Neurologista Rodrigo Melo, especialista em Doença de Parkison. (Foto: Arquivo pessoal)
Em entrevista ao site Dourados Agora, o neurologista Rodrigo Melo, especialista em Doença de Parkison, que atende em consultório em Dourados, esclareceu dúvidas relacionadas aos sintomas e tratamento da doença:
Quais são as principais causas do mal de Parkinson?
A maioria dos casos é idiopática (predisposição pessoal). Porém existem alguns casos que são genéticos.
Existe alguma forma de prevenir a doença?
Infelizmente não é conhecida nenhuma forma de prevenção comprovada.
Quais os sintomas do início da doença?
Geralmente o paciente e a família percebem tremores em uma das mãos, porem existem casos em que o paciente treme muito pouco. Os quatro sintomas clássicos da doença são o tremor assimétrico, a lentificação dos movimentos, rigidez dos membros e instabilidade da postura e equilíbrio.
Existe uma faixa etária especifica atingida por essa doença?
A faixa etária é bem ampla. Existem casos de Parkinson precoce (paciente com menos de 40 anos de idade) e casos que surgem com 70, 80 anos.
Em Dourados, há muitos casos da doença?
Existem muitos casos em Dourados. Em geral a prevalência é de 1% (100 casos para 100mil habitantes). Porem esse número aumenta se considerarmos todas as formas de parkinsonismo, lembrando que nem todos os casos são considerados doença de Parkinson. Existem doenças com tremores e alterações semelhantes que não são doença de Parkinson.
Qual é a forma de tratamento do paciente com Mal de Parkinson?
O principal tratamento é o uso do medicamento Levodopa, porem existem vários medicamentos utilizados, isoladamente ou em associação. E tudo depende da fase da doença, da idade do paciente e das complicações presentes. A Fisioterapia e psicoterapia também são muito importantes.
Com a doença, a pessoa se torna mais dependente. Quais os principais cuidados que a família ou o responsável deve ter?
A família deve dar suporte psicológico, auxilio nas atividades mais pesadas e também ter cuidado para evitar quedas. O paciente se torna mais dependente na fase avançada da doença.
Com o tratamento correto, é possível que a pessoa que tem essa doença tenha uma vida normal?
O tratamento é fundamental para que a pessoa mantenha suas atividades usuais. Geralmente o paciente consegue manter sua funcionalidade por muitos anos.
Enfermeira do Hospital da Vida explica a filhos de doadora sobre os procedimentos (Foto - Gizele Almeida/Assecom)
Mais uma captação de múltiplos órgãos ocorreu em Dourados, nesta quarta-feira (14), no Hospital da Vida. A ação é resultado das intervenções do CIHDOOT (Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes), sob gestão da Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria de Saúde. Ao todo já foram realizadas 14 captações.
Na segunda ação do ano, foram captados fígado, rins direito e esquerdo e as córneas. De acordo com a comissão, os órgãos serão encaminhados para o Distrito Federal, Minas Gerais e Campo Grande.
A ação durou cerca de quatro horas. Roseli de Oliveira Lopes, 50 anos, foi a doadora. De acordo com a enfermeira Ludelça Dorneles, até oito pessoas poderão ser atendidas, já que as córneas podem ser ‘divididas’.
A família autorizou a doação de órgãos após a paciente ter morte encefálica. A enfermeira cita que a comissão informou à família a possibilidade de vidas serem salvas com a doação de órgãos e após consentimento deu andamento as ações.
“Nós conversamos com os filhos da Roseli e informamos que no caso da morte encefálica poderia acontecer a captação de múltiplos órgãos e deixamos que tomassem a decisão. Em um momento de luto, eles foram sensíveis à oportunidade de salvar outras vidas e isso torna recompensador o trabalho de toda equipe”, disse.
A Central Estadual de Transplante, OPO (Organização de Procura de Órgãos e Tecidos), uma equipe de cirurgiões de Minas Gerais atuaram junto aos processos. Um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) prestou apoio em transporte.
Equipe que atuou na captação de órgãos ocorrida nesta quarta-feira em Dourados (Foto - Divulgação)
Em depoimento a assessoria de comunicação da Prefeitura de Dourados, Cleiton Lopes Vargas, 27 e Cristiano Lopes Vargas, 26, filhos de Roseli, falaram sobre a emoção do ato. Eles contam que a mãe lutou uma semana pela vida e que neste momento difícil, o que os conforta é saber que a vida terá continuidade para a paz de outras famílias.
“Sabemos que tudo o que foi possível foi feito para salvar minha mãe, mas ela não resistiu. Então, pensamos em quantas famílias lutam para salvar algum ente querido, que precisa dos órgãos neste momento e com isso autorizamos ação. Saber que a vida dela vai continuar de alguma forma é o que nos dá um pouco de paz nesta hora de perda”, disse Cleiton.
Ele conta que os cinco irmãos se reuniram para decidir sobre a doação e apenas um teve certa resistência devido ao “choque”, mas logo entendeu a nobreza do gesto. Para o filho, é gratificante notar que Dourados tem crescido neste tipo de ação e as famílias devem se conscientizar da importância desse gesto.
“Minha mãe se torna parte desta história de procedimentos de captação na nossa cidade, isso é gratificante e precisa ser divulgado para que outras famílias se mobilizem também. Se acontecer algo comigo, quero ser doador também, pois dessa vida só vamos levar mesmo os momentos felizes”, destacou.
Recentemente foi realizada em Dourados a primeira captação de pulmão e também a captação do primeiro fígado transplantado no mundo.
A enfermeira Ludelça Dorneles destaca que as ações têm colocado o município como referência nos procedimentos que são realizados com total apoio da gestão Délia Razuk e articulações do secretário de Saúde Renato Vidigal.
Ela destaca ainda que a comissão continuará intermediando com as famílias quando houver a possibilidade de captação de órgãos, já que a ação é totalmente dependente do posicionamento dos familiares. “Destacamos que é família quem decide, então é preciso falar sobre essa vontade. Nosso trabalho com foco em conscientização quanto ao tema e sua importância seguirá e a pretensão é elevar o número de captações”, pontuou.
O físico Stephen Hawking, morto nesta quarta-feira (14), aos 76 anos, além de cientista notável, foi um dos mais conhecidos portadores da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). Diagnosticado aos 21 anos, ele conseguiu sobreviver à doença por décadas, seguindo com sua carreira. A causa da morte do inglês ainda não foi divulgada.
Stephen Hawking, em 2015, na chegada ao Interstellar Live Show no Royal Albert Hall, no centro de Londres (Foto: Joel Ryan / Invision / AP Photo (Arquivo))
Por causa da ELA, em certo ponto, Hawking só conseguia mover um dedo e os olhos voluntariamente. A cadeira de rodas e a crescente dificuldade para se comunicar não o impediram de continuar com suas pesquisas, já que sua capacidade intelectual permaneceu intacta.
