quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Projeto de Paulo Duarte que beneficia transplantados é aprovado em primeira votação

O projeto de lei de autoria do deputado estadual Paulo Duarte (PSDB), que estabelece a equiparação de pessoas transplantadas às pessoas com deficiência em Mato Grosso do Sul, avançou nesta terça-feira (25) na Assembleia Legislativa.

A proposta foi aprovada em primeira discussão no Plenário Júlio Maia, por 16 votos favoráveis e nenhum contrário, e agora segue os trâmites regimentais da Casa antes de retornar ao plenário para a segunda votação.

A proposta busca ampliar a inclusão social e garantir às pessoas transplantadas acesso a direitos previstos no Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei Federal nº 13.146/2015), desde que sejam comprovadas limitações de longo prazo decorrentes do transplante.

O projeto estabelece que a equiparação poderá ocorrer quando a pessoa transplantada apresentar impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial que dificulte sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas. A condição deverá ser comprovada por laudo médico e submetida à avaliação do órgão competente.

A iniciativa surgiu a partir de uma reivindicação de Carlos Alberto Rezende, biólogo, biomédico e fundador do Instituto Sangue Bom, organização que atua há mais de dez anos na promoção da doação de sangue, medula óssea e órgãos, além de desenvolver ações solidárias.

Para Paulo Duarte, o avanço da proposta representa um passo importante para reconhecer as dificuldades enfrentadas por quem passa por um transplante.

“O transplante não significa necessariamente o fim da doença ou das limitações. Muitas pessoas precisam de acompanhamento médico permanente, fazem uso contínuo de medicamentos imunossupressores e convivem com riscos e restrições que podem permanecer por toda a vida. Muitas dessas limitações não são visíveis, o que acaba dificultando o reconhecimento dessa condição e o acesso a direitos fundamentais”, destacou o deputado.

O parlamentar ressalta ainda que os desafios enfrentados pelos transplantados vão além da questão médica. Dificuldades de inserção no mercado de trabalho, preconceito e limitações para a participação plena na sociedade também fazem parte da realidade de muitas dessas pessoas.

“Nosso objetivo é garantir mais dignidade, inclusão e condições mais justas para quem já enfrentou um processo tão difícil. Essa é uma forma de reconhecer que o transplante é uma etapa importante do tratamento, mas que, para muitas pessoas, os desafios continuam depois dele”, afirmou Paulo Duarte.

Com a aprovação em primeira discussão, o projeto continuará tramitando na Assembleia Legislativa e deverá cumprir as demais etapas previstas no Regimento Interno antes de ser submetido à segunda votação em plenário.

Fonte: Assessoria

Luiza Ribeiro propõe reconhecimento de Maria Carolina de Oliveira e Tia Eva

Na semana em que Campo Grande celebra seus 127 anos, a vereadora Luiza Ribeiro (PT) apresentou na Câmara Municipal o Projeto de Lei Legislativo nº 12.528/2026, que reconhece Maria Carolina de Oliveira e Eva Maria de Jesus, a Tia Eva, como cofundadoras do município.

A Capital completa 127 anos nesta quarta-feira, 26 de agosto, e a proposta busca ampliar a memória oficial sobre a formação da cidade, reconhecendo a participação de mulheres que tiveram papel importante em sua construção histórica, social, territorial e cultural.

A iniciativa preserva o reconhecimento histórico de José Antônio Pereira como fundador de Campo Grande. O objetivo, segundo Luiza, não é substituir ou diminuir a importância de sua trajetória, mas reconhecer que a formação de uma cidade é resultado da participação de diferentes pessoas, famílias e comunidades.

“Não se trata de apagar uma história, mas de ampliar a nossa memória. Campo Grande foi construída por muitas mãos, e é fundamental que as mulheres que participaram desse processo também sejam reconhecidas. Maria Carolina e Tia Eva fazem parte dessa história e precisam ocupar o lugar que lhes pertence na memória oficial da nossa cidade”, afirma Luiza Ribeiro.

Maria Carolina de Oliveira esteve diretamente ligada ao núcleo familiar tradicionalmente associado à fundação de Campo Grande. Esposa de José Antônio Pereira, participou do processo de deslocamento e estabelecimento da família no território que posteriormente daria origem ao povoado. Para a vereadora, sua trajetória não pode ser reduzida à condição de esposa ou acompanhante, uma vez que a formação de um núcleo familiar permanente envolvia trabalho, organização, produção e construção de vínculos comunitários.

Já Eva Maria de Jesus, conhecida como Tia Eva, foi uma mulher negra e ex-escravizada que chegou à então Vila de Campo Grande em 1905, acompanhada de familiares e outras pessoas. Na região do Olho d’Água, próxima ao Córrego Segredo, ela constituiu um núcleo familiar e comunitário que deu origem à comunidade quilombola que leva seu nome.

A relevância histórica de Tia Eva já recebeu reconhecimento em documentos oficiais. Projeto de restauração da Igreja de São Benedito e requalificação de seu entorno, desenvolvido no âmbito do Fundo Municipal de Investimentos Culturais, registra Tia Eva como mulher negra e ex-escravizada que contribuiu para a formação e fundação da cidade.

