sexta-feira, 22 de agosto de 2025

Pequenos negócios de MS registram novo saldo positivo de empregos

Assessoria

 

De cada 10 empregos gerados no país em agosto deste ano, oito foram nos pequenos negócios. Esse é o dado revelado em análise feita pelo Sebrae, com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia. Em Mato Grosso do Sul, das 1.152 vagas de trabalho formais criadas no mês passado, as micro e pequenas empresas (MPE) foram responsáveis por 1.042, o que corresponde a 90% do total.

 

O setor de Serviços continua liderando a geração de empregos no país, resultado também verificado em MS. No estado, o setor foi responsável por 571 vagas em agosto; seguido por Indústria da Transformação, com 499 oportunidades; Comércio com 105 e Construção Civil com 74. Para o diretor de operações do Sebrae/MS, Tito Estanqueiro, o resultado sinaliza, também, uma retomada do crescimento econômico, uma vez que o setor da construção está diretamente relacionado a investimentos em infraestrutura.

 

“Os pequenos negócios pela sua facilidade no processo de retomada econômica que o Brasil está começando a viver, eles rapidamente contratam. Nós temos um resultado importante com o setor da Construção Civil e a Indústria da Transformação. Construção depende de tijolo, tela, cimento, isso por si só já levanta a Indústria da Transformação que por sua vez, retroalimenta o Comércio”, explica o diretor.

 

Dados nacionais

 

Em todo o país, o levantamento aponta que as MPEs criaram 95.587 vagas de trabalho no mês passado, enquanto as médias e grandes corporações geraram um quarto desse saldo. Incorporando ao total de contratações feitas pela administração pública, o número de novos postos de trabalho foi de 121.387, com os pequenos negócios respondendo por quase 80% desse total, o melhor saldo do mês de agosto dos últimos cinco anos.

 

No acumulado de janeiro a agosto, os pequenos negócios geraram 541,7 mil empregos, saldo 15 vezes maior que o registrado pelas médias e grandes empresas, tendo superado, ainda, em 6% o registrado pelos pequenos negócios no mesmo período do ano passado.

 

Já o saldo de vagas nas corporações de maior porte foi de 35,1 mil contratações com carteira assinada, nesse mesmo período. O resultado é 58% menor do que elas haviam registrado em 2018. O volume de postos de trabalho gerados pelas MPE no mês passado superou em 117% o saldo de julho e em 14,5% o resultado do mesmo mês em 2018.

 

Caixa Econômica e Banco do Brasil iniciam pagamento de cotas do PIS/Pasep

Quem trabalhou com carteira assinada entre 1971 e 4 de outubro de 1988 começa a receber hoje (19) as cotas do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). A Caixa Econômica Federal, que administra o PIS, e o Banco do Brasil (BB), que administra o Pasep, começam a depositar o dinheiro nas contas dos correntistas das duas instituições.

 

Os demais cotistas poderão fazer os resgates conforme calendário divulgado pela Caixa e o Banco do Brasil. Segundo a Medida Provisória (MP) 889/2019, os recursos do fundo ficarão disponíveis para todos os cotistas, sem limite de idade. Diferentemente dos saques anteriores, agora não há prazo final para a retirada do dinheiro.

 

A MP facilita o saque por herdeiros, que passarão a ter acesso simplificado aos recursos. Eles terão apenas de apresentar declaração de consenso entre as partes e a declaração de que não existem outros herdeiros conhecidos.

 

Segundo a Caixa, 10,4 milhões de trabalhadores terão direito ao saque das cotas do PIS. O pagamento deve injetar até R$ 18,3 bilhões na economia brasileira. Hoje, o crédito automático será feito apenas para quem tem conta corrente ou poupança no banco. Em 26 de agosto, será a vez de os cotistas a partir de 60 anos poderem sacar. O pagamento aos trabalhadores com até 59 anos começará em 2 de setembro.

 

O saque de até R$ 3 mil poderá ser feito nas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e nos terminais de autoatendimento, utilizando o cartão Cidadão, com senha. Outra opção é nas agências da Caixa. Acima de R$ 3 mil, somente nas agências da Caixa.

 

O PIS atende aos trabalhadores da iniciativa privada. Para saber se tem direito às cotas do fundo, o correntista deve consultar o endereço www.caixa.gov.br/cotaspis.

 

Pasep

 

No caso do Pasep, administrado pelo Banco do Brasil, estão disponíveis para saque R$ 4,5 bilhões pertencentes a 1,522 milhão de cotistas. Cerca de 30 mil participantes receberão automaticamente o dinheiro hoje. O Pasep atende a servidores públicos, militares e trabalhadores de empresas estatais.

 

Os cotistas clientes de outras instituições financeiras, com saldo de até R$ 5 mil, poderão transferir o saldo da cota por meio de Transferência Eletrônica de Documento (TED), sem nenhum custo, a partir de 20 de agosto. Os demais cotistas, assim como herdeiros e portadores de procuração legal, poderão realizar os saques diretamente nas agências do BB, a partir de 22 de agosto.

