quarta-feira, 6 de maio de 2026

Canetas emagrecedoras podem deixar planos de saúde empresariais mais caros

A “febre” das canetas emagrecedoras e a maior demanda por terapias avançadas, com medicamentos de alto custo, devem pressionar a inflação médica e podem levar a reajustes mais altos nos planos de saúde empresariais.

A expectativa, segundo especialistas consultados pelo g1, é que os custos médicos subam entre 8% e 11% em 2026.

Segundo pesquisa da consultoria Willis Towers Watson (WTW), os gastos com medicamentos estão entre os principais fatores que puxam os custos de saúde nas Américas — especialmente os remédios mais modernos para obesidade e diabetes.

“Embora os planos de saúde no Brasil ainda não contemplem medicamentos para emagrecimento, como as canetas injetáveis, o rol de procedimentos ampliou a cobertura ambulatorial para alguns tratamentos oncológicos, além de medicamentos voltados a doenças raras e autoimunes”, explica a diretora de saúde e benefícios da Willis Towers Watson (WTW), Walderez Fogarolli.

Ao mesmo tempo, entidades de saúde no Brasil e no mundo seguem discutindo como tratar a obesidade no longo prazo.

No final do ano passado, por exemplo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou as primeiras diretrizes sobre o uso de canetas emagrecedoras no combate à doença, classificando esses medicamentos como uma ferramenta potencialmente essencial para “ajudar milhões de pessoas a superar a obesidade e reduzir os danos associados”.

No Brasil, uma série de projetos de lei apresentados no Congresso no ano passado passou a tratar do uso de medicamentos contra a obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS).
Nesse cenário, a avaliação do setor é que, embora os planos ainda não sejam obrigados a cobrir as canetas emagrecedoras, a obesidade vem sendo cada vez mais reconhecida como doença crônica — o que pode influenciar decisões judiciais contra as operadoras, dependendo do caso.

Ainda segundo a pesquisa da WTW, 67% das seguradoras acreditam que medicamentos à base de GLP-1 vão elevar os custos médicos nos próximos três anos. Na prática, isso também pode pressionar novos reajustes dos planos de saúde.

🔎 Esses medicamentos imitam a ação do hormônio GLP-1, produzido pelo próprio corpo. Ele ajuda a controlar o apetite, aumenta a sensação de saciedade e regula a liberação de insulina.

Outros fatores também pesam na inflação médica

Os especialistas explicam que, embora os medicamentos tenham um peso importante, há vários outros fatores que influenciam os custos da saúde, como regulação e judicialização no Brasil, tecnologias mais caras (muitas ligadas ao dólar), comportamento dos usuários, além de desperdícios e fraudes.

🔎 Judicialização é quando as pessoas recorrem cada vez mais à Justiça para resolver questões que não foram solucionadas por outros meios. Na saúde, isso inclui casos em que pacientes acionam os tribunais para obrigar planos a cobrir tratamentos, exames ou medicamentos que não foram autorizados.

Segundo o superintendente técnico e atuarial da Mercer Marsh Benefícios, Thomás Ishizuka, fatores como a frequência de uso do plano e o custo médio dos atendimentos — chamado de “severidade” no jargão do setor — também entram na conta dos reajustes.

“Analisamos principalmente o custo médio por atendimento e a frequência de uso, mas o preço também depende de outras variáveis, como a idade dos beneficiários, o setor da empresa e o tipo de contrato”, diz.

A Mercer Marsh estima que a inflação médica fique entre 8% e 9% em 2026, enquanto os reajustes dos planos empresariais devem variar de 8% a 10%. Já a WTW projeta alta de 11% neste ano, mas não detalhou os reajustes dos planos.

Fonte: Portal G1

Mês das mães reforça importância da vacinação na gestação

O mês das mães, celebrado em maio, é um período de homenagens, mas também um convite à atenção com a saúde de quem gera a vida, especialmente durante a gestação.

Nesse período, que exige cuidados redobrados, manter o cartão de vacinação atualizado é uma das principais medidas para garantir o bem-estar da mãe e do bebê.

Infelizmente, ainda há muito desconhecimento sobre o tema. Um levantamento do Instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec), realizado com mais de 500 gestantes no país, mostra que apenas 58% sabem da existência de um calendário vacinal específico para a gravidez. Outros 41% desconhecem essa orientação, evidenciando a necessidade de ampliar o acesso à informação durante o pré-natal.

“É fundamental que as gestantes tenham acesso à informação e sejam orientadas sobre a importância da vacinação durante o pré-natal”, destaca a bioquímica Gélida Pessoa, responsável pelo setor de vacinas do Sabin Diagnóstico e Saúde, em Manaus.

“Os profissionais da área têm um papel essencial nesse processo, esclarecendo dúvidas e reforçando a necessidade de manter a caderneta de vacinação atualizada”.

Recomendações 

De acordo com o Calendário Nacional de Vacinação 2026 do Ministério da Saúde, a imunização é um cuidado essencial para garantir ao bebê um desenvolvimento saudável, especialmente nos primeiros mil dias de vida. Por isso, ao confirmar a gravidez, a mulher deve buscar orientação para atualizar o esquema vacinal conforme seu histórico.

Entre as vacinas recomendadas estão a de hepatite B, com três doses; a dT (difteria e tétano), também em três aplicações; a influenza trivalente, indicada uma vez por temporada; e a vacina contra a covid-19, recomendada a cada gestação para reduzir o risco de formas graves da doença.

Também fazem parte das orientações a vacina dTpa, que protege contra difteria, tétano e coqueluche, e a imunização contra o vírus sincicial respiratório (VSR). Ambas contribuem para proteger o bebê nos primeiros meses de vida por meio da transferência de anticorpos maternos.

