Os cochilos são uma estratégia clássica para tentar rapidamente recuperar a energia em dias de muito cansaço – quem nunca tirou uma soneca reparadora, daquelas que a gente acorda sem saber onde está, que atire a primeira pedra.
Mas uma nova pesquisa mostra que os inocentes cochilos durante o dia podem ser, no limite, mortais.
➡️O estudo, publicado na revista científica “JAMA Network Open” revelou que pessoas que tiram frequentemente sonecas longas, especialmente durante a manhã, têm maior risco de mortalidade por qualquer causa.
O grupo analisou dados de mais de 1300 participantes, com 56 anos ou mais, em um acompanhamento que durou 19 anos. O objetivo era compreender se características como frequência e duração dos cochilos entre idosos poderiam estar associadas a uma chance maior de morte.
Nas conclusões, os pesquisadores destacam que, uma vez que cochilar é um comportamento comum entre idosos, os achados levantam uma séria preocupação sobre o impacto desse hábito na longevidade.
O risco do cochilo
Além de poder perder a hora de acordar, algumas características dos cochilos são as responsáveis por aumentar o risco de mortalidade. Ou seja, nem toda soneca vai necessariamente trazer consequências negativas.
Os pesquisadores observaram que os fatores que estiveram relacionados à maior mortalidade foram: Cochilos de maior duração (acima de uma hora); Maior frequência de cochilos e cochilar pela manhã (em comparação a dormir no início da tarde).
😴Assim, os dados mostram, em resumo, que cochilos mais longos, frequentes e durante a manhã podem levar a um aumento no risco de morte.
O que torna a soneca mais mortal?
Os pesquisadores ponderam que o estudo não analisou as causas específicas de morte nem é capaz, unicamente, de explicar por que os cochilos, com essas características já descritas, estão associados a maiores índices de mortalidade.
👉Apesar disso, há alguns problemas de saúde que podem explicar essa relação: Mecanismos cardiovasculares, Distúrbios do sono
Doenças crônicas (como doenças respiratórias crônicas, diabetes e neurodegeneração e inflamação sistêmica.
Em todas essas situações, há uma potencial influência no sono, o que pode fazer com que a pessoa se sinta menos disposta e mais sonolenta ao longo do dia e tire mais cochilos – ou seja, as sonecas seriam uma consequência direta de um problema de saúde já existente.
Fonte: Portal G1