No próximo domingo (24), Naviraí recebe o projeto Circula Cultura MS, iniciativa do Governo do Estado, por meio da Fundação de Cultura (FCMS), que utiliza uma carreta-palco para a realização de atrações culturais como base móvel de arte e muita alegria.
Idealizado para ampliar o acesso da população aos bens culturais, o projeto já passou por mais de dez cidades de Mato Grosso do Sul, com apresentações de artistas sul-mato-grossenses nas categorias solo, grupos ou coletivos.
O evento conta com apresentações culturais locais com coral, música, cantores mirins, exposição de artesanato local, além de festival de fatias de doces e toda a gastronomia da economia criativa, atividades organizadas pela Fundação Cultural do Município.
O Circula Cultura MS integra as ações do Edital nº 017/2025/FCMS e é uma realização do Governo Federal, por meio da Lei Aldir Blanc; do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura e da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul; e da Prefeitura de Naviraí.
A contagem regressiva para o 49º Congresso da Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB) já começou. Entre os dias 26 e 30 de maio, o Bioparque Pantanal, em Campo Grande (MS), será o cenário de um dos debates mais relevantes sobre o futuro da biodiversidade, reunindo especialistas sob o tema: “Um mergulho na conservação – ciência, sociedade e meio ambiente”.
Mais do que um complexo de lazer, o Bioparque Pantanal é o maior aquário de água doce do mundo e um local onde a preservação e conservação de espécies é aplicado diariamente. Atualmente, a instituição detém o maior banco genético vivo de água doce, sendo a única a registrar a reprodução de mais de 100 espécies diferentes.
Deste total, 32 espécies pertencem especificamente ao bioma Pantanal. O dado não apenas reforça o compromisso com a conservação da maior planície alagável do planeta, mas também posiciona o Mato Grosso do Sul como um polo de referência em pesquisas ambientais de nível nacional e internacional.
O evento, realizado anualmente desde 1977, chega à sua 49ª edição com uma programação voltada a pesquisadores, acadêmicos e profissionais de Biologia, Medicina Veterinária, Zootecnia e áreas correlatas.
Para quem agregar conhecimento, o congresso oferece um ambiente propício para intercâmbios técnicos científicos, experiências diretas com gestores e especialistas do setor de aquários e zoológicos, espaço para divulgação de pesquisas científicas e discussão de metodologias, conexões que ampliam a visão sobre o manejo de fauna e as soluções de conservação de nosso país.
A programação inclui seis minicursos desenhados para fortalecer o diálogo entre diferentes áreas do conhecimento. Os temas abrangem desde a comunicação e fotografia técnica até o manejo complexo de animais silvestres.
O objetivo central é a qualificação técnica, focada em desafios práticos do dia a dia, como o bem-estar animal e a educação ambiental.
Ao unir ciência e a prática, o congresso busca preparar seus participantes para lidar com as demandas urgentes do meio ambiente, garantindo que o conhecimento gerado no evento resulte em ações concretas para a preservação da biodiversidade.
A deputada estadual Gleice Jane criticou o reajuste anunciado pela Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems) para a contribuição fixa de cônjuges dos beneficiários.
A partir da competência de maio de 2026, com vencimento em 10 de junho, o valor passará a ser de R$ 450 mensais. Segundo a direção da entidade, a medida foi tomada após estudos técnicos apontarem desequilíbrio no modelo atual de custeio desse grupo.
Líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), Gleice Jane afirmou que o partido se posicionou contra o reajuste e solicitou formalmente que a presidência da Cassems reveja a decisão.
“Nos posicionamos contra o reajuste do cônjuge na Cassems. Solicitamos ao presidente da Caixa que faça uma revisão dessa posição, que discuta com os servidores, realize reuniões regionais, seja transparente e mostre o que está acontecendo na instituição para que os próprios servidores possam participar das decisões sobre os rumos da Cassems, declarou a parlamentar.
A deputada também afirmou que se somou ao deputado estadual Paulo Duarte em uma série de questionamentos sobre a situação financeira da instituição e os fatores que levaram à adoção da medida.
“O que queremos compreender é qual é a real condição da Cassems neste momento e o que levou a entidade a chegar nessa situação. Transparência é necessária para que possamos também prestar esclarecimentos aos servidores públicos”, afirmou.
Durante a sessão desta terça-feira (20), houve uma proposta de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para discutir a situação da Cassems. No entanto, Gleice Jane ponderou que existem limites legais para a atuação da Assembleia Legislativa nesse caso.
A Cassems possui natureza privada e autônoma, o que impede a abertura de CPI pela ALEMS exclusivamente para investigar a entidade. Ainda assim, segundo a deputada, é legítimo que o Parlamento cobre transparência sobre os recursos públicos destinados à instituição e os impactos das decisões sobre os servidores estaduais. “Podemos e estamos cobrando transparência, diálogo e respostas sobre medidas que impactam diretamente os servidores públicos e suas famílias”, afirmou.
