domingo, 21 de junho de 2026

Exames ajudam a diferenciar o resfriado de uma alergia respiratória

A chegada do tempo seco e as variações climáticas ressecam as vias aéreas, tornando as mucosas mais suscetíveis a inflamações. Espirros em sequência, coriza, tosse persistente e falta de ar se tornam parte da rotina.

Embora os sintomas apontem para um simples resfriado, eles podem ser, na verdade, os protagonistas de uma crise de alergia respiratória disfarçada.

Leonardo Abreu, médico de família e comunidade da Amparo Saúde, empresa do ecossistema do Grupo Sabin, afirma que o diagnóstico preciso auxilia no controle das crises e evita a progressão de quadros como rinite alérgica e asma. “As alergias respiratórias são desencadeadas por gatilhos específicos, como ácaros, fungos, pelos de animais ou tipos de pólen”, explica.

Segundo ele, sem identificar o agente causador, o tratamento perde eficácia e o impacto na qualidade de vida se torna cada vez maior. “O ideal é que o médico consiga traçar a estratégia mais eficiente, desde orientações para o controle do ambiente, como reduzir a exposição a poeira e umidade, até a indicação de tratamentos mais assertivos, como a imunoterapia”, destaca.

O papel do médico de família

Para um controle eficaz das crises e a melhora da qualidade de vida, a Atenção Primária à Saúde (APS) tem uma grande contribuição para o paciente alérgico com um olhar integral sobre o indivíduo.

“O médico de família e comunidade foca no paciente como um todo. Buscamos entender seu contexto de vida, seus hábitos e até seu estado emocional. Muitas vezes, as alergias possuem um componente psicossomático, em que o estresse e a ansiedade podem intensificar as reações alérgicas”, explica.

Diagnóstico precoce

Além do desconforto físico, uma alergia não controlada pode prejudicar a qualidade do sono, a prática de atividades físicas e a produtividade no trabalho. O médico afirma que as empresas que investem no diagnóstico e tratamento corretos também garantem um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.

Dessa forma, o diagnóstico precoce permite que o paciente e o médico possam adotar medidas direcionadas e eficazes, controlando a inflamação das vias aéreas e devolvendo o bem-estar do dia a dia.

Exames

Entre os principais aliados no diagnóstico estão os exames laboratoriais que avaliam a resposta do organismo a diferentes substâncias. Um dos principais é o IgE Específica, exame de sangue mede a concentração de anticorpos do tipo Imunoglobulina E (IgE) para um alérgeno específico. Ele oferece uma resposta clara e objetiva sobre a sensibilidade do paciente a uma determinada substância, como um tipo específico de ácaro ou fungo.

Outro exame é o Painel de Alérgenos Respiratórios (ImmunoCAP), que permite uma investigação mais ampla, testando simultaneamente a sensibilidade a múltiplos alérgenos presentes no ar. É um mapeamento completo que pode incluir os principais “suspeitos” do dia a dia: poeira doméstica, diferentes espécies de ácaros, fungos (mofo), epitélios de cães e gatos, e pólens de gramíneas.

Fonte: Assessoria

Doenças respiratórias no frio: veja dicas para proteger as crianças

Com a chegada dos dias frios de estações como o outono e o inverno, cresce a preocupação com as doenças respiratórias em crianças.

As temperaturas mais baixas e o clima seco favorecem a circulação de vírus e agravam quadros como gripe, resfriado, bronquiolite, rinite, sinusite, asma, bronquite e até pneumonia.

Segundo Roberta Ferreira, enfermeira do Brazilian International School – BIS, de São Paulo (SP), as crianças são mais vulneráveis às doenças respiratórias porque ainda estão com o sistema imunológico em desenvolvimento, o que facilita a infecção por vírus e bactérias e pode agravar quadros alérgicos e respiratórios já existentes.

“Durante os meses mais frios, é comum observarmos um aumento nos casos de doenças respiratórias entre as crianças. As baixas temperaturas e o ar mais seco podem ressecar as vias aéreas e comprometer as defesas naturais do organismo, facilitando a entrada de vírus e outros agentes infecciosos. Mas com alguns cuidados simples no dia a dia, é possível reduzir bastante os riscos”, explica.

Entre as doenças mais comuns que costumam aparecer nessa época, estão:

Resfriado: infecção viral mais leve, com sintomas como coriza, espirros, tosse e congestão nasal;

Gripe: infecção viral que causa febre, tosse, dor no corpo, coriza e mal-estar. Em crianças, pode evoluir para complicações respiratórias;

Asma: doença inflamatória crônica das vias aéreas que provoca falta de ar, chiado no peito e tosse, podendo ser agravada no frio;

Bronquiolite: inflamação dos bronquíolos, comum em bebês e crianças pequenas, que pode causar chiado no peito, tosse e dificuldade para respirar;

Bronquite: inflamação dos brônquios, geralmente acompanhada de tosse, chiado e produção de secreção;

Rinite alérgica: inflamação da mucosa nasal causada por alergias, com sintomas como espirros, coriza e coceira no nariz;

Sinusite: inflamação dos seios da face, que pode causar nariz entupido, secreção, dor facial e tosse;

Pneumonia: infecção dos pulmões causada por vírus, bactérias ou fungos, com sintomas como febre alta, tosse e dificuldade respiratória.

DICAS PARA PREVENIR DOENÇAS RESPIRATÓRIAS EM CRIANÇAS

A profissional do BIS elenca, abaixo, medidas simples para que pais e responsáveis colaborem para manter longe as doenças oportunistas desse período.