 

A opção de transferência oferecida pelo BB pode ser feita tanto pela internet, no endereço eletrônico www.bb.com.br/pasep, quanto pelos terminais de autoatendimento. O cotista ainda pode obter informações por meio da Central de Atendimento BB, pelos telefones 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) ou 0800-729-0001 (demais localidades).

Procon de Dourados já prepara quinta edição da campanha ‘saindo do sufoco’

Assecom

 

Todo ano, movimento no Procon dobra durante o período da campanha ‘Saindo do Sufoco’(Foto - Divulgação)

 

O Procon de Dourados, órgão de defesa do consumidor, já está preparando a quinta edição da campanha Saindo do Sufoco, que tem como objetivo dar ao consumidor a oportunidade de ‘sair do vermelho’.

 

Este ano, a campanha de renegociação de dívidas será no período de 02 a 10 de setembro, e a expectativa é de recuperar a saúde financeira de centenas de consumidores. O evento conta com o apoio da Aced (Associação Comercial e Empresarial de Dourados).

 

Bancos, cartões de créditos, lojas de telefonia, grandes empresas do varejo local, além de outros segmentos, já aderiram à campanha, que também é em homenagem ao aniversário do Código de Defesa do Consumidor.

 

“Trata-se de um mutirão do Procon, com a colaboração de diversos fornecedores, entre instituições financeiras, de telefonias e outras, destinado aos consumidores que têm débitos e pretendem negociá-los”, afirma o diretor do Procon Antônio Marcos Marques.

 

Ainda segundo o procurador, este mutirão é realizado para devolver aos consumidores da cidade de Dourados o poder de compra, em meio à crise econômica que vivemos, e tem o objetivo de sensibilizar os consumidores sobre a importância da educação financeira na prevenção do superendividamento.

 

O consumidor que quiser renegociar débitos com bancos, telefonias, serviços essenciais, deve procurar o Procon, que o órgão intermediará a negociação. É preciso levar documentos referentes à sua dívida e documentos pessoais.

 

O endereço do Procon em Dourados é Rua Joaquim Teixeira Alves, 772, Centro, e os telefones são 3411-7754 ou 151.

 

Queda da arrecadação do gás ainda preocupa e receita continua estagnada no Estado

Portal do MS

 

Com a constante redução da compra de gás natural da Bolívia e o crescimento vegetativo das despesas, a saúde financeira de Mato Grosso do Sul ainda inspira cuidados para conseguir manter a folha de pagamento dos servidores em dia, pagar fornecedores e fazer investimentos em áreas prioritárias. Um crescimento contábil foi registrado em junho, mas, na prática, o quadro clínico continua preocupante. O diagnóstico é do secretário de Estado de Fazenda, Felipe Mattos.

 

“Existe uma preocupação muito grande com relação ao gás natural. A queda de ICMS é muito grande. Há algum tempo. No último mês, a queda girou em torno de R$ 50 milhões, em relação ao mesmo período do ano passado. A importância do gás [para a economia] vem diminuindo do que se tinha anteriormente, e o Estado tem que encontrar alternativas. O gás preocupa. Já representou 25% da arrecadação; hoje chega a 10%. É uma receita importante que o Estado vem perdendo”, afirmou.

 

Relatório contábil publicado nesta quinta-feira (25) no Diário Oficial do Estado mostra uma farta recuperação em junho, de R$ 145 milhões, e uma receita de R$ 1,028 bilhão. Os números são reais, só que não significam uma recuperação da economia e das finanças do Estado.

 

A explicação para o crescimento da receita está em um encontro de contas entre o Tesouro e a Agência de Previdência Social de Mato Grosso do Sul (Ageprev). Há 12 meses, o Imposto de Renda retido na fonte não era repassado ao Tesouro. Por conta disso, o Tesouro também não fazia o pagamento de valores relativos ao déficit financeiro.

 

Em junho, as contas de ambos foram regularizadas. O governo passou R$ 205 milhões para a Agência de Previdência e recebeu R$ 208 milhões, de IR. No prontuário, a arrecadação inflou, de um mês para outro, mas as despesas também, na mesma medida.

 

“O Imposto de Renda é um tributo de competência federal, mas, por regramento constitucional de repartição de receita, 100% do produto da arrecadação de imposto retido na fonte pertence ao Estado e aos municípios. Então, todo aquele valor que o Estado paga e retém o Imposto de Renda, isso pertence ao Estado. O que acontecia, na prática, é que a Ageprev estava pagando os aposentados, retendo o IR, mas esse valor não estava sendo recolhido ao Tesouro. O Estado também, por conta disso, não estava fazendo o pagamento de alguns valores relativos ao déficit financeiro. Obrigações patronais estavam em dia, mas esse valor não estava sendo repassado. O Tesouro conseguiu pagar o déficit previdenciário e a Ageprev pagou esse Imposto de Renda, saldando assim a dívida de ambas as partes. Mas não é um dinheiro novo”, explicou Felipe Mattos.