A parlamentar também defendeu maior clareza sobre os repasses feitos pelo Governo do Estado à instituição.
“É legítimo questionar os repasses de recursos públicos do Governo do Estado para a Cassems e exigir clareza sobre como esses recursos estão sendo utilizados. Quem contribui com a Cassems e sustenta o serviço público merece transparência e participação nas decisões”, disse.
Para Gleice Jane, a principal preocupação é que a mudança rompa com o modelo histórico de funcionamento da Caixa, criado sob a lógica da solidariedade entre os servidores.
“A Cassems foi criada como um plano familiar e solidário. Quem ganha mais paga mais, quem ganha menos paga menos, mas todos devem ter acesso ao mesmo tratamento. Esse sempre foi o princípio da Caixa, e eu não concordo que esse princípio deixe de existir”, declarou.
A vereadora Luiza Ribeiro (PT) participou, na noite desta terça-feira (19), da solenidade em comemoração aos 74 anos da ACP, em Campo Grande.
Durante o evento, a parlamentar assinou uma carta compromisso em defesa da educação pública, reafirmando seu posicionamento histórico em defesa da valorização dos profissionais da educação e do fortalecimento do ensino público.
O documento apresentado pela ACP reúne 10 compromissos considerados fundamentais para a garantia de uma educação pública de qualidade, valorizada e democrática.
Entre os pontos defendidos estão a realização de concursos públicos, o cumprimento integral do piso salarial do magistério, a garantia das progressões na carreira, a defesa da gestão democrática nas escolas e o combate à privatização e terceirização da educação pública.
Ao assinar a carta, Luiza Ribeiro destacou a importância da mobilização coletiva em defesa da educação e do reconhecimento dos profissionais que atuam diariamente nas escolas públicas.
“A educação pública precisa ser tratada como prioridade. Valorizar os profissionais da educação é garantir melhores condições de ensino, aprendizagem e desenvolvimento para toda a sociedade. Tenho compromisso com a defesa da escola pública, democrática, inclusiva e de qualidade”, afirmou a vereadora.
A carta compromisso também prevê apoio à segurança dos profissionais da educação nas escolas, defesa da liberdade de cátedra, investimentos em infraestrutura escolar, formação continuada e garantia de orçamento adequado para o setor.
A ACP ressaltou que a iniciativa busca fortalecer o diálogo entre a categoria e os agentes públicos, mobilizando o poder público e a sociedade na construção de políticas que assegurem a valorização da educação pública em Campo Grande.
O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento à epidemia de Chikungunya na Reserva Indígena e no perímetro urbano do município, confirmou nesta quarta-feira (20) que mais uma pessoa morreu em decorrência de complicações da doença.
O 12º óbito é confirmado num momento em que a epidemia começa dar sinal de enfraquecimento, com a Curva Epidêmica de casos notificados despencando na 20ª semana de levantamento realizado pelo Secretaria Municipal de Saúde.
A confirmação da morte por complicação de Chikungunya ocorreu no final desta terça-feira (19). Trata-se de uma criança indígena de 12 anos de idade, que foi internada no dia 28 de fevereiro e faleceu no dia 3 de abril no Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Durados (HU-UFGD).
Com essa nova confirmação sobe para 10 o número de indígenas vítimas de complicações da Chikungunya. Os outros dois óbitos eram pessoas que residiam no perímetro urbano de Dourados.
As duas novas mortes suspeitas são uma mulher de 74 anos e um homem de 71 anos, ambos brancos e com comorbidades como doença renal crônica e diabetes.
Os outros dois óbitos em investigação são de um idoso de 84 anos, portador de doença arterial coronariana; um homem de 50 anos, que informou não possuir doenças crônicas no momento da classificação de risco, tendo evoluído para óbito na UPA em 27/04/2026.
O Informe Epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (20) pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública traz ainda o panorama geral da Chikungunya em Dourados, com 8.764 casos notificados, 5.154 casos prováveis, 4.066 casos confirmados, 3.610 casos descartados e 1.088 casos em investigação.
Na Reserva Indígena o cenário epidemiológico aponta 3.202 casos notificados, com 2.139 casos confirmados confirmados, 768 casos descartados e 295 casos em investigação.
Os números desta quarta-feira mostram ainda uma queda acentuada no número de leitos ocupados por pacientes com complicações por Chikungunya.
No período mais crônico da epidemia o número de internações variava entre 52 e 58 pacientes e atualmente são 27 pessoas internadas, sendo 21 no Hospital Universitário HU-UFGD, 1 no Hospital Regional, 3 no Hospital da Vida e 2 no Hospital Evangélico Mackenzie.
