos 15, foi a vez da Alemanha ter a primeira oportunidade. Após cobrança de escanteio na segunda trave, Rudiger subiu, cabeceou e a bola passou raspando a trave.
No minuto 32, os alemães abriram o placar. Raum recebeu de Kimmich dentro da área, foi derrubado pelo goleiro Gonda e o árbitro assinalou o pênalti. Gundogan foi para a cobrança e converteu.
Nos acréscimos, foi a vez da Alemanha ter um gol anulado. Gnabry pegou a sobra na área e tocou Havertz mandar para o fundo das redes, mas o atacante estava em posição irregular.
Segundo tempo
Na segunda etapa, Gundogan teve uma grande oportunidade de ampliar para a Alemanha aos 14 minutos. O meio-campista do Manchester City recebeu na entrada da área e bateu rasteiro na trave.
Aos 24, Gonda realizou uma série de defesas e salvou o Japão de sofrer o segundo gol. Defendeu chute de Hofmann dentro da área, cabeçada precisa de Gnabry e o rebote.
Três minutos depois, foi a vez do Japão assustar. Endo achou Ito dentro da área, que bateu forte e obrigou Neuer a realizar uma grande defesa.
Porém, em seguida, os japoneses conseguiram o empate. Minamino chutou cruzado de dentro da área, Neuer espalmou para o meio e Doan aproveitou o rebote para estufar as redes.
A virada do Japão veio aos 37 minutos. Asano recebeu lançamento nas costas da defesa, protegeu da marcação e conseguiu superar Neuer para marcar.
A história das Copas ganhou nesta terça-feira uma de suas páginas mais improváveis. Na largada do Grupo C do Mundial do Catar, a Argentina perdeu por 2 a 1, de virada, para a Arábia Saudita – uma das maiores favoritas ao título caindo diante do azarão da chave. Messi,
no primeiro tempo, converteu pênalti polêmico e colocou a equipe sul-americana na frente.
Os sauditas viraram na etapa final, primeiro com Al-Shehri, depois com um golaço de Al-Dawsari, para euforia e perplexidade dos torcedores presentes no estádio Lusail, em Doha.
Com a derrota, a Argentina fica de olho no jogo entre México e Polônia, às 13h desta terça-feira. A Arábia Saudita lidera o grupo, com três pontos.
Próximos jogos
As duas seleções voltam a campo no sábado. Às 10h, a Arábia Saudita encara a Polônia. Às 16h, a Argentina enfrenta o México. O encerramento da primeira fase para o Grupo C será no dia 30/11, quarta-feira, com Polônia x Argentina e Arábia Saudita x México.
Como foi o craque
Messi viveu extremos em sua estreia na Copa de 2022. No primeiro tempo, teve boa atuação, comandou a equipe. Foi dele o gol da Argentina, de pênalti. O camisa 10 ainda teve um gol anulado – e mandou uma finalização perigosa. Mas o jogo mudou na etapa final. A Arábia Saudita virou o jogo em sete minutos.
No primeiro gol, aproveitou justamente uma bola perdida por Messi no meio. A partir daí, o craque até buscou o jogo e levar o time ao ataque. Mas não conseguiu. Perplexo, viu a Argentina perder na estreia. E voltou a mostrar que também pode ser humano.
Um algoz, um golaço
Al-Dawsari, camisa 10 e principal jogador da seleção saudita, marcou um golaço, o da virada sobre a Argentina. Foi o herói de uma jornada histórica. Depois do jogo, afirmou:
– A seleção saudita sempre acreditou. Não viemos só para participar.
Goleiro da Arábia Saudita se choca com lateral Al-Shahrani que desmaia em campo
Susto impressionante
O lateral-esquerdo Al-Shahrani, da Arábia Saudita, levou uma pancada impressionante do goleiro Al-Owais perto do fim da partida. Ele ficou desacordado e precisou ser substituído com o auxílio da maca e dos médicos sauditas. A imagem, assustadora, causou apreensão no estádio.
Após 64 anos longe da Copa do Mundo, o País de Gales buscou o empate de 1 a 1 contra os Estados Unidos, com gol de Gareth Bale, nesta segunda-feira, em estreia no Mundial do Catar. Timothy Weah, filho do ex-atacante George Weah, também balançou as redes no Estádio Ahmad bin Ali.