O reconhecimento também ganhou dimensão nacional. Em maio de 2026, a Comunidade Remanescente de Quilombo Eva Maria de Jesus – Tia Eva foi inscrita pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) no Livro do Tombo dos Documentos e Sítios Detentores de Reminiscências Históricas dos Antigos Quilombos. A inscrição inaugurou o livro destinado especificamente à proteção do patrimônio quilombola.

Após sugestões apresentadas pelos vereadores, Luiza Ribeiro apresentou uma emenda modificativa ao projeto para substituir a expressão “fundadoras e formadoras” por “cofundadoras”. A mudança busca deixar ainda mais explícito que o reconhecimento de Maria Carolina e Tia Eva não exclui outras figuras tradicionalmente associadas à fundação do município.

Com a alteração, o texto passa a reconhecer “Maria Carolina de Oliveira e Eva Maria de Jesus – Tia Eva como cofundadoras do Município de Campo Grande-MS”.

Para Luiza, a mudança reforça o caráter de inclusão da proposta.

“Quando reconhecemos Maria Carolina e Tia Eva como cofundadoras, não estamos retirando ninguém da história. Estamos fazendo justamente o contrário: estamos incorporando novas personagens a uma história que durante muito tempo foi contada quase exclusivamente a partir de uma perspectiva masculina. Reconhecer essas mulheres é fazer justiça à memória de Campo Grande”, destaca a vereadora.

A proposta tem caráter declaratório e histórico-cultural e busca valorizar a memória dos diferentes grupos e sujeitos que participaram da formação do município. Apresentada justamente na semana em que Campo Grande celebra seus 127 anos, a iniciativa coloca em debate uma pergunta sobre a própria forma como a história da Capital é contada e quem são as pessoas que devem ser lembradas como parte de sua fundação.

Fonte: Assessoria

Gleice Jane inaugura comitê em Dourados neste domingo

A deputada estadual Professora Gleice Jane (PT) inaugura, neste domingo (23), seu comitê de campanha em Dourados, cidade onde mora e construiu sua trajetória profissional e política. O espaço será aberto ao público das 16h às 18h, na Rua Benjamin Constant, 40.

A inauguração marca uma nova etapa da campanha e será também um momento de encontro com apoiadores, militantes e moradores que desejam participar da mobilização. Durante a programação, haverá adesivação e distribuição de materiais de campanha.

A escolha de Dourados para receber o comitê reforça essa relação com a cidade onde Gleice vive e mantém sua base política. O espaço funcionará como ponto de referência para apoiadores e para a mobilização da campanha da cidade e municípios da região.

No mandato, a parlamentar tem atuação especialmente ligada à defesa da educação pública e dos servidores, aos direitos das mulheres, reforma agrária,  proteção do meio ambiente, direitos humanos e às pautas dos movimentos sociais.

“Queremos que o comitê seja um espaço de encontro, diálogo e construção coletiva. Dourados é a minha casa, é onde vivo e onde construí minha trajetória. Nossa caminhada sempre foi feita ao lado das pessoas, ouvindo e construindo juntos. Por isso, o convite é para que todo mundo que acredita nas nossas pautas chegue junto”, destaca Gleice Jane.

Fonte: Assessoria

Paulo Duarte propõe Comenda do Mérito Legislativo Benedito Ruy Barbosa

O deputado estadual Paulo Duarte (PSDB) apresentou nesta quarta-feira (19), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), projeto de resolução que institui a Comenda do Mérito Legislativo Benedito Ruy Barbosa, uma nova honraria destinada a reconhecer pessoas que tenham contribuído de forma relevante para as áreas ambiental e cultural no Estado.

A proposta prevê que a comenda seja formada por diploma e medalha e concedida anualmente pela Assembleia Legislativa a pessoas naturais ou moradoras de Mato Grosso do Sul que tenham se destacado nessas áreas. A solenidade de entrega deverá ser realizada no mês de março de cada ano.

De acordo com o projeto, o deputado proponente poderá indicar até três personalidades para receber a homenagem. Os demais parlamentares poderão indicar, no máximo, uma personalidade cada.

Homenagem a um legado que levou o Pantanal ao mundo

A criação da comenda é também uma forma de preservar a memória e reconhecer o legado do dramaturgo e escritor Benedito Ruy Barbosa, que faleceu em 7 de julho de 2026.

Autor de diversas obras marcadas pela valorização da vida rural e do interior brasileiro, Benedito Ruy Barbosa ganhou projeção nacional e internacional com a novela “Pantanal”, exibida originalmente em 1990 pela Rede Manchete.

A produção contribuiu para apresentar ao público a riqueza, a biodiversidade e as belezas do Pantanal, além de promover reflexões sobre a preservação ambiental e a relação do ser humano com a natureza.

Na justificativa do projeto, Paulo Duarte destaca justamente essa contribuição cultural e ambiental. Para o deputado, o trabalho do escritor deixou um legado importante para a educação, a cultura e o turismo de Mato Grosso do Sul, além de ajudar a ampliar o debate sobre a necessidade de preservação do bioma.

“A criação desta comenda busca homenagear e, ao mesmo tempo, incentivar pessoas que, das mais variadas formas, atuam na conscientização e na preservação do meio ambiente e na valorização da cultura”, destaca a proposta.

