sábado, 21 de fevereiro de 2026

Vereador alerta sobre possíveis danos da greve para alunos do 9º ano

Assessoria

 

Junior sugeriu aos grevistas que revejam o movimento e retornem às salas de aula (Foto - Divulgação)

A greve de professores e administrativos da Educação, que entra na terceira semana, continua repercutindo negativamente em alguns setores da comunidade, principalmente entre pais e alunos do 9º ano do ensino fundamental. Eles temem não concluir o ano letivo a tempo de efetivar matrícula na rede estadual ou escola técnica para iniciar o ensino médio.

 

Esta situação foi tema de pronunciamento do vereador Junior Rodrigues (PR) na sessão desta segunda-feira da Câmara Municipal. Líder da prefeita no legislativo, Junior Rodrigues falou da tribuna, “em nome de vários pais que têm nos procurado”, para alertar os educadores grevistas que eles podem estar prejudicando centenas de adolescentes que estão concluindo o ensino fundamental e correm o risco de perder o ano por conta da greve.

 

“Não que eu seja contra a greve. É um direito constitucional dos trabalhadores. No entanto, é preciso que haja coerência e bom senso. Os educadores não podem, por conta de um movimento político – sim, esta greve já se tornou política -, prejudicar os estudantes e seus pais”, cobrou o vereador.

 

Junior sugeriu aos grevistas que revejam o movimento e retornem às salas de aula. Se não todos, pelo menos os professores das turmas do nono ano. “Esses adolescentes, com um futuro pela frente, não podem ser prejudicados. O ingresso deles e o sucesso no ensino médio dependem de um ensino fundamental bem feito, sem atropelos. E para isso contam com os a dedicação dos professores, cuja missão é ensinar”, ponderou.

 

Por fim, o vereador afirmou que as crianças não estão tendo garantido o seu direito à aprendizagem, enquanto que aos professores, mesmo sem o reajuste reivindicado, estão com seus salários em dia. “Aí está a incoerência. Eles reclamam um reajuste que já foi comprovado ser inviável neste momento; estão entre a categoria mais bem paga. Aliás, recebem mais que a média nacional. Então, acho que é chegado o momento de colocarem as mãos na consciência e retomarem suas funções, para o bem dos alunos, seus pais e da sociedade em maneira geral”, concluiu o vereador.

PF diz ter provas de crimes cometidos por Temer e cúpula do PMDB; citados negam

AGÊNCIA BRASIL

 

De acordo com a PF, a cúpula do PMDB mantinha “estrutura organizacional com o objetivo de obter, direta e indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública direta e indireta” (Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil)

Inquérito da Polícia Federal (PF) concluído nesta segunda-feira (11) apresenta indícios da prática de crimes por parte do presidente Michel Temer e demais integrantes do chamado “grupo do PMDB da Câmara”, segundo nota divulgada nesta segunda-feira pela PF. De acordo com as investigações, o grupo seria composto pelos ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria de Governo, Moreira Franco, além dos ex-ministros Geddel Vieira Lima e Henrique Eduardo Alves, e do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

 

De acordo com a PF, a cúpula do PMDB mantinha “estrutura organizacional com o objetivo de obter, direta e indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública direta e indireta”. Ainda segundo o inquérito, que será enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o grupo praticou os crimes de corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitação e evasão de divisas.

 

Outro lado

 

Em nota, a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República informou que Temer “não participou e nem participa de nenhuma quadrilha”. “O presidente tampouco fez parte de qualquer estrutura com o objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública. O presidente Temer lamenta que insinuações descabidas, com intuito de tentar denegrir a honra e a imagem pública, sejam vazadas à imprensa antes da devida apreciação pela Justiça”, diz a nota.

 

A assessoria de imprensa do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, informou que ele só irá se pronunciar “quando e se houver acusação formal contra ele que mereça resposta”

 

Também por meio da assessoria de imprensa, o ministro Moreira Franco afirmou que jamais participou de qualquer grupo para a prática de ato ilícito. “Repudio a suspeita. Responderei de forma conclusiva quando tiver acesso ao relatório do inquérito. Lamento que tenha que falar sobre o que ainda não conheço. Isto não é democrático”, diz a nota.

 

Henrique Eduardo Alves divulgou nota em que diz que faz parte do PMDB há mais de 40 anos e não de uma organização criminosa. “A tentativa de criminalizar a atividade política enfraquece a democracia e a sua inocência será provada ao longo do processo”, disse.

 

Defesas de Geddel e Cunha foram procuradas e não responderam a reportagem até o fechamento desta edição

 

Presos

 

Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves, Geddel Vieira Lima estão presos após investigações da Operação Lava Jato. Cunha está preso em Curitiba, por ordem do juiz Sérgio Moro, desde 19 de outubro de 2016. Em março de 2017 foi condenado a 15 anos e quatro meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas e, em 18 de maio de 2017, teve novo mandado de prisão expedido pela Justiça.