O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública observa que a taxa de positividade geral dos casos, que, no momento, está em 53%, ainda é preocupante e demonstra que a grande maioria dos sintomáticos testados apresenta resultado positivo para a doença.
A taxa está sendo calculada a partir do número total de positivos e descartados. Ao longo do ciclo epidêmico, também será observada a taxa de ataque da doença, que atualmente se encontra em 1,95%.
A diretoria do Sindicato Rural de Dourados informou hoje (19) que as credenciais de estacionamento entregues para a 60ª Expoagro não terão validade para o show com o cantor Natanzinho marcado para o próximo domingo (24) no Parque de Exposições João Humberto Andrade de Carvalho.
De acordo com o tesoureiro da entidade Paulo Vieira a validade das credenciais para áreas de estacionamento administradas pelo Sindicato Rural se encerrou com o término da feira agropecuária, que ocorreu no domingo passado (17).
Ele acrescentou que as cortesias distribuídas para os camarotes e o setor VIP também perderam a validade.
“Quem tem as cortesias, caso queira assistir ao show, terá acesso apenas a pista, já que para este setor os portões do Parque de Exposições estão abertos ao público em geral, mesmo aqueles que não compraram ingressos para sábado (16) quando a apresentação do cantor foi adiada por causa do mau tempo.
O deputado estadual Paulo Duarte apresentou requerimento na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul solicitando esclarecimentos detalhados à Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (CASSEMS) sobre a proposta de aumento da contribuição dos cônjuges, que pode passar de R$ 35 para R$ 450.
O pedido foi encaminhado ao presidente da CASSEMS, Ricardo Ayache, e busca informações técnicas, financeiras e atuariais que fundamentaram a medida.
Entre os questionamentos apresentados pelo parlamentar estão a origem do déficit financeiro da instituição, os estudos atuariais utilizados para justificar o reajuste e os motivos pelos quais o impacto da proposta recai especificamente sobre os cônjuges dos beneficiários.
Segundo o deputado, é fundamental que os servidores e suas famílias tenham acesso claro às informações antes da adoção de uma medida considerada de grande impacto social.
“Os servidores e seus familiares precisam compreender quais fatores levaram a CASSEMS a propor um aumento tão expressivo. É necessário saber se outras alternativas foram estudadas antes de transferir esse peso para os cônjuges”, afirmou Paulo Duarte.
No requerimento, o parlamentar também solicita detalhes sobre os critérios técnicos, estatísticos e financeiros utilizados nos cálculos atuariais que embasaram a proposta apresentada pela diretoria da entidade.
Para Paulo Duarte, o debate deve ocorrer com responsabilidade e ampla publicidade das informações.
“Estamos falando de milhares de famílias que dependem da CASSEMS. Deixar clara a origem do déficit de forma objetiva é essencial para garantir segurança, confiança e justiça nas decisões tomadas”, destacou.
O requerimento teve assinatura conjunta dos deputados estaduais, Lia Nogueira (PSDB), Júnior Mocchi (MDB), Lídio Lopes (Avante), Pedro Kemp (PT)*e Gleise Jane (PT) e foi protocolado nesta terça-feira (19), no plenário Deputado Júlio Maia, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.
A Prefeitura de Naviraí, por meio da Gerência Municipal de Assistência Social, em conjunto com o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), o CREAS e o Núcleo de Proteção Especial, realizou na tarde desta segunda-feira (18/05), um ato de conscientização em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
A mobilização aconteceu na sede do Centro de Convivência do Idoso, Maria do Céu e integrou as ações da campanha Maio Laranja, movimento nacional voltado à conscientização, prevenção e enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes.
A Gerente de Assistência Social e Vice-Prefeita Telma Minari, destacou a importância da sociedade manter a vigilância diante do crescente número de abusos.
“Nós enquanto poder público, estamos intensificando neste mês a campanha que busca alertar as pessoas para os sinais apresentados por crianças e adolescentes, os quais se manifestam por meio de aspectos físicos, comportamentais, emocionais e sociais que frequentemente servem como alertas para a necessidade de intervenção imediata”, disse. “Trago aqui o recado do nosso Prefeito Rodrigo Sacuno, que defende ações enérgicas nesse enfrentamento”, disse Telma.
O discurso foi reforçado pela Vereadora Rosangela Sofa, representante do Poder Legislativo no ato, além das coordenadoras do CMDCA, Débora Canziani Volponi, do CREAS Andréia Caldas Pires Souza e do Núcleo de Proteção Especial, Sueli de Freitas Pereira.