Hawking usava um sintetizador eletrônico para falar. A voz robótica produzida pelo aparelho para expressar suas ideias acabou se tornando não só uma de suas marcas registradas como foi constantemente ouvida e respeitada no mundo todo.
Degenerativa
De caráter progressivo, a ELA afeta os neurônios responsáveis pelos movimentos do corpo e causa a perda do controle muscular.
Além de ser uma doença ainda sem cura, a esclerose amiotrófica tem um diagnóstico difícil. São necessários cerca de 11 meses para detectar a doença.
A dificuldade existe porque não há nenhum exame de laboratório que indique alguma substância no sangue ou marcador de precisão para detectar a doença.
Sintomas
Os pacientes costumam sentir como primeiros sintomas problemas para respirar, dificuldades para falar, engolir saliva ou comida, além da perda de controle da musculatura das mãos ou atrofia muscular da perna. O raciocínio intelectual e os sentidos do corpo permanecem normais.
Após os primeiros sintomas, o paciente tem, em média, uma sobrevida de três anos e meio. Como consequência dos problemas no funcionamento dos músculos da respiração, os pacientes podem ter infecções pulmonares que levam à morte.
Estima-se que apenas 10% dos casos de esclerose lateral amiotrófica tenham causas genéticas. A doença é mais comum em pessoas entre 50 e 70 anos e é muito rara a ocorrência em jovens.
Os únicos tratamentos que existem buscam retardar a evolução da doença. No Brasil, há medicação oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas segundo especialistas na doença, na maioria dos casos ela só é fornecida quando o paciente já perdeu cerca de 50% dos neurônios motores.
Segundo a OMS, a depressão no mundo aumentou 18% em 10 anos (Foto - Divulgação)
O médico Rodrigo Assunção, já conhecido no Youtube pela publicação de vídeos onde comenta aspectos da saúde mental humana associados à vida religiosa, publicou recentemente outro vídeo onde fala sobre um tema cada vez mais comum, também, entre os cristãos, que é a depressão.
“Tenho percebido também que a depressão não tem atingido somente os membros da igreja, mas também vários líderes têm sido acometidos por ela. A doença não tem processo seletivo, ou seja, não escolhe posição social, hierarquia ou tipo de atividade que a pessoa executa”, disse Rodrigo em uma matéria escrita para o Gospel Geral.
O médico frisou que a depressão é um “distúrbio afetivo” e disse ser imprescindível o acompanhamento médico para o diagnóstico e tratamento adequado. Ainda segundo Rodrigo, medicamentos antidepressivos “não viciam”:
“A depressão é um distúrbio afetivo que acompanha a humanidade ao longo de sua história. No sentido patológico, há presença de tristeza, pessimismo, baixa autoestima que aparecem com frequência e podem combinar-se entre si. É imprescindível o acompanhamento médico tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento adequado, apenas lembrando, as medicações antidepressivas não viciam”, disse ele.
Não há consenso em saúde mental sobre o que é a depressão
Segundo a OMS, a depressão no mundo aumentou 18% em 10 anos. Na América Latina, o Brasil aparece seguido de Cuba (5,5%) e Paraguai (5,2%). Apesar dos números, no entanto, a depressão não é um conceito unânime acerca da saúde mental, não havendo também consenso sobre causas e formas do seu tratamento.
Não são todos os autores que reconhecem a depressão como um distúrbio no sentido patológico, por exemplo, como escreveu Rodrigo. Tal concepção é fruto do modelo biomédico de saúde, motivo pelo qual Assunção, provavelmente, atribui ao “médico” a função de diagnosticar e tratar algo que, na verdade, é o psicólogo (e não o médico) o profissional mais adequado para identificação e tratamento correto desse conflito.
Nem mesmo a concepção da depressão como “doença” ou “transtorno de humor” é um consenso. O uso desses termos também são frutos da herança cultural psiquiátrica, baseada em classificações diagnósticas do comportamento humano iniciada em 1904 com o médico Emil Kraepelin.
Há autores que argumentam que a depressão é, na verdade, um subproduto da cultura vigente, onde os seres humanos são afetados pelo estilo de vida que estabelecem para si em dado contexto. Para tal concepção, também vista como “culturalista”, tais alterações do estado de humor, portanto, seriam uma consequência de fatores externos ao sujeito e não a sua causa primária.
Allan V. Horwitz e Jerome C. Wakefield, por exemplo, autores da obra “Tristeza Perdida – Como a psiquiatria transformou a depressão em moda” (2010), argumentam que há muito mais diagnósticos errados sobre a depressão do que corretos. Isso, segundo o autores, se deve a confusão feita entre ao que chamam de “tristeza profunda” e depressão. Para eles, há também mais interesses comerciais motivados pela indústria farmacêutica e uma formação universitária inadequada do que a compreensão correta do que seria a “depressão”, de fato.
O psicólogo e psiquiatra Alexandre Keusen, comentando o aumento da depressão no Brasil em uma matéria para a agência EFE, esse entendimento é reforçado: “Hoje, as pessoas, em geral, querem respostas imediatas. O organismo fica sobrecarregado e, consequentemente, existem mais pessoas ansiosas”, disse ele, enfatizando o estilo de vida atual com fator desencadeante dos sintomas depressivos.
Para o médico Rodrigo Assunção:
“É importante destacar que depressão não se cura apenas com presentes e com viagens, ela precisa ser diagnosticada e devidamente tratada. Sempre tenho orientado meus pacientes sobre a importância de Deus em nossa vida e que as medicações são importantes para o tratamento”.
Assunção ressalta que o uso de medicamentos deve ser administrado de forma “adequada”, embora o mesmo não reconheça que esses fármacos possam causar “vício”, ou dependência. Aqui, temos outro impasse acadêmico, começando pelo conceito de dependência.
Para o psicólogo americano Bruce Alexander, que pesquisou a relação entre o consumo de drogas e cultura na obra “A Globalização do Vício: um estudo sobre a pobreza de espírito”, a dependência química está profundamente vinculada a uma condição de sofrimento social, e ela não diz respeito apenas às drogas ilícitas, mas também aos fármacos.
Em outras palavras, muito mais do que a fórmula química de um entorpecente, o fator principal para uma relação de dependência com uma droga, seja ela lícita (um medicamento, por exemplo) ou não, é o sofrimento afetivo pelo qual passa uma pessoa.
Isto é, se o fator emocional desencadeante do sofrimento (depressão) for de origem social (relações familiares, amorosas, profissionais ou mesmo espirituais), como é na maioria das vezes, e este não for solucionado, por exemplo, através de acompanhamento psicoterapêutico (com psicólogos), a utilização do medicamento além de não resolver o problema, poderá servir como forma de mascarar a sua verdadeira necessidade de enfrentamento.
