A madrasta do bebê foi presa em flagrante em Dourados, MS (Foto: TV Morena/Reprodução)
A Polícia Civil investiga a morte de um menino de 1 ano e 6 meses ocorrida na manhã desta quinta-feira (16), em Dourados. A criança estava com o pai e a madrasta, em casa.
À tarde, a polícia prendeu em flagrante o pai, João Rodrigo Leite, e a madrasta, Jéssica Leite Ribeiro, de 21 anos. Ela é suspeita de matar o enteado, e segundo a polícia, o pai pode ter envolvimento no crime.
“O depoimento dele não está batendo, ele entra em contradição. O que a gente tem certo é que houve uma morte violenta e que foi provocada por fator externo, não foi morte natural”, explica o delegado Marcelo Damaceno.
O laudo da perícia apontou lesões e hematomas no pescoço, cabeça e também nas costas da criança. No conselho tutelar não havia denúncia de maus tratos ao menino.
Na delegacia, a mãe do bebê disse que nunca percebeu comportamento estranho, e que neste momento, quer apenas justiça: “Eu espero que pague, porque, é uma criança. Eu nunca esperava estar aqui”. Ela contou à polícia que tem medidas protetivas contra o ex-companheiro e a mulher dele, por agressão.
A Semed (Secretaria Municipal de Educação) de Dourados realiza desde o dia 4 de agosto e encerra no próximo dia 17, um seminário da rede municipal de ensino, para chamar professores e a comunidade de forma geral, a contribuir com comentários e sugestões, para o Currículo Regional do Mato Grosso do Sul.
Esse currículo é compreendido como as experiências escolares que se desdobram em torno do conhecimento, em meio às relações sociais nos espaços institucionais, afetando a construção das identidades dos estudantes.
Além disso, trata-se de um conjunto de esforços pedagógicos promovidos na escola, com o propósito de organizar e tornar efetivo o processo educativo; é fruto de uma seleção e produção de saberes e, ainda, é um instrumento político, cultural e científico formulado com base em uma construção coletiva.
Sua criação tem as diretrizes da BNCC (Base Nacional Comum Curricular), um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica. A partir dele surgem os currículos de acordo com a realidade regional.
O Seminário tem por objetivo, orientar o processo de estudo e pesquisa sobre a Parte Diversificada do Currículo; ampliar o diálogo com professores, gestores e todos que atuam no Ensino Fundamental e, sistematizar a contribuição na Consulta Pública sobre o Currículo Regional/MS.
“A Parte Diversificada do Currículo prevê estudo de características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da comunidade escolar. Perpassa todos os tempos e espaços curriculares constituintes do Ensino Fundamental e do Médio, independente do ciclo da vida no qual os sujeitos tenham acesso à escola”, diz Cícera Pereira de Lima, professora apoio do Programa.
Ela explica que a base nacional comum e a parte diversificada não podem se constituir em dois blocos distintos, com disciplinas específicas para cada uma das partes. ”A parte diversificada precisa complementar a Base Comum para oportunizar a formação integral dos estudantes, nos diversos contextos em que se inserem as escolas e CEIMs. Assim, pensamos em garantir a qualidade e brevidade das contribuições, sugestões e comentários acerca da versão preliminar do Currículo”, afirma.
Participam diretamente desse processo, além do secretário de Educação Upiran Jorge Gonçalves e da Coordenadora de Ensino Mariolinda Rosa Romera Ferraz, a coordenadora do Programa em Dourados, Clair Moron Munhoz e a professora Cícera Pereira de Lima.
Os interessados em participar do processo – professores e população em geral – podem acessar o site http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ e enviar seus comentários ou sugestões até ao dia 31 de agosto.
Aproximadamente 35 famílias Guarani e Kaiowá vivem em moradias precárias. (Foto - Divulgação)
Acampados entre as fazendas de soja, milho e cana-de-açúcar do Mato Grosso do Sul, indígenas Guarani e Kaiowá adoecem e são intoxicados por agrotóxicos devido à falta de acesso à água tratada.
Há denúncias de crianças internadas e adultos com diarreias, febres e manchas pelo corpo. O problema poderia ser amenizado por um programa do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) que instalaria 910 cisternas nesses locais.
Ao coletar a água da chuva, as caixas reduziriam a dependência dos poços e córregos contaminados. Os benefícios do programa, porém, nunca chegaram a esses indígenas devido à interferência do deputado federal Geraldo Resende (PSDB/MS), que atuou para mudar o destino dos recursos.