Indústrias de MS já registram saldo positivo de 2.552 novos postos de trabalho

Assessoria

 

Em cinco meses, o setor industrial de Mato Grosso do Sul, que é composto pelas indústrias de transformação, de extrativismo mineral, de construção civil e de serviços de utilidade pública, já acumula saldo positivo na geração de empregos de 2.552 novos postos de trabalho, conforme aponta levantamento realizado pelo Radar Industrial da Fiems. De acordo com os dados disponibilizados, de janeiro a maio, as indústrias do Estado registram saldo positivo graças às 26.174 contratações e 23.622 demissões.

 

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, nos últimos 12 meses, o saldo também segue positivo, com a abertura de 1.740 postos de trabalho na indústria estadual, que é resultado de 57.223 contratações e 55.483 demissões. “No mês de maio, o saldo também foi positivo em 332 postos de trabalho, fruto de 4.963 contratações e 4.631 demissões”, acrescentou.

 

Principais segmentos

 

O economista relata que, no ano, o saldo positivo pode ser creditado às indústrias de alimentos e bebidas (+991), química (+628), da construção (+590), da borracha, couros, peles e similares (+86), do papel, papelão, editorial e gráfica (+85), extrativa mineral (+78) e de produtos minerais não metálicos (+72). “Com relação aos últimos 12 meses, o saldo positivo é relativo às indústrias de alimentos e bebidas (+1.866), metalúrgica (+172), extrativa mineral (+159) e mecânica (+138)”, citou, completando que no mês de maio os melhores desempenhos foram nas indústrias de alimentos e bebidas (+114), do papel, papelão, editorial e gráfica (+102), química (+72) e da construção (+71).

 

Ezequiel Resende acrescenta que, graças a esse bom desempenho, o conjunto das atividades industriais em Mato Grosso do Sul encerrou maio de 2019 com 123.579 trabalhadores empregados, indicando elevação de 0,26% em relação ao mês anterior, quando o contingente ficou em 123.261 funcionários. “Atualmente a atividade industrial responde por 19% de todo o emprego formal existente em Mato Grosso do Sul, ficando atrás dos setores de serviços, que emprega 194.621 trabalhadores com participação equivalente a 29,9%, da administração pública, com 133.910 empregados ou 20,6%, e comércio, com 127.265 empregados ou 19,6%”, pontuou.

 

Detalhamento

 

Em Mato Grosso do Sul, de janeiro a maio, 117 atividades industriais apresentaram saldo positivo de contratação, proporcionando a abertura de 3.821 vagas geradas pelos segmentos de fabricação de álcool (+680), abate de suínos, aves e outros pequenos animais (+482), abate de reses, exceto suínos (+468), obras de engenharia civil não especificadas anteriormente (+216), serviços especializados para construção não especificados anteriormente (+206), obras de terraplenagem (+127), fabricação de açúcar em bruto (+116) e catering, bufê e comida preparada (+106).

 

Em relação aos municípios, constata-se que em 47 deles as atividades industriais registraram saldo positivo de contratação no período de janeiro a maio de 2019, proporcionando a abertura de 3.050 vagas, com destaque para Campo Grande (+429), Naviraí (+410), Aparecida do Taboado (+372), Itaquiraí (+205), Maracaju (+193), Paranaíba (+161), Sidrolândia (+153), Coxim (+152), Chapadão do Sul (+115), Corumbá (+102), Nova Andradina (+101), Dourados (+84), Bataguassu (+81), Paraíso das Águas (+67) e Nova Alvorada do Sul (+56). Por outro lado, em outros 26 municípios as atividades industriais registraram saldo negativo, proporcionando a fechamento de 498 vagas, sobressaindo Selvíria (-98), Três Lagoas (-95) e Ponta Porã (-52).

Cesta básica registra alta de 4,01% em Dourados

Assecom

 

A Prefeitura de Dourados, por intermédio do Procon (Programa Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor) realizou pesquisa de preços dos produtos que compõem a cesta básica em 10 supermercados da cidade. O levantamento foi feito nesta terça-feira, 2 de julho.

 

Nesta pesquisa foram coletados preços de 28 itens, sendo considerados para levantamento produtos pré-definidos. Os itens estão sendo divulgados nesta pesquisa.

 

Os produtos apresentaram variação significativa de um estabelecimento para outro. O quilo da batata apresentou diferença de 616,49% entre o menor e o maior preço; o quilo da cebola teve diferença de 405,15% entre o menor e o maior preço; o quilo da carne bovina (paleta) teve diferença de 150,19%; a dúzia de ovos teve diferença de 163,88%; já o alho, 200 gramas, apresentou diferença de 226,02%.

 

Foram encontrados 20 produtos com diferença superior a 100% entre os estabelecimentos com menor preço para o com maior, como, por exemplo, o sal, o sabão em pó, a goiabada e o creme dental.

 

A diferença do estabelecimento com menor preço e o de maior preço nesta pesquisa é de 83,7%.

 

Em relação á pesquisa do mês de junho de 2019 houve alta de 4,01% no valor global dos produtos.

 

O Procon alerta que o consumidor deve ficar atento às especificações contidas nas embalagens, como, por exemplo, prazo de validade, composição e peso líquido do produto.

 

O telefone do órgão de defesa do consumidor é 3411-7754 ou 151.