Neste caso, a dependência não é apenas química, mas principalmente afetiva. Essa realidade é facilmente observada por inúmeros psicólogos clínicos em seus consultórios, onde o processo de “desmame” do medicamento é, muitas vezes, difícil do ponto de vista emocional, havendo relatos de clientes que dizem fazer uso de antidepressivos mesmo sem a sua necessidade.
Por fim, em todo caso, a fé em Deus é indispensável na luta contra a depressão (ou tristeza profunda), mesmo quando as causas não são de ordem espiritual. Neste sentido, vale muito a pena a orientação de Rodrigo Assunção:
“Não deixe de descansar, tirar férias, viajar, ter momentos de descontração e estar com os seus familiares, ações como estas são preventivas contra este mal. São coisas simples, mas que vão ajudar a evitar um esgotamento físico e psicológico. E, se perceber os sintomas, não deixe de procurar um médico ou psicólogo para ter um diagnóstico correto. Saiba que, aquilo que Deus reservou pra sua vida, será seu”.
Durante todo o primeiro semestre deste ano letivo, 111 mil alunos de 5 a 14 anos de idade, matriculados no ensino fundamental de 166 escolas públicas de Mato Grosso do Sul serão beneficiados com a busca ativa para diagnóstico e tratamento de casos de hanseníase, de tracoma e de esquistossomose. Os escolares também receberão tratamento contra verminoses. A estratégia, promovida pelo Ministério da Saúde, faz parte da V Campanha Nacional de Hanseníase, Verminoses, Tracoma e Esquistossomose para diagnóstico de doenças que possuem tratamento gratuito no Sistema Único de Saúde (SUS) e contempla 20 municípios do estado.
A estratégia, cujo slogan é “Hanseníase, Verminoses e Tracoma – em casa ou na escola, sempre é hora de prevenir e tratar”, ocorrerá em 40 mil escolas públicas de 2,7 mil municípios brasileiros que aderiram à ação e envolverá mais de oito milhões de alunos. As atividades serão realizadas até o dia 30 de junho. Com ações específicas para cada uma das doenças, a campanha envolve profissionais da educação e os que atuam no SUS, em especial os profissionais da Estratégia de Saúde da Família (ESF), das Unidades Básicas de Saúde e da Vigilância Epidemiológica dos municípios.
Do total de municípios que aderiram à Campanha, 2.615 (95,4%) são considerados prioritários, devido à vulnerabilidade social e ao risco de adoecimento da população por essas doenças. Dentre os quais um é de Mato Grosso do Sul. Todos os municípios prioritários juntos receberam do Ministério da Saúde mais de R$ 16,5 milhões para a realização das ações propostas. Outros 127 municípios participarão voluntariamente da Campanha. Todos recebem do Ministério da Saúde apoio técnico e os medicamentos necessários para a execução da Campanha.
Para intensificar a estratégia, será realizada a Semana de Mobilização Nacional da V Campanha Nacional de Hanseníase, Verminoses, Tracoma e Esquistossomose, que ocorrerá de 5 a 9 de março. O lançamento será dia 06 de março na Escola Estadual Professor Jercy Jacob em Várzea Grande, Mato Grosso com a presença da coordenadora-geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação do Ministério da Saúde, Carmelita Filha. Para a coordenadora, a ação no ambiente escolar potencializa os resultados dessa intervenção. “Vamos ao encontro dos alunos que estão num local que é familiar para eles, facilitando a abordagem para realizar ações educativas e identificando precocemente essas doenças”, explica Carmelita Filha.
CAMPANHA ANTERIOR – A quarta edição da campanha, que aconteceu em 2016 e 2017, contou com participação de 2.409 municípios. Ao todo, seis milhões de escolares receberam a ficha de autoimagem, 157 tiveram diagnósticos de hanseníase confirmados, além de 23 casos diagnosticados entre os contatos. Cerca de 4,9 milhões de escolares receberam a profilaxia para verminoses, 22.084 casos foram confirmados como positivos para tracoma e 381 para esquistossomose.
No estado de Mato Grosso do Sul, nenhum dos 50,4 mil alunos que receberam a ficha de autoimagem teve diagnóstico confirmado para hanseníase. 26,5 mil escolares foram tratados contra verminoses.
HANSENÍASE – Para detecção de casos de hanseníase, a estratégia consiste na utilização da ficha de autoimagem que contempla sinais e sintomas sugestivos da doença. A ficha é entregue a cada aluno, a qual é preenchida pelos pais ou responsáveis e posteriormente devolvida à escola. As fichas são triadas pelos profissionais de saúde e os casos com lesões suspeitas de hanseníase, encaminhados para avaliação e início do tratamento, caso confirmado o diagnóstico. Os contatos dos casos diagnosticados também devem ser examinados.
Na última década, o Brasil apresentou uma redução de 37,1 % no número de casos novos, passando de 40,1 mil diagnosticados no ano de 2007, para 25,2 mil em 2016. Tal redução corresponde à queda de 42,3% da taxa de detecção geral do país (de 21,19/100 mil hab. em 2007 para 12,23/100 mil hab. em 2016). Do total de casos novos registrados, 1,6 mil (6,72%) foram diagnosticados em menores de 15 anos, sinalizando focos de infecção ativos e transmissão recente, e 7,2 mil iniciaram tratamento com alguma incapacidade.
O diagnóstico e o tratamento da hanseníase são ofertados pelo SUS, disponível em unidades públicas de saúde. Por isso, na última campanha publicitária lançada no início do ano, o Ministério da Saúde alerta a população sobre sinais e sintomas da doença com o objetivo de estimular a busca pelos serviços de saúde e mobilizar profissionais de saúde na busca ativa por casos novos.
VERMINOSES, TRACOMA E ESQUISTOSSOMOSE – No caso das geo-helmintíases ou verminoses, os alunos recebem profilaxia com Albendazol 400mg em dose única. Esse medicamento é eficaz, não tóxico, e utilizado, há vários anos, em milhões de pessoas de diversos países. Quanto ao tracoma, os escolares são submetidos a exame ocular externo, realizado por profissionais capacitados. Os casos positivos e seus contatos domiciliares são encaminhados para tratamento.
Já os municípios que aderiram às ações para esquistossomose realizarão exame de fezes na população escolar e tratamento individual ou coletivo dos casos, com base nos percentuais de positividade encontrados.
Cirurgia de remoção de tumor ósseo é realizada com sucesso no Hospital Cassems de Campo Grande (Foto - Divulgação Hospital Cassems CG)
Aos 20 anos, no auge da juventude e ainda curtindo a vida de recém-casado, Cleyton Miranda Costa descobriu um tumor cancerígeno no joelho direito. A notícia caiu como uma bomba na família e preocupou profundamente o avô de Cleyton, o “seo” Ramão Miranda, que na época tinha 75 anos. Muito simpático e alegre, o avô do rapaz explica que a família já sofreu muito por causa da doença e que havia perdido dois irmãos, em outras ocasiões, por causa do câncer. “Essa doença não deixa a minha família em paz. Sofri muito quando soube que meu neto estava com esse tumor, mas nunca perdi a esperança de ver ele curado”, relembra, com os olhos marejados.