Membro da Frente Parlamentar Agropecuária, a bancada ruralista, Resende confirma que se opôs às cisternas nos acampamentos, questionando a eficácia das obras. “Sabe-se dos bons resultados da construção de cisternas no Nordeste do país, porém, talvez não seja essa a melhor benfeitoria para as áreas indígenas de Mato Grosso do Sul”, afirma.
A motivação por trás do posicionamento do deputado, porém, pode ter outra origem. Em reunião com representantes do MDS e da Funai no dia 9 de novembro, ao se manifestar contra as obras, o parlamentar listou os nomes de posseiros e donos de propriedades que reivindicam direito sobre as terras onde estão os acampamentos.
A fala foi registrada por técnica da Funai que estava presente na reunião. A base do argumento de Resende seria “o possível acirramento fundiário” por considerar “a construção das cisternas um dano à propriedade privada”, segundo outro documento da Funai sobre a mesma reunião.
Questionado diretamente pela Repórter Brasil se interferiu no programa para defender os interesses dos fazendeiros locais, o deputado foi evasivo. Por meio de sua assessoria, informou que suas motivações foram: “a defesa da legalidade, a necessidade de atender a mesma demanda em áreas que não estão em litígio e questões da geografia local”.
Os acampamentos indígenas estão nas áreas cuja posse é disputada por fazendeiros e indígenas. Essas são, justamente, as comunidades consideradas mais vulneráveis pelo MDS e Funai, onde as doenças e intoxicações são mais frequentes. Isso porque esses acampamentos ficam mais próximos das lavouras, não dispõem de infraestrutura pública de abastecimento, além de serem o foco do conflito agrário da região.
Indígenas denunciam a superlotação das terras regularizadas: população cresce, mas a demarcação não acompanha (Foto - Lunaé Parracho)
Em resposta à atuação de Resende, o Ministério Público Federal se manifestou a favor da construção das cisternas nos acampamentos por meio de recomendação conjunta enviada ao então ministro do MDS, Osmar Terra.
Na visão dos três procuradores federais que se manifestaram sobre o caso, o acesso à água deveria ser garantido independente “da regularidade fundiária das áreas que ocupem”. Para o procurador Marco Antônio Delfino, as cisternas seriam apenas uma solução pontual e temporária: “o mínimo que o Estado poderia fazer”.
Apesar dos questionamentos, o MDS está executando o programa com o apoio da Funai sem incluir nenhum dos acampamentos não regularizados.
Heberson, encontrado morto em Dourados (Foto: Facebook/Arquivo Pessoal)
A Polícia Civil suspeita que Heberson Júnior Cavalcante de Almeida, de 23 anos, encontrado morto segunda-feira (13), em Dourados, tenha sido vítima de crime passional. Os policiais não dão detalhes da investigação.
O jovem é de Dourados, trabalhava na capital sul-mato-grossense e tinha ido à cidade natal participar de reunião política. Ele havia desaparecido na sexta-feira (10).
Conforme a polícia, o rapaz provavelmente foi morto a pauladas. A boca estava amordaçada e as mãos e pés amarrados.
Autores estavam documentos falsos, celulares e aliança de ouro. (Foto:Arquivo/Diário Digital)
Nilda Almeida Gomes Alves de 44 anos, Edmilson Marcelo Santos da Silva, 40 e Gabriely Ferreira de Araújo de 19 anos, foram presos por estelionato na forma tentada, falsa identidade e associação criminosa, na noite de ontem (15).
O trio foi flagrado tentando fazer uma compra de alto valor em aparelhos celulares em uma revendedora da Vivo, localizada na avenida Afonso Pena, região central de Campo Grande. Conforme o boletim de ocorrência, Nilda, Edmilson e Gabriely, forma descobertos pelo gerente que desconfiou e ligou para a vítima. A Polícia Militar foi acionada.
Os autores já haviam comprado uma aliança de outro de R$ 1,055 e depósito bancário de R$ 2 mil, além de vários Iphones, relógios, extrato de compras e um veículo Nissan Tiida. Todos foram presos e encaminhados para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) da região central.
Maconha estava em meio a carga de fertilizantes em MS (Foto: PM/Divulgação)
A Polícia Militar (PM) apreendeu 2,4 toneladas de maconha escondidas em meio a uma carga de fertilizantes, na tarde de terça-feira (14), em Caarapó. O motorista do veículo, de 26 anos, foi preso.
