Datena resolveu investir pesado na cobertura da greve dos caminhoneiros no domingo (27) durante o "Agora É com Datena", na Band. (Foto: Divulgação/Band)
Datena resolveu investir pesado na cobertura da greve dos caminhoneiros no domingo (27) durante o “Agora É com Datena”, na Band.
De acordo com o site Notícias da TV, ao dar menos tempo para a cantora Ludmilla e falar quase todo o programa sobre a paralisação, a audiência do programa disparou e registrou sua melhor média: 4,8 pontos na Grande São Paulo, com pico de 7,4.
O “Agora É com Datena” mobilizou o jornalismo da Band em diversos locais do país ao mostrar as situações das estradas bloqueadas pelos caminhoneiros e a falta de combustível nas bombas dos postos. Datena também entrevistou, em pleno domingo, o governador e o prefeito de São Paulo, Márcio França e Bruno Covas, respectivamente, e o ministro da Secretaria do Governo, Carlos Marun.
Ao voltar para o lado de entretenimento, com a funkeira Ludmilla no palco, a audiência caiu para 2,3 pontos.
Caminhoneiros: mesmo com medidas apresentadas pelo governo no domingo (27), manifestantes continuavam a bloquear rodovias nesta segunda-feira (Foto - José Cruz/Agência Brasil)
O presidente Michel Temer afirmou nesta segunda-feira ter “absoluta convicção” de que a paralisação dos caminhoneiros será resolvida até terça-feira, após o pacote de medidas anunciado pelo governo no domingo para atender às principais demandas da categoria.
“Tenho absoluta convicção de que entre hoje e amanhã todos nós, irmanados, e naturalmente aqueles que estão na chamada greve agora já recomendada pelos seus líderes como devendo cessar, tenho certeza que tudo isso trará muita tranquilidade”, disse Temer em discurso na cerimônia de posse do novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Ronaldo Fonseca de Souza.
Temer ressaltou que o governo optou pelo diálogo e a conciliação para resolver o impasse com os caminhoneiros, apesar de ter ouvido sugestões para recorrer à força desde o primeiro momento para enfrentar a paralisação, que entrou no oitavo dia nesta segunda-feira.
“Nós não fazemos assim, não é nossa vocação. A nossa vocação é do acerto, do diálogo, da conciliação, do ajuste, que é o que fizemos ao longo dessa semana”, afirmou.
No domingo, após uma semana de paralisação e uma primeira tentativa de acordo frustrada pela recusa dos caminhoneiros, o governo cedeu e fez uma série de concessões, como a redução do diesel em 46 centavos e o congelamento do preço por um período de 60 dias, entre outras medidas exigidas pelos manifestantes.
No entanto, manifestantes continuavam a bloquear rodovias nesta segunda-feira, apesar de alguns líderes do movimente terem se posicionado a favor do fim da paralisação.
Marçal tem acompanhado de perto o manifesto dos caminhoneiros, que nesta segunda-feira entra no oitavo dia (Foto - Divulgação)
O manifesto dos caminhoneiros revelou o cenário de insatisfação generalizado da população brasileira contra a alta carga tributária no País e o pouco retorno. “Tornou-se uma luta de todos porque a sociedade está cansada de pagar tanto imposto, receber pouco ou quase nada em troca e ainda ter que custear serviços particulares”, diz o vereador Marçal Filho (PSDB).
O parlamentar tem acompanhado de perto o manifesto dos caminhoneiros, que nesta segunda-feira (28) entra no oitavo dia. Em Dourados, o maior ponto de protesto acontece no Trevo da Bandeira, entroncamento das rodovias federais BR-163 com BR-463.
Marçal reuniu-se com os caminhoneiros e a população que apoia o protesto. Apesar dos transtornos que a greve contra a alta do diesel tem causado, desde o abastecimento de combustível, comida, ônibus e aeroportos, a sociedade passou a apoiar em decorrência da insatisfação com problemas que vão desde os escândalos políticos, desemprego e a crise que assola o País. “Tudo isso mostra o quanto a população está cansada com todos esses problemas”, afirma o vereador.
Marçal avalia que as pessoas enxergam no conflito entre caminhoneiros e o governo uma reivindicação que também é todos: a de redução de tributos. Ele diz que, de forma geral, a sociedade entende que os preços dos produtos e serviços são elevados em função da alta carga tributária.
No caso do combustível, a instabilidade no preço é motivada pela política da Petrobras, adotada em julho do ano passado, de repassar ao preço do produto vendido para as distribuidoras os custos decorrentes das oscilações do mercado internacional do petróleo e da variação do dólar.
O problema, segundo Marçal, é que os preços de insumos básicos para a população, como o gás de cozinha e a própria gasolina, repercute diretamente sobre todos os preços da economia, a começar pelos alimentos, que exercem forte impacto sobre o orçamento das famílias mais pobres.