O caminho em busca da cura tem sido longo e árduo. Durante dois anos, Cleyton fez tratamento quimioterápico, mas o tumor só aumentava e o prognóstico não era dos melhores. “Fomos em vários médicos e eles só me diziam que a única saída era amputar minha perna e eu não queria isso. Fui protelando a cirurgia. Eu não queria perder a minha vida”, conta Cleyton.
Em meio as dores e após alguns períodos sem nem poder andar, Clayton e a mãe, Elizabet Miranda, viram uma reportagem sobre uma cirurgia complexa, realizada há quatro anos em um paciente de 80 anos e que utilizava nitrogênio líquido para matar as células cancerígenas. A família, então, procurou o médico responsável por realizar essa técnica e foi feito o planejamento de como a cirurgia seria realizada. “O médico nos explicou tudo o que seria necessário. Como sou funcionária pública, solicitamos o material para a Cassems, que disponibilizou o que fosse necessário caso houvesse qualquer problema e fosse preciso chegar ao extremo, que era a amputação”, explica a mãe do rapaz.
Ressecção de tumor ósseo é o nome do procedimento realizado pelos médicos ortopedistas Rodrigo Laraya e Adriano Souza, no Hospital Cassems de Campo Grande. A cirurgia, que demora em média de quatro a seis horas, é pioneira em Mato Grosso do Sul e foi realizada pela primeira vez na unidade hospitalar da Cassems, na capital.
Assim como o nome, o procedimento também é complexo e cheio de etapas para que o paciente não tivesse o risco de ter a perna amputada. A técnica, desenvolvida no Japão, consiste em retirar um pedaço do osso, onde o tumor está alojado, e mergulhá-lo em nitrogênio líquido com temperatura de 195,8 graus negativos, para que o tumor seja queimado no gelo, matando as células doentes.
Como a temperatura normal do corpo humano é de 36 graus, é necessário mergulhar o osso no nitrogênio de forma bem lenta. Esse processo demora, em média 20 minutos. Depois de descansar por mais 20 minutos dentro do líquido congelante, o osso é retirado e fica em temperatura ambiente por outros 20 minutos. Todo esse tempo faz parte dos cuidados para evitar que o material se quebre por causa do congelamento. “Antes dessa técnica, nós retirávamos o osso doente e implantávamos uma prótese, ou nos casos mais graves, tínhamos que amputar o membro. Agora, podemos utilizar o osso do próprio paciente, sem que haja riscos de rejeição. O mais preocupante, no caso do Cleyton, era saber se o tumor estava envolvendo a artéria femural. Por isso, fizemos um planejamento minucioso para realizar o procedimento: caso não fosse possível extrair e limpar o osso, tentaríamos colocar a prótese e em último caso recorreríamos à amputação. Mas deu tudo certo e a cirurgia foi um sucesso”, explica o médico Rodrigo Laraya.
Após ficar um dia e meio na unidade de tratamento intensivo, Cleyton já pode desfrutar da companhia do avô, da mãe e da jovem esposa.
A Secretaria Municipal de Saúde de Dourados, por meio do setor de Imunização, tranquilizou a população do município acerca da vacina contra a febre amarela, doença que ganhou nova repercussão nacional depois de surto em Estados vizinhos, como São Paulo, por exemplo.
Segundo Edvan Marcelo Moraes Marques, enfermeiro do setor, em Mato Grosso do Sul e consequentemente em Dourados não foram registrados casos da doença nos anos anteriores, 2016 e 2017, e nem neste ano, seja em humanos ou casos silvestres (em animais).
“Trabalho na saúde em Dourados há 17 anos e não lembro algum caso desta doença. Mas posso afirmar que nos anos mais recentes não tivemos casos”, disse. Edvan lembra que todas as cidades de MS fazem parte de uma região endêmica e, por isso, sempre receberam atenção redobrada acerca da doença. Assim, é mais difícil encontrar alguém que não tenha tomado esta vacina ao longo da vida.
“Não deve haver alarde. Apenas atenção com a vacinação caso não tenha sido efetuada ainda. Como estamos em um setor de risco, o Ministério da Saúde disponibiliza a vacina com estoque suficiente e é histórico em nossa região que as pessoas sejam imunizadas”, disse.
Para quem nunca tomou a vacina, segundo Edivan, é possível receber a dose a partir dos nove meses de vida. Idosos acima de 60 anos precisam de autorização médica. Basta procurar uma unidade de saúde com o cartão de vacinação.
Embora não deve haver alarde, é importante ter atenção com esta doença. Todo cidadão que vai viajar para algum local de risco precisa estar atento sobre sua condição em relação a imunização.
A febre amarela é uma doença febril aguda, não contagiosa, de curta duração (no máximo 12 dias), cuja letalidade varia de 5 a 10% nos casos oligossintomáticos, podendo chegar a 50% nos casos graves (aqueles que evoluem com icterícia e hemorragias). Essa doença tem potencial de disseminação e transmissão bastante elevado, por isso é importante que a notificação de casos suspeitos seja feita o mais brevemente possível (24 horas).
Com 80 mil doses disponíveis, não foi necessário implantar a vacinação fracionada em Mato Grosso do Sul, ao contrário do que acontece na Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo.(Foto: Eduardo Ogata / Secom São Paulo)
Nenhum caso de febre amarela foi confirmado em Mato Grosso do Sul. No entanto, a Secretaria de Saúde recomenda a imunização de todos os que não tomaram a vacina.
Com 80 mil doses disponíveis, não foi necessário implantar a vacinação fracionada em Mato Grosso do Sul, ao contrário do que acontece na Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo.
“As doses são suficientes. Boa parte da população já foi imunizada e todos os municípios que solicitaram foram abastecidos”, explicou a gerente técnica de doenças endêmicas, Livia de Mello Almeida Maziero.
Antigamente, era preciso tomar a vacina a cada dez anos. Agora, basta receber uma dose para ficar imunizado durante toda a vida. A vacinação é recomendada para maiores de 9 meses e menores de 60 anos.
A doença é transmitida por um mosquito, que pica pessoas e macacos. Os sintomas da doença são febre, dor de cabeça, náusea, icterícia (amarelamento da pele), dores no corpo, calafrio, perda de apetite, olhos amarelados e sangramento.