Com o resultado em Al Rayyan, americanos e galeses somam um ponto cada no grupo B. A última partida de Gales no Mundial – o único que participara – havia sido a derrota para a Seleção Brasileira, por 1 a 0, nas quartas de final de 1958, na Suécia. Foi naquela ocasião em que o então jovem Pelé, de 17 anos, anotou o seu primeiro gol em Copas.
Os Estados Unidos retornam aos gramados na sexta-feira, às 16 horas (de Brasília), quando enfrentam a líder Inglaterra, que goleou o Irã por 6 a 2 também nesta segunda. O País de Gales, por sua vez, encara os iranianos às 7 horas.
O JOGO
O time dos Estados Unidos, sob o comando de Gregg Berhalter, foi superior no primeiro tempo, dominou o jogo e atacou constantemente o País de Gales, treinado por Robert Page. A equipe americana quase abriu o placar ainda aos oito minutos.
Após cruzamento de Weah, Joe Rodon tentou desviar, para afastar o perigo, mas acabou cabeceando em direção à própria meta. Entretanto, a bola foi em cima de Wayne Hennessey. Logo em seguida, mas pelo lado esquerdo, Antonee Robinson achou Josh Sargent, que emendou de cabeça, à meia-altura, rente à trave.
A pressão surtiu efeito, e os Estados Unidos inauguraram o marcador aos 36 minutos. Christian Pulisic, até então apagado, arrancou pelo meio de campo, passou por um defensor e tocou em profundidade para Weah, filho da lenda George Weah, ídolo de Milan e Paris Saint-Germain e eleito o melhor do mundo em 1995. O garoto de 22 anos, nascido em solo estadunidense, se posicionou perfeitamente e, de frente para o goleiro, bateu rasteiro.
Se Pulisic conseguiu ser decisivo pouco antes do intervalo, Gareth Bale basicamente passou despercebido. A estrela galesa não exerceu grande protagonismo, ficou isolado no ataque e mal tocou na bola. Ele ainda recebeu cartão amarelo aos 39 minutos, após um carrinho por trás em Yunus Musah.
Segundo tempo
A equipe de Gales voltou do vestiário com uma postura mais solta e, assim, logo atacou os Estados Unidos, apostando sobretudo em cruzamentos. A primeira construção ofensiva relevante saiu aos 18 minutos.
Após cobrança de falta e rebatida, Ben Davies mergulhou de cabeça, próximo à marca do pênalti, e viu Matt Turner efetuar grande defesa. Na sequência, em escanteio, Kieffer Moore subiu mais do que os adversários e, também de cabeça, mandou por cima do travessão.
A reação não foi extremamente intensa, mas Gales melhorou bastante na etapa complementar e, após algumas oportunidades, conseguiu, enfim, empatar o duelo. O gol que garantiu a igualdade de 1 a 1 saiu já aos 36 minutos, após pênalti convertido por Bale.
A própria lenda do futebol galês, que pouco havia aparecido, foi quem sofreu a falta dentro da área. Derrubado devido a um carrinho de Walker Zimmerman, Bale pegou a bola e bateu forte, no ângulo direito, sem chances para o goleiro. Com isso, sacramentou o empate entre País de Gales e Estados Unidos pela primeira rodada do Mundial do Catar.
É o tipo de manchete que a Fifa e os organizadores da Copa do Mundo do Catar não queriam ver, a poucos dias do começo do torneio.
Um embaixador oficial do torneio disse que a homossexualidade é um “dano na mente”. A declaração do ex-jogador de futebol do Catar Khalid Salman à emissora alemã ZDF aumentou a lista de polêmicas envolvendo a Copa do Mundo — que inclui questões ligadas a direitos de trabalhadores, à liberdade de expressão e à guerra na Ucrânia.
Diante de tantas controvérsias, alguns analistas dizem que esta será a Copa do Mundo mais politizada da história.
Direitos LGBT
“Minha esperança inicial era que, assim como fizeram com as melhorias para os trabalhadores imigrantes, eles [os organizadores] apresentassem algumas medidas para melhorar a vida das pessoas LGBT+”, diz Paul Amann, fundador do Kop Outs, grupo de torcedores LBGB+ do time inglês Liverpool.
Ele foi convidado a visitar o Catar em 2019 com seu marido como parte de uma turnê organizada pelo comitê da Copa do Mundo.
Relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo são ilegais no Catar, com punições que variam de multas à pena de morte.
Mas as autoridades da Copa do Mundo disseram que “todos são bem-vindos” para visitar o país para assistir aos jogos e disseram que ninguém será discriminado.
Mas episódios como a entrevista de Khalid Salman reverteram o otimismo inicial de Paul sobre a competição.
“Infelizmente, desde que foi pressionado a fazer mudanças para melhorar as coisas, o Catar na verdade dobrou a discriminação contra LGBT+”.
Paul diz que não pensa em ir à Copa do Mundo por conta de relatos de gays sendo presos e o uso de terapia de conversão.
“É inconcebível pensar em ir agora que ficou claro que as autoridades do Catar continuam maltratando pessoas LGBT+.”
Protestos de jogadores
Além das críticas de políticos internacionais e grupos de direitos humanos, também houve protestos dentro do campo.
A Dinamarca usará um uniforme com pouca visibilidade para os logotipos do país e da marca da camisa.
O capitão da equipe — assim como o de outros nove países presentes, como Inglaterra, França, Alemanha e Bélgica — também usará a braçadeira com um logotipo de arco-íris da OneLove, uma campanha que promove inclusão e igualdade.
Apesar de um pedido das seleções, a Fifa ainda não esclareceu se essa braçadeira viola as regras da Copa do Mundo que proíbem jogadores de fazer declarações políticas durante as partidas.
Para Gregory Ioannidis, um acadêmico e advogado esportivo, a Fifa tem dificuldades para tentar traçar o limite do que deve ser considerado manifestação política.
“Os jogadores da Noruega recentemente colocaram uma manifestação em suas camisas, a pergunta é: ‘Isso equivale a uma declaração política?’. Não sei, você pode me definir o que é uma declaração política? Acho que ninguém pode, e esse é o problema que a Fifa está enfrentando no momento.”
Em uma partida das Eliminatórias da Copa, jogadores noruegueses usaram camisas que diziam “Direitos humanos dentro e fora do campo”.
Paul Amann acredita que os direitos dos homossexuais são “questões sociais fundamentais, não se trata de política” e que os jogadores não deveriam ser penalizados por falar sobre isso.
Mas só quando a Copa começar é que torcedores e jogadores descobrirão como essas regras serão aplicadas.
Jogadores alemães protestam antes das eliminatórias da Copa do Mundo Foto: Getty Images / BBC News Brasil
Direitos dos trabalhadores
O apoio aos trabalhadores da construção civil no Catar é outra questão levantada por alguns ativistas.
“Acho muito errado a Fifa dizer: ‘Ah, é manifestação política, portanto haverá algum tipo de sanção contra você'”, diz Mustafa Qadri, fundador da Equidem, uma consultoria de direitos humanos e trabalhistas.
Sua empresa conversou com trabalhadores no Catar, incluindo aqueles que ajudaram a construir estádios para a Copa do Mundo, e descobriu que muitos tiveram que pagar para conseguir empregos, tiveram problemas para receber seus salários e foram forçados a trabalhar em temperaturas bastante altas.
Alguns relatórios dizem que mais de 6 mil trabalhadores imigrantes morreram desde que 2010, quando o Catar foi anunciado como sede da Copa de 2022.
No entanto, o governo do Catar diz que houve apenas 37 mortes entre trabalhadores nos canteiros de obras dos estádios da Copa do Mundo, e que apenas três dessas seriam relacionadas ao trabalho.
As autoridades do país dizem que aboliram o sistema “kafala” que forçava os trabalhadores estrangeiros a precisarem de permissão de seus empregadores para mudar de emprego no Catar. Isso, segundo o governo do Catar, seria uma prova de como o país progrediu para melhorar as relações trabalhistas dos imigrantes.
Mas Mustafa diz que enquanto algumas reformas estão “definitivamente beneficiando alguns trabalhadores”, as mudanças “claramente não foram longe o suficiente”.
Corrupção na candidatura do Catar
As críticas aos direitos LGBT e dos trabalhadores levaram muitas pessoas a questionar a decisão da Fifa de sediar a Copa no Catar.
O processo foi marcado por acusações de corrupção generalizada, com investigações realizadas por promotores na Suíça e pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos em 2015.