 

Eduardo Alves foi preso preventivamente no dia 6 de junho de 2017 pela Polícia Federal na Operação Manus, que investigava corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro na construção da Arena das Dunas, em Natal.

 

O ex-ministro Geddel Vieira Lima voltou a ser preso, na última sexta-feira (8), em Salvador, três dias após a Polícia Federal encontrar mais de R$ 51 milhões, atribuídos a ele, em um apartamento. Anteriormente, ele havia sido preso preventivamente no dia 3 de julho de 2017, na Operação Greenfield, que investiga desvio de fundos de pensão.

Barroso vai relatar pedido de Janot para investigar Temer sobre portos

G1

 

Caso estava com Fachin, mas procurador Janot pediu novo relator por não ver relação com Lava Jato (Foto - Divulgação)

 

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, foi escolhido por sorteio relator do pedido de abertura de inquérito para investigar o presidente da República, Michel Temer, por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro na edição de um decreto no setor de portos.

 

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, fez o pedido de inquérito em junho a fim de apurar se o decreto foi editado com o objetivo de beneficiar a empresa Rodrimar, que atua no porto de Santos.

 

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu que o caso fosse sorteado para um novo relator por não ter relação com os fatos apurados na Operação Lava Jato.

 

Relator da Lava Jato e das delações da JBS no Supremo Tribunal Federal, Fachin enviou o caso para a presidente do STF, Cármen Lúcia, determinar o sorteio.

 

Quando em junho denunciou Michel Temer e o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures por corrupção passiva, pelo episódio do recebimento de uma mala de dinheiro da JBS, Janot pediu abertura de novo inquérito para investigar Temer e Rocha Loures em razão do decreto do setor de portos.

 

Na ocasião, Fachin pediu esclarecimentos a Janot, sobre se queria abrir uma nova investigação ou se preferia reabrir um inquérito antigo sobre o suposto envolvimento de Temer com irregularidade em portos, arquivado em 2011 pelo ministro Marco Aurélio Mello, do STF.

 

Na resposta enviada, Rodrigo Janot afirmou que não se trata dos mesmos fatos porque a apuração anterior abordava fraude em licitações na Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e crimes contra a ordem tributária.

 

“Não há elementos que indiquem a existência de conexão entre as investigações. (…) Registre-se que entre os fatos (analisados nos autos 3105/STF e objeto do novo inquérito) há um lapso temporal de mais de 15 anos. Além disso, verifica-se que o contexto fático a ser investigado é distinto”, afirmou o procurador.

Mansões de Shakira e Phil Collins estão no caminho do furacão

R7

Casa de Shakira e Phil Collins está na rota do furacão (Foto: Montagem R7/Reprodução/Instagram)

O furacão Irma já atingiu várias regiões do Atlântico e foi registrado como o furacão mais forte que passou pelo local. O desastre natural tem como trajeto neste fim de semana alguns lugares dos Estados Unidos, sendo o estado da Flórida o principal deles.

 

De acordo com o TMZ, na cidade de Miami, que faz parte desse estado, vários celebridades possuem mansões e correm o risco de sofrer o impacto do fenômeno. Algumas delas são o rapper Diddy, a cantora Shakira e o também músico Phil Collins.

 

Além deles, a estrela do reality The Real Housewives of Miami, Lea Black, a cantora Gloria Estefan e o jogador de basquete Dwayne Wade têm casas na região.

Escola Vilmar recebe instrumentos para projeto musical e formação de orquestra

Assessoria CMD

Vereador Sergio Nogueira faz entrega de instrumentos musicais à Escola Estadual Vilmar Vieira de Matos (Foto: Divulgação)

Violão, violino, violoncelo, teclado, saxofone, flauta, clarinete, trompete e outros. A partir de agora, a Escola Estadual Vilmar Vieira de Matos poderá iniciar Projeto Musical “Cantando para a Cidadania” e a formação de uma orquestra escolar. A entrega dos instrumentos musicais foi realizada pelo vereador Sergio Nogueira (PSDB), que encaminhou requerimento ao deputado estadual Maurício Picarelli (PSDB) e garantiu a emenda parlamentar no valor de R$ 20.000 para aquisição dos instrumentos.

A solicitação partiu de um desejo da comunidade escolar e da Associação de Pais e Mestres (APM). “Esses instrumentos serão de muita importância para escola que tem um sonho de formar uma orquestra com alunos, unindo escola e comunidade com projetos sociais para formação, acima de tudo, de bons cidadãos”, comemora o diretor adjunto da Escola Vilmar, Ivan Ferreira Pereira.

 

A proposta é criar um grupo com formação musical dos estudantes da educação básica no entorno da escola, com aulas de instrumentação musical, através do resgate e valorização dos alunos em situação de vulnerabilidade social. Para a diretora da Escola Vilmar, Odália Amaro Dorneles, a música e as demais artes fazem parte do dia a dia dos alunos. “Temos o comprometimento com a cidadania, formando seres humanos plenos e pensantes. Estamos muito contentes com essa ótima aquisição que contribuirá na formação dos nossos alunos”, destaca.