São Paulo
Nesta terça-feira (16.1), a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a considerar todo o estado de São Paulo como área de risco de febre amarela. Foram confirmadas 21 mortes por febre amarela naquele estado desde janeiro de 2017. Agora, a OMS recomenda a vacina para todos os viajantes que vão para qualquer cidade paulista, inclusive a capital.
Primatas
Em 2017, seis macacos foram encontrados mortos em Mato Grosso do Sul, mas os resultados foram negativos para a doença. Os primatas foram encontrados em Corumbá (2), Dourados (1), Ladário (1) e Campo Grande (2),
“É importante que as pessoas saibam que se encontrarem um primata morto não devem mexer no animal e precisam imediatamente procurar a secretaria municipal de Saúde”, explicou a gerente técnica de zoonoses da Secretaria Estadual de Saúde, Stephanie Lins.
O último caso registrado de febre amarela em humanos em Mato Grosso do Sul foi em 2015. No entanto, foi um caso “importado”, de um homem do Paraná, que contraiu a doença fora de Mato Grosso do Sul, mas ficou sintomático durante passeio em Bonito e acabou falecendo. Antes dele, houve registro de febre amarela apenas em 2010, no município de Corumbá, no Pantanal.
carne gaúcha é de excelente constituição, mesmo a de novilhos terminados em confinamento por um curto período de tempo (Foto - Divulgação)
Uma pesquisa realizada que serviu para uma tese de doutorado mostrou que o consumo de carne feito sem a gordura externa de novilhos engordados em pastagens, ou em confinamento por curto período de tempo, não alterou o perfil lipídico dos consumidores. O trabalho em conjunto foi realizado pelo Departamento de Zootecnia da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e pelo Instituto de Cardiologia (IC/FUC) com a parceria da Conexão Delta G, associação que reúne criadores que trabalham no melhoramento genético de animais das raças Hereford e Braford, por meio da Estância Guatambu, de Dom Pedrito (RS), que cedeu os novilhos dos quais a carne do corte entrecot veio a ser servida aos participantes do estudo.
No Instituto de Cardiologia foram feitos testes com voluntários previamente selecionados pela regularidade de seus exames médicos, os quais passaram a consumir 120 gramas por dia por um período de 27 dias. Primeiramente, consumiram o entrecot de um tipo de terminação, em pastagens ou em confinamento. Terminado este primeiro período de consumo, após um espaço de tempo de 35 dias, foi iniciado um segundo período, invertendo-se entre os consumidores a carne dos dois tipos de terminação. “Ao início e fim de cada período de consumo, foi avaliado o perfil lipídico, pressão arterial e perfil bioquímico para constatar possíveis diferenças devido aos dois diferentes sistemas de terminação dos novilhos”, explica a nutricionista Denise Dillenburg, autora da tese de doutorado.
Os exames não mostraram alteração do perfil lipídico dos consumidores em nenhum dos dois períodos de consumo, permitindo a recomendação de que carnes são saudáveis sem o consumo da gordura externa, necessária para a preservação da qualidade da carcaça quando nas câmaras frigoríficas, conforme normas do Ministério da Agricultura. Para o cardiologista e pesquisador na área, Iran Castro, o estudo revela que se a carne for consumida em condições com o menor índice de gordura possível, não vai afetar o colesterol e desmistifica a questão de que carne faz mal à saúde. “A cardiologia sempre teve a carne como uma arqui-inimiga na questão do colesterol. Quando se tem a carne processada ou embutidos é uma coisa. Já a carne sem a gordura externa, é outra. A carne não faz mal, o que faz mal é a gordura. Se eliminar a gordura o indivíduo não terá problemas com o colesterol”, analisa o especialista.
O professor José Fernando Piva Lobato, com sua aluna de pós-doutorado, Aline Kellermann de Freitas, co-responsáveis pela coleta dos cortes de entrecot no frigorífico Marfrig, em Bagé (RS), e interpretação das análises, concluíram ser a carne bovina de constituição fantástica, saudável, de sabor inigualável. Pequenas diferenças na análise dos entrecots oriundos de novilhos de duas terminações foram identificadas. A exemplo de outros trabalhos de circulação internacional, os novilhos criados e terminados a pasto tiveram significativa maior quantidade de ômega 3 e melhor relação ômega 6/ômega 3, inferior a 4:1, o que é recomendável. “A exemplo dos peixes de águas profundas, os quais se alimentam do fitoplâncton dos mares, rico em cloroplastos, os ruminantes que só consomem forrageiras também estão ingerindo os cloroplastos destas plantas. Por isto esta diferença significativa nestes teores”, salienta Lobato.
As demais análises de ácidos graxos saturados, monoinsaturados e colesterol não mostraram diferenças significativas entre os cortes de carne dos dois sistemas de terminação. O colesterol dos cortes dos dois sistemas de engorde foram de 46-47 miligramas por 100 gramas de carne, enquanto o Food and Drug Administration (FDA), órgão governamental dos Estados Unidos, diz ser a carne gorda se tiver acima de 95 miligramas por 100 gramas de carne.
Conforme Lobato, a conclusão é de que a carne gaúcha é de excelente constituição, mesmo a de novilhos terminados em confinamento por um curto período de tempo. Os novilhos confinados deste estudo o foram por apenas 69 dias, com uma dieta em que 39% era de silagem de milho de planta inteira. E mais, todos os novilhos foram ao abate com o mínimo de três a quatro milímetros de gordura externa, carcaças com 230 a 240 quilos, ao contrário das carcaças e dieta dos confinamentos americanos, país que mais publica estudos de análises de carnes, onde a gordura externa das carcaças chega a 15 milímetros, o peso das carcaças estão ao redor de 350 quilos, os confinamentos ultrapassam 120 dias e a dieta é altamente concentrada, com base em milho. “Os novilhos precoces terminados no bioma Pampa do Rio Grande do Sul, bem acabados, produzem cortes de carne verdadeiras iguarias, para quem aprecia carnes com palatabilidade e constituição mais saudável”, conclui.
Recentemente, uma pesquisa conjunta realizada por pesquisadores de diversos países, incluindo o Brasil, divulgou o resultado do acompanhamento durante dez anos de hábitos alimentares de 135,33 mil indivíduos de 18 nacionalidades diferentes, com idade entre 35 e 70 anos, estudados em uma perspectiva epidemiológica urbana e rural. Os resultados mostraram com alta significância estatística que o consumo de carne está associado a um menor risco de doenças cardiovasculares, como infarto do miocárdio, trombose e insuficiência cardíaca.
Construção da Unidade da Mulher e da Criança, no HU-UFGD, teve início em outubro do ano passado, com a instalação do canteiro de obras (Foto: Divulgação)
O governo federal liberou na última semana de dezembro um montante de R$ 8.971.439,00 ao Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD), verba que já foi empenhada pela instituição e será usada na continuidade da primeira etapa da obra da Unidade da Mulher e da Criança (UMC), iniciada em outubro do ano passado. O novo prédio, anexo ao hospital, terá mais de 9 mil metros quadrados e se destinará a atendimentos nas áreas de Ginecologia, Obstetrícia, Pediatria e Neonatologia.
