O prefeito Marçal Filho recebeu nesta quarta-feira, 12, em seu gabinete, o coordenador-geral da Cruz Vermelha Brasileira em Dourados, Jacenir Vieira, e o conselheiro estadual Maikon Nascimento, para discutir a formalização de parceria entre a entidade humanitária e a Prefeitura de Dourados para a realização de ações conjuntas no município.
De acordo com o coordenador-geral da Cruz Vermelha, Jacenir Vieira, há cerca de dois anos a entidade vem realizando ações e trabalhando para fortalecer e estruturar a atuação da instituição em Dourados.
“Hoje necessitamos de uma sede e estamos buscando voluntários dentro das universidades, principalmente nas áreas de saúde e assistência social, para realizar treinamentos. Queremos colocar Dourados no mapa do mundo por meio da Cruz Vermelha”, afirmou.
Durante a reunião, a entidade também anunciou a doação de aproximadamente 4 mil enxaguantes bucais, além de protetores solares, que serão utilizados em ações voltadas às crianças da rede pública municipal. Jacenir destacou ainda que a instituição pode contribuir com o município em diversas áreas, especialmente na saúde, por meio de um termo de cooperação que poderá incluir a oferta de medicamentos e capacitações em primeiros socorros.
Para o prefeito Marçal Filho, a parceria representa uma oportunidade importante para fortalecer ações sociais e de saúde no município.
“Acompanhamos o trabalho da Cruz Vermelha ao redor do mundo e sabemos da seriedade dessa instituição, cuja presença sempre representa garantia de socorro e apoio humanitário. Tenho certeza de que Dourados vai abraçar essa entidade e conseguiremos ajudar mais comunidades na Grande Dourados”, destacou.
A Cruz Vermelha Brasileira é uma organização humanitária independente e neutra, dedicada à proteção da vida e da saúde e à promoção do respeito ao ser humano. A instituição atua em diversas frentes, como socorro em desastres, promoção da saúde, inclusão social e educação, seguindo os princípios fundamentais de humanidade, imparcialidade, neutralidade, independência, voluntariado, unidade e universalidade.
O secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo e o coordenador de Direitos Humanos e Cidadania, Luiz Carlos Calado, também participaram da reunião com os representantes da Cruz Vermelha em Mato Grosso do Sul.
A maior área úmida contínua do planeta e bioma com mais elevado índice de conservação, o Pantanal sul-mato-grossense é ponto de parada para descanso e alimentação de 190 espécies de aves migratórias, muitas delas transitando desde os hemisférios norte (os animais geralmente se concentram ali no Canadá e nos Estados Unidos) até a região da Patagônia, localizada no extremo-sul do Continente.
Por ser um ponto logístico natural para esse animais, Mato Grosso do Sul foi escolhido para sediar a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias da Organização das Nações Unidas (COP15). A COP15 acontecerá de 23 a 29 de março em Campo Grande e deve atrair entre 2 a 3 mil especialistas de uma centena de países.
A Blue Zone (Zona Azul) estará sediada no Expo Bosque, no Shopping Bosque dos Ipês e haverá eventos paralelos em outros locais da cidade. A Conferência é organizado pela ONU e o Governo do Estado, através da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e outras pastas, está dando total apoio.
Além das quase duas centenas de espécies de aves, destaca-se no Pantanal a ocorrência de peixes migratórios como o Pintado (Pseudoplatystoma corruscans) e o Dourado (Salminus brasiliensis), que realizam a Piracema, ou seja, a migração sazonal para se reproduzirem. Por fim, o Pantanal é o lar de uma das maiores populações de onça-pintada (Panthera onca) do mundo, configurando importante sítio para a proteção dessa espécie.
A Conferência das Partes preocupa-se com as espécies migratórias que enfrentam alguma ameaça de extinção ou que se beneficiam significativamente de acordos internacionais. Nesse sentido, debate medidas que possam proteger e favorecer a reprodução dessas espécies, unindo esforços de todos os países por onde transitam.
Daí a importância de envolver o maior número de nações no evento. Por enquanto são 133 nações signatárias do Tratado de Proteção às Espécies Migratórias, conforme demonstrou a secretária de Biodiversidade do MMA (Ministério do Meio Ambiente), Rita Mesquita, enquanto a Convenção das Mudanças Climáticas tem 198 partes.
A onça-pintada se encaixa no perfil de espécie migratória ameaçada de extinção (Foto: Divulgação)
ONÇA PINTADA
a Lei do Pantanal prioriza a preservação de corredores ecológicos no bioma unindo reservas ambientais com áreas de proteção, construindo ambientes propícios para abrigar a abundante fauna pantaneira. Entre as espécies favorecidas pelos corredores ecológicos está a onça-pintada, felino de grande porte que ocorre desde a América Central até o sul da América do Sul.
A bióloga Bruna Oliveira, da Semadesc, explica que, embora não realize migrações sazonais longas como aves e baleias, a onça-pintada se encaixa no perfil de espécie migratória ameaçada de extinção porque muitas de suas populações têm áreas de vida que atravessam fronteiras nacionais de forma regular ou previsível e dependem da conectividade internacional de habitats para garantir o que os técnicos chamam de fluxo gênico da espécie.
Por essa razão, a onça-pintada está protegida como espécie migratória em risco de extinção desde a COP14, realizada em 2024. A iniciativa reforça a colaboração entre os países que se sobrepõem à distribuição da espécie, facilitando ações conjuntas para sua conservação, abordando ameaças críticas como perda de habitat e conflito entre humanos e animais silvestres.
Naviraí receberá, neste sábado (14), a Marcha para Jesus, a partir das 20h, na Praça Prefeito Euclides Fabris. O evento contará com a apresentação especial do grupo FHOP MUSIC, que interpretará músicas de destaque em 2025, como Tu és, Água Purificadora, A Boa Parte, Uma Vez, Doce Presença e Colossenses.