 

O vereador Sergio Nogueira menciona que o recurso é referente à Emenda Parlamentar Individual (Coletiva), oriunda dos recursos do FIS de 2016. “Estamos felizes e satisfeitos com a efetiva conquista. Já surgiram professores voluntários de comunidades religiosas para apoiar. O projeto servirá para estimular o aluno em suas habilidades artísticas e deverá crescer muito com o apoio de lideranças e grupos empresariais”. enfatiza.

 

 

Steven Tyler fala sobre futuro do Aerosmith

ESTADÃO CONTEÚDO

(Foto: Andre_Avila / Agencia RBS)

Com uma pergunta despretensiosa, Steven Tyler pode divagar por minutos e mais minutos a respeito de outras tantas coisas — e talvez jamais responder àquilo que lhe foi questionado em primeiro lugar.

 

E tudo bem. No caso daquela ligação com o vocalista do Aerosmith, o tema era a primeira turnê do Aerosmith no Brasil, em 1994, no momento no qual a banda, já veterana e com mais de 30 anos de estrada, se reergueu com o bem sucedido Get a Grip (1993).

 

Foi o primeiro disco deles a chegar ao topo das paradas de sucesso norte-americanas impulsionado pelas powerbalads Cryin’, Crazy e Amazing, canções certeiras para conquistar os jovens corações partidos que assistiam à MTV na época.

 

Em vez de falar sobre isso — ele o faria mais tarde, no mesmo papo telefônico —, Tyler preferiu lembrar de um voo que pegou durante a década 1970, quando percebeu que, sentados à sua frente, estavam Jimmy Page e Robert Plant, guitarra e voz do Led Zeppelin. E, a partir daí, derreteu-se com a capacidade da banda inglesa de absorver o blues norte-americano e transformá-lo em algo único.

 

Eles vão sair em turnê no ano que vem, não é? — diz.

 

O retorno do Zeppelin, a não ser que Tyler tenha uma fonte confiável, não está confirmado. Mas bandas mudam de ideia, não é? O mesmo pode ser dito do Aerosmith, por exemplo, que se apresentou em terras brasileiras no ano passado em tom de despedida. O grupo havia anunciado um “farewell tour”, uma “turnê de despedida” em tradução livre, e Joe Perry falava com desânimo a respeito do futuro da banda. Ao longo da entrevista, Perry deixava dicas de que a banda estava, mesmo, em vias de se aposentar. “Nunca podemos saber se determinado show será o último que fazemos naquele país”, disse. Ou também: “Não vou mentir ou fingir que isso não existe. Não posso ignorar o fato de que a banda não vai durar para sempre.” Ranzinza, o guitarrista dizia não querer “ser uma sombra do que já fui”. “O que quero dizer é que vamos tocar os shows como se fossem os últimos. Se for uma turnê de despedida, que seja. Estamos vivendo no limite há muito tempo”.

 

—A história da despedida do Aerosmith ficou para trás, garante Tyler. E a banda continuará, segundo seu vocalista, em frente por um tempo. Inclusive com uma nova viagem pelo Brasil. Serão quatro apresentações por aqui: em Belo Horizonte (Esplanada do Mineirão, dia 18), Rio de Janeiro (Rock in Rio, dia 21), São Paulo (no festival São Paulo Trip, no Allianz Parque, dia 24) e Curitiba (Pedreira Paulo Leminsky, dia 27).

 

— Estar no palco é o que mais gostamos de fazer. Estamos tentando nos tornar a última banda a permanecer em pé — brinca.

 

E há alguma razão nisso, mesmo. O Aerosmith segue junto a 47 anos, algo bastante invejável. — O fim nunca chegará ao Aerosmith. Assim que falamos da história da despedida, percebemos que estava errado. Enquanto aguentar estar cantar Dream On e Don’t Want to Miss a Thing, vou fazer isso.

 

Tyler é o oposto de Perry, disposto e ligado à conversa. O vocalista é uma máquina de contar histórias, mesmo que às vezes se perca e erre uma data ou nome — e, sempre que necessário, pede ajuda à uma assistente que fica ao seu lado enquanto dá entrevistas por telefone. É o que opõe Perry e Tyler, no modo de ver a vida, que já os colocou em conflito algumas ocasiões — após uma briga, em 1979, por exemplo, Perry deixou a banda e Tyler diz, em sua autobiografia, que demitiu o colega. Na entrevista, ele se derrete pelo amigo.

 

— Me mata ver como ele toca essas músicas no palco.

 

Tyler se tornou uma figura midiática. Em 2009, assumiu o posto de jurado do programa American Idol, um reality show musical de sucesso mundial. Foi a proximidade com um ambiente de mais cantores que ajudou a formar a ideia de lançar um disco solo depois de quatro décadas com o restante do Aerosmith ao seu lado. We’re All Somebody from Somewhere saiu no ano passado e tem uma clara mensagem política.