“A vacina Dtpa é realizada na paciente a partir da 20ª semana de gestação, enquanto a vacina contra VSR deve ser realizada a partir da 28ª semana de gestação”, explica Gélida.

A Sociedade Brasileira de Imunização (Sbim) orienta que, se o parto ocorrer com menos de 14 dias da vacinação materna, o bebê não estará protegido, pois não houve tempo necessário para a transferência de anticorpos para ele.

Nessa situação, o pediatra deve considerar a administração de anticorpo monoclonal no bebê.

Em situações específicas, como em casos de viagem ou residência em áreas de risco, a vacina contra febre amarela pode ser indicada, sempre após avaliação médica criteriosa do risco-benefício.

Acesso facilitado 

Nos últimos anos, o acesso às vacinas tem se ampliado no Brasil, tanto na rede pública quanto na privada, o que contribui para aumentar a cobertura vacinal sem comprometer a segurança dos imunizantes.

Na rede privada, por exemplo, há maior variedade de vacinas e facilidades que favorecem a adesão ao cuidado preventivo, como agendamento prévio, compra online e até serviços de vacinação domiciliar ou em ambientes corporativos.

Essas alternativas ampliam a comodidade, especialmente em um período em que a gestante precisa conciliar consultas, exames e rotina pessoal.

Outros cuidados 

A vacinação integra um conjunto de ações fundamentais do pré-natal, que deve começar assim que a gravidez for confirmada, preferencialmente até a 12ª semana de gestação. Esse acompanhamento permite monitorar a saúde da mãe e do bebê e prevenir complicações ao longo de todo o período gestacional.

O cuidado inclui consultas periódicas, exames laboratoriais e de imagem, além de um calendário de atendimentos que se intensifica conforme a gestação avança: mensal até a 28ª semana, quinzenal até a 36ª e semanal até o parto.

Fonte: Assessoria

Sexo seguro também pode ser prazeroso?

Apesar dos avanços nas discussões sobre sexualidade, ainda é comum que o uso de preservativos seja associado à perda de sensibilidade ou à diminuição do prazer durante a relação sexual.

Esse tipo de percepção, no entanto, está mais ligado a mitos do que à realidade, segundo especialistas em saúde íntima, que defendem que proteção e satisfação podem caminhar juntas.

Dados do Ministério da Saúde apontam que o preservativo é o método mais eficaz para a prevenção do HIV e de outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), sendo também uma importante ferramenta para evitar a gravidez não planejada.

Ainda assim, a adesão ao método segue baixa: uma pesquisa nacional indica que cerca de 59% dos brasileiros afirmam não utilizar camisinha em suas relações sexuais.

De acordo com a Dra. Larissa Cassiano, médica parceira da DKT South America, empresa de planejamento familiar responsável por marcas como Prudence, a resistência ao uso do preservativo muitas vezes está relacionada à falta de informação e à experiência inadequada com o produto.

“Hoje existem preservativos com diferentes texturas, espessuras e estímulos sensoriais que contribuem para o prazer. A ideia de que o uso reduz a sensibilidade não é uma regra e pode estar mais ligada à escolha do produto ou ao uso incorreto”, explica.

Além disso, quando utilizado corretamente, o preservativo pode atingir até 98% de eficácia na prevenção da gravidez, segundo dados de especialistas em saúde , reforçando sua segurança como método contraceptivo. Ainda assim, falhas no uso, como colocação incorreta ou uso tardio durante a relação, são fatores que contribuem para a percepção equivocada de baixa eficácia.

Outro ponto importante é o impacto psicológico na vivência do prazer. Sentir-se protegido durante a relação pode reduzir a ansiedade e aumentar o relaxamento, fatores que influenciam diretamente na qualidade da experiência. Quando o cuidado com a saúde sexual está presente, o foco tende a se voltar mais para o momento, favorecendo a conexão entre os parceiros.

A diversificação dos produtos disponíveis no mercado também tem contribuído para mudar essa percepção. De acordo com o Ministério da Saúde, a oferta de preservativos com diferentes características, como versões mais finas e texturizadas, busca justamente aumentar a adesão ao uso ao tornar a experiência mais confortável e atrativa .

Para a Dra. Larissa, desassociar o preservativo da ideia de limitação é um passo importante para ampliar o uso e promover a saúde sexual. “O preservativo deve ser visto como um aliado, não como um impedimento. Ele permite que as pessoas vivam sua sexualidade com mais liberdade, responsabilidade e tranquilidade”, afirma.

Ao integrar proteção e prazer, o uso do preservativo se consolida como parte natural da experiência sexual, reforçando a importância de escolhas conscientes e informadas para o bem-estar físico e emocional.

Fonte: Assessoria

Muito açúcar pode afetar a imunidade?

O consumo de açúcar faz parte da rotina alimentar de grande parte da população, especialmente em datas comemorativas e períodos de maior indulgência. No entanto, o excesso pode trazer impactos que vão além do ganho de peso, afetando diretamente o funcionamento do sistema imunológico.

De acordo com o Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da Carnot Laboratórios, o consumo elevado de açúcar pode interferir na resposta do organismo a agentes infecciosos.

O excesso de glicose no sangue está associado a processos inflamatórios e pode comprometer a atuação das células de defesa, tornando o corpo mais suscetível a infecções.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam que o consumo de açúcares livres não ultrapasse 10% da ingestão calórica diária, sendo ideal reduzir para menos de 5% para obter benefícios adicionais à saúde.

No entanto, o consumo médio da população costuma exceder esse limite, especialmente com a ingestão de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas.

Estudos clássicos na área de imunologia indicam que a ingestão elevada de açúcar pode reduzir temporariamente a eficiência dos glóbulos brancos, células responsáveis por combater vírus e bactérias.

Esse efeito pode ocorrer poucas horas após o consumo excessivo, impactando a capacidade de resposta do organismo.

