A Prefeitura de Dourados, por intermédio do Procon (Programa Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor) realizou nesta segunda-feira (02), pesquisa de preços dos produtos que compõem a cesta básica em 10 supermercados da cidade.
Foram coletados preços de 29 itens, sendo considerados para levantamento produtos pré-definidos. Os itens estão sendo divulgados nesta pesquisa (anexo).
Os produtos apresentaram variação significativa de um estabelecimento para outro. O alho 200gr, por exemplo, apresentou diferença de 114,43% entre o menor e o maior preço; a cebola kg teve diferença de 167,79% entre o menor e o maior preço; a farinha de mandioca 1 kg teve diferença de 122,57%; o quilo da carne bovina de segunda teve diferença de 86,31%; já o frango inteiro, congelado kg, apresentou diferença de 60,49%.
Ainda de acordo com a pesquisa, foram encontrados 13 produtos com diferença superior a 100% entre os estabelecimentos com menor preço para o maior, como, por exemplo, a goiabada, o papel higiênico, o extrato de tomate e erva-mate tereré.
A diferença do estabelecimento com menor preço e o de maior preço nesta pesquisa é de 39,7%.
Em relação à pesquisa do mês de novembro de 2019 houve aumento de 3,76% no valor global dos produtos.
O Procon alerta que o consumidor deve ficar atento às especificações contidas na embalagem, como, por exemplo, prazo de validade, composição e peso líquido do produto. Os telefones do órgão de defesa do consumidor são 3411-7754 ou 151.
A Prefeitura de Dourados, por intermédio do setor de fiscalização do Procon, efetuou nesta segunda-feira (11), nova pesquisa de preços do combustível em 36 estabelecimentos, na cidade e distritos. Foram pesquisados etanol, diesel comum e S10 e gasolina comum e aditivada.
O menor preço encontrado na gasolina comum foi de R$ 4,005; no diesel comum foi de R$ 3,499; e diesel S10 R$ 3,650; e no etanol o menor preço praticado é de R$ 3,199.
A diferença entre o menor preço encontrado na gasolina comum (R$ 4,005) e o maior preço (R$ 4,380) é de 9,6%. No etanol a diferença entre o menor e maior preço é de 18,5%; no diesel comum é de 13,2% e no diesel S 10 é de 11,5 %.
O preço médio da gasolina em Dourados é de R$ 4,170, o mesmo preço médio que era praticado em fevereiro de 2019.
O menor preço encontrado na gasolina em Dourados (R$ 4,005) é 0,12 centavos mais barato que o preço médio praticado (R$ 4,170) nos postos em Dourados.
O diretor do Procon, Antônio Marcos Marques, lembra que os consumidores poderão exigir a análise do combustível para descobrir o teor de álcool presente na gasolina, “teste esse que será feito pelo próprio funcionário do posto de combustível na frente do consumidor”.
Qualquer dúvida ou reclamação ligue 151 ou 3411-7754.
Banco antecipou calendário de retirada de até R$ 500 por conta (Foto - divulgação)
A Caixa Econômica Federal inicia hoje (8) mais uma etapa de liberação do saque imediato do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que paga até R$ 500 por conta ativa ou inativa. Os trabalhadores nascidos em abril e maio sem conta no banco poderão retirar o dinheiro.
O saque começou em setembro para quem tem poupança ou conta corrente na Caixa, com crédito automático. Segundo a Caixa, no total os saques do FGTS podem resultar em uma liberação de cerca de R$ 40 bilhões na economia até o fim do ano.
Originalmente, o saque imediato iria até março, mas o banco antecipou o cronograma, e todos os trabalhadores receberão o dinheiro este ano.
Atendimento
Os saques de até R$ 500 podem ser feitos nas casas lotéricas e terminais de autoatendimento para quem tem senha do cartão cidadão. Quem tem cartão cidadão e senha pode sacar nos correspondentes Caixa Aqui, apresentando documento de identificação, ou em qualquer outro canal de atendimento.
No caso dos saques de até R$ 100, a orientação da Caixa é procurar casas lotéricas, com apresentação de documento de identificação original com foto. Segundo a Caixa, mais de 20 milhões de trabalhadores podem fazer o saque só com o documento de identificação nas lotéricas.
Quem não tem senha e cartão cidadão e vai sacar mais de R$ 100, deve procurar uma agência da Caixa.
Embora não seja obrigatório, a Caixa orienta ainda, para facilitar o atendimento, que o trabalhador leve também a carteira de trabalho para fazer o saque. Segundo o banco, a Carteira de Trabalho pode ser necessária para atualizar dados.
As dúvidas sobre valores e a data do saque podem ser consultadas no aplicativo do FGTS (disponível para iOS e Android), pelo site da Caixa ou pelo telefone de atendimento exclusivo 0800-724-2019, disponível 24 horas.
