Deltan afirmou que amanhã é um “dia D” contra a corrupção na Lava Jato e que ele estará de jejum, oração e “torcendo pelo País” (Foto - Divulgação)
O procurador da República da força-tarefa da Lava Jato Deltan Dallagnol promoveu o abaixo assinado a favor da prisão após condenação em segunda instância, em sua página oficial no Twitter, neste domingo, 1. O manifesto da ONG Observatório Social já conta com mais de 31 mil assinaturas e será entregue nesta segunda-feira, 2, aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), dois dias antes do julgamento do habeas corpus para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula foi condenado a 12 anos e um mês em segunda instância no caso do tríplex do Guarujá.
“O STF pode transformar Justiça Penal num conto de fadas na próxima 4ª feira.
Prisão para poderosos existirá só nos Códigos”, disse Dallagnol. O procurador usou o tuíte do ex-procurador Geral da República Rodrigo Janot para mobilizar os seus seguidores. Em sua publicação, Janot chamava os internautas a assinarem o documento, dizendo que o “momento é grave e importante”.
Ele também afirmou que quarta-feira (4), dia do julgamento de Lula, é um “dia D” contra a corrupção na Lava Jato e que ele estará de jejum, oração e “torcendo pelo País”. “Uma derrota significará que a maior parte dos corruptos de diferentes partidos, por todo o País, jamais será responsabilizada, na Lava Jato e além. O cenário não é bom.”
Comentando o artigo “Dia da Marmota” da colunista Vera Magalhães no ‘Estado’, o integrante da força-tarefa da Lava Jato disse que é preciso de novas medidas contra a corrupção. “Para virar a página, precisamos vencer a impunidade e de reformas que fechem as brechas por onde o dinheiro público escorre, como as 10 Medidas ou, melhor ainda, as Novas Medidas contra a Corrupção.”
Dallagnol ainda recomendou a leitura do artigo do cineasta José Padilha, no jornal Folha de S. Paulo, sobre sua mais nova série: O Mecanismo. Segundo ele, o desafio dos brasileiros é impor nas eleições deste ano a “maior derrota da história”a esse mecanismo. A produção trata dos esquemas recentes de corrupção no País e da Operação Lava Jato.
Gal Galdot no papel da Mulher-Maravilha (Foto: DC Comics/Divulgação)
Mulher-Maravilha foi o filme de super-herói que mais lucrou no ano passado, segundo lista divulgada pelo site americano especializado Deadline. O longa estrelado pela israelense Gal Gadot arrecadou mais de 820 milhões de dólares em bilheteria pelo mundo e se saiu melhor do que títulos como Homem-Aranha: De Volta ao Lar, Thor: Ragnarok e Guardiões da Galáxia Vol. 2.
De todos os lançamentos de 2017, Star Wars: Os Últimos Jedi fica no primeiro lugar da lista dos mais lucrativos e Mulher-Maravilha cai para a sexta posição, atrás de A Bela e a Fera, Meu Malvado Favorito 3, Jumanji: Bem-Vindo à Selva e It: A Coisa.
A lista do site Deadline compara os filmes que mais deram lucro aos estúdios americanos, ou seja, o valor da produção é deduzido da quantia total arrecadada para a formação do ranking.
Mulher-Maravilha, dirigido por Patty Jenkins, ainda ganhará uma continuação, que tem previsão de estreia para 1° de novembro de 2019 nos Estados Unidos.
Rosa Weber, durante o julgamento do mensalão. Para ela, não houve quadrilha, mas co-participação dos réus (Foto: STF/VEJA)
O julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Supremo Tribunal Federal (STF) e a ofensiva do petista para viabilizar a candidatura ao Palácio do Planalto lançarão os holofotes sobre a ministra Rosa Weber, uma figura discreta, avessa à exposição pública e que não tem o hábito de falar “fora dos autos” – a menos que se trate sobre o desempenho do Internacional nos gramados.