Na análise do parlamentar, é preciso que haja uma reforma tributária eficaz, aliada a outros projetos, para contenção de juros, com objetivo de viabilizar investimentos e políticas públicas, para melhorar a qualidade de vida da população, aumentar a moeda em circulação e, consequentemente, a capacidade de consumo no país.
Embora tenha participado, nos últimos anos, de debates como o das biografias não autorizadas, é raro o cantor manifestar opiniões políticas.(Foto: Divulgação)
“Às vezes os fins justificam os meios”, disse Roberto Carlos, na noite do último sábado (26), num show em São José do Rio Preto (SP), em apoio à greve dos caminhoneiros. Embora tenha participado, nos últimos anos, de debates como o das biografias não autorizadas, é raro o cantor manifestar opiniões políticas.
“Meu carinho e meu respeito por todos os caminhoneiros que estão fazendo todo esse movimento”, continuou o artista. “As causas que eles estão reivindicando com certeza não são causas só deles, são nossas causas. Meu abraço e meu carinho para esses nossos heróis caminhoneiros de todas as estradas”, concluiu antes de citar o nome e agradecer a caminhoneiros que trabalharam no show.
Como homenagem, Roberto cantou em seguida a canção “Caminhoneiro”, composta por ele e Erasmo Carlos nos anos 1980, que fala de um motorista de caminhão apaixonado. Com informações da Folhapress.
Ministro Carlos Marun disse que o governo procurou ouvir todos os segmentos da categoria - (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, garantiu que a redução de 46 centavos do litro do óleo diesel, anunciada ontem (27) pelo presidente Michel Temer chegará às bombas de combustível. “O Procon está editando medida e vai fazer fiscalização no sentido que essa redução chegue ao tanque do caminhoneiro”, afirmou.
Sobre a confiança do governo na proposta ser aceita pelos caminhoneiros, Marun disse que o governo procurou ouvir todos os segmentos da categoria. “Não existe uma liderança uniforme [nesse movimento]. É uma liderança difusa. Ouvimos vários desses líderes e, do que ouvimos, elaboramos essa pauta de atitudes e medidas. Temos certeza de que atende aos pleitos. E fomos ao máximo no sentido do que poderíamos conceder”, argumentou.
“Estamos, na verdade, dando um desconto no valor do óleo diesel equivalente ao somátorio da Cide e do PIS/Cofins e vamos criar um crédito extraordinário [no orçamento], para que possamos, juntamente com a Petrobras, garantir esse benefício aos caminhoneiros, ao sistema de transporte público e à economia brasileira que depende do óleo diesel.”
De acordo com o ministro, no tota serão investidos R$ 10 bilhões do Tesouro. As fontes desses recursos serão detalhadas pelo ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, nesta segunda-feira (28).
Segundo Marun, a decisão do governo de dar o desconto em vez de zerar os impostos foi para dar velocidade à mudança, já que, pela legislação atual, seria necessário substituir um imposto eliminado por outro tributo.
“Zerar Cide e PIS/Cofins necessitaria, inclusive, uma substituição por outros impostos, o que é praticamente inexequível com a rapidez desejada. Então, optamos por produzir os efeitos, no valor do óleo disel, da redução a zero [no valor dos impostos].”
Medidas Provisórias – Em seu pronunciamento, o presidente Michel Temer anunciou, além da redução e congelamento do preço do óleo diesel por 60 dias, a edição de três medidas provisórias (MPs), que, para o governo, atendem ao pleito dos caminhoneiros. A primeira MP vai isentar a cobrança de eixo suspenso em pedágios das rodovias, válida, segundo o presidente, nas estradas federais, estaduais e municipais.
A segunda MP vai formalizar a garantia de uma cota 30% dos fretes da Companhia Nacional de Abastecimentos (Conab) para os caminhoneiros autônomos, organizados em torno de cooperativas e associações.
A terceira medida provisória vai estabelecer uma tabela mínima no valor do frete, conforme já previsto no Projeto de Lei 121/2017, em análise no Senado Federal. Segundo Temer, essa medida foi tomada após diálogo com o presidente do Senado, Eunício Oliveira.
Para Carlos Marun, as MPs começam a ser publicadas a partir de amanhã e terão validade imediata por 60 dias. Para se transformarem em lei, precisam ser confirmadas pelo Congresso. “É um desejo do Parlamento que essa situação seja resolvida. Todas as mensagens que recebi foi que fizéssemos o máximo de concessão possível”, concluiu Carlo Marun.
Petroleiros – Sobre a paralisação de 72 horas anunciada pelos petroleiros, a partir da próxima quarta-feira (30), Marun disse que o governo não vai tratar da mesma forma. “Outra situação. Será tratada de outra forma”.