O Catar sempre negou ter cometido irregularidades, o que foi confirmado por uma investigação conduzida pela própria Fifa em 2017.
Alguns analistas defendem que sediar a Copa no Catar é uma forma de ajudar o país a se abrir e promover mudanças. Mas Mustafa acha que, embora se tenha levantado questões importantes sobre o Catar, perdeu-se a oportunidade de fazer mais pelos direitos humanos.
Ionnidis acredita que uma das razões pelas quais a Fifa pode ter concedido o torneio ao Catar é para tentar promover mudanças.
“Eles querem criar um ambiente de inclusão. E se você abrir esse país para o mundo, poderá persuadi-lo a ter uma visão diferente em termos de liberdades individuais.”
Mas as críticas sobre violações de direitos dos gays e dos imigrantes fazem muitos questionar se a Fifa tomou mesmo a decisão certa sobre o Catar.
A Fifa foi elogiada pela comunidade internacional por decidir expulsar a Rússia da Copa ainda durante as eliminatórias.
Embora não seja incomum que países sejam suspensos por violar regras do futebol ou administrativas, é raro ver uma seleção expulsa da Copa por uma infração não relacionada ao esporte.
Punições semelhantes só aconteceram com a Alemanha e Japão, após a Segunda Guerra Mundial, e com a África do Sul durante a era do apartheid.
“A Fifa está tentando manter declarações políticas fora do campo, mas a própria Fifa é uma organização política. Inevitavelmente, a Fifa precisa tomar decisões políticas”, diz Ionnidis.
A decisão de expulsar a Rússia só veio depois que outros países em sua chave — Polônia, República Tcheca e Suécia — se recusaram a jogar contra os russos em protesto contra a invasão da Ucrânia.
A Fifa podia ter “arriscado uma revolução” se não tivesse agido contra os russos, acredita Ionnidis.
– O critério do Daniel Alves é o critério de todos. Ele premia qualidade técnica individual, premia seu aspecto físico e traz seu aspecto mental. Tal qual os outros. Alguns com mais de uma qualidade, outros com mais de outra – afirmou Tite.
Aos 39 anos, Daniel Alves se torna o jogador mais velho a defender a Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo, superando Djalma Santos, que disputou o Mundial de 1966 com 37 anos. Apesar da idade, o preparador físico Fábio Mahseredjian destacou o estado físico do lateral.
– Ele estava com baixos níveis de potência e força. Isso foi falado a ele. Eu disse que precisava melhorar esses níveis e ele me respondeu: ‘Missão dada, missão a ser cumprida e será cumprida’. Ele é o mesmo Dani Alves que veio conosco em 2022 e nas Olimpíadas de 2021. No aspecto físico, ele se encontra apto – completou.
Tite também complementou destacando a parte tática que Alves vai cumprir no time brasileiro, considerando a disposição de atacantes de velocidade na frente.
– Os laterais na equipe brasileira não atuam como pontas. São laterais construtores. E a qualidade técnica que ele empresta nesse sentido é impressionante. Não vai ter 60/70 metros de ida e volta – concluiu.
O comandante da Seleção Brasileira disse não se importar com as críticas nas redes sociais e que elas não representam uma parcela considerável da população e torcida brasileira.
– Eu não vim aqui para agradar as pessoas no Twitter, que eu nem sei que percentual do povo brasileiro representa. Eu respeito opiniões divergentes e eu não estou aqui para convencer todas as pessoas. Eu só quero dar dados informativos para que as pessoas democraticamente formem a própria opinião. Agora, opinião cada um tem a sua e todos tem o meu respeito – destacou.
O lateral esteve na África do Sul, em 2010, no Brasil, em 2014, e só não disputou a Copa da Rússia, em 2018, por ter sofrido uma grave lesão. O lateral é considerado o jogador com mais títulos na história do futebol, ao todo são 43 taças.
Os jogadores se apresentam à Seleção no próximo dia 14 para um período de preparação de cinco dias em Turim, na Itália, antes de embarcar para Doha, capital do Catar. A estreia do Brasil acontece no dia 24 contra a Sérvia, às 16h, no Estádio Lusail.
O Palmeiras é o campeão brasileiro de 2022. E o Verdão nem precisou entrar em campo para garantir o título. Isso porque o Internacional perdeu por 1 a 0 para o América-MG, nesta quarta-feira à tarde, em Belo Horizonte, e não pode mais alcançar o Alviverde.