A PM chegou até ao caminhão após denúncia. O veículo tinha placas de Chapadão do Sul e no compartimento de carga, junto aos pacotes de fertilizantes, foram encontrados os tabletes de maconha.
A droga pesou 2.438 quilos. Policiais tiveram que usar máscaras emprestadas pelo Corpo de Bombeiros para retirar o entorpecente devido ao cheiro do fertilizante ser nocivo à saúde.
O pecuarista Valque Ribeiro de Paula (Foto: Reprodução/Facebook)
O pecuarista Valque Ribeiro de Paula, 78 anos, morreu nesta segunda-feira, 13 de agosto, dentro do curral de sua propriedade, no município de Inocência.
Vítima teria sido atacado por um animal. A vítima estaria apartando o gado quando foi atacado. Valque teria sido arremessado e caído no chão desacordado.
O pecuarista foi socorrido e encaminhado para atendimento médico, porém não resistiu aos ferimentos e morreu. Conhecido na cidade, Valque e seu irmão eram proprietários de uma casa de carne tradicional em Três Lagoas. Ambos sendo um dos pioneiros na área de açougue e frigorífico. (Com informações do site JPNews)
De 25 crianças abrigadas em lares de Dourados (MS) 14 são indígenas (Foto: TV Morena )
O município de Dourados, região sul de MS, tem a maior reserva indígena urbana do país. Nela vivem cerca de 15 mil índios, a maioria da etnia Guarani-Kaiowá. Segundo o juiz da vara da infância e adolescência de Dourados, Zaloar Murat Martins de Souza, a comunidade indígena enfrenta um problema cultural que reflete diretamente no número de crianças recolhidas a abrigos da cidade:
“O alto índice de alcoolismo, dependência química, falta de cuidado, tudo isso está ligado ao estado em que essas crianças vivem nas aldeias e os motivos de serem recolhidas” explica.
Preferencialmente, essas crianças deveriam voltar para a família em pouco tempo, mas em alguns casos, elas ficam por anos em instituições de acolhimento. Hoje, de 25 crianças abrigadas em 4 lares, 14 são indígenas.
A assistente social Monica Marim, diretora do Lar Santa Rita em Dourados, conta que a situação em que vivem os pais, em muitos casos, é comum a outros entes da família: “Além dos problemas com álcool e drogas, existe ainda o histórico de violência sexual, de desnutrição e abandono. Muitas vezes esse quadro é o mesmo dos parentes próximos da criança” conta.
Segundo a assistente social, como a preferência é da família, nem sempre com o recolhimento da criança os pais procuram ajuda ou se tornam aptos a recebê-la de volta:
“Neste caso, outro familiar é procurado, mas caso ninguém queira receber essa criança, ela volta para os abrigos. Muitas vezes, quando voltam para a aldeia, elas retornam para a gente em condições ainda mais precárias. Tivemos o caso de uma menina que foi devolvida à família, viveu com um tio de dezembro do ano passado até julho deste ano, e veio a óbito em decorrência de violência sexual”, lamenta.
Na vara da infância, 40 casais estão cadastrados para adoção, já com a documentação necessária. Segundo o juiz, o Estatuto da Criança e do Adolecente prevê que a criança indígena deve ser criada dentro da comunidade:
“A lei prevê que seja dessa forma, exceto em casos excepcionais, quando esse processo leva muito tempo e a criança não tem a chance de voltar para a aldeia. Neste caso é possível que seja feita a adoção por parte de famílias não-indígenas”, explica.
Em 15 anos, apenas 2 crianças foram adotadas por famílias de não-índios.
Curso de adoção para famílias indígenas
A assistente social Valdirene Schmitz Pereira explica que o problema é a baixa quantidade de famílias indígenas em condições de adotar essas crianças. Por isso, a vara da infância e da juventude da cidade criou o projeto “Adotar”, um curso que prepara famílias indígenas para que sejam incluídas no cadastro de adoção:
“Existem famílias que podem, que compreendem o que é adotar uma criança, que não vêem isso como algo ruim. No curso nós abordamos questões jurídicas, sobre vínculos de filiação com a nova família, orientamos a preencher o requerimento, entre outras orientações necessárias”, conta Valdirene, que é coordenadora do projeto.