Mantenha a vacinação da criança em dia: a vacina contra a gripe e os imunizantes previstos no calendário vacinal ajudam a prevenir infecções e complicações;

Ensine e incentive a higiene das mãos: oriente a criança a lavar as mãos com água e sabão ou usar álcool em gel com frequência, evitando a transmissão de vírus e bactérias;

Deixe os ambientes ventilados: mesmo em dias frios, é importante abrir janelas e permitir a circulação de ar;

Evite mudanças bruscas de temperatura: evite expor a criança a ambientes muito quentes, e logo depois a locais frios, isso favorece irritações respiratórias;

Incentive a hidratação: manter a criança hidratada ajuda a manter as vias respiratórias hidratadas e protegidas;

Ofereça alimentação equilibrada: frutas, legumes e alimentos ricos em nutrientes ajudam a fortalecer a imunidade;

Redobre os cuidados com a limpeza da casa: poeira, mofo, ácaros e pêlos de animais podem agravar alergias e doenças respiratórias;

Lave roupas e cobertores guardados: peças armazenadas por muito tempo acumulam poeira e podem causar crises alérgicas;

Evite exposição da criança à fumaça e cheiros fortes: cigarro, produtos de limpeza e perfumes intensos irritam as vias respiratórias;

Evite contato da criança com pessoas gripadas: isso reduz o risco de transmissão de vírus respiratórios;

No caso dos bebês, mantenha o aleitamento materno: o leite materno ajuda a proteger contra infecções.

PARCERIA FAMÍLIA E ESCOLA

A prevenção e o cuidado com doenças respiratórias infantis também dependem de uma atuação conjunta entre família e escola. Segundo Roberta, os pais e responsáveis devem estar atentos aos sintomas que exigem avaliação médica e comunicar a instituição de ensino sempre que a criança apresentar sinais de adoecimento.

“Febre persistente, chiado no peito, dificuldade para respirar, respiração acelerada, cansaço excessivo, recusa para comer ou beber e prostração são alguns sinais de alerta. Quando a criança apresenta dificuldade para respirar, a barriga ‘afundando’ ao respirar ou coloração arroxeada nos lábios, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente”, alerta.

No ambiente escolar, medidas preventivas ajudam a reduzir a disseminação dessas doenças, como a higienização frequente dos espaços, orientar as crianças sobre etiqueta respiratória, como cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar, e o monitoramento de sintomas ao longo da rotina.

“Escola e família precisam caminhar juntas nesse processo. Enquanto a escola adota práticas de prevenção e acompanha o bem-estar dos alunos, os pais têm um papel essencial ao observar sintomas, buscar orientação médica quando necessário e manter a criança em casa durante a recuperação, evitando a transmissão para colegas e professores”, finaliza a enfermeira .

Fonte: Assessoria

Afastamentos por burnout crescem mais de 800% no Brasil

O Brasil enfrenta um agravamento expressivo da crise de saúde mental no ambiente profissional.

Dados recentes da Previdência Social mostram que os afastamentos por burnout cresceram mais de 800% em apenas quatro anos, saltando de 823 casos em 2021 para 7.595 em 2025.

O número reforça um cenário de adoecimento emocional cada vez mais presente nas relações de trabalho e reacende o debate sobre responsabilidade das empresas, condições laborais e direitos dos trabalhadores.

Para o advogado trabalhista André Theodoro, o crescimento dos casos não é isolado e reflete mudanças profundas no ambiente corporativo.

“O burnout não surge de um dia para o outro. Ele normalmente é consequência de pressão constante, excesso de trabalho, metas abusivas, jornadas exaustivas e ambientes organizacionais adoecedores”, afirma.

Reconhecida oficialmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como síndrome relacionada ao trabalho, a condição pode gerar afastamento pelo INSS e, dependendo do caso, até consequências trabalhistas para a empresa.

Segundo Theodoro, muitos trabalhadores ainda não sabem que possuem direitos quando o adoecimento está ligado ao ambiente profissional.

“Quando existe relação entre o trabalho e o esgotamento mental, o trabalhador pode ter acesso a benefícios previdenciários e, em determinadas situações, estabilidade e indenizações”, explica.

Além dos impactos individuais, o crescimento dos afastamentos também acende um alerta econômico. Milhares de dias de trabalho são perdidos todos os anos em razão de transtornos emocionais, afetando produtividade e aumentando custos para empresas e Previdência.

O tema ganha ainda mais relevância diante da atualização da NR-1, que passa a incluir fatores psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais, reforçando a obrigação das empresas de prevenir situações que possam comprometer a saúde mental dos funcionários.

“A legislação trabalhista está caminhando para uma visão mais preventiva. Saúde mental deixou de ser um tema secundário e passou a fazer parte da responsabilidade legal das empresas”, destaca André Theodoro.

Para o especialista, o aumento dos números mostra que o debate sobre saúde mental no trabalho deixou de ser tendência e se tornou necessidade urgente.

“O ambiente profissional não pode continuar sendo um espaço de adoecimento silencioso. Ignorar isso hoje significa enfrentar consequências humanas e jurídicas amanhã”, conclui.

Fonte: Assessoria

Anvisa aprova novo remédio contra asma e rinossinusite

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de registrar um novo medicamento para tratamento de asma e rinossinusite crônica grave com pólipos nasais.

O remédio se chama Densurko, nome comercial do depemoquimabe. Ele vem em solução injetável, em seringa preenchida ou caneta aplicadora pronta para uso.

Para asma, o produto é indicado como tratamento complementar para adultos e adolescentes a partir de 12 anos. O foco são pacientes com inflamação alérgica do tipo 2, ligada ao excesso de eosinófilos no sangue.

Os eosinófilos são células de defesa que, em excesso, podem aumentar a inflamação das vias respiratórias e o risco de crises fortes de asma.

