sexta-feira, 27 de março de 2026

Mato Grosso do Sul tem 191 mortes por coronavírus e 15.330 confirmados

Portal do MS

 

Desde o dia 25 de janeiro, foram registradas 78.831 notificações de casos suspeitos (Foto - Divulgação)

Com mais 699 exames positivos para o novo coronavírus (Covid-19) nas últimas 24 horas, o número de casos confirmados da doença no Estado chega a 15.330. Foram registrados 8 óbitos, passando para 191 mortes pela doença em Mato Grosso do Sul. As informações foram apresentadas nesta quinta-feira (16.07) em coletiva de imprensa on-line com autoridades estaduais.

 

Dos 15.330 casos confirmados, 5.027 estão em isolamento domiciliar, 9.804 estão sem sintomas e já estão recuperados e 316 estão internados, sendo 191 em hospitais públicos e 125 em hospitais privados. Oito pacientes internados são procedentes de fora do Estado.

 

Desde o dia 25 de janeiro, foram registradas 78.831 notificações de casos suspeitos da coronavírus em Mato Grosso do Sul. Destes, 57.532 foram descartados após os exames darem negativo para Covid-19, 21 foram excluídos por não se encaixarem na definição de caso suspeito do Ministério da Saúde, 2.077 exames aguardam resultado do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) e 3.892 casos foram notificados e não foram encerrados pelos municípios.

 

Os dados publicados desde 19 de maio têm como fonte de dados o sistema de informações oficiais Sivep Gripe e E-SUS VE, alimentado pelos municípios. Eles estão sujeitos a alterações.

 

Os casos suspeitos em investigação tiveram as amostras encaminhadas para o Lacen, onde será feito o exame para nove tipos de vírus respiratórios, incluindo influenza e coronavírus. O laboratório realiza os exames para Covid-19 em Mato Grosso do Sul. Os resultados ficam prontos entre 24 a 72 horas, após o recebimento das amostras.

 

A Secretaria de Estado de Saúde publica o boletim epidemiológico referente às notificações de casos suspeitos de coronavírus (Covid-19) diariamente. As informações divulgadas pela Secretaria são os dados oficiais consolidados do Estado que são repassados ao Ministério da Saúde.

 

Acompanhe os boletins periódicos no link: http://www.vs.saude.ms.gov.br.

População pode ter acesso à vacina contra Influenza mesmo após campanha em Dourados

Assecom

 

População de grupos prioritários e população em geral pode buscar a dose da vacina nas UBS’s (Foto - A.Frota)

 

Unidades Básicas de Saúde de Dourados disponibilizam doses de vacina contra a gripe, mesmo após o término da campanha nacional de vacinação contra a Influenza. Com isso, o Núcleo de Vigilância da Secretaria Municipal de Saúde pretende atingir um maior número de pessoas imunizadas.

 

Pessoas inclusas nos grupos prioritários (crianças com menos de cinco anos de idade, trabalhadores da área da saúde, gestantes, mulheres em período pós-parto, professores, povos indígenas, adultos de 55 até 59 anos, idosos com mais de 60 anos, população carcerária, seguranças, militares e pessoas portadoras de doenças crônicas), bem como a população em geral, podem receber as doses em todas as unidades básicas de saúde, exceto nas unidades ‘sentinelas’ de atendimento SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), que são as da Vila Cachoerinha, Vila Índio e Vila Santo André.

 

Conforme Edvan Marcelo Morais Marques, gerente do Núcleo de Imunização, o atendimento ocorrerá por procura espontânea dos populares e o empenho da equipes de saúde é atingir um maior número de pessoas imunizadas em Dourados, visto que de cerca de 72.700 pacientes inclusos em grupos prioritários que deveriam receber a dose durante a campanha, cerca de 60 mil foram alcançados, sendo que o momento de pandemia do coronavírus foi um dos fatores que impactou negativamente neste alcance.

 

Os postos de saúde estão em observação quanto a evitar aglomerações, recomendação do Ministério da Saúde para evitar a propagação de casos de coronavírus, portanto a população em geral deve contribuir ao buscar as doses da vacina, respeitando o distanciamento social nas unidades mais próximas de suas casas.

Prevenção ao câncer de cabeça e pescoço é o tema do julho verde

Assessoria

 

O Julho Verde é o mês dedicado a campanhas de prevenção o câncer de cabeça e pescoço, são tumores que se originam de várias regiões das vias aéreo-digestivas, como boca, língua, gengivas, bochechas, amígdalas, faringe, laringe (onde é formada a voz), seios paranasais. No dia 27 é celebrado o Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço.

 

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), esse tipo de câncer é mais frequente em homens na faixa dos 60 anos e representam o segundo tipo da doença com maior incidência na população masculina e o quinto mais comum entre as mulheres. São cerca de 23 mil novos casos anualmente no Brasil.

 

No Mato Grosso do Sul serão em torno de 680 novos casos em 2020. Por ano, são realizados no Hospital de Câncer Alfredo Abrão mais de 5.800 procedimentos como consultas, cirurgias e tratamentos de radioterapia e quimioterapia para tratamento do câncer de cabeça e pescoço.

 

O Dr. Carlos Freitas, médico responsável pelo setor de cabeça e pescoço do HCAA informa que “a incidência desse tipo de câncer acomete pessoas a partir dos 40 a 70 anos, mas nos últimos anos tem aumentado o número de jovens com a doença. É o segundo tipo de câncer mais encontrado em homens e o quinto em mulheres”.