“O principal é falar sobre quem é esse filho que vem por adoção, que o amor é construído e é preciso paciência porque a criança pode trazer lembranças difíceis, e principalmente, que filho adotivo é para sempre, não pode ser devolvido”.
No curso , que aconteceu nos dias 07 e 08 de agosto na aldeia Bororó em Dourados, foram conferidos 20 certificados. Para a coordenadora do projeto, foi um número muito bom: “Tivemos famílias da aldeia Bororó, Jaguapiru e ainda indígenas de Laguna Carapã. A ideia agora é espandir o projeto para atender mais famílias”.
“Amor por aquele que não é seu”
Mirian Francisco é casada há 9 anos e vive na aldeia Jaguapiru, em Dourados. Há pouco mais de 3 anos ela e o marido adotaram 4 crianças indígenas e a vida mudou completamente: “Nós nunca tivemos filhos, então nossa vida era aquela vida de qualquer casal sem filhos, né? Depois que eles vieram, foram novas experiências, foi bênção, foi muito bom” relata.
A família vive na aldeia é acompanhada pelas equipes de assistência social. Para a mãe, muito mais do que adotar crianças de sua própria etnia, receber os 4 filhos é um ato de acolhimento e amor:
“É importante o índio pegar, mas que ele tenha amor pelo próximo, por aquele que não é seu, mas vai se tornar”, finaliza.
A equipe do G1 enviou à Funai perguntas sobre a diferença entre o número de crianças indígenas nos abrigos e o de famílias aptas para a adoção, e questionou sobre a presença da instituição no acompanhamento de casos de reintegração das crianças com as famílias nas aldeias. Até a publicação desta reportagem, recebemos por telefone a informação de que as perguntas foram encaminhadas aos responsáveis, e que as respostas serão enviadas em um prazo máximo de 48 horas.
Secretaria de Serviços urbanos tem levado serviços de melhorias a várias regiões da cidade e zona rural (Foto - Semsur)
A Prefeitura de Dourados direciona serviços que levam asseio e melhor aspecto visual aos espaços públicos na sede do município e nos distritos. A Semsur (Secretaria de Serviços Urbanos) cumpre extensa agenda de serviços em limpeza, jardinagem, infraestrutura e pintura em ruas, canteiros e instituições públicas.
Equipe realizou limpeza na passarela interna do cemitério municipal. O local também recebeu os serviços na área do estacionamento. A equipe de jardinagem realizou modificações na área externa do cemitério recentemente e, na semana anterior, fez o plantio de palmeiras.
Vias próximas ao Parque dos Ipês receberam limpeza e pintura. O parque recentemente teve a pista de caminhada revitalizada pela Secretaria.
O Monumento dos Colonos, situado em uma das principais entradas do município, recebe serviço de jardinagem. A ação levou melhorias ao entorno da Prefeitura de Dourados.
Serviços de limpeza modificam o aspecto das ruas Monte Alegre e Paissandu (bosque próximo ao conjunto Flor de Maio), avenida Liberdade, rua Firmino Vieira de Matos, Cras situado no jardim Guaicurus e na rua Hayel Bon Faker. Nesta também ocorreu pintura.
O complexo esportivo da Vila Formosa contou com roçada e capina em todo o seu espaço. Na vila Macaúba, equipe atendeu a população com ações na pista de caminhada e instalação de academia ao ar livre. A pista de caminhada da escola Maria da Glória, no Jardim Água Boa, também foi revitalizada.
A Semsur atende ainda com tapa-buracos diversos pontos da cidade. Recentemente a ação atendeu as ruas Oliveira Marques, Hayel, Olinda Pires de Almeida e João Cândido Câmara.
A semana teve início com ações da Semsur na rua Clóvis Beviláquia com limpeza de bocas-de-lobo e nas proximidades da Escola Ramona da Silva.
A próxima quarta-feira (15) é o prazo final para as instituições de ensino efetuarem as inscrições para participação no desfile cívico do dia 7 de setembro em Dourados, organizado pela Prefeitura, por meio da Semed (Secretaria Municipal de Educação). A inscrição pode ser feita no horário das 8h às 13h, no Núcleo de Educação Física da Semed. Para instituições diversas, as inscrições já foram encerradas.
O tema desta edição será “Independência se constrói com Educação”. A comissão organizadora do desfile já vem trabalhando e elaborando toda a programação.
