sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Afastamentos por transtornos mentais disparam no Brasil e acendem alerta sobre saúde mental no trabalho

Por trás de planilhas e estatísticas, um problema silencioso vem se tornando cada vez mais visível no Brasil: o adoecimento mental relacionado ao trabalho. Dados recentes analisados pela Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT) mostram que os afastamentos por transtornos mentais cresceram quase 80% em apenas dois anos, entre 2023 e 2025, gerando um custo estimado de R$ 954 milhões em benefícios pagos pelo INSS.

Segundo o levantamento, depressão e transtornos de ansiedade lideram as causas de afastamento, refletindo uma combinação de fatores como sobrecarga laboral, insegurança profissional, jornadas extensas e dificuldade de acesso a cuidados preventivos em saúde mental.

Para o médico residente em Psiquiatria Lucas Pacini, os números escancaram um problema que já vinha sendo observado na prática clínica. “Esses dados não surgem do nada. Eles refletem pessoas que passaram meses — às vezes anos — ignorando sinais claros de esgotamento emocional, acreditando que o sofrimento fazia parte da rotina profissional”, afirma.

Pacini destaca que, em muitos casos, o afastamento ocorre apenas quando o quadro já se tornou incapacitante. “Existe uma cultura de normalização da ansiedade, da insônia e do cansaço extremo. O problema é que o corpo e a mente têm limites. Quando esses limites são ultrapassados de forma contínua, o adoecimento se instala”, explica.

O médico ressalta que transtornos como burnout, depressão e ansiedade não aparecem de forma abrupta. “Eles se constroem aos poucos, em silêncio. A pessoa continua trabalhando, produzindo, cumprindo metas, mas já está funcionando no automático. Quando finalmente busca ajuda, muitas vezes já precisa se afastar”, diz.

Além do impacto financeiro para a Previdência Social, Pacini chama atenção para o custo humano do problema. “Cada afastamento representa alguém que perdeu qualidade de vida, autonomia e, em muitos casos, identidade profissional. A conta não é só econômica — é emocional, familiar e social.”

Para o psiquiatra, os dados reforçam a necessidade de mudar a lógica de cuidado em saúde mental no ambiente de trabalho. “Psiquiatria não deve ser vista como último recurso, quando tudo já desmoronou. Ela também é prevenção. Identificar sinais precoces e intervir antes do colapso reduz afastamentos, recaídas e sofrimento”, afirma.

Pacini defende que empresas e trabalhadores precisam abandonar a ideia de que buscar ajuda é sinal de fraqueza. “Cuidar da saúde mental é uma estratégia de sustentabilidade humana. Nenhuma produtividade se sustenta à custa do adoecimento”, conclui.

Especialistas apontam que ampliar o acesso a acompanhamento psicológico e psiquiátrico, promover ambientes de trabalho mais saudáveis e combater o estigma em torno dos transtornos mentais são passos essenciais para frear a escalada dos afastamentos. Caso contrário, os números tendem a continuar crescendo — com impactos cada vez mais profundos para o país.

Fonte: Assessoria

Agência alerta para pancreatite aguda e mortes após canetas emagrecedoras

Pessoas que usam canetas emagrecedoras, como Mounjaro ou Wegovy, devem estar cientes da possibilidade rara, mas real, de desenvolver pancreatite aguda, segundo um alerta publicado pela Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) do Reino Unido.

A MHRA, que é similar à Anvisa no Brasil, recebeu 1.296 notificações da condição associada aos medicamentos entre 2007 e outubro de 2025 no país.

Os registros incluem 19 mortes e 24 casos de pancreatite necrosante, forma em que há morte de tecido pancreático.

Mais de 25 milhões de embalagens de medicamentos GLP-1 foram distribuídas no Reino Unido nos últimos cinco anos, segundo a agência.

Conhecidas por marcas como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, esses medicamentos injetáveis imitam um hormônio liberado após a alimentação, chamado GLP-1, que ajuda a controlar o apetite e prolonga a sensação de saciedade. O Mounjaro ainda atua em outro hormônio, o GIP.

“Embora a frequência geral permaneça incomum, a experiência pós-comercialização demonstrou que alguns relatos raros de pancreatite aguda foram particularmente graves, incluindo pancreatite necrosante e fatal”, diz o alerta publicado pela MHRA.

Ainda de acordo com a agência, os sintomas de pancreatite a serem observados incluem dor extrema no estômago e nas costas que não desaparece. A agência aconselha os usuários do medicamento a consultarem um médico imediatamente caso apresentem essas manifestações.

As informações relacionadas aos possíveis riscos do produto para profissionais de saúde e pacientes foram atualizadas.

Estima-se que 1,6 milhão de adultos na Inglaterra, País de Gales e Escócia tenham usado medicamentos como Wegovy e Mounjaro no último ano.
Alison Cave, diretora de segurança da MHRA, afirmou que a segurança do paciente é uma prioridade máxima.

“Para a grande maioria dos pacientes que recebem prescrição de GLP-1, esses medicamentos são seguros e eficazes, proporcionando benefícios significativos para a saúde”, disse ela.

“O risco de desenvolver esses efeitos colaterais graves é muito pequeno, mas é importante que pacientes e profissionais de saúde estejam cientes e atentos aos sintomas associados.”

O pâncreas é um pequeno órgão, localizado atrás do estômago, que auxilia na digestão.

A maioria das pessoas diagnosticada com pancreatite aguda começa a se sentir melhor em cerca de uma semana e não apresenta mais problemas. Mas algumas pessoas com pancreatite aguda grave podem desenvolver complicações sérias.

Os medicamentos GLP-1 devem ser usados apenas com orientação médica.
O MHRA aconselha sempre discutir com o profissional os benefícios e riscos dos medicamentos antes de começar a tomá-los ou antes de fazer qualquer alteração no tratamento, como trocar para uma marca diferente de caneta.

Fonte: Portal G1

 

MS registrou mais de 8 mil casos de dengue em 2025, aponta Ministério da Saúde

O calor, a alta umidade e os dias chuvosos são ideais para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e outras doenças.

De acordo com o painel de atualização de Casos de Arboviroses, do Ministério da Saúde, em 2025, apenas em Mato Grosso do Sul, foram 8.443 mil casos confirmados de dengue, com 20 óbitos.