 

O especialista ainda diz que, “o principal fator de risco do câncer de cabeça e pescoço é o tabagismo e o etilismo, uso de bebida alcoólica crônica, os sintomas ou sinais podem começar com uma ferida na pele, na boca, garganta, pode ser um nódulo na face ou no pescoço, mudança de voz, sangramento pequeno pelo nariz, dor ou dificuldade para engolir, todos esses sintomas, quando eles perduram por mais de 2 a 3 semanas, precisa ser investigado”.

 

Quanto antes diagnosticado, maiores as chances de cura, se descoberto no início a cura se aproxima a 100% dos casos, quanto mais demora na procura de um médico, menores as chances de cura. Uma lesão pequena quase sempre com uma cirurgia o problema é resolvido, com um pequeno risco de sequela.

 

Prevenção

 

Você pode se prevenir do câncer de cabeça e pescoço com atitudes simples como o uso de chapéu, boné, filtro solar, bem como o hábito de evitar exposição nos horários de maior insolação contribui para reduzir o risco de câncer de pele na região.

 

Evitar o tabagismo: quem fuma deve interromper o hábito, quem não fuma deve evitar ambientes com fumaça de cigarro.

 

Evitar o consumo de álcool: suspender o hábito ou restringir a uma dose durante a principal refeição do dia.

 

Na prevenção do câncer de orofaringe é fundamental a prática do sexo de forma segura e muito importante a vacinação contra o HPV para as crianças de ambos os sexos, antes do início da vida sexualmente ativa.

 

Para o tratamento do câncer de cabeça e pescoço, o Hospital de Câncer Alfredo Abrão conta com equipe multiprofissional especializada em cirurgia, quimioterapia, radioterapia e demais áreas de suporte e reabilitação como fonoaudiologia, nutrição, odontologia hospitalar, psicologia e serviço social.

Pesquisa inédita mostra o índice vulnerabilidade da comunidade LGBTQIA+ em relação à Covid-19

Assessoria

 

Divulgação

A pandemia não afeta todo mundo do mesmo jeito. Em maio, especialistas do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) alertaram para os graves efeitos da pandemia na população LGBTI+, considerando também questões de raça, gênero, classe, situação de moradia, entre outros.

 

A partir da aplicação de pesquisa online com participação de dez mil pessoas em todos os estados brasileiros, o coletivo #VoteLGBT desenvolveu um índice inédito que consegue medir a vulnerabilidade LGBT à Covid19.

 

Após análise de dados envolvendo acesso a serviços de saúde, exposição ao coronavírus e informações sobre renda e trabalho, foi possível aos pesquisadores estruturar todas essas camadas de desigualdades e compreender seus desdobramentos em cada um dos representantes da sigla LGBT+.

 

O resultado demonstra que as transexuais e travestis são as mais vulneráveis aos impactos do isolamento social, seguidas pelas pessoas pretas, pardas e indígenas. O grupo da população bissexual aparece como terceiro mais em risco, e todos esses aparecem na faixa de vulnerabilidade considerada grave.

 

Um dos resultados alcançados pelo mapeamento foi identificar os contrastes nas diversas fases das vidas LGBT+. “Se na adolescência essas dificuldades de comunicação de identidade são permeadas pela falta de independência financeira, na fase adulta questões de saúde mental são combinadas com ausência de trabalho e renda. Já nas idades mais avançadas, a solidão aparece como um dos maiores desafios”, resume Samuel Silva, demógrafo da UFMG que participou do trabalho.

 

Outros apontamentos e conclusões alcançados pela pesquisa:

 

⦁ Pretos, pardos e indígenas possuem 22% mais chance de indicar a falta de dinheiro como a maior dificuldade da quarentena do que Brancos e Asiáticos

 

⦁ 4 em cada 10 pessoas das pessoas LGBT+ e metade das pessoas trans (53%) não conseguem sobreviver sem renda por mais de 1 mês caso percam sua fonte de renda;

 

⦁ Quase metade (44,3%) das pessoas tiveram tiveram suas atividades totalmente paralisadas durante o isolamento;

 

⦁ A taxa de desemprego padronizada entre os LGBT+ foi de 21,6%, quase o dobro do registrado pelo IBGE no restante da população;

 

⦁ 3 em cada 10 dos desempregados estão sem trabalho há 1 ano ou mais;

 

⦁ 1 em cada 4 (24%) perderam emprego em razão da Covid19;

 

⦁ Durante a quarentena, 7 em cada 10 pessoas (68,42%) só saem de casa quando inevitável;

 

⦁ 8 em cada 10 pessoas perceberam uma alteração de humor durante a quarentena;

 

⦁ 28% das pessoas já haviam recebido diagnóstico prévio de depressão, número quatro vezes maior do registrado no restante da população, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde.

 

⦁ 47% foram classificadas com o risco depressão no nível mais severo.

 

Apesar dos alertas, no Brasil não foram adotadas políticas e ações concretas por parte do governo considerando a realidade da população LGBTI+. A urgência de um enfoque específico na renda básica, por exemplo, é clara quando se observa que a taxa de desemprego entre pessoas LGBTI+ chegou a 21,6%, contra 12,2% da média nacional, de acordo com a pesquisa.

 

VAQUINHA EM APOIO ÀS LGBT+

 

Como ação efetiva pensada para minimizar impactos do isolamento social durante a pandemia, o #VoteLGBT lança uma campanha que visa arrecadar fundos para apoio de entidades que prestam ações de amparo à comunidade LGBT+.

 

Em parceria com a plataforma Benfeitoria, que está ampliando sua atuação no segmento LGBT, a iniciativa vai apoiar instituições em várias cidades brasileiras, entre elas Casa Satine (Campo Grande, MS), Outra Casa Coletiva (Fortaleza, CE), Casamiga (Manaus, AM), Ultra (Brasília, DF), Liga Brasileira de Lésbicas (Curitiba, PR) e Casa 1 (São Paulo, SP).

