terça-feira, 24 de março de 2026

Número de ausentes no 2º domingo de Enem sobe para 21,5 mil em MS

Campo Grande News

 

Abertura dos portões na Uniderp, nesse domingo (10), quando 48.855 fizeram provas (Foto: Fernanda Palheta)

No primeiro domingo de Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010, 17.655 perderam as provas de linguagens e ciências humanas, abstenção de 25,1%. O número subiu para 21.541 nesse domingo (10), 30,6% dos 70.396 inscritos em Mato Grosso do Sul.

 

De acordo com o MEC (Ministério da Educação), esta edição teve o maior percentual de presentes na história, 72,9%, superando a edição de 2015 — 72,67%. Compareceram ontem 3,7 milhões dos 5,1 milhões de inscritos.

 

Também no primeiro dia de provas houve recorde de participantes. O índice de presentes ficou em 76,9% e até então, o melhor resultado havia sido em 2018: 75,24%. A contagem, segundo o MEC, é realizada desde 2009, quando o Enem adquiriu o formato atual. De 1998 a 2008, havia só um dia de exame.

 

No Brasil, 371 candidatos foram eliminados e na semana passada, outros 376 participantes já haviam sido desclassificados. Contando os dois dias, portanto, são 747 candidatos excluídos. O MEC não divulgou número de eliminados por Estado.

 

Também foram 76 ocorrências de problemas de logística. A lista inclui emergências médicas, queda de energia elétrica, interrupção no abastecimento de água, desastres naturais, entre outros. Quem se sentir prejudicado pode solicitar a reaplicação. O pedido deve ser feito de 11 a 18 de novembro, por meio da Página do Participante. A resposta do Inep sai em 27 de novembro e a reaplicação da prova do Enem está marcada para 10 e 11 de dezembro.

 

Para quem conseguiu fazer as provas normalmente, os gabaritos serão divulgados no dia 13 de novembro.

 

 

Enem disponibilizará atendimento especial a mais de 50 mil candidatos

Agência Brasil

 

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2019 disponibilizará atendimento especializado a mais de 50 mil participantes que manifestaram necessidades especiais para fazer o exame. O número equivale a 1% dos 5,1 milhões de inscritos. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC) e responsável pela aplicação da prova, oferece 15 recursos para que as pessoas com deficiência realizem as provas com comodidade.

 

Entre os recursos oferecidos pelo Inep, estão: apoio para pernas e pés; mesa para usuários de cadeira de rodas; salas de fácil acesso; e prova impressa em braile. Para os participantes com baixa visão, o instituto também disponibiliza as provas nas modalidades ampliada ou superampliada,ou seja, impressas com fontes caligráficas e imagens aumentadas. Os candidatos que apresentaram também laudo, declaração ou parecer que comprovando a necessidade de tempo adicional poderão dispor de um acréscimo de 60 minutos para fazer as provas.

 

De acordo com o MEC, uma inovação no Enem 2019 foi a possibilidade de o participante informar, no ato de inscrição, que usa aparelho auditivo ou implante coclear. O Inep registrou 1.846 usuários inscritos que utilizam um destes dispositivos ou os dois.

 

“A comunidade surda que tem a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeiro idioma realiza a videoprova traduzida em Libras desde 2017. A modalidade permite que o participante faça a prova em notebook, mediante vídeo com enunciados das questões e opções das respostas traduzidas em Libras. Quem faz a videoprova conta com 120 minutos adicionais para cada dia do exame”.

 

Material próprio

 

Em alguns casos, o participante pode levar material próprio no dia do exame, como máquina para a escrita em braile, lupa, reglete, luminária e outros objetos descritos no edital. O participante que solicitou atendimento e apresentou a documentação que comprova essa necessidade poderá utilizar objetos próprios para realizar a prova.Atendimento específico

 

Atendimento específico

 

O Inep confirmou também a inscrição de 5.277 pessoas que terão atendimento específico. Entre elas, estão pessoas em situação hospitalar, gestantes, lactantes e idosos.

 

Data das provas

 

As provas do Enem 2019 serão aplicadas em dois domingos, 3 e 10 de novembro. No dia 3, serão realizadas as provas de linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e ciências humanas e suas tecnologias. No dia 10, as provas serão de ciências da natureza e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias.