Os gaúchos ficaram com 64 pontos com apenas mais três jogos a fazer. O Palmeiras já tem 74 e ainda atuará mais quatro vezes.
A noite será de festa no Allianz Parque. O Verdão enfrenta o Fortaleza, às 21h30, apenas para cumprir tabela e dar início à comemoração pela conquista.
O Palmeiras tem agora 11 títulos do Brasileirão, abrindo vantagem como o maior vencedor da competição. O Verdão ficou com a taça em 1960*, 1967*, 1967**, 1969**, 1972, 1973, 1993, 1994, 2016, 2018 e 2022.
Este é o primeiro título do Brasileirão do técnico Abel Ferreira. Apresentado pelo Palmeiras exatamente há dois anos, o treinador português agora tem seis conquistas no clube. Ele também venceu a Libertadores (2020 e 2021), a Copa do Brasil (2020), a Recopa Sul-Americana (2022) e o Paulistão (2022).
Os atletas de Dourados, que irão disputar a segunda etapa dos Jogos Estaduais de Melhor Idade, se reuniram nesta segunda-feira (17) no CCI (Centro de Convivência da Pessoa Idosa) André’s Chamorro, no Água Boa.
Na ocasião, os atletas foram apresentados à secretária de Assistência Social, Daniela Hall, que mostrou satisfação em ver a vitalidade e empenho de cada um deles em representar nosso município na competição. “Nosso trabalho é promover saúde e a boa convivência. É uma honra ver esses atletas nos representando em competições pelo Estado”, destacou Daniela.
No encontro, a professora Elizete Gomes, que vai chefiar a delegação douradense na competição, que será disputada em Três Lagoas, entre os dias 21 e 23 de outubro, orientou os atletas em relação às competições. “Todos passaram por exames médicos e estão aptos para competir”, reforçou Elizete.
A competição em Três Lagoas terá disputas individuais e duplas nas seguintes modalidades: sinuca, truco, dama, tênis de mesa, atletismo, malha e dominó, nos naipes feminino e masculino.
Ainda de acordo com Elizete, a escolha dos atletas para representar Dourados obedeceu a critérios específicos (seletiva interna), mas a exigência da Fundesporte (Fundação de Esportes do Estado de Mato Grosso do Sul), organizadora da competição, é que eles estejam vinculados aos programas sociais do Município.
Primeira etapa foi em Dourados
Dourados sediou a primeira etapa dos jogos, no período de 25 a 30 de setembro, nas modalidades de voleibol adaptado e bocha. “A equipe de Dourados foi campeã na bocha, nos naipes feminino e masculino. Com isso, os atletas estão indo para a segunda etapa com muito entusiasmo para manter os bons resultados”, afirma Elizete.
A secretária Daniela Hall ressaltou que mais que a expectativa pelos bons resultados, é ter as atividades esportivas e as competições de volta, após o período de paralisação por causa da pandemia da covid-19. “A prática do esporte é muito importante para uma vida saudável, tanto da saúde física quanto mental”.
Para os interessados em praticar essas atividades supervisionadas pelos professores que atuam no CCI, basta comparecer no CCI André’s Chamorro, no Jardim Água Boa ou no CCI Maria Martiniano de Brito, Parque das Nações I. “Todos são bem-vindos”, completa Elizete.
O atacante Róger Guedes disse que Braulio da Silva Machado, responsável pela arbitragem no empate sem gols entre Corinthians e Flamengo, na noite desta quarta-feira, 12, teve medo de marcar uma penalidade a favor do Alvinegro na etapa complementar. Segundo o camisa 10, o próprio Léo Pereira admitiu que a bola bateu em sua mão.
“Foi um jogo bom, tivemos chances no primeiro tempo, como eles também tiveram, foi um jogo lá e cá. Agora a decisão é lá. Sobre o lance do pênalti, foi pênalti claro, acho que ele teve medo de dar o pênalti, falou que desviou. O zagueiro deles, o Léo, disse que não desviou, foi direto na mão, então acho que foi pênalti. Na Libertadores a gente tomou um gol assim, que bate na mão também, então tem que ser igual para os dois lados a mesma coisa”, disse o jogador na zona mista após o empate.