O evento foi encerrado com uma palestra do advogado e servidor do judiciário Rafael Xavier de Jesus. Sob a responsabilidade da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH/MDHC), o Disque 100 recebe denúncias de violações contra crianças e adolescentes.
O canal é gratuito, as denúncias são anônimas e recebem um número de protocolo para que o denunciante possa acompanhar o andamento do processo diretamente com o Disque 100.
A Câmara Municipal de Dourados aprovou, nesta segunda-feira, durante a 16ª sessão ordinária do ano, em primeira discussão e votação, o Projeto de Lei nº 017/2026, de autoria do Poder Executivo, que estabelece novos critérios para a concessão e exploração do sistema de estacionamento rotativo no município.
Dourados está sem o serviço desde fevereiro deste ano, quando a Prefeitura, por meio da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), encerrou o contrato com a empresa EXP (Explora Participações em Tecnologia e Sistema da Informação LTDA), responsável pela operação do estacionamento rotativo pago na região central pelos últimos dez anos.
A nova proposta busca modernizar o sistema, com foco na ampliação da rotatividade de veículos em áreas comerciais e de prestação de serviços, promovendo melhor organização urbana, mais eficiência no uso das vagas públicas e fortalecimento da economia local.
O texto aprovado prevê que a operação do serviço será realizada por meio de concessão pública, mediante processo licitatório, possibilitando investimentos da iniciativa privada para implantação, operação e modernização do sistema, sem gerar custos diretos aos cofres públicos.
Além disso, a proposta estabelece regras rigorosas de fiscalização e controle por parte da Prefeitura de Dourados, assegurando transparência nas operações, proteção dos dados dos usuários e integração exclusiva com o sistema municipal.
Com a revogação da Lei Municipal nº 2.822/2005, que regulamentava o modelo anterior, o novo sistema deverá operar com tecnologia digital e automatizada, incluindo:
· Leitura óptica de caracteres;
· Reconhecimento automático de placas;
· Integração com bancos de dados;
· Monitoramento informatizado;
· Sistemas modernos de controle e fiscalização.
O projeto também amplia significativamente as opções de pagamento para os usuários, garantindo maior comodidade por meio de:
· Aplicativos bancários;
· Cartões de crédito e débito;
· PIX;
· Parquímetros;
· QR Code físico e digital;
· Pontos de venda credenciados
Conforme destaca a mensagem encaminhada pelo Executivo, a iniciativa tem como principal finalidade garantir que o espaço público seja utilizado de forma mais justa, equilibrada e democrática, beneficiando comerciantes, prestadores de serviços, trabalhadores e toda a população que necessita acessar essas regiões.
Segundo o líder do prefeito na Câmara, vereador Márcio Pudim (PSDB), o projeto vai além da simples reformulação do modelo de exploração do serviço.
“A proposta representa um importante avanço na organização urbana de Dourados, com foco na melhoria da mobilidade, na valorização do comércio local e na utilização mais equilibrada dos espaços públicos. É uma medida que reforça o compromisso da administração com a modernização da infraestrutura urbana, oferecendo mais praticidade, segurança e acessibilidade para motoristas e comerciantes”, destacou.
DEMAIS PROJETOS
Além da proposta que regulamenta a concessão e exploração do estacionamento rotativo, os vereadores de Dourados aprovaram outras quatro proposituras constantes na pauta de votação.
Também em primeira discussão e votação, a Câmara aprovou o Projeto de Lei nº 054/2026, de autoria do vereador Dill do Povo, que institui diretrizes para a criação do Banco de Ideias no Município de Dourados.
Em única discussão e votação, o Legislativo aprovou o Projeto de Veto nº 001/2026, de autoria do Poder Executivo, que veta parcialmente o autógrafo do Projeto de Lei nº 242/2025, referente à manipulação, exposição e comercialização de produtos farmacêuticos magistrais exclusivos em farmácias de manipulação.
Já em segunda discussão e votação, a Câmara aprovou o Projeto de Lei nº 061/2026, de autoria dos vereadores, que denomina como “Avenida dos Ipês” a Via Parque que contorna a Área de Preservação Permanente (APP) do córrego Água Boa, com início na Rua Antônio Emílio de Figueiredo, entre os bairros Jardim Olinda e Jardim Clímax, e término na Avenida Décio Martins Capilé, na Vila Roma II.
Encerrando a pauta, os vereadores também apreciaram e aprovaram o Projeto de Decreto Legislativo nº 058/2026, de autoria do vereador Márcio Pudim, que concede o Título de Cidadão Douradense ao senhor Joe Graeff Filho, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à sociedade douradense.