As reações no organismo podem causar dúvidas, e por isso é tão importante distingui-las o mais rápido possível. A mestre e coordenadora do curso de enfermagem do Centro Universitário Anhanguera, Sandra Demétrio Lara, diz que a febre é o principal motivo da ‘confusão’, pois ela é comum também em outras doenças, como a Covid-19.

“É crucial instruir a comunidade sobre a dengue para incentivá-la a buscar cuidados médicos ao reconhecer os sinais, assegurando, desse modo, o diagnóstico e tratamento adequados da enfermidade. A dengue pode manifestar-se com sintomas como elevação da temperatura corporal, desconfortos musculares, cefaleia, erupções na pele e cansaço”, afirma.

Ainda de acordo com a docente, a população precisa aproveitar que postos de vacinação foram espalhados pelas autoridades. “Temos condições de nos prevenir e diminuir os riscos de uma infecção se tornar grave, caso a vacina tenha sido aplicada. A dengue é uma doença que requer muita atenção e precisamos tomar todas as medias possíveis para combatê-la”.

Por fim, a especialista listou algumas dicas sobre como é possível agir para manter os cuidados e evitar a proliferação da doença. Confira:

1 . Mantenha a limpeza: mantenha sua casa e quintal limpos e livres de lixo, entulho e objetos em desuso que possam acumular água;
2. Cubra recipientes de água: se você tiver tanques de água, caixas d’água ou cisternas, certifique-se de que estejam devidamente tampados para evitar a entrada de mosquitos;
3. Elimine locais de reprodução: o mosquito deposita seus ovos em água parada. Portanto, é essencial eliminar todos os recipientes que possam acumular água em sua casa e arredores, como vasos de plantas, pneus velhos, garrafas vazias, latas e recipientes de plástico;
4. Limpe ralos e calhas: certifique-se de que ralos e calhas estejam limpos e desobstruídos para que a água possa escoar livremente;
5. Elimine criadouros comunitários: participe de esforços de limpeza e educação em sua comunidade para eliminar criadouros de mosquitos Aedes em áreas públicas;
6. Esteja ciente dos sintomas: fique atento aos sintomas de doenças transmitidas pelo Aedes, como febre alta, dor no corpo, manchas vermelhas na pele, dores nas articulações e olhos vermelhos. Procure atendimento médico se apresentar esses sintomas;
7. Use repelente: ao sair de casa, especialmente em áreas onde o mosquito pode habitar, aplique repelente de insetos na pele exposta. Certifique-se de seguir as instruções do rótulo;
8. Use roupas adequadas: vista roupas de manga longa e calças compridas quando possível, para reduzir a exposição da pele aos mosquitos;
9. Instale telas em janelas e portas: use telas em suas janelas e portas para impedir que os mosquitos entrem em sua casa;
10. Evite horários de pico: o mosquito é mais ativo durante o amanhecer e o entardecer. Tente evitar atividades ao ar livre durante esses horários, se possível.
 

Fonte: Assessoria

Anvisa libera novo medicamento contra o Alzheimer

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo tratamento para a doença de Alzheimer no país. O medicamento Leqembi é capaz de desacelerar a destruição do cérebro causada pela doença e representa um passo importante no tratamento do Alzheimer.

A doença de Alzheimer (DA) é a principal causa de demência neurodegenerativa no mundo. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, mais de um milhão de pessoas convivem com a doença.

Até hoje, não havia tratamento direcionado à doença em si, apenas às suas consequências. A liberação aconteceu no dia 22 de dezembro de 2025.
O que é esse novo medicamento e como ele age

Produzido com o anticorpo lecanemabe, o Leqembi é indicado para pessoas que já apresentam demência leve causada pelo Alzheimer.

Esse anticorpo — semelhante aos que o próprio corpo produz para atacar vírus ou bactérias — foi projetado para acionar o sistema imunológico e promover a limpeza da amiloide no cérebro.

Na prática, ele atua contra a substância pegajosa que se acumula no cérebro de pessoas com Alzheimer, chamada beta-amiloide. O acúmulo dessas placas é uma das características definidoras da doença.

O medicamento é administrado por infusão e é recomendado para pacientes nos estágios iniciais do Alzheimer.

O ESTUDO 

A eficácia do medicamento foi demonstrada em um estudo publicado em 2022 na New England Journal of Medicine, uma das revistas científicas mais importantes do mundo.

O estudo em larga escala envolveu 1.795 voluntários com Alzheimer em estágio inicial. As infusões de lecanemabe foram administradas a cada duas semanas.

Após 18 meses de tratamento, o lecanemabe reduziu o declínio cognitivo-funcional dos pacientes, indicando uma progressão mais lenta da doença.

Desde 2023, o medicamento já é aprovado pela agência reguladora dos Estados Unidos, a FDA, e comercializado no país. Agora, passa a estar disponível também no Brasil.

Da ausência de tratamentos às novas terapias que tentam frear o Alzheimer

Nos últimos anos, surgiram poucas opções terapêuticas realmente novas capazes de interferir no desenvolvimento e na progressão da Doença de Alzheimer.

Até a década de 1970, sabia-se basicamente que o envelhecimento e a doença estavam associados à atrofia cerebral e ao acúmulo de duas proteínas anormais: a tau, que se deposita dentro dos neurônios, e a β-amiloide, que se acumula fora deles.

O tratamento, naquela época, era essencialmente de suporte, incluindo mudanças de hábitos, vitaminas, vasodilatadores e estimulantes da memória, sem eficácia comprovada.

Ao longo dos anos, pesquisadores foram descobrindo a causa raiz da doença e, com isso, conseguindo trazer respostas àqueles que pesquisavam soluções para a doença, abrindo portas para tratamentos, como esse.
“Isso representa uma nova linha de pesquisa e uma porta que se abre de oportunidade para intervir na evolução da doença”, explica Helder Picarelli, neurocirurgião do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Apesar de considerar promissor, o médico explica que ainda é preciso alguns passos antes de considerar esse um sucesso definitivo para a doença.

“Esse tipo de terapia é usando um anticorpo específico, ele tem modificado o tratamento, mas ainda é ainda é novo. Acho que a gente precisa aguardar um pouquinho mais para a gente ter uma conclusão definitiva. Eu não sei se o custo que é elevado e o risco compensa o benefício obtido pelo uso desse tipo de medicação”, explica.

Fonte: Portal G1

Dezembro Laranja reforça alerta para o câncer de pele, o mais comum no Brasil

Dezembro Laranja marca a campanha nacional de conscientização sobre o câncer de pele — o tipo mais frequente no Brasil e responsável por cerca de 30% de todos os tumores malignos diagnosticados no país, segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer).