Aberto novo cadastro de reserva para professores temporários da Rede Estadual

Portal do MS

 

Até o próximo domingo (25.8) a Secretaria de Estado de Educação (SED) estará realizando o cadastro de reserva dos profissionais que desejam ingressar na Educação Básica e Projetos educacionais, em caráter temporário, na Rede Estadual de Ensino (REE). Disponibilizado no início desta semana, o edital de abertura do processo foi publicado, novamente, na edição n. 9.968 do Diário Oficial do Estado (DOE).

 

Válido somente para os profissionais que não efetivaram o cadastro neste ano, para participar os interessados deverão preencher a Ficha de Cadastramento, disponível no site do Portal do Professor. De acordo com a publicação o preenchimento da ficha ocorrerá somente pela internet, devendo o candidato prestar, fielmente, todas as informações cadastrais e funcionais solicitadas. O requisito mínimo para fazer parte do cadastro é ter formação em curso de licenciatura plena, reconhecido pelo MEC, com a respectiva colação de grau.

 

De acordo com a publicação, os candidatos serão contratados para exercício, em caráter temporário, sob o regime de suplência, da função docente, por atribuição de convocação, nas vagas puras surgidas no decorrer do ano letivo, que será feita em substituição ao professor titular e de acordo com a carga horária do respectivo cargo.

 

Mais informações sobre cadastramento, requisitos e impedimentos, estão disponíveis no Edital do processo, nas páginas 20 e 21 do DOE desta terça-feira, 20 de agosto de 2019.

Professora usa ludicidade como recurso pedagógico em distrito

Assecom

 

De maneira divertida, alunos do 8º Ano da Escola Padre Anchieta interagem durante aula sobre sistema circulatório (Foto - Divulgação)

Na Escola Municipal Padre Anchieta, na Vila Formosa, a professora Janice Muniz Marques de Oliveira vem se destacando nas aulas de Ciências. Ela optou por uma maneira prática e divertida de ensinar e vem trabalhando muito a ludicidade para melhor a aprendizado dos alunos do 8°ano.

 

A professora elaborou questões de formas diferentes como ‘verdadeiro ou falso’, alternativas e perguntas diretas sobre o sistema circulatório para serem usadas na dinâmica da ‘torta na cara’.

 

Ela explica que o intuito é facilitar a assimilação dos alunos sobre sistema circulatório, conteúdo este que já havia sido aplicado em teoria, na sala de aula.

 

Para a atividade, desenvolvida fora da sala de aula, a turma foi dividida por sorteio em dois grupos, que se colocam em duas filas separadas por uma mesa e, assim, como nos programas de TV que envolve estudantes adolescentes, os alunos brincam e aprendem ao mesmo tempo. “Esse sistema pergunta/resposta facilita aos alunos assimilar o conteúdo”, diz a professora.

 

Como incentivo, ainda, o grupo vencedor ganha 1 ponto extra e outro grupo 0,5 ponto. “A pontuação foi forma de avaliar e incentivar o estudo, já que isso seria recompensado e não seria só brincadeira fora de sala de aula”, explica Janice.“A dinâmica deu muito certo, já que os alunos interagiram. Inclusive, na sala tem aluno autista que interagiu muito bem com toda a turma”, completa.

 

Coordenadora da Educação do Campo da Secretaria Municipal de Educação, a professora Angelita Barros aplaudiu a iniciativa de professores desenvolverem atividades lúdicas como recurso pedagógico facilitador da aprendizagem. “Muitos educadores reclamam das dificuldades decorrentes da falta de interesse dos alunos pelos conteúdos e atividades de sala de aula. E esse desinteresse acaba refletindo na aprendizagem e no desempenho dos alunos, deixando os professores desmotivados”, diz, complementando que “estas dificuldades podem ser sanadas através de estudos teóricos sobre o uso da ludicidade através de jogos como uma forma de tornar o processo ensino e aprendizagem mais interessante e prazeroso”.

 

Fies: prazo para renegociação de dívidas termina nesta segunda

Agência Brasil

 

O prazo para renegociação de dívidas com Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) termina hoje (29). A vantagem é que os valores podem ser parcelados por, no mínimo, 48 meses. Antes de abril, quando foi aberto o período para renegociação, só era possível o pagamento à vista.