 

— Somos todos imigrantes, não é? — explica o músico cujo nome de nascimento é Steven Victor Tallarico, sobrenome que não esconde a ascendência italiana.

 

O disco, com roupagem country, foi criado na companhia de Jaren Johnston, um músico de southern rock de quase metade a idade de Tyler.

 

— Era divertido ficar no estúdio. Passávamos os dias tomando café e falando bobagens — lembra. — Cresci ouvindo os Everly Brothers e aquelas harmonias de banjo. E, no fundo, eu queria era saber se eu conseguiria fazer. Como músico, eu queria me testar. É como quando você vai jantar e pode decidir se quer comida italiana, japonesa, sabe? E, pense só, (a música) Cryin’ é um country.

 

No Instagram, Tyler deixa de ser o rock star inacessível e se aproxima dos fãs. Ele compartilha, com 1,3 milhão de seguidores, alguns momentos de bastidores, como quando ele aparece em uma foto dormindo sobre a asa de um avião ou quando faz um post (com letras maiúsculas) para homenagear o aniversário da filha Liv Tyler.

 

— É uma loucura esse mundo novo, né? — ele diz. — Está mudando a humanidade. Acho interessante, mas às vezes é um pouco invasivo, não é?”

 

Ao fim de 20 minutos de entrevista, Tyler foi e voltou no tempo e no espaço. Sobre a banda, entende que é preciso mantê-la no palco, afinal “é como estar em um casamento.”

 

— E é incrível estar ao lado desses outros caras com quem dividi a minha vida. Lembro de quando éramos jovens e fomos morar juntos, em Boston. Fazíamos tudo junto. Escrevíamos canções, usávamos drogas, transávamos com garotas juntos.

 

Por fim, o papo precisa ser encerrado.

 

— Sou italiano — ele se justifica pelo jorro de palavras por minuto. — Falo muito e alto —conclui, antes de se despedir com um alongado “see you laaaater.”

 

 

Janot nega ter discutido assuntos jurídicos em encontro com advogado de Joesley: “Apenas amenidades”

Congresso em Foco

Foto enviada por frequentador de um bar de Brasília ao site O Antagonista mostra o encontro entre o procurador-geral da República e o advogado Pierpaolo Bottini (Foto: Reprodução)

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, declarou por meio de sua assessoria, neste domingo (10), que tratou apenas de “amenidades” com o advogado Pierpaolo Bottini durante encontro nesse sábado em um bar em Brasília. Bottini representa diversos políticos e o empresário Joesley Batista, preso nesta tarde por decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido do próprio Janot.

 

Assim como o advogado, o procurador disse que o encontro foi casual e nele não se discutiu qualquer assunto de natureza profissional. Janot afirmou que frequenta rotineiramente o bar onde os dois foram fotografados ontem, conforme revelou o site O Antagonista. O diálogo entre eles, segundo testemunhas, durou cerca de 20 minutos. “Não foi tratado qualquer assunto de natureza profissional, apenas amenidades que a boa educação e cordialidade prezam entre duas pessoas que se conhecem por atuarem na área jurídica”, ressaltou o procurador, por meio de sua assessoria.

 

Os dois estavam em uma mesa de canto, ao lado de caixas de cerveja. Janot usava óculos escuros. A resposta de Janot segue a mesma linha da divulgada por Bottini ao Antagonista.

 

“Na minha última ida a Brasília, este fim de semana, cruzei casualmente com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, num local público e frequentado da capital. Por uma questão de gentileza, nos cumprimentamos e trocamos algumas palavras, de forma cordial. Não tratamos de qualquer questão outra ou afeita a temas jurídicos. Foi uma demonstração de que as diferenças no campo judicial não devem extrapolar para a ausência de cordialidade no plano das relações pessoais”, disse o advogado.

 

Na próxima quarta-feira o plenário do Supremo analisa pedido de suspeição apresentado pela defesa do presidente Michel Temer contra Janot. O advogado Antônio Cláudio Mariz alega que o procurador extrapola os “limites constitucionais e legais inerentes ao cargo que ocupa” ao tratar de casos envolvendo o peemedebista. Na quarta-feira (30), ao negar pedido de suspeição de Janot, o ministro Edson Fachin entendeu que não houve indícios de parcialidade do procurador durante as investigações. A decisão final sobre o assunto será do pleno do Supremo.

 

Fachin autorizou na noite desse sábado a prisão temporária de Joesley e do diretor de Relações Institucionais do grupo J&F, Ricardo Saud. Janot também solicitou a prisão do ex-procurador Marcello Miller, que atuou como advogado no acordo de leniência da J&F. Saud e Joesley se entregaram em São Paulo e já estão presos, acusados de omitir informações da delação premiada.