O projeto agora será analisado pelos parlamentares da Assembleia Legislativa e, caso aprovado, passará a integrar o calendário oficial de homenagens do Legislativo sul-mato-grossense.

Fonte: Assessoria

Lia Nogueira pede recuperação da MS-379 e mais segurança para motoristas

As condições das rodovias interferem diretamente na segurança e na rotina de quem precisa se deslocar diariamente entre os municípios. Na MS-379, entre Dourados e Laguna Carapã, os buracos e o desgaste do pavimento têm dificultado o tráfego e aumentado a preocupação de motoristas que utilizam o trecho.

Diante da situação, a deputada estadual Lia Nogueira (PSDB) apresentou indicação ao Governo do Estado solicitando recursos para obras de manutenção e recapeamento da rodovia.

A indicação foi encaminhada ao governador Eduardo Riedel (PP) e ao secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara de Carvalho, com o pedido de destinação de recursos para a recuperação do trecho.

Segundo relatos recebidos, as condições da pista prejudicam o tráfego diário de motoristas, trabalhadores, estudantes, produtores rurais e demais usuários que dependem da rodovia para o deslocamento entre os municípios e para acessar outras regiões de Mato Grosso do Sul.

Além dos transtornos, o estado do pavimento aumenta os riscos de acidentes e pode provocar danos aos veículos. A preocupação é ainda maior diante do intenso fluxo de carros, caminhões e veículos utilizados no transporte de cargas que circulam pela MS-379.

Para Lia Nogueira, a recuperação da rodovia é uma medida necessária para garantir mais segurança a quem utiliza o trecho diariamente.

“Estamos falando de uma estrada importante para a região e que é utilizada por trabalhadores, famílias e produtores. Melhorar as condições dessa via é garantir mais segurança e tranquilidade para quem precisa dela todos os dias”

A deputada ressalta que as obras de manutenção e recapeamento devem melhorar a trafegabilidade, reduzir os riscos aos usuários e contribuir para a preservação de vidas, além de fortalecer a infraestrutura rodoviária e a mobilidade regional.

A solicitação reforça a necessidade de investimentos na MS-379 para que o deslocamento entre Dourados e Laguna Carapã seja realizado com mais segurança e melhores condições para todos que dependem da rodovia.

Fonte: Assessoria

Gleice Jane propõe incluir nome de cientista sul-mato-grossense no Bioparque Pantanal

A deputada estadual Professora Gleice Jane (PT) protocolou na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), nesta segunda-feira (17), projeto de lei que propõe incluir o nome da cientista Graziela Maciel Barroso na denominação oficial do Bioparque  Pantanal, em Campo Grande.

Pela proposta, o espaço passaria a se chamar oficialmente Bioparque do Pantanal Graziela Maciel Barroso. O projeto foi apresentado em 13 de agosto e, segundo a justificativa, busca reconhecer a contribuição da pesquisadora para a botânica brasileira e ampliar a presença das mulheres na memória dos espaços públicos de Mato Grosso do Sul.

Nascida em Corumbá em 1912, Graziela Maciel Barroso construiu uma trajetória que a tornou uma das principais referências brasileiras na área de taxonomia vegetal. Ela ingressou na universidade mais tarde do que o habitual e se graduou aos 50 anos, depois de já atuar como naturalista no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Graziela foi a única mulher entre os candidatos aprovados em concurso público para atuar como naturalista na instituição e, ao longo da carreira, tornou-se uma das principais catalogadoras de plantas do país. Seu trabalho contribuiu para o estudo e a classificação da flora brasileira e para a formação de diferentes gerações de pesquisadores.

Para Gleice Jane, associar o nome da cientista ao Bioparque permite aproximar duas dimensões da história de Mato Grosso do Sul: a biodiversidade e a contribuição das mulheres para a produção científica.

“Graziela nasceu em Corumbá e se tornou uma das maiores referências da botânica brasileira, mas sua história ainda é pouco conhecida pela própria população de Mato Grosso do Sul. Dar seu nome ao Bioparque é reconhecer uma cientista extraordinária, valorizar a ciência produzida por mulheres e mostrar às novas gerações que uma mulher sul-mato-grossense ajudou a construir conhecimento fundamental sobre a biodiversidade do nosso país”, afirma a deputada.

Mulheres na memória dos espaços públicos

A justificativa apresentada pela parlamentar também chama atenção para a baixa presença de mulheres na denominação de equipamentos e espaços públicos.

O texto sustenta que nomes atribuídos a esses locais ajudam a construir a memória coletiva e a determinar quais personagens e trajetórias permanecem reconhecidos ao longo do tempo. Para a autora do projeto, ampliar a presença feminina nesses espaços é uma forma de tornar essa memória mais representativa.

“A memória de um Estado também é construída pelos nomes que escolhemos preservar. Durante muito tempo, as contribuições das mulheres para a ciência, a educação, a cultura e tantas outras áreas foram invisibilizadas. Homenagear Graziela é também dizer que as mulheres fizeram e continuam fazendo parte da construção da história de Mato Grosso do Sul”, diz Gleice.