A aposta nos bastidores é a de que a ministra gaúcha definirá na próxima quarta-feira o resultado do julgamento do habeas corpus de Lula, diante de uma Corte rachada e desgastada perante a opinião pública. Em meados de agosto, Rosa assumirá a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), comandando a Corte Eleitoral no momento crucial em que os registros de candidaturas presidenciais serão analisados.
Com a condenação pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Lula está enquadrado como “ficha suja” e terá seu destino na eleição definido pelo plenário da Corte Eleitoral. O petista pode conseguir afastar a inelegibilidade caso consiga uma liminar favorável à sua candidatura.
Ao longo dos últimos cinco meses, a reportagem conversou com advogados, ministros e auxiliares, tanto do STF quanto do TSE, para traçar o perfil da ministra. Indicada em 2011 ao Supremo pela então presidente petista Dilma Rousseff para a vaga de Ellen Gracie, Rosa Weber não dá entrevistas e passou o feriado de Páscoa na terra natal, em Porto Alegre (RS), para visitar familiares. Por ser fechado e reservado, o gabinete da ministra ganhou o apelido de “Coreia do Norte” nos corredores da Suprema Corte.
Voto
Em outubro de 2016, a ministra votou contra a possibilidade de execução de pena, como a prisão, após condenação em segundo grau. “Se a Constituição no seu texto com clareza vincula o princípio da presunção de inocência ou da não culpabilidade a uma condenação transitada em julgado, eu não vejo como possa chegar a uma interpretação diversa”, disse Rosa na ocasião. “Fico a pensar o tempo a escoar entre os nossos dedos e nós privarmos da liberdade alguém que não tem contra si um título penal transitado em julgado”, completou a ministra.
Derrotada naquele julgamento, Rosa disse que continua a refletir sobre o tema, mas tem respeitado a jurisprudência do tribunal, favorável à possibilidade de prisão. Seu voto no julgamento do habeas corpus de Lula é considerado uma incógnita dentro do STF e já levou o Movimento Brasil Livre (MBL) a lançar uma campanha nas redes sociais para que a ministra “não nos decepcione” e rejeite o pedido do petista.
Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, exibida no último dia 26, o juiz federal Sérgio Moro destacou que tem um “apreço especial” por Rosa e pôde observar a “seriedade, a qualidade técnica da ministra”, com quem já trabalhou no STF, durante o processo do mensalão. “Tenho expectativa de que esse precedente não vai ser alterado”, disse Moro.
Avaliação
Rosa é considerada uma juíza à moda antiga, rigorosa – firme sem perder a doçura, nas palavras de um colega. “A ministra Rosa é um raio de sol. As eleições de 2018 não poderiam estar em melhores mãos”, disse ao Estado o ministro Luís Roberto Barroso, que será vice-presidente do TSE durante as eleições.
Para a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, Rosa “dignifica o Judiciário com a sua capacidade de trabalho e o seu equilíbrio”.
Dois outros ministros ouvidos pela reportagem sob a condição de anonimato, no entanto, lançam dúvidas sobre a capacidade de gestão da ministra, que comandará o TSE durante as próximas eleições, que prometem ser turbulentas. O gabinete de Rosa já está em contato permanente com o do atual presidente do TSE, ministro Luiz Fux, pra tratar da transição – em época de fake news (notícias falsas), encontrou um perfil falso com o nome da ministra no Facebook. A página acabou sendo denunciada, mesmo sem a identificação de postagens ofensivas.
Ao chegar para a sessão da Primeira Turma no dia 28 de novembro do ano passado, Rosa foi questionada pelo Estado se o assédio da imprensa a incomodava. “A imprensa cumpre o papel dela, eu só respondo se eu quiser, mas isso não me faz entender inoportuna a atuação. O repórter atua como ele tem de atuar. Eu respeito e admiro”, respondeu a ministra, que tem um filho jornalista.
Placar
No dia 22 de março, data em que o Supremo daria uma liminar blindando Lula de prisão até a conclusão do julgamento do habeas corpus, Rosa chegou pelo tapete vermelho falando sobre placar – não do julgamento que começaria em instantes, mas da partida entre Grêmio e Internacional pelo Campeonato Gaúcho. “Perdemos. Quer dizer, ganhamos por 2 a 0, mas tínhamos perdido por 3 a 0. Não classificamos para a final.”