A greve nacional, “de advertência”, é organizada por sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP) e promete atrasar operações em pelo menos quatro refinarias e fábricas de fertilizantes, como forma de pressionar o governo federal a reduzir os preços do gás de cozinha e dos combustíveis.
Dourados recebe neste final de semana o ERPA (Encontro Regional de Patrulhas). O evento reúne escoteiros de diversos municípios do Mato Grosso do Sul e prevê a participação de pelo menos 120 jovens e 50 adultos envolvidos no movimento escoteiro.
O ERPA é destinado a membros da União dos Escoteiros do Brasil que estejam vinculados a uma Unidade Escoteira Local e que estejam ativos no Movimento Escoteiro, com a obrigatoriedade do Registro Institucional correspondente ao ano de 2018.
O encontro será realizado amanhã (26) até domingo (27), no campus da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), rodovia Dourados/Itahum.
Bebeto é vice-presidente da Comissão de Trânsito, na Câmara (Foto: Thiago Morais)
Diante da falta de vagas para estacionamento no centro de Dourados, o vereador Bebeto (PR) usou a tribuna da Câmara de Dourados, durante sessão ordinária desta semana, para pedir adequações nos canteiros centrais que ainda dispõe de espaços para novas vagas aos motoristas.
Ele cita o exemplo dos canteiros localizados na Rua Onofre Pereira de Matos, entre as ruas João Cândido Câmara e João Rosa Góes, onde existe um calçamento que poderia ser rebaixado, oferecendo vaga para pelo menos três veículos em cada canteiro. “Entre a Presidente Vargas e a João Rosa Góes, o local poderia servir de estacionamento para mais três veículos, oferecendo vagas para os clientes e funcionários de diversas empresas próximas, incluindo a 4ª Subseção da OAB”, exemplificou.
O pedido foi encaminhado em indicação à prefeita Délia Razuk (PR) com cópias aos secretários municipais, Tahan Sales Mustafa (Obras) e Carlos Fábio (Agetran- Agência Municipal de Transporte e Trânsito).
Meio Ambiente
Em outra indicação encaminhada à prefeita e ao secretário municipal de Agricultura Familiar, Marcos Roberto Soares, o vereador reforçou pedido visando a implantação de um posto de coleta para o descarte de vasilhames inutilizados de agrotóxicos, no distrito de Vila Vargas. “Uma ponto de coleta de material inutilizado de agrotóxico nesta localidade atenderá os demais distritos vizinhos, entre eles Macaúba e Vila São Pedro”, justifica.
Eles dividirão o palco com o cantor Criolo, considerado o poeta do rap. (Foto: Divulgação)
O grupo Brô MCs se apresentará na 14ª edição do Festival América do Sul Pantanal, nesta sexta-feira, dia 25 de maio. Eles dividirão o palco com o cantor Criolo, considerado o poeta do rap. Formado pelos jovens indígenas Bruno Veron, Clemersom Batista e os irmãos, Kelvin e Charlie Peixoto, eles completam 10 anos de carreira em 2018.
Para comemorar a passagem, eles compartilharam experiências de suas vivências em Mato Grosso do Sul com um show especial na Alemanha. No início deste mês, Veron e Batista representaram o grupo em uma apresentação no museu de antropologia “Weltkulturen” e participam de seminários, workshops com escolas e com a Universidade de Frankfurt, naquele país.
“Para nós foi muito massa, nossas ideologias sendo mostradas em um lugar totalmente diferente. Além de trocar ideias com vários músicos”, afirmou Veron. Ele lembra que a trajetória deles foi marcada por grandes apresentações e que a batalha do Brô deve continuar. “Nosso objetivo é conseguir gravar o segundo álbum ainda neste ano”, completou.
Ano esse que será também de Copa do Mundo, o último clipe divulgado pelos rappers traz uma referência ao futebol. Em “Manga Ñembosarái” (jogo de bola com os pés), eles mostram a origem indígena do movimento. Ainda, recentemente, eles tiveram uma participação especial na faixa “O Índio Invisível”, da banda douradense Dagata & Os Aluízios.
Não só mostrando a realidade, como a luta pela terra e situações de violência, mas também a cultura indígena. O Brô também registra as formas positivas das Reservas Jaguapiru e Bororó. Na letra da música “Não Julgue pela Aparência”, por exemplo, espalham a mensagem que “coisas boas” eles também têm e muitos dons para mostrar, como a própria música, cantada em guarani, na tentativa de preservar a língua tradicional.
Contato
O contato com o grupo, para quem puder apoiá-los ou contratá-los para shows, pode ser realizado por meio do telefone (067) 99907-8157. Para quem quiser conferir mais informações, eles divulgam a página no Facebook: “Brô MCs Rap Indígena”.