 

A Casa Satine é uma das entidades que será beneficiada com essa ação, as informações completas da campanha estão disponíveis no link https://benfeitoria.com/satine. Para o coordenador geral da Casa, Leonardo Bastos “Os LGBT’s diferente das pessoas héteros não contam em sua grande maioria com uma rede mínima de apoio, sendo necessário nosso auxílio nesse momento para que possamos minimizar os efeitos sociais causados pela pandemia e aprofundados pela discriminação”.

 

 

Campanha de vacinação contra o sarampo é prorrogada até 31 de agosto em Dourados

Assecom

 

Divulgação

A Campanha de vacinação contra o sarampo que seguiria até esta terça-feira (30) foi prorrogada até o dia 31 de agosto em Dourados. A Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Núcleo de Imunização, busca imunizar contra a doença o maior número possível de pessoas entre 20 a 49 anos, faixa etária do público-alvo nesta etapa.

 

As doses estão disponíveis para a população nas Unidades Básicas de Saúde do município, exceto nas unidades referência em atendimento para pacientes com SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), situadas na Vila Cachoeirinha, Vila Índio e Santo André.

 

O gerente do Núcleo de Imunização, Edvan Marcelo Marques, destaca que o sarampo é uma doença viral aguda similar a uma infecção do trato respiratório superior, sendo potencialmente grave, principalmente em crianças menores de cinco anos de idade, desnutridos e imunodeprimidos.

 

“A transmissão do vírus ocorre a partir de gotículas de pessoas doentes ao espirrar, tossir, falar ou respirar próximo de pessoas sem imunidade contra o vírus sarampo e pode ser grave em alguns casos”, alerta.

 

Em 2020 foram confirmados 338 casos de sarampo em 08 Unidades da Federação: São Paulo (136), Rio de Janeiro (93), Paraná (64), Santa Catarina (22), Rio Grande do Sul (11), Pernambuco (07), Pará (04) e Alagoas (01). Atualmente, 10 estados (incluindo Minas Gerais e Bahia com casos confirmados de 2019) estão com circulação ativa do vírus do sarampo. Neste ano (2020), até o momento, foram registrados três óbitos por sarampo, sendo um no estado do Rio de Janeiro, um no estado do Pará e um no estado de São Paulo.

 

A recomendação do Ministério da Saúde é reforçar medidas de prevenção de doenças de transmissão respiratória, sendo que nos casos em que a vacina é possível, reforçar essa medida preventiva eficaz.

 

Edvan destaca que mesmo diante da pandemia do coronavírus, o Ministério da Saúde também está atento e tem alertado a população sobre a importância da vacinação contra o sarampo, visto que a doença é grave e de alta transmissibilidade.

 

“Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus pelo ar para várias pessoas que não estejam imunes”, destaca.

Dermatologista explica cuidados com a pele nos dias frios

Assessoria

 

Manguitos e faixas cobrindo as orelhas são acessórios indispensáveis nos dias frios (Foto - Arquivo Pessoal)

A chegada do inverno, que começou oficialmente no Brasil no último sábado (20), e das frentes frias que se aproximam nesse final de semana despertam dúvidas sobre os cuidados corretos com a pele e a saúde nesse período. Especialmente quem faz atividades físicas ao ar livre, como corredores e ciclistas, precisam de cuidados extras com as baixas temperaturas. “No frio a pele geralmente fica mais ressecada e necessita de maior hidratação, principalmente em áreas como lábios, calcanhares e pernas”, explica a dermatologista Cristina Katayama, parceira da corrida Bonito 21K.

 

Além de roupas específicas para aquecer, a máscara de proteção individual se tornou item obrigatório, juntamente com o protetor solar com fator de proteção 30 ou superior. Mesmo em dias nublados e sem sol, ele é muito importante para proteção da pele contra os raios UVA e UVB. “Oriento que o protetor solar seja passado ao acordar, independente do clima ou da presença ou não de raios solares, pois queimadura pode ocorrer até com mormaço. A concentração de UVB é maior entre 10 e 16 horas, mas durante o dia todo temos emissão de raios UVA, cujo comprimento de onda atinge a profundidade da pele”, completa a médica.

 

No inverno, as quedas de temperatura e a baixa umidade do ar diminuem a produção da oleosidade natural da pele, que tende a ressecar e ficar com aspecto esbranquiçado e sem viço. Portanto a hidratação, tanto interna, com a ingestão da quantidade correta de água, como externa, com cremes e produtos específicos, é essencial. “Lip balms para os lábios são úteis para todos os horários, e hidratante corporais com maior poder de hidratação também ajudam muito. É importante não abusar de banhos extremamente quentes, usar umidificador de ambiente quando possível e hidratar o rosto com um produto específico para seu tipo de pele”, exemplifica a dermatologista.

 

Durante os treinos ao ar livre com baixas temperaturas, algumas dicas para os corredores e demais atletas são: lavar o rosto e as narinas com um pano úmido, para facilitar a respiração, e utilizar cremes reparadores em locais como: orifícios nasais, lábios e ao redor da boca e na região das bochechas, evitando queimaduras pelo frio. Acessórios que fazem proteção física também são bem-vindos, como viseiras, óculos de sol, bonés e roupas mais fechadas. “Me preparo com protetor solar sempre, coloco uma manguinha com proteção UV e um lenço ou bandana que proteja as orelhas do vento, o que ajuda bastante a não ficar resfriada”, conta a corredora Gisele Bittencourt, que se prepara para correr a Bonito 21K no final do ano.