Na sexta-feira, membros da comissão organizadora realizaram uma vistoria na Praça Antônio João, onde se concentra a coordenação do evento e onde fica instalado o palanque das autoridades. A acessibilidade, segurança, iluminação e a infraestrutura do palco são alguns dos pontos que a equipe técnica tem trabalhado para garantia de um desfile cívico singular.
O Núcleo de Educação Física da Semed realiza as inscrições e direciona a estruturação do evento. “A Prefeitura está trabalhando para fazer um grande desfile e proporcionar uma belíssima apresentação para a população de Dourados”, destaca Marisa Araújo, da Semed.
A programação para as atividades da Independência terá início no dia 4 de setembro, com solenidade de acendimento da Chama da Pátria. A gestão Délia Razuk preserva a tradição das celebrações da Independência, que incentiva o desenvolvimento de cidadãos conscientes quanto ao civismo.
Mais informações sobre as inscrições para o evento podem ser obtidas pelo telefone: 3411-7669. A Semed é situada no Pavilhão de Eventos Dom Teodardo Leitz, ao lado da prefeitura.
No local, agentes da Divisão de Homicídios e da Policia Técnica recolheram duas cápsulas de munição de pistola 9 mílimetros. (Foto: Porã News)
Alejandro Araújo, de 31 anos, vulgo Nene, foi executado por pistoleiros na noite deste domingo (12) em Pedro Juan Caballero – fronteira com Ponta Porã. A vítima conversava com amigos, quando foi atingido na cabeça. O veículo, uma Honda, vermelha, era identificado com placas FJD 0008, de São Paulo.
Dois disparos de pistola 9 milímetros atingiram a cabeça do homem, que foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas chegou ao Hospital Regional de Pedro Juan Caballero, sem vida.
No local, agentes da Divisão de Homicídios e da Policia Técnica recolheram duas cápsulas de munição de pistola 9 mílimetros e conseguiram imagens de câmeras de segurança da região para ajudar na identificação do autor, que estaria transitando a bordo de um veiculo branco.
O crime, conforme publicação do Porã News, seria passional, mas não se descarta outras hipóteses. O caso será investigado pela Direção de Investigação Criminal de Casos Puníveis da policia paraguaia.
Violência – A intensa onda de violência na cidade de Pedro Juan Caballero na fronteira com Mato Grosso do Sul assusta os moradores da região. Nos últimos dias, a falta de segurança é alarmante e o comando interino da Polícia Nacional do Paraguai não consegue frear a ação dos pistoleiros e assaltantes que atuam na região de fronteira.
Candidatos de concurso da PM em MS, procuraram a polícia após se sentirem prejudicados por fiscais de sala. (Foto: Fabiano Arruda/TV Morena)
Sete candidatos do Concurso Público de Soldado da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso do Sul, realizado neste domingo (12) em Campo Grande, procuraram a polícia após o término das provas para relatar problemas referentes à desorganização.
Segundo a ocorrência, eles alegaram que os fiscais não avisaram o tempo de restante de 30 minutos para a entrega da prova e que por conta desse problema, quase que eles não conseguiram entregar o gabarito.
De acordo com o boletim de ocorrência, os candidatos reclamaram que a prova começou 25 minutos depois do tempo que estava previsto e que os fiscais disseram que as provas durariam 4 horas a partir do início.
Segundo os candidatos, houve confusão por parte dos fiscais na orientação quanto ao tempo de prova e que eles deveriam informar a hora depois de 60 minutos de avaliação e 30 minutos antes do término. Eles se confundiram e quando avisaram que faltavam 30 minutos, na verdade o tempo já tinha acabado.
Ainda de acordo com informações da ocorrência, os candidatos disseram que chegou o coordenador da Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura de MS (Fapems) e começou a gritar e ordenar a entrega dos gabaritos das provas imediatamente, senão todos estariam desclassificados.
Segundo os candidatos, depois de muita confusão, foi dado 10 minutos para preenchimento do gabarito, o que foi feito por todos os comunicantes. Após a entrega, a coordenadora geral do concurso foi à sala e lavrou uma ata, com o nome de todos e a narração do fato acontecido. A coordenadora ainda informou que a ata seria encaminhada para a Fapems que analisaria e tomaria a decisão acerca de possíveis desclassificações.
Em nota, a Fapems informou que o horário exato de início da aplicação das provas varia de acordo com a lotação de cada sala, devido ao tempo necessário à acomodação dos candidatos, indicação de instruções e distribuição das provas. Independentemente, porém, da hora de início, todas as aplicações tiveram a duração estipulada em edital, de quatro horas.