Um ato político também estava marcado para receber o pré-candidato, na Associação Nipo Brasileira, na Capital. (Foto: Tiago Queiroz/ AE)
Diante das interdições de caminhoneiros nas rodovias do país, os Diretórios Estadual e Nacional do PSDB, decidiram adiar a visita do pré-candidato a presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB), marcada para esta sábado (26).
Alckimin iria participar de reunião e conceder entrevista coletiva na sede da Fiems (Federação da Indústria de Mato Grosso do Sul).
Um ato político também estava marcado para receber o pré-candidato, na Associação Nipo Brasileira, antes dele seguir para Corumbá. Mas o partido informou que deve reagendar a visita em breve.
O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, que ficará preso na Papuda (Foto: Joel Soares/Folhapress)
O juiz federal Sergio Moro autorizou que o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares comece a cumprir na Penitenciária da Papuda sua pena de 6 anos de prisão por lavagem de dinheiro, na Operação Lava Jato. O petista se apresentou à Polícia Federal em São Paulo, na tarde desta quinta-feira, 24, e vai ser transferido para a capital federal.
Na decisão, Moro afirma que a continuidade de Delúbio na Papuda deve ser autorizada pela 12ª Vara Federal de Curitiba, responsável pela execução penal. A defesa do ex-tesoureiro do PT alega que seus familiares moram em Brasília.
O petista teve prisão decretada por Moro na quarta-feira, 23, pouco depois de o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4) negar os embargos de declaração do ex-tesoureiro e de outros réus – o operador Enivaldo Quadrado, o economista Luiz Carlos Casante e o empresário Natalino Bertin.
Ao final do voto, o desembargador João Pedro Gebran Neto, relator da Lava Jato no TRF4, determinou “o início do cumprimento das penas por estarem esgotados os recursos em segundo grau”.
Delúbio já havia sido condenado no escândalo no mensalão. O ex-tesoureiro pegou 6 anos e 8 meses de prisão no regime semiaberto por corrupção ativa e foi preso em novembro de 2013. Menos de um ano depois, em setembro de 2014, ele passou para o regime aberto.
Empréstimo polêmico
Esse processo contra Delúbio é um desdobramento do polêmico empréstimo de R$ 12 milhões tomado pelo pecuarista José Carlos Bumlai junto ao Banco Schahin, em outubro de 2004. O dinheiro era destinado ao PT, segundo a força-tarefa da Lava Jato.
Em março, o TRF4 julgou a apelação criminal de Ronan Maria Pinto, Natalino Bertin, Enivaldo Quadrado, Delúbio Soares e Luiz Carlos Casante. Eles tiveram as condenações por lavagem de dinheiro confirmadas pela 8ª Turma. A pena para de Delúbio subiu de cinco anos para seis.
Apenas Ronan teve a condenação em 5 anos mantida pela Corte – os demais tiveram a pena aumentada “com base na culpabilidade negativa, ou seja, no fato de os réus terem condições sociais e intelectuais de reconhecer e resistir à prática do ilícito e, ainda assim, praticá-lo”.
A turma manteve a absolvição do jornalista Breno Altman e do executivo Sandro Tordin também denunciados neste processo por lavagem de dinheiro.
Como ficaram as penas na apelação:
Luiz Carlos Casante
lavagem de dinheiro. A pena passou de 4 anos e 6 meses para 5 anos de reclusão, em regime inicial fechado;
Ronan Maria Pinto
lavagem de dinheiro. A pena foi mantida em 5 anos de reclusão em regime inicial fechado;
Enivaldo Quadrado
lavagem de dinheiro. A pena passou de 5 anos para 6 anos de reclusão em regime inicial fechado;
Delúbio Soares
lavagem de dinheiro. A pena passou de 5 anos para 6 anos de reclusão, em regime inicial fechado;
Natalino Bertin
lavagem de dinheiro. A pena passou de 4 anos para 4 anos e dois meses de reclusão, em regime inicial semiaberto.
Defesas
Em nota, o advogado Pedro Paulo de Medeiros, que defende Delúbio, afirmou: “A defesa de Delúbio Soares reafirma que ele nunca pediu ou anuiu que fosse feito qualquer empréstimo pelo Banco Schain ao PT ou a qualquer outra pessoa. Até poderia ter feito em nome do PT, sem qualquer impedimento, mas não o fez. Os próprios donos do banco afirmaram isso em Juízo. Provará que é inocente perante os Tribunais Superiores, onde espera ser julgado com isenção e imparcialidade, o que infelizmente não tem ocorrido. É um risco para toda a sociedade se condenar por presunção. Em nenhum momento se indicou no processo algum ato de Delúbio para ‘lavar dinheiro’, apenas se presumiu que ele ‘deveria saber’ que houve lavagem de dinheiro. A Constituição prevê que, na dúvida, a presunção é em favor do cidadão, mas os tempos atuais são outros, infelizmente há uma absurda inversão dessa regra. Até mesmo considerá-lo reincidente por um fato acontecido antes do processo do mensalão se fez, para prejudicá-lo. Apesar de tudo isso, segue confiante na Justiça brasileira, que há de reparar essas injustiças o quanto antes, não permitindo que se submeta a uma pena ilegal em regime fechado”.