 

Trabalhadores autônomos somam 24 milhões no país, diz IBGE

Agência Brasil

 

Os trabalhadores por conta própria no país chegaram a 24 milhões de pessoas no trimestre encerrado em maio deste ano. O número é 1,4% superior ao registrado no trimestre encerrado em fevereiro deste ano (mais 322 mil pessoas) e 5,1% maior do que o observado no trimestre finalizado em maio de 2018 (mais 1,17 milhão de pessoas).

 

O contingente de trabalhadores autônomos no Brasil é recorde da série histórica, iniciada em 2012. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada hoje (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

O crescimento desses trabalhadores contribuiu para o aumento da população ocupada como um todo, que ficou em 92,9 milhões de pessoas, 1,2% superior (mais 1,07 milhões de pessoas) ao trimestre anterior e 2,6% a mais (2,36 milhões de pessoas a mais) do que no trimestre encerrado em maio do ano passado.

 

A taxa de desemprego ficou em 12,3%, abaixo dos 12,4% de fevereiro e dos 12,7% de maio de 2018.

 

Outro segmento que puxou o crescimento da população ocupada foi o de empregados sem carteira assinada. No trimestre encerrado em maio deste ano, eles somaram 11,4 milhões de pessoas, crescendo em ambas comparações temporais: 2,8% (mais 309 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 3,4% (mais 372 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2018.

 

O número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) foi 33,2 milhões de pessoas, ficando estável frente ao trimestre anterior e subindo 1,6% (mais 521 mil pessoas) frente a maio de 2018.

 

O rendimento médio real habitual do trabalhador ficou em R$ 2.289, uma queda de 1,5% em relação ao trimestre encerrado em fevereiro deste ano, mas estável na comparação com maio de 2018. A massa de rendimento real habitual chegou a R$ 207,5 bilhões, estável em relação a fevereiro, mas 2,4% superior a maio do ano passado.

 

Subutilização

 

A população fora da força de trabalho (64,7 milhões de pessoas) caiu 1,2% em relação a fevereiro, mas permaneceu estável em relação a maio de 2018.

 

A população subutilizada, isto é, aquelas pessoas que estão desempregados, que trabalham menos do que poderiam, que não procuraram emprego mas estavam disponíveis para trabalhar ou que procuraram emprego mas não estavam disponíveis para a vaga, mais uma vez é recorde para a série histórica.

 

O contingente dessa população chegou a 28,5 milhões de pessoas no trimestre encerrado em maio deste ano, 2,7% a mais do que em fevereiro deste ano e 3,9% a mais do que em maio do ano passado. “As pessoas estão trabalhando, mas mais de 60% manifestam uma vontade de trabalhar mais e essa vontade não está sendo atendida. O mercado não absorve essa pressão”, disse a pesquisadora do IBGE Adriana Beringuy.

 

A taxa de subutilização ficou em 25%, superior aos 24,6% de fevereiro e de maio do ano passado. O número de pessoas desalentadas, isto é, aquelas que que desistiram de procurar emprego, ficou estável (em ambas comparações temporais) em 4,9 milhões, também um patamar recorde na série histórica.

Preços de produtos de festa junina têm variação de até 309% na Capital

Campo Grande News

 

Produtos típicos de festa junina foram alvos de pesquisa do Procon-MS (Foto: Divulgação)

Pesquisa do Procon-MS (Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor) divulgou pesquisa de preços de produtos de festa junina. De acordo com o levantamento, a maior diferença de valores encontrada foi de 309,09%.

 

Este percentual foi registrado na Maria Mole Dr. Oetker 50g, que foi encontrado por R$ 0,99 no Supermercado Duarte e por R$ 4,05 no Walmart. A Mostarda Fugini 190g apresentou variação de 289,98%, custando de R$ 4,59 no Assaí a R$ 17,90 no Extra.

 

A Salsicha Sadia kg foi encontrada de R$ 11,49 a R$ 32,90, diferença de 186,34%. O valor mais barato foi registrado no Pires e o mais caro no Fort. O kg da cebola roxa foi de R$ 5,25, no Assaí, a R$ 14,39, no Extra, variação de 174,10%.

 

Outro item de festa junina pesquisado e com grande variação de preços foi a Canela em Casca Ponzan 7g. O produto foi de R$ 1,29, no Fort, a R$ 3,15, no Extra, diferença de 144,19%.

 

A pesquisa foi realizada de 6 a 11 de junho em 9 estabelecimentos de Campo Grande. Foram divulgados os valores de 139 produtos.

Na véspera do Dia dos Namorados, pesquisa Procon da capital mostra melhores preços de produtos

Portal do MS

 

Para quem deixou para última hora a compra do presente para o Dia dos Namorados vale conferir a pesquisa feita pelas equipes da Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor (Procon/MS), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast).

 

Com o objetivo de obter maior número de oportunidades de itens por preços menores, equipes de pesquisa visitaram floriculturas, motéis, pizzarias e lojas de departamentos que comercializam relógios ou perfumes. Entre os estabelecimentos, a maior diferença percentual foi encontrada em floriculturas. O buquê com 3 rosas do tipo nacional, custa R$ 15,00 na floricultura Holanda na rua Ceará, enquanto no Pantanal Garden é adquirido por R$ 49,00, ou seja, 232,67% mais caro.