TRIBUNA LIVRE
Já o espaço Tribuna Livre da Câmara de Dourados foi utilizado nesta segunda-feira pela coordenadora do Comcex (Comitê de Enfrentamento a Violência Sexual de Crianças e Adolescentes) Andreia Moraes Bonito Silva, que destacou as atividades desenvolvidas no município durante a campanha “Maio Laranja”, voltada à prevenção e ao enfrentamento da violência e da exploração sexual de crianças e adolescentes.
O Sindicato Rural de Dourados e a SantoShow Shows e Eventos e Nola Produções e Eventos remarcaram para próximo domingo (24) a apresentação do cantor Natanzinho que estava marcado para o último sábado na 60ª Expoagro e não aconteceu por conta da tempestade que atingiu a região e provocou estragos na estrutura do evento.
De acordo com o estabelecido o evento vai ser realizado no final de semana e todos que compraram ingresso terão acesso ao show.
Os novos ingressos serão emitidos pelo CPF cadastrado no momento da compra. As empresas responsáveis pelo show manterão um canal de atendimento online (67 9 9240-5145) e no domingo (24), de forma presencial a partir das 10 horas da manhã no Parque de Exposições.
Segundo o presidente do Sindicato Rural de Dourados Gino Ferreira, a realização do show, mesmo que em outra data, mostra o respeito dos organizadores pelo público e a seriedade com que a questão está sendo tratada.
Paulo Vieira, Gino Ferreira e Gabriel Espíndola definiram detalhes do show de Natanzinho (Foto – Antonio Coca/Sindicato Rural de Dourados)
“Houve um contratempo por questões climáticas, mas o bom senso deve prevalecer. Buscamos junto aos empresários a melhor forma de resolver o problema e o show vai acontecer. Faremos uma grande Festa no domingo”, disse Gino.
O tesoureiro do Sindicato Rural Paulo Vieira acrescentou que a entidade se preocupa com todos os eventos que compõe uma feira tão grande como a Expoagro e a realização do show de Natanzinho é um exemplo deste compromisso.
Gabriel Espindola da Nola Produções, reforçou a posição de Gino e acrescentou que o objetivo que todas as pessoas que compraram ingresso tenham acesso ao show.
“Nossa preocupação sempre foi fazer eventos com segurança e conforto para todos. Como não foi possível neste final de semana faremos em nova data e todos serão atendidos”, acrescentou Gabriel. Durante os próximos dias os organizadores do evento vão trazer mais esclarecimentos por meios das redes sociais e dos órgãos de imprensa.
Números divulgados nesta segunda-feira (18) pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para estruturar o enfrentamento à Chikungunya nas aldeias e no perímetro urbano do município, apontam que a situação epidemiológica em Dourados ainda é preocupante.
Até o momento foram registradas 8.655 notificações da doença, com 5.146 casos prováveis, 3.509 casos confirmados e 3.948 casos confirmados. A taxa de positividade dos casos notificados está em 52,9%, o que revela a circulação intensa do vírus tanto no perímetro urbano quanto na Reserva Indígena de Dourados.
A partir desta semana, o Informe Epidemiológico que estava sendo distribuído todos os dias para as equipes de saúde e veículos de comunicação, passará a ser emitido 3 vezes por semana, sempre às segundas, quartas e sextas-feiras.
A medida ocorre diante da necessidade de apuração mais detalhadas das notificações e da necessidade de se alimentar os dados nacionais com os números da epidemia em Dourados.
O Informe Epidemiológico desta segunda-feira (18) aponta que o panorama da doença na população indígena de Dourados segue preocupante com 3.189 casos notificados, 2.420 casos prováveis, 2.121 casos confirmados, 769 casos descartados e outros 299 casos em investigação.
“A curva de positividade da Chikungunya em Dourados ainda se mantém em níveis elevados, permanecendo entre aproximadamente 52% e 57% ao longo dos últimos 17 dias, o que indica intensa circulação viral”, alerta trecho do Informe.
De acordo com o documento, “ainda que haja leve redução, os valores permanecem muito acima dos parâmetros considerados adequados em vigilância epidemiológica, sugerindo que a epidemia segue ativa. A taxa de positividade é um importante indicador da intensidade de transmissão, sendo que valores elevados refletem maior circulação do agente infeccioso.
Organismos internacionais como a World Health Organization indicam que taxas acima de 5% já sugerem transmissão não controlada, reforçando que os níveis observados no município são extremamente altos e compatíveis com cenário epidêmico.
Por outro lado, indicadores apontam que apesar da alta circulação do vírus as complicações pela doenças estão recuando, tanto que Dourados, que já teve 52 pacientes internados com Chikungunya na fase aguda da epidemia, tem nesta segunda-feira (18) exatos 28 leitos ocupados por pacientes com a doença.
Detalhe importante é que pela primeira vez o Hospital Indígena Porta da Esperança (Missão Caiuá) não tem nenhum paciente internado com Chikungunya desde o início da epidemia.