A parlamentar destaca ainda o simbolismo de vincular a trajetória de uma botânica ao Bioparque  Pantanal, equipamento público dedicado à biodiversidade e localizado no Estado onde Graziela nasceu.

O projeto não prevê a retirada da expressão “Bioparque do Pantanal”, já consolidada como identidade do espaço. A proposta acrescenta o nome da pesquisadora à denominação oficial.

Caso seja aprovado pela Assembleia Legislativa e sancionado, o equipamento passará a ser denominado oficialmente Bioparque Pantanal Graziela Maciel Barroso.

Fonte: Assessoria

Universitários erram e jogador perde R$ 100 mil no Show do Milhão

Na noite do último domingo (16), o Programa Silvio Santos, com Patricia Abravanel, exibiu mais uma edição do Show do Milhão. Um dos participantes da edição, André, chegou à pergunta que valia R$ 100 mil e contou com a ajuda dos universitários para tentar acertá-la.

A pergunta era: A milésima parte de 1 litro é 1 mililitro, que também corresponde a:

1) 1 metro cúbico

2) 1 decímetro cúbico

3) 1 centímetro cúbico

4) 1 milímetro cúbico

Ele contou com a ajuda dos universitários, que escolheram a alternativa 4, que estava errada. Com isso, o participante perdeu o prêmio de R$ 100 mil e levou para casa apenas R$ 40 mil.

“Nossa, que strike”, disse Patrícia. “Mas, assim, caramba”, pontuou a apresentadora. A resposta correta seria a alternativa 3: 1 centímetro cúbico.

Nas redes sociais, o público comentou sobre o acontecido: “Minha mãe chama os universitários de ‘Os indecisos’. Dois disseram 90% de certeza e a que não sabia completou com 10%. Assim não dá”, disse um.

“É um desastre esses universitários! Educação Superior?”, disse um segundo. “O problema aí era uma resposta muito óbvia numa pergunta de 100 mil, ou seja, não era para ser óbvia”, comentou um terceiro.

Sobre o Show do Milhão

Criado originalmente em 1999, o formato foi ao ar até 2003 e se tornou um dos maiores sucessos do SBT nos anos 2000. A atração chegou a liderar a audiência em diversos dias e voltou em edições especiais em 2009 e 2021, esta última sob o comando de Celso Portiolli, antes de retornar definitivamente com Patricia Abravanel.

O programa voltou em 2024 como um quadro inédito dentro do Programa Silvio Santos, sob a apresentação de Patricia Abravanel. O retorno chegou a ser cogitado entre 2022 e 2023, mas não se concretizou na época devido a uma disputa judicial entre a Sony e o SBT, na qual a produtora acusava a emissora brasileira de plagiar o formato Who Wants to Be a Millionaire?, atualmente exibido no Domingão com Huck.

Desde o seu retorno, a atração garante bons índices de audiência para o SBT. Em diversas ocasiões, sob o comando de Patricia Abravanel, o quadro conquista a liderança contra a TV Globo e consolida a emissora na vice-liderança isolada na Grande São Paulo.

Fonte: Portal IG

 

Leticia Spiller faz homenagem a Marcello Novaes: “Cara incrível”

A atriz  Leticia Spiller,  de 53 anos, postou, na tarde da última quinta-feira (13), uma homenagem para seu ex, o ator Marcello Novaes, que completou 64 anos. Ela publicou um texto declarando amor ao ex-cônjuge.

Na postagem, Spiller publicou alguns registros com o famoso, incluindo momentos em que os dois estavam juntos, além de outros reencontros.

“Viva você, meu amor!! Os melhores presentes do universo! Obrigado por ser esse cara incrível, generoso, pai maravilhoso, amigo! Sorte, saúde e felicidade hoje e sempre!! Marcello Novaes, te amamos!”, disse a atriz.

Mesmo separados há 20 anos, os famosos mantêm uma relação de amizade e proximidade, além de terem tido um filho juntos, o também ator Pedro Novaes, de 29 anos. Ambos já chegaram a aparecer juntos em eventos para prestigiar o filho.

Leticia e Marcello ficaram juntos entre 1995 e 2000 e se separaram por diferenças no estilo de vida. No momento em que se envolveram, os dois já eram bem estabelecidos na TV brasileira.

Juntos em Quatro por Quatro

Quatro por Quatro é uma novela brasileira produzida pela TV Globo entre outubro de 1994 e julho de 1995. Foi escrita por Carlos Lombardi, com direção de Alexandre Avancini, Luiz Henrique Rios e direção geral de Ricardo Waddington.

Foi aí que Letícia e Marcello se conheceram, nos bastidores da trama das 19h. Babalu (Letícia Spiller) e Raí (Marcello Novaes) foram um dos casais mais marcantes do folhetim de Carlos Lombardi.

O relacionamento de ambos na ficção misturava paixão, ciúme, brigas e reconciliações. Babalu era uma manicure do subúrbio carioca, tinha uma personalidade forte, desbocada, sensual e apaixonada, além de ser muito irreverente e batalhadora.

Ela sustentava a casa depois que o pai saiu e ainda ajudava o irmão Danilo, que estudava Medicina.