A defesa de Ronan Maria Pinto afirmou que vai “analisar a íntegra da decisão do TRF4 e, somente então, poderão ser decididos os próximos passos da defesa que, de qualquer forma, continuará buscando provar o não envolvimento de Ronan Maria Pinto.”
Daniela Hall convidou Moka para prestar contar do seu mandato (Foto: Divulgação)
A vereadora Daniela Hall (PSD) usou a tribuna nesta segunda-feira (21), durante sessão ordinária, para parabenizar o senador Waldemir Moka (PMDB) por ter sido indicado como relator geral na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização no Senado Federal e convidar o parlamentar a prestar contas de seu mandato em Dourados.
A Comissão será instalada nesta terça-feira, mas o projeto deve chegar somente em agosto ao Congresso, onde determinará as despesas e receitas do primeiro ano de governo do próximo presidente da República, que será eleito em outubro pelo povo brasileiro, além de exercer o acompanhamento e a fiscalização do Orçamento da União.
“É muito importante para a classe política de Dourados, ter um senador do Mato Grosso do Sul em um dos cargos mais importantes do país. A Câmara de Dourados está de portas abertas ao Moka, para prestar contas do seu mandato e falar sobre as emendas destinadas ao nosso Município”, disse a vereadora Daniela Hall.
E, em razão desta função, a presidente da Casa de Leis, convidou o Senador para estar em Dourados no próximo dia 29 de junho.
“A proposta é reunir pré-candidatos e autoridades em um encontro que fala sobre o papel do nosso município no cenário político, já que Dourados vem perdendo peso político ao longo das últimas eleições. Precisamos que as lideranças regionais reajam, pois só assim, vamos aumentar a representatividade no Governo, na Assembleia e na Câmara Federal”, ressaltou a presidente da Câmara Municipal de Vereadores. (Da assessoria parlamentar)
A assessoria de imprensa da Câmara Municipal de Caarapó enviou nota no e-mail da Rapidinhas!, hoje (24) pela manhã, para esclarecer que não existe articulação política no Legislativo caarapoense, visando a escolha de um nome para sucessão do prefeito Mario Valério (PR).
Não procede II
Em nota, a assessoria afirma que também “não procede a informação de que o prefeito Mario Valério (PR) teria fraca articulação dentro do Poder Legislativo, haja vista que hoje os 11 vereadores fazem parte de sua base, fato esse praticamente inédito nos municípios do Estado”.
Informações plantadas
O texto afirma ainda que as informações repassadas à coluna teriam sido “plantadas por pessoas que tenham interesse pessoal no desgaste da boa relação que existe entre o prefeito municipal Mario Valério e o presidente do legislativo André Nezzi, o vereador Cido Santos e outros, por puro interesse político de outras partes”. Que fase!!!
Sem combustível
Temendo a falta de combustíveis por conta da greve dos caminhoneiros, os douradenses tomaram os postos desde as primeiras horas da tarde ontem (23). Resultado, hoje pela manhã somente um posto na região central ainda estava abastecendo os veículos, com etanol. Confira o vídeo na fanpage do Estado Notícias: https://www.facebook.com/estadonoticias/
Incoerência
Diante da situação de alarde, alguns empresários não pensaram duas vezes para subirem o valor dos combustíveis nas bombas. Tinha posto vendendo gasolina na noite de ontem, por R$ 4.90. Fica a pergunta, como cobrar lisura do poder público se o mesmo que vai às ruas é o primeiro a se corromper?
Juiz Odilon
O pré-candidato ao Governo do Estado, juiz Odilon recebe plano de governo de mulheres do PDT neste sábado às 9 horas. Ele irá ouvir as propostas de governo das mulheres do PDT/MS, por intermédio da Ação Mulher Trabalhista do Estado – AMT/MS, durante Convenção Estadual de Mulheres, que será realizado em Campo Grande.
DEMOCRATAS
Já os Democratas (DEM) realizam encontro estadual também no sábado em Três Lagoas o seu terceiro encontro estadual nessa fase que antecede as convenções partidárias que se iniciam no mês de julho. Para o encontro são esperadas lideranças de toda a região do bolsão, além dos dirigentes partidários de todo o Estado.