Além disso, dietas ricas em açúcar podem contribuir para o desequilíbrio da microbiota intestinal, que desempenha papel fundamental na imunidade.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 70% das células do sistema imunológico estão associadas ao intestino, o que reforça a relação entre alimentação e defesa do organismo.

O impacto do consumo excessivo de açúcar também está relacionado ao aumento do risco de doenças crônicas, como obesidade e diabetes tipo 2, condições que podem comprometer ainda mais a resposta imunológica ao longo do tempo.

A recomendação dos especialistas é manter uma alimentação equilibrada, com consumo moderado de açúcar e maior ingestão de alimentos in natura, além de priorizar a hidratação, a prática de atividade física e o sono adequado. Pequenas mudanças na rotina já podem contribuir para o fortalecimento da imunidade.

Observar o consumo de açúcar não significa restrição total, mas sim equilíbrio. O organismo tende a responder melhor quando há moderação e regularidade nos hábitos alimentares, especialmente em períodos de maior consumo.

Fonte: Assessoria

Sonecas longas e frequentes podem aumentar risco de mortalidade

Os cochilos são uma estratégia clássica para tentar rapidamente recuperar a energia em dias de muito cansaço – quem nunca tirou uma soneca reparadora, daquelas que a gente acorda sem saber onde está, que atire a primeira pedra.
Mas uma nova pesquisa mostra que os inocentes cochilos durante o dia podem ser, no limite, mortais.

➡️O estudo, publicado na revista científica “JAMA Network Open” revelou que pessoas que tiram frequentemente sonecas longas, especialmente durante a manhã, têm maior risco de mortalidade por qualquer causa.

O grupo analisou dados de mais de 1300 participantes, com 56 anos ou mais, em um acompanhamento que durou 19 anos. O objetivo era compreender se características como frequência e duração dos cochilos entre idosos poderiam estar associadas a uma chance maior de morte.

Nas conclusões, os pesquisadores destacam que, uma vez que cochilar é um comportamento comum entre idosos, os achados levantam uma séria preocupação sobre o impacto desse hábito na longevidade.

O risco do cochilo

Além de poder perder a hora de acordar, algumas características dos cochilos são as responsáveis por aumentar o risco de mortalidade. Ou seja, nem toda soneca vai necessariamente trazer consequências negativas.

Os pesquisadores observaram que os fatores que estiveram relacionados à maior mortalidade foram: Cochilos de maior duração (acima de uma hora); Maior frequência de cochilos e cochilar pela manhã (em comparação a dormir no início da tarde).

😴Assim, os dados mostram, em resumo, que cochilos mais longos, frequentes e durante a manhã podem levar a um aumento no risco de morte.

O que torna a soneca mais mortal?

Os pesquisadores ponderam que o estudo não analisou as causas específicas de morte nem é capaz, unicamente, de explicar por que os cochilos, com essas características já descritas, estão associados a maiores índices de mortalidade.

👉Apesar disso, há alguns problemas de saúde que podem explicar essa relação: Mecanismos cardiovasculares, Distúrbios do sono
Doenças crônicas (como doenças respiratórias crônicas, diabetes e neurodegeneração e inflamação sistêmica.

Em todas essas situações, há uma potencial influência no sono, o que pode fazer com que a pessoa se sinta menos disposta e mais sonolenta ao longo do dia e tire mais cochilos – ou seja, as sonecas seriam uma consequência direta de um problema de saúde já existente.

Fonte: Portal G1

 

IBGE alerta para quadro preocupante na saúde mental de adolescentes

Três em cada dez estudantes de 13 a 17 anos afirmaram que se sentem tristes sempre ou na maioria das vezes na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSe), divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Uma proporção semelhante também revelou que já teve vontade de se machucar de propósito.

O IBGE entrevistou 118.099 adolescentes que frequentavam 4.167 escolas públicas e privadas de todo o Brasil em 2024, e a amostra é considerada representativa do universo de estudantes do país.

O quadro preocupante sobre a saúde mental dessa população inclui ainda 42,9% dos alunos que responderam que se sentem “irritados, nervosos ou mal-humorados por qualquer coisa” e 18,5% que pensam sempre, ou na maioria das vezes, que “a vida não vale a pena ser vivida”.

Onde buscar ajuda

Adolescentes e seus responsáveis ou quaisquer pessoas com pensamentos e sentimentos de querer acabar com a própria vida devem buscar acolhimento em sua rede de apoio, como familiares, amigos, educadores e também em serviços de saúde.

De acordo com o Ministério da Saúde, é muito importante conversar com alguém de confiança e não hesitar em pedir ajuda, inclusive para buscar serviços de saúde.

Serviços de saúde que podem ser procurados para atendimento:  Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde); UPA 24H, SAMU 192, Pronto Socorro; Hospitais e o Centro de Valorização da Vida – 188 (ligação gratuita).

O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone (188), e-mail, chat e voip 24 horas todos os dias.

Desamparo

Apesar da gravidade dos números, menos da metade dos alunos frequentava uma escola que oferecia algum tipo de suporte psicológico, proporção que sobe para 58,2% na rede privada e cai para 45,8% na pública.

A presença de profissional de saúde mental no quadro de funcionários da escola era ainda mais rara, sendo disponível a apenas 34,1% dos estudantes.

Fonte: Agência Brasil

Mato Grosso do Sul tem 18 vagas abertas para especialização em enfermagem neonatal pelo SUS

Ministério da Saúde inicia, nesta segunda-feira (16), a seleção de profissionais de enfermagem que atuam em unidades neonatais de referência no Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da Especialização em Enfermagem Neonatal.