Organizado pelo Conselho de Pastores de Naviraí (COPEN), o evento tem como objetivo promover momentos de fé, adoração e unidade entre a comunidade cristã local. A programação inclui apresentações musicais, momentos de oração coletiva e celebração da cultura cristã, reforçando a importância da espiritualidade na vida da população.
O evento conta com o apoio institucional da Prefeitura Municipal de Naviraí, Fundação de Cultura de Naviraí, CONSEPAMS, Governo de Mato Grosso do Sul e Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.
Para garantir a segurança e o bem-estar do público, haverá estrutura adequada com som, iluminação, equipes de apoio, controle de acesso e sinalização, permitindo que pessoas de todas as idades participem de forma confortável e segura.
Segundo os organizadores, a Marcha para Jesus representa também um momento de fortalecimento da comunidade, convidando os moradores a participar com familiares e amigos, declarando que Naviraí pertence ao Senhor Jesus.
A expectativa é reunir centenas de pessoas, consolidando o evento como um dos principais encontros religiosos e culturais do município.
A vereadora Liandra da Saúde (PSDB) participou, nesta quarta-feira (11), da solenidade que marcou a retomada das obras do Centro de Educação Infantil Municipal (Ceim) da Vila Erondina, em Dourados. A construção estava paralisada desde 2019 e a retomada representa um importante avanço para a educação infantil e para as famílias da região.
Durante o evento, Liandra destacou a importância do momento para a comunidade e ressaltou que a retomada da obra representa mais do que a continuidade de um projeto: é a correção de uma situação que há anos prejudicava moradores do bairro.
“Hoje não estamos aqui apenas assinando uma ordem de serviço, estamos corrigindo uma injustiça com a população de Dourados. Essa obra começou em 2017, foi paralisada em 2019 e permaneceu parada por anos, enquanto muitas mães e famílias precisavam levar seus filhos para estudar longe de casa”, afirmou a vereadora.
Liandra também parabenizou o prefeito Marçal Filho pela decisão de retomar a obra e reforçou a importância do investimento em educação infantil. Segundo ela, garantir vagas em creches próximas às residências das famílias é fundamental para oferecer mais dignidade e qualidade de vida à população.
“É gratificante ver essa obra sendo retomada. O prefeito demonstrou compromisso ao tirar esse projeto da gaveta e dar continuidade a algo tão importante para as nossas crianças e para as mães trabalhadoras da região”, destacou.
A vereadora ainda reafirmou o compromisso da Câmara Municipal em apoiar iniciativas que tragam benefícios para a população. “A Câmara está à disposição para contribuir e trabalhar em parceria com o Executivo em tudo aquilo que for bom para Dourados e para nossa gente”, concluiu.
A obra do Ceim da Vila Erondina contará com investimento de R$ 3,39 milhões e seguirá o padrão Proinfância Tipo 1, com capacidade para atender até 376 crianças em dois turnos ou 188 em período integral. A previsão de conclusão é março de 2027.
A Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria Municipal de Obras Públicas (Semop), retomou as obras do Centro de Educação Infantil Municipal (Ceim) da Vila Erondina, que estavam paralisadas desde 2019. Os trabalhos foram iniciados nesta quarta-feira (11), durante solenidade que reuniu autoridades locais e marcou um importante avanço para a educação infantil e para a comunidade da região.
O prefeito Marçal Filho destacou a importância de retomar a obra, ressaltando o compromisso da administração municipal com a educação. “Há anos víamos uma obra desta envergadura parada”, lamentou.
“Por meio de um trabalho técnico e criterioso com nossas equipes, hoje temos a satisfação de anunciar que a construção foi retomada e será simbólica para nossa gestão, que além de ter o compromisso de concluir todas as obras que começar, também vai entregar aquelas que foram deixadas pelo caminho”, afirmou.
O prefeito ressaltou ainda que o custo da obra precisou ser atualizado em relação ao previsto anteriormente, em razão do aumento nos preços de materiais de construção e mão de obra. “Mesmo assim, todos os esforços são válidos quando se trata de investir em educação”, completou.
O investimento total na obra será de R$ 3.399.788,91, sendo R$ 2.568.986,29 provenientes da Fundação Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e R$ 830.802,62 de contrapartida da Prefeitura de Dourados.
O projeto segue o padrão Proinfância Tipo 1 e terá capacidade para atender até 376 crianças em dois turnos (matutino e vespertino) ou 188 em período integral. A previsão de conclusão da obra é março de 2027.
A estrutura contará com hall de entrada, salas administrativas para secretaria e direção, espaços para professores e reuniões, fraldários, lactário, sala de amamentação, refeitório, cozinha, solários, pátio coberto, salas de aula, banheiros coletivos e acessíveis, sala multiuso, além de áreas externas com playground e ambientes de apoio como despensa e depósito de materiais de limpeza. Ao todo, serão 1.510,23 metros quadrados de área construída.
Quando foi interrompida, em 2019, a obra estava com 36,40% do projeto executado. A paralisação ocorreu devido ao descumprimento contratual por parte da empresa responsável na época. O contrato foi rescindido em 2021 e, desde então, a estrutura permaneceu sem continuidade até a retomada atual.
O secretário municipal de Educação, Nilson Francisco da Silva, destacou que a retomada da obra representa um avanço significativo para a educação infantil no município e ajudará a reduzir a demanda por vagas.
“A Prefeitura de Dourados, por meio das secretarias de Educação e de Obras, buscou soluções para que esse projeto saísse do papel”, enfatizou. “Essa ação representa muito para as famílias e para as crianças que moram na região e passarão a ter acesso mais próximo e com qualidade ao ensino infantil”, afirmou.