 

Os motéis se colocaram em segundo lugar, com 122,22% na variação de preços, uma vez que o Chega Mais oferece o pernoite em apartamento simples por R$ 90,00 e acomodação idêntica no Lumiere não custa menos que R$ 200,00. Bastante procuradas nessas ocasiões, pizzarias apresentam variação de até 72,41%, uma vez que na Luigi o rodizio custa R$ 31,90 e na Al Forno, R$ 55,00.

 

Os relógios são encontrados com percentuais um pouco menor. Na C&A, por exemplo, o relógio da marca Séculos, com pulseira de metal, pode ser adquirido por R$ 119,99, enquanto nas lojas Riachuelo e Renner o menor preço é R$ 199,90, o que significa diferença de 66,60%.

 

Em se tratando de perfumes foi constatado índice de 50,02% a mais na aquisição do Calvin Klein women (eau de parfum com 50 ml). O produto custa R$ 299,90 nas lojas Riachuelo e R$ 499,90 na loja Renner. Por último, a pesquisa verificou também os preços do sushi, bastante apreciado atualmente, que apresentou variação de 28,28%. Neste caso, no Madalena Sushi Bar o rodizio sai por R$ 38,90 enquanto no Sushi Mania, Oshente e Sushi Ya custa R$ 49,90.

Procon divulga pesquisa de cesta básica em Dourados

Assecom

 

A Prefeitura de Dourados, por meio do Procon (Programa Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor), realizou pesquisa de preços dos produtos que compõem a cesta básica em 10 supermercados da cidade.

 

O levantamento foi realizado no dia 31 de maio e foram coletados preços de 28 itens, sendo considerados produtos pré-definidos.

 

Os produtos apresentaram variação significativa de um estabelecimento para outro. O quilo da cebola apresentou diferença de 373,74% entre o menor e o maior preço; o quilo do feijão teve diferença de 281,41%; a dúzia de ovos teve diferença de 117,06%. Já o alho, 200 gramas, apresentou diferença de 231,85%.

 

Foram encontrados 17 produtos com diferença superior a 100% entre os estabelecimentos com o menor preço para o maior, como, por exemplo, o sal, o sabão em barra, a goiabada e o creme dental.

 

A diferença do estabelecimento com menor preço e o de maior preço nesta pesquisa é de 63,4%.

 

Em relação á pesquisa anterior houve queda de 4,5% no valor global dos produtos.

 

O Procon alerta que o consumidor deve ficar atento às especificações contidas na embalagem, como prazo de validade, composição e peso líquido do produto.

 

O órgão de defesa do consumidor atende também pelos telefones 3411-7754 ou 151.

 

Nova regulamentação para a qualidade do leite entra em vigor nesta quinta-feira

Assessoria

 

A partir de hoje (30), passa a valer a nova regulamentação referente ao setor do leite. As Instruções Normativas 76 e 77 do MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento apresentam novas regras de produção, transporte, acondicionamento e armazenamento que especificam os padrões de identidade e qualidade do leite cru refrigerado, do pasteurizado e tipo A.

 

O diretor-tesoureiro da Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS, Frederico Stella, alerta para que os produtores fiquem atentos às adequações. “As IN´s se referem aos critérios para a produção de leite de qualidade e que ofereça segurança ao consumidor, além de descrever as características e qualidade do produto para a indústria. Os processos envolvem uma nova organização da propriedade, e requerem boas práticas de produção, além das capacitações dos trabalhadores rurais responsáveis pelo manejo cotidiano”.

 

Através dos cursos e da ATeG – Assistência Técnica e Gerencial do Senar/MS – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, os produtores podem receber orientações relacionadas às mudanças. “Com a ATeG em Bovinocultura de Leite, são atendidos no estado cerca de 850 propriedades rurais em 50 municípios. Os produtores têm acesso a capacitações que informam sobre as exigências das normas. A nova regulamentação assegura a melhoria dos processos de qualidade do produto”, afirma o coordenador técnico, Nivaldo Passos.

 

A nova regra foi publicada pelo MAPA em novembro de 2018. A partir deste dia 30 de maio de 2019, produtores e empresas que beneficiam o leite terão que obedecer as novas legislações. Para conhecer, na íntegra, o conteúdo das instruções normativas.

Preço do gás de cozinha varia até 17,6 % em Dourados

Assecom

 

A Prefeitura de Dourados, por meio do setor de fiscalização do Procon, realizou pesquisa de preço do gás de cozinha, nos estabelecimentos da cidade. A variação entre os valores encontrados no produto chega a 17,6%.

 

O órgão levantou os preços do produto na segunda-feira (21), em 18 estabelecimentos do município.

 

O menor preço encontrado no gás de cozinha botijão de 13 kg, com entrega em domicilio, foi de R$ 68,00 e o maior preço foi de R$ 80,00.