 

A 6ª edição da Bonito 21K será realizada entre os dias 04 e 06 de dezembro. A realização é do Sesc de Mato Grosso do Sul e da H2O Ecoturismo. Mais informações pelo Instagram: @bonito21k, onde está disponível uma live com a dermatologista Cristina Katayama sobre cuidados com a pele para corredores.

 

Dourados atinge 77% da meta de vacinação contra Influenza

Assecom

 

A campanha nacional de vacinação contra a Influenza 2020 chega à reta final e Dourados ainda persegue a meta de imunização estabelecida pelo Ministério da Saúde. Dados parciais divulgados nesta segunda-feira (22) revelam que de um público alvo de 72.727 pessoas, foram aplicadas 56.098 doses da vacina, ou seja, cobertura de 77,14%.

 

Entre as crianças, cuja meta era imunizar 17.910, foram 10.761 as doses aplicadas, equivalente a 60,08% de cobertura. Este total de doses aplicadas refere-se à soma das doses administradas em crianças indígenas e não indígenas, de 6 meses a 4 anos de idade.

 

Já entre os trabalhadores em saúde, que tinha público alvo estimado em 7.545 pessoas, a campanha superou, com 8.119 doses aplicadas, equivalentes a 107,61% de cobertura vacinal.

 

Com relação às gestantes, a cobertura não atingiu 50% da meta. De uma população de 2.918, foram aplicadas 1.387 doses da vacina, o que equivale a 47,53% de cobertura vacinal. Já entre as puérperas (mulheres que deram à luz nos últimos 45 dias), foram 238 doses, de um público alvo de 480, equivalentes a 49,58% de cobertura.

 

Entre a população indígena, de um público alvo de 17.335, foram aplicadas 8.178 doses, equivalentes a 47,18%. Os adultos com idades entre 55 e 59 anos, cuja população estimada é de 8.308, foram 4.997 as doses aplicadas, tot6alizando 60,15% de cobertura vacinal.

 

Já entre os idosos a meta também foi superada, com 22.418 pessoas imunizadas, de um público alvo de 18.231. Ou seja, 122,97% de cobertura vacinal. Este total de doses aplicadas refere-se à soma de doses administradas em pessoas de 60 anos, incluindo idosos, profissionais de saúde e os indígenas.

 

De acordo com a Coordenação do Núcleo de Imunização, a oferta de vacinas nas unidades de saúde continuará até o dia 30 de junho, ainda como campanha. “Convidados as pessoas dos grupos alvos da campanha de vacinação que procurem as unidades de saúde para receberem a imunização”, pede o coordenador do Núcleo de Imunização, Edvan Marcelo Marques. A campanha segue até terça-feira, dia 30.

MS vai usar plasma de sangue humano para tratar pacientes de Covid-19

Assessoria

 

Mato Grosso do Sul será, mais uma vez, pioneiro ao adotar práticas inovadoras de combate à Covid-19, como aconteceu, por exemplo, ao ser um dos primeiros estados a instalar o COE – Comitê de Operações Emergenciais) e os drive-thrus em municípios estratégicos. Desta vez, vai participar de um estudo que pretende avaliar o impacto da transfusão de plasma pessoas recuperadas da Covid-19 em pacientes com quadro clínico grave da doença. A primeira coleta acontecerá nesta segunda-feira (15.06), às 8h30, no Hemosul, em Campo Grande.

 

O estudo é encabeçado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP) e conta, em Mato Grosso do Sul, com a participação do governo do Estado, por intermédio do Hemosul e Hospital Regional de MS, além de outras instituições, como Hospital Universitário da UFMS, Hospital das Clínicas da USP e da Escola Paulista de Medicina da UNIFESP (São Paulo).

 

Em Mato Grosso do Sul, o responsável é o infectologista Júlio Henrique Croda. O estudo conta ainda com a participação de outros profissionais como Benedito Antônio Lopes da Fonseca, Benedito de Pina Almeida Prado Jr, Dante Langhi Jr., Dimas Tadeu Covas, Eugênia Maria Amorim Ubial, Gil Cunha De Santis e Rodrigo Calado de Saloma Rodrigues.

 

“A participação de Mato Grosso do Sul nessa pesquisa confirma a disposição do governo do Estado, por intermédio da Secretaria Estadual de Saúde (SES), à qual o Hemosul e o Hospital Regional de MS são vinculados, em estar sempre à frente com medidas e práticas inovadoras que visam, acima de tudo, oferecer sempre o que for de melhor para a população sul-mato-grossense”, avalia o secretário estadual de Saúde Geraldo Resende.

 

A pesquisa

 

Segundo a pesquisadora Patrícia Vieira da Silva, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), não há até o momento terapia específica para a Covid-19, apesar das especulações acerca da possível eficácia de algumas drogas, como a hidroxicloroquina e o remdesivir, entre outras. Uma alternativa potencialmente promissoram de acordo com ela, é a infusão de anticorpos pré-formados, oriundos de indivíduos convalescentes da Covid-19.

 

“Essa forma de terapia, por meio da infusão de soro ou de plasma, é a única forma de conferir imunidade imediata, até que o próprio organismo afetado tenha tempo de montar a sua própria resposta imune (imunidade adaptativa), que, em regra, leva de alguns dias a algumas semanas, tempo relativamente longo em casos de infecção por microrganismo de maior virulência”.