A aplicação deve ser feita uma vez a cada seis meses. Segundo estudos clínicos, o medicamento reduziu de forma significativa as crises graves quando comparado ao placebo, sempre junto ao tratamento padrão.

No caso da rinossinusite crônica com pólipos nasais, o remédio é indicado apenas para adultos. Ele vale para pacientes que não tiveram controle adequado com tratamento convencional, como corticosteroides sistêmicos ou cirurgia.

A rinossinusite crônica é uma inflamação do nariz e dos seios da face que dura mais de 12 semanas. Em alguns casos, surgem pólipos benignos que atrapalham a respiração.

Fonte: Diarinho

Canetas emagrecedoras podem deixar planos de saúde empresariais mais caros

A “febre” das canetas emagrecedoras e a maior demanda por terapias avançadas, com medicamentos de alto custo, devem pressionar a inflação médica e podem levar a reajustes mais altos nos planos de saúde empresariais.

A expectativa, segundo especialistas consultados pelo g1, é que os custos médicos subam entre 8% e 11% em 2026.

Segundo pesquisa da consultoria Willis Towers Watson (WTW), os gastos com medicamentos estão entre os principais fatores que puxam os custos de saúde nas Américas — especialmente os remédios mais modernos para obesidade e diabetes.

“Embora os planos de saúde no Brasil ainda não contemplem medicamentos para emagrecimento, como as canetas injetáveis, o rol de procedimentos ampliou a cobertura ambulatorial para alguns tratamentos oncológicos, além de medicamentos voltados a doenças raras e autoimunes”, explica a diretora de saúde e benefícios da Willis Towers Watson (WTW), Walderez Fogarolli.

Ao mesmo tempo, entidades de saúde no Brasil e no mundo seguem discutindo como tratar a obesidade no longo prazo.

No final do ano passado, por exemplo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou as primeiras diretrizes sobre o uso de canetas emagrecedoras no combate à doença, classificando esses medicamentos como uma ferramenta potencialmente essencial para “ajudar milhões de pessoas a superar a obesidade e reduzir os danos associados”.

No Brasil, uma série de projetos de lei apresentados no Congresso no ano passado passou a tratar do uso de medicamentos contra a obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS).
Nesse cenário, a avaliação do setor é que, embora os planos ainda não sejam obrigados a cobrir as canetas emagrecedoras, a obesidade vem sendo cada vez mais reconhecida como doença crônica — o que pode influenciar decisões judiciais contra as operadoras, dependendo do caso.

Ainda segundo a pesquisa da WTW, 67% das seguradoras acreditam que medicamentos à base de GLP-1 vão elevar os custos médicos nos próximos três anos. Na prática, isso também pode pressionar novos reajustes dos planos de saúde.

🔎 Esses medicamentos imitam a ação do hormônio GLP-1, produzido pelo próprio corpo. Ele ajuda a controlar o apetite, aumenta a sensação de saciedade e regula a liberação de insulina.

Outros fatores também pesam na inflação médica

Os especialistas explicam que, embora os medicamentos tenham um peso importante, há vários outros fatores que influenciam os custos da saúde, como regulação e judicialização no Brasil, tecnologias mais caras (muitas ligadas ao dólar), comportamento dos usuários, além de desperdícios e fraudes.

🔎 Judicialização é quando as pessoas recorrem cada vez mais à Justiça para resolver questões que não foram solucionadas por outros meios. Na saúde, isso inclui casos em que pacientes acionam os tribunais para obrigar planos a cobrir tratamentos, exames ou medicamentos que não foram autorizados.

Segundo o superintendente técnico e atuarial da Mercer Marsh Benefícios, Thomás Ishizuka, fatores como a frequência de uso do plano e o custo médio dos atendimentos — chamado de “severidade” no jargão do setor — também entram na conta dos reajustes.

“Analisamos principalmente o custo médio por atendimento e a frequência de uso, mas o preço também depende de outras variáveis, como a idade dos beneficiários, o setor da empresa e o tipo de contrato”, diz.

A Mercer Marsh estima que a inflação médica fique entre 8% e 9% em 2026, enquanto os reajustes dos planos empresariais devem variar de 8% a 10%. Já a WTW projeta alta de 11% neste ano, mas não detalhou os reajustes dos planos.

Fonte: Portal G1

Mês das mães reforça importância da vacinação na gestação

O mês das mães, celebrado em maio, é um período de homenagens, mas também um convite à atenção com a saúde de quem gera a vida, especialmente durante a gestação.

Nesse período, que exige cuidados redobrados, manter o cartão de vacinação atualizado é uma das principais medidas para garantir o bem-estar da mãe e do bebê.

Infelizmente, ainda há muito desconhecimento sobre o tema. Um levantamento do Instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec), realizado com mais de 500 gestantes no país, mostra que apenas 58% sabem da existência de um calendário vacinal específico para a gravidez. Outros 41% desconhecem essa orientação, evidenciando a necessidade de ampliar o acesso à informação durante o pré-natal.

“É fundamental que as gestantes tenham acesso à informação e sejam orientadas sobre a importância da vacinação durante o pré-natal”, destaca a bioquímica Gélida Pessoa, responsável pelo setor de vacinas do Sabin Diagnóstico e Saúde, em Manaus.

“Os profissionais da área têm um papel essencial nesse processo, esclarecendo dúvidas e reforçando a necessidade de manter a caderneta de vacinação atualizada”.

Recomendações 

De acordo com o Calendário Nacional de Vacinação 2026 do Ministério da Saúde, a imunização é um cuidado essencial para garantir ao bebê um desenvolvimento saudável, especialmente nos primeiros mil dias de vida. Por isso, ao confirmar a gravidez, a mulher deve buscar orientação para atualizar o esquema vacinal conforme seu histórico.