TRABALHO RECONHECIDO
Presente na solenidade, o deputado Zé Teixeira voltou a destacar o desempenho do prefeito Marçal Filho e sua equipe, citando, principalmente a retomada de obras há anos paralisadas.
“Marçal tem feito o papel realmente de um prefeito, porque não adianta ter uma equipe boa se não tiver quem destrava, porque tem que ter o chefe para poder correr atrás”, exemplificou o deputado. “Eu estou vendo aqui o investimento, parte é do fundo de educação e parte é recurso próprio. E não é só essa obra. Dourados mudou a cara, mudou o sentido, mudou o rumo (…) a gente sente uma alegria na população, de ver a cidade desenvolvendo”, enfatizou Zé Teixeira.
Ele também citou a capacidade e poder de articulação do prefeito junto aos órgãos competentes, em busca de recursos. “Marçal tem caminhado em Brasília, no Estado com o nosso governador Eduardo Riedel, com a bancada federal, com a bancada estadual e a Câmara de Vereadores tem dado atenção, têm dado respaldo a esse grande trabalho que ele está realizando em Dourados”, apontou o deputado Zé Teixeira.
Presidente Liandra reafirma parceria da Câmara de Vereadores com a gestão municipal
A presidente da Câmara Municipal, Liandra Brambilla, por sua vez, destacou a simbologia do ato de assinatura da ordem de serviço para retomada da obra.
“Hoje, não estamos aqui apenas assinando uma ordem de serviço, nós estamos corrigindo uma injustiça com a população de Dourados”, considerou. “Essa obra aqui começou em 2017, paralisou em 2019 e até hoje aqui parada”, pontuou. “É a prova de que os gestores anteriores não tiveram compromisso com a população de Dourados, com as mães daqui”, ressaltou Liandra, observando que, por conta disso, crianças do bairro têm que sair para estudar distante de suas casas.
Para Liandra, o prefeito está resgatando o respeito e devolvendo dignidade às pessoas. “O senhor tem compromisso com a população, o senhor veio, tirou da gaveta e está fazendo. Parabéns!”, mencionou. “
E para nós, da Câmara Municipal, é muito importante esse momento, é importante estarmos aqui, juntos com o senhor, assinando essa ordem de serviço”, disse, agradecendo em nome de todos os vereadores e reafirmando a parceria. “Quero aqui, em nome da Câmara Municipal, te agradecer e dizer que nós estamos lá para contribuir, para te ajudar, e tudo que for bom para a população, nós queremos estar junto”, finalizou.
Morador da Vila Erondina, Cláudio Ximenes, 55 anos, ressaltou que a retomada da obra muda a perspectiva da comunidade. Segundo ele, além de facilitar o acesso das famílias à educação infantil, a conclusão do prédio também trará mais segurança para o bairro. “É um alívio ver essa obra voltar”, comemorou.
“Muitos pais precisavam levar as crianças para unidades mais distantes e agora terão uma opção perto de casa”, observou. “Além disso, o local estava abandonado e algumas pessoas utilizavam o espaço de forma inadequada. Com a obra retomada, isso deve acabar”, afirmou.
Secretário municipal de Educação, Nilson Francisco da Silva, destacou que a retomada da obra representa um avanço significativo para a educação infantil
Ao final da solenidade, o prefeito Marçal Filho destacou que outras obras também estão em andamento no município, incluindo intervenções na área da educação, como a construção de salas de aula no Jardim Guaicurus e a reforma da Escola Municipal Avani Cargnelutti Fehlauer.
Também citou projetos na área da saúde, como a construção da Policlínica de Especialidades Médicas, a obra da Unidade Básica de Saúde do Jardim dos Estados, a futura sede própria do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a estrutura do Centro de Atenção Psicossocial (Caps).
Acompanharam ainda o ato os vereadores Márcio Pudim, Sérgio Nogueira, Jânio Miguel, Dalton Ribeiro, Pedro Pepa, Inspetor Cabral e Sargento Prates.
Em dois dias de trabalhos intensos, o mutirão que envolve as equipes das secretarias municipais de Saúde e de Serviços Urbanos da Prefeitura de Dourados, com apoio do Governo do Estado, da Prefeitura de Itaporã, da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) e de lideranças das aldeias Jaguapiru e Bororó, vistoriou 1.513 moradias na Reserva Indígena de Dourados, onde foi confirmadas uma epidemia de febre chikungunya.
O trabalho, que envolve 75 agentes de endemias e 20 agentes de saúde indígena, resultou em 27 borrifações químicas com máquina costal motorizada, além de aplicação de inseticida com dois dois Lecos, que são nebulizadores de aerosol a frio.
O trabalho, que envolve 75 agentes de endemias e 20 agentes de saúde indígena, também culminou, em dois dias, com tratamento químico em 648 moradias, onde o mutirão encontrou 382 focos de larvas do mosquito Aedes aegypti, sendo que 90% destes focos estavam em caixas d’água, lixos, pneus.
No primeiro dia do mutirão de combate à epidemia de febre chikungunya na Reserva Indígena de Dourados, foram identificados 171 focos do mosquito Aedes aegypti durante a vistoria a 664 imóveis nas aldeias Jaguapiru e Bororó. Desse total, 288 receberam tratamento específico para eliminar larvas do mosquito. Além da eliminação de criadouros, no primeiro dia também foi realizada borrifação com máquina costal em 13 imóveis para reforçar o combate ao mosquito.
No segundo dia de trabalhos, o mutirão vistoriou 849 moradias e realizou tratamento químico em 360 casas, onde foram localizados 211 focos de larvas do mosquito transmissor da febre chikungunya. Os agentes de endemias apuraram que 90% dos focos estavam concentrados em caixas d’água, garrafas pets, vasilhas com água para animais, lixos e pneus espalhados nos arredores dos imóveis.