 

Foram encontrados sete estabelecimentos comercializando o gás ao preço de R$ 75,00 e três estabelecimentos com preço de R$ 70,00. Com preço de R$ 78,00 foram encontrados três estabelecimentos.

 

Com base no levantamento, o preço médio do botijão de 13 kg do gás de cozinha em Dourados é de R$ 74,61.

 

O telefone do Procon, para dúvidas ou reclamações é o 151 ou 3411-7754.

 

 

 

Com 122,4 mil trabalhadores, setor industrial é 4º maior empregador de Mato Grosso do Sul

Assessoria

 

No próximo dia 1º de maio, comemora-se o Dia do Trabalhador, uma data internacional dedicada aos trabalhadores e, mais do que representar a época em que empregados e empregadores têm para refletir sobre assuntos de interesse de ambos, o momento é marcado pelo alto número de desempregados no Brasil – 13,1 milhões de pessoas. Porém, na contramão desse dado negativo, o setor industrial de Mato Grosso do Sul alcança, no ano, 122.444 trabalhadores empregados com carteira assinada distribuídos por mais de 6 mil estabelecimentos industriais.

 

Em março, a geração de empregos pelo conjunto das atividades industriais do Estado obteve saldo positivo de 313 novas vagas, puxado pelas indústrias de alimentos e bebidas e de química, enquanto no ano esse número já está em 1.417 novas vagas, alavancadas pelas indústrias de alimentos e bebidas, construção, borracha, couros, peles e similares e metalúrgica. O montante de 122.444 trabalhadores empregados coloca o setor industrial como a 4ª atividade econômica que mais emprega em Mato Grosso do Sul, responde por 18,9% de todo o emprego formal existente no Estado, ficando atrás dos setores de serviços, administração pública e comércio.

 

Em relação aos municípios, constata-se que em 44 deles as atividades industriais registraram saldo positivo de contratação no período de janeiro a março de 2019. Entre as cidades com saldo positivo destacam-se Campo Grande, Aparecida do Taboado, Maracaju, Naviraí, Coxim, Paranaíba, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Paraíso das Águas, Chapadão do Sul e Três Lagoas.

 

Principais segmentos

 

Levantamento do Radar Industrial da Fiems aponta que, em números de trabalhadores empregados com carteira assinada, os principais segmentos industriais de Mato Grosso do Sul são: 1º frigorífico, 2º construção, 3º sucroenergético, 4º alimentos e bebidas, 5º metalúrgico, 6º têxtil, confecção e vestuário, 7º papel e celulose e 8º extrativo mineral. A indústria frigorífica fechou 2018 com 26.135 trabalhadores, seguido de perto pela indústria da construção com 22.137 empregados e pela indústria sucroenergética com 20.130 funcionários.

 

Depois aparecem as indústrias de alimentos e bebidas, com 8.750 trabalhadores, metalúrgica, com 8.058 empregados, têxtil, confecção e vestuário, com 5.562 funcionários, papel e celulose, com 3.032 trabalhadores, e extrativa mineral, com 2.239 empregados. Já as demais atividades industriais de Mato Grosso do Sul empregam juntas 21.916 trabalhadores, de acordo com levantamento do Radar Industrial da Fiems.

 

Recuperação

 

Na avaliação do presidente da Fiems, Sérgio Longen, a indústria já dá sinais de recuperação desde 2018, quando encerrou o ano com números positivos. “O que vem acontecendo em 2019 é essa consolidação, ou seja, cada vez mais o setor no Estado tem apresentado indicadores positivos, seja na geração de empregos, seja nas exportações de produtos industrializados”, argumentou.

 

Ele acrescenta que, se somarmos os três primeiros meses deste ano, o saldo positivo de geração de empregos com carteira assinada pelo setor é superior a 1,4 mil novos trabalhadores. “Trata-se de um saldo bastante significativo e que deve ser comemorado. A indústria, como outros setores da economia, enfrenta dificuldades e, quando os números são positivos, precisamos analisar os segmentos que vêm crescendo no Estado”, declarou.

 

Sérgio Longen ainda comenta a massa salarial gerada pelo setor industrial sul-mato-grossense. “Em 2018, fechamos o ano com R$ 3,29 bilhões pagos aos 121 mil trabalhadores que tínhamos na época. Na prática, esse montante representa dizer que, no período de 2010 a 2014, o crescimento nominal médio da massa salarial do setor foi de 12,4% ao ano, saindo de R$ 1,63 bilhão para R$ 2,93 bilhões, enquanto no período de 2015 a 2018 o crescimento nominal médio ficou em 3,1% ao ano, indo de R$ 2,91 bilhões para R$ 3,29 bilhões”, detalhou, projetando para este ano uma massa salarial de R$ 3,41 bilhões, o que coloca em R$ 2.325,00 o salário nominal médio estimado para a indústria estadual.

Produção industrial segue estável na maior parte das empresas de Mato Grosso do Sul

Assessoria

 

A produção industrial sul-mato-grossense permanece estável em março deste ano na maior parte das empresas, de acordo com a Sondagem Industrial realizada pelo Radar Industrial da Fiems junto a 77 empresas no período de 1º a 12 de abril. Pelo levantamento, em março, 54,5% das empresas industriais de Mato Grosso do Sul apresentaram estabilidade na produção, enquanto no mês anterior esse resultado foi de 58,1%.