A data limite para saque é 31 de março de 2020. Caso o saque não seja feito até essa data, os valores retornam para a conta do FGTS do trabalhador.
Horário especial
Para facilitar o atendimento, a Caixa vai abrir 2.302 agências em horário estendido hoje e na segunda-feira (11). As agências que abrem às 8h terão o encerramento do atendimento duas horas depois do horário normal de término.
As que abrem às 9h terão atendimento uma hora antes e uma hora depois. Aquelas que abrem às 10h iniciam o atendimento com duas horas de antecedência. E as que abrem às 11h também iniciam o atendimento duas horas antes do horário normal.
A lista das agências com horário especial de atendimento pode ser consultada no site da Caixa. Nesses pontos, o trabalhador poderá tirar dúvidas, fazer ajustes de cadastro dos trabalhadores e emitir senha do Cartão Cidadão.
A Caixa destaca que o saque imediato não altera o direito de sacar todo o saldo da conta do FGTS, caso o trabalhador seja demitido sem justa causa ou em outras hipóteses previstas em lei.
Essa modalidade de saque não significa que houve adesão ao saque aniversário, que é uma nova opção oferecida ao trabalhador, em alternativa ao saque por rescisão do contrato de trabalho.
Por meio do saque aniversário, o trabalhador poderá retirar parte do saldo da conta do FGTS, anualmente, de acordo com o mês de aniversário.
A leve recuperação econômica observada nos últimos dois anos no Brasil não se refletiu de forma igual entre os diversos segmentos sociais. Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB – a soma de todas as riquezas produzidas no país) cresceu 1,1% em 2017 e 2018, após as quedas de 3,5% em 2015 e 3,3% em 2016, o rendimento dos 10% mais ricos da população subiu 4,1% em 2018 e o rendimento dos 40% mais pobres caiu 0,8%, na comparação com 2017.
Com isso, o índice que mede a razão entre os 10% que ganham mais e os 40% que ganham menos, que vinha caindo até 2015, quando atingiu 12, voltou a crescer e chegou a 13 em 2018. Ou seja, os 10% da população com os maiores rendimentos ganham, em média, 13 vezes mais do que os 40% da população com os menores rendimentos.
É o que mostra a pesquisa Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2019, divulgada hoje (6), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo analisa as condições de vida da população brasileira.
O levantamento começou a ser feito em 1999, com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), e, desde 2012, passou a utilizar os dados da Pnad Contínua, ou seja, uma nova metodologia e, portanto, uma nova série histórica. Os dados divulgados hoje são referentes a 2018 e utilizam também outras informações, como a Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) e o Sistema de Contas Nacionais.
Desigualdade
Segundo o IBGE, o aumento da desigualdade é reflexo da falta de ganho real no salário mínimo ocorrida em 2018, além da informalidade e da subutilização no mercado de trabalho, que atingem níveis recordes atualmente, com 41,4% das pessoas ocupadas nessa condição, de acordo com o gerente dos Indicadores Sociais do IBGE, André Simões.
“No mercado de trabalho, o que nós observamos é uma pequena redução na taxa de desocupação entre 2017 e 2018, juntamente com isso um pequeno aumento do rendimento do trabalho também. Apesar disso, vemos um aumento da subutilização da força de trabalho, encampado pelo aumento da proporção de pessoas com insuficiência de horas trabalhadas” disse. A subutilização passou de 15,8% em 2015 para 24,6% em 2018.
O Índice de Gini, um padrão clássico para medir desigualdade, vem subindo há quatro anos no Brasil. Em 2015, atingiu o mínimo da série histórica, com 0,524 e chegou a 0,545 em 2018. Quanto mais próximo de zero, mais igualitária é a sociedade.
Extrema pobreza
No indicador da pobreza monetária, ou seja, que leva em conta apenas a renda, o Brasil também tem apresentado piora nos últimos quatro anos. Ao todo, 13,5 milhões de pessoas no Brasil viviam em 2018 com até R$ 145 por mês, o que corresponde a 6,5% da população, após a mínima de 4,5% em 2014.
O IBGE destaca que no Brasil há mais pessoas em situação de pobreza extrema do que toda a população de países como Bolívia, Bélgica, Grécia e Portugal. Desse total, 72,7% são pretas ou pardas.
Na faixa da pobreza, considerando o rendimento per capita de até R$ 420 por mês, houve uma leve redução, passando de 26% em 2017 para 25,3% em 2018, com 52,5 milhões de pessoas. Ou seja, 1,1 milhão de pessoas deixaram essa condição na comparação anual.
O mínimo foi alcançado em 2014, com 22,8%. Por estado, o Maranhão tem a maior proporção de pobres, com 53% da população nesta condição, enquanto Santa Catarina tem a menor proporção, com 8%.