Os internados estão no Hospital Universitário HU-UFGD, com 19 leitos; Hospital Regional de Dourados, com 1 ocupado; Hospital Unimed com 2 internações; Hospital da Vida, com 3 internados e Hospital Evangélico Mackenzie, com outros 3 leitos ocupados.
Em relação aos óbitos, há 11 casos confirmados e 3 em investigação. Entre os óbitos confirmados, 9 ocorreram em indígenas e 2 em não indígena. Quanto aos óbitos em investigação, os casos envolvem 1 criança indígena de 12 anos; 1 idoso não indígena de 84 anos, portador de doença arterial coronariana; 1 homem de 50 anos que informou não possuir doenças crônicas no momento da classificação de risco, tendo evoluído para óbito na UPA em 27/04/2026.
Mato Grosso do Sul já registrou 11.521 casos prováveis de chikungunya, sendo 4.834 confirmados no SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), em 2026.
Estes dados foram apresentados no boletim referente à 18ª semana epidemiológica, divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) nesta sexta-feira (15).
Conforme o documento, 17 óbitos pela doença foram confirmados nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul e Douradina. Entre as vítimas, nove possuíam algum tipo de comorbidade. Um óbito está em investigação. O boletim também aponta 65 casos confirmados de chikungunya em gestantes.
DENGUE
Já em relação à dengue, o Estado contabiliza 5.640 casos prováveis, sendo 827 confirmados. Não há nenhum óbito registrado nem em fase de investigação.
Nos últimos 14 dias, Corumbá, Água Clara, Brasilândia,Porto Murtinho, Amambai, Nioaque, Deodápolis, Itaporã, Sidrolândia, Três Lagoas e Campo Grande registraram baixa incidência de casos confirmados de dengue.
VACINAÇÃO
Ainda conforme o boletim, 223.322 doses do imunizante contra a dengue já foram aplicadas na população-alvo. Ao todo, Mato Grosso do Sul recebeu do Ministério da Saúde 241.030 doses.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. A vacinação é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.
A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas de dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde do município.
A deputada estadual professora Gleice Jane (PT) voltou a cobrar do poder público soluções para a falta de escolas estaduais na região do Jardim Guaicurus, em Dourados, durante audiência pública realizada na noite desta quinta-feira (14), no Sindracse (Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e Endemias).
Com o tema “Escola perto de casa é direito”, o encontro reuniu comunidade, professores, representantes sindicais e membros da Secretaria de Estado de Educação para discutir a ampliação da rede estadual de ensino na região.
O objetivo, segundo Gleice Jane, é ampliar o debate sobre a responsabilidade do Estado na oferta de vagas e na construção de novas unidades escolares em Dourados, especialmente em bairros que registram crescimento populacional acelerado sem a estrutura pública necessária.
Hoje, toda essa região do Jardim Guaicurus, Esplanada, Vival dos Ipês, Harrisom de Figueiredo, GreenVille e Dioclécio Artuzi, contam com apenas uma escola estadual. A demanda, segundo relatos apresentados durante a audiência, já ultrapassa a capacidade da unidade, obrigando estudantes a atravessarem longas distâncias, inclusive a BR-163, para conseguir estudar em outros bairros.
“Não dá mais para suportar essa realidade. A comunidade já deixou claro que precisa de uma nova escola e que ela precisa estar numa região que realmente atenda quem mora aqui”, afirmou Gleice Jane durante a audiência.
Segundo a deputada, moradores dos bairros Jardim Guaicurus, Esplanada e Vival dos Ipês defendem que a futura escola seja construída em uma área mais próxima da região de maior concentração populacional.
Durante as discussões, chegou a ser cogitada a possibilidade de utilização de um terreno próximo ao DOF e à nova delegacia da Polícia Rodoviária Federal, mas nenhuma indicação oficial de área foi feita até o momento ao Governo do Estado.
A principal dificuldade debatida durante o encontro foi justamente a ausência de definição sobre um terreno municipal disponível para a construção da nova escola. O Estado depende que a Prefeitura indique oficialmente a área para que o projeto arquitetônico possa ser elaborado conforme a demanda da região.
“O projeto da escola é feito de forma personalizada, conforme a demanda e a região. Mas para isso existir, primeiro precisa existir o terreno”, explicou o coordenador-geral de Planejamento da Secretaria de Estado de Educação, Alciley Lopes.
A ausência da Prefeitura de Dourados e da Secretaria Municipal de Educação foi alvo de críticas durante a audiência. Segundo Gleice, ofícios foram enviados, mas não houve retorno nem participação de representantes municipais.