A reportagem aproveitou a fala para lembrar que a “bola” do julgamento de Lula está com a ministra. Rosa deu uma risada de canto de boca e adiantou levemente o passo, mirando o elevador, deixando as reticências no ar.
Muitos boatos sobre a cerveja são espalhados na internet (Foto: Divulgação)
Em tempos de boatos e notícias falsas divulgadas em todos os meios, nos deparamos com dezenas de informações fantasiosas e incorretas, e nem a amada cerveja escapa dessa onda. Para ajudar os apaixonados pela nossa querida bebida, reunimos um time de mestre-cervejeiros para esclarecer alguns dos principais boatos que circulam por aí. Não caia em pegadinhas de 1° de abril e veja abaixo os esclarecimentos dos responsáveis por alguns dos principais rótulos do país:
1.Cerveja puro malte é melhor
A lista de ingredientes de cada cerveja depende do estilo e do perfil sensorial que o mestre-cervejeiro quer obter. Um exemplo: algumas das mais renomadas e clássicas cervejas belgas são “turbinadas” com açúcar para atingir um alto grau alcoólico sem ficarem encorpadas demais. Quanto aos cereais não maltados, famosos nas cervejas do tipo pilsen, eles estão de acordo com as receitas previstas para a standard american lager – nome técnico do estilo pilsen. O milho e o arroz, por exemplo, têm a função de reduzir o corpo da cerveja, tornando-as mais leve e mais fáceis de beber. O que determina a “qualidade” de uma cerveja é a escolha dos ingredientes e o cuidado nas etapas de produção – Laura Aguiar, mestre-cervejeira da Cervejaria Ambev
2.Quanto mais escura, mais forte é a cerveja
Não se deixe enganar pelos sentidos. Apesar da expectativa de uma bebida mais encorpada e forte, isso nem sempre é verdade. Existem cervejas claras de teor alcoólico mais alto, assim como cervejas escuras leves e refrescantes. A cor da cerveja é determinada principalmente pela cor de seus ingredientes, principalmente o malte. Ao final do processo de malteação do grão de cevada, ele pode sofrer um processo de torra muito similar ao do café, e dependendo da intensidade e da proporção determinadas pelo cervejeiro, poderá produzir uma cerveja mais clara, acobreada ou escura – Alexandre Levy, mestre-cervejeiro da Cervejaria Ambev
3.Cervejarias pequenas são “melhores”
Devido à escala de produção, as grandes cervejarias têm uma série de vantagens: acesso aos melhores ingredientes, melhor distribuição mais tecnologia, investimento em treinamento de funcionários e menor custo final por unidade – o que faz com que o produto seja vendido e reposto rapidamente, resultando em cerveja mais fresca na prateleira – Leonardo Antonelli, mestre-cervejeiro de Craft Beer da Cervejaria Ambev
4.O único motivo para o uso de cereais não maltados é baratear a produção de cerveja
O principal fator de escolha do tipo de cereal que irá fazer parte da receita é a característica final que o mestre-cervejeiro quer dar para a sua cerveja. Se quer uma cerveja mais leve e refrescante, vai usar cereais não maltados, como milho e arroz, ao lado da cevada. Se quer uma mais amarga, vai usar mais lúpulo, e assim por diante. Mas tudo depende sempre da receita: existem cervejas mais rebuscadas e caras que utilizam cereais não maltados em sua composição – Sybilla Geraldi, mestre-cervejeira Bohemia
5.Cerveja deve ser servida sempre muito gelada
Nesse caso a regra não tem nada de clara, já que algumas cervejas trazem aromas e sensações que se perdem quando estupidamente geladas. De forma geral, quanto mais forte e encorpada a cerveja, menos fria ela deva estar. O que não significa que você deva carregar um termômetro para conferir se o bar serve a bebida na temperatura correta. Se bebeu e gostou, está valendo! Por serem leves e delicadas, cervejas do estilo pilsen merecem ser servidas geladas. Mas quantos graus? O brasileiro costuma beber cerveja no limite do congelamento, muito em razão do nosso clima tropical, e não há nada errado nisso. Se você não gosta assim, faça do seu jeito – Leon Maas, mestre-cervejeiro Brahma
De acordo com reportagem, as testemunhas permaneceram no local até a chegada da polícia, mas saíram de lá sem serem ouvidas por orientação de policiais militares (Foto: Facebook/Reprodução)
Duas pessoas que afirmam ter testemunhado o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes contaram detalhes do crime para o jornal O Globo. Segundo o jornal, as duas foram ouvidas separadamente e deram relatos idênticos.