A doença ocorre quando células da pele passam a se multiplicar de forma descontrolada e se apresenta em duas categorias: melanoma, o tipo mais agressivo, mais comum em adultos brancos e com maior risco de metástase; e o não melanoma, mais frequente no Brasil, possui alta taxa de cura quando identificado precocemente, mas pode causar mutilações se não tratado adequadamente.

As estimativas do INCA apontam para 220 mil novos casos anuais de câncer de pele não melanoma e 9 mil de melanoma, reforçando a importância da prevenção contínua.

A biomédica esteta, Luciana Carletto, destaca que a principal causa do câncer de pele é a exposição excessiva e desprotegida aos raios ultravioletas (UV), seja do sol ou de câmaras de bronzeamento artificial. Entre os sinais de alerta estão manchas ou pintas que mudam de cor, aumentam de tamanho rapidamente, coçam, sangram ou não cicatrizam — sintomas que exigem avaliação médica imediata.

A profissional explica que durante o verão, a radiação solar atinge níveis ainda mais elevados e pode ultrapassar limites perigosos mesmo em dias nublados. Por isso, o uso diário de protetor solar FPS 30 ou superior é indispensável, com reaplicação a cada duas ou três horas, especialmente após entrar na água ou transpirar. Chapéus, óculos escuros e roupas com proteção UV reforçam essa barreira de segurança.

“É importante lembrar: tomar sol faz bem, mas com responsabilidade. A exposição deve ser evitada entre 10h e 16h, período de maior intensidade da radiação UV. E a autoproteção inclui também observar regularmente as pintas e manchas do corpo, buscando atendimento médico ao notar qualquer alteração. Quando o assunto é câncer de pele, a prevenção é sempre o melhor tratamento”, avalia a professora.

Fonte: Assessoria

Nutricionista faz alerta ao auso indiscriminado de canetas emagrecedoras; Sarcopenia

Giovana Colletti  (*) 

A sarcopenia é definida como a perda progressiva de massa magra esquelética associada à diminuição da força e do desempenho físico, tradicionalmente vinculada ao envelhecimento, ela representa um marcador importante de fragilidade, comprometimento metabólico e vulnerabilidade funcional.

A partir de 2019, com a consolidação do consenso europeu (EWGSOP2), a definição científica passou a enfatizar não apenas a quantidade de massa muscular, mas também sua qualidade e capacidade de gerar força.

Assim, a sarcopenia deixou de ser considerada apenas uma desordem própria da terceira idade e passou a ser entendida como um processo multifatorial, potencializado por condições clínicas, deficiências nutricionais, sedentarismo e perdas acentuadas de peso.

No contexto do emagrecimento medicamentoso acelerado, os indicadores associados à sarcopenia começam a se manifestar em indivíduos que não apresentam histórico de fragilidade, isso ocorre porque os agonistas de GLP-1 reduzem o apetite de forma expressiva levando a uma ingestão calórica muito inferior ao habitual.

Ao encontrar uma população que já consome proteínas abaixo do recomendado, essa redução adicional intensifica o risco de balanço nitrogenado negativo, reduzindo a capacidade do organismo de manter síntese proteica adequada.

O corpo, submetido a um déficit energético abrupto, tende a priorizar a utilização de aminoácidos provenientes da musculatura esquelética para suprir necessidades metabólicas imediatas, gerando catabolismo muscular.

Estudos clínicos observacionais e controlados vem demonstrando que uma proporção relevante da perda de peso promovida por semaglutida e tirzepatida ocorre às custas de massa magra.

Ensaios publicados entre 2021 e 2024 indicam que entre 25% e 40% da perda total pode corresponder a tecido muscular, especialmente quando o indivíduo não está engajado em práticas regulares de treinamento resistido.

Embora seja verdade que qualquer processo de emagrecimento induz certa perda muscular, o que se observa nesses casos é uma magnitude desproporcional que é resultado direto da combinação entre ingestão proteica insuficiente, redução espontânea da fome e ausência de estímulo mecânico.

A perda muscular produz efeitos sistêmicos importantes. A redução da massa magra diminui a taxa metabólica basal, tornando o corpo mais propenso ao reganho de peso após a suspensão do medicamento.

O músculo esquelético desempenha papel central na captação de glicose estimulada por insulina; portanto, sua diminuição reduz a sensibilidade tecidual e favorece a instalação de distúrbios metabólicos.

Ademais, a perda de força e de funcionalidade afeta mobilidade, estabilidade postural e capacidade de realizar atividades diárias, abrindo espaço para um cenário de fragilidade precoce, antes raro em adultos jovens.

RECOMPOSIÇÃO ADVERSA

Outro ponto crítico refere-se ao fenômeno conhecido como “recomposição adversa”, acontece que quando a medicação é interrompida o peso corporal geralmente retorna, mas de forma predominante como gordura e não como massa muscular. Isso cria uma condição metabólica mais perigosa do que aquela existente antes do tratamento, pois a relação entre massa magra e gordura corporal se torna ainda mais desfavorável.

Esse padrão já é reconhecido como um dos gatilhos para o desenvolvimento de obesidade sarcopênica, condição em que coexistem perda muscular e acúmulo de tecido adiposo, com impactos significativos sobre risco cardiovascular, resistência insulínica e inflamação crônica.

Sob a perspectiva nutricional, esses achados reforçam a necessidade de que nenhum tratamento farmacológico para emagrecimento ocorra de forma isolada. A preservação da massa muscular depende de ingestão proteica adequada, estímulo consistente e planejamento alimentar que evite déficits extremos.

No consultório, é comum observar que indivíduos que utilizam canetas emagrecedoras deixam de sentir fome ao ponto de negligenciar refeições inteiras, reduzindo tanto calorias quanto micronutrientes essenciais para síntese proteica, metabolismo energético e manutenção da saúde óssea. O músculo, nesse contexto bioquímico desfavorável, torna-se um dos primeiros tecidos a sofrer desgaste.

A atuação profissional se torna decisiva. A abordagem nutricional deve garantir que o paciente atinja aporte proteico mínimo compatível com a preservação muscular e, quando necessário, suplementação pode ser empregada como estratégia adicional.