 

“Já as empresas que apresentaram expansão responderam por 18,2% do total, contra 14,9% no último levantamento. O que sinaliza uma melhora no ritmo da atividade industrial na passagem entre os meses de fevereiro e março”, comentou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende.

 

Ainda de acordo com ele, em março, a ociosidade média na indústria sul-mato-grossense foi de 33%. “Somado a isso, o índice de utilização fechou o mês em 42,8 pontos, sendo que resultados abaixo dos 50 pontos sinalizam que a utilização da capacidade instalada foi inferior ao que era esperado para o período. Por fim, a sondagem mostrou que, em março, a utilização da capacidade instalada ficou abaixo do usual para 37,7% dos respondentes, igual ao usual para 51,9% e acima para 9,1%”, relatou.

 

Condições financeiras

 

Ezequiel Resende destaca que, de um modo geral, os empresários industriais de Mato Grosso do Sul se mostraram insatisfeitos com a margem de lucro operacional de suas empresas no primeiro trimestre de 2019, com o indicador alcançando 43,1 pontos. “Comportamento semelhante foi verificado em relação às condições de acesso ao crédito e situação financeira geral da empresa, com os indicadores alcançando 42,6 e 45,8 pontos, respectivamente”, declarou.

 

Em Mato Grosso do Sul, no primeiro trimestre do ano, 31,2% dos empresários industriais consideraram ruim a margem de lucro operacional obtida no período. Na mesma comparação, o acesso ao crédito foi considerado difícil por 20,8% dos empresários, enquanto 31,2% responderam não ter buscado crédito no trimestre. Já a situação financeira geral da empresa foi avaliada como ruim por 26,0% dos participantes e 32,5% responderam que houve aumento dos preços das matérias-primas utilizadas.

 

O coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems também informa que a Sondagem Industrial levantou as principais dificuldades enfrentadas pelos industriais de Mato Grosso do Sul no 1º trimestre de 2019. “Os empresários apontaram a elevada carga tributária, falta ou alto custo da matéria prima, falta ou alto custo de energia, inadimplência dos clientes, falta ou alto custo de trabalhador qualificado e falta de capital de giro foram os principais problemas apontados pelos industriais sul-mato-grossenses no quarto trimestre do ano”, elencou.

 

Expectativas

 

Com relação ao índice de expectativa do empresário industrial, Ezequiel Resende detalha que, em abril, 46,8% das empresas responderam que esperam aumento na demanda por seus produtos nos próximos seis meses, enquanto para o mesmo período 11,7% preveem queda. “Já as empresas que acreditam que o nível de demanda se manterá estável responderam por 39% do total”, informou.

 

Já sobre o número de empregados 19,5% das empresas responderam que esperam aumento nos próximos seis meses, enquanto 9,18% apontaram que esse número deve cair. “Além disso, 64,9% das empresas esperam manter o quadro de funcionários estável”, ressaltou o economista, reforçando que as exportações devem ter alta para 10,4% das empresas respondentes nos próximos seis meses, enquanto 3,9% acreditam que deva ocorrer queda. “As empresas que preveem estabilidade para suas exportações responderam por 14,3% do total e 66,2% disseram que não exportam”, detalhou.

 

Sobre a intenção de investimento do empresário industrial, em abril o índice alcançou 57,4 pontos, indicando redução de 3 pontos sobre o mês anterior. “Condição influenciada, principalmente, pela diminuição na participação das empresas que disseram ter certeza quanto à realização de investimentos nos próximos seis meses, que caiu de 10,8% para 6,5%. Comportamento semelhante também ocorreu em relação as empresas que disseram que provavelmente investiriam, com queda de 50% para 46,8%. Por fim, o índice varia de 0 a 100 pontos, quanto maior o índice, maior é a intenção de investir”, explicou o economista.

 

ICEI

 

O Índice de Confiança do Empresário Industrial de Mato Grosso do Sul (ICEI/MS) alcançou em abril 62,8 pontos, indicando um recuo de 1,2 ponto, quando comparado com o mês anterior. “Registrando, deste modo, a terceira queda consecutiva após um período de forte alta acumulada entre os meses de outubro de 2018 e janeiro de 2019. Contudo, o atual resultado encontra-se 5,1 pontos acima do registrado em abril do ano passado e 8,5 pontos acima da média histórica registrada para o mês”, detalhou Ezequiel Resende.

 

 

Em abril, 18,2% dos respondentes consideraram que as condições atuais da economia brasileira pioraram, no caso da economia estadual, a piora foi apontada por 16,9% dos participantes e, com relação à própria empresa, as condições atuais também estão piores para 16,9% dos respondentes. Além disso, para 46,8% dos empresários não houve alteração nas condições atuais da economia brasileira, sendo que em relação à economia sul-mato-grossense esse percentual foi de 53,2% e, a respeito da própria empresa, o número chegou a 48,1%.