 

Para pedir a renegociação, os estudantes precisam: ter firmado o contrato com o Fies até o segundo semestre de 2017; estar com as parcelas atrasadas em, no mínimo, 90 dias; e ter contratos em fase de amortização. Além disso, os contratos não podem ser objeto de ação judicial. A depender do tipo contrato, a renegociação também poderá ser feita pelo prazo de amortização.

 

De acordo com o Ministério da Educação, mais de 500 mil alunos estão com os contratos de financiamento na fase de amortização e com atraso no pagamento das prestações. O saldo devedor total alcança o valor de R$ 11,2 bilhões.

 

Para regularizar a situação, os interessados devem procurar a instituição bancária onde o contrato foi assinado. O valor da parcela resultante da renegociação não pode ser inferior a R$ 200. Há ainda a parcela de entrada. O estudante deve pagar ou 10% da dívida consolidada vencida, ou R$ 1.000.

Modelo para RJ e SP, Lei Harfouche “não mudou nada” nas escolas

Campo Grande News

 

Lei Harfouche permite punição para estudantes que cometerem atos de vandalismo e indisciplina (Foto: Marina Pacheco)

Polêmica da concepção até a sanção, a Lei Paz na Escola não impactou na rotina das escolas estaduais após um ano e meio vigente. Na avaliação da SED (Secretaria de Estado de Educação) e de diretores das instituições de ensino, a responsabilização do estudante e a reparação do estrago causado por ele já estava prevista no regimento interno das escolas antes da aprovação da norma.

 

Batizado anteriormente como Lei Harfouche em alusão ao procurador de Justiça Sérgio Harfouche, o texto está em vigor desde janeiro de 2018. A matéria protagonizou debates na Assembleia Legislativa por dois anos até ser aprovada. Grupo de parlamentares defendia que os “castigos” se opunham ao ECA (Estatuto da Criança e Adolescência) e à legislação federal ao delegar aos diretores das escolas a definição de punições aos alunos.

 

A lei prevê a reparação de danos e restauração do patrimônio escolar como atividades educativas para enfrentamento à violência. Segundo o texto, os pais ou responsáveis pelo estudante são obrigados a pagar pelo eventual estrago causado à escola ou aos objetos de colegas e professores.

 

“Para nós a lei não alterou nada”, garante a titular da SED, Maria Cecilia Amendola da Motta. “O que diz a lei é o que está no regimento interno. Na verdade, a gente tem isso a vida inteira. Todo ano a gente muda o regimento e sempre teve a punição”, continua a secretária.

 

O regimento escolar aprovado em janeiro de 2017, um ano antes da aprovação da Lei Paz na Escola, prevê sanções disciplinares como a reparação de danos e restituição financeira quando houver destruição do patrimônio. A normativa dispõe ainda que o aluno pague pelo estrago se for maior de idade.

 

Diretor da Escola Estadual Professor Silvio Oliveira dos Santos e presidente do Conselho dos Diretores das Escolas Estaduais de Campo Grande, Leandro Colombo concorda com a titular da SED. “Mudou pouca coisa mesmo. Tudo que tem na lei já tinha no regimento. Talvez tenha dado um pouco mais de amparo jurídico, mas a gente sempre usa o regimento para aplicar uma punição”.

 

A SED não tem números sobre a quantidade de vezes que a lei foi aplicada. Em nota, a secretaria afirma que conta com um conjunto de ações paralelas à Lei Paz na Escola, como o programa Família na Escola, que abre as portas das instituições de ensino para pais e responsáveis em dias programados no ano letivo.

 

Nesta semana, o governo de São Paulo anunciou que pode copiar a lei sul-mato-grossense. Principal defensor do texto, o procurador Sérgio Harfouche revela que foi procurado também pelo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC) para “importar” a medida. Segundo Harfouche, os deputados estaduais cariocas já debatem um projeto similar.

 

O procurador de Justiça defende a lei. “A aceitação é plena. Dá para ver pelo que os pais expressam a cada reunião. Houve uma conquista para a comunidade escolar. Aqui nós reduzimos drasticamente a violência nas escolas. A ideia é tornar isso natural. Ela trata do óbvio, reparar danos é uma questão de cidadania”.