Já Raí era considerado um dos melhores mecânicos da ficção. Tinha um jeito mais descontraído, divertido e conquistador. Mas seu jeitão com as mulheres sempre colocava seu relacionamento na corda bamba. Mesmo mulherengo, era apaixonado por Babalu.

Fonte: Portal IG

Gleice Jane apresenta projeto que cria cadastro de pessoas punidas por maus-tratos a animais

A deputada estadual Gleice Jane (PT) protocolou, nesta quarta-feira, 12 de agosto, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), um Projeto de Lei que cria o cadastro estadual de pessoas físicas e jurídicas punidas por maus-tratos a animais.

A proposta busca fortalecer as políticas de proteção e bem-estar animal e criar mecanismos para prevenir novas ocorrências no Estado.

O projeto prevê a inclusão no cadastro de pessoas e empresas que tenham sido condenadas, por decisão administrativa ou judicial transitada em julgado.

A iniciativa ganha ainda mais relevância diante de episódios recentes registrados em Mato Grosso do Sul. Em Dourados, casos de animais envenenados provocaram preocupação e indignação entre tutores, protetores e moradores, reforçando o debate sobre a necessidade de mecanismos que não apenas responsabilizem os autores, mas também ajudem a impedir novas ocorrências.

“Quando um animal é vítima de maus-tratos, estamos falando de uma vida submetida à dor e ao sofrimento. Precisamos garantir a responsabilização, mas também avançar na prevenção. Quem já foi responsabilizado definitivamente por crueldade contra um animal não pode simplesmente continuar tendo acesso a outros animais como se nada tivesse acontecido”, afirma Gleice Jane.

Cadastro como instrumento de prevenção

Pela proposta, durante o período em que permanecerem inscritos no cadastro, os responsáveis por maus-tratos ficarão impedidos de obter a guarda ou a tutela de animais.

Também estarão impedidos de participar de licitações e firmar contratos com a Administração Pública Estadual que envolvam o fornecimento de produtos ou serviços para animais e de receber determinados incentivos, benefícios ou créditos concedidos pelo Estado relacionados às atividades agropecuárias ou ambientais.

O cadastro será público e disponibilizado para consulta por meio eletrônico, respeitando os dados protegidos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). As informações também poderão servir de apoio à formulação, implementação e execução de políticas públicas de proteção e bem-estar animal.

“Não podemos agir apenas depois que a violência acontece. Precisamos construir instrumentos que ajudem a interromper esse ciclo e protejam outros animais de se tornarem novas vítimas. Esse cadastro também permite que o poder público utilize essas informações na construção de políticas de prevenção”, destaca a deputada.

Legislação já reconhece envenenamento como maus-tratos

O Projeto de Lei utiliza como referência as condutas já previstas na legislação federal e na Lei Estadual nº 5.673/2021, que estabelece normas de proteção aos animais em Mato Grosso do Sul.

Entre as práticas previstas na legislação estadual está o sacrifício de animais com venenos ou por outros métodos não preconizados pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária.

A proposta apresentada por Gleice Jane não cria novos crimes nem altera as penas existentes. O objetivo é criar um instrumento administrativo que reúna informações sobre pessoas já responsabilizadas definitivamente e permita que o Estado utilize esses dados na prevenção de novas ocorrências.

Para a parlamentar, a proteção animal também precisa ser tratada como política pública. “Os animais não conseguem denunciar a violência que sofrem. Essa responsabilidade é nossa. Precisamos denunciar, cobrar investigação e responsabilização, mas também criar políticas públicas capazes de evitar que a crueldade se repita. Proteger os animais é também construir uma sociedade que não naturaliza nenhuma forma de violência”, conclui a deputada.

Fonte: Assessoria

Paula Fernandes transforma reencontro com a infância em música

Depois de passar mais de três décadas nos palcos, Paula Fernandes decidiu olhar para trás para se reencontrar. O resultado desse mergulho pessoal é “Era Eu”, música lançada nesta quinta-feira (13) que abre o projeto audiovisual “30 & Poucos Anos”, uma celebração dos 34 anos de carreira da artista mineira.

Escrita por Paula em parceria com Juan Marcos, a canção nasceu de uma pergunta simples: o que diria hoje à menina que começou a cantar aos 8 anos e sonhava em viver da música?
Em entrevista coletiva, a cantora, que retorna à Festa do Peão de Barretos na sexta-feira (28) após dez anos longe, revelou que a composição se transformou em uma espécie de terapia, um encontro da artista consagrada com a criança que acabou deixando para trás enquanto construía a carreira.
Paula Fernandes celebra três décadas de carreira com o audiovisual “30 & Poucos Anos” — Foto: Divulgação

“Eu pude descobrir que ela era eu e pude dizer para ela que a gente tinha dado certo. Foi uma sensação de alívio e de cura ao mesmo tempo. Esse encontro era necessário para que eu pudesse equilibrar as duas Paulas”

Ao longo da conversa, Paula fez uma distinção entre a artista conhecida nacionalmente e a menina de Minas Gerais que atende pelo sobrenome de batismo, Paula de Souza.

“Eu sinto que aquela Paula de 8 anos ficou lá”, afirmou. Segundo ela, enquanto a carreira crescia rapidamente, a criança e a adolescente foram ficando para trás.