Informa ainda que todas as situações atípicas registradas ao longo da realização serão avaliadas pela fundação de acordo com aquilo que foi lavrado na ata de aplicação. Referente à situação de desclassificação dos candidatos envolvidos, não há razão que justifique essa atitude.
Uma das pessoas que procurou a delegacia para denúnciar um auxilar ténico de futebol, em Três Lagoas, a 326 km de Campo Grande, disse à polícia que era constantemente abusada por ele quando tinha 7 anos de idade. Atualmente, o homem tem 30 anos. De acordo com a polícia, esse caso e de um outro adulto indica que o suspeito pode estar cometendo o mesmo crime há mais de 20 anos,
“O que chama atenção na maioria dos casos é um certo padrão na maneira de agir: as vítimas relatam que eram abusadas entre 7 e 12 anos, após isso, o homem parava. Eu creio que ele sabia que a partir dessa faixa etária, os meninos ficavam mais consciêntes do que realmente estava ocorrendo, aí ele parava por medo de ser pego”, disse o delegado responsável pelas investigações, Roberto Guimarães.
O Conselho Tutelar de Três Lágoas ouviu as crianças que relataram os abusos. Elas disseram que o o auxiliar técnico oferecia presentes e dinheiro em troca de sexo. Nessa sexta-feira (10), a polícia interrogou os responsáveis pela escola de futebol onde o auxiliar técnico trabalhava.
A escola de futebol informou que o homem não é funcionário e que aparecia eventualmente nos treinos para apenas ajudar.
O caso
Um homem de 50 anos foi preso nessa quinta-feira (9), em Três Lagoas, a 326 km de Campo Grande, suspeito de ter abusado sexualmente de crianças e adolescentes de uma escola de futebol. Ele foi indiciado por estupro de vulverável.
De acordo com a polícia, o homem é auxilar técnico da escola. A primeira denúncia chegou ao Ministério Público (MP), no fim do mês passado. Um jovem de 18 anos relatou que foi abusado pelo auxiliar quando tinha entre 7 e 14 anos de idade. O MP, então, acionou a Polícia Civil, que deu início as investigações.
Segundo o delegado Roberto Guimarães, durante as investgações do primeiro caso, foram descobertos outros dois. Esses últimos foram confirmados por uma equipe de psicólogos. “Esse trabalho dos psicólogos foi fundamental, com base no laudo deles eu pedi a prisão preventiva do auxilar técnico” , disse o delegado.
Com a prisão preventiva decretada o auxilar técnico foi detido. Ele nega que tenha cometido os abusos. O homem foi levado para a Penitenciária de Três Lagoas. Na tarde desta terça, outras três pessoas foram à delegacia denúnciar o homem, totalizando 6 possíveis vítimas. A polícia segue com as invegistações e não descarta que novas denúncias surjam.
Um dos primeiros casos do "Tribunal do crime" registrados em MS aconteceu em fevereiro de 2017. O corpo de Richard Alexandre Lianho foi encontrado na região do Céuzinho (Foto: Adriano Fernandes)
Mato Grosso do Sul está entre os três únicos estados brasileiros com hegemonia quase absoluta do PCC (Primeiro Comando da Capital). Considerado essencial na rota do tráfico de drogas, pela proximidade com Paraguai e Bolívia, o Estado aparece em destaque quando o assunto é a maior facção criminosa do país.
Está é um das conclusões apresentadas pelos pesquisadores Camila Nunes Dias e Bruno Paes Manso, em seu livro recém-lançado “A Guerra: A ascensão do PCC e o mundo do crime no Brasil”. No mapa da facção, apenas São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná são apontados como regiões com “alto índice” de influência.
Os motivos se tornam ainda mais claros quando se olha para o posição geográfica dos estados. Com mais de 1.370 quilômetros de fronteira seca com o Paraguai, apontado como o responsável por abastecer a maior parte de maconha no Brasil, as cidades sul-mato-grossenses se tornam a principal porta de entrada para o tráfico de drogas e armas.
A expansão da facção para Paraná e Mato Grosso do Sul, começou no início dos anos 2000, quando os líderes do PCC foram enviados aos presídios dos dois estados. Foi então que eles propagaram suas ideias, o que favoreceu que ficassem numa posição privilegiada no mercado da droga.