Com investimento de R$ 2,6 milhões, serão ofertadas 310 vagas por meio de edital nacional. As inscrições estão abertas a partir de hoje e vão até o dia 6 de abril na plataforma SIGA-LS (veja abaixo). O Mato Grosso do Sul conta com 18 vagas a serem preenchidas, na capital Campo Grande e em Dourados.

As oportunidades são voltadas às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde há maior déficit dessa especialização. A previsão de início do curso é no mês de junho.

De acordo com o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, a iniciativa é mais uma ação para qualificar a força de trabalho e ampliar a cobertura de atendimentos para o público feminino.

“Nosso objetivo é fortalecer e valorizar a enfermagem no âmbito do SUS, além de qualificar a oferta dos serviços. Ao atacar desigualdades históricas, fortalecemos a resolutividade nas redes regionais”, destaca. 

O curso será executado pelo Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). A especialização em Enfermagem Neonatal para o SUS: Redução de desigualdades e Qualificação de Atenção Neonatal terá duração de 14 meses.

Com a formação, que integra o programa Agora Tem Especialistas, será possível ampliar em mais de 30% o número atual de enfermeiros neonatais que atuam no SUS.

Oportunidades nas capitais e no interior 

Do total de vagas, 206 são para capitais (66%) e 104 para municípios do interior (34%). Regionalmente, a oferta será de 56 para o Centro-Oeste, 182 para o Nordeste e 72 para o Norte, contemplando 64 hospitais em 36 municípios brasileiros.

Em Campo Grande, as vagas serão destinadas a três unidades de saúde: Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian; Hospital Regional de Mato Grosso do Sul; e Associação de Amparo à Maternidade e à Infância (Aami). Já em Dourados, as vagas são para o hospital da Universidade Federal da Grande Dourados.

O edital também reserva 172 vagas para ações afirmativas. A oferta de mais profissionais especializados possibilita identificação precoce de riscos, manejo clínico oportuno e intervenção segura, reduzindo óbitos evitáveis.

Reforço para a Saúde da Mulher

O Ministério da Saúde tem investido na formação de mais especialistas para fortalecer a atenção obstétrica e neonatal no SUS. Em 2025, foram destinados R$ 17 milhões à realização da Especialização em Enfermagem Obstétrica – Rede Alyne.

O curso conta com 760 profissionais de enfermagem, em parceria com 38 instituições vinculadas às Instituições de Ensino Superior (IES) e Escolas de Saúde Pública (ESP). O curso é executado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com o apoio da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras (Abenfo).

O curso teve como diferencial a priorização de profissionais que atuam em territórios interiorizados, fortalecendo o compromisso com a equidade e a ampliação do acesso à formação especializada.

Dessa forma, a maior concentração de aprovados, por meio de edital, foi no Nordeste 264 (35%), em 368 municípios. Além de presença nos nove estados da Amazônia legal, com total de 194 vagas disponibilizadas.

Fonte: Ministério da Saúde

Cuidar da saúde da mulher exige compreender o corpo feminino

(*) Por Giovana Colletti

A saúde da mulher ainda é frequentemente discutida de maneira fragmentada é normal vermos falas sobre hormônios em consultórios ginecológicos, de dietas em redes sociais e de saúde mental em outros espaços completamente separados.

Apesar disso, o corpo feminino não funciona em compartimentos isolados, a alimentação, metabolismo, hormônios e bem-estar emocional estão profundamente conectados e precisam estar bem alinhados para o funcionamento adequado desse sistema. Nesse contexto, a nutrição assume um papel central no cuidado com a saúde feminina ao longo de todas as fases da vida.

Mulheres passam por mudanças fisiológicas marcantes ao longo da vida. Puberdade, ciclo menstrual, gestação, pós-parto e menopausa representam períodos de intensa adaptação metabólica e hormonal. Essas mudanças influenciam diretamente o gasto energético, o apetite, a composição corporal e até mesmo o humor. Por isso, estratégias nutricionais que ignoram essas particularidades tendem a ser pouco eficazes e, muitas vezes, prejudiciais.

Um exemplo claro está no próprio ciclo menstrual. Pesquisas mostram que o gasto energético basal pode variar ao longo do ciclo, especialmente durante a fase lútea, quando há aumento do metabolismo e maior sensação de fome. Esse fenômeno é fisiológico e não representa falta de disciplina alimentar, como muitas mulheres acabam acreditando.

Outro ponto importante é a composição corporal feminina. Mulheres apresentam naturalmente maior percentual de gordura corporal essencial, necessário para funções hormonais e reprodutivas, essa característica influencia a forma como o organismo armazena e utiliza energia. Intervenções nutricionais extremamente restritivas podem comprometer esse equilíbrio e afetar a saúde hormonal, inclusive alterando o ciclo menstrual.

Além disso, algumas deficiências nutricionais são mais comuns em mulheres devido às demandas fisiológicas específicas. A deficiência de ferro, por exemplo, é uma das carências nutricionais mais frequentes no mundo e afeta principalmente mulheres em idade reprodutiva. Segundo a Organização Mundial da Saúde, milhões de mulheres apresentam anemia por deficiência de ferro, condição que pode causar fadiga, queda no desempenho cognitivo e redução da qualidade de vida.

Nutrientes como cálcio, vitamina D e ácido fólico também merecem atenção especial. O cálcio e a vitamina D desempenham papel importante na saúde óssea, especialmente na prevenção da osteoporose, uma condição que afeta predominantemente mulheres após a menopausa.

Já o ácido fólico é essencial durante o período reprodutivo, pois está associado à prevenção de malformações no desenvolvimento fetal. Diante disso, fica claro que cuidar da saúde da mulher vai muito além da busca por emagrecimento, a nutrição precisa ser compreendida como um instrumento de suporte à fisiologia feminina.

Isso envolve priorizar alimentos ricos em nutrientes, manter regularidade nas refeições e respeitar as necessidades individuais do corpo em diferentes momentos da vida.