Plantação de soja em Chapadão do Sul. Cultura é responsável por 60% da área plantada do município. (Foto: Fazenda Gávea)
Mato Grosso do Sul tem na agropecuária uma de suas maiores forças econômicas. De acordo com levantamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o estado tem 12 cidades entre os 100 principais municípios agropecuários do país. O ministério baseou seu trabalho na variação do Produto Interno Bruto (PIB) municipal apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entre 2014 e 2016.
Colocando em números o tamanho da produção agrícola, segundo a Federação Agricultura e Pecuária Mato Grosso do Sul (Famasul), a área de soja na safra 2018/2019 em Mato Grosso do Sul alcançou a marca de 2,900 milhões de hectares, o que equivale, aproximadamente, à extensão territorial da Bélgica, que é de 3 milhões de hectares.
Força que também é traduzida em geração de renda e desenvolvimento. O G1 conversou com alguns dos principais municípios agropecuários de Mato Grosso do Sul e mostra a importância do agro para essas cidades.
Maracaju é o primeiro lugar do estado na lista do MAPA e 15° no Brasil. “A economia do município é impossível de desvincular do agronegócio, a interferência é direta em vários setores. Maracaju só é o que é hoje pelo agro”, diz Frederico Felini, secretário de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente da cidade. Ainda segundo o secretário, em época de colheita, a injeção de recursos na economia de Maracaju chega a R$ 1 bilhão.
O município tem aproximadamente 283 mil hectares de soja plantada, 250 mil hectares de milho e 60 mil hectares de cana-de-açúcar. De acordo com o sindicato rural de Maracaju, a cidade é a maior produtora de milho do estado na safra deste ano e foi a maior produtora de grãos no ano passado. Foram mais de 817 mil toneladas de soja e 1,5 milhão de toneladas de milho colhidos na safra 2018/2019, ainda segundo dados do sindicato rural e da Famasul.
Números que refletem também na geração de empregos de Maracaju. Conforme o secretário de Desenvolvimento Econômico, o município tem um saldo positivo de 463 vagas abertas em 2019, o quinto melhor resultado de Mato Grosso do Sul no ano.
Em 27° lugar na lista dos principais municípios produtores agropecuários do país e em 4º no estado , está Sidrolândia. De acordo com o sindicato rural, o município é o segundo maior produtor de grãos no estado, com 195 mil hectares de área plantada de milho safrinha (produção de 75 a 85 sacas por hectare) e 215 mil hectares de soja (produção de 48 a 50 sacas por hectare).
A cidade ainda se destaca na produção de aves, com 8 milhões de cabeças – líder do ranking estadual – e na produção de ovos, com 6 milhões de dúzias, a segunda maior de Mato Grosso do Sul. Os números elevados também fazem Sidrolândia ter, no agro, o grande aliado para geração de empregos.
Instituições financeiras reduziram, pela décima vez seguida, a estimativa para a inflação este ano. Segundo pesquisa do Banco Central (BC) feita ao mercado financeiro, divulgada todas as segundas-feiras pela internet, a previsão para a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, passou de 3,42% para 3,28% em 2019.
Para 2020, a estimativa caiu de 3,78% para 3,73%, na segunda redução seguida. A previsão para os anos seguintes não teve alterações: 3,75% em 2021, e 3,50%, em 2022.
As projeções para 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, a Selic. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.
Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
Para o mercado financeiro, a Selic deve terminar 2019 em 4,75% ao ano. Atualmente, a Selic está em 5,5% ao ano.
O mercado financeiro alterou a expectativa para o fim de 2020 de 5,5% para 4,75% ao ano.
Para 2021, a expectativa é que a Selic termine o período em 6,50% ao ano, a mesma previsão há duas semanas. Para o fim de 2022, a previsão permanece em 7% ao ano, há 12 semanas.
Crescimento da economia
A previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é mantida em 0,87% em 2019, há seis semanas consecutivas.
As estimativas para os anos seguintes também não foram alteradas: 2% em 2020; e 2,50% em 2021 e 2022.
Dólar
A previsão para a cotação do dólar segue em R$ 4 e, para 2020, em R$ 3,95.
Entrevistas concedidas nesta terça-feira aos programas “Bom Dia MS”, da TV Morena, e “Primeira Página”, da Rádio Morena (Foto - Divulgação)
Em entrevistas concedidas nesta terça-feira (08/10) aos programas “Bom Dia MS”, da TV Morena, e “Primeira Página”, da Rádio Morena, o presidente da Fiems, Sérgio Longen, informou que de janeiro a agosto deste ano o setor industrial de Mato Grosso do Sul, que é composto pelas indústrias de transformação, de extrativismo mineral, de construção civil e de serviços de utilidade pública, gerou um saldo positivo de 2.797 postos de trabalho, resultado de 40.797 contratações e 38 mil demissões, conforme levantamento realizado pelo Radar Industrial.