 

O estudo, diz Patrícia Vieira, pretende avaliar o impacto da transfusão de plasma de convalescente (pacientes recuperados) da covid-19 em pacientes com quadro clínico grave dessa doença. “O quadro clínico da infecção pelo SARS-CoV-2 é heterogêneo, com apresentação clínica leve e oligossintomática, ou mesmo assintomática, na maioria dos casos, mas uma parcela de pacientes apresenta evolução grave, com insuficiência respiratória, quadro responsável pela maioria das mortes”.

 

O estudo vai trabalhar com a hipótese de que a transfusão de plasma de doador convalescente da Covid-19 poderá resultar em evolução clínica mais favorável e aumentar a taxa de sobrevida de indivíduos com acometimento grave pela doença.

 

Para testar a hipótese, serão tratados com plasma convalescente 40 pacientes com a forma grave da Covid-19 que terão seus desfechos comparados com grupo controle constituído de 80 pacientes com a mesma doença, com características e gravidade clínica semelhante. Cada paciente receberá uma dose aproximada de 10 mL/kg/dia de plasma convalescente (600 mL/dia para os adultos), por 3 dias consecutivos.

 

Os participantes do estudo serão recrutados dentre os pacientes com infecção grave da Covid-19, tratados no Hospital Universitário da UFMS e no Hospital Regional de MS. A alocação aleatória dos envolvidos em dois grupos, controle (tratamento convencional, dito “de suporte”) e experimental (receptores de plasma convalescente), se dará por sorteio eletrônico realizado por pessoa não envolvida no atendimento ao paciente. Pretende-se incluir 40 indivíduos no grupo transfundido e 80 grupo controle, totalizando 120 pessoas.

 

Mais detalhes, além dos critérios e agendas de coletas serão divulgados na manhã desta segunda-feira, no lançamento do estudo em Mato Grosso do Sul, que ocorrerá no Hemosul Coordenador, em Campo Grande.

Secretaria de Saúde orienta o uso correto de máscaras

Portal do MS

 

Mais importante do que ter uma máscara, é saber usá-la (Foto - Divulgação)

 

O uso de máscaras, tanto as descartáveis como as de tecido, caseiras ou industrializadas, tem sido um grande aliado no combate ao coronavírus. Orientado pelo Ministério da Saúde, a população tem aderido e em algumas cidades, como em Campo Grande, a utilização é obrigatória, por exemplo, nos transportes coletivos.

 

Porém, para uma maior efetividade na utilização da máscara é preciso saber usar o produto de forma correta. “Precisamos estar com as mãos limpas ao manuseá-las seja na hora de colocar, seja na hora de retirar, é preciso pegar a máscara pelo elástico ou pelo laço e nunca pela parte da frente, para não corrermos o risco de contaminar o material”, ensina a secretária adjunta de Saúde, Christine Maymone.

 

Segundo a especialista, antes de mais nada é importante que ao colocar as máscaras as mãos sejam devidamente higienizadas. “Tire todos os anéis, acessórios, pulseiras, lave as mãos com água e sabão e na ausência desse recurso, utilize o álcool em gel. Utilize o tempo necessário e ao colocar pegue a máscara pela parte externa”.

 

O tempo médio de uso é de 2 a 3 horas e a máscara precisa ser trocada se estiver apresentando umidade. “Mais importante do que ter uma máscara é saber usá-la. Quando eu uso a máscara, eu protejo o outro e quando você usa a máscara, você me protege. É uma barreira. Com isso, podemos salvar vidas”, aconselha Christine.

 

Seguem mais orientações do Ministério da Saúde:

 

Remova a máscara pegando pelo elástico ou laço da parte traseira, evitando tocar na parte da frente – que pode estar contaminada

 

Faça a imersão da máscara em recipiente com água potável e água sanitária (2,0 a 2,5%) por 30 minutos. A proporção de diluição a ser utilizada é de 1 parte de água sanitária para 50 partes de água (por exemplo: 10 ml de água sanitária para 500 ml de água potável)

 

Lave a máscara usando água e sabão e faça o enxágue em água corrente

 

A máscara de tecido tem efetividade por até 2 horas de uso, devendo ser trocada depois desse período devido à umidade natural produzida pela própria respiração.

 

É importante ressaltar que apesar do papel benéfico das máscaras para controlar a disseminação viral, a recomendação de uso não substitui a orientação de distanciamento físico e a de lavar as mãos várias vezes ao dia. É uma recomendação a mais. A máscara de pano é apenas uma alternativa para reduzir o impacto de saídas extremamente necessárias.

Ministério da Saúde altera datas de vacinação e cancela o ‘Dia D’

Assecom

 

Considerando a necessidade de adequações, no que diz respeito às datas, na terceira fase da Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza, bem como o momento atual de propagação do coronavírus no país, a população-alvo a ser vacinada nesta etapa e a disponibilidade e cronograma de entrega das vacinas pelo Instituto Butantã, bem como a distribuição gradual da vacina aos estados, o Ministério da Saúde atualizou datas da campanha e cancelou o Dia D de vacinação, previsto para o dia 9 de maio (sábado).

 

A medida considera ainda fatores técnicos, científicos, logísticos, entregas do laboratório produtor da vacina, evidência epidemiológica, eficácia e segurança do produto, somados a sustentabilidade da estratégia.

 

Assim, foram estabelecidas e atualizadas as prioridades e as datas para vacinação para a 3ª Etapa.

 

As crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade, pessoas com deficiência, gestantes e puérperas até 45 dias, deverão ser vacinadas no período de 11 a 17 de maio.

 

Já os adultos de 55 a 59 anos de idade e professores das escolas públicas e privadas, serão vacinados no período entre 18 de maio e 05 de junho.