O acompanhamento da avaliação da composição corporal é fundamental para diferenciar perda de gordura de perda de massa magra, orientando ajustes no plano alimentar, a integração com profissionais de educação física também se torna essencial, já que o treinamento resistido é a intervenção mais eficaz para sinalizar ao músculo que ele deve ser mantido, mesmo em condições de déficit energético.

Assim, o uso de agonistas de GLP-1 não deve ser demonizado, mas precisa ser compreendido dentro de seu escopo clínico correto. Quando utilizado com acompanhamento multiprofissional e planejamento nutricional rigoroso, o medicamento pode auxiliar na melhora da saúde metabólica.

No entanto, quando empregado de forma indiscriminada, com fins puramente estéticos e sem suporte técnico, abre espaço para uma série de consequências que contradizem a própria intenção do tratamento: o indivíduo perde peso, mas perde saúde no processo.

(*) Nutricionista – – Pós-graduada em Nutrição Estética, Esportiva e Saúde da Mulher

Criança cansada e sem apetite? Pode ser sinal de infecção intestinal

Crianças costumam ter oscilações naturais no apetite e no nível de energia, mas quando o cansaço é persistente, acompanhado de falta de interesse por comida ou irritabilidade sem motivo aparente, os pais devem acender um alerta. Esses sinais, frequentemente atribuídos ao “calor”, ao “cansaço da escola” ou a “fases”, podem indicar uma infecção intestinal, especialmente quando não há febre alta ou dor abdominal intensa.

Segundo o Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da Carnot Laboratórios, infecções gastrointestinais em crianças podem se manifestar de forma atípica. “Diferente dos adultos, as crianças nem sempre conseguem expressar onde dói ou o que estão sentindo. Muitas vezes, o primeiro sinal é justamente a queda de energia, a perda de apetite e o desinteresse pelas atividades diárias. Esses sintomas podem indicar um quadro de infecção por vírus, bactérias ou parasitas”, explica.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que as infecções intestinais estão entre as causas mais comuns de adoecimento infantil no mundo. Estima-se que crianças menores de cinco anos representem mais de 40% dos casos globais de gastroenterite, e que a maioria das infecções ocorre por contaminação alimentar ou água não tratada. No Brasil, estudos indicam que quadros como giardíase e amebíase são especialmente prevalentes em crianças em idade escolar, justamente pela maior exposição em ambientes coletivos.

Essas infecções podem provocar sintomas discretos, como distensão abdominal leve, episódios esporádicos de diarreia, fezes pastosas, náuseas, além do famoso “mau humor matinal”. Para o Dr. Carlos, o grande problema é que quadros leves podem se arrastar por semanas quando não tratados adequadamente. “A criança fica prostrada, come pouco, perde peso e tem dificuldade de se concentrar na escola. Isso impacta diretamente o desenvolvimento e a disposição”, destaca.

A automedicação, segundo o especialista, é um risco importante. Antidiarreicos, chás caseiros, analgésicos e até antibióticos usados sem prescrição podem mascarar sintomas e piorar a infecção. “Cada tipo de infecção, viral, bacteriana ou parasitária, requer uma abordagem específica. Só o profissional de saúde, por meio da avaliação clínica e, quando necessário, de exames laboratoriais, pode indicar o tratamento correto”, reforça o Dr. Carlos.

Para prevenir quadros de infecção intestinal em crianças, o médico recomenda atenção redobrada com a higiene dos alimentos, hidratação constante e cuidados no ambiente escolar. “Lavar bem as mãos antes das refeições, higienizar frutas e verduras, beber água filtrada e orientar a criança a não compartilhar talheres ou garrafinhas são medidas simples que reduzem significativamente o risco de contaminação”, afirma.

O Dr. Carlos destaca ainda que sinais como irritabilidade, sono excessivo, falta de apetite, dores de barriga recorrentes ou alteração no padrão das fezes merecem avaliação médica. “Nem toda infecção intestinal chega com sintomas intensos. Muitas começam com pequenos sinais que os pais só percebem porque conhecem bem o comportamento da criança”, complementa.

Quando o diagnóstico é feito no início, o tratamento costuma ser rápido, eficaz e evita complicações como desidratação e perda de nutrientes importantes. “O mais importante é não normalizar sintomas persistentes. O corpo sempre avisa quando algo não vai bem, e, no caso das crianças, os sinais costumam estar no comportamento”, finaliza.

Fonte: Assessoria

Com 10,7 mil doses, Mato Grosso do Sul começará a vacinação contra bronquiolite

A SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul) recebe nesta quarta-feira (3), um total de 10.755 doses enviadas pelo Ministério da Saúde da vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal agente causador da bronquiolite em recém-nascidos e lactentes.

A chegada dessas doses marca o início da oferta do imunizante pelo SUS (Sistema Único de Saúde) em Mato Grosso do Sul, conforme anunciado previamente pela SES. As vacinas serão imediatamente conferidas e armazenadas. Os municípios deverão realizar a retirada das doses diretamente na Rede de Frio estadual, conforme cronograma previamente pactuado.

Foco na Proteção dos Bebês

O imunizante é destinado a gestantes a partir da 28ª semana. A vacinação durante a gravidez é uma estratégia essencial, pois permite a transferência de anticorpos para o bebê pela placenta, garantindo a proteção do recém-nascido desde o nascimento.

É justamente neste período que a criança está mais vulnerável a infecções respiratórias, sendo o VSR responsável por 60% das pneumonias em menores de 2 anos.

O gerente de Imunização da SES, Frederico Moraes, destaca o impacto dessa nova campanha.

“Esta vacina é um marco na saúde pública, pois nos permite intervir na proteção do bebê antes mesmo do nascimento. Estruturamos toda a rede e capacitamos os 79 municípios para garantir que o imunizante chegue de forma rápida e segura. É fundamental que as gestantes a partir da 28ª semana procurem a unidade de saúde, pois essa dose será determinante para reduzir internações, evitar complicações graves e salvar vidas de nossos recém-nascidos contra a bronquiolite”, explica.

Logística e Distribuição Imediata no Estado

Para garantir a implantação segura e eficiente da vacinação, a SES concluiu o treinamento das equipes, alinhou fluxos com os municípios e organizou a rede de atendimento nas UBS (Unidades Básicas de Saúde).

As equipes receberam orientações sobre o acolhimento das gestantes, a conferência da idade gestacional, a organização das salas de vacina, o registro adequado das doses e a priorização do atendimento no pré-natal. Os procedimentos de triagem e aplicação também foram padronizados para assegurar uniformidade e qualidade em todo o Estado.