Nesta quarta-feira (11), os trabalhos continuaram com objetivo de vistoriar o maior número possível de moradias e combater focos do mosquito. De acordo com o boletim epidemiológico mais recente, já são 99 casos confirmados de febre chikungunya na reserva, além de 183 notificações que ainda estão em investigação.
A Prefeitura de Dourados ressalta que o combate ao mosquito e a atenção primária de saúde nas aldeias são atribuições do Governo Federal, mas, diante da gravidade do problema e da confirmação de epidemia de febre chikungunya na Reserva Indígena, o município está mobilizando diversas secretárias e órgãos estaduais e federais no mutirão de enfrentamento à doença.
Os agentes de endemias alertam que a grande maioria dos criadouros do mosquito Aedes aegypti está sendo localizada nas caixas d’água, já que a quase totalidade das famílias que moram na Reserva Indígena armazenam água da chuva devido à falta de abastecimento de água potável. Mesmo nas casas com rede de água encanada, a distribuição irregular leva moradores a manterem recipientes cheios por longos períodos, o que favorece a proliferação do mosquito transmissor da dengue, zica e febre chikungunya.
Para eliminar as larvas em locais onde a água não pode ser descartada imediatamente, as equipes utilizam produtos biológicos conhecidos como larvicidas ou bioinseticidas. Segundo a coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Priscila da Silva, o produto é específico para as larvas do Aedes aegypti e não oferece riscos para pessoas ou animais domésticos.
Paralelamente às ações nas residências, equipes da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos iniciaram vistorias em prédios públicos da reserva, incluindo escolas, unidades de saúde e centros de assistência social.
A Prefeitura de Naviraí, por meio da Gerência de Educação, voltou a realizar nesta segunda-feira (09-03) a entrega dos novos kits escolares para alunos da rede municipal. Depois dos uniformes entregues no final de janeiro, agora foram cadernos, canetas, lápis, borracha, giz de cera e lápis de cor.
A entrega foi feita pelo gerente de educação André Santana e o Prefeito Rodrigo Sacuno, ao lado da diretora do Escola Jose Martins Flores, Elisângela Pereira da Silva, além de professores e técnicos da gerência.
A iniciativa visa padronizar e garantir que todos os alunos tenham acesso a materiais de qualidade, independentemente de sua condição socioeconômica, complementando o investimento que já incluiu a entrega de uniformes em toda a rede municipal.
Durante o evento a diretora da escola, celebrou, juntamente com as autoridades a chegada dos materiais e homenageou os alunos da escola que se sagraram campeões sul-mato-grossenses de beisebol no último fim de semana. Ao final do ato, a entrega simbólica dos kits reforçou o suporte direto às famílias naviraienses, garantindo dignidade e motivação para um ano letivo mais produtivo em 2026.
O gerente de Educação e Cultura, André Santana, destacou que a administração realizou ajustes logísticos baseados na experiência de anos anteriores para melhor atender aos alunos:
“Aumentamos a quantidade de itens essenciais, com kits compostos por materiais com durabilidade e utilidade pedagógica”. O gerente detalhou que foram incluídos cadernos personalizados com os hinos Nacional e Municipal, além de itens específicos como compassos para o 6º ao 9º ano e giz de cera para os menores.
Os índices de aprovação nos exames práticos de direção veicular em Mato Grosso do Sul apresentaram aumento significativo após a atualização dos critérios de avaliação definidos nacionalmente pela Secretaria Nacional de Trânsito.
No Estado, as mudanças foram regulamentadas pela Portaria Detran-MS N nº 202 de 2026, que estabelece os requisitos para a realização do exame prático de direção veicular para candidatos à Permissão para Dirigir e à Carteira Nacional de Habilitação.
Comparando os meses de janeiro e fevereiro de 2025 com o mesmo período de 2026, já sob a nova regulamentação, observa-se aumento expressivo no percentual de candidatos aprovados.
Na categoria A, destinada a condutores de motocicletas, o índice de aprovação saltou de 66% no primeiro bimestre de 2025 para 92% em 2026. No período mais recente, 3.139 candidatos foram considerados aptos e 266 inaptos, em um total de 3.405 exames realizados. No mesmo período do ano passado, foram 3.672 aprovados e 1.913 reprovados entre 5.585 avaliações.
Nas categorias de quatro rodas — B, C, D e E — a taxa de aprovação também apresentou crescimento relevante. O percentual passou de 54% em 2025 para 78% em 2026. Nos dois primeiros meses deste ano, 6.370 candidatos foram aprovados e 1.847 reprovados, em um total de 8.217 exames. Já no primeiro bimestre do ano anterior, 6.982 candidatos foram considerados aptos e 5.984 inaptos entre 12.966 avaliações.
Considerando todas as categorias, Mato Grosso do Sul realizou 11.622 exames práticos em janeiro e fevereiro de 2026, enquanto no mesmo período de 2025 foram 18.551 avaliações.
Os dados indicam que, mesmo com menor volume de exames aplicados no início deste ano, a proporção de candidatos aprovados cresceu de forma consistente. Na categoria A, o aumento foi de 26 pontos percentuais no índice de aprovação. Já nas categorias de quatro rodas, a elevação foi de 24 pontos
O aumento nos índices de aprovação pode ser atribuído à atualização dos critérios de pontuação do exame prático, estabelecida pela Resolução Contran nº 1020 de 2022. Entre as alterações, está o aumento do limite de pontos que o candidato pode perder durante a avaliação.
Antes, conforme a Resolução Contran nº 789 de 2020, o candidato podia perder até três pontos, com faltas classificadas como leves (1 ponto), médias (2 pontos) e graves (3 pontos). Com a nova regulamentação, o limite passou para dez pontos e a classificação dos erros foi alinhada às infrações previstas no Código de Trânsito Brasileiro: leve (1 ponto), média (2 pontos), grave (4 pontos) e gravíssima (6 pontos).
