G1

Bruna Marquezine não quer mais fazer novelas. Por enquanto. Foram 14 em 15 anos, da órfã Salete de “Mulheres Apaixonadas” à vilã Catarina de “Deus Salve o Rei”.
Ao G1, a atriz carioca de 24 anos explicou a vontade de se dedicar a séries, cursos e filmes. A começar por “Vou nadar até você”, o primeiro longa como protagonista, com estreia nesta quinta (5) nos cinemas.
“Eu fiz muita TV, tem um pouco essa questão de repetir os mesmos perfis, os mesmos atores pro mesmo tipo de papel. Eu gosto de me sentir desafiada. É isso que me faz sentir viva”, diz ela, em um hotel na Zona Sul de São Paulo.
Quando pega um roteiro e diz “é este”, explica que não se importa mais com a parte financeira, só quer saber do desafio e de sua saúde mental: “Virou uma das minhas prioridades, com o meu crescimento e amadurecimento pessoal.”
Em 2018, ela publicou em seu Instagram um desabafo dizendo já ter sofrido com depressão e distúrbios alimentares.

Deus salve a Bruna
“Eu não rasparia por qualquer papel, até porque aí envolve a questão financeira. E eu tenho que olhar para minha carreira como um todo. Porque a gente hoje trabalha com empresas de shampoo, condicionadores e isso acaba comprometendo. Infelizmente ou felizmente, isso faz parte da construção da minha carreira.”
Os limites nessas escolhas de papéis, a partir de agora, serão mais relacionados à saúde. “Eu não teria o menor problema em engordar, desde que eu tivesse um acompanhamento e que eu não passasse dos limites saudáveis.”
“Ainda mais sendo mulher para manter os hormônios em dia sem ter a preocupação de engordar e emagrecer já é um grande desafio. Então, imagina com esses desafios de engordar e emagrecer e tudo mais.”
E o que dizer dos métodos de “não sair do papel”, como os de Daniel Day-Lewis, três vezes vencedor do Oscar? “Eu não consigo ficar o dia inteiro no papel. Admiro extremamente o processo de atores que precisam disso. Não é estrelismo ou loucura, tem cena que é necessário que você evite conversas mais rasas dentro de um set para que você consiga se entregar.”
Mas ela conta, gesticulando bastante, que já experimentou diversas formas de “acessar emoções e lugares” dentro dela, mas não consegue sair do set e ficar pensando e agindo como o personagem. “Deve ser muito doido manter o personagem, ainda não funcionou pra mim, mas pode ser que um dia para um personagem específico se faça necessário.”