 

Harfouche justifica ainda que a inserção da reparação de danos no regimento escolar também partiu de uma iniciativa sua. “O legislativo consolidou esse regimento. Alterar o regimento é simples. Alterar a lei é bem mais difícil”.

 

As medidas previstas na Lei Paz na Escola são encampadas por Sérgio Harfouche desde sua atuação como promotor de Justiça. A responsabilização de alunos por atos de vandalismo e indisciplina foi implantada primeiro em Campo Grande, ainda em 2015, após aprovação de projeto apresentado pelo então vereador Herculano Borges (SDD), hoje deputado estadual. A iniciativa foi levada para a Assembleia Legislativa pelo deputado Lidio Lopes (Patriota) naquele mesmo ano.

Debate entre candidatos à reitoria da UEMS ocorre neste sábado

Assessoria

 

O debate entre os (as) candidatos (as) à Reitoria da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) ocorrerá neste sábado (1º de junho), com início às 9h, no auditório da UEMS na Unidade Universitária de Dourados (Bloco A).

 

O evento tem por objetivo principal esclarecer elementos de relevância à Comunidade Universitária da UEMS sobre as intenções e propostas presentes nos Programas de Gestão apresentados por cada candidatura. As chapas serão representadas pelos (as) candidatos (as) que concorrerão diretamente ao cargo de Reitor (a).

 

O debate é realizado pela Comissão composta pelas entidades: ADUEMS (Seção Sindical dos Docentes da UEMS), DCE (Diretório Central de Estudantes), SintaUEMS (Sindicato dos Servidores Técnico-Administrativos da UEMS) e pela Comissão Eleitoral.

 

A equipe que atuará na condução do debate será composta por: um mediador, o jornalista Ginez César, profissional externo ao quadro da UEMS, escolhido pela Comissão Organizadora; Membros da Comissão Organizadora; e Membros da Comissão Eleitoral.

 

Será vedada a manifestação, por meio de gritos, cantos, ofensas, vaias ou qualquer outro meio visual ou sonoro, pelos simpatizantes das candidaturas concorrentes. Qualquer manifestação de simpatizante que desrespeite os princípios descritos poderá ensejar sua responsabilidade penal, civil e/ou administrativa. Será permitido apenas o uso de bottons/adesivos, sendo vedado o uso de faixas, cartazes, camisas, bandeiras ou qualquer outro meio de propaganda eleitoral.

 

Organização do debate

 

O debate será dividido em 6 blocos, já previamente definidos pelas regras deste Edital, com intervalos de dois minutos entre cada bloco.

 

Bloco 1 – Apresentação das Candidaturas

 

Bloco 2 – Perguntas de um candidato (a) a outro (a) candidato (a) sobre temas de interesse da Comunidade Universitária

 

Bloco 3 – Perguntas dos segmentos (Docentes, Técnicos e Discentes) aos candidatos (as) sobre temas de interesse da Comunidade Universitária

 

Bloco 4 – Perguntas de um candidato (a) a outro (a) candidato (a) sobre TEMAS de interesse da Comunidade Universitária

 

Bloco 5 – Perguntas da plateia ao (as) candidatos (as)

 

Bloco 6 – Encerramento

 

O debate será gravado pela Comissão Organizadora e transmitido, ao vivo, via link a ser amplamente divulgado para as Unidades Universitárias e seguimentos pela página do Facebook UEMS Oficial – https://www.facebook.com/uemsoficial/.

 

Será permitida a participação da imprensa para captura de imagens (fotos ou vídeos) e entrevistas para fins jornalísticos antes do início do debate.

 

Chapas concorrentes

 

Disputam a reitoria, três chapas (Divulgação por ordem de sorteio da Comissão Eleitoral):

 

“UEMS presente a força de quem cresce junto”, composta pelos candidatos: Láercio Alves de Carvalho, como reitor, e Celi Corrêa Neres, como vice-reitora.

 

“Renovação juntos para fazer mais pela UEMS”, composta pelos candidatos: Esmael Almeida Machado, como reitor, e Lucélio Ferreira Simião, como vice-reitor.

 

“Inova UEMS”, composta pelos candidatos: Adriana Rochas de Carvalho Fruguli Moreira, como reitora, e Miguel Ângelo Batista dos Santos, como vice-reitor.