Ainda de acordo com os números do Radar, os principais responsáveis por esse bom desempenho são as indústrias de alimentos e bebidas (+1.246), construção (+781), química (+355), papel, papelão, editorial e gráfica (+258), extrativa mineral (+147), metalúrgica (+120) e produtos minerais não metálicos (+111). “Há tempos que estamos divulgando o início da recuperação econômica, principalmente do setor industrial, mas, temos notado que a economia brasileira está se ajustando. Em Mato Grosso do Sul, temos acompanhado segmentos da indústria que têm evoluído, o que tem sido medido por indicadores como a geração de empregos, que é o que realmente traz resultado para a sociedade”, pontuou Sérgio Longen.
Ele destaca que esse saldo positivo de 2.797 novos empregos somente na indústria estadual contabilizado no período de janeiro a agosto deste ano é muito bem-vindo. “Apenas no mês de agosto, tivemos um saldo positivo de 656 novos postos de trabalho e esperamos que esses números continuem a evoluir até o fim deste ano, trazendo um alívio para o setor industrial de Mato Grosso do Sul e também para o setor em nível nacional, que vem a reboque graças a programas que estão sendo apresentados pela União para que o Brasil realmente possa retomar o crescimento industrial”, declarou o empresário.
Com esse saldo, o conjunto das atividades industriais em Mato Grosso do Sul encerrou agosto com 123.824 trabalhadores empregados, indicando elevação de 0,55% em relação ao mês anterior, quando o contingente ficou em 123.146 funcionários. Atualmente, a atividade industrial responde por 18,9% de todo o emprego formal existente em Mato Grosso do Sul, ficando atrás dos setores de serviços, que emprega 196.227 trabalhadores e tem participação equivalente a 30,0%, administração pública, com 133.910 empregados ou 20,5%, e comércio, com 128.194 empregados ou 19,6%.
O presidente da Fiems também revelou que em 49 municípios de Mato Grosso do Sul as atividades industriais registraram saldo positivo de contratação no período de janeiro a agosto de 2019. Entre as cidades com saldo positivo de pelo menos 40 vagas destacaram-se Campo Grande (+820), Naviraí (+350), Itaquiraí (+241), Maracaju (+217), Dourados (+179), Coxim (+167), Sidrolândia (+155), Aparecida do Taboado (+152), São Gabriel do Oeste (+122), Chapadão do Sul (+109), Paraíso das Águas (+97), Corumbá (+71), Nova Andradina (+64), Angélica (+60), Terenos (+55), Eldorado (+54), Cassilândia (+51) e Anastácio (+49).
UFN 3
Sobre a transferência do controle acionário da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN 3), em Três Lagoas (MS), da Petrobras para o conglomerado russo Acron Group, ele destaca que ainda está no aguardo das decisões no sentido da retomada do empreendimento. “O início da operação dessa indústria é um sonho para Mato Grosso do Sul e estamos acompanhando o desenrolar dessas negociações. Há tempos estamos aguardando uma notícia positiva nesse sentido e, por isso, estamos atuando para a implantação do porto seco em Três Lagoas, cujas as tratativas já estão em andamento. Espero que no máximo em 2020 tenhamos esse porto em funcionamento para atender todas as indústrias da região”, disse.
Sérgio Longen completa que a obra de construção da UFN 3 deve ser mesmo concluída e a indústria entrará em operação em Três Lagoas o mais breve possível, faltando apenas ajustes com relação às datas, o que deve aumentar ainda mais a geração de empregos pelo setor no Estado. “O novo Brasil se desenha com trabalho e não com assistencialismo, é bom deixar isso bem claro. As indústrias precisam cada vez mais de profissionais, todas as empresas hoje têm vagas para profissionais qualificados ou altamente capacitados, os cursos são os mais variáveis, em todos os segmentos da indústria, por isso, temos estruturado as unidades do Sesi e Senai para atender essas demandas em todas as regiões de Mato Grosso do Sul”, garantiu.
O empresário completa que é importante reforçar que somente o trabalhador qualificado terá garantido uma vaga no mercado. “Infelizmente, o nosso grande desafio no Brasil ainda é a qualificação profissional. Hoje, a indústria tem buscado profissionais qualificados em várias áreas, como mecânicos, eletricistas, encanador, pedreiro, enfim, são inúmeras vagas e oportunidades no mercado para pessoas qualificadas. Quem mais sofre é quem não tem uma formação adequada, pois nós temos hoje na indústria várias vagas, o que temos notado é falta de interesse dos trabalhadores nessa qualificação”, lamentou.
O presidente da Fiems destaca que a Indústria 4.0 já chegou ao Estado e está aí cobrando resultados. “Ou a empresa se adapta ou fica fora do mercado. A Indústria 4.0 não é inimiga do trabalhador, ela gera oportunidades de vagas e melhores salários e as pessoas não perceberam isso ainda. É muito importante que os trabalhadores busquem a oportunidade de qualificação, gratuitas ou não”, ressaltou, informando que somente o Senai abriu neste ano 42.596 vagas em diversos cursos de formação profissional e, até o momento, já foram preenchidas 44.182 vagas, obrigando a instituição a disponibilizar mais 2.100 vagas até o fim deste ano para suprir a demanda.