O valor é oriundo de emendas da bancada federal de Mato Grosso do Sul, da ordem de R$ 12 milhões, alocadas via Orçamento Geral da União para 2017. No entanto, por medidas de contingenciamento tomadas pelo governo federal ao longo do ano, o dinheiro não foi liberado anteriormente.
Somente após esforço coletivo entre a governança do HU, a bancada federal do estado – representada pelo deputado Geraldo Resende – e o Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior e de seu titular, o professor licenciado da UFGD, Henrique Sartori, parte considerável das emendas foi revertida ao hospital para auxiliar no custeio da primeira etapa da obra da UMC, orçada em aproximadamente R$ 34 milhões.
Em julho de 2017, cerca de R$ 10 milhões já haviam sido empenhados para a construção do prédio, sendo que o restante do aporte financeiro foi garantido pelo MEC e deve ser repassado ao HU-UFGD em duas parcelas, nos próximos dois anos, prazo previsto para conclusão da obra. O compromisso foi firmado pessoalmente pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, que esteve no hospital em agosto para assinatura da ordem de serviço que deu início à empreitada.
UMC
A obra da UMC é um projeto que teve início em 2009. Desde então, várias tentativas de se começar a construção foram feitas, mas esbarraram em questões financeiras e burocráticas, que impediram a utilização dos recursos outrora garantidos, sobretudo na execução do projeto original.
Em maio de 2015, no entanto, uma parceria da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) com a UFGD e o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops), trouxe de volta a possibilidade de se efetivar a obra. Com o investimento de R$ 1,1 milhão, proveniente do Programa Nacional da Reestruturação dos Hospital Universitários Federais (Rehuf), a Unops participou da gestão e elaboração de todos os projetos de arquitetura e engenharia, que foram entregues em 2016.
A edificação contará com as mais avançadas boas práticas em infraestrutura hospitalar e sustentabilidade, como climatização 100% centralizada, sistema de aproveitamento de energia térmica solar, aproveitamento de águas pluviais, energia elétrica ininterrupta e sistemas eletrônicos especiais, como IT-Médico, chamada de enfermagem, circuito fechado de TV, sonorização, detecção e alarme de incêndio, monitoramento e segurança no acesso.
O projeto
A obra será executada em etapas, de forma modular, ou seja, ao ser concluída cada fase, o espaço já pode ser usufruído, sem interferir na fase seguinte. A primeira etapa, portanto, terá início neste segundo semestre, após o detalhamento do planejamento das atividades, que devem durar 24 meses.
Será uma edificação com área construída de 6.370,68 metros quadrados, além de 18 mil metros quadrados de urbanismo (estacionamento, pavimentação, paisagismo, passeio e guaritas) e infraestrutura completa.
Com a primeira etapa concluída, a UMC ofertará 55 leitos e serviços de pronto-atendimento pediátrico, pronto-atendimento obstétrico, alojamento conjunto da maternidade, Centro de Parto Normal com cinco quartos PPP (Pré-parto, Parto e Pós-parto), Centro Obstétrico com quatro salas cirúrgicas, Ambulatório Pré-Natal de Alto Risco, além de estruturas de apoio, como sala de plantão, área de apoio a Ensino e Pesquisa, brinquedoteca e área de convivência, com café e recepção geral.
A segunda etapa consiste em uma área construída de 3.304,42 metros quadrados, que abrigará futuramente mais 80 leitos, distribuídos entre as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) Pediátrica e Neonatal, Unidades de Cuidados Intermediários (UCIs), além de estruturas de apoio, como Banco de Leite Humano, Ambulatório Segmento Recém-Nascido, plantão e apoio ao Ensino e Pesquisa. O tempo de obra estimado para a segunda etapa é de 12 meses.
Parte da obra ocupará uma parcela da área doada no ano passado pelo governo do Estado de Mato Grosso do Sul, que fica no entorno do hospital, formando um cinturão verde de aproximadamente nove hectares.
Foram registrados 184.525 casos prováveis de febre chikungunya pelo País até novembro deste ano (Foto: DR)
Até meados de novembro, foram registrados 184.525 casos prováveis de febre chikungunya em todo o País, o que representa uma taxa de incidência de 89,5 casos para cada 100 mil habitantes. o mesmo período do ano passado, foram registrados 272.805 casos.
A taxa de incidência no mesmo período de 2016 foi de 132,4 casos/100 mil/hab. Neste ano, foram confirmados laboratorialmente 152 óbitos ocasionados pela doença. Em todo o ano passado, foram 213 mortes confirmadas.
TransmissãoA picada de fêmeas dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus infectadas pelo vírus CHIKV transmite a doença chikungunya. Também é possível a transmissão da mãe para o bebê no momento do parto e por transfusão sanguínea. Há diferentes testes para a confirmação da doença. Os três mais utilizados são: sorologia, PCR em tempo real (RT‐PCR) e isolamento viral. Todos estão disponíveis em laboratórios de referência da rede pública.
Sintomas
A doença persiste por até dez dias após o surgimento das manifestações clínicas. Entre os sintomas está febre, de início repentino, acima de 38,5 graus, além de dores intensas nas articulações de pés e mãos. Pode ocorrer ainda dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele.
“Tem mais de um ano e até hoje ainda dá um cansaço, as articulações ainda doem”, relata Luan Pereira, agente administrativo de Poço das Trincheiras (AL). Depois da picada do mosquito, os sintomas começam a ser notados entre dois e dez dias. Porém, de acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas. Podem ser mais graves as manifestações em crianças recém-nascidas de mães que tenham o vírus.
Tratamento
O Ministério da Saúde recomenda que rapidamente se busque a unidade de saúde mais próxima, já que a automedicação pode mascarar sintomas, além de dificultar o diagnóstico e agravar o quadro. Como não há tratamento específico, o acompanhamento é geralmente feito com hidratação e repouso. Em até dez dias, os pacientes concluem a recuperação.
Prevenção
Assim como nos casos de dengue e zika, é fundamental eliminar os locais de criadouro dos mosquitos Aedes aegypti. O professor Luciano Alencastro, que ainda busca se recuperar, alerta: “É uma doença muito debilitante. Não deixe o mosquito se espalhar, ele pode tirar tua vida”. Com informações do Portal Brasil.
Os casos de chikungunya tiveram redução de 32,1% nos onze primeiros meses de 2017 se comparados ao mesmo período de 2016, aponta levantamento do Ministério da Saúde.
Até meados de novembro, foram registrados 184.525 casos prováveis de febre chikungunya em todo o País, o que representa uma taxa de incidência de 89,5 casos para cada 100 mil habitantes. o mesmo período do ano passado, foram registrados 272.805 casos.