A reportagem conta que as testemunhas se assombraram com a violência com que o Cobalt prata, guiado pelos criminosos, fechou o Agile branco, conduzido por Anderson, que substituía o motorista de Marielle.
Segundo as testemunhas, o motorista do Agile reduziu a velocidade, enquanto da janela de trás do Cobalt uma pessoa usou uma arma de cano alongado para disparar contra o outro carro.
Elas relataram ainda que viram apenas um carro perseguindo o carro de Marielle, e não dois como se cogitou até agora.
De acordo com o jornal O Globo, as testemunhas permaneceram no local até a chegada da polícia, mas saíram de lá sem serem ouvidas por orientação de policiais militares. “Cheguei a esperar alguns minutos no local, mas os PMs mandaram as pessoas irem para casa”, disse uma das testemunhas, que conta que ficou com medo.
Kaysar abraça Jéssica após vitória na prova do líder (Foto: TV Globo/Reprodução)
Kaysar Dadour conquistou a liderança desta semana no Big Brother Brasil 18 na madrugada deste sábado, em uma prova de resistência que durou 29 horas e 45 minutos – a segunda mais longa da história do reality show da Globo. O refugiado sírio superou Jéssica e, além da imunidade, ganhou um carro.
O vencedor da prova deveria ficar dentro de um carro e, de tempos em tempos, descer para carregar ou descarregar o porta-malas. Antes de Kaysar e Jéssica, os últimos remanescentes foram Viegas e Breno, que aguentaram mais de um dia de prova, sem comer ou urinar.
A prova terminou às 5h15 deste sábado, quando Jéssica não conseguiu colocar as malas no carro a tempo e foi eliminada. O recorde de tempo em uma prova do líder BBB segue sendo a vitória de Kelly, na 12ª edição, que 29 horas e 57 minutos.
A atriz Jennifer Aniston e o ator Adam Sandler (Foto:Netflix e Bennett Raglin/Getty Images)
Adam Sandler e Jennifer Aniston, que trabalharam juntos em Esposa de Mentirinha (2011), farão uma nova comédia juntos, Murder Mystery, desta vez para a Netflix, segundo o site da revista Variety. A história vai acompanhar um policial de Nova York (Sandler) e sua mulher (Jennifer), que se tornam os principais suspeitos do assassinato de um idoso milionário enquanto eles estavam de férias na Europa.
A direção ficará por conta de Kyle Newacheck, do seriado Workaholics, e o roteiro será assinado por James Vanderbilt, roteirista de Independence Day: O Ressurgimento (2016) e O Espetacular Homem-Aranha (2012).
Murder Mystery será o sexto filme de Sandler e o primeiro de Jennifer na Netflix. De acordo com fontes ouvidas pelo site, os atores queriam voltar a trabalhar juntos há tempos, seguindo o sucesso de Esposa de Mentirinha, que arrecadou 214,9 milhões de dólares no mundo, com praticamente a metade disso só nos Estados Unidos.
A jornalista Mari Palma (Foto: Reprodução/TV GLOBO)
Acostumada a fazer entradas diárias nos programas matinais da Globo para informar as principais notícias do dia, Mari Palma se emocionou no “Encontro” desta quarta-feira (28). A jornalista foi deslocada para a equipe de esporte da emissora e recebeu os parabéns de Fátima Bernardes, ao vivo, pela novidade.
“Mari Palma, estou sabendo que você vai deixa o G1 para se dedicar a equipe de esporte da Globo. Parabéns!”, disse Fátima.