Com a chegada da remessa nesta quarta-feira (3), a distribuição para os 79 municípios do estado será iniciada a partir de quinta-feira (4), seguindo um fluxo descentralizado:

Logística descentralizada: os municípios de Mato Grosso do Sul já estão orientados a retirar as doses na Central Estadual de Armazenamento e Distribuição (CEAD) da SES, em Campo Grande. Eles são responsáveis por buscar a vacina para garantir a rapidez na distribuição.

Preparação da Rede: as equipes municipais de imunização concluíram o treinamento e receberam as orientações oficiais do informe técnico, garantindo o início da campanha de forma padronizada em todo o Estado.

Capacitação Abrangente: a capacitação cobriu a verificação da idade gestacional a partir de 28 semanas, a organização das salas de vacinação, o registro adequado das doses e a priorização do atendimento no pré-natal.

Distribuição da 1ª Remessa: esta primeira remessa destinará todas as 755 doses aos municípios, com base no público-alvo de gestantes a partir de 28 semanas.

Fonte: Portal MS

Benefícios à saúde se perdem após suspensão do Mounjaro

Pacientes que interrompem o uso do Mounjaro – medicamento injetável usado contra a diabetes de tipo 2 e que se popularizou por sua eficácia na perda de peso – e voltam a engordar perdem benefícios à saúde conquistados com o tratamento, revela um novo estudo publicado nesta segunda-feira (24).

A pesquisa – que contou com a participação de especialistas da farmacêutica dona do Mounjaro, a Eli Lilly –, realizada com 308 pessoas, constatou que aqueles que recuperaram 25% ou mais do peso perdido após 36 semanas de tratamento perderam também os benefícios à saúde inicialmente conquistados, como redução da circunferência da cintura, melhora na pressão sanguínea e nos índices glicêmicos e de colesterol, bem como de resistência à insulina.

A regressão no quadro clínico dos pacientes foi pior quanto mais quilos eles recuperaram do antigo peso. Dentre os 308 pacientes que participaram do estudo, 77 recuperaram de 25% a 50% do peso perdido após 52 semanas sem usar o Mounjaro; em 103, o ganho foi de 50% a 75%; em 74, acima de 75%.

Neste último grupo, dos que retomaram mais de 75% do peso antigo, os parâmetros cardiometabólicos voltaram ao mesmo ponto do início do tratamento.

Mudança de estilo de vida é importante

O princípio ativo do Mounjaro, a tirzepatida, pode ajudar pessoas a perder em média 20% de seu peso corporal em 72 semanas de tratamento – mais que outros tratamentos similares disponíveis, como Wegovy e Ozempic .

Porém, outras pesquisas já constataram que o peso perdido geralmente tende a ser recuperado passados alguns meses após a suspensão do medicamento – a um ritmo muito mais acelerado do que no caso de pessoas que emagrecem apenas com dietas, exercícios e mudanças no estilo de vida.

Os autores do estudo publicado nesta segunda-feira afirmam que as conclusões “reforçam a importância da manutenção da redução do peso a longo prazo através de intervenções no estilo de vida e medicamentos para gerenciamento da obesidade, de modo a manter os benefícios cardiometabólicos e uma melhor qualidade de vida”.

Ao jornal britânico The Guardian, Jane Ogden, professor emérito da escola de ciências da saúde da Universidade de Surrey, ressaltou que o uso de medicamentos injetáveis para perda de peso nem sempre vem acompanhado de mudanças no estilo de vida e na dieta.

Segundo ela, a manutenção de velhos hábitos prejudiciais à saúde pode levar ao ganho de peso e, consequentemente, à reversão de benefícios cardíacos.

Outro estudo publicado recentemente na revista Nature aponta que o uso da tirzepatida consegue acalmar o desejo incessante por comida, mas só temporariamente.

Fonte: Portal IG

Nutrição: Uma nova perspectiva sobre a saúde da mulher, por Giovana Colletti

Giovana Colletti (*)

O período menstrual ainda é envolto em silêncio e mitos, como se o corpo feminino fosse um sistema misterioso que a sociedade insiste em não decifrar. Esse tabu empobrece o cuidado em saúde e invisibiliza o fato básico de que a menstruação é um marcador clínico de primeira ordem, capaz de refletir desequilíbrios hormonais, estado nutricional, inflamação sistêmica e até riscos metabólicos futuros. Reduzir o ciclo a uma mera “questão feminina” é ignorar um relatório mensal extremamente detalhado que o organismo entrega sem cobrar consulta.

Do ponto de vista fisiológico, as variações entre estrogênio, progesterona e hormônios gonadotróficos modulam praticamente todo o funcionamento do corpo: apetite, humor, sono, termorregulação, sensibilidade à insulina, disposição e resposta inflamatória.

E é justamente aqui que a nutrição deixa de ser coadjuvante para assumir papel central, pois a alimentação não só influencia a intensidade dos sintomas, mas também interfere na regularidade, no volume menstrual, na saúde ovariana e na estabilidade emocional durante o ciclo.

Evidências recentes publicadas no Journal of Women’s Health e no American Journal of Clinical Nutrition mostram que padrões alimentares anti-inflamatórios reduzem significativamente sintomas como cólicas, cefaleias, fadiga, irritabilidade e alterações gastrointestinais, mas em contrapartida, dietas ricas em ultraprocessados, açúcar refinado e gorduras hidrogenadas intensificam a produção de prostaglandinas inflamatórias, que são diretamente responsáveis pelas dores menstruais mais severas.

Além da carga inflamatória, as deficiências nutricionais são um ponto crítico frequentemente negligenciado. A baixa ingestão de ferro, por exemplo, contribui para ciclos mais intensos, maior fadiga e menor capacidade de oxigenação tecidual; já a insuficiência de magnésio, vitamina D e cálcio está associada ao agravamento da tensão pré-menstrual e ao aumento da sensibilidade à dor.

A literatura é consistente ao apontar que mulheres com maior consumo de ômega-3 apresentam redução expressiva na intensidade das cólicas, justamente pela modulação positiva do metabolismo das prostaglandinas. Não se trata de milagre, é fisiologia pura. O corpo responde ao ambiente, e o alimento é a variável mais frequente desse ambiente.