Joesley Batista e Ricardo Saud entregam-se à PF em São Paulo

Agência Brasil

Saída do empresário Joesley Batista, dono da JBS, da sede Superintendência da Polícia Federal após prestar depoimento (Foto:Rovena Rosa/Agência Brasil)

O empresário Joesley Batista e o ex-executivo da J&F Ricardo Saud se entregaram por volta das 14h15 deste domingo à Polícia Federal (PF), em São Paulo. A informação foi confirmada pela assessoria da companhia. A prisão temporária foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

 

O pedido de prisão foi feito depois de Janot concluir que os colaboradores esconderam do Ministério Público fatos criminosos que deveriam ter sido contados nos depoimentos. A conclusão de que os delatores omitiram informações passou a ser investigada pela PGR a partir de gravações entregues pelos próprios delatores como complemento do acordo.

 

A PGR também pediu a prisão do ex-procurador da República Marcelo Miller, mas Fachin disse que não há elemento indiciário com a consistência necessária à decretação da prisão temporária.

 

Fachin havia determinado que o cumprimento dos mandados ocorressem com a “máxima discrição e com a menor ostensividade”, evitando o uso de algemas, pois não se trata de pessoas perigosas. “Deverá a autoridade policial responsável pelo cumprimento das medidas tomar as cautelas apropriadas, especialmente para preservar a imagem dos presos, evitando qualquer exposição pública”, diz a decisão.

 

No sábado (9), a defesa do grupo J&F colocou à disposição os passaportes do empresário Joesley Batista e do ex-diretor de Relações Institucionais da holding Ricardo Saud. A defesa do ex-procurador Marcelo Miller também colocou os documentos dele à disposição.

 

Defesa

 

A defesa do empresário Joesley Batista e do ex-executivo do grupo J&F Ricardo Saud contestou, por meio de nota, que eles tenham mentido ou omitido informações no processo que levou ao acordo de delação premiada.

 

“Em todos os processos de colaboração, os colaboradores entregam os anexos e as provas à Procuradoria [Geral da República] e depois são chamados a depor. Nesse caso, Joesley Batista e Ricardo Saud ainda não foram ouvidos”, diz a nota.

 

A defesa relembra que, no dia 31 de agosto, cumprindo o prazo do acordo, foi entregue à PGR, além dos áudios, anexos complementares para compor a delação. Os advogados apontam ainda que eles aguardam para serem ouvidos.

 

“O empresário e o executivo enfatizam a robustez de sua colaboração e seguem, com interesse total e absoluto, dispostos a contribuir com a Justiça”, afirma a defesa.

 

Advogado

 

O advogado de Joesley e Saud, Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, divulgou uma nota afirmando que os delatores cumpriram rigorosamente tudo o que lhes era imposto ao assinarem o acordo de delação premiada.

 

“Não pode o Dr. Janot [Rodrigo Janot, procurador-geral da República] agir com falta de lealdade e, insinuar que o acordo de delação foi descumprido. Os clientes prestaram declarações e se colocaram sempre à disposição da Justiça. Este é mais um elemento forte que levara a descrença e a falta de credibilidade do instituto da delação”, disse o advogado, em defesa da revisão do uso do instituto de delação premiada.

 

 

Joesley e Saud devem se entregar à Polícia Federal nos próximos dias

Agência Brasil

Saída do empresário Joesley Batista, dono da JBS, da sede da Superitendência da Polícia da Polícia Federal após prestar depoimento (Foto:Rovena Rosa/Agência Brasil)

A assessoria do empresário Joesley Batista confirmou que ele e o ex-executivo da J&F Ricardo Saud devem se apresentar à Polícia Federal entre hoje (10) e amanhã (11), depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin autorizou a prisão temporária dos dois, a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Os empresários estão em São Paulo, e podem ir a Brasília para se entregar.

 

O pedido de prisão foi feito depois de Janot concluir que os colaboradores esconderam do Ministério Público fatos criminosos que deveriam ter sido contados nos depoimentos. A conclusão de que os delatores omitiram informações passou a ser investigada pela PGR a partir de gravações entregues pelos próprios delatores como complemento do acordo.

 

A PGR também pediu a prisão do ex-procurador da República Marcelo Miller, mas Fachin disse que não há elemento indiciário com a consistência necessária à decretação da prisão temporária.

 

No sábado (9), a defesa do grupo J&F colocou à disposição os passaportes do empresário Joesley Batista e do ex-diretor de Relações Institucionais da holding Ricardo Saud. A defesa do ex-procurador Marcelo Miller também colocou os documentos dele à disposição.