A Prefeitura Municipal de Dourados, por intermédio do PROCON – Programa Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor realizou pesquisa de preços dos produtos que compõem a cesta básica em dez supermercados da cidade de Dourados, nos dois primeiros dias de outubro.
Segundo o diretor administrativo do PROCON Antônio Marques “nesta pesquisa, foram coletados preços de 28 itens, sendo considerados para levantamento produtos pré-definidos” Os itens estão sendo divulgados nesta pesquisa.
Os produtos apresentaram variação significativa de um estabelecimento para outro, onde a batata kg apresentou diferença de 121,78% entre o menor e o maior preço; a cebola Kg teve diferença de 174,58% entre o menor e o maior preço; e a farinha de mandioca 1 Kg teve diferença de 389,94%; o sal Kg teve diferença de 260,87%; já a dúzia de ovos apresentou diferença de 117,06%.
Foram encontrados quinze produtos com diferença superior a 100% entre os estabelecimentos com menor preço para o maior, como, por exemplo, a goiabada, o papel higiênico, o extrato de tomate e erva mate tereré. A diferença do estabelecimento com menor preço e o de maior preço nesta pesquisa é de 34,1%.
Em relação á pesquisa do mês de setembro de 2019 houve queda de 4,68% no valor global dos produtos. Sendo que a cebola apresentou queda de 41,32% e a batata abaixou 15,67%.
“O consumidor deve ficar atento às especificações contidas na embalagem: prazo de validade, composição e peso líquido do produto e maiores informações pelos telefones 3411-7754 e 151”, finalizou Antônio Marques.
De cada 10 empregos gerados no país em agosto deste ano, oito foram nos pequenos negócios. Esse é o dado revelado em análise feita pelo Sebrae, com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia. Em Mato Grosso do Sul, das 1.152 vagas de trabalho formais criadas no mês passado, as micro e pequenas empresas (MPE) foram responsáveis por 1.042, o que corresponde a 90% do total.
O setor de Serviços continua liderando a geração de empregos no país, resultado também verificado em MS. No estado, o setor foi responsável por 571 vagas em agosto; seguido por Indústria da Transformação, com 499 oportunidades; Comércio com 105 e Construção Civil com 74. Para o diretor de operações do Sebrae/MS, Tito Estanqueiro, o resultado sinaliza, também, uma retomada do crescimento econômico, uma vez que o setor da construção está diretamente relacionado a investimentos em infraestrutura.
“Os pequenos negócios pela sua facilidade no processo de retomada econômica que o Brasil está começando a viver, eles rapidamente contratam. Nós temos um resultado importante com o setor da Construção Civil e a Indústria da Transformação. Construção depende de tijolo, tela, cimento, isso por si só já levanta a Indústria da Transformação que por sua vez, retroalimenta o Comércio”, explica o diretor.
Dados nacionais
Em todo o país, o levantamento aponta que as MPEs criaram 95.587 vagas de trabalho no mês passado, enquanto as médias e grandes corporações geraram um quarto desse saldo. Incorporando ao total de contratações feitas pela administração pública, o número de novos postos de trabalho foi de 121.387, com os pequenos negócios respondendo por quase 80% desse total, o melhor saldo do mês de agosto dos últimos cinco anos.
No acumulado de janeiro a agosto, os pequenos negócios geraram 541,7 mil empregos, saldo 15 vezes maior que o registrado pelas médias e grandes empresas, tendo superado, ainda, em 6% o registrado pelos pequenos negócios no mesmo período do ano passado.
Já o saldo de vagas nas corporações de maior porte foi de 35,1 mil contratações com carteira assinada, nesse mesmo período. O resultado é 58% menor do que elas haviam registrado em 2018. O volume de postos de trabalho gerados pelas MPE no mês passado superou em 117% o saldo de julho e em 14,5% o resultado do mesmo mês em 2018.
Quem trabalhou com carteira assinada entre 1971 e 4 de outubro de 1988 começa a receber hoje (19) as cotas do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). A Caixa Econômica Federal, que administra o PIS, e o Banco do Brasil (BB), que administra o Pasep, começam a depositar o dinheiro nas contas dos correntistas das duas instituições.
Os demais cotistas poderão fazer os resgates conforme calendário divulgado pela Caixa e o Banco do Brasil. Segundo a Medida Provisória (MP) 889/2019, os recursos do fundo ficarão disponíveis para todos os cotistas, sem limite de idade. Diferentemente dos saques anteriores, agora não há prazo final para a retirada do dinheiro.