Administrativo em greve realiza ato na Coordenadoria Regional de Educação de Dourados

Simted

 

Trabalhadores administrativos de municípios da região participaram da manifestação do movimento paredista (foto: SIMTED Dourados)

Educadores administrativos da Rede Estadual, em greve por tempo indeterminado, realizaram uma manifestação, na manhã desta segunda-feira (30), na sede da Coordenadoria Regional de Educação de Dourados .

 

Administrativos de municípios da região estiveram presentes no ato pela valorização da categoria. Com faixas e cartazes, os trabalhadores se concentraram na Praça Antônio João e dialogaram com a população.

 

Os grevistas seguiram para a Coordenadoria Regional da Secretaria de Estado de Educação, onde manifestaram repúdio contra a desvalorização da categoria, que tem salário inicial menor que o salário mínimo.

 

A greve do administrativo educacional teve início no último dia 20 de maio, completando uma semana de luta. Os servidores administrativos estão com 1/3 do efetivo em greve por tempo indeterminado, conforme determinação judicial.

 

Após tentativa de negociação da categoria, o Governo do Estado anunciou reajuste zero, fim do Abono de R$ 200,00 em 2020 e aumento da jornada de trabalho dos/as trabalhadores.

 

A categoria pleiteia a valorização profissional, com reajuste salarial, incorporação do Abono e manutenção da jornada de trabalho.

 

 

Acadêmicos e professores da UFMS voltam às ruas na quinta-feira em protesto ao corte de verbas

Assessoria

 

Acadêmicos durante protestos no dia 15, em Dourados (Foto - Arquivo/Estado Notícias)

 

Acadêmicos, professores e servidores em geral da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) vão para as ruas na Capital e interior do Estado em protesto aos cortes que o Governo efetuou no orçamento da Educação em todo o País. A UFMS não terá condições de funcionar a partir de agosto, por conta da falta de recursos para despesas essenciais como água, energia elétrica, limpeza e outros serviços.

 

“O corte do orçamento dessa universidade foi de 51,8%, um verdadeiro desastre que compromete todo o ensino público universitário federal não só em Mato Grosso do Sul mas em todo o Brasil”, critica Cléo Gomes, coordenadora geral do SISTA-MS (Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e Institutos Federais de Ensino de MS).

 

O “Ato contra cortes de verbas na Educação” deverá contar com a participação e o apoio de estudantes secundaristas e lideranças de diversos sindicatos e federações que veem na atitude do Governo, de cortar o orçamento da educação, como uma ameaça a todo o ensino no Brasil.

 

As direções do SISTA-MS e da ADUFMS (organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS) estão empenhadas em promover um grande ato no dia 30 na Praça Ary Coelho a partir das 15 horas. Haverá concentração, manifestação pública e depois uma caminhada pela área central da cidade para sensibilizar a opinião pública a entrar e impedir o fim da Educação no Brasil.

 

Waldevino Basílio, coordenador geral do SISTA-MS convoca acadêmicos, alunos secundarias, pais e mães de alunos para engrossar esse protesto em praça pública na quinta-feira(30). “Essa é uma luta que precisamos travar. Caso contrário perdermos e o futuro das nossas crianças estarão comprometidas sem educação de qualidade neste país. As universidades precisam de todo investimento necessário para pagar bem professores, servidores e investir em equipamentos para uma educação cada vez melhor e não reduzir, diminuir cursos e recursos de manutenção”, criticou.

 

Acadêmicos da UFMS estão divulgando panfletos onde destacam que R$ 2,4 bilhões é o valor do congelamento que o MEC efetuou na educação e que afeta diretamente milhões de crianças e jovens, da educação infantil ao médio. “A educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido”, comentou a acadêmica Camila Jara, que está muito preocupada com o possível “fechamento” da UFMS no mês de agosto por falta de verba de manutenção.

 

 

ProUni abre inscrições no dia 11 de junho para bolsas no 2º semestre

Agência Brasil

 

O Programa Universidade para Todos (ProUni) vai abrir inscrições para bolsas de estudo em instituições particulares de ensino superior no dia 11 de junho.

 

O prazo para participar da seleção vai até 14 de junho. A inscrição deverá ser feita pela internet, no site do Prouni. As bolsas de estudo ofertadas são parciais, de 50% do valor da mensalidade, e integrais, de 100%, e são para o segundo semestre deste ano.