Outro ponto crucial é a influência do ciclo sobre a resposta metabólica. Durante a fase lútea, há maior resistência à insulina e maior propensão a buscar carboidratos simples, ignorar essa oscilação abre espaço para culpa e para a narrativa ultrapassada de “falta de disciplina”.

Uma abordagem nutricional competente acolhe essa variação e propõe estratégias inteligentes, como incluir fontes de carboidratos complexos, priorizar fibras solúveis, aumentar proteínas de alta qualidade e ajustar o fracionamento para mitigar picos glicêmicos.

Da mesma forma, sintomas como constipação, diarreia e distensão abdominal durante a menstruação têm relação direta com o eixo intestino-hormônios e respondem rapidamente a intervenções alimentares adequadas, especialmente ao aumento de fibras, prebióticos naturais e hidratação eficiente.

A saúde intestinal é um pilar negligenciado no cuidado menstrual, visto que o intestino é responsável não apenas por absorver micronutrientes essenciais ao equilíbrio hormonal, mas também pela metabolização de estrogênio através do eixo estroboloma. Uma microbiota desequilibrada pode aumentar a recirculação de estrogênio e intensificar sintomas ligados à dominância estrogênica, como cólicas, inchaço, dores mamárias e irritabilidade.

Alimentação pobre em fibras e rica em aditivos compromete essa dinâmica, enquanto hábitos simples, como incluir frutas, verduras, leguminosas e alimentos fermentados, ajudam a modular positivamente o estroboloma (conjunto de bactérias no intestino que metabolizam o estrogênio e influenciam diretamente o equilíbrio hormonal) e consequentemente o ciclo menstrual como um todo.

Também é impossível discutir a menstruação sem abordar a relação entre dieta, inflamação crônica de baixo grau e condições ginecológicas como síndrome dos ovários policísticos e endometriose. Ambas apresentam forte componente inflamatório e respondem de maneira consistente a padrões alimentares que priorizam antioxidantes, fitoquímicos e gorduras de qualidade.

Para mulheres com SOP, por exemplo, intervenções nutricionais que melhoram a sensibilidade à insulina têm impacto direto na regularidade do ciclo, na ovulação e no equilíbrio hormonal; já a endometriose se beneficia de uma dieta que reduz substâncias pró-inflamatórias e favorece alimentos ricos em polifenóis e ômega-3, o que pode diminuir dores e melhorar a qualidade de vida.

Falar de menstruação com profundidade e base científica não é ativismo; é obrigação ética. O ciclo é um marcador sensível e multifacetado, capaz de denunciar muito antes qualquer alteração que comprometa a saúde global da mulher. Profissionais que tratam o período menstrual como detalhe ou fragilidade emocional contribuem para um atraso diagnóstico que afeta fertilidade, performance cognitiva, saúde mental e autonomia econômica.

A nutrição, quando utilizada de forma estratégica, tem a capacidade de não apenas reduzir sintomas, mas de fortalecer a relação da mulher com o próprio corpo, oferecendo autonomia, previsibilidade e bem-estar.

No fim das contas, a menstruação não é apenas um evento fisiológico mensal, é um relato completo de como o organismo está reagindo ao estilo de vida, à alimentação, ao estresse, ao ambiente e às escolhas acumuladas ao longo do tempo.

Quando a mulher compreende o próprio ciclo, ela compreende parte fundamental de sua saúde e quando a nutrição é reconhecida como ferramenta central nesse processo, o cuidado feminino finalmente se aproxima da dignidade e da precisão que sempre mereceu.

(*) Nuticionista  – Pós-graduada em Nutrição Estética, Esportiva e Saúde da Mulher

Comer sardinhas enlatadas com espinhas fornece duas vezes mais cálcio do que o leite

De acordo com a nutricionista Júlia Farré, em entrevista ao jornal La Vanguardia, esse peixe é um dos alimentos mais ricos em cálcio que podemos incluir na alimentação. E a grande surpresa é que, ao consumir as espinhas, a quantidade do mineral supera — e muito — a que encontramos no leite.

Sardinhas enlatadas: um superalimento acessível

Em 100 gramas de sardinhas enlatadas com espinhas, encontramos cerca de 380 mg de cálcio. Já 100 ml de leite de vaca oferecem, em média, apenas 120 mg do mineral. Ou seja: a sardinha fornece mais do que o dobro da quantidade de cálcio, se tornando uma alternativa altamente eficaz para prevenir problemas como a osteoporose e garantir ossos mais fortes.

E não para por aí: além de ricas em cálcio, as sardinhas também são uma excelente fonte de proteínas de alta qualidade, vitamina D — que ajuda na absorção do cálcio pelo organismo — e ácidos graxos ômega-3, conhecidos por seus benefícios para o coração e a saúde cerebral.

Benefícios das espinhas de sardinha

Muita gente ainda evita comer as espinhas por achar estranho ou por receio de engasgar, mas é justamente nelas que está concentrada a maior parte do cálcio. Quando consumidas, potencializam o valor nutricional do peixe e garantem uma dose extra de saúde para ossos, dentes e músculos.

Além disso, por serem pequenas e macias, especialmente nas versões enlatadas, as espinhas podem ser consumidas sem dificuldades e fazem toda a diferença na qualidade da dieta.

Como incluir sardinhas enlatadas com espinhas na sua alimentação

Colocar esse superalimento no prato é muito mais simples do que parece. Veja algumas ideias práticas: Saladas: combine sardinhas com folhas verdes, legumes frescos e um fio de azeite;  Torradas ou sanduíches: prepare uma pastinha de sardinha com espinhas e espalhe no pão integral.

Pratos quentes: acrescente às massas, risotos ou até em omeletes para turbinar a refeição.

Ao citar alimentos que ajudam a fortalecer os ossos, o leite geralmente é o primeiro que vem à mente. Afinal, ele sempre foi apontado como uma das principais fontes de cálcio do dia a dia.

Mas a verdade é que existe uma opção ainda mais poderosa, acessível e prática para garantir a saúde óssea: a sardinha enlatada com espinhas.

Pratos quentes

A sardinha enlatada com espinhas mostra que, muitas vezes, soluções simples, acessíveis e até subestimadas podem ser grandes aliadas da saúde. Incorporá-la na rotina é uma forma inteligente de garantir mais cálcio e fortalecer o corpo de dentro para fora.

Fonte: Portal do MSN

Picada de escorpião em crianças: O que fazer?

O número de acidentes com escorpiões segue em crescimento no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, até julho deste ano, foram registrados mais de 111 mil casos e 132 mortes.