“Obrigada, Fátima!…Não quero nem falar porque vou chorar”, disse Mari.
A apresentadora acalmou a jornalista sobre o novo desafio e a encheu de elogios. “Mas não precisa chorar porque é ótimo o que vai acontecer. É uma notícia incrível, parabéns! Durante a Copa, quem sabe a gente não conversa? A gente volta a fazer um encontro ao vivo aqui. Parabéns pelo trabalho, muito merecedora você desta nova etapa. Muito orgulho de você fazer parte do nosso ‘Encontro'”.
Mari, 29, está na Globo há dez anos. Ela começou como estagiária em 2008. Dois anos depois, foi efetivada e passou pela edição do programa “Bem Estar” antes de chegar ao “G1 em 1 Minuto” em 2015. Ano passado ela participou do quadro “Fant360” do “Fantástico”. Com informações da Folhapress.
Ônibus da caravana de Lula atingidos por disparos: para delegado plantonista, crime foi tentativa de homicídio (Foto: Diego Vara/Reuters)
O delegado Wilkinson Fabiano Oliveira de Arruda, afastado das investigações do ataque contra os ônibus da caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Paraná, divulgou uma nota nesta quarta-feira em que defende a abertura de inquérito por “tentativa de homicídio”, conforme sua avaliação feita no local dos disparos, ainda na terça-feira, em Espigão Alto do Iguaçu, Centro-Sul do Paraná.
“Não há precipitação alguma em se concluir o óbvio, que se há disparo de arma de fogo em direção a diversas pessoas em um ônibus, isso será considerado, em um primeiro momento, tentativa de homicídio, aqui e em qualquer lugar do mundo”, diz a nota do delegado.
Na manhã desta quarta, o delegado-titular de Laranjeiras do Sul, Helder Lauria, disse que Arruda havia sido “superficial” e dado informações que “não condiziam com a realidade da investigação”. Lauria afirmou que a Polícia Civil iria tratar o crime como “disparo de arma de fogo e dano”.
Responsabilidade
Apesar de oficialmente negar o afastamento de Arruda , a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) determinou que a investigação fique a cargo de Lauria e de policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope).
Em sua nota, Arruda afirma que ele era o delegado plantonista durante o ocorrido e que seria, portanto, responsável pelo inquérito. “O delegado plantonista é o responsável por todas as ocorrências registradas em seu plantão”, diz Arruda, para na sequência afirmar que é “equivocado e ilegal” redistribuir um inquérito em razão da hierarquia.
O deputado Paulo Maluf deixa o IML após fazer exame de corpo de delito e é levado para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília (Foto: Adriano Machado/Reuters)
O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) foi internado no Hospital Ortopédico e Medicina Especializada (Home), em Brasília. O parlamentar deu entrada à meia-noite desta quarta-feira na unidade de saúde particular localizada na Asa Sul da cidade.
Um boletim médico divulgado às 11h20 pela assessoria de imprensa do hospital afirma que Maluf chegou à unidade de saúde com quadro de forte dor na região lombar, irradiada para o membro inferior direito, “piorada nas últimas semanas e nos últimos dias”. A dor, segundo o texto, dificulta a caminhada e a postura na posição ereta.
Uma ressonância na coluna lombar mostrou “estenose de canal, nos níveis L3/L4 e L4/L5, com compressão das estruturas nervosas da cauda equina”. O boletim informa que outros exames complementares serão realizados e não há previsão de alta. “Devido ao quadro de dor forte e incapacitante, o paciente está sendo medicado com analgésicos potentes, anti-inflamatórios e opioides, sendo previsto infiltração da coluna com corticoide para o final da tarde”, diz.
O deputado tem 86 anos e, segundo sua defesa, doenças graves como câncer e diabetes, “com possibilidade de deterioração rápida do quadro clínico no caso de manutenção da prisão”. Os advogados usaram esse argumento para solicitar uma liminar de prisão domiciliar ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). No dia 9 deste mês, o ministro da Corte Jorge Mussi indeferiu o pedido, por entender que o parlamentar tem recebido assistência médica adequada na prisão.