Veja na íntegra a nota da Câmara de Caarapó:
Nota a imprensa
Em relação a nota assinada e divulgada pelo jornalista João Pires na coluna “Rapidinhas”- bastidores da política – no portal Estado Noticias, onde diz que 11 vereadores de Caarapó estariam articulando um blocão para a escolha de um nome para disputar a sucessão do prefeito Mário Valério (PR), cuja a coluna afirma que o presidente do legislativo André Nezzi (PDT) e o vereador Cido Santos (PSDB) seriam os articuladores desse projeto e que o prefeito teria uma fraca articulação dentro do Legislativo, deixamos claro que:
1- Tal informação é inverídica e em momento algum os vereadores sentaram ou se reuniram para debater ou discutir a sucessão municipal em 2020, até por conta da distância – quase 2 anos e meio – para o próximo pleito.
2- Também não procede a informação de que o prefeito Mario Valério (PR) teria fraca articulação dentro do Poder Legislativo, haja vista que hoje os 11 vereadores fazem parte de sua base, fato esse praticamente inédito nos municípios do Estado.
3- Deixamos claro que mesmo pertencendo à base do prefeito, é normal que por diversas vezes exista a divergência de opinião entre as partes, pois tratam-se de poderes independentes, porém os debates sempre foram feitos com diálogo e respeito.
4- Ressaltamos que qualquer articulação política, visando o pleito de 2020, passa sim pelo prefeito Mário Valério, maior liderança política local e que goza de muito prestigio perante a sociedade caarapoense, bem como por todos os vereadores, pela sua maneira simples, humilde e honesta de tratar as pessoas e a classe política em geral.
5 – Acreditamos que as informações inverídicas repassadas ao jornalista tenham sido “plantadas” por pessoas que tenham interesse pessoal no desgaste da boa relação que existe entre o prefeito municipal Mario Valério e o presidente do legislativo André Nezzi, o vereador Cido Santos e outros, por puro interesse político de outras partes.
6 – Reafirmamos nosso compromisso em trabalhar e defender os interesses da população caarapoense, mantendo a harmonia com o Poder Executivo, claro, discutindo, debatendo e até discordando em algumas questões, mas sempre de maneira cordial e respeitosa.
"Quero ficar sábado e domingo na praia", disse Bolsonaro a prefeitos sobre seus planos para reduzir burocracia (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
Pré-candidato do PSL à Presidência da República nas eleições de 2018, o deputado federal Jair Bolsonaro (RJ) foi vaiado nesta quarta-feira 23, duas vezes durante sabatina na Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, organizada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Ele foi o primeiro dos pré-candidatos a ser hostilizado pela plateia, por ter dado respostas consideradas curtas e não se aprofundado no tema em debate.
Após a primeira vaia, ele perguntou: “É para mim ou pelo tempo?”, em referência ao fato de não ter usado os quatro minutos disponíveis para resposta. “Já estou satisfeito. Vamos para a próxima”, disse ao encerrar sua fala antes da hora.
Bolsonaro respondeu a questões da pauta municipalista – como repasses de verbas para saúde, educação e saneamento básico – e também se firmaria o compromisso de receber os representantes dos municípios a cada três meses.
Na segunda onda de vaias, ele subiu o tom de voz: “Quem tiver ideias, por favor, me procure. Não vim aqui para dizer que sou melhor do que os outros. Não tem solução fácil. Não tem espaço aqui para gente que, na base do grito e do gogó, diz que vai resolver”, disse.
O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, ponderou que Bolsonaro poderia virar presidente e que todos os partidos estavam representados no plenário — em referência aos prefeitos. “Vamos respeitar e evitar a intolerância”, disse.
Ao iniciar sua participação no palco, o deputado avisou que estava “segurando os ataques” que recebe desde que assumiu a pré-candidatura. Ele considera que a campanha será marcada por um “vale-tudo”. “Meu pavio foi curto no passado, cresceu agora”, disse o capitão da reserva do Exército.
Aos prefeitos, Bolsonaro sugeriu a extinção do Ministério das Cidades — “alvo de cobiças e luta fratricida dentro do Parlamento”, segundo ele. Ele propõe que o governo federal repasse os recursos diretamente para as prefeituras, sem intermediação da pasta. “Quero ficar sábado e domingo na praia. Se não desburocratizar e mandar o dinheiro direto para os senhores, isso não será possível”, disse o parlamentar.
Estado mínimo
O pré-candidato também disse que estuda com sua equipe econômica a hipótese de reduzir impostos, mesmo sabendo que os prefeitos vão “chiar”. “Aumentar impostos não passa pela minha cabeça”. Em seu discurso, o presidenciável foi enfático ao defender a criação de um “Estado enxuto”, o que, segundo ele, acarretaria em um país menos vulnerável à corrupção.
“O Brasil na questão da economia é um avião que está indo bater na montanha, algo tem que ser feito, não adianta querer salvar a União, o Estado ou o município quebrando o cidadão”, defendeu. O parlamentar também comentou que sua equipe trabalha em uma proposta de reforma da Previdência. Ele citou, por exemplo, maneiras de impedir que se incorpore ao salário remuneração por cargo em comissão, o que chamou de “indústria das incorporações”.