E a picada de escorpião em crianças é ainda mais perigosa. Afinal, elas são mais vulneráveis. Além de terem o corpo menor — o que faz o veneno agir de forma mais intensa —, muitas vezes não conseguem descrever o que aconteceu, o que atrasa o diagnóstico e o atendimento.

De acordo com a dermatologista pediátrica Flavia Prevedello, o risco de complicações e morte é maior nas faixas etárias mais jovens, especialmente nas menores de 5 anos.

“A picada de escorpião costuma causar muita dor, de aparecimento rápido, e pode evoluir com sintomas graves. Por isso, o atendimento médico imediato é fundamental”, orienta a especialista.

Como identificar a picada de escorpião em crianças?

A picada de escorpião gera dor intensa e localizada, e a área pode ficar vermelha e inchada. Segundo a médica, o quadro é bem diferente do apresentado em picadas de insetos comuns, como pernilongos ou formigas, que causam coceira leve e várias lesões pequenas.
“Em crianças pequenas, a dor é desproporcional ao tamanho da lesão, o que ajuda a suspeitar do acidente. A picada de escorpião costuma ser única e extremamente dolorosa”, explica Flavia Prevedello.
Sinais que exigem atendimento imediato

Além da dor intensa, podem surgir sintomas sistêmicos, que indicam a disseminação do veneno no corpo. Entre eles: nagitação e irritabilidade;
aumento da salivação; ntremores e espasmos musculares; taquicardia (coração acelerado) e dificuldade para respirar.

“Ao perceber esses sinais, os pais devem levar a criança imediatamente ao pronto-atendimento. Quanto mais rápido, menor o risco de complicações”, reforça a dermatologista.

ATENÇÃO

Em caso de emergência, entre em contato com o SAMU (192) ou com o Corpo de Bombeiros (193). Além disso, o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) dispõe de médicos e enfermeiros que prestam orientações em casos de acidentes com animais peçonhentos e outras intoxicações por meio do telefone: 0800 644 6774.

O que não fazer em caso de picada de escorpião em crianças?

É importante evitar medidas caseiras que possam agravar o quadro: não automedique a criança; não faça torniquete; não sugue o local da picada e não aplique pomadas, álcool, óleo ou outros produtos.

“Nada deve ser aplicado ou ingerido sem avaliação médica. A única medida que pode ajudar até chegar à unidade é colocar uma compressa fria sobre o local para aliviar a dor”, orienta.

Tratamento: o papel do soro antiveneno

No pronto-atendimento, o diagnóstico é clínico e rápido. O tratamento envolve a aplicação do soro antiescorpiônico e o controle dos sintomas. “Conforme a intensidade, são feitas medidas de suporte para tratar questões cardiovasculares e neurológicas. Às vezes, é preciso usar medicamentos anticonvulsivantes, porque a criança pode apresentar espasmos”, explica a médica.

Como prevenir acidentes com escorpiões?

O escorpião é um animal noturno e se abriga em locais escuros e úmidos, como frestas, entulhos e ralos. Para evitar acidentes, siga as recomendações da especialista: mantenha quintais e ambientes limpos e sem entulhos;
vede frestas, buracos e ralos; guarde sapatos e roupas em locais fechados;
afaste berços e camas das paredes e não deixe roupas de cama encostando no chão.

“O cuidado principal é com a higiene e organização dos ambientes. Evitar acúmulo de folhas e materiais ajuda a afastar insetos e, consequentemente, os escorpiões que se alimentam deles”, finaliza.

Fonte: Assessoria

O melhor horário para comer banana para emagrecer, ter energia ou ajudar na digestão

A banana é um dos frutos mais consumidos no mundo: prática, acessível e nutritiva, está presente no café da manhã, nos lanches e até nas receitas mais elaboradas.

Rica em carboidratos, fibras, potássio e vitaminas, ela pode ajudar a manter a energia, melhorar a digestão e até apoiar o controle de peso.

Para energia: antes do treino ou como lanche rápido – Segundo especialistas do National Institutes of Health (NIH), o horário certo de consumo pode potencializar os efeitos da banana.

A fruta é composta por cerca de 80% de carboidratos, que se transformam rapidamente em glicose, fornecendo combustível imediato ao organismo.

De acordo com o NIH, comer uma banana 15 a 30 minutos antes do exercício ajuda a abastecer os músculos, aumenta a resistência e contribui para treinos mais intensos e duradouros.

Além disso, a fruta é uma ótima opção de lanche rápido durante a tarde, quando os níveis de energia costumam cair. Nesse horário, fornece açúcares naturais que combatem a fadiga sem recorrer a alimentos ultraprocessados.

Para digestão: junto das refeições principais – Uma banana média contém cerca de 3 g de fibras, fundamentais para regular o trânsito intestinal. Quando consumida junto ao café da manhã ou ao almoço, contribui para que o restante da refeição seja digerido com mais facilidade, além de melhorar a saúde da flora intestinal.

Outro ponto de destaque está nos bananas verdes ou pouco maduras, que concentram amido resistente — um tipo de carboidrato que atua como prebiótico, alimentando as boas bactérias do intestino. Esse efeito fortalece o microbioma intestinal e pode prevenir problemas digestivos.

Para emagrecimento: antes das refeições e como substituto do doce – Com cerca de 105 calorias por unidade e alto teor de fibras, a banana ajuda a prolongar a sensação de saciedade. Especialistas recomendam comer a fruta 30 minutos antes das refeições para reduzir a fome e, consequentemente, o consumo de calorias totais.

Além disso, quando a vontade de doce aparece, a banana funciona como alternativa natural e menos calórica, evitando o excesso de açúcar refinado. Se associada a exercícios físicos — em especial consumida antes do treino — ainda contribui para maior queima calórica, já que garante energia para prolongar a atividade.

Quem deve ter cautela

Apesar dos benefícios, o consumo de banana deve ser moderado em casos específicos. Pessoas com diabetes, doenças renais, alergia à fruta ou sensibilidade a crises de enxaqueca precisam conversar com um médico ou nutricionista antes de incluir a banana em grandes quantidades na dieta.

Como destacam os especialistas, pequenas mudanças no hábito de quando comer a fruta podem maximizar seus efeitos e tornar a dieta mais equilibrada.