Maluf foi condenado pelo STF à pena de sete anos e nove meses de prisão, em regime fechado, pela prática de crime de lavagem de dinheiro. Ele é acusado de ter desviado recursos dos cofres públicos quando exerceu o cargo de prefeito de São Paulo (1993-1996) e enviado o dinheiro para contas nos Estados Unidos.
A atriz veterana Laura Cardoso (Foto:Itaú Cultural)
Com uma longa carreira na televisão e muitos papeis memoráveis, Laura Cardoso teve seu contrato renovado com a Globo até 2022. A atriz de 90 anos atualmente vive a Caetana em ‘O Outro Lado do Paraíso’, personagem que lhe rende muitos elogios, como de praxe.
Laura Cardoso é o nome artístico de Laurinda de Jesus Cardoso Baleroni. A artista fez sua estreia na TV Tupi em 1952 e, desde então, coleciona uma loga lista de trabalhos nas telinhas, no cinema e no teatro.
O juiz Sergio Moro participa do programa Roda Viva (Foto: TV Cultura/Reprodução)
Diante da expectativa de que o Supremo Tribunal Federal (STF) reverta a permissão para prisões após a condenação em segunda instância, o juiz Sergio Moro defendeu uma alternativa legal para que não seja necessário esperar o fim de processos para executar penas: a aprovação de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que insira no texto o atual entendimento.
“Tenho esperança de que o precedente não vá ser alterado. Se o STF rever esse antecedente, temos de pensar em uma opção. Pode-se cobrar dos candidatos a presidente uma posição sobre corrupção. Pode-se restabelecer a execução de pena por emenda constitucional”, disse o magistrado em entrevista ao Roda Viva, da TV Cultura, completando que “não se trataria de enfrentar o Supremo Tribunal Federal”.
Uma proposta do tipo está sendo articulada pelo líder do PPS na Câmara, o deputado Alex Manente (SP), mas é considerada de difícil aprovação na atual formação do Congresso. Ainda sobre o tema, o juiz da Lava Jato avaliou que a revisão do atual entendimento “passaria uma mensagem errada”. “Passaria uma mensagem no sentido de dar um passo atrás”, completou.
Ele afirmou ainda que ordenou o cumprimento das penas de 124 pessoas nesta situação e que os casos vão além da Operação Lava Jato. “Tem peculatos milionários, desvios de dinheiro da Saúde e da Educação, que fazem muita falta para a população, e outros casos, como estupradores e pedófilos. Isso só no meu local de trabalho.”
Sergio Moro utilizou um argumento corrente entre os que criticam a revisão da prisão em segunda instância, o de que quem têm condições de recorrer às cortes superiores contra condenações são os “poderosos”. “De uma maneira bastante simples, essa generosidade de recursos consegue ser muito bem explorada por criminosos e poderosos política e economicamente, que são eles que podem contratar os melhores advogados.”
Juiz Odilon Oliveira venceu a enquete com 47% dos votos dos leitores (Foto: Arquivo/Estado Notícias)
O juiz aposentado Odilon Oliveira, pré-candidato ao Governo do Estado vence a enquete do Estado Notícias, com relação a intenção de voto dos leitores do site.
A enquete perguntou: Em quem você votaria na próxima eleição ao governo do MS?. Com a seguintes opções de resposta: Juiz Odilon, Zeca do PT, André Pucinelli, Reinaldo Azambuja, Mandetta, Dagoberto Nogueira ou nenhum destes.
Com 47% das intenções de voto venceu Odilon Oliveira, Zeca do PT (13%), André Pucinelli (10%) e Mandetta e Dagoberto Nogueira, nenhum voto.
Já 23% das opiniões dos leitores votaram que não votariam em nenhuma das opções, revelando uma parcela alta insatisfeita com a classe política atual.
A ideia do ex-presidente é que o STF anule sua condenação (Foto - Divulgação)
O ex-presidente Lula concedeu uma entrevista e afirmou que tem pedido a Deus que o Supremo Tribunal Federal (STF) interfira no trâmite do processo em que foi condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro.