A atriz Fernanda Montenegro (Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)
Aos 88 anos de idade, a atriz Fernanda Montenegro coleciona prêmios, homenagens e aplausos – alguns, vindos de figuras emblemáticas da história cultural do Brasil. Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector e dom Hélder Câmara estão entre os que já renderam louvores à estrela, considerada, quase unanimemente, um dos maiores ícones vivos da dramaturgia nacional. Estes e outros registros dos 75 anos de carreira de Fernanda, nome artístico de Arlette Pinheiro Esteves Torres, estão na fotobiografia que será lançada em julho, pela Editora SESC, trabalho que a atriz acompanhou de perto. De sua casa, no Rio de Janeiro, falou a VEJA sobre seu trabalho, suas memórias e inquietações com a política e o teatro brasileiro.
Sua vida e sua carreira são bem conhecidas. O que há de novo neste livro? Tudo o que estava nas minhas gavetas, malas, pastas e intramuros. Há cartas de Carlos Drummond de Andrade, comentários de Dom Helder Câmara, cartas do Jorge Andrade, muita coisa do Millôr Fernandes. Uma extensa documentação de prêmios, diplomas, cartazes e fotos que estavam guardadas e que o projeto me obrigou a revisitar. Recebi o convite do Danilo Miranda, diretor do Sesc São Paulo, há oito anos, e encarei como um trabalho de revirar o passado para trazer memórias no momento em que a idade vem chegando e uma geração inteira está indo embora.
Quem faz parte desta geração? Pense bem: num bloco de dez anos, foram o Paulo Autran, o Raul Cortez, Sérgio Britto, Ítalo Rossi… E Fernando Torres. A morte do Paulo Autran foi muito significativa para mim. Encarei como o início do fim de uma era, compreende? O livro traz a documentação de 75 anos de uma vida que não foi isolada.
Alguém muito especial ficou de fora? Do pessoal lá da pré-história, dos anos 1950 e 1960, muita coisa se perdeu. Mesmo porque, como eu e o Fernando também produzíamos, o melhor material que vinha a gente dava para a publicidade. Mas do que eu mais senti falta no livro foram os registros do meu amigo e irmão Ítalo Rossi, cuja família, não sei por que, não permitiu o uso das fotos. As três ou quatro publicadas só puderam sair porque eu também estou nelas. É uma grande falha dentro do livro. O Ítalo faz parte da minha história intrínseca. E quando eu digo intrínseca, é no que essa palavra tem de mais profundo.
A senhora sempre negou o papel de “gigante” do teatro. Por que? Esta entidade Fernanda Montenegro é uma esquizofrenia. Eu não sou isso na minha casa, não sou isso no meu convívio com as pessoas. Talvez a posição venha do volume de trabalho e dos personagens que eu fiz. Mas está nos personagens e não em mim, compreende? Ainda estou meio inteirinha, mas sei exatamente onde estão os meus limites. Sei que tive 1,66 metro e tenho 1,64. Estou diminuindo! Até onde posso me perceber, não sou uma ególatra. Como todo mundo, tenho momentos de “eu”, mas acho que não sou doente disso. Acho.
O convite para a senhora e sua filha, Fernanda Torres, fazerem uma campanha de Dia das Mães da loja Riachuelo não foi aceito. O motivo foi a possível candidatura do dono, Flávio Rocha, a presidente? Foi. Eu e minha filha não queremos estar a serviço de ninguém relacionado à política neste momento em que todo mundo se locupletou, com raríssimas exceções. Arruinaram o Brasil e eu não faço distinção. O problema não é ele ser dono de empresa. É ser candidato à presidência de um país por um modelo em que eu não acredito. Agradeço o convite, não estou sendo malcriada, não. Mas no meu entender, como acho que no da Fernanda, não há clareza no processo político. Fizeram de Brasília um condomínio particular e eu não quero me associar a quem quer que esteja lá.
O teatro vai mal no Brasil? Me preocupa que o país não tenha uma cultura teatral respeitada. Minha geração fez uma dramaturgia extraordinária, de diversos gêneros, com investimentos maiores ou menores, mas sempre de vida ou morte. Isso está acabando. Nosso teatro alternativo está nas catacumbas. Fica um mês, dois meses em cartaz. Como se precisássemos implorar por espaço. É claro que tem gente fazendo coisas muito boas. Mas ficam quase na clandestinidade. Estou falando do teatro batalhado, lutado. As peças importadas da Broadway também são um campo de trabalho e de emprego. Mas os musicais viraram os blockbusters do teatro, geralmente patrocinados por verbas de publicidade das estatais.
Eduardo Azeredo chega ao Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte após ser preso (Foto: Reprodução/TV Globo)
O ex-senador e ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo (PSDB) se entregou às 14h45 desta quarta-feira (23) em uma delegacia de Belo Horizonte. Ele é o primeiro político a ser detido no mensalão tucano.