 

Por fim, o Ministério da Saúde recomenda o cancelamento do Dia “D”, que ocorreria no sábado, 09 de maio, em todo território nacional, como também recomenda que as ações de vacinação sejam organizadas, conforme a realidade local, levando em conta o alcance da cobertura vacinal para cada grupo prioritário.

Coronavírus: Estoque para diagnóstico no Estado totaliza 21,5 mil testes

Portal do MS

 

o estoque no Estado é de 21,5 mil exames, um volume que atende a atual demanda estadual (Foto - Edemir Rodrigues)

 

Na semana passada, fruto de uma ação que envolveu o Governo do Estado, a Secretaria de Estado de Saúde, a Casa Militar e a Fiocruz, Mato Grosso do Sul recebeu mais de 10 mil testes RT PCR para o diagnóstico do coronavírus. Com isso, o estoque no Estado é de 21,5 mil exames, um volume que atende a atual demanda estadual.

 

Para o diretor do Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública), unidade responsável pelo controle do diagnóstico da doença, Luiz Henrique Ferraz Demarchi, o número de testes disponíveis é suficiente para o atual momento caso não haja aumento expressivo da demanda diária. “Atualmente, no Lacen a média diária de exames liberados é de 50 a 70 e na UFFMS, que atende a demanda do Drive Thru, é de 50 exames ao dia. Por isso,estamos otimistas com a chegada dos 10 mil exames”.

 

Ao todo, do início da pandemia até o momento, já foram feitos 2091 exames pelo Lacen. Não há fila de espera para os exames na unidade. Para diagnóstico da doença, o exame RT PCR, de biologia molecular, é considerado um dos mais adequados para detectar o vírus.

 

Para o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, os exames, de alta complexidade, chegaram em momento oportuno. “Fizemos a operação para ir até o Rio de Janeiro, na Fiocruz, e conseguimos os exames RT PCR. Foi um trabalho que contamos com a colaboração da Casa Militar do Governo do Estado, com uma aeronave. São mais 10 mil testes para somar com o que já temos no estoque, isso nos dá um certo alívio”.

Dourados vacina 95,91% dos idosos contra a gripe

Assecom

 

Campanha de vacinação contra a gripe imunizou grande número de idosos no sistema drive thru em Dourados (Foto - A.Frota)

 

Dourados encerra nesta sexta-feira (17) a 1ª etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza com resultado positivo na cobertura vacinal de idosos, e próximo da meta de imunização de profissionais da saúde, conforme balanço disponibilizado pelo Núcleo de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde.

 

De acordo dados do ‘vacinômetro’ publicados na página do Datasus do Ministério da Saúde, em Dourados, de um total de 18.231 pessoas com 60 anos e mais, 17.485 receberam as doses da vacina contra a gripe Influenza. Entre estes, incluem-se idosos profissionais de saúde e indígenas.

 

Já em relação aos trabalhadores da área da saúde, foram imunizados 4.527 pessoas de um total de 7.545, ou seja, a cobertura vacinal atingiu 60% deste público.

Sem academias, secretário aconselha a correr ou andar de bicicleta sozinho

Campo Grande News

 

Homem corre sozinho na Avenida Afonso Pena (Foto: Paulo Francis)

O secretário municipal de Meio Ambiente, Luís Eduardo Costa, adiantou que por enquanto as academias vão continuar fechadas em Campo Grande. Ele ponderou que a atividade entra naquelas consideradas de “alta complexidade”, neste momento de pandemia. Como dica, aconselhou as pessoas a fazer corridas e andar de bicicleta sozinhas.

 

“As academias não retornam segunda-feira (13), porque o contato dentro destes locais é mais complexo, por isso precisa de um plano de biossegurança consistente”, destacou ele, em entrevista ao Campo Grande News.

 

Por esta razão recomendou correr sozinho, no máximo acompanhado por uma pessoa, e se esta for do seu convívio pessoal. “Correr nas ruas e andar de bicicleta já podem, com uma pessoa no máximo que já mora com você “, destacou ele.

 

Uma comissão foi montada pelo Conselho Regional de Educação Física com integrantes de vários setores da atividade física. Entre o plano entregue a prefeitura está a higienização das academias, atendimento de até 30% da capacidade, dos colchonetes, esteiras, e outros objetos, assim como aulas virtuais para integrantes dos grupos de risco, e permanência de cada aluno de até 45 minutos, entre as medidas. Eles aguardam resposta da prefeitura.

 

Junto com as academias, os shoppings e as aulas da rede pública e privada continuam suspensas em Campo Grande. Os demais setores tiveram “flexibilização” das regras, com o retorno das atividades comerciais, no entanto com regras e medidas que precisam ser cumpridas pelos empresários. As missas e cultos também continuam proibidos na cidade, por ordem judicial.

 

Nutricionista tira dúvidas sobre contaminação de alimentos

Nutricionista Camila Armstrong

 

Com a pandemia da Covid-19, o novo coronavírus, a preocupação com a higiene aumentou, e com isso diversas notícias falsas surgiram em volta do tema. Na alimentação não foi diferente. Para ajudar a esclarecer quanto as medidas de prevenção, cuidados e benefícios dos alimentos, a Comissão de Saúde da BPW Dourados – uma ONG internacional formada por mulheres de negócios e profissionais liberais, entrevistou a nutricionista Camila Armstrong Saldanha, para tirar dúvidas sobre contaminação, alimentos que ajudam na imunidade e como se proteger.

 

A ação faz parte de uma série de entrevistas que a instituição tem feito para ajudar na disseminação de informações que auxiliem neste momento.