Entre as vacinas recomendadas estão a de hepatite B, com três doses; a dT (difteria e tétano), também em três aplicações; a influenza trivalente, indicada uma vez por temporada; e a vacina contra a covid-19, recomendada a cada gestação para reduzir o risco de formas graves da doença.

Também fazem parte das orientações a vacina dTpa, que protege contra difteria, tétano e coqueluche, e a imunização contra o vírus sincicial respiratório (VSR). Ambas contribuem para proteger o bebê nos primeiros meses de vida por meio da transferência de anticorpos maternos.

“A vacina Dtpa é realizada na paciente a partir da 20ª semana de gestação, enquanto a vacina contra VSR deve ser realizada a partir da 28ª semana de gestação”, explica Gélida.

A Sociedade Brasileira de Imunização (Sbim) orienta que, se o parto ocorrer com menos de 14 dias da vacinação materna, o bebê não estará protegido, pois não houve tempo necessário para a transferência de anticorpos para ele.

Nessa situação, o pediatra deve considerar a administração de anticorpo monoclonal no bebê.

Em situações específicas, como em casos de viagem ou residência em áreas de risco, a vacina contra febre amarela pode ser indicada, sempre após avaliação médica criteriosa do risco-benefício.

Acesso facilitado 

Nos últimos anos, o acesso às vacinas tem se ampliado no Brasil, tanto na rede pública quanto na privada, o que contribui para aumentar a cobertura vacinal sem comprometer a segurança dos imunizantes.

Na rede privada, por exemplo, há maior variedade de vacinas e facilidades que favorecem a adesão ao cuidado preventivo, como agendamento prévio, compra online e até serviços de vacinação domiciliar ou em ambientes corporativos.

Essas alternativas ampliam a comodidade, especialmente em um período em que a gestante precisa conciliar consultas, exames e rotina pessoal.

Outros cuidados 

A vacinação integra um conjunto de ações fundamentais do pré-natal, que deve começar assim que a gravidez for confirmada, preferencialmente até a 12ª semana de gestação. Esse acompanhamento permite monitorar a saúde da mãe e do bebê e prevenir complicações ao longo de todo o período gestacional.

O cuidado inclui consultas periódicas, exames laboratoriais e de imagem, além de um calendário de atendimentos que se intensifica conforme a gestação avança: mensal até a 28ª semana, quinzenal até a 36ª e semanal até o parto.

Fonte: Assessoria

Sexo seguro também pode ser prazeroso?

Apesar dos avanços nas discussões sobre sexualidade, ainda é comum que o uso de preservativos seja associado à perda de sensibilidade ou à diminuição do prazer durante a relação sexual.

Esse tipo de percepção, no entanto, está mais ligado a mitos do que à realidade, segundo especialistas em saúde íntima, que defendem que proteção e satisfação podem caminhar juntas.

Dados do Ministério da Saúde apontam que o preservativo é o método mais eficaz para a prevenção do HIV e de outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), sendo também uma importante ferramenta para evitar a gravidez não planejada.

Ainda assim, a adesão ao método segue baixa: uma pesquisa nacional indica que cerca de 59% dos brasileiros afirmam não utilizar camisinha em suas relações sexuais.

De acordo com a Dra. Larissa Cassiano, médica parceira da DKT South America, empresa de planejamento familiar responsável por marcas como Prudence, a resistência ao uso do preservativo muitas vezes está relacionada à falta de informação e à experiência inadequada com o produto.

“Hoje existem preservativos com diferentes texturas, espessuras e estímulos sensoriais que contribuem para o prazer. A ideia de que o uso reduz a sensibilidade não é uma regra e pode estar mais ligada à escolha do produto ou ao uso incorreto”, explica.

Além disso, quando utilizado corretamente, o preservativo pode atingir até 98% de eficácia na prevenção da gravidez, segundo dados de especialistas em saúde , reforçando sua segurança como método contraceptivo. Ainda assim, falhas no uso, como colocação incorreta ou uso tardio durante a relação, são fatores que contribuem para a percepção equivocada de baixa eficácia.

Outro ponto importante é o impacto psicológico na vivência do prazer. Sentir-se protegido durante a relação pode reduzir a ansiedade e aumentar o relaxamento, fatores que influenciam diretamente na qualidade da experiência. Quando o cuidado com a saúde sexual está presente, o foco tende a se voltar mais para o momento, favorecendo a conexão entre os parceiros.

A diversificação dos produtos disponíveis no mercado também tem contribuído para mudar essa percepção. De acordo com o Ministério da Saúde, a oferta de preservativos com diferentes características, como versões mais finas e texturizadas, busca justamente aumentar a adesão ao uso ao tornar a experiência mais confortável e atrativa .

Para a Dra. Larissa, desassociar o preservativo da ideia de limitação é um passo importante para ampliar o uso e promover a saúde sexual. “O preservativo deve ser visto como um aliado, não como um impedimento. Ele permite que as pessoas vivam sua sexualidade com mais liberdade, responsabilidade e tranquilidade”, afirma.

Ao integrar proteção e prazer, o uso do preservativo se consolida como parte natural da experiência sexual, reforçando a importância de escolhas conscientes e informadas para o bem-estar físico e emocional.

Fonte: Assessoria

Muito açúcar pode afetar a imunidade?

O consumo de açúcar faz parte da rotina alimentar de grande parte da população, especialmente em datas comemorativas e períodos de maior indulgência. No entanto, o excesso pode trazer impactos que vão além do ganho de peso, afetando diretamente o funcionamento do sistema imunológico.

De acordo com o Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da Carnot Laboratórios, o consumo elevado de açúcar pode interferir na resposta do organismo a agentes infecciosos.