“O artista voou e a menina continuou lá. Eu sempre trabalhei demais. Virei uma máquina de trabalho e acabei deixando essa menina para trás. Ela me faz muita falta.”

A artista contou que imaginava encontrar essa criança interior triste e isolada, mas se surpreendeu durante o processo de composição.

“Eu achava que ia encontrar uma criança num lugar escuro, num cantinho. Mas ela estava num lugar bom. E eu pude dizer que tudo tinha dado certo.”

Uma carta para a própria infância

Mais do que uma música autobiográfica, “Era Eu” funciona como uma conversa entre a Paula adulta e a menina que sonhava em cantar. A inspiração surgiu de forma inesperada durante uma sessão de composição em casa com Juan Marcos.

“Eu estava contando uma história para ele e ele perguntou: ‘Por que você não escreve sobre isso?’. Esse foi o gatilho.”

A partir dali, a composição ganhou forma rapidamente. Para Paula, a música acabou alcançando lugares que nem anos de terapia haviam conseguido acessar.

“Esse resgate terapêutico acontece há muito tempo. Mas a música foi um presente. Ela tocou num lugar da alma que nas minhas terapias eu não consegui.”

A cantora afirmou que a identificação acontece mesmo com quem não compartilha sua trajetória. “Independentemente da história, você vai encontrar a criança que foi. A música faz um portal.”

Fonte: Portal G1 

Lia Nogueira defende prevenção à violência contra a mulher a partir da formação dos meninos

“De que forma nós estamos criando nossos filhos?” A pergunta feita pela deputada estadual Lia Nogueira (PSDB) durante entrevista ao programa Tribuna Livre, da Capital 95 FM, nesta quarta-feira (12), levou o debate do Agosto Lilás para dentro de casa. Ao falar sobre os caminhos para enfrentar a violência contra a mulher, a parlamentar chamou atenção para a formação dos meninos e para uma prevenção que precisa começar antes que a agressão aconteça.

“Você está fazendo a reflexão, o questionamento de que o seu filho possa se tornar um futuro agressor? Nós precisamos trazer isso pra dentro de casa”, afirmou.

Para Lia Nogueira, essa formação também passa pela escola. A deputada destacou as ações de conscientização já desenvolvidas na rede pública e defendeu que esse trabalho alcance também as instituições privadas.

“Nós sabemos que nas escolas públicas hoje já existe todo um programa de combate à violência contra as mulheres, de conscientização, e isso tem que chegar na escola privada também”, disse.

A defesa feita durante a entrevista já foi levada pela deputada ao Parlamento. O Projeto de Lei 43/2026, de sua autoria, propõe estender às instituições privadas de ensino as ações, programas e campanhas de educação e conscientização para prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher desenvolvidas no Estado.

A proposta se soma ao PROTEGE MS, programa estadual que reúne ações de prevenção, proteção, acolhimento e autonomia das mulheres. Entre as iniciativas estão atividades educativas desenvolvidas com estudantes da rede estadual para conscientização e prevenção à violência.

Quando a violência já aconteceu, Lia Nogueira defende que a mulher encontre proteção no momento em que decide pedir ajuda. Em Dourados, após sucessivas solicitações da parlamentar ao Governo do Estado, o atendimento especializado à mulher passou a funcionar 24 horas em espaço exclusivo na Depac.

A deputada também apresentou o Projeto de Lei 2/2026, que institui a Política Estadual de Ronda Maria da Penha, de forma complementar nos municípios que ainda não possuem estrutura própria.
Sair da violência, no entanto, não depende ap

enas de proteção policial. Durante a entrevista, a deputada chamou atenção para a dependência financeira, uma das dificuldades que podem manter mulheres presas ao ciclo de violência.

“A mulher não quer ficar nesse ciclo de violência. Só que muitas vezes ela suporta isso porque ela não tem como prover o lar dela”, afirmou.

Essa preocupação também se transformou em lei. A Lei Estadual 6.396/2025, de autoria da parlamentar, autoriza o poder público a instituir ações de incentivo à contratação de mulheres em situação de violência doméstica, ampliando as possibilidades de autonomia financeira para quem precisa reconstruir a própria vida longe do agressor.

Para Lia Nogueira, romper o ciclo da violência exige uma rede que atue em diferentes frentes, da conscientização ainda na formação de crianças e adolescentes ao acolhimento e às condições para que a mulher consiga reconstruir a vida longe do agressor.

Fonte: Assessoria

Gleice Jane debate avanços da Lei Maria da Penha e enfrentamento à violência contra as mulheres

A deputada estadual professora Gleice Jane participou, na última sexta-feira (7), de um encontro no Pizza Pub, em Campo Grande, dentro da programação do Agosto Lilás. O evento reuniu mulheres para debater os 20 anos da Lei Maria da Penha, os avanços conquistados nas últimas duas décadas e os desafios que ainda permanecem no enfrentamento à violência contra as mulheres.

Durante sua participação, Gleice destacou a importância da Lei Maria da Penha para o reconhecimento da violência doméstica e familiar contra a mulher como um problema que exige instrumentos específicos de prevenção, proteção e responsabilização.