A gerente de Exames do Detran-MS, Lina Zeinab, avalia que as mudanças no modelo de avaliação favorecem muito os candidatos.
“A nova resolução trouxe critérios mais alinhados ao Código de Trânsito Brasileiro e ampliou as possibilidades de avaliação do candidato durante o percurso. Mas vale lembrar que o examinador continua observando o domínio do veículo, o respeito às normas e o comportamento seguro no trânsito”, explica.
Outra alteração relevante foi a retirada da etapa de baliza do exame prático. A avaliação passa a ser realizada exclusivamente em percurso, sob acompanhamento do examinador de trânsito do Detran.
O município de Dourados sediou no sábado, 7 de março, o Festival Dourados de Karatê, reunindo atletas de diferentes academias e categorias em uma grande celebração do esporte. A competição contou com disputas nas modalidades Kata e Kumite, envolvendo crianças, adolescentes que fazem parte de projetos esportivos na cidade e também adultos.
Com alto nível técnico e forte participação das equipes locais, o festival reforçou o crescimento do karatê na região e evidenciou o trabalho de formação realizado pelas academias. Para a maioria dos atletas, a competição foi importante, oportunidade para pôr em prática o que aprendem na academia e, assim, adquirir experiência para competições futuras.
A competição foi marcada pelo espírito esportivo, respeito entre os atletas e incentivo das famílias, consolidando o evento como um dos principais do calendário esportivo municipal. Um bom público prestigiou o evento, apesar do forte calor daquela tarde de sábado.
Festival Dourados de Karatê reuniu atletas de várias categorias que competiram em alto nível
KUMITE – FEMININO
7/8 anos – Pesado
1º Milena Junqueira (Jorjão)
2º Samara Romero (Bom Aluno Bom Atleta)
3º Alice Vilaça Silva (Bom Aluno Bom Atleta)
9/10 anos – Leve
1º Geovana da Silva (CT Power Fight)
2º Ana Júlia
9/10 anos – Pesado
1º Julia Maria Nunes dos Santos (CT Master)
2º Raquel Catarina (Scorpio King)
3º Esmeralda Santos (AFC)
11/12 anos – Pesado
1º Brenda Ribeiro (Scorpio King)
2º Flávia Rabelo (CT Power Fight)
3º Ana Júlia (CT Power Fight)
13/14 anos – Pesado
1º Aymê Camargo (Bom Aluno Bom Atleta)
2º Metlym Camargo (Bom Aluno Bom Atleta)
16/17 anos – Leve
1º Maria Fernanda K.B. Santos (Scorpio King)
2º Larissa Aguilera França (Scorpio King)
3º Iasmin Bianca Ferreira (Scorpio King)
16/17 anos – Pesado
1º Kauan dos Santos Ajala (AOKC)
2º Pietro Padilha (AOKC)
3º João Caio B. Vila Nova (Scorpio King)
KUMITE – MASCULINO
7/8 anos – Leve
1º Miguel Dorneles (AFC)
2º Pietro da Silva Souza (CT Master)
3º João Davi Santos B. (Scorpio King)
7/8 anos – Pesado
1º André Cesari (CT Power Fight)
2º Oliver Miguel G. Campos (Scorpio King)
3º Davi Luiz Santana (AFC)
9/10 anos – Pesado
1º Fernando Matos (CT Power Fight)
2º Antoni Brian Tacon (Scorpio King)
3º Pedro Henrique Brunel (AOKC)
11/12 anos – Leve
1º Leonardo Procópio Rader (AOKC)
2º Pedro Gabriel Viegas Ojeda (AFC)
3º Vitor Bernardo O. Freitas (Scorpio King)
11/12 anos – Pesado
1º Kauã Gabriel (AOKC)
2º Paulo Eduardo (Bom Aluno Bom Atleta)
3º Kauã Gabriel (Bom Aluno Bom Atleta)
13/14 anos – Leve
1º Solimar de Souza (CT Master)
2º Gabriel Colete Mazarão (Scorpio King)
3º Jorge Lima Paim (AOKC)
13/14 anos – Pesado
1º Benjamin Kaleb de Castro (AOKC)
2º Brian Borges (AOKC)
3º Lucas Bandeira da Silva (AOKC)
13/14 anos – Avançado
1º Anderson Carlos de Melo (Bom Aluno Bom Atleta)
2º Diego Eduardo Silva (CT Power Fight)
3º Davi Morais da Silva (Bom Aluno Bom Atleta)
15/16 anos – Pesado
1º Gabriel Barbosa Mota (Scorpio King)
2º Anderson Carlos de Melo (Bom Aluno Bom Atleta)
3º Vitor Rodrigues Vieira (Bom Aluno Bom Atleta)
ADULTO
Na categoria Adulto, o Melhor Nocaute foi de Anderson Carlos de Melo (Bom Aluno Bom Atleta)
O Festival Dourados de Karatê reafirma a importância do esporte como ferramenta de disciplina, inclusão e formação cidadã. A expressiva participação das academias — como CT Power Fight, Scorpio King, AOKC, CT Master, AFC e Bom Aluno Bom Atleta — demonstra a força e a organização do karatê em Dourados.
O evento foi organizado pela Academia Bom Aluno Bom Atleta, por meio do sensei Marcos da Silva, com supervisão da Federação Sul- Mato-Grossense Kyokushin e apoio da Prefeitura de Dourados, por meio da Fundação de Esportes de Dourados( Funed).
Para o sensei Marcos da Silva, além das disputas e premiações, o festival também evidenciou a importância do esporte na formação da crianças e do adolescentes. “Mais do que uma modalidade competitiva, o karatê contribui para o desenvolvimento de valores como disciplina, concentração e autoconfiança entre aqueles que o prática”, avalia.