 

As bolsas integrais são destinadas a estudantes com renda familiar bruta per capita de até 1,5 salário mínimo. Já as bolsas parciais contemplaram os candidatos que têm renda familiar bruta per capita de até 3 salários mínimos.

 

Podem se inscrever candidatos que não tenham diploma de curso superior e que tenham participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018. Além disso, cada estudante precisa ter cursado o ensino médio completo em escola pública ou em instituição privada como bolsista integral.

 

É preciso ter obtido uma nota mínima de 450 pontos na média aritmética das notas obtidas nas provas do Enem.

 

O cálculo é feito a partir da soma das notas das cinco provas do exame e, depois, dividindo por cinco. Outra exigência é a de que o aluno não tenha tirado zero na redação. Também podem participar do programa estudantes com deficiência e professores da rede pública.

 

A divulgação do resultado da primeira chamada está prevista para 18 de junho deste ano. Já a segunda chamada será no dia 2 de julho.

 

O candidato pré-selecionado deverá comparecer à respectiva instituição de ensino superior para comprovação das informações no período de 18 a 28 de junho, caso tenha sido selecionado na primeira chamada e de 2 a 11 de julho na segunda.

 

A lista de espera, caso as vagas não sejam ocupadas, fica disponível no site para consulta pelas instituições de ensino no dia 18 de julho.

Enem 2019 já tem três milhões de inscritos, aponta Mec

Agência Brasil

 

A edição de 2019 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já atingiu a marca de 3 milhões de inscritos. O balanço foi divulgado pelo Ministério da Educação e contabiliza os inscritos até as 22h de ontem. As inscrições foram abertas no último dia 6 e vão até o dia 17 de maio, pela internet. As provas do Enem serão aplicadas em dois domingos, 3 e 10 de novembro.

 

Do total de inscritos, 63% estão isentos do pagamento da taxa de inscrição. A taxa para o Enem é de R$ 85 e deve ser paga até o dia 23 de maio. O participante terá até 17 de maio para atualizar dados de contato, escolher outro município de provas, mudar a opção de língua estrangeira e alterar atendimento especializado e/ou específico. Após esse prazo, não serão mais permitidas mudanças.

 

O candidato que precisar de atendimento especializado e específico deve fazer a solicitação durante a inscrição. O prazo para pedidos de atendimento por nome social vai de 20 e 24 de maio.

 

Quem já concluiu o ensino médio ou vai concluir este ano pode usar as notas do Enem, por exemplo, para se inscrever em programas de acesso à educação superior como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Programa Universidade para Todos (ProUni) ou de financiamento estudantil.

 

A prova também pode ser feita pelos chamados treineiros – estudantes que vão concluir o ensino médio depois de 2019. Neste caso, os resultados servem somente para autoavaliação, sem possibilidade de o estudante concorrer efetivamente às vagas na educação superior ou para bolsas de estudo. Esses participantes devem declarar ter ciência disso já no ato da inscrição.

 

Dicas de Estudo

Para reforçar o conhecimento dos candidatos, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) oferece várias estratégias gratuitas, como o Questões Enem, no qual os estudantes têm acesso a um atualizado banco de dados que reúne provas de 2009 até 2018. O site permite a resolução das questões online, com o recebimento do gabarito. Já pelo perfil EBC na Rede, é possível acompanhar a série Caiu no Enem.

Aprovada Lei que insere Educação Financeira nas escolas de MS

Assessoria

 

Deputado Marçal Filho é o autor da Lei sobre Educação Financeira no Ensino Médio (Foto: Luciana Nassar)

Projeto de Lei 25/2019 que assegura Educação Financeira nas escolas do Ensino Médio em Mato Grosso do Sul foi aprovado nesta quinta-feira (02) na Assembleia Legislativa. De autoria do deputado estadual Marçal Filho (PSDB), a proposta é a de que disciplinas poderão contemplar os princípios de planejamento, gerenciamento, avaliação e controle da economia pessoal e familiar, oportunizando a obtenção de informação, formação e orientação para o desenvolvimento de competências financeiros do cidadão.