A taxa de incidência no mesmo período de 2016 foi de 132,4 casos/100 mil/hab. Neste ano, foram confirmados laboratorialmente 152 óbitos ocasionados pela doença. Em todo o ano passado, foram 213 mortes confirmadas.
TransmissãoA picada de fêmeas dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus infectadas pelo vírus CHIKV transmite a doença chikungunya. Também é possível a transmissão da mãe para o bebê no momento do parto e por transfusão sanguínea. Há diferentes testes para a confirmação da doença. Os três mais utilizados são: sorologia, PCR em tempo real (RT‐PCR) e isolamento viral. Todos estão disponíveis em laboratórios de referência da rede pública.
Sintomas
A doença persiste por até dez dias após o surgimento das manifestações clínicas. Entre os sintomas está febre, de início repentino, acima de 38,5 graus, além de dores intensas nas articulações de pés e mãos. Pode ocorrer ainda dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele.
“Tem mais de um ano e até hoje ainda dá um cansaço, as articulações ainda doem”, relata Luan Pereira, agente administrativo de Poço das Trincheiras (AL). Depois da picada do mosquito, os sintomas começam a ser notados entre dois e dez dias. Porém, de acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas. Podem ser mais graves as manifestações em crianças recém-nascidas de mães que tenham o vírus.
Tratamento
O Ministério da Saúde recomenda que rapidamente se busque a unidade de saúde mais próxima, já que a automedicação pode mascarar sintomas, além de dificultar o diagnóstico e agravar o quadro. Como não há tratamento específico, o acompanhamento é geralmente feito com hidratação e repouso. Em até dez dias, os pacientes concluem a recuperação.
Prevenção
Assim como nos casos de dengue e zika, é fundamental eliminar os locais de criadouro dos mosquitos Aedes aegypti. O professor Luciano Alencastro, que ainda busca se recuperar, alerta: “É uma doença muito debilitante. Não deixe o mosquito se espalhar, ele pode tirar tua vida”. Com informações do Portal Brasil.
A senadora Ana Amélia (PP-RS) é a autora do substitutivo ao projeto que regulamenta a profissão de esteticista (Foto - Pedro França/Agência Senado)
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou nesta quarta-feira (6) o substitutivo da senadora Ana Amélia (PP-RS) à proposta que regulamenta a profissão de esteticista, dividida em estetacosmetólogo, com nível superior, e o técnico em estética (PLC 77/2016). O texto segue para o Plenário do Senado.
Pela proposta, a regulamentação não trata das atividades de estética privativas dos médicos, como previsto na Lei do Ato Médico (lei 12.842). Passa a ser considerado técnico em estética o profissional habilitado em curso técnico com concentração em estética, oferecido por uma instituição regular de ensino. Também terá o mesmo reconhecimento quem for formado em uma escola estrangeira, com revalidação de certificado ou diploma pelo Brasil.
O texto também garante o exercício da profissão aos profissionais que comprovem ao menos três anos de dedicação à atividade, em caso de futura sanção desta regulamentação.
Estetacosmetólogos
Já os estetacosmetólogos deverão ser formados em curso de nível superior com concentração em estética e cosmética, ou equivalente, oferecido por instituição de ensino brasileira. O mesmo valerá para quem for formado em uma instituição estrangeira, com diploma revalidado no Brasil.
Caberá aos estetacosmetólogos a responsabilidade técnica pelos centros de estética que executam e aplicam recursos estéticos; a direção, coordenação e ensino de matérias nos cursos com concentração em estética ou cosmetologia; a auditoria, consultoria e assessoria sobre cosméticos e equipamentos de estética com registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); e a elaboração de pareceres técnico-científicos e pesquisas mercadológicas ou experimentais na área de estética e cosmetologia, na sua área de atuação.
O estetacosmetólogo deverá também elaborar o programa de atendimento ao cliente, estabelecendo as técnicas a serem empregadas e a quantidade de aplicações necessárias; e observar a prescrição médica apresentada pelo cliente, ou solicitar, após avaliação da situação, prévia prescrição médica ou fisioterápica.
Técnicos em estética
No caso dos técnicos em estética, competirá a eles a execução de procedimentos estéticos faciais, corporais e capilares, utilizando como recursos os produtos cosméticos, técnicas e equipamentos com registro na Anvisa.
Também caberá a eles solicitarem, quando necessário, o parecer de outro profissional que complemente a avaliação estética; e observar a prescrição médica ou fisioterápica apresentada pelo cliente, ou mesmo solicitar, após o exame da situação, uma avaliação médica ou fisioterápica.
Ética
No exercício de suas atividades, tanto o estetacosmetólogo quanto o técnico em estética deverão adotar uma postura de transparência com os clientes, prestando-lhes o atendimento adequado e lhes informando sobre técnicas, produtos e orçamentos.
Também deverão zelar pela segurança dos clientes e das demais pessoas envolvidas, cumprindo as normas de legislação sanitária e biossegurança.
Diversos procedimentos estéticos auxiliam na composição da imagem pessoal (Foto - Divulgação)
A Imagem Pessoal é, basicamente, a impressão visual que você deixa para as pessoas que te conhecem — ou que vão te conhecer. É claro que esse conceito não deve carregar consigo classificações como o que é considerado feio ou bonito, mas sim ser percebido como a maneira como divulgamos a nossa própria identidade. Pessoas vaidosas, portanto, estão mais preocupadas em transmitir sua verdadeira imagem para si próprias e para o mundo, do que simplesmente alcançar padrões de beleza e estética definidos pela sociedade.
Esse conceito também é responsável, inclusive, pela maneira como você se comporta nas suas relações pessoais e profissionais. É fácil perceber que pessoas bem-sucedidas, por exemplo, tem um determinado cuidado com a imagem que transmitem para as pessoas ao seu redor, mesmo que não pareça que elas percam muito tempo cuidando de seu próprio visual. Um cabelo arrumado, uma barba bem aparada, uma pele jovem e bem tratada, unhas bem cuidadas e muitos outros pequenos detalhes visuais ajudam a deixar sua imagem ainda melhor.
Por esse motivo, dedicar um tempo de sua rotina para colocar o seu lado vaidoso em funcionamento pode ser uma excelente estratégia para mudar completamente a maneira como você mesmo se vê no espelho — e acredite: a sua saúde corporal e mental vai te agradecer muito por isso.
Os primeiros passos para quem quer construir uma imagem pessoal única, elegante e confortável, estão relacionados com a apresentação que você cria para o seu visual. Cuidar não somente da sua higiene, como também da saúde dos cabelos, dos dentes e, inclusive, das roupas que você escolhe para vestir diariamente, é uma estratégia importante para garantir uma imagem pessoal satisfatória.
