quarta-feira, 1 de dezembro de 2021
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Princípios que não podem ficar apenas nas Igrejas. por Wilson Aquino

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Wilson Aquino (*)

O mundo está doente. Além de danos irreparáveis à natureza, como a extinção de milhares de espécies da fauna e flora e drásticas mudanças climáticas, o homem, seu principal ocupante, está perdido. Precisa, mais do que nunca, de luz e orientação para encontrar o caminho para viver em segurança e alegria.

A ausência de solidariedade é o principal problema da sociedade. Aqueles que muito têm preferem juntar cada vez mais, sem dividir e pensar nas necessidades do próximo que sofre e morre tanto por falta de ajuda material como espiritual.

Longe de pregar qualquer forma de governo que não seja a Democracia, onde todos têm a liberdade de lutar para conquistar melhores condições de vida, econômicas inclusive. Porém, nada impediria de estender as mãos a quem mais precisa. Isto, sem contar que muitas riquezas são formadas à base de pagamentos miseráveis de salários àqueles que os servem.

Muito embora seja “legal” o pagamento de salário mínimo para um servidor seu, a questão é: – É moralmente legal pagar valores irrisórios quando se sabe que o trabalho que lhe é prestado lhe rende 10, 100, 1000 vezes mais?

Quantas pessoas não conhecemos que juntaram fortunas imensuráveis e pagam salários miseráveis àqueles que os servem? Espiritualmente falando, isso é certo? Como é isso aos olhos de Deus?

Se refletirmos profundamente, veremos que o segundo grande mandamento do Senhor, o de “Amar ao próximo como a ti mesmo” implica dizer que devemos promover sim pagamentos generosos à altura do que recebemos em termos de trabalho e dedicação de nosso próximo.

Pergunto: – É justo um homem rico pagar um salário mínimo para uma empregada de sua casa que cuida de seus filhos, que os alimenta, os educa e os protege no dia a dia? Qual é o verdadeiro valor dessas ações desempenhadas por aqueles que os servem tão bem?

E o que dizer então do grande conhecimento da Palavra de Deus, que conduz a todos ao verdadeiro caminho da vida onde, todos aqueles que o seguem, experimentam a plena felicidade e alegria, ganhando força e sabedoria para enfrentar os obstáculos da vida com a cabeça erguida e sem nunca entrar em desespero?

Partilhar isso é dever de todos aqueles que encontraram o caminho. Não basta ao homem tornar-se Cristão apenas nos finais de semana. No sábado e no domingo, quando vai para a igreja, onde aprende e se enche do Espírito Santo de Deus. É preciso ser digno de permanecer assim durante toda a semana e ser solidário com seu próximo, mostrando-lhe a luz, sempre que necessário.

Ao contrário disso, é lamentável dizer que muitos Cristãos, quando deixam os cultos e reuniões nas igrejas, tratam logo de ir para casa e mergulhar na sua rotina, alheios ao compromisso de “ide e pregai meu evangelho” estabelecido pelo Senhor.

– Quem já não testemunhou na saída da igreja, membros com seus automóveis, com vários espaços para caronas, passar ligeiro em meio às pessoas que caminham a pé pela mesma direção?

Os princípios da solidariedade e da espiritualidade, que são alicerçados pelo amor, irmandade, fraternidade, empatia, compaixão…  precisam ser incorporados por todos cidadãos especialmente aqueles que renovam suas energias nos templos sagrados, para que possam fazer mais pelo próximo em toda e qualquer oportunidade, de domingo a domingo.

(*) Jornalista e Professor