Também é importante destacar que saúde não deve ser confundida com padrões estéticos, muitas mulheres são levadas a acreditar que cuidar da alimentação significa viver em permanente restrição alimentar.

Na prática, a ciência mostra o oposto: padrões alimentares equilibrados e sustentáveis são mais eficazes para promover saúde metabólica e bem-estar a longo prazo. No fim das contas, uma alimentação adequada não é apenas uma estratégia para controlar o peso. É um dos pilares mais importantes para preservar energia, equilíbrio hormonal e qualidade de vida.

(*) Nutricionista – Pós-graduada em Nutrição Estética, Esportiva e Saúde da Mulher

SUS começa a usar novo tratamento contra a malária em crianças

O Ministério da Saúde iniciou o novo tratamento contra a malária em crianças menores de 16 anos de idade no Sistema Único de Saúde (SUS) com o uso de tafenoquina na formulação pediátrica de 50 mg, indicada para pesos entre 10 kg e 35 kg.

O público infantil concentra cerca de 50% dos casos da doença no país. Até então, o medicamento era ofertado apenas a jovens e adultos a partir de 16 anos de idade.

A entrega do medicamento está sendo feita de forma gradual, com foco em áreas prioritárias na região Amazônica.

O Brasil tornou-se o primeiro país do mundo a disponibilizar esse tipo de tratamento para crianças.

Inicialmente, serão distribuídos 126.120 comprimidos da tafenoquina pediátrica para ampliar o controle da doença em todo o território nacional.

O ministério esclareceu que o novo medicamento passou a ser indicado para pessoas com malária vivax (Plasmodium vivax), com peso acima de 10 kg, que não estejam grávidas ou em período de amamentação.

O uso do medicamento tem se mostrado eficaz, reduzindo as recaídas e a transmissão da doença.

Até então, o esquema terapêutico disponível exigia tratamento por até 14 dias, o que dificultava a adesão, especialmente entre crianças.

De acordo com o Ministério da Saúde, “a nova apresentação do fármaco será administrada em dose única, o que proporciona mais conforto e praticidade para as famílias e profissionais de saúde, maior adesão à terapia, eliminação completa do parasita e a prevenção de recaídas”

Ainda segundo o ministério, o medicamento “contribui para a interrupção da transmissão da doença, possibilita o ajuste da dose conforme o peso da criança, garantindo maior eficácia do tratamento”.

O ministério investiu R$ 970 mil na compra do medicamento e já recebeu 64.800 doses que serão distribuídos em áreas de maior incidência como os Distritos Sanitários Especiais Indígenas Yanomami, Alto Rio Negro, Rio Tapajós, Manaus, Vale do Javari e Médio Rio Solimões e Afluentes.

Esses territórios concentram cerca de 50% dos casos de malária em crianças e jovens de até 15 anos.

O primeiro a ser contemplado foi o DSEI Yanomami, com 14.550 comprimidos. O território foi a primeira região do país a receber a tafenoquina 150 mg, indicada para pacientes com mais de 16 anos, em 2024.

“A malária é um dos principais desafios de saúde pública na região Amazônica, especialmente em áreas de difícil acesso e territórios indígenas, onde fatores geográficos e sociais ampliam a vulnerabilidade à doença”, reconhece o ministério.

O Ministério da Saúde informou que segue intensificando o monitoramento e o reforço das ações de controle vetorial, a busca ativa e a disponibilização de testes rápidos entre outras estratégias de combate à doença na região.

Entre 2023 e 2025, somente no território Yanomami houve aumento de 103,7% na realização de testes, crescimento de 116,6% no número de diagnósticos e redução de 70% nos óbitos pela doença.

Em relação a todo o país, em 2025 foi registrado o menor número de casos (120.659) desde 1979, com 15% de redução em relação a 2024.

No mesmo período, também houve uma redução de 16% em áreas indígenas de todo o país.

A Amazônia concentra 99% dos casos do país. No ano passado, foram registrados 117.879 casos na região.

Fonte: Agência Brasil

Pré-Carnaval: o risco de buscar o “shape” de última hora sem orientação profissional

Com o Carnaval se aproximando, cresce a pressa para transformar o corpo em tempo recorde. O “projeto Carnaval” aparece nas conversas, nas redes sociais e nas academias,  quase sempre acompanhado de promessas rápidas.

Mas a busca pelo “shape de última hora” pode virar um atalho perigoso quando envolve treinos excessivos, falta de descanso e até uso de medicamentos sem prescrição.

Na prática, esse impulso pode trazer consequências como lesões, exaustão, mal-estar, taquicardia e efeitos adversos graves, principalmente quando não há orientação profissional e nem avaliação prévia.

Inez Oliveira, docente de Educação Física da Estácio, alerta que resultados imediatos raramente vêm com segurança. “Resultados imediatos dificilmente se tornam seguros. Todo protocolo de treinamento ou intervenção precisa ser orientado por profissionais capacitados”, afirma.

Um dos erros mais comuns no pré-Carnaval é aumentar carga e intensidade de forma brusca, especialmente em quem está voltando a treinar ou não tem preparo físico. Segundo a professora, em um corpo “destreinado”, esse excesso costuma terminar em lesão.

“Até o controle da intensidade, carga e volume precisam ser periodizados. Sempre que um indivíduo provoca intensidade demais nos treinamentos sem um protocolo individual, vem a lesão”, reforça. E o resultado pode ser o oposto do esperado: “Aí acaba pausando três semanas, seis semanas, dependendo do que pode ocorrer”.

Ela também chama atenção para o uso indiscriminado de estimulantes e pré-treinos, muitas vezes combinados com cardio intenso e pouca recuperação. “O sujeito nem sabe se pode fazer uso, se tem alguma arritmia cardíaca ou alguma doença no coração. Isso pode gerar gatilhos e até provocar um infarto ou AVC”, alerta.