A MP facilita o saque por herdeiros, que passarão a ter acesso simplificado aos recursos. Eles terão apenas de apresentar declaração de consenso entre as partes e a declaração de que não existem outros herdeiros conhecidos.
Segundo a Caixa, 10,4 milhões de trabalhadores terão direito ao saque das cotas do PIS. O pagamento deve injetar até R$ 18,3 bilhões na economia brasileira. Hoje, o crédito automático será feito apenas para quem tem conta corrente ou poupança no banco. Em 26 de agosto, será a vez de os cotistas a partir de 60 anos poderem sacar. O pagamento aos trabalhadores com até 59 anos começará em 2 de setembro.
O saque de até R$ 3 mil poderá ser feito nas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e nos terminais de autoatendimento, utilizando o cartão Cidadão, com senha. Outra opção é nas agências da Caixa. Acima de R$ 3 mil, somente nas agências da Caixa.
O PIS atende aos trabalhadores da iniciativa privada. Para saber se tem direito às cotas do fundo, o correntista deve consultar o endereço www.caixa.gov.br/cotaspis.
Pasep
No caso do Pasep, administrado pelo Banco do Brasil, estão disponíveis para saque R$ 4,5 bilhões pertencentes a 1,522 milhão de cotistas. Cerca de 30 mil participantes receberão automaticamente o dinheiro hoje. O Pasep atende a servidores públicos, militares e trabalhadores de empresas estatais.
Os cotistas clientes de outras instituições financeiras, com saldo de até R$ 5 mil, poderão transferir o saldo da cota por meio de Transferência Eletrônica de Documento (TED), sem nenhum custo, a partir de 20 de agosto. Os demais cotistas, assim como herdeiros e portadores de procuração legal, poderão realizar os saques diretamente nas agências do BB, a partir de 22 de agosto.
A opção de transferência oferecida pelo BB pode ser feita tanto pela internet, no endereço eletrônico www.bb.com.br/pasep, quanto pelos terminais de autoatendimento. O cotista ainda pode obter informações por meio da Central de Atendimento BB, pelos telefones 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) ou 0800-729-0001 (demais localidades).
Todo ano, movimento no Procon dobra durante o período da campanha ‘Saindo do Sufoco’(Foto - Divulgação)
O Procon de Dourados, órgão de defesa do consumidor, já está preparando a quinta edição da campanha Saindo do Sufoco, que tem como objetivo dar ao consumidor a oportunidade de ‘sair do vermelho’.
Este ano, a campanha de renegociação de dívidas será no período de 02 a 10 de setembro, e a expectativa é de recuperar a saúde financeira de centenas de consumidores. O evento conta com o apoio da Aced (Associação Comercial e Empresarial de Dourados).
Bancos, cartões de créditos, lojas de telefonia, grandes empresas do varejo local, além de outros segmentos, já aderiram à campanha, que também é em homenagem ao aniversário do Código de Defesa do Consumidor.
“Trata-se de um mutirão do Procon, com a colaboração de diversos fornecedores, entre instituições financeiras, de telefonias e outras, destinado aos consumidores que têm débitos e pretendem negociá-los”, afirma o diretor do Procon Antônio Marcos Marques.
Ainda segundo o procurador, este mutirão é realizado para devolver aos consumidores da cidade de Dourados o poder de compra, em meio à crise econômica que vivemos, e tem o objetivo de sensibilizar os consumidores sobre a importância da educação financeira na prevenção do superendividamento.
O consumidor que quiser renegociar débitos com bancos, telefonias, serviços essenciais, deve procurar o Procon, que o órgão intermediará a negociação. É preciso levar documentos referentes à sua dívida e documentos pessoais.
O endereço do Procon em Dourados é Rua Joaquim Teixeira Alves, 772, Centro, e os telefones são 3411-7754 ou 151.
Com a constante redução da compra de gás natural da Bolívia e o crescimento vegetativo das despesas, a saúde financeira de Mato Grosso do Sul ainda inspira cuidados para conseguir manter a folha de pagamento dos servidores em dia, pagar fornecedores e fazer investimentos em áreas prioritárias. Um crescimento contábil foi registrado em junho, mas, na prática, o quadro clínico continua preocupante. O diagnóstico é do secretário de Estado de Fazenda, Felipe Mattos.
“Existe uma preocupação muito grande com relação ao gás natural. A queda de ICMS é muito grande. Há algum tempo. No último mês, a queda girou em torno de R$ 50 milhões, em relação ao mesmo período do ano passado. A importância do gás [para a economia] vem diminuindo do que se tinha anteriormente, e o Estado tem que encontrar alternativas. O gás preocupa. Já representou 25% da arrecadação; hoje chega a 10%. É uma receita importante que o Estado vem perdendo”, afirmou.