O lance em questão aconteceu no segundo tempo, quando, em bola cruzada na área, Yuri Alberto e Léo Pereira disputam e o zagueiro rubro-negro acaba desviando com a mão. O tema principal da coletiva do técnico Vítor Pereira, inclusive, foi a arbitragem.
“O seu Rodrigo D’Alonso não conseguiu ver o VAR, com toda a tecnologia disponível, que aquela bola bate no braço, impede que a bola chegue no Giuliano. Ele nem sequer chamou para análise”, falou.
Róger também falou sobre outro assunto na zona mista: sua substituição após o intervalo, com menos de 25 minutos de bola rolando. Visivelmente irritado, ele deu lugar a Mateus Vital.
“Sobre a substituição, é normal, quero jogar, é uma final. Não concordei com a decisão dele na hora, mas depois a gente conversa, fica tudo bem. Não gosto de sair de um jogo”, falou, ainda brincando que “a câmera me ama”, já que sua reação acabou passando na transmissão do jogo.
Vítor Pereira também falou sobre isso na coletiva, afirmando que “Já conversamos, já disse que estava chateado, porque gosta de jogar” e que “Tive que mexer em jogadores que achava que tinha que mexer, eu sou o treinador, eu que analiso, meu estafe, e, quando temos que tomar decisões, tomamos. Não quero penalizar ninguém, que o Renato e o Róger são responsáveis pela falta disso ou daquilo, não é isso”.
O Timão volta a entrar em campo neste sábado, quando visita o Goiás, na Serrinha, a partir das 19h (de Brasília), pela 32ª rodada do Brasileirão.
Somente na quarta-feira que vem é que viaja para o Rio de Janeiro para enfrentar o Flamengo, na volta da final da Copa do Brasil, no Maracanã, novamente às 21h45 (de Brasília).
O Palmeiras está na iminência de ganhar o Brasileirão com três rodadas de antecedência, principalmente porque não tem rival direto nessa briga. Era para ser Atlético-MG e Flamengo, mas as duas equipes de excelentes elencos ficaram pelo caminho e não mostram forças para reagir faltando dez jornadas para o fim da competição.
Nesta quarta-feira, em Minas, o Palmeiras ganhou do rival de Belo Horizonte, e acabou com a possibilidade de reduzir a diferença na tabela no confronto direito. Na mesma rodada, o Flamengo perdeu para o Fortaleza e viu sua distância aumentar para o líder – agora são 15 pontos de diferença.
Matematicamente, o Palmeiras não pode festejar nada. São mais 30 pontos na mesa, ou pelo menos 21, uma vez que o Palmeiras tem nove de frente para o segundo colocado, o Fluminense. O argumento neste momento não são os números, mas a competitividade em campo.
O Palmeiras não tem rival no Campeonato Brasileiro. É a minha conclusão após 28 partidas. O time está concentrado e não baixa a guarda. Prova disso foi a vitória em Minas com uma porção de desfalques importantes e até jeito de atuar diferente, sem volantes, por exemplo, mas com muita disposição, marcação e qualidade.
Há ainda a tabela e os próximos jogos que são, teoricamente, mais tranquilos para o time comandado por Abel Ferreira. O Palmeiras encara Botafogo (fora), Coritiba (casa), Atlético-GO (fora), São Paulo (casa), Avaí (casa), Atlético-PR (fora), Fortaleza (casa), Cuiabá (fora), América-MG (casa) e Inter (fora). O time ainda não perdeu na condição de visitante, portanto, tem essa marca importante na temporada. É mais um motivo de confiança. Há um clássico pelo caminho, com o time de Rogério Ceni, e uma partida diante de um de seus adversários mais próximos, o Inter.
Sem Flamengo e Atlético-MG no caminho, Inter e Fluminense estão se alternando na segunda posição do Brasileirão, mas nenhum deles com regularidade de quem poderia atrapalhar a conquista palmeirense. A equipe de Mano Menezes, aliás, empatou na rodada com o Bragantino. O Fluminense ganhou e tomou seu lugar na tabela, mesmo assim com nove pontos de diferença para o líder. Então, embora a prudência do futebol nos ensina a não comemorar antes da vitória ou até o apito final do árbitro, esportivamente o Palmeiras não tem rival capaz de lhe preocupar, o que não quer dizer, claro, que o elenco deva baixar a guarda e não continuar sua pegada forte em busca de mais uma conquista.