O excesso de glicose no sangue está associado a processos inflamatórios e pode comprometer a atuação das células de defesa, tornando o corpo mais suscetível a infecções.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam que o consumo de açúcares livres não ultrapasse 10% da ingestão calórica diária, sendo ideal reduzir para menos de 5% para obter benefícios adicionais à saúde.

No entanto, o consumo médio da população costuma exceder esse limite, especialmente com a ingestão de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas.

Estudos clássicos na área de imunologia indicam que a ingestão elevada de açúcar pode reduzir temporariamente a eficiência dos glóbulos brancos, células responsáveis por combater vírus e bactérias.

Esse efeito pode ocorrer poucas horas após o consumo excessivo, impactando a capacidade de resposta do organismo.

Além disso, dietas ricas em açúcar podem contribuir para o desequilíbrio da microbiota intestinal, que desempenha papel fundamental na imunidade.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 70% das células do sistema imunológico estão associadas ao intestino, o que reforça a relação entre alimentação e defesa do organismo.

O impacto do consumo excessivo de açúcar também está relacionado ao aumento do risco de doenças crônicas, como obesidade e diabetes tipo 2, condições que podem comprometer ainda mais a resposta imunológica ao longo do tempo.

A recomendação dos especialistas é manter uma alimentação equilibrada, com consumo moderado de açúcar e maior ingestão de alimentos in natura, além de priorizar a hidratação, a prática de atividade física e o sono adequado. Pequenas mudanças na rotina já podem contribuir para o fortalecimento da imunidade.

Observar o consumo de açúcar não significa restrição total, mas sim equilíbrio. O organismo tende a responder melhor quando há moderação e regularidade nos hábitos alimentares, especialmente em períodos de maior consumo.

Fonte: Assessoria

Sonecas longas e frequentes podem aumentar risco de mortalidade

Os cochilos são uma estratégia clássica para tentar rapidamente recuperar a energia em dias de muito cansaço – quem nunca tirou uma soneca reparadora, daquelas que a gente acorda sem saber onde está, que atire a primeira pedra.
Mas uma nova pesquisa mostra que os inocentes cochilos durante o dia podem ser, no limite, mortais.

➡️O estudo, publicado na revista científica “JAMA Network Open” revelou que pessoas que tiram frequentemente sonecas longas, especialmente durante a manhã, têm maior risco de mortalidade por qualquer causa.

O grupo analisou dados de mais de 1300 participantes, com 56 anos ou mais, em um acompanhamento que durou 19 anos. O objetivo era compreender se características como frequência e duração dos cochilos entre idosos poderiam estar associadas a uma chance maior de morte.

Nas conclusões, os pesquisadores destacam que, uma vez que cochilar é um comportamento comum entre idosos, os achados levantam uma séria preocupação sobre o impacto desse hábito na longevidade.

O risco do cochilo

Além de poder perder a hora de acordar, algumas características dos cochilos são as responsáveis por aumentar o risco de mortalidade. Ou seja, nem toda soneca vai necessariamente trazer consequências negativas.

Os pesquisadores observaram que os fatores que estiveram relacionados à maior mortalidade foram: Cochilos de maior duração (acima de uma hora); Maior frequência de cochilos e cochilar pela manhã (em comparação a dormir no início da tarde).

😴Assim, os dados mostram, em resumo, que cochilos mais longos, frequentes e durante a manhã podem levar a um aumento no risco de morte.

O que torna a soneca mais mortal?

Os pesquisadores ponderam que o estudo não analisou as causas específicas de morte nem é capaz, unicamente, de explicar por que os cochilos, com essas características já descritas, estão associados a maiores índices de mortalidade.

👉Apesar disso, há alguns problemas de saúde que podem explicar essa relação: Mecanismos cardiovasculares, Distúrbios do sono
Doenças crônicas (como doenças respiratórias crônicas, diabetes e neurodegeneração e inflamação sistêmica.

Em todas essas situações, há uma potencial influência no sono, o que pode fazer com que a pessoa se sinta menos disposta e mais sonolenta ao longo do dia e tire mais cochilos – ou seja, as sonecas seriam uma consequência direta de um problema de saúde já existente.

Fonte: Portal G1

 

IBGE alerta para quadro preocupante na saúde mental de adolescentes

Três em cada dez estudantes de 13 a 17 anos afirmaram que se sentem tristes sempre ou na maioria das vezes na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSe), divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Uma proporção semelhante também revelou que já teve vontade de se machucar de propósito.

O IBGE entrevistou 118.099 adolescentes que frequentavam 4.167 escolas públicas e privadas de todo o Brasil em 2024, e a amostra é considerada representativa do universo de estudantes do país.

O quadro preocupante sobre a saúde mental dessa população inclui ainda 42,9% dos alunos que responderam que se sentem “irritados, nervosos ou mal-humorados por qualquer coisa” e 18,5% que pensam sempre, ou na maioria das vezes, que “a vida não vale a pena ser vivida”.

Onde buscar ajuda

Adolescentes e seus responsáveis ou quaisquer pessoas com pensamentos e sentimentos de querer acabar com a própria vida devem buscar acolhimento em sua rede de apoio, como familiares, amigos, educadores e também em serviços de saúde.

De acordo com o Ministério da Saúde, é muito importante conversar com alguém de confiança e não hesitar em pedir ajuda, inclusive para buscar serviços de saúde.

Serviços de saúde que podem ser procurados para atendimento:  Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde); UPA 24H, SAMU 192, Pronto Socorro; Hospitais e o Centro de Valorização da Vida – 188 (ligação gratuita).

O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone (188), e-mail, chat e voip 24 horas todos os dias.