Para a deputada, mesmo com limitações e necessidade de aperfeiçoamento das políticas existentes, a legislação representou uma mudança importante na forma como o poder público passou a reconhecer e enfrentar essas violências. “Os instrumentos são falhos, precisam melhorar, mas eles ainda são o que garante proteção às mulheres”, afirmou.

Gleice também relacionou o enfrentamento à violência contra as mulheres ao combate à misoginia. Segundo a parlamentar, é necessário atuar não apenas depois que a violência acontece, mas também sobre a cultura que naturaliza o ódio, a discriminação e diferentes formas de violência de gênero.

“Nós não queremos punir homens. Nós queremos acabar com a violência. E, portanto, a lei da misoginia, para a gente, é fundamental porque é um processo de reeducação”, destacou.

A deputada defendeu ainda que o enfrentamento à violência precisa combinar legislação, políticas públicas e mudança cultural. Para ela, os espaços políticos também precisam compreender melhor as demandas apresentadas pelas mulheres e transformar essas reivindicações em políticas capazes de produzir resultados concretos.

Durante o encontro, Gleice lembrou ainda da participação histórica de Mato Grosso do Sul na construção de políticas públicas voltadas às mulheres e ressaltou a importância da organização e da mobilização feminina para assegurar e ampliar direitos.

A parlamentar também citou sua participação em articulações e movimentos de mulheres, como o MEL – Mulheres em Lutas, e reforçou que as conquistas obtidas ao longo dos últimos anos são resultado da mobilização coletiva em diferentes regiões do país. “Faço um convite a vocês, mais uma vez, para que a gente se junte nessa luta, que a gente possa enfrentá-la juntas e juntos. Eu acredito muito que é possível mudar essa realidade”, afirmou.

Fonte: Assessoria

Ratinho se defende após ser alvo de denúncia por homofobia

O apresentador do SBT Ratinho, de 70 anos, afirmou, durante o seu programa na segunda-feira, 10, que nunca desrespeitou ninguém. O comentário de Ratinho acontece após, na última quarta-feira, 5, ele dizer que o cantor Tiago, da dupla com Hugo, estava com “cara de viado” depois de platinar o cabelo e ser denunciado por homofobia.

“Aliás, queria avisar, teve um episódio na quarta-feira passada e vocês da internet confundem, fazem questão de complicar as coisas. Eu sempre brinquei com todo mundo que vem aqui ao programa. Nunca, na minha vida, em nenhum momento, desrespeitei uma pessoa sequer. O que mais tenho pelas pessoas é respeito”, iniciou o apresentador.

Sem citar Agripino Magalhães Júnior, pré-candidato a deputado estadual em SP e ativista LGBTQIAPN+, Ratinho destacou que o autor dos processos está buscando vantagem.

“O senhor que está me processando está usando uma entidade para levar vantagem. Está usando essa entidade. Não vou falar seu nome, não merece que eu fale. O senhor sabe que eu estava brincando. O Brasil sabe que eu brinco. Faz 28 anos que brinco na televisão. Nunca desrespeitei uma pessoa sequer. Nenhuma pessoa”, afirmou Ratinho.

“Quando eu brigo, eu brigo. Não desrespeito. Vou para o tapa, para o soco, para o pontapé, mas nunca desrespeitei ninguém. Não fala bobagem e para com bobagem. Outra: a Justiça do Brasil já tem muito processo e vai incomodar de novo um juiz a fim de ganhar dinheiro. Para com isso”, acrescentou.

Na sequência, durante o programa, o narrador Galvão Bueno — que apresenta o programa ‘Galvão FC’, exibido após o do apresentador — saiu em defesa de Ratinho. “Não sei nem o que foi, mas sou testemunha. Eu estava lá quando você apresentou o seu primeiro programa de televisão no Paraná, você nunca desrespeitou ninguém. Quer testemunha? Eu sou testemunha”, disse.

“Para com isso de que não brinca mais. Você vai continuar sendo o Ratinho de sempre brincando e você nunca desrespeitou ninguém”, comentou ainda Galvão.

Entenda o caso

No programa do dia 5 de agosto, Ratinho recebeu a dupla Hugo & Tiago e comentou o novo visual do sertanejo. “Você pintou o cabelo? Você está com uma cara de ‘viado'”, disparou o apresentador para Tiago Piquilo. As falas repercutiram negativamente e o ativista Agripino Magalhães Júnior afirmou que denunciou Ratinho para as autoridades.

“Esse tipo de fala não é brincadeira. É preconceito, constrangimento público e reforço da violência simbólica contra a população LGBTQIAPN+”, escreveu Agripino em uma publicação nas redes sociais. “Não vou normalizar esse tipo de violência. Quando a orientação sexual ou a identidade de gênero de alguém é usada para humilhar, ridicularizar ou diminuir uma pessoa, estamos diante de um ataque que precisa ser enfrentado”, completou.

Fonte: Portal Terra

“Não podemos esperar a próxima mulher morrer”, diz Gleice Jane após MS registrar 21 feminicídios

A deputada estadual professora Gleice Jane (PT) apresentou na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul uma Moção de Protesto em razão dos 21 feminicídios registrados no estado em 2026.