Os cinco desembargadores da 5ª Câmara Criminal rejeitaram, nesta terça-feira (22), o recurso da defesa do ex-senador e ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo (PSDB) no processo do mensalão tucano e determinaram a execução imediatada da prisão.
Azeredo foi condenado em segunda instância a 20 anos e um mês de prisão pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro, no mensalão tucano, em agosto passado. A condenação em primeira instância foi em 2015.
Na tarde desta quarta-feira (23), o ministro Jorge Mussi, do Superior Tribunal de Justiça, rejeitou pedido apresentado pela defesa do ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo, do PSDB, que tentava impedir a prisão dele após condenação confirmada em segunda instância.
Eduardo Azeredo chegou à 1ª Delegacia de Polícia Civil Sul, no bairro Santo Antônio, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, acompanhado de um dos filhos e de um dos advogados. Eles entraram na delegacia em um carro seguido de uma viatura da Polícia Civil.
Pouco mais de 90 minutos depois, ele deixou a delegacia e foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), onde foi submetido a exame de corpo delito antes de seguir para o quartel do Corpo de Bombeiros. Cumprida esta etapa, Azeredo chegou à Academia de Bombeiros Militar, no bairro Funcionários, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, por volta das 17h.
De acordo com a Secretaria de Administração Prisional (Seap), a sala onde Azeredo vai cumprir a pena é uma sala de Estado Maior, uma vez que ele é ex-governador de Minas Gerais. O cômodo tem 27 metros quadrados, uma cama, uma mesa de apoio e um banheiro com chuveiro elétrico.
Apesar de estar dentro de um batalhão do Corpo de Bombeiros, o político está sob custódia da Seap, com escolta de agentes penitenciários. Azeredo terá direito a quatro refeiçoes diárias – café da manhã, almoço, café da tarde e jantar. O cardápio é supervisionado por nutricionistas do sistema prisional, assim como as refeições dos demais presos no estado, segundo a secretaria.
Eduardo Azeredo poderá receber visitas, desde que cadastradas pela Superintendência de Atendimento ao Indivíduo Privado de Liberdade da Seap, procedimento padrão adotado para todos os presos.
O ex-governador de MG Eduardo Azeredo em imagem de dezembro de 2017 (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
Mensalão tucano
De acordo com a denúncia, o mensalão tucano teria desviado recursos para a campanha eleitoral de Azeredo, que concorria à reeleição ao governo do estado, em 1998.
O esquema envolveria a Companhia Mineradora de Minas Gerais (Comig), a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e o Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge) e teria desviado ao menos R$ 3,5 milhões por meio de supostos patrocínios a três eventos esportivos: o Iron Biker, o Supercross e o Enduro da Independência. Todos os réus negam envolvimento nos crimes.
Além de Azeredo, o ex-senador Clésio Andrade foi também condenado há 5 anos de prisão por envolvimento no esquema. O político recorreu da decisão. Sua defesa sempre alegou que Clésio é inocente. “Confiamos na independência e na qualidade do Poder Judiciário mineiro. A douta juíza já demonstrou isso quando o absolveu do crime mais grave, após aprofundado exame da prova. A condenação pelo delito menos grave deveu-se a equívoco de interpretação, que temos certeza que será corrigido no Tribunal”, afirmou o defensor de Andrade por meio de nota no dia que apresentou o recurso.
O jornalista Eduardo Guedes, que atuou como secretário adjunto de Comunicação Social na gestão de Azeredo, foi recentemente condenado por envolvimento no esquema. No início deste mês, a juíza Lucimeire Rocha, titular da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte, determinou que ele cumpra 17 anos e cinco meses de prisão.
O MPMG informou que a promotora Patrícia Varotto, da 17ª Promotoria de Justiça de Belo Horizonte, pediu o aumento da pena. O advogado Sânzio Baioneta, que defende Guedes, disse que recorreu da decisão. “Entrei com embargos declaratórios em decorrência das omissões da sentença, que não apreciou as teses de defesa”, afirmou.
Os ex-diretores da Comig Renato Caporali e Lauro Wilson foram julgados em um mesmo processo.
Em outubro do ano passado, Caporali foi condenado a 4 meses e 15 dias de detenção em regime aberto por desvio de dinheiro público. Na ocasião, o advogado Hermes Guerrero, que representa Caporali, negou que o seu cliente tenha desviado recursos públicos. Guerrero recorreu da sentença.
Em relação a Lauro Wilson, a Justiça considerou extinta a punibilidade. O prazo prescreveu porque o réu completou 70 anos em 2017.
As penas em relação a Cláudio Mourão e Walfrido dos Mares Guia também prescreveram ao completarem 70 anos. O réu Fernando Moreira Soares morreu em 2015.
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