Relatório contábil publicado nesta quinta-feira (25) no Diário Oficial do Estado mostra uma farta recuperação em junho, de R$ 145 milhões, e uma receita de R$ 1,028 bilhão. Os números são reais, só que não significam uma recuperação da economia e das finanças do Estado.
A explicação para o crescimento da receita está em um encontro de contas entre o Tesouro e a Agência de Previdência Social de Mato Grosso do Sul (Ageprev). Há 12 meses, o Imposto de Renda retido na fonte não era repassado ao Tesouro. Por conta disso, o Tesouro também não fazia o pagamento de valores relativos ao déficit financeiro.
Em junho, as contas de ambos foram regularizadas. O governo passou R$ 205 milhões para a Agência de Previdência e recebeu R$ 208 milhões, de IR. No prontuário, a arrecadação inflou, de um mês para outro, mas as despesas também, na mesma medida.
“O Imposto de Renda é um tributo de competência federal, mas, por regramento constitucional de repartição de receita, 100% do produto da arrecadação de imposto retido na fonte pertence ao Estado e aos municípios. Então, todo aquele valor que o Estado paga e retém o Imposto de Renda, isso pertence ao Estado. O que acontecia, na prática, é que a Ageprev estava pagando os aposentados, retendo o IR, mas esse valor não estava sendo recolhido ao Tesouro. O Estado também, por conta disso, não estava fazendo o pagamento de alguns valores relativos ao déficit financeiro. Obrigações patronais estavam em dia, mas esse valor não estava sendo repassado. O Tesouro conseguiu pagar o déficit previdenciário e a Ageprev pagou esse Imposto de Renda, saldando assim a dívida de ambas as partes. Mas não é um dinheiro novo”, explicou Felipe Mattos.
Em cinco meses, o setor industrial de Mato Grosso do Sul, que é composto pelas indústrias de transformação, de extrativismo mineral, de construção civil e de serviços de utilidade pública, já acumula saldo positivo na geração de empregos de 2.552 novos postos de trabalho, conforme aponta levantamento realizado pelo Radar Industrial da Fiems. De acordo com os dados disponibilizados, de janeiro a maio, as indústrias do Estado registram saldo positivo graças às 26.174 contratações e 23.622 demissões.
Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, nos últimos 12 meses, o saldo também segue positivo, com a abertura de 1.740 postos de trabalho na indústria estadual, que é resultado de 57.223 contratações e 55.483 demissões. “No mês de maio, o saldo também foi positivo em 332 postos de trabalho, fruto de 4.963 contratações e 4.631 demissões”, acrescentou.
Principais segmentos
O economista relata que, no ano, o saldo positivo pode ser creditado às indústrias de alimentos e bebidas (+991), química (+628), da construção (+590), da borracha, couros, peles e similares (+86), do papel, papelão, editorial e gráfica (+85), extrativa mineral (+78) e de produtos minerais não metálicos (+72). “Com relação aos últimos 12 meses, o saldo positivo é relativo às indústrias de alimentos e bebidas (+1.866), metalúrgica (+172), extrativa mineral (+159) e mecânica (+138)”, citou, completando que no mês de maio os melhores desempenhos foram nas indústrias de alimentos e bebidas (+114), do papel, papelão, editorial e gráfica (+102), química (+72) e da construção (+71).
Ezequiel Resende acrescenta que, graças a esse bom desempenho, o conjunto das atividades industriais em Mato Grosso do Sul encerrou maio de 2019 com 123.579 trabalhadores empregados, indicando elevação de 0,26% em relação ao mês anterior, quando o contingente ficou em 123.261 funcionários. “Atualmente a atividade industrial responde por 19% de todo o emprego formal existente em Mato Grosso do Sul, ficando atrás dos setores de serviços, que emprega 194.621 trabalhadores com participação equivalente a 29,9%, da administração pública, com 133.910 empregados ou 20,6%, e comércio, com 127.265 empregados ou 19,6%”, pontuou.
Detalhamento
Em Mato Grosso do Sul, de janeiro a maio, 117 atividades industriais apresentaram saldo positivo de contratação, proporcionando a abertura de 3.821 vagas geradas pelos segmentos de fabricação de álcool (+680), abate de suínos, aves e outros pequenos animais (+482), abate de reses, exceto suínos (+468), obras de engenharia civil não especificadas anteriormente (+216), serviços especializados para construção não especificados anteriormente (+206), obras de terraplenagem (+127), fabricação de açúcar em bruto (+116) e catering, bufê e comida preparada (+106).