Canetas emagrecedoras – Além do excesso de treino, cresce a procura por emagrecimento rápido com as chamadas “canetas emagrecedoras”, popularizadas como solução imediata para o “projeto Carnaval”. A professora Patrícia Pacheco, docente de Biomedicina da Estácio e mestre em fisiopatologia endócrina, afirma que a urgência estética tem levado muita gente a usar esses medicamentos sem acompanhamento.

“Com a proximidade do Carnaval, a urgência estética muitas vezes atropela a fisiologia, e é aí que moram os riscos”, diz. Para ela, o problema é tratar como estética algo que exige cuidado. “Essas medicações são ferramentas fantásticas para o tratamento da obesidade e doenças metabólicas, mas devem ser encaradas como um tratamento de saúde a longo prazo, e não como um acessório temporário.”

Segundo Patrícia, o uso sem orientação pode provocar complicações como pancreatite aguda, gastroparesia, hipotensão com desidratação e sarcopenia acelerada — quando o corpo perde massa muscular e força.

“Sem o cálculo correto de proteínas, o corpo ‘devora’ os próprios músculos para obter energia, o que destrói o metabolismo a longo prazo”, alerta.

Entre os sinais de atenção estão dor abdominal intensa, vômitos persistentes, constipação severa, tonturas, taquicardia e confusão mental. E no Carnaval, o risco pode passar despercebido. “A adrenalina da festa mascara muitos sinais. O álcool ‘anestesia’ a dor abdominal inicial, e a pessoa só percebe a gravidade quando o quadro já está crítico”, afirma.

O que dá para fazer  – Não existe milagre: resultados consistentes são construídos com tempo, orientação e planejamento. “Todo e qualquer resultado não é construído em poucas semanas. É um trabalho de meses, de treino individualizado”, diz Inez.

Ela destaca que o profissional de Educação Física é essencial para prescrever o treino com avaliação física, análise postural e metas realistas. “O resultado é longevidade no esporte”, resume.

Já Patrícia explica que, em poucas semanas, é possível melhorar disposição e reduzir inchaço, desde que o foco esteja em hábitos seguros: cortar ultraprocessados e excesso de sódio, aumentar fibras e manter hidratação adequada. “Beber pelo menos 35 ml de água por cada quilo de peso corporal”, recomenda.

No fim, o melhor “projeto Carnaval” é o que não coloca a saúde em risco e permite curtir a festa com energia, segurança e bem-estar.

Fonte: Assessoria

Vacinação em dia garante volta às aulas mais segura para crianças

De acordo com orientações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacinação protege não apenas o indivíduo, mas também a coletividade, contribuindo para a prevenção de surtos em escolas e creches e para a proteção de pessoas mais vulneráveis. Neste período de retorno às aulas, algumas vacinas merecem atenção especial.

Entre elas estão à influenza, importante para a prevenção de infecções respiratórias comuns no ambiente escolar; a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola; a vacina contra difteria, tétano e coqueluche; as vacinas meningocócicas, que previnem meningites e infecções graves de rápida evolução; a pneumocócica 15 ou 20, indicada para a prevenção de pneumonias e outras infecções; além da vacina contra a dengue, recomendada para crianças e adolescentes dentro da faixa etária indicada, especialmente em um período de maior circulação do vírus.

Com a retomada da rotina escolar, é importante que pais e responsáveis confiram o cartão de vacinação e busquem orientação profissional em caso de dúvidas, especialmente no caso de crianças com condições de saúde específicas. Esse cuidado contribui para um período letivo mais tranquilo e seguro.

A enfermeira Heryka Cavalcante, responsável pelos serviços de imunização do Sabin no Tocantins, reforça que a atualização da caderneta vacinal é uma medida essencial de prevenção. “Quando a criança está com a vacinação em dia, ela se protege e contribui para a proteção de colegas, educadores e familiares”, explica.

Segundo a enfermeira, o atendimento especializado também ajuda a orientar as famílias. “Muitas dúvidas estão relacionadas ao número de doses, aos intervalos entre as vacinas e às possíveis reações. No Sabin, as famílias recebem orientações antes e depois da aplicação, garantindo mais segurança e tranquilidade”, completa.

Para a biomédica e gestora do Sabin no Tocantins, Nayara Borba, a vacinação é fundamental para um retorno seguro às atividades escolares. “A volta às aulas aumenta a circulação de pessoas e, consequentemente, o risco de transmissão de doenças. Manter o cartão de vacinação atualizado é uma forma simples e eficaz de proteger crianças, adolescentes e toda a comunidade escolar”, destaca.

Fonte: Assessoria

Afastamentos por transtornos mentais disparam no Brasil e acendem alerta sobre saúde mental no trabalho

Por trás de planilhas e estatísticas, um problema silencioso vem se tornando cada vez mais visível no Brasil: o adoecimento mental relacionado ao trabalho. Dados recentes analisados pela Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT) mostram que os afastamentos por transtornos mentais cresceram quase 80% em apenas dois anos, entre 2023 e 2025, gerando um custo estimado de R$ 954 milhões em benefícios pagos pelo INSS.

Segundo o levantamento, depressão e transtornos de ansiedade lideram as causas de afastamento, refletindo uma combinação de fatores como sobrecarga laboral, insegurança profissional, jornadas extensas e dificuldade de acesso a cuidados preventivos em saúde mental.

Para o médico residente em Psiquiatria Lucas Pacini, os números escancaram um problema que já vinha sendo observado na prática clínica. “Esses dados não surgem do nada. Eles refletem pessoas que passaram meses — às vezes anos — ignorando sinais claros de esgotamento emocional, acreditando que o sofrimento fazia parte da rotina profissional”, afirma.