A ideia do ex-presidente é que o STF anule sua condenação por, em seu entendimento, não haver provas de sua propriedade no tríplex no Guarujá, litoral paulista. “Eu estou pedindo a Deus que a suprema corte analise o mérito do processo, as provas, as acusações, a defesa, porque se eles tiverem meio crime contra mim, eu to fora da política, meu filho”, afirmou Lula, em entrevista à TV Uol.
A declaração foi feita no dia seguinte à decisão do STF em conceder liminar contra a prisão de Lula antes do dia 04 de abril, quando será retomado o julgamento do habeas corpus preventivo pedido por sua defesa.
Anteriormente, os ministros do Supremo haviam decidido que condenados em segunda instância podem começar a cumprir a pena antes dos recursos no Superior Tribunal de Justiça (STJ), ou no próprio STF. Caso o habeas corpus seja concedido, um novo precedente legal estará criado, contradizendo a jurisprudência que permitiu à Operação Lava-Jato levar dezenas de pessoas envolvidas em corrupção à cadeia.
Lula, desta forma, segue repetindo o discurso usado durante os últimos meses: “O que eu quero, na verdade, é que eles tenham coragem de dizer ‘olha, o Lula tem uma telha no apartamento; um taco; um vaso sanitário; pagou 0,50 centavos pelo apartamento; o Lula tem uma escritura do apartamento; algum cartório em Santos, Cubatão, Praia Grande, Guarujá’. Alguma coisa eles têm que mostrar para a sociedade brasileira”, afirmou.
“Eles inventaram uma mentira, não sabem como sair dessa mentira. E eu espero que a suprema corte faça a correção necessária, porque ela é a última instância, e não pode permitir que nenhum brasileiro seja vítima da insanidade de algumas pessoas”, disse Lula.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto :Paulo Whitaker/Reuters)
A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), sediado em Porto Alegre, julga nesta segunda-feira o recurso da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra a decisão em segunda instância, que aumentou a pena no caso do triplex no Guarujá, em São Paulo. A sessão que analisa os chamados embargos de declaração da apelação criminal está prevista para começar às 13h30.
O desembargador federal João Pedro Gebran Neto, relator da Operação Lava Jato no TRF4, incluiu o processo em mesa para julgamento na última quarta-feira. Três desembargadores titulares do colegiado julgarão o recurso. São eles: o relator Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Luiz dos Santos Laus.
No entanto, ainda que os três desembargadores neguem os embargos de declaração apresentados pela defesa do petista, o ex-presidente não poderá ser preso. Na sexta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) emitiu o salvo-conduto para evitar a eventual prisão de Lula até o dia 4 de abril, quando a Corte voltará a julgar o pedido de habeas corpus (HC) feito pelos advogados de Lula. A emissão do documento é uma formalidade cumprida para efetivar a liminar concedida na quinta-feira durante sessão do STF para julgar o HC.
O documento foi assinado pela presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, e enviado ao juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, e ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre.
Rito processual
De acordo com nota divulgada pelo TRF4, os embargos de declaração têm um rito processual rápido. “No julgamento, não há sustentação oral das defesas, nem do Ministério Público Federal (MPF) e o relator pode ou não se pronunciar, fazendo um breve relato do pedido e um resumo do voto. Na sequência, votam os outros dois integrantes da turma”, informa o tribunal.
A ordem do processo na sessão dependerá, segundo o TRF4, da existência de pedido de preferência por parte das defesas. Caso isso aconteça, o julgamento dos embargos poderá ocorrer no início. Caso contrário, será julgado após as sustentações orais.
Na sexta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) emitiu o salvo-conduto para evitar a eventual prisão de Lula até o dia 4 de abril, quando a Corte voltará a julgar o pedido de habeas corpus (HC) feito pela defesa de Lula. A emissão do documento é uma formalidade cumprida para efetivar a liminar concedida na quinta-feira durante sessão do STF para julgar o HC.
O documento foi assinado pela presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, e enviado ao juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, e ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre.
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