A deputada estadual Lia Nogueira (PSDB) voltou a reforçar uma pauta que tem marcado sua atuação política, a defesa das mulheres. Em Campo Grande, durante o evento Elas Protagonistas, promovido pelo Governo do Estado, a parlamentar participou da formalização do Curso Protege e destacou a importância de fortalecer a rede de proteção nos municípios.
A presença de Lia Nogueira no encontro reforça uma atuação que ela tem mantido com firmeza, acompanhando debates, ações e políticas públicas voltadas à proteção feminina. Em um momento em que a violência contra a mulher continua exigindo respostas mais fortes, a deputada segue firme nessa bandeira, lutando junto ao Governo do Estado para ampliar a proteção, o acolhimento e a presença de serviços preparados para atender quem mais precisa.
O Curso Protege é realizado pela Secretaria de Estado da Cidadania, em parceria com a Fundação EscolaGov e a Faculdade Insted, e deve alcançar cerca de 50 municípios. A proposta é preparar gestoras que atuam nas políticas públicas para as mulheres, melhorando o acolhimento, a orientação e os encaminhamentos dentro da rede de proteção.
Para a deputada, esse tipo de formação ajuda o Estado a estar mais preparado para receber mulheres em situação de vulnerabilidade. “Muitas mulheres chegam aos serviços em situações muito delicadas. Ter profissionais preparadas para ouvir, orientar e encaminhar faz toda a diferença para que essa rede funcione de verdade”, afirmou.
Além da formalização do curso, o evento também contou com palestras e uma roda de debates com a ex-ministra Cida Gonçalves e com Luiza Trajano, referência no empreendedorismo feminino.
Estiveram presentes o governador Eduardo Riedel (PP), o vice-governador Barbosinha (PP), a primeira-dama Mônica Riedel, além de autoridades, parlamentares e representantes de diferentes setores.
Em meio a esse debate, Lia Nogueira reafirmou uma marca de sua atuação, a defesa das mulheres e de políticas públicas que saiam do papel. “Infelizmente seguimos convivendo com casos graves de violência contra mulheres. Por isso precisamos manter esse tema em pauta, fortalecer a rede de proteção e garantir que as mulheres encontrem apoio quando mais precisam”, completou.
Por meio da Secretaria Municipal de Agricultura Familiar (Semaf), a Prefeitura de Dourados fez na quinta-feira (5) a entrega de mais duas remessas de produtos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A ação aconteceu na Escola Municipal Indígena Tengatui Marangatu, na aldeia Jaguapiru e atendeu famílias indígenas e também quilombolas.
Foi o terceiro recebimento e entrega simultânea de alimentos, no PAA Quilombola, com a quantidade de 677,1 kg de nove tipos de produtos, entregues por cinco produtores cadastrados no Programa.
Com mais essa ação, soma-se 1.814,2 kg de alimentos recebidos com entrega simultânea para as famílias cadastradas dentro da área Quilombola de Dourados. Os alimentos são sendo entregues por meio do Cras Guaicurus, com repasse para a Associação Quilombola Dezidério Felipe de Oliveira, localizada no distrito da Picadinha.
Já o PAA Indígena fez a entrega de 5.299,6 kg de alimentos, de 17 tipos de produtos entregues por 21 produtores indígenas. Esse lote foi distribuído para os alunos da escola Tengatui Marangatu e suas famílias cadastradas no Programa. Entre os itens entregues estão frutas, legumes, hortaliças e produtos artesanais produzidos dentro da própria comunidade.
De acordo com o secretário de Agricultura Familiar Bruno Pontim, o acumulado de produtos entregue até este dia atinge a quantidade de 76.625,8 kg, com uma variedade acumulada de 37 itens de produtos diferentes, nas sete escolas indígenas já atendidas e no Cras Indígena.
“Foram, até o momento, 25 entregas, com mais de 76,5 toneladas de alimentos diversificados e com excelência na qualidade dos alimentos produzidos pelos produtores indígenas, cadastrados para entrega no Programa”, diz Pontim.
O secretário Bruno Pontim enfatiza que essas ações, coordenadas pela Secretaria de Agricultura Familiar, têm garantido segurança alimentar para os moradores das aldeias e renda para os pequenos produtores, uma determinação do prefeito Marçal Filho, “que tem um olhar muito especial para as comunidades indígenas da nossa cidade”.
Os alimentos são adquiridos diretamente de pequenos agricultores indígenas pela Semaf e repassados às famílias da reserva. A iniciativa segue orientação do prefeito Marçal Filho, priorizando a agricultura indígena e garantindo que os produtos cheguem “direto do campo” à mesa da comunidade. O Programa de Aquisição de Alimentos representa um duplo impacto social: combate à insegurança alimentar e fortalecimento da renda dos produtores locais. O programa é viabilizado com investimento de R$ 1,3 milhão do governo federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Social, e executado em parceria com a Agraer.
Diante do aumento expressivo de casos de chikungunya na Reserva Indígena de Dourados, uma força-tarefa inicia na próxima segunda-feira (9) um mutirão para eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. A ação envolverá Governo do Estado, Prefeitura de Dourados, Prefeitura de Itaporã, Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) e lideranças das aldeias Jaguapiru e Bororó.
A responsabilidade pela prevenção e combate ao mosquito nas aldeias, bem como de atenção com a saúde primária é do Governo Federal, mas diante da gravidade do problema, o prefeito Marçal Filho determinou que a Secretaria Municipal de Saúde mobilizasse esforços para fazer enfrentamento à epidemia de chikungunya na Reserva Indígena.
A mobilização ocorre diante do aumento de casos e da confirmação da morte de uma mulher de 69 anos, moradora da aldeia Jaguapiru, vítima de complicações da chikungunya. Com histórico de diabetes e hipertensão, ela teve primeiros sintomas no dia 13 de fevereiro e foi a óbito no dia 26, sendo a doença detectada pelo laboratório Lacen, unidade de referência estadual da Secretaria de Estado de Saúde.