Desamparo

Apesar da gravidade dos números, menos da metade dos alunos frequentava uma escola que oferecia algum tipo de suporte psicológico, proporção que sobe para 58,2% na rede privada e cai para 45,8% na pública.

A presença de profissional de saúde mental no quadro de funcionários da escola era ainda mais rara, sendo disponível a apenas 34,1% dos estudantes.

Fonte: Agência Brasil

Mato Grosso do Sul tem 18 vagas abertas para especialização em enfermagem neonatal pelo SUS

Ministério da Saúde inicia, nesta segunda-feira (16), a seleção de profissionais de enfermagem que atuam em unidades neonatais de referência no Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da Especialização em Enfermagem Neonatal.

Com investimento de R$ 2,6 milhões, serão ofertadas 310 vagas por meio de edital nacional. As inscrições estão abertas a partir de hoje e vão até o dia 6 de abril na plataforma SIGA-LS (veja abaixo). O Mato Grosso do Sul conta com 18 vagas a serem preenchidas, na capital Campo Grande e em Dourados.

As oportunidades são voltadas às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde há maior déficit dessa especialização. A previsão de início do curso é no mês de junho.

De acordo com o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, a iniciativa é mais uma ação para qualificar a força de trabalho e ampliar a cobertura de atendimentos para o público feminino.

“Nosso objetivo é fortalecer e valorizar a enfermagem no âmbito do SUS, além de qualificar a oferta dos serviços. Ao atacar desigualdades históricas, fortalecemos a resolutividade nas redes regionais”, destaca. 

O curso será executado pelo Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). A especialização em Enfermagem Neonatal para o SUS: Redução de desigualdades e Qualificação de Atenção Neonatal terá duração de 14 meses.

Com a formação, que integra o programa Agora Tem Especialistas, será possível ampliar em mais de 30% o número atual de enfermeiros neonatais que atuam no SUS.

Oportunidades nas capitais e no interior 

Do total de vagas, 206 são para capitais (66%) e 104 para municípios do interior (34%). Regionalmente, a oferta será de 56 para o Centro-Oeste, 182 para o Nordeste e 72 para o Norte, contemplando 64 hospitais em 36 municípios brasileiros.

Em Campo Grande, as vagas serão destinadas a três unidades de saúde: Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian; Hospital Regional de Mato Grosso do Sul; e Associação de Amparo à Maternidade e à Infância (Aami). Já em Dourados, as vagas são para o hospital da Universidade Federal da Grande Dourados.

O edital também reserva 172 vagas para ações afirmativas. A oferta de mais profissionais especializados possibilita identificação precoce de riscos, manejo clínico oportuno e intervenção segura, reduzindo óbitos evitáveis.

Reforço para a Saúde da Mulher

O Ministério da Saúde tem investido na formação de mais especialistas para fortalecer a atenção obstétrica e neonatal no SUS. Em 2025, foram destinados R$ 17 milhões à realização da Especialização em Enfermagem Obstétrica – Rede Alyne.

O curso conta com 760 profissionais de enfermagem, em parceria com 38 instituições vinculadas às Instituições de Ensino Superior (IES) e Escolas de Saúde Pública (ESP). O curso é executado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com o apoio da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras (Abenfo).

O curso teve como diferencial a priorização de profissionais que atuam em territórios interiorizados, fortalecendo o compromisso com a equidade e a ampliação do acesso à formação especializada.

Dessa forma, a maior concentração de aprovados, por meio de edital, foi no Nordeste 264 (35%), em 368 municípios. Além de presença nos nove estados da Amazônia legal, com total de 194 vagas disponibilizadas.

Fonte: Ministério da Saúde

Cuidar da saúde da mulher exige compreender o corpo feminino

(*) Por Giovana Colletti

A saúde da mulher ainda é frequentemente discutida de maneira fragmentada é normal vermos falas sobre hormônios em consultórios ginecológicos, de dietas em redes sociais e de saúde mental em outros espaços completamente separados.

Apesar disso, o corpo feminino não funciona em compartimentos isolados, a alimentação, metabolismo, hormônios e bem-estar emocional estão profundamente conectados e precisam estar bem alinhados para o funcionamento adequado desse sistema. Nesse contexto, a nutrição assume um papel central no cuidado com a saúde feminina ao longo de todas as fases da vida.

Mulheres passam por mudanças fisiológicas marcantes ao longo da vida. Puberdade, ciclo menstrual, gestação, pós-parto e menopausa representam períodos de intensa adaptação metabólica e hormonal. Essas mudanças influenciam diretamente o gasto energético, o apetite, a composição corporal e até mesmo o humor. Por isso, estratégias nutricionais que ignoram essas particularidades tendem a ser pouco eficazes e, muitas vezes, prejudiciais.

Um exemplo claro está no próprio ciclo menstrual. Pesquisas mostram que o gasto energético basal pode variar ao longo do ciclo, especialmente durante a fase lútea, quando há aumento do metabolismo e maior sensação de fome. Esse fenômeno é fisiológico e não representa falta de disciplina alimentar, como muitas mulheres acabam acreditando.

Outro ponto importante é a composição corporal feminina. Mulheres apresentam naturalmente maior percentual de gordura corporal essencial, necessário para funções hormonais e reprodutivas, essa característica influencia a forma como o organismo armazena e utiliza energia. Intervenções nutricionais extremamente restritivas podem comprometer esse equilíbrio e afetar a saúde hormonal, inclusive alterando o ciclo menstrual.

Além disso, algumas deficiências nutricionais são mais comuns em mulheres devido às demandas fisiológicas específicas. A deficiência de ferro, por exemplo, é uma das carências nutricionais mais frequentes no mundo e afeta principalmente mulheres em idade reprodutiva. Segundo a Organização Mundial da Saúde, milhões de mulheres apresentam anemia por deficiência de ferro, condição que pode causar fadiga, queda no desempenho cognitivo e redução da qualidade de vida.