 

Já para 27,3% dos empresários as condições atuais da economia brasileira melhoraram, enquanto em relação à economia estadual esse percentual chegou a 20,8%. No caso da própria empresa, o resultado foi de 23,4% e os que não fizeram qualquer tipo de avaliação das condições atuais da economia brasileira, estadual e do desempenho da própria empresa responderam por 7,8%, 9,1% e 10,4%, respectivamente.

 

Expectativas para os próximos seis meses

 

Em abril, 10,4% dos respondentes disseram que estão pessimistas em relação à economia brasileira. Em relação à economia estadual, o resultado alcançou 11,7% e, quanto ao desempenho da própria empresa, o pessimismo foi apontado por 9,1% dos empresários. Os que acreditam que a economia brasileira deve permanecer na mesma situação ficou em 24,7%, sendo que em relação à economia do estado esse percentual também alcançou 24,7% e, a respeito da própria empresa, o número chegou a 18,2%.

 

Por último, 58,4% dos empresários se mostraram confiantes e acreditam que o desempenho da economia brasileira vai melhorar, enquanto, em relação à economia estadual, esse percentual chegou a 55,8% e, no caso da própria empresa, 63,6% dos respondentes confiam numa melhora do desempenho apresentado. “Os que não fizeram qualquer tipo de avaliação das expectativas em relação à economia brasileira, estadual e do desempenho da própria empresa responderam por 6,5%, 7,8% e 9,1%, respectivamente”, informou o economista.

Ambulantes desistiram de carteira assinada para lotar calçadas na Capital

Tatiana Marin

Do Campo Grande News

 

Vendedores, ditos ambulantes, ocupam as calçadas do centro de Campo Grande. (Foto: Tatiana Marin)

Alguns deles aparecem cedinho para vender salgados e quando a maioria das lojas abre no Centro, já foram embora. Outros começam bem depois, lá pelas 9 horas e vão embora no final da tarde. Entre os vendedores ambulantes que voltaram a ocupar as ruas centrais há vendedores de frutas, artesanatos, salgados e produtos diversos. Em comum, eles têm a informalidade e boa parte garante que está ali por opção.

 

O desemprego afeta mais de 13 milhões de brasileiros e pode contribuir para o cenário, mas estes profissionais, autônomos, como alguns fazem questão de frisar, dizem que escolheram as vendas e “vão muito bem, obrigado”. Não pensam em procurar um emprego com carteira assinada. “Prefiro trabalhar para mim mesmo”, justificam.

 

Pelas ruas do centro, na manhã do dia 24 de abril, a reportagem conseguiu visualizar cerca de 40 vendedores no perímetro que compreende as ruas 13 de Maio a 14 de Julho, entre Afonso Pena e Dom Aquino. Somente na Afonso Pena, na calçada da Praça Ary Coelho, haviam 16, entre estes, a maioria de hippies vendendo artesanatos.

 

Fiscalização

 

Entre os diversos vendedores com quem a reportagem fez contato nas ruas da Capital, a relação com fiscais da Prefeitura diverge. Alguns veem a administração como parceira, outros falam de perseguição.

 

Segundo alguns vendedores, há um tipo cadastro para permanecerem dentro dos limites da Praça Ary Coelho, mas o movimento e as obras na 14 de Julho atrapalham a atividade no local. “Eles ‘estão deixando’ a gente ficar aqui (na calçada) por enquanto. Quando acabar a obra, não sei o que vai ser”, disse uma vendedora que não quis se identificar.

 

Seu Algeu conta que até ganhou a banca do prefeito Marquinhos Trad e que ele o apoia desde que trabalhava na antiga rodoviária. “Ele é mais compreensivo”, afirma. Outro vendedor que atua na calçada da Ary Coelho, na Afonso Pena e não quis revelar o nome, relatou ter tido sua mercadoria apreendida.

 

Produtos expostos na calçada no centro de Campo Grande. (Foto: Tatiana Marin)

 

Gabriel conta que ele e outros artesãos já tiveram não só o artesanato apreendido, mas também até material de limpeza. “Há uma lei federal que permite a exposição de artesanato em qualquer área pública. Por enquanto (durante as obras do Reviva) estamos aqui (na calçada da Ary Coelho). Vamos ver se depois eles vão cumprir a lei federal”, sustenta.

 

Com dados da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano), a Prefeitura de Campo Grande estima que haja cerca de 100 ambulantes que passam pela área central da Capital e cita o Artigo 5º da Lei 2.909 de 28 de Julho de 1992, que instituiu o Código de Policia Administrativa do Município de Campo Grande onde determina que “é vedada a utilização dos logradouros públicos para atividades diversa daquelas permitidas neste código”. Portanto, realiza rotineiramente ações de fiscalização em todas as regiões.

 

Apesar de destacar que não há amparo legal para a atividade, em fiscalizações e monitoramentos, percebeu-se que “os ambulantes dessa região são geralmente pessoas de outras localidades (cidades/estados/países) e que estão apenas de passagem pela cidade” e “como a própria denominação já diz, são ambulantes, não permanecem num mesmo local”.