Diversos procedimentos estéticos auxiliam nessa composição da Imagem Pessoal e a depilação é um deles. Esse procedimento realmente veio para ficar e que tem conquistado cada vez mais pessoas de diferentes perfis, em qualquer lugar do mundo — mulheres e homens.
“A aplicação correta das técnicas de depilação duradoura (como a fotodepilação) ajuda a minimizar os desconfortos e gastos regulares relacionados aos métodos com lâmina, por exemplo”, afirma Maria Muniz, proprietária de Depyl Action do Shopping Campo Grande.
Ao aprender a cuidar um pouco mais de nós mesmos, nos tornamos cada vez mais preparados para assumir nossa própria personalidade e identidade, vivendo uma vida mais completa e feliz.
Foram entregues à população um total de 41 cadeiras de rodas (Foto - Divulgação/Sems)
A Prefeitura de Dourados, através da Secretaria Municipal de Saúde recebeu uma cota de meios auxiliares de locomoção (OPM), no contexto da instituição da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, no âmbito do SUS, que tem como objetivo específico ampliar a oferta destes materiais à população. Com isso, foram entregues à população 23 cadeiras de banho, 12 cadeiras padrão e 6 cadeiras de banho reclináveis, em um total de 41 cadeiras de rodas.
Os aparelhos são fruto das demandas encontradas no desenvolver de ações de parcerias firmadas pela Prefeitura de Dourados com a finalidade de garantir o direito e a qualidade de vida as pessoas com deficiência.
O secretário de Saúde de Dourados, Renato Vidigal, ressaltou que Dourados oferece vários serviços com um processo de articulação entre o Centro Especializado em Reabilitação (CER) de Campo Grande, fisioterapeutas do NASF de Dourados, fisioterapeutas do PAM, fisioterapeutas do HU-UFDG, Hospital da Vida, Hospital da Missão, Apae e Pestalozzi. “Todos estes serviços estão aptos a solicitar órtese, prótese e meios auxiliares de locomoção conforme a demanda”, disse.
Entre estas ações, por exemplo, em julho, a visita do Caminhão da Oficina Ortopédica itinerante promoveu o atendimento aos pacientes que não poderiam ser avaliados pelo serviço de fisioterapia local e teria que fazer as avaliações em Campo Grande. “Estas pessoas tiveram acesso ao atendimento aqui, sem necessidade de se deslocar até a Capital. Tudo fruto de uma articulação nossa com a Secretaria de Estado de Saúde”, disse Vidigal.
Foi realizada também, no mês de outubro, a avaliação dos idosos residentes no Lar do Idoso de Dourados, considerando o Estatuto do Idoso, especificamente, segundo parágrafo do capítulo IV – Do direito à saúde, na qual é incumbido ao poder público fornecer aos idosos, gratuitamente, próteses, órteses e outros recursos relativos ao tratamento, habilitação ou reabilitação.
A Secretaria de Saúde aproveitou para informar que o Caminhão da Oficina Ortopédica retorna a Dourados nos dias 5 a 7 de dezembro (terça a quinta-feira) para o atendimento dos pacientes que já aguardam avaliações.
“A população que necessite deste serviço pode entrar em contato com a Equipe de Saúde da Família ou Unidade de Saúde de referência para que possa iniciar o processo de aquisição de órtese, prótese e meios auxiliares de locomoção conforme a necessidade”, explicou o secretário Renato Vidigal.
Cirurgia de retirada do câncer é realizada com procedimento de reconstrução da mama feito logo em seguida (Foto - Chico Ribeiro e Diana Gaúna)
O tratamento do câncer de mama que prevê a retirada do seio já não deixa mais mulheres mutiladas nos procedimentos realizados no Hospital Regional Rosa Pedrossian (HRMS). O Ministério da Saúde por meio da Lei Federal 12.802/2013 prevê que as mulheres vítimas desse tipo de enfermidade tenham direito a realizar a cirurgia reparadora em no máximo dois meses por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Mas no HRMS o procedimento é realizado na mesma cirurgia, ou seja, de forma imediata. Assim, que os médicos retiram o mioma (tumor formado a partir de tecido muscular), na mesma cirurgia são colocados os implantes com próteses de silicone.
Para cumprir a determinação federal e ajudar mulheres vítimas de câncer a recobrarem a autoestima, três equipes estão habilitadas para realizar os procedimentos. O atendimento oferecido pelo hospital vai desde o diagnóstico, passando pela cirurgia oncológica, plástica reparadora de reconstrução da mama, até a quimioterapia. Para cumprir a obrigatoriedade o hospital adquiriu cerca de 80 próteses em 2017.
Cirurgia reparadora recobra autoestima, inclusive de mulheres que estão sem a mama aguardando a cirurgia (Foto - Chico Ribeiro e Diana Gaúna)
A médica cirurgiã plástica, Lucilene dos Santos Barros, – que atua em uma das equipes oncoplásticas de mama do Hospital Regional -, explica que o procedimento é bastante delicado e a cirurgia demora em média sete horas. “São duas equipes. Primeiro faz a mastectomia, que é a retirada da mama e, em seguida, entra a equipe da cirurgia plástica. Quando você retira toda a mama não tem como fazer somente a colocação da prótese. Então, programamos um retalho de outra parte do corpo, de músculo mais pele que passa para a região onde será colocado um implante embaixo. Fazemos a reconstrução e levantamos a contralateral. Fica faltando somente fazer uma auréola que pode ser com cirurgia ou com uma tatuagem”, explicou a médica.
Para o médico mastologista, Orivaldo Gazoto Junior, que também compõe a equipe do regional, a atuação do HR faz a diferença na vida de muitas pacientes. “A norma anterior ( Lei Federal 9.797/1999) previa que mulheres que sofressem mutilação total ou parcial de mama (mastectomia) teriam direito à cirurgia plástica reconstrutiva, mas não especificava o prazo em que ela deveria ser feita. A determinação atual dá um prazo de dois meses. Mas aqui no Hospital Regional as pacientes demonstram mais confiança no procedimento que é realizado na mesma cirurgia. Elas conservam a autoestima e vão até mais motivadas para o tratamento da quimioterapia. Então, foi um ganho enorme para a vida delas”, pontua Gazoto.
Lucilene pondera que na maioria das vezes, a cura do câncer envolve necessariamente a mutilação do corpo, o que coloca em risco a saúde psíquica da mulher. “Elas chegam bastante fragilizadas por causa da doença. Aqui nós realizamos a colocação tanto naquelas que estão retirando o mioma, quanto nas que já estão mutiladas e aguardam na fila. As que fazem a reconstrução tardia também recobram a autoestima e a vontade de viver. Nosso objetivo é que o serviço cresça e possamos cada vez mais fazer um trabalho melhor, oferecendo mais qualidade de vida para essas mulheres”, finaliza.
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