Em relação aos municípios, constata-se que em 47 deles as atividades industriais registraram saldo positivo de contratação no período de janeiro a maio de 2019, proporcionando a abertura de 3.050 vagas, com destaque para Campo Grande (+429), Naviraí (+410), Aparecida do Taboado (+372), Itaquiraí (+205), Maracaju (+193), Paranaíba (+161), Sidrolândia (+153), Coxim (+152), Chapadão do Sul (+115), Corumbá (+102), Nova Andradina (+101), Dourados (+84), Bataguassu (+81), Paraíso das Águas (+67) e Nova Alvorada do Sul (+56). Por outro lado, em outros 26 municípios as atividades industriais registraram saldo negativo, proporcionando a fechamento de 498 vagas, sobressaindo Selvíria (-98), Três Lagoas (-95) e Ponta Porã (-52).
A Prefeitura de Dourados, por intermédio do Procon (Programa Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor) realizou pesquisa de preços dos produtos que compõem a cesta básica em 10 supermercados da cidade. O levantamento foi feito nesta terça-feira, 2 de julho.
Nesta pesquisa foram coletados preços de 28 itens, sendo considerados para levantamento produtos pré-definidos. Os itens estão sendo divulgados nesta pesquisa.
Os produtos apresentaram variação significativa de um estabelecimento para outro. O quilo da batata apresentou diferença de 616,49% entre o menor e o maior preço; o quilo da cebola teve diferença de 405,15% entre o menor e o maior preço; o quilo da carne bovina (paleta) teve diferença de 150,19%; a dúzia de ovos teve diferença de 163,88%; já o alho, 200 gramas, apresentou diferença de 226,02%.
Foram encontrados 20 produtos com diferença superior a 100% entre os estabelecimentos com menor preço para o com maior, como, por exemplo, o sal, o sabão em pó, a goiabada e o creme dental.
A diferença do estabelecimento com menor preço e o de maior preço nesta pesquisa é de 83,7%.
Em relação á pesquisa do mês de junho de 2019 houve alta de 4,01% no valor global dos produtos.
O Procon alerta que o consumidor deve ficar atento às especificações contidas nas embalagens, como, por exemplo, prazo de validade, composição e peso líquido do produto.
O telefone do órgão de defesa do consumidor é 3411-7754 ou 151.
Os trabalhadores por conta própria no país chegaram a 24 milhões de pessoas no trimestre encerrado em maio deste ano. O número é 1,4% superior ao registrado no trimestre encerrado em fevereiro deste ano (mais 322 mil pessoas) e 5,1% maior do que o observado no trimestre finalizado em maio de 2018 (mais 1,17 milhão de pessoas).
O contingente de trabalhadores autônomos no Brasil é recorde da série histórica, iniciada em 2012. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada hoje (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O crescimento desses trabalhadores contribuiu para o aumento da população ocupada como um todo, que ficou em 92,9 milhões de pessoas, 1,2% superior (mais 1,07 milhões de pessoas) ao trimestre anterior e 2,6% a mais (2,36 milhões de pessoas a mais) do que no trimestre encerrado em maio do ano passado.
A taxa de desemprego ficou em 12,3%, abaixo dos 12,4% de fevereiro e dos 12,7% de maio de 2018.
Outro segmento que puxou o crescimento da população ocupada foi o de empregados sem carteira assinada. No trimestre encerrado em maio deste ano, eles somaram 11,4 milhões de pessoas, crescendo em ambas comparações temporais: 2,8% (mais 309 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 3,4% (mais 372 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2018.
O número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) foi 33,2 milhões de pessoas, ficando estável frente ao trimestre anterior e subindo 1,6% (mais 521 mil pessoas) frente a maio de 2018.
O rendimento médio real habitual do trabalhador ficou em R$ 2.289, uma queda de 1,5% em relação ao trimestre encerrado em fevereiro deste ano, mas estável na comparação com maio de 2018. A massa de rendimento real habitual chegou a R$ 207,5 bilhões, estável em relação a fevereiro, mas 2,4% superior a maio do ano passado.
Subutilização
A população fora da força de trabalho (64,7 milhões de pessoas) caiu 1,2% em relação a fevereiro, mas permaneceu estável em relação a maio de 2018.
A população subutilizada, isto é, aquelas pessoas que estão desempregados, que trabalham menos do que poderiam, que não procuraram emprego mas estavam disponíveis para trabalhar ou que procuraram emprego mas não estavam disponíveis para a vaga, mais uma vez é recorde para a série histórica.
O contingente dessa população chegou a 28,5 milhões de pessoas no trimestre encerrado em maio deste ano, 2,7% a mais do que em fevereiro deste ano e 3,9% a mais do que em maio do ano passado. “As pessoas estão trabalhando, mas mais de 60% manifestam uma vontade de trabalhar mais e essa vontade não está sendo atendida. O mercado não absorve essa pressão”, disse a pesquisadora do IBGE Adriana Beringuy.
A taxa de subutilização ficou em 25%, superior aos 24,6% de fevereiro e de maio do ano passado. O número de pessoas desalentadas, isto é, aquelas que que desistiram de procurar emprego, ficou estável (em ambas comparações temporais) em 4,9 milhões, também um patamar recorde na série histórica.
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