Nutrientes como cálcio, vitamina D e ácido fólico também merecem atenção especial. O cálcio e a vitamina D desempenham papel importante na saúde óssea, especialmente na prevenção da osteoporose, uma condição que afeta predominantemente mulheres após a menopausa.

Já o ácido fólico é essencial durante o período reprodutivo, pois está associado à prevenção de malformações no desenvolvimento fetal. Diante disso, fica claro que cuidar da saúde da mulher vai muito além da busca por emagrecimento, a nutrição precisa ser compreendida como um instrumento de suporte à fisiologia feminina.

Isso envolve priorizar alimentos ricos em nutrientes, manter regularidade nas refeições e respeitar as necessidades individuais do corpo em diferentes momentos da vida.

Também é importante destacar que saúde não deve ser confundida com padrões estéticos, muitas mulheres são levadas a acreditar que cuidar da alimentação significa viver em permanente restrição alimentar.

Na prática, a ciência mostra o oposto: padrões alimentares equilibrados e sustentáveis são mais eficazes para promover saúde metabólica e bem-estar a longo prazo. No fim das contas, uma alimentação adequada não é apenas uma estratégia para controlar o peso. É um dos pilares mais importantes para preservar energia, equilíbrio hormonal e qualidade de vida.

(*) Nutricionista – Pós-graduada em Nutrição Estética, Esportiva e Saúde da Mulher

SUS começa a usar novo tratamento contra a malária em crianças

O Ministério da Saúde iniciou o novo tratamento contra a malária em crianças menores de 16 anos de idade no Sistema Único de Saúde (SUS) com o uso de tafenoquina na formulação pediátrica de 50 mg, indicada para pesos entre 10 kg e 35 kg.

O público infantil concentra cerca de 50% dos casos da doença no país. Até então, o medicamento era ofertado apenas a jovens e adultos a partir de 16 anos de idade.

A entrega do medicamento está sendo feita de forma gradual, com foco em áreas prioritárias na região Amazônica.

O Brasil tornou-se o primeiro país do mundo a disponibilizar esse tipo de tratamento para crianças.

Inicialmente, serão distribuídos 126.120 comprimidos da tafenoquina pediátrica para ampliar o controle da doença em todo o território nacional.

O ministério esclareceu que o novo medicamento passou a ser indicado para pessoas com malária vivax (Plasmodium vivax), com peso acima de 10 kg, que não estejam grávidas ou em período de amamentação.

O uso do medicamento tem se mostrado eficaz, reduzindo as recaídas e a transmissão da doença.

Até então, o esquema terapêutico disponível exigia tratamento por até 14 dias, o que dificultava a adesão, especialmente entre crianças.

De acordo com o Ministério da Saúde, “a nova apresentação do fármaco será administrada em dose única, o que proporciona mais conforto e praticidade para as famílias e profissionais de saúde, maior adesão à terapia, eliminação completa do parasita e a prevenção de recaídas”

Ainda segundo o ministério, o medicamento “contribui para a interrupção da transmissão da doença, possibilita o ajuste da dose conforme o peso da criança, garantindo maior eficácia do tratamento”.

O ministério investiu R$ 970 mil na compra do medicamento e já recebeu 64.800 doses que serão distribuídos em áreas de maior incidência como os Distritos Sanitários Especiais Indígenas Yanomami, Alto Rio Negro, Rio Tapajós, Manaus, Vale do Javari e Médio Rio Solimões e Afluentes.

Esses territórios concentram cerca de 50% dos casos de malária em crianças e jovens de até 15 anos.

O primeiro a ser contemplado foi o DSEI Yanomami, com 14.550 comprimidos. O território foi a primeira região do país a receber a tafenoquina 150 mg, indicada para pacientes com mais de 16 anos, em 2024.

“A malária é um dos principais desafios de saúde pública na região Amazônica, especialmente em áreas de difícil acesso e territórios indígenas, onde fatores geográficos e sociais ampliam a vulnerabilidade à doença”, reconhece o ministério.

O Ministério da Saúde informou que segue intensificando o monitoramento e o reforço das ações de controle vetorial, a busca ativa e a disponibilização de testes rápidos entre outras estratégias de combate à doença na região.

Entre 2023 e 2025, somente no território Yanomami houve aumento de 103,7% na realização de testes, crescimento de 116,6% no número de diagnósticos e redução de 70% nos óbitos pela doença.

Em relação a todo o país, em 2025 foi registrado o menor número de casos (120.659) desde 1979, com 15% de redução em relação a 2024.

No mesmo período, também houve uma redução de 16% em áreas indígenas de todo o país.

A Amazônia concentra 99% dos casos do país. No ano passado, foram registrados 117.879 casos na região.

Fonte: Agência Brasil

Pré-Carnaval: o risco de buscar o “shape” de última hora sem orientação profissional

Com o Carnaval se aproximando, cresce a pressa para transformar o corpo em tempo recorde. O “projeto Carnaval” aparece nas conversas, nas redes sociais e nas academias,  quase sempre acompanhado de promessas rápidas.

Mas a busca pelo “shape de última hora” pode virar um atalho perigoso quando envolve treinos excessivos, falta de descanso e até uso de medicamentos sem prescrição.

Na prática, esse impulso pode trazer consequências como lesões, exaustão, mal-estar, taquicardia e efeitos adversos graves, principalmente quando não há orientação profissional e nem avaliação prévia.