“A gente precisa que o município chame para si essa responsabilidade. Não podemos deixar de construir escolas porque não temos um terreno definido”, disse a parlamentar, que propôs uma nova reunião envolvendo Prefeitura, Câmara Municipal, sindicatos, fóruns da educação e a comissão formada na primeira audiência pública.
Audiência pública foi realizada na noite desta quinta-feira (14), no Sindracse (Foto: Divulgação)
Participação Popular
Além da discussão sobre infraestrutura escolar, os relatos da comunidade evidenciaram os impactos da falta de acesso à educação próxima da residência sobre estudantes e professores.
A professora Ana Walkilaine, afirmou que muitos alunos chegam à escola cansados e sem perspectiva devido às longas distâncias percorridas diariamente. “Tem estudante que percorre mais de 20 quilômetros para estudar. Muitos precisam atravessar a BR todos os dias. Como exigir interesse e aprendizado quando o aluno já chega exausto na sala de aula?”, questionou.
Ela também relatou os impactos da superlotação nas salas de aula e disse que a precarização da estrutura compromete diretamente a qualidade do ensino. “Hoje os alunos já chegam desistindo. A educação precisa motivar, mas do jeito que está não existe motivação”, afirmou.
A professora e sindicalista Kenia Silveira Milan, representante do Simted e moradora da região, também relatou as dificuldades enfrentadas diariamente por quem vive nos bairros próximos à rodovia.
“Eu atravesso a rodovia todos os dias com risco de vida para trabalhar. Já houve mortes naquela região, inclusive de crianças indo para a escola. Isso é uma necessidade urgente”, declarou.
Ela ainda destacou o impacto da superlotação e da precarização das condições de trabalho sobre a saúde mental dos professores. “Tem dias que eu chego em casa e só quero silêncio. A sobrecarga é enorme. A gente precisa de mais escolas, de acesso seguro e de condições dignas para trabalhar e ensinar”, disse.
Durante a audiência, Gleice Jane também ampliou a discussão para além da construção da escola e criticou o modelo de crescimento urbano de Dourados.
“Hoje a cidade cresce para atender interesses econômicos, mas sem garantir estrutura para as pessoas. Falta escola, falta posto de saúde, falta passarela, falta planejamento urbano”, afirmou.
Como encaminhamento, a audiência definiu a elaboração de um relatório com todas as falas e demandas apresentadas pela comunidade. O documento será encaminhado ao Governo do Estado, Prefeitura de Dourados, Ministério Público, Defensoria Pública, Câmara Municipal e demais órgãos envolvidos.
A expectativa é que uma nova reunião seja realizada nas próximas semanas para discutir, junto ao município, a definição de uma área que permita avançar na construção da nova unidade escolar estadual para atender a região do Jardim Guaicurus.
Quem precisa tirar a primeira habilitação ou renovar a CNH em Mato Grosso do Sul agora conta com mais praticidade, autonomia e menos burocracia.
O portal Meu Detran passou a oferecer o parcelamento online dos serviços de habilitação, permitindo que todo o processo seja iniciado sem sair de casa.
Antes, o cidadão precisava ir até uma agência do Detran-MS para realizar o procedimento. Agora, basta acessar o portal oficial e concluir a operação de forma totalmente digital, sem necessidade de suporte ou atendimento presencial.
Com a nova funcionalidade, o cidadão passa a ir presencialmente à agência apenas para as etapas obrigatórias do processo, como coleta de biometria, captura de imagem e realização dos exames psicológico e médico.
“Não existe essa operação fora do Portal Meu Detran. Outras empresas credenciadas podem realizar parcelamentos relacionados a veículos, mas os serviços de habilitação são exclusivos do portal oficial do Detran-MS. Essa solução faz parte do processo de transformação digital do Detran e do Governo do Estado, para facilitar o atendimento ao cidadão onde quer que ele esteja”, explica Robson Lui, diretor de Tecnologia da Informação.
A ferramenta entrou em fase de testes nesta quarta-feira (13) e já recebeu avaliação positiva do primeiro usuário a utilizar a funcionalidade. O biomédico Carlos Eduardo Machado Marques, de 24 anos, está renovando a habilitação e aprovou a experiência. “O processo foi bem intuitivo e bem fácil de usar, gostei bastante”, afirmou o jovem, que avaliou o novo serviço como “10/10”.
Nesta primeira etapa, o parcelamento está disponível para os serviços de primeira habilitação e renovação da CNH. O procedimento é realizado exclusivamente dentro do portal oficial de serviços do Detran-MS (meudetran.ms.gov.br), garantindo mais segurança ao cidadão durante todo o processo.
Por se tratar de uma ferramenta nova, o sistema será acompanhado continuamente pelas equipes técnicas do Detran-MS. O objetivo é monitorar a efetividade dos pagamentos, verificar o funcionamento da plataforma e identificar possíveis ajustes necessários para garantir estabilidade e segurança na operação.