Pacini destaca que, em muitos casos, o afastamento ocorre apenas quando o quadro já se tornou incapacitante. “Existe uma cultura de normalização da ansiedade, da insônia e do cansaço extremo. O problema é que o corpo e a mente têm limites. Quando esses limites são ultrapassados de forma contínua, o adoecimento se instala”, explica.

O médico ressalta que transtornos como burnout, depressão e ansiedade não aparecem de forma abrupta. “Eles se constroem aos poucos, em silêncio. A pessoa continua trabalhando, produzindo, cumprindo metas, mas já está funcionando no automático. Quando finalmente busca ajuda, muitas vezes já precisa se afastar”, diz.

Além do impacto financeiro para a Previdência Social, Pacini chama atenção para o custo humano do problema. “Cada afastamento representa alguém que perdeu qualidade de vida, autonomia e, em muitos casos, identidade profissional. A conta não é só econômica — é emocional, familiar e social.”

Para o psiquiatra, os dados reforçam a necessidade de mudar a lógica de cuidado em saúde mental no ambiente de trabalho. “Psiquiatria não deve ser vista como último recurso, quando tudo já desmoronou. Ela também é prevenção. Identificar sinais precoces e intervir antes do colapso reduz afastamentos, recaídas e sofrimento”, afirma.

Pacini defende que empresas e trabalhadores precisam abandonar a ideia de que buscar ajuda é sinal de fraqueza. “Cuidar da saúde mental é uma estratégia de sustentabilidade humana. Nenhuma produtividade se sustenta à custa do adoecimento”, conclui.

Especialistas apontam que ampliar o acesso a acompanhamento psicológico e psiquiátrico, promover ambientes de trabalho mais saudáveis e combater o estigma em torno dos transtornos mentais são passos essenciais para frear a escalada dos afastamentos. Caso contrário, os números tendem a continuar crescendo — com impactos cada vez mais profundos para o país.

Fonte: Assessoria

Agência alerta para pancreatite aguda e mortes após canetas emagrecedoras

Pessoas que usam canetas emagrecedoras, como Mounjaro ou Wegovy, devem estar cientes da possibilidade rara, mas real, de desenvolver pancreatite aguda, segundo um alerta publicado pela Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) do Reino Unido.

A MHRA, que é similar à Anvisa no Brasil, recebeu 1.296 notificações da condição associada aos medicamentos entre 2007 e outubro de 2025 no país.

Os registros incluem 19 mortes e 24 casos de pancreatite necrosante, forma em que há morte de tecido pancreático.

Mais de 25 milhões de embalagens de medicamentos GLP-1 foram distribuídas no Reino Unido nos últimos cinco anos, segundo a agência.

Conhecidas por marcas como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, esses medicamentos injetáveis imitam um hormônio liberado após a alimentação, chamado GLP-1, que ajuda a controlar o apetite e prolonga a sensação de saciedade. O Mounjaro ainda atua em outro hormônio, o GIP.

“Embora a frequência geral permaneça incomum, a experiência pós-comercialização demonstrou que alguns relatos raros de pancreatite aguda foram particularmente graves, incluindo pancreatite necrosante e fatal”, diz o alerta publicado pela MHRA.

Ainda de acordo com a agência, os sintomas de pancreatite a serem observados incluem dor extrema no estômago e nas costas que não desaparece. A agência aconselha os usuários do medicamento a consultarem um médico imediatamente caso apresentem essas manifestações.

As informações relacionadas aos possíveis riscos do produto para profissionais de saúde e pacientes foram atualizadas.

Estima-se que 1,6 milhão de adultos na Inglaterra, País de Gales e Escócia tenham usado medicamentos como Wegovy e Mounjaro no último ano.
Alison Cave, diretora de segurança da MHRA, afirmou que a segurança do paciente é uma prioridade máxima.

“Para a grande maioria dos pacientes que recebem prescrição de GLP-1, esses medicamentos são seguros e eficazes, proporcionando benefícios significativos para a saúde”, disse ela.

“O risco de desenvolver esses efeitos colaterais graves é muito pequeno, mas é importante que pacientes e profissionais de saúde estejam cientes e atentos aos sintomas associados.”

O pâncreas é um pequeno órgão, localizado atrás do estômago, que auxilia na digestão.

A maioria das pessoas diagnosticada com pancreatite aguda começa a se sentir melhor em cerca de uma semana e não apresenta mais problemas. Mas algumas pessoas com pancreatite aguda grave podem desenvolver complicações sérias.

Os medicamentos GLP-1 devem ser usados apenas com orientação médica.
O MHRA aconselha sempre discutir com o profissional os benefícios e riscos dos medicamentos antes de começar a tomá-los ou antes de fazer qualquer alteração no tratamento, como trocar para uma marca diferente de caneta.

Fonte: Portal G1

 

MS registrou mais de 8 mil casos de dengue em 2025, aponta Ministério da Saúde

O calor, a alta umidade e os dias chuvosos são ideais para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e outras doenças.

De acordo com o painel de atualização de Casos de Arboviroses, do Ministério da Saúde, em 2025, apenas em Mato Grosso do Sul, foram 8.443 mil casos confirmados de dengue, com 20 óbitos.

As reações no organismo podem causar dúvidas, e por isso é tão importante distingui-las o mais rápido possível. A mestre e coordenadora do curso de enfermagem do Centro Universitário Anhanguera, Sandra Demétrio Lara, diz que a febre é o principal motivo da ‘confusão’, pois ela é comum também em outras doenças, como a Covid-19.

“É crucial instruir a comunidade sobre a dengue para incentivá-la a buscar cuidados médicos ao reconhecer os sinais, assegurando, desse modo, o diagnóstico e tratamento adequados da enfermidade. A dengue pode manifestar-se com sintomas como elevação da temperatura corporal, desconfortos musculares, cefaleia, erupções na pele e cansaço”, afirma.