O cenário acendeu alerta das autoridades de saúde, que temem a evolução para uma epidemia.
Na manhã desta sexta-feira (6), o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, reuniu representantes de diversas instituições ligadas à saúde indígena, além do superintendente do Hospital Universitário da UFGD, Hermeto Macario Amin Paschoalick, médicos que atuam nas aldeias, agentes de endemias e lideranças indígenas.
O encontro discutiu estratégias para conter o avanço da doença, considerada relativamente recente nas comunidades indígenas, mas que preocupa devido à intensidade dos sintomas e ao longo período de recuperação.
O secretário ressaltou que a situação exige atenção urgente das autoridades federais, principalmente porque a responsabilidade pela saúde indígena é compartilhada com órgãos do Governo Federal. Segundo ele, é fundamental ampliar o apoio para garantir atendimento rápido à população das aldeias.
“O município está mobilizado e atuando como parceiro nesse enfrentamento, mas é fundamental que o Governo Federal também dê a devida atenção a esse cenário”, ressaltou. “Precisamos acelerar o atendimento às famílias que estão doentes e reforçar a estrutura de assistência nas aldeias. Para isso, é indispensável o apoio do Ministério da Saúde, por meio da Sesai e do Dsei, que têm responsabilidade direta pela saúde indígena”, alertou o secretário.
A prefeitura já havia realizado bloqueio químico nas aldeias Jaguapiru e Bororó por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e do Departamento de Vigilância em Saúde. Mesmo assim, os casos continuam aumentando, com relatos de famílias inteiras doentes e dificuldades de deslocamento até as unidades de saúde.
A partir de segunda-feira, agentes de endemias que atuam na área urbana de Dourados, junto com equipes do município de Itaporã e profissionais que já trabalham nas aldeias, farão visitas domiciliares para busca ativa de pacientes.
A proposta é atender moradores que não conseguem chegar às unidades de saúde. Paralelamente, equipes da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos realizarão ações de limpeza geral nas comunidades, com foco na eliminação de possíveis criadouros do mosquito. O trabalho irá iniciar pelo Hospital da Missão Evangélica Caiuá.
NÚMEROS PREOCUPAM
Dados do Núcleo de Vigilância Epidemiológica apontam crescimento significativo das notificações de dengue e chikungunya nas aldeias em relação ao mesmo período do ano passado. Em Dourados, foram registrados 506 casos notificados de dengue, com 12 confirmações. Nas aldeias, foram 179 notificações e seis casos confirmados.
Já em relação à chikungunya, o município contabiliza 515 notificações, com 189 casos positivos. Somente nas aldeias Jaguapiru e Bororó foram 183 notificações e 99 confirmações. As autoridades acreditam que o número real pode ser maior, já que muitas famílias não procuraram atendimento médico. O avanço da doença tem sido mais intenso na aldeia Jaguapiru, mas já começa a atingir também a aldeia Bororó.
O Hospital da Missão Evangélica Caiuá, localizado na aldeia Jaguapiru, registrou forte aumento na procura por atendimento médico, chegando a realizar cerca de 130 atendimentos por dia. A maioria dos pacientes apresenta sintomas semelhantes, como dores intensas no corpo, nas articulações, dor de cabeça e náuseas.
Com a alta demanda, medicamentos utilizados para aliviar os sintomas começam a ficar escassos tanto no hospital quanto nos postos de saúde da reserva. A Secretaria Municipal de Saúde informou que irá reforçar imediatamente o fornecimento de medicamentos e buscar apoio do Governo do Estado.
Durante a reunião, o cacique Reinaldo Arévalo manifestou preocupação com a situação. Segundo ele, muitas famílias não conseguem se deslocar até as unidades de saúde e as equipes de ambulância da Sesai têm dificuldade para atender todos os chamados, sobretudo pela falta de combustível para atender todos os chamados.
O QUE É CHIKUNGUNYA
A chikungunya é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo responsável pela transmissão da dengue e da zika. Os sintomas mais comuns incluem febre alta, dores intensas nas articulações, dores no corpo, dor de cabeça, náuseas, cansaço e manchas na pele.
Embora a maioria dos pacientes se recupere em algumas semanas, em muitos casos as dores articulares podem persistir por meses ou até anos. Há registros de pacientes que necessitam de acompanhamento e tratamento por até dois anos devido às complicações provocadas pela doença.
O tratamento é feito principalmente com medicamentos para aliviar os sintomas, hidratação e repouso, já que não existe um antiviral específico contra o vírus. Por isso, a principal forma de prevenção continua sendo a eliminação de locais com água parada, onde o mosquito se reproduz.
Neste domingo, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a vereadora Luiza Ribeiro (PT) e a Coletiva Feminista Antirracista realizam um ato público para lançar campanha de coleta de assinaturas para um Projeto de Lei de Iniciativa Popular que propõe a criação da secretaria estadual.
A mobilização acontece às 16h, nos Altos da Avenida Afonso Pena, em Campo Grande.
O ato contará com a participação da deputada federal Camila Jara (PT-MS) e da Coletiva De Trans Pra Frente. Com o slogan “A secretaria da mulher começa com a sua assinatura”, a mobilização pretende envolver a sociedade na construção de uma política pública estruturada para enfrentar a violência de gênero e promover os direitos das mulheres no estado.
Segundo a vereadora Luiza Ribeiro, a criação da secretaria é uma medida urgente diante do cenário de violência enfrentado pelas mulheres sul-mato-grossenses.
“Mato Grosso do Sul está entre os estados com as maiores taxas de feminicídio do país. Não podemos aceitar que mulheres continuem sendo assassinadas dentro de casa. Precisamos de políticas públicas fortes, permanentes e com estrutura para prevenir essa violência”, afirmou.