 

A implementação do tema tem como objetivo oportunizar aos estudantes, segundo o deputado, o aprendizado dos principais conteúdos programáticos relativos ao assunto, buscando orientar os alunos sobre o planejamento das finanças pessoais e familiares de modo sustentável, equilibrado e econômico, evitando o desperdício e valorizando o consumo com base em critérios financeiros racionais.

 

Aprovado em primeira votação por unanimidade dos deputados estaduais, o projeto segue para segunda apreciação, devendo repetir os votos, para então ser enviado ao Governo do Estado para ser sancionado. Conforme explica Marçal Filho, com as expressivas mudanças ocorridas no mercado brasileiro ao longo dos últimos anos, e o consequente desenvolvimento de novos instrumentos financeiros, acentuou-se a necessidade dos indivíduos e suas famílias compreenderem, cada vez mais, os conceitos financeiros, para embasar as suas decisões de investimento e de financiamento e ampliar o seu bem-estar econômico e social.

 

Conforme a Lei, a inclusão do tema sobre finanças nos componentes curriculares do Ensino Médio deve ocorrer em caráter complementar, podendo ser desenvolvido por meio de palestras, atividades interdisciplinares, leitura e interpretação de textos com informações sobre a temática. O conteúdo programático poderá ser elaborado pela Secretaria de Estado de Educação.

 

É no Ensino Médio, conforme Marçal Filho, que o estudante passa a ter maior relação com o dinheiro, pois muitos ingressam no mercado de trabalho, em estágios, e passam a ter a remuneração pecuniária, o que demonstra a pertinência do tema ser abordado nesta etapa da educação básica.

 

 

Termina hoje prazo para inscrição no Vale Universidade

Portal do MS

 

Até às 16h desta segunda-feira (22.4) o acadêmico já matriculado em Instituição de Ensino Superior (IES), conveniada ao Vale Universidade, pode realizar sua inscrição no Processo Seletivo 2019. O período de inscrição não será prorrogado.

 

As inscrições no Programa Vale Universidade (PVU) são realizadas por meio do site da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast) – www.sedhast.ms.gov.br, e o edital completo pode ser conferido aqui.

 

A partir deste processo seletivo a apresentação do comprovante da inscrição e/ou atualização do Cadastro Único do Governo Federal (CadÚnico), realizado no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) da sua região, é obrigatória.

 

Processo Seletivo 2019

 

Poderá se inscrever no Vale Universidade o acadêmico que comprove renda individual igual ou inferior a R$ 1.448,00 (um mil, quatrocentos e quarenta e oito reais) e renda familiar mensal não superior a R$ 2.896,00 (dois mil, oitocentos e noventa e seis reais).

 

O edital traz ainda que é assegurado à Administração Pública o direito de verificar as informações prestadas pelo interessado por meio de visitas à residência, ao local de trabalho ou à instituição de ensino superior onde o candidato e beneficiário estiver matriculado.

 

Para o acadêmico da universidade privada, 70% do valor da mensalidade serão repassados pelo Governo do Estado diretamente para a IES, e 20% (vinte) por cento do valor da mensalidade serão deduzidos pela instituição de ensino superior privada conveniada ao Vale Universidade, totalizando 90%.

 

No caso do acadêmico da universidade pública, o valor do benefício social será equivalente à média do valor do benefício, depositado pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, diretamente, na conta bancária do acadêmico beneficiário.

 

Estágio

 

O acadêmico habilitado deverá ainda realizar estágio com carga horária de 20 horas semanais, cumpridas em jornadas de quatro horas diárias no período matutino ou vespertino, compatíveis com o horário escolar, nas instituições indicadas pela Sedhast.

TCE mantém suspensão de empresa em licitação dos kits escolares em MS

Campo Grande News

 

O TCE (Tribunal de Contas do Estado) manteve decisão que havia desclassificado a empresa Brink Mobil Equipamentos Educacionais Ltda da licitação para aquisição dos kits escolares da rede estadual, estimado em R$ 21,578 milhões. Na decisão, os conselheiros determinaram, ainda, a quebra do sigilo do processo licitatório, disputa que atrasou a entrega dos kits escolares a parte dos 230 mil alunos das 366 escolas da rede estadual.

 

A determinação é da 1ª sessão reservada do Tribunal Pleno é de 3 de abril e foi publicada na edição de ontem do Diário Oficial do TCE.