Ainda de acordo com a docente, a população precisa aproveitar que postos de vacinação foram espalhados pelas autoridades. “Temos condições de nos prevenir e diminuir os riscos de uma infecção se tornar grave, caso a vacina tenha sido aplicada. A dengue é uma doença que requer muita atenção e precisamos tomar todas as medias possíveis para combatê-la”.

Por fim, a especialista listou algumas dicas sobre como é possível agir para manter os cuidados e evitar a proliferação da doença. Confira:

1 . Mantenha a limpeza: mantenha sua casa e quintal limpos e livres de lixo, entulho e objetos em desuso que possam acumular água;
2. Cubra recipientes de água: se você tiver tanques de água, caixas d’água ou cisternas, certifique-se de que estejam devidamente tampados para evitar a entrada de mosquitos;
3. Elimine locais de reprodução: o mosquito deposita seus ovos em água parada. Portanto, é essencial eliminar todos os recipientes que possam acumular água em sua casa e arredores, como vasos de plantas, pneus velhos, garrafas vazias, latas e recipientes de plástico;
4. Limpe ralos e calhas: certifique-se de que ralos e calhas estejam limpos e desobstruídos para que a água possa escoar livremente;
5. Elimine criadouros comunitários: participe de esforços de limpeza e educação em sua comunidade para eliminar criadouros de mosquitos Aedes em áreas públicas;
6. Esteja ciente dos sintomas: fique atento aos sintomas de doenças transmitidas pelo Aedes, como febre alta, dor no corpo, manchas vermelhas na pele, dores nas articulações e olhos vermelhos. Procure atendimento médico se apresentar esses sintomas;
7. Use repelente: ao sair de casa, especialmente em áreas onde o mosquito pode habitar, aplique repelente de insetos na pele exposta. Certifique-se de seguir as instruções do rótulo;
8. Use roupas adequadas: vista roupas de manga longa e calças compridas quando possível, para reduzir a exposição da pele aos mosquitos;
9. Instale telas em janelas e portas: use telas em suas janelas e portas para impedir que os mosquitos entrem em sua casa;
10. Evite horários de pico: o mosquito é mais ativo durante o amanhecer e o entardecer. Tente evitar atividades ao ar livre durante esses horários, se possível.
 

Fonte: Assessoria

Anvisa libera novo medicamento contra o Alzheimer

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo tratamento para a doença de Alzheimer no país. O medicamento Leqembi é capaz de desacelerar a destruição do cérebro causada pela doença e representa um passo importante no tratamento do Alzheimer.

A doença de Alzheimer (DA) é a principal causa de demência neurodegenerativa no mundo. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, mais de um milhão de pessoas convivem com a doença.

Até hoje, não havia tratamento direcionado à doença em si, apenas às suas consequências. A liberação aconteceu no dia 22 de dezembro de 2025.
O que é esse novo medicamento e como ele age

Produzido com o anticorpo lecanemabe, o Leqembi é indicado para pessoas que já apresentam demência leve causada pelo Alzheimer.

Esse anticorpo — semelhante aos que o próprio corpo produz para atacar vírus ou bactérias — foi projetado para acionar o sistema imunológico e promover a limpeza da amiloide no cérebro.

Na prática, ele atua contra a substância pegajosa que se acumula no cérebro de pessoas com Alzheimer, chamada beta-amiloide. O acúmulo dessas placas é uma das características definidoras da doença.

O medicamento é administrado por infusão e é recomendado para pacientes nos estágios iniciais do Alzheimer.

O ESTUDO 

A eficácia do medicamento foi demonstrada em um estudo publicado em 2022 na New England Journal of Medicine, uma das revistas científicas mais importantes do mundo.

O estudo em larga escala envolveu 1.795 voluntários com Alzheimer em estágio inicial. As infusões de lecanemabe foram administradas a cada duas semanas.

Após 18 meses de tratamento, o lecanemabe reduziu o declínio cognitivo-funcional dos pacientes, indicando uma progressão mais lenta da doença.

Desde 2023, o medicamento já é aprovado pela agência reguladora dos Estados Unidos, a FDA, e comercializado no país. Agora, passa a estar disponível também no Brasil.

Da ausência de tratamentos às novas terapias que tentam frear o Alzheimer

Nos últimos anos, surgiram poucas opções terapêuticas realmente novas capazes de interferir no desenvolvimento e na progressão da Doença de Alzheimer.

Até a década de 1970, sabia-se basicamente que o envelhecimento e a doença estavam associados à atrofia cerebral e ao acúmulo de duas proteínas anormais: a tau, que se deposita dentro dos neurônios, e a β-amiloide, que se acumula fora deles.

O tratamento, naquela época, era essencialmente de suporte, incluindo mudanças de hábitos, vitaminas, vasodilatadores e estimulantes da memória, sem eficácia comprovada.

Ao longo dos anos, pesquisadores foram descobrindo a causa raiz da doença e, com isso, conseguindo trazer respostas àqueles que pesquisavam soluções para a doença, abrindo portas para tratamentos, como esse.
“Isso representa uma nova linha de pesquisa e uma porta que se abre de oportunidade para intervir na evolução da doença”, explica Helder Picarelli, neurocirurgião do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Apesar de considerar promissor, o médico explica que ainda é preciso alguns passos antes de considerar esse um sucesso definitivo para a doença.

“Esse tipo de terapia é usando um anticorpo específico, ele tem modificado o tratamento, mas ainda é ainda é novo. Acho que a gente precisa aguardar um pouquinho mais para a gente ter uma conclusão definitiva. Eu não sei se o custo que é elevado e o risco compensa o benefício obtido pelo uso desse tipo de medicação”, explica.

Fonte: Portal G1