A iniciativa manifesta indignação diante da sequência de assassinatos de mulheres e cobra respostas mais efetivas do poder público e da sociedade para prevenir a violência de gênero.

Para parlamentar, os casos registrados em pouco mais de sete meses não devem ser tratados como episódios isolados ou tragédias restritas ao ambiente familiar.

“Quando chegamos a 21 mulheres assassinadas em pouco mais de sete meses, não estamos falando de casos isolados. Estamos diante de uma violência que se repete, que possui padrões e que precisa ser enfrentada como um problema estrutural e uma prioridade do Estado”, afirma Gleice Jane.

A moção destaca que Mato Grosso do Sul já vinha apresentando indicadores elevados. Em 2025, foram registrados 39 feminicídios no estado, ante 35 em 2024, crescimento de 10,5%. A taxa estadual chegou a 2,6 casos para cada 100 mil mulheres, acima da média nacional apontada no documento, de 1,43.

No país, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública citados na proposição, 1.568 mulheres foram vítimas de feminicídio em 2025, maior número desde a tipificação do crime. O levantamento também mostra que a maioria dos autores mantém ou manteve algum tipo de relação afetiva com a vítima.

Para Gleice Jane, enfrentar o problema exige políticas que atuem antes que a violência alcance sua forma mais extrema.

“O feminicídio não começa no assassinato. Muitas vezes, antes dele existem controle, ameaça, perseguição, humilhação, violência psicológica, dependência econômica e agressões. Se queremos impedir essas mortes, precisamos conseguir interromper esse ciclo antes que ele chegue ao seu desfecho mais grave”, diz.

A deputada também chama atenção para o papel das redes de convivência das vítimas. Sinais de violência podem ser percebidos por familiares, vizinhos, colegas de trabalho, amigos, instituições religiosas, escolas, unidades de saúde e outros espaços frequentados pelas mulheres.

“Não basta termos leis se uma mulher ameaçada não consegue chegar a uma rede preparada para protegê-la. Precisamos transformar legislação, orçamento e estrutura pública em proteção concreta, especialmente quando os primeiros sinais de violência aparecem”, afirma Gleice.

Além do protesto institucional, a proposição presta homenagem às 21 mulheres apontadas como vítimas de feminicídio no estado neste ano: Josefa dos Santos, Rosana Candia Ohara, Nilza de Almeida Lima, Beatriz Benevides, Liliane de Souza Bonfim Duarte, Leise Aparecida Cruz, Ereni Benites, Fátima Aparecida da Silva, Marlene Brito Rodrigues, Vera Lúcia da Silva, Zelita Rodrigues de Souza, Fabíola Marcotti, Maria do Carmo, Paula de Souza Conceição, Rosenilda de Oliveira Candelario, Terezinha Nantes de Arruda, Ana Carolina Goes, Adrielle Encarnação Rodrigues, Rose Batista Cabreira, Adriana Barrios e Nathalia Rodrigues Nogueira.

“São 21 mulheres. São 21 histórias interrompidas e famílias que terão de conviver com essas ausências. Dar nome a essas mulheres é também lembrar que atrás de cada número existe uma vida e que cada uma dessas mortes exige de nós responsabilidade”, afirma.

A moção conclama Governo do Estado, prefeituras, sistema de Justiça, forças de segurança e demais instituições públicas a tratarem o enfrentamento à violência contra as mulheres como prioridade permanente. “Cada novo caso precisa nos obrigar a perguntar onde a rede falhou, o que poderia ter sido feito antes e o que precisamos mudar para que outras mulheres permaneçam vivas”, conclui a professora.

Fonte: Assessoria

PL de Lia Nogueira sobre fissura labiopalatina avança na Assembleia

O Projeto de Lei de autoria da deputada estadual Lia Nogueira (PSDB), que permite ao Estado reconhecer a fissura labiopalatina como deficiência em Mato Grosso do Sul, deu um passo importante na Assembleia Legislativa.

A proposta foi aprovada em primeira votação por unanimidade e agora segue para nova análise em plenário. Se aprovada novamente, será encaminhada para sanção do governador do Estado, Eduardo Riedel (PP).

A medida abre caminho para que crianças e famílias que enfrentam essa realidade tenham acesso a benefícios, políticas públicas e atendimento especializado. A fissura labiopalatina é uma malformação congênita que pode comprometer a alimentação, a fala, o desenvolvimento e a qualidade de vida, exigindo acompanhamento contínuo desde os primeiros meses de vida.

“Essa é uma vitória importante para as crianças que nascem com fissura labiopalatina e para as famílias que, muitas vezes, precisam lutar sozinhas por atendimento e reconhecimento. O projeto permite que o Estado enxergue essa realidade e possa garantir mais dignidade, cuidado especializado e acesso a direitos”, destacou Lia Nogueira.

A parlamentar também chamou atenção para a incidência da condição entre a população indígena em Mato Grosso do Sul. Conforme Lia, o projeto leva em conta a realidade de famílias que convivem com essa condição e o trabalho desenvolvido pela Fundação para o Estudo e Tratamento das Deformidades Craniofaciais (FUNCRAF), referência no atendimento a pacientes com fissura labiopalatina no Estado.

Dados apresentados pela deputada mostram a dimensão da