 

A Brink Mobil foi a vencedora do certame e deveria entregar os kits escolares no início de 2019, porém, o resultado foi contestado pela empresa Guardian Comercial e Serviços Eireli, segunda colocada na disputa. A alegação é que a concorrente não entregou laudos exigidos no edital, entre eles, o que comprove o uso de aditivo oxibiodegradável.

 

O conselheiro Osmar Domingues Jeronymo, relator do processo, manteve a decisão inicial de 19 de fevereiro, com a desqualificação da Brink Mobil. A Guardian assumiu a execução dos kits, porém, tem prazo de até 60 dias, conforme cronograma já previsto em edital. Parte dos alunos recebeu kits que estavam no estoque da Secretaria Estadual de Educação, mas muitos ainda não têm material, índice não repassado pelo governo.

 

Desde que foi aberta, a licitação enfrentou vários entraves. Em outubro de 2018, a própria Brink Mobil havia contestado o processo, sob alegação de direcionamento na especificação dos itens. O argumento foi deferido pelo TCE, que chegou a suspender o certame. Após o resultado, foi a vez da Guardain pedir pela desqualificação da concorrente.

 

O valor da compra é estimado, conforme anteriormente informado pela SAD (Secretaria Estadual de Administração), em R$ 21.578.700,00 para quatro tipos de kits. São 65 mil para séries iniciais, 110 mil para séries finais do ensino fundamental, 130 mil para ensino médio, profissionalizante e EJA (Educação de Jovens e Adultos), e 10 mil kits para educação inclusiva e de baixa visão.

Educadores de Dourados aderem à paralisação nacional contra a Reforma da Previdência

Assessoria SIMTED

 

 

Profissionais da educação debateram a Reforma da Previdência durante assembleia no SIMTED (Foto: SIMTED Dourados)

Trabalhadores em educação de Dourados (MS) aprovaram, durante assembleia no SIMTED na tarde desta quinta-feira (14), adesão à Paralisação Nacional contra a “Reforma da Previdência”, convocada pelas centrais sindicais. Na próxima sexta-feira, dia 22 de março, educadores das redes Municipal e Estadual de Dourados se unem a profissionais da educação de todo o país e outras categorias de trabalhadores para o dia de luta em defesa da Previdência.

 

Na avaliação da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), “a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 06/2019) que o governo de Jair Bolsonaro entregou ao Congresso Nacional é muito pior do que a do ilegítimo Michel Temer”. A PEC da reforma de Bolsonaro dificulta o acesso e reduz o valor dos benefícios ao estabelecer a obrigatoriedade da idade mínima de 65 anos para os homens, 62 para as mulheres e aumenta o tempo de contribuição de 15 para 20 anos, além de retirar da Constituição o sistema de Seguridade Social brasileiro.

 

Educação – Para os professores e as professoras em efetivo exercício na educação básica as regras para os futuros docentes (redes públicas e privada) exigirão 60 anos de idade e 30 anos de contribuição, para ambos os sexos! Já a regra de transição para os/as atuais professores/as do nível básico em efetivo exercício foi piorada, exigindo-se, por exemplo, no caso dos servidores públicos, a idade mínima de 60 anos (ambos os sexos) para se obter a integralidade dos proventos, aos que ingressaram até 31.12.2003. Para todos os demais, inclusive aqueles que ingressaram na data supracitada mas que não alcançarem 60 anos de idade, valerá a regra geral de 60% do total da média remuneratória, a partir dos 20 anos de contribuição, acrescido de 2% a cada ano adicional, podendo totalizar 100% da remuneração aos 40 anos de contribuição.

 

Tal como apontado nas análises anteriores da CNTE, a equiparação de idade para os docentes da educação básica não corresponde ao histórico compromisso do Estado brasileiro em reconhecer as peculiaridades da profissão, especialmente o desgaste físico e emocional das professoras que compreendem cerca de 80% da categoria. E a CNTE atuará fortemente no Congresso Nacional para reverter essa verdadeira perseguição às docentes do país.

 

MOBILIZAÇÕES

 

Em Dourados, educadores se unem a outras categorias em uma manifestação, a partir das 8 horas, na Praça Antônio João.

 

Em Campo Grande, trabalhadores realizarão ato na Praça do Rádio Clube, às 9 horas.