 

 

Katie Holmes é flagrada de mãos dadas com Jamie Foxx

REVISTA VEJA

Katie Holmes e Jamie Foxx (Foto: Brad Barket e Frazer Harrison/Getty Images)

Tudo o que ronda Tom Cruise é envolto em névoa. Até mesmo a vida amorosa da ex-mulher. Desde que o ator foi deixado por Katie Holmes, que saiu de casa com a filha em 2012, enquanto ele viajava para rodar um filme, para evitar que ela fosse iniciada pelo pai na Cientologia, a misteriosa seita frequentada pelo astro, nada poderia ser divulgado sobre a vida pessoal de Katie por cinco anos.

 

A proibição constaria de um contrato assinado pelos dois. Mas a fila andou, e a imprensa americana já sabe disso desde 2013, quando ela teria começado a namorar o também ator Jamie Foxx. Agora, expirado o prazo do silêncio, Katie parece se sentir à vontade para circular com Foxx sem medo de ser vista. Os dois foram flagrados pelo jornal britânico Daily Mail, passeando de mãos dadas à beira do mar, um cenário romântico, em Malibu.

 

“Katie Holmes finalmente confirmou os rumores sobre seu romance. As estrelas foram fotografadas enquanto caminhavam na praia em Malibu”, diz a legenda da foto, publicada no Instagram do tabloide.

Janot denuncia Lula, Dilma e ex-ministros ao Supremo

Agência Brasil

Também foram denunciados a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), o ex-ministro Paulo Bernardo, marido da parlamentar, e os ex-tesoureiros do PT João Vaccari e Edinho Silva(Foto: Divulgação)

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acaba de denunciar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a ex-presidenta Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ex-ministros da Fazenda Guido Mantega e Antonio Palocci pelo crime de organização criminosa.

 

Também foram denunciados a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), o ex-ministro Paulo Bernardo, marido da parlamentar, e os ex-tesoureiros do PT João Vaccari e Edinho Silva.

 

Na denúncia, Janot sustenta que os acusados formaram uma organização criminosa no Partido dos Trabalhadores para receber propina desviada da Petrobras durante as investigações da Operação Lava Jato.

 

“Pelo menos desde meados de 2002 até 12 de maio de 2016 , os denunciados, integraram e estruturaram uma organização criminosa com atuação durante o período em que Lula e Dilma Rousseff sucessivamente titularizaram a Presidência da República para cometimento de uma miríade [grande número] de delitos, em especial contra a administração pública em geral”, sustenta Janot.

 

Defesa

 

Em nota, a defesa do ex-presidente Lula classificou a denúncia da PGR como uma ação política e “sem qualquer fundamento”.

 

A defesa de João Vaccari disse que a denúncia é “surpreendente” e “totalmente improcedente”. Segundo o advogado Luiz Flávio Borges D’Urso, Vaccari cumpriu seu papel, como então tesoureiro do PT, de solicitar doações legais destinadas ao partido, as quais sempre foram depositadas na conta bancária partidária, com respectivo recibo e a prestação de contas às autoridades competentes, “tudo dentro da lei e com absoluta transparência”.

 

O advogado de Guido Mantega, Fábio Tofic, disse que causa estranheza que a PGR resolva oferecer denúncia baseada nas palavras de delatores, sem uma verificação mínima, no mesmo dia em que vem à tona a “desfaçatez dos delatores, pela própria PGR”.

 

Em nota, o ex-coordenador financeiro da campanha de Dilma em 2014, Edinho Silva, afirma que sempre agiu de forma ética e legal e que não tem dúvidas que todos os fatos serão esclarecidos e que a Justiça vai prevalecer.

 

A assessoria da ex-presidente Dilma Rousseff informou que ainda não tem um posicionamento sobre o assunto. A defesa de Palocci disse que só vai se manifestar nos autos do processo.

 

A senadora Gleisi Hoffmann declarou que a denúncia busca criminalizar a política e o Partido dos Trabalhadores.

Dinheiro achado em imóvel que seria usado por Geddel soma mais de R$ 51 milhões

Agência Brasil

Foram contabilizados R$ 42.643.500 e US$ 2.688 milhões. Perfazendo um total, em reais, de R$ 51.030.866,40. (Foto: Divulgação/Polícia Federal)

A Polícia Federal (PF) concluiu no fim da noite dessa terça-feira (5) a contagem do dinheiro apreendido em um apartamento na Rua Barão de Loreto, no bairro da Graça em Salvador, que, segundo a PF, “seria supostamente, utilizado por Geddel Vieira Lima [ex-ministro] como bunker para armazenagem de dinheiro em espécie”. Foram contabilizados R$ 42.643.500 e US$ 2.688 milhões, totalizando, em reais, R$ 51.030.866,40.

 

O dinheiro foi encontrado pelos policiais ao cumprir mandado judicial de busca e apreensão, emitido pela 10ª Vara Federal de Brasília, dentro da Operação Tesouro Perdido, desdobramento da Operação Cui Bono, cuja primeira fase foi deflagrada pela PF em 13 de janeiro deste ano. Os valores apreendidos serão depositados em conta judicial.