 

CONFIRA

 

BPW Dourados – Uma alimentação saudável pode ajudar a proteger contra a infecção e o desenvolvimento de formas mais graves da doença no caso do coronavírus?

 

Camila – O alimento, tem potencial de gerar saúde no organismo. Os alimentos que fortalecem a imunidade, podem sim prevenir doenças, mas o sistema imunológico é bem complexo. É necessário um conjunto de fatores, eu chamo de combo: alimentação saudável, prática de atividade física, sono adequado e estilo de vida sem estresse.

 

BPW Dourados – Quais alimentos poderiam ajudar neste caso?

 

Camila – Os alimentos que auxiliam no sistema imune. Existem vários alimentos funcionais que são excelentes para a imunidade. Vou citar alguns, os Probióticos, são suplementos alimentares, que contém bactérias vivas, que produzem os efeitos benéficos equilibrando a microbiota intestinal. Nós encontramos em alguns iogurtes, kefir, kombucha e também na forma de nutracêuticos e nutracosméticos, em doses que excedem os alimentos, podem estar na forma de pílula, tablete ou pó e também podem ser manipulados. Nós temos também como alimento o gengibre, que ajuda na modulação da resposta inflamatória. As frutas ricas em vitamina C, como acerola, laranja e kiwi. As frutas vermelhas altamente antioxidantes, como morangos, uvas. Os vegetais verdes escuros, com o teor de folato, ferro, magnésio. Alimento rico zinco é excelente para imunidade, como a castanha-do-pará. Gosto de um shot ,que indico para imunidade. Ao acordar, em jejum, você prepara: um pouquinho de água com meio limão espremido, 10 gotinhas de própolis (não alcóolico) 1 col chá de gengibre ralado e nessa época acrescente uma vitamina C com arginina (efervescente). Vale lembrar que a vitamina D possui um papel muito importante na modulação do sistema imune, e pode ser convertida no nosso corpo pela exposição solar, é encontrada em algumas fontes alimentares também como: salmão, ovos, sardinha, óleo de fígado de bacalhau e outros.

 

BPW Dourados -Existem alimentos que deveriam ser evitados?

 

Camila – Sim, tem alimentos que não possuem valor nutricional. Eles só tem calorias. Quais são eles? Os alimentos industrializados, ultraprocesssados, como os refrigerantes, balas, salgadinhos de pacote, “junk food”. São alimentos que não agregam valor nutricional, chamamos de calorias vazias, que não possuem vitaminas. Devem ser substituídos por aqueles alimentos ricos em minerais, que possuem alguma atividade funcional. Por isso é importante ler os rótulos de alimentos.

 

BPW Dourados – Existe uma preocupação das pessoas se os alimentos podem ser contaminados? Se sim, por quantas horas ou dias o vírus pode sobreviver? O vírus sobrevive ao congelamento? E a altas temperaturas, no forno ou microondas?

 

Camila – Agora que nós estamos tendo acesso a todos esses estudos, a essas informações. Sabemos que é possível sim, o vírus permanecer viável em vários objetos como ácido inoxidável, cobre, cartolina, papelão. Então a viabilidade desse vírus por horas ou dias é possível sim nos objetos.

 

Precisamos ter grande preocupação em relação aos objetos que estão sendo usados nos alimentos. Pois, de acordo com Autoridade Europeia de Segurança dos Alimentos (European Food Safety Authority – EFSA), não há evidência de transmissão de alimento para alimento, a transmissão ocorre de pessoa para pessoa, de forma direta, de um indivíduo contaminado, ou indireta, tendo contato com uma superfície contaminada e não higienizando as mãos. Por exemplo, o garfo, o copo, o prato, a embalagem que será utilizada. Esse cuidado deve ser tanto na nossa casa, quanto nosrestaurantes, deliverys principalmente. Cuidar com o compartilhamento de objetos.

 

Sobre a pergunta do congelamento, até agora os estudos foram feitos em condições ambientais normais, então, não tem uma resposta concreta se o vírus pode sobreviver as baixas ou as altas temperaturas. Mas é possível sim.

 

BPW Dourados – Quais cuidados devem ser tomados na preparação de alimentos em casa?

 

Camila – É extremamente importante os cuidados na hora de manusear os alimentos. A recomendação principal seria lavar as mãos com frequência, usando água corrente, sabão, esfregando bem as mãos, inclusive os vãos dos dedos, dos punhos. Usar o álcool em gel. Manter as unhas curtas e sem esmalte, evitar a utilização de adornos como anéis, relógios, que também podem ser acumuladores de sujeira. De forma alguma tossir e espirrar, ou coçar o nariz enquanto estiver manuseando os alimentos. Higienizar bem a superfície onde vai ser manipulado esses alimentos, os utensílios. Cozinhar muito bem os alimentos, também é uma forma de prevenção. Já que sabemos que alimentos crus tem mais risco de contaminação.

 

BPW Dourados – E nos estabelecimentos que estão fazendo delivery ou venda de comida pronta para entregas, quais cuidados funcionários e proprietários devem tomar?

 

Camila – Os restaurantes devem dar um espaço maior entre as mesas, redobrar o cuidado para reduzir os riscos de contágio. Aumentar também o controle da higienização. Em relação ao delivery, certificar que seus entregadores não estejam gripados. Eles também precisam se proteger durante as entregas, pois estão mais vulneráveis. As empresas de delivery devem fazer uma campanha de conscientização, justamente para esses entregadores, ensinando-os maneiras e cuidados de higienização, que muitos talvez não tivessem antes da pandemia. Importante que não tenha o contato físico entre o entregador e a pessoa que fez o pedido, e o se pagamento puder ser via aplicativo, para diminuir essa aproximação entre eles, seria a medida mais eficiente. E quando o cliente, assim que receber o seu pacote, higienize as mãos imediatamente.