Em ligações interceptadas pela operação Echelon, deflagrada em 14 de junho pelo MP/SP (Ministério Público de São Paulo), com mandados em Mato Grosso do Sul, o então interno da PED (Penitenciária Estadual de Dourados), Hamilton Roberto Dias Junior, conhecido como Muringa, detalha a importância de MS para o PCC e explica que todas as facções estão em guerra pelo Estado, porque tem fronteira com outros dois países.
Em outra gravação, datada de setembro do ano passado, uma conferência detalha a divisão que a facção faz dos municípios do Estado. Os presos citam nominalmente 60 das 79 cidades de Mato Grosso do Sul que possuem o controle. São 22 municípios na região Sul; 15 na região Norte; 12 municípios no Leste; e 11 cidades no Oeste.
Controle e violência – Segundo os pesquisadores, a hegemonia do PCC nos estados significam também um menor índice de violência. Em Mato Grosso do Sul, aqueles que se opõem, ou se envolve com outra facção, são brutalmente assassinados, mas ainda assim o disputa entre grupos rivais é vista com menor frequência que em estados em guerra.
Estados com portos fundamentais para o tráfico de drogas para o exterior, Ceará e Santa Catarina registraram uma série de assassinatos resultantes de conflitos entre facções, nos últimos meses. Ambos são considerados prioridades para a facção.
Conforme matéria divulgada no Uol, dos dez estados com maiores índices de mortes violentas em 2017, divulgado no levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, cinco registram “presença média” do PCC e, por consequência, confrontos entre facções: Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco, Amapá e Bahia
O mesmo levantamento feito em MS comprova o que os pesquisadores defenderam no livro. Apesar da guerra pelo domínio na fronteira com o Paraguai, as mortes violentas tiveram redução de 10,2% no Estado, entre 2016 e 2017 (quando os homicídios caíram de 622 para 565). Em Campo Grande, os registros também permaneceram em queda, de 162 em 2016, para 120 em 2017, variação de -26,8%.
Durante 2017 os conhecidos “Tribunais do Crime” mataram seis pessoas em Campo Grande. Neste ano as mortes nos mesmos moldes já foram registradas na Capital, em Coxim e Dourados, todas consequência da disputa entre PCC e CV (Comando Vermelho), que se intensificou em 2016.
A maior facção criminosa do país tem hoje cerca de 30 mil membros. Se em Mato Grosso do Sul o poder do PCC é “absoluto”, a facção ainda tenta controlar o mundo do crime em outros 13 estados brasileiros e no Distrito Federal. Nas outras cinco, eles estão em desvantagem.
Fachada da Prefeitura Municipal na cidade (Foto: divulgação/assessoria de imprensa)
A Prefeitura Municipal de Maracaju, distante 160 quilômetros de Campo Grande, está com inscrições abertas de concurso público com 390 vagas e salários que variam de R$ 978 a R$7.623.
As oportunidades são para assistente social (4); auditor fiscal (2); biomédico (1); enfermeiro (3); engenheiro civil (1); farmacêutico (1); médico (2); médico ESF (9); orientador social (6); pedagogo social (1); profissional de educação física (20); psicólogo (4); técnico de administração e inspeção escolar (2); técnico orientador pedagógico (2); professores de educação básica (51), arte (10), matemática (1), língua portuguesa (2) e educação física (7); professor coordenador (18); assistente administrativo (2); assistente de CIEI – Centro Integrado de Educação Infantil (32); auxiliar de consultório dentário (3); auxiliar de farmácia (4); fiscal de inspeção e vigilância sanitária (2); fiscal de obras e posturas (2); fiscal de tributos (2); motorista II – caminhão (3); motorista III – ônibus/ ambulância (42); operador de máquinas I (2); técnico em enfermagem (7); técnico em informática (5); técnico em laboratório (2); atendente de saúde (12); auxiliar de disciplina (24); eletricista de veículos e máquinas (2); mecânico (4); oficial de manutenção (10); ajudante de manutenção (44); auxiliar de serviços diversos (7) e oficial de cozinha (32).
As vagas são destinadas para a zona urbana, Vista Alegre, zona rural Santa Guilhermina e trecho. Os contratados vão cumprir jornada de 20h a 40h semanais. As inscrições devem ser feitas até o dia 27 de setembro pelo site www.fapec.org/concursos. A taxa de participação é de R$ 80 a R$ 160, podendo variar de acordo com o cargo. (Veja o edital)
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