 

O apartamento pertence, segundo a Justiça, a Silvio Silveira, que teria cedido o imóvel ao ex-ministro, para que guardasse, “supostamente, pertences do pai, falecido em janeiro de 2016″. Uma denúncia anônima, feita por telefone, alertou a polícia de que Geddel estaria utilizando o apartamento no bairro da Graça para “guardar caixas com documentos”, o que foi constatado após consultas realizadas aos moradores do edifício.

 

No documento autorizando a operação, o juiz Vallisney de Souza Oliveira considerou que as práticas precisam ser investigadas “com urgência”, devido aos fatos relacionados a “vultosos valores, delitos de lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa e participação de agentes públicos influentes e poderosos”. A decisão do juiz, autorizando a operação, foi assinada na última quarta-feira (30).

 

Operação Cui Bono

 

A Operação Cui Bono investigou esquema de fraude na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal no período entre 2011 e 2013. De acordo com a investigação, entre março de 2011 e dezembro de 2013, a vice-presidência de Pessoa Jurídica da instituição era ocupada por Geddel Vieira Lima.

 

A investigação da Cui Bono – expressão latina que em português significa “a quem beneficia?” – é um desdobramento da Operação Catilinárias, deflagrada em dezembro de 2015, no âmbito da Operação Lava Jato, quando policiais federais encontraram um telefone celular na residência do então presidente da Câmara dos Deputados, o ex-deputado federal Eduardo Cunha, que revelou intensa troca de mensagens eletrônicas entre Cunha e Geddel. A operação tinha a finalidade de evitar que provas importantes fossem destruídas por investigados da Lava Jato.

 

Atualmente, o ex-ministro Geddel Vieira Lima cumpre prisão domiciliar em Salvador.

Projeto de Lei Complementar sobre Refis é aprovado durante sessão da Câmara de Dourados

Assessoria CMD

 

Todos os projetos da pauta foram aprovados (Foto: Eder Gonçalves)

Durante a sessão ordinária desta segunda-feira (04), no Plenário da Câmara Municipal, os vereadores da Casa de Leis aprovaram dois Projetos de Lei e um Projeto de Lei Complementar, com requerimento de urgência especial.

 

Dando início a votação, foi discutido e aprovado o Projeto de Requerimento de Urgência Especial, com 15 votos favoráveis e quatro contrários. Em seguida foi aprovado o Projeto de Lei Complementar n° 017/2017 (08) (Programa de Recuperação Fiscal – REFIS) tendo apenas um voto contrário.

 

O projeto visa facilitar aos contribuintes e demais devedores, o pagamento de dívidas junto ao fisco municipal, com reduções de multas, atualização e juros. A lei terá vigência temporária, com suas vantagens ao devedor do fisco municipal, ocorrendo até 22 de dezembro de 2017.

 

De autoria do vereador Junior Rodrigues (PR), também foi votado e aprovado o Projeto de Lei nº 064/2017, que proíbe a instalação de fotossessores em semáforos, permitindo que sejam implantados somente no meio da quadra.

 

O Projeto de Lei nº 066/2017, de autoria do vereador Madson Valente (DEM), foi aprovado com unanimidade. Ele institui e inclui no Calendário de Eventos do Município o “Junho Verde”, a ser comemorado no dia mundial do Meio Ambiente, no dia 5 de junho.

Melhorias para Santa Rita do Pardo e Itaporã são pautadas na ALMS

Assessoria

 

Durante sessão plenária na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Zé Teixeira, 1º secretário da Casa de Leis, apresentou indicação pedindo ao Secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, em caráter reiterativo, a urgente designação de Delegado, bem como efetivos da Polícia Civil para atender às necessidades da população de Santa Rita do Pardo.

 

Teixeira destaca o quão fundamental é a presença de autoridade policial para garantir mais segurança aos cidadãos e maior agilidade no atendimento às ocorrências, uma vez que a região encontra-se em amplo processo de desenvolvimento.

 

“Com o aumento populacional há a evidente ampliação de ações ilícitas e criminosas, colocando a segurança de todos em risco. Assim, o atendimento a esta reivindicação permitirá a tranquilidade e a agilidade necessária na prestação de serviços da Segurança Pública no município, aguardada por toda a população”, disse Zé Teixeira.

 

Apoio federal para atender Itaporã

 

Em plenário, o deputado Zé Teixeira intercedeu também pela aquisição de um veículo adequado para atender à Coordenadoria de Imunização de Itaporã, no transporte de vacinas e medicamentos. A proposição foi endereçada aos deputados federais e senadores representantes de Mato Grosso do Sul na Câmara dos Deputados e Senado Federal.

 

 

“A destinação de um veículo que obedeça as normas para o adequado e correto transporte de medicamentos, conforme o estabelecido pela ANVISA, beneficiará toda a comunidade, assegurando qualidade na conservação das vacinas, bons resultados na imunização e mais saúde à população, no que contamos com o apoio e as ações da Bancada Federal”, disse Zé Teixeira.