Acontecendo, o Palmeiras ficaria com duas conquistas na temporada, a do Paulistão e a do Campeonato Brasileiro. Ainda teve o fim da marca negativa de nunca ter vencido a Copinha. O saldo, apesar dos fracassos na Copa do Brasil e Libertadores, é positivo. Desta vez, não terá o Mundial de Clubes d Fifa, como nas duas últimas edições.
VAR
A diretoria do Palmeiras fez bem em se manifestar contra a arbitragem da partida desta quarta em Minas Gerais, mesmo a despeito de ter vencido o jogo contra o Atlético-MG. Não é a primeira vez que isso acontece. Os erros foram grandes, um pênalti não marcado e um gol anulado. Todos os clubes foram prejudicados no ano com atuações péssimas de juízes e do próprio VAR. O Palmeiras ainda se ressente de erros grotescos na Copa do Brasil, por exemplo, que custou ao time sua eliminação. A CBF está cheia de boa vontade, mas só isso não basta. O problema precisa ser resolvido.
A primeira rodada da 19ª edição do Campeonato Interdistrital de Futebol segue neste domingo (25) com mais duas partidas. A competição é organizada pela Prefeitura de Dourados, através da Funed (Fundação de Esportes de Dourados).
Oito times estão na disputa, divididos em duas chaves. Na primeira fase, se enfrentam dentro dos grupos em turno e returno. Os dois melhores avançam para semifinal e depois final, as duas fases disputadas em confrontos eliminatórios em ida e volta.
As partidas deste domingo começam às 8h45. Pelo Grupo A, em Vila Vargas, o EC Nacional recebe a AA Vila Formosa. Na Picadinha, o Santo Antônio FC enfrenta o Veteranos Panambi FC, partida válida pelo Grupo B. O último jogo da primeira rodada está marcado apenas no dia 9 de outubro, entre EC São Pedro e AA Vila Vargas, já que no domingo, dia 2, acontecem as eleições gerais.
Os atletas da UFGD viajaram na segunda-feira (19/09) para participarem dos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs), em Brasília, com a maior delegação do interior do estado de Mato Grosso do Sul. São 12 atletas de voleibol masculino, 11 de futsal masculino, dois de xadrez, um na modalidade Acadêmico (apresentação de artigo científico) e um na e-Sports.
Os JUBs Brasília 2022 ocorrem de 18 a 25 de setembro, reunindo cerca de cinco mil atletas para disputarem 28 modalidades, além de dirigentes, técnicos e profissionais de saúde.
A Confederação Brasileira do Desporto Universitário vai transmitir partidas de futsal, handebol, vôlei e basquete, além das provas de natação, em seu canal no Youtube (youtube.com/CBDUTV). Já os e-Sports, como League of Legends, Counter Strike, Fifa e Free Fire, chegam ao espectador pela Twitch (twitch.tv/CBDUTV) e pelo TikTok da confederação.
A novidade para a UFGD, neste ano, foi a vitória na etapa estadual (28 a 31 de julho) que classificou pela primeira vez as equipes de futsal e voleibol para a disputa nacional. O diferencial, além da constante evolução das atividades esportivas na universidade, foi o projeto de extensão Escola de Esportes UFGD, que proporcionou treinadores específicos para cada modalidade, além do treinamento para condicionamento físico.
Já com foco nos estudantes com potencial no esporte para representarem a UFGD em eventos esportivos, a UFGD oferece o Programa Time-UFGD, com a bolsa atleta e treinamentos de segunda a quinta, das 17h às 19h, nas quadras da Unidade 2.
Além dos atletas, a delegação da UFGD conta com os professores Gean Carlos Vezzu Costa Agostinho (técnico do voleibol) e Paulo Sérgio Fogaça Almeida (técnico do futsal) e o servidor Rafael Camolez Moreira, da Divisão de Esportes e Ações Comunitárias da Pró-reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis da UFGD.
Os Jogos Universitários Brasileiros (JUBs) Brasília 2022 são realizados pela Confederação Brasileira do Desporto Universitário em parceria com a Secretaria Especial do Esporte, do Ministério da Cidadania, e com o Governo do Distrito Federal.
Outras informações podem ser obtidas no site da Confederação Brasileira do Desporto Universitário: https://www.cbdu.org.br/
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