Fonte: Portal MSN

Ansiedade e vida agitada: o impacto silencioso em dentes e boca

Vivemos em um mundo acelerado, com rotinas cheias de compromissos, prazos e preocupações. Essa correria constante tem afetado não apenas a mente, mas também o corpo e a saúde bucal não fica de fora. A ansiedade e o estresse do dia a dia estão diretamente ligados a diversos problemas nos dentes e gengivas, muitas vezes sem que o paciente perceba.

Um dos sinais mais comuns é o bruxismo, hábito involuntário de apertar ou ranger os dentes, principalmente durante o sono. Essa tensão pode causar desgaste dental, dores na mandíbula, cefaleias frequentes e até fraturas nos dentes. Em muitos casos, o paciente acorda cansado, com sensação de peso na face, sem imaginar que o motivo está na tensão emocional acumulada.

Além do bruxismo, a ansiedade pode contribuir para a retração gengival, o aumento de aftas e até alterações na saliva, deixando a boca mais seca e suscetível a cáries e mau hálito. O estresse também pode diminuir a imunidade, facilitando inflamações e dificultando a cicatrização após tratamentos odontológicos.

O estilo de vida moderno, com pouca pausa para descanso, alimentação apressada e sono irregular, reforça esse quadro. E, muitas vezes, a saúde bucal acaba ficando em segundo plano o que agrava ainda mais os problemas.

Para quebrar esse ciclo, é essencial adotar alguns cuidados simples. O uso de placas de proteção noturnas, orientadas pelo dentista, ajuda a proteger os dentes do desgaste causado pelo bruxismo. Manter uma boa higiene oral, evitar o consumo excessivo de cafeína, álcool e cigarro, e realizar consultas regulares com o cirurgião-dentista são medidas fundamentais.

Além disso, buscar equilíbrio emocional é parte do tratamento. Praticar atividades físicas, dormir bem, meditar e reservar momentos de lazer ajudam a reduzir o estresse e a preservar a saúde como um todo.

A boca reflete o que acontece no corpo e na mente. Cuidar do bem-estar emocional é também cuidar do sorriso  e o autocuidado, hoje, é mais necessário do que nunca.

Fonte: Portal IG

Por que estamos nos afastando dos alimentos naturais?

A alimentação brasileira está mudando, e não para melhor. Em um país reconhecido pela diversidade de frutas, legumes e tradições culinárias,como o arroz com feijão, cresce a presença dos alimentos ultraprocessados nas mesas.

Produtos prontos, embalados e de preparo rápido vêm substituindo os alimentos frescos, num movimento que preocupa médicos e nutricionistas.

Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada pelo IBGE e Ministério da Saúde, os ultraprocessados já representam quase 20% das calorias diárias consumidas no país, proporção ainda maior entre jovens e moradores das grandes cidades.

Esses produtos, como biscoitos, embutidos, refrigerantes e macarrões instantâneos, em geral, são pobres nutricionalmente e ricos em calorias, açúcar, gorduras, sal, passam por várias etapas industriais e contêm aditivos químicos, corantes e aromatizantes.s.

“Vivemos uma transição alimentar silenciosa. Aos poucos, o ato de cozinhar e de escolher alimentos frescos está sendo substituído pela praticidade ofertada pela indústria de alimentos”, observa a professora Maria Tainara Soares Carneiro, coordenadora do curso de Nutrição da Estácio. Segundo ela, o fenômeno está ligado a tempo, renda e oferta. “Muitas famílias passam o dia fora e acabam recorrendo ao que é mais rápido e acessível. É uma questão social e estrutural.”

Fatores que explicam a mudança – A urbanização acelerada e as longas jornadas de trabalho reduziram o tempo para cozinhar, enquanto a indústria oferece conveniência e preços competitivos. Maria Tainara também destaca o marketing agressivo. “A publicidade é poderosa. Transforma o consumo em símbolo de praticidade e status. O problema é que esses produtos são pobres em nutrientes e ricos em gordura, sal e açúcar”, diz.

Pesquisadores da USP e da Fiocruz estimam que o consumo de ultraprocessados esteja associado a mais de 57 mil mortes prematuras por ano no Brasil — cerca de seis a cada hora. O dado, atualizado em 2024 pela American Journal of Preventive Medicine, aponta aumento do risco de obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Outros estudos relacionam o consumo elevado desses produtos à piora cognitiva, ansiedade e baixa saciedade, especialmente entre adolescentes. “A alimentação é muito mais do que energia. Ela influencia nosso humor, disposição e até a capacidade de aprendizado”, reforça a coordenadora da Estácio.

Pequenas mudanças que transformam – Para Maria Tainara, voltar a comer bem não precisa ser complicado. A reaproximação com os alimentos naturais pode começar com atitudes simples: “Trocar o refrigerante pela água, levar frutas para o trabalho e preparar lanches caseiros já faz diferença”, orienta.

Ela também defende o resgate do preparo das refeições em casa. “Cozinhar é um ato de autocuidado e economia. Quando você prepara sua comida, entende o que está comendo.”

A professora recomenda que é preciso que as famílias se organizem na aquisição e no preparo dos alimentos “in natura” para a semana e aproveitem as promoções dos supermercados e feiras para um melhor custo-benefício. Planejar as compras e ler os rótulos com atenção. “Quanto mais nomes químicos e ingredientes desconhecidos, maior a chance de ser ultraprocessado”, alerta.

O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) reduziu, em 2025, o limite de ultraprocessados na alimentação escolar para 15%, priorizando alimentos da agricultura familiar — medida vista como avanço na formação de hábitos saudáveis desde a infância.

Para a professora da Estácio, é essencial fortalecer a educação alimentar e as políticas públicas.

“Precisamos resgatar o valor cultural e afetivo da comida de verdade. Ensinar a cozinhar, planejar e reconhecer o que se come. Isso é autonomia alimentar”, afirma, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde nos materiais: Guia Alimentar para a População Brasileira e Guia Alimentar para crianças menores de dois anos.

Da indústria à mesa – “O ambiente alimentar é desenhado para nos empurrar aos ultraprocessados. Eles são mais visíveis, alguns com o valor mais acessível e convenientes. A responsabilidade deve ser compartilhada entre o poder público, a indústria e o consumidor”, conclui Tainara.

Enquanto isso, nas cozinhas e mercados, a luta continua: reconectar o brasileiro aos alimentos que vêm da terra — e não da fábrica — é essencial para preservar a saúde e a identidade alimentar do país.

Fonte: Assessoria