 

BPW Dourados – A respeito das compras, quais cuidados recomenda ao chegar em casa? O que fazer com sacolas, embalagens? Como frutas e produtos hortifruti devem se higienizados?

 

Camila – Em relação as compras, é necessário que ao chegar em casa, descartemos as sacolinhas, imediatamente, e lavar ou limpar os produtos que compramos antes de guardá-los. Até mesmo um produto que a gente não tinha costume de lavar para colocar na geladeira (por ex. uma caixa de leite, um iogurte), ou lata de creme de leite que ia ser guardado na dispensa, hoje se recomenda higienizar tudo que você traz o mercado, até uma caixa de sabão em pó, se possível.

 

Quanto a Higienização dos vegetais, as folhas devem ser mergulhadas em um litro de água com hipoclorito de sódio, uma colher de chá de água sanitária. O vinagre, ele não é aconselhado para eliminar bactérias, única coisa que ele retira são as larvinhas.

 

BPW Dourados – As refeições sempre representaram momentos de união e alegria, o que recomenda para o momento que passamos? Qual sua mensagem final?

 

Camila – Às refeições trazem prazer, felicidade, ainda mais se estamos com pessoas queridas, que amamos. Muitas pessoas não podiam conciliar o trabalho, filhos, momentos em família. E nesse cenário atual, nessa quarentena, temos mais tempo. Vamos aproveitar para agradar o nosso amor, nossos filhos, preparando um café da manhã especial, testando uma receita nova que você sabe que vai ele vai adorar, coloque uma mesa bonita, escolha um prato (não precisa ser sofisticado), mas faça uma apresentação bonita, diferente do casual, reinvente. E coloque amor, muito amor. Esses são meus conselhos.

COVID-19: Médica esclarece riscos e condutas para idosos

Assessoria BPW Dourados

 

Dra. Amanda Fujii Geld

 

Porque os idosos são o principal grupo de risco para o COVID-19?

 

Por se tratar de um vírus novo não possuímos memória imunológica para ele. Além disso com o passar dos anos existe um declínio da nossa resposta imunológica, que somados, dificultam a capacidade de cura dos idosos frente a infecção.

 

Quando o Ministério da Saúde diz que os idosos devem ficar em isolados, mesmo sem sintomas gripais, o que isso implica?

 

Segundo estudos, 76% dos infectados contraíram a doença de pessoas sem sintomas. Dada a dificuldade que os idosos tem de controlar a infecção viral, a melhor opção seria mantê-los longe dessas pessoas. Foi aí que a ideia do isolamento social surgiu, pois não conseguimos garantir que pessoas assintomáticas não estejam contaminadas.

 

Diante disto, quais os principais cuidados que os idosos e seus familiares/cuidadores devem tomar?

 

Sabemos que nem todos tem a possibilidade de isolamento, visto que em muitas famílias idosos e crianças moram na mesma casa. Em casos como esse, eu sempre oriento que ao chegar em casa a pessoa tire o sapato e as roupas e tome banho em um local que de preferência não tenha contato com áreas comuns da casa, coloque roupas limpas e mantenha uma distância de aproximadamente 1,5 metros ou use máscara.

 

Se o idoso apresentar sintomas gripais leves, o que deve ser feito?

 

Desde que não apresente falta de ar, febre alta ou qualquer sintoma de gravidade a recomendação é hidratação e repouso.

 

Algum medicamento deve ser evitado pelo idoso neste contexto?

 

Neste momento não existe qualquer comprovação cientifica sobre o não uso de medicações em pessoas infectados pelo COVID-19.

 

Quando o idoso deve procurar atendimento médico?

 

Muito se fala sobre evitar o Pronto Socorro, quero deixar bem claro que se os familiares ou o próprio paciente achar que não está bem, deve ir ao Pronto Socorro. Em geral pede-se que procure atendimento médico se apresentar febre, tosse seca e dificuldade para respirar.

 

Em caso de emergência, o que fazer?

 

Ligue para o SAMU (192)

 

Nos casos em que o idoso estiver se sentindo muito triste com o isolamento, até mesmo com sintomas depressivos, o que devemos fazer?

 

A saúde mental é de suma importância, coisas simples podem fazer a diferença, uma ligação de vídeo, abrir a janela para ver o sol, música… Enquadre dentro do cenário possível o que deixa seu ente querido mais feliz. Digo que se ele não se sentir excluído, e sim protegido, os dias difíceis se tornam mais leves.

 

Por que os idosos devem tomar a vacina da gripe?

 

Por mais que a bola da vez seja o COVID-19, há outros vírus que também nos preocupam com os idosos. E, assim como estão no grupo de risco para o COVID-19, os idosos também estão no da gripe. A diferença é que existe vacina contra a gripe. Estudos mostram que a vacinação é essencial para prevenir infecções graves, complicações, hospitalizações e mortes decorrentes da gripe.

 

Para finalizar, qual sua mensagem final para todos os idosos?

 

Eu imagino quão difícil deve ser o isolamento, mas infelizmente é um mal necessário nesse momento. A mortalidade em idoso é muito alta e pensando nisso estamos tomando todas as medidas cabíveis para proteger vocês contra esse vírus. Busquem apoio em suas famílias, tenham paciência que logo tudo voltará ao normal.

 

Dra. Amanda Fujii Geld
Médica CRM-MS 8550
Especialização em Cardiogeriatria INCOR HC-FMUSP