Inez Oliveira, docente de Educação Física da Estácio, alerta que resultados imediatos raramente vêm com segurança. “Resultados imediatos dificilmente se tornam seguros. Todo protocolo de treinamento ou intervenção precisa ser orientado por profissionais capacitados”, afirma.

Um dos erros mais comuns no pré-Carnaval é aumentar carga e intensidade de forma brusca, especialmente em quem está voltando a treinar ou não tem preparo físico. Segundo a professora, em um corpo “destreinado”, esse excesso costuma terminar em lesão.

“Até o controle da intensidade, carga e volume precisam ser periodizados. Sempre que um indivíduo provoca intensidade demais nos treinamentos sem um protocolo individual, vem a lesão”, reforça. E o resultado pode ser o oposto do esperado: “Aí acaba pausando três semanas, seis semanas, dependendo do que pode ocorrer”.

Ela também chama atenção para o uso indiscriminado de estimulantes e pré-treinos, muitas vezes combinados com cardio intenso e pouca recuperação. “O sujeito nem sabe se pode fazer uso, se tem alguma arritmia cardíaca ou alguma doença no coração. Isso pode gerar gatilhos e até provocar um infarto ou AVC”, alerta.

Canetas emagrecedoras – Além do excesso de treino, cresce a procura por emagrecimento rápido com as chamadas “canetas emagrecedoras”, popularizadas como solução imediata para o “projeto Carnaval”. A professora Patrícia Pacheco, docente de Biomedicina da Estácio e mestre em fisiopatologia endócrina, afirma que a urgência estética tem levado muita gente a usar esses medicamentos sem acompanhamento.

“Com a proximidade do Carnaval, a urgência estética muitas vezes atropela a fisiologia, e é aí que moram os riscos”, diz. Para ela, o problema é tratar como estética algo que exige cuidado. “Essas medicações são ferramentas fantásticas para o tratamento da obesidade e doenças metabólicas, mas devem ser encaradas como um tratamento de saúde a longo prazo, e não como um acessório temporário.”

Segundo Patrícia, o uso sem orientação pode provocar complicações como pancreatite aguda, gastroparesia, hipotensão com desidratação e sarcopenia acelerada — quando o corpo perde massa muscular e força.

“Sem o cálculo correto de proteínas, o corpo ‘devora’ os próprios músculos para obter energia, o que destrói o metabolismo a longo prazo”, alerta.

Entre os sinais de atenção estão dor abdominal intensa, vômitos persistentes, constipação severa, tonturas, taquicardia e confusão mental. E no Carnaval, o risco pode passar despercebido. “A adrenalina da festa mascara muitos sinais. O álcool ‘anestesia’ a dor abdominal inicial, e a pessoa só percebe a gravidade quando o quadro já está crítico”, afirma.

O que dá para fazer  – Não existe milagre: resultados consistentes são construídos com tempo, orientação e planejamento. “Todo e qualquer resultado não é construído em poucas semanas. É um trabalho de meses, de treino individualizado”, diz Inez.

Ela destaca que o profissional de Educação Física é essencial para prescrever o treino com avaliação física, análise postural e metas realistas. “O resultado é longevidade no esporte”, resume.

Já Patrícia explica que, em poucas semanas, é possível melhorar disposição e reduzir inchaço, desde que o foco esteja em hábitos seguros: cortar ultraprocessados e excesso de sódio, aumentar fibras e manter hidratação adequada. “Beber pelo menos 35 ml de água por cada quilo de peso corporal”, recomenda.

No fim, o melhor “projeto Carnaval” é o que não coloca a saúde em risco e permite curtir a festa com energia, segurança e bem-estar.

Fonte: Assessoria

Vacinação em dia garante volta às aulas mais segura para crianças

De acordo com orientações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacinação protege não apenas o indivíduo, mas também a coletividade, contribuindo para a prevenção de surtos em escolas e creches e para a proteção de pessoas mais vulneráveis. Neste período de retorno às aulas, algumas vacinas merecem atenção especial.

Entre elas estão à influenza, importante para a prevenção de infecções respiratórias comuns no ambiente escolar; a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola; a vacina contra difteria, tétano e coqueluche; as vacinas meningocócicas, que previnem meningites e infecções graves de rápida evolução; a pneumocócica 15 ou 20, indicada para a prevenção de pneumonias e outras infecções; além da vacina contra a dengue, recomendada para crianças e adolescentes dentro da faixa etária indicada, especialmente em um período de maior circulação do vírus.

Com a retomada da rotina escolar, é importante que pais e responsáveis confiram o cartão de vacinação e busquem orientação profissional em caso de dúvidas, especialmente no caso de crianças com condições de saúde específicas. Esse cuidado contribui para um período letivo mais tranquilo e seguro.

A enfermeira Heryka Cavalcante, responsável pelos serviços de imunização do Sabin no Tocantins, reforça que a atualização da caderneta vacinal é uma medida essencial de prevenção. “Quando a criança está com a vacinação em dia, ela se protege e contribui para a proteção de colegas, educadores e familiares”, explica.

Segundo a enfermeira, o atendimento especializado também ajuda a orientar as famílias. “Muitas dúvidas estão relacionadas ao número de doses, aos intervalos entre as vacinas e às possíveis reações. No Sabin, as famílias recebem orientações antes e depois da aplicação, garantindo mais segurança e tranquilidade”, completa.

Para a biomédica e gestora do Sabin no Tocantins, Nayara Borba, a vacinação é fundamental para um retorno seguro às atividades escolares. “A volta às aulas aumenta a circulação de pessoas e, consequentemente, o risco de transmissão de doenças. Manter o cartão de vacinação atualizado é uma forma simples e eficaz de proteger crianças, adolescentes e toda a comunidade escolar”, destaca.

Fonte: Assessoria