A escolha pelos serviços de habilitação nesta fase inicial permite um acompanhamento mais próximo de cada pagamento realizado, já que o volume diário é menor em comparação aos serviços veiculares. A implantação gradual faz parte da estratégia do órgão para assegurar que a tecnologia entregue exatamente aquilo que o cidadão espera: facilidade, rapidez e segurança no acesso aos serviços públicos digitais.
“O objetivo é garantir o pleno funcionamento do sistema para, em breve, ampliar para todos os serviços”, reforça Robson Lui.
A deputada estadual professora Gleice Jane (PT) fez um duro pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, na quarta-feira (13), em defesa do Projeto de Lei que institui o Protocolo Ampara, proposta voltada à proteção de mulheres em situação de violência.
Durante a fala, a parlamentar criticou o arquivamento do projeto pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) e afirmou que a decisão teve motivação política, e não técnica.
Segundo a deputada, o parecer da comissão não apontou inconstitucionalidade na proposta, mas classificou o projeto como “desnecessário” sob a justificativa de que já existem previsões na legislação federal.
“O projeto em nenhum momento foi considerado inconstitucional. A justificativa da CCJ diz que ele é desnecessário porque já existe uma lei federal. Mas na vida real das mulheres ele é necessário”, afirmou.
Gleice Jane argumentou que o Protocolo Ampara foi construído justamente para orientar condomínios, associações e espaços coletivos sobre como agir diante de situações envolvendo mulheres sob medida protetiva, especialmente em casos em que a legislação existe, mas não é aplicada de forma efetiva na prática.
Durante o discurso, a parlamentar relatou casos concretos acompanhados por ela em Mato Grosso do Sul. Em um deles, uma mulher sob medida protetiva avisou ao síndico do condomínio que o agressor não poderia frequentar o local. Mesmo assim, o homem alugou um apartamento no mesmo condomínio e passou a circular normalmente no espaço.
“Ela ligou para o síndico perguntando por que ele tinha permitido a entrada do agressor e ouviu apenas: ‘ele mora aqui’. Essa mulher passou a viver com medo dentro da própria casa”, relatou.
A deputada explicou que o projeto buscava justamente estabelecer protocolos claros para proteger mulheres em situações como essa.
“O que nós estávamos discutindo era uma regulamentação que orientasse e acolhesse mulheres em situação de risco de vida”, disse.
Gleice Jane também afirmou que outros projetos apresentados pela bancada do PT têm sido barrados na CCJR por razões políticas.
Ela citou como exemplo uma proposta sobre regulamentação da pulverização aérea de agrotóxicos, que, segundo ela, já foi considerada constitucional em debates judiciais de outros estados.
“Não se trata somente de questões técnicas. São também questões políticas que nós estamos discutindo aqui”, afirmou.
Durante o pronunciamento, a parlamentar também cobrou maior participação dos homens no enfrentamento à violência contra as mulheres e criticou a ausência de políticas efetivas do Governo do Estado para proteção das vítimas.
“Nós não temos mais condição de conversar somente entre nós mulheres. Essa responsabilidade precisa ser compartilhada, especialmente pelos homens da política. Porque quem está matando são homens, não são as mulheres”, declarou.
A deputada ainda afirmou que seguirá defendendo políticas públicas voltadas à proteção das mulheres e colocou seu mandato à disposição para contribuir tecnicamente com os debates da CCJR.
“Eu quero resolver o problema. Mas se for preciso gritar, enfrentar e constranger quem for necessário, nós vamos fazer, porque não vamos aceitar que as mulheres continuem morrendo sem responsabilidade do Estado”, concluiu.
Protocolo Ampara
O Projeto de Lei 01/2026, foi protocolado em fevereiro deste ano pela deputada Gleice Jane (PT) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS). A proposta institui o Protocolo Ampara, que estabelece diretrizes orientativas e cooperativas para o enfrentamento da revitimização.
O protocolo visa proteger mulheres cisgênero, mulheres trans e travestis vítimas de violência doméstica e familiar que estejam em medida protetiva nos termos da Lei Maria da Penha (Lei Federal 11.340/2006).
“O Protocolo Ampara orienta-se pelos princípios da dignidade da pessoa humana, da igualdade material, da proteção integral, da não revitimização e da responsabilização do agressor, vedada qualquer prática que transfira à mulher o ônus da medida protetiva”, diz o texto.
De acordo com o projeto, deverá ser assegurada à mulher com medida protetiva sua permanência “nos espaços sociais, institucionais ou laborais, cabendo ao responsável pelo estabelecimento ou seu preposto o afastamento do agressor, redirecionamento de funções ou restrição de acesso, sempre que necessário à preservação da segurança”.
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