Jota Quest comemora 20 anos de carreira em show acústico em Campo Grande

Assessoria

 

Show é inédito e comemorativo de 20 anos da banda mineira (Foto - Divulgação)

 

Acontece no dia 14 de outubro, comemorando 40 anos do Estado de Mato Grosso do Sul, um show acústico no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo (Palácio Popular da Cultura) às 20h30.

 

Esse show é inédito e comemorativo de 20 anos da banda mineira, lembrando que esse formato acústico é inédito no Estado, sendo a quarta cidade no país a receber esse show de celebração que teve na gravação as participações de Milton Nascimento, Marcelo Falcão (O Rappa), Liminha, entre outros convidados. E agora Mato Grosso do Sul receberá esse espetáculo.

 

“Pra gente é bem bacana comemorar 40 anos de Mato Grosso do Sul aí com vocês, vai ser lindo, vai épico!” afirma Rogério Flausino. Após passar os últimos anos viajando com os álbuns “Funky Funky Boom Boom” e “Pancadélico”, o Jota Quest vai trazer em Campo Grande seu mais novo espetáculo, totalmente desplugado.

 

Baseado no repertório do DVD “Jota Quest Acústico – Músicas Para Cantar Junto”, o grupo mineiro vai subir ao palco do Palácio Popular da Cultura para apresentar, pela primeira vez em quase 25 anos de estrada, os seu grandes hits em versão acústica, como “Dia Melhores”, “Amor Maior”, “Fácil”, “O Vento”, “Dentro de Um Abraço” e “Encontrar Alguém”.

 

Além dessas faixas e de outras mais, a banda também abrirá espaço no repertório para mostrar duas canções inéditas, criadas especialmente para esse projeto, “Morrer de Amor” e “Pra Quando Você se Lembrar de Mim”, que já está disponível nas plataformas de streaming e em execução nas rádios FM’s de todo o Brasil.

 

 

 

Sobre a banda

 

O Jota Quest, um dos ícones da música pop brasileira de todos os tempos, foi formado na primeira metade dos anos 90, em Belo Horizonte. Inicialmente como J. Quest, o grupo teve o seu nome inspirado no desenho animado Jonny Quest – ideia do baixista PJ (ainda que nenhum dos integrantes fosse fã do programa de TV) e o seu som inspirado na banda Jamiroquai.

 

Depois de alguns shows realizados pelo circuito mineiro, Rogério Flausino, PJ, Marco Túlio, Paulinho Fonseca e Márcio Buzelin entraram em estúdio, em 1995, para preparar o lançamento do seu primeiro disco. O auto-intitulado e independente “J. Quest” foi o passaporte para que a banda entrasse para o cast do extinto selo Caos, da Sony Music, já no ano seguinte. Com um visual dos anos 70 bastante marcante, o álbum foi impulsionado em todo o Brasil pelos hits “Dores do Mundo” e “Encontrar Alguém”, que tocaram muito nas rádios FM’s de norte a sul.

 

Já rebatizado como Jota Quest, o grupo mineiro retomou o seu trabalho de criação para lançar, em 1998, “De Volta ao Planeta”. O segundo álbum da banda foi um grande sucesso em todo o Brasil e teve algumas das músicas entre as mais executadas das rádios naquele ano, como “Fácil”, “Sempre Assim”, “O Vento” e “35”. “De Volta ao Planeta” vendeu mais de um milhão de cópias e precedeu o terceiro trabalho de estúdio do Jota, chamado “Oxigênio” e que chegou às lojas em 2000 com o hit “Dias Melhores”.

 

Com o seu nome em evidência em todo o território nacional e também nos demais países da América Latina, o Jota Quest foi convidado, em 2003, para participar do projeto e gravar o disco “MTV Ao Vivo”. O álbum, que chegou a ser indicado ao Grammy Latino, foi acompanhado por outros dois trabalhos de estúdio posteriores, “Até Onde Vai”, de 2005, e “La Plata”, de 2008. Os discos, acompanhados por longas turnês feitas em todo o Brasil, também levaram o Jota para se apresentar nos Estados Unidos e na Europa – por onde tocou, inclusive, no Rock in Rio Lisboa.

 

Comemorando 15 anos de estrada, o Jota Quest soltou em 2011 a coletânea “Quinze”, repleta de sucessos. O disco triplo, que venceu o Grammy Latino daquele ano na categoria de melhor álbum pop contemporâneo brasileiro, também foi acompanhado pelo CD e DVD “Multishow ao Vivo: Folia & Caos”.

 

Antes de se dedicar ao seu primeiro registro acústico, a banda passou os últimos anos em turnê com dois álbuns que reaproximaram o Jota da sonoridade do seu debut, cheio de groove: “Funky Funky Boom Boom”, de 2013, e “Pancadélico”, que chegou às lojas em 2015 e teve a faixa “Blecaute” eleita a melhor composição do ano, em 2016, pelo Prêmio Multishow.