Em 2025, 40 mulheres foram vítimas de feminicídio no estado, o que representa 2,6 mortes para cada 100 mil mulheres, índice muito acima da média nacional, de 1,43. De 2024 para 2025, o número de feminicídios em Mato Grosso do Sul cresceu 10,5%, e entre 2021 e 2025 o aumento foi de 14,3%.
Os dados mostram ainda que 97,3% dos autores dos assassinatos são homens, e que as vítimas são majoritariamente mulheres negras que vivem nas periferias das cidades, evidenciando a relação entre violência de gênero, racismo e desigualdade social.
Para a parlamentar, o endurecimento das investigações e das penas é importante, mas não resolve o problema sozinho. “Precisamos parar, cessar, acabar com o feminicídio. Nada traz uma mulher de volta. Feminicídio tem que ser zero”, declarou.
Luiza ressalta que a criação da Secretaria de Estado das Mulheres permitirá estruturar políticas públicas permanentes, com orçamento próprio, equipe técnica especializada e capacidade de articular ações nas áreas de segurança pública, saúde, assistência social, educação e autonomia econômica das mulheres.
Atualmente, 20 estados brasileiros e o Distrito Federal já contam com secretarias dedicadas às políticas públicas para as mulheres, o que demonstra a importância institucional desse mecanismo para coordenar ações de prevenção da violência, promoção da igualdade de gênero e fortalecimento da autonomia feminina. Para a vereadora, Mato Grosso do Sul precisa avançar nessa direção.
De acordo com a Constituição Estadual, projetos de iniciativa popular precisam reunir assinaturas equivalentes a pelo menos 1% do eleitorado do estado, distribuídas em 20% dos municípios, com no mínimo 0,3% dos eleitores em cada município participante.
“Estamos falando de séculos de uma cultura patriarcal que naturalizou o ódio e a violência contra as mulheres. Somente a prevenção salva vidas. Precisamos de um instrumento forte para enfrentar essa realidade. Mesmo diante de números alarmantes de violência contra as mulheres, o Governo do Estado mantém políticas mínimas e insuficientes, sem orçamento adequado e sem os instrumentos necessários para enfrentar a desigualdade de gênero e proteger mulheres e meninas. Por isso, essa mobilização é fundamental”, reforçou a vereadora.
O evento também reunirá movimentos sociais e coletivos em defesa dos direitos das mulheres, com pautas que incluem feminicídio zero, combate ao racismo, ao machismo e à misoginia, defesa da democracia, ampliação das políticas públicas e promoção do bem viver para todas as mulheres.
A Prefeitura de Naviraí, através da Gerência de Obras, começou nesta quarta-feira (04-03) a construção de jazigos no novo cemitério, localizado nos altos do Conjunto Habitacional Vila Nova.
De acordo com o gerente Fabiano Costa, serão construídas 10 estruturas com 08 gavetas cada, perfazendo, nessa primeira etapa, 80 vagas.
O município aguarda para os próximos 15 dias a liberação da licença ambiental para uso do cemitério. A obra foi iniciada em 2015 e, só agora, finalmente deverá ser utilizada.
Conforme a Gerência de Obras, os recursos para a construção dos jazigos são próprios do município, totalizando em torno de R$ 60 mil em material, além da mão de obra própria.
“Como a licença ambiental deve sair ainda em março, já nos antecipamos para colocar a unidade em operação em breve”, afirmou o gerente.
O município de Naviraí convive, já há alguns anos, com a falta de vagas no cemitério antigo, na Avenida Ponta Porã. O novo cemitério possui 40 mil m² de área.
Antes de falar em emenda e recurso, Lia Nogueira (PSDB) faz questão de estar onde o impacto acontece. A deputada estadual voltou ao Movimento de Apoio Social Campo-grandense (MASC), em Campo Grande, para conferir a aplicação das emendas destinadas pelo mandato pelo terceiro ano consecutivo, que somam R$150 mil, e acompanhar os resultados do trabalho realizado pela entidade, que atende moradores do bairro Nova Lima e região.
A trajetória pessoal da deputada ajuda a explicar esse olhar para iniciativas sociais. Filha de uma mãe que criou sozinha três crianças em meio a dificuldades financeiras, Lia Nogueira conhece a realidade de muitas famílias que vivem, por gerações, sob o peso da vulnerabilidade e da ausência de oportunidades. Hoje, essa experiência se traduz em apoio a projetos que acolhem e abrem caminhos de autonomia.
No MASC, as emendas de R$50 mil por ano têm garantido estrutura para manter e ampliar atendimentos e ações de capacitação. Em 2024, o recurso possibilitou a contratação de assistente social, advogado, psicólogo e fisioterapeuta para o projeto “Mãos que se unem colhem resultados”. Em 2025, viabilizou prestadores de serviços, como professores e instrutores, incluindo o curso de embutidos que capacitou cerca de 25 participantes.
Em 2026, a emenda destinada à entidade ainda está em tramitação e deve custear a prestação de serviços de terceiros.
O diretor do movimento, José Ferreira Rocha Neto, o Zé do Anache, afirma que o apoio chegou em um momento decisivo. “Nós estávamos com sérias dificuldades financeiras, inclusive para pagar profissionais e fornecedores. Esse apoio ajudou a reorganizar a casa, equilibrar as contas e continuar atendendo a comunidade”, disse.
Segundo ele, o recurso também permitiu ampliar o atendimento e colocar novas iniciativas em prática. “Hoje conseguimos contratar novos profissionais e tirar projetos do papel. É uma ajuda que faz diferença para quem está sendo atendido, porque dá estrutura para o trabalho social e cria oportunidade para quem mais precisa”, completou.
“Eu sei o que é ter que recomeçar sem chão. Por isso, quando destino recurso para um lugar como o MASC, não é número. É gente tendo chance de voltar a respirar, aprender, trabalhar e seguir com dignidade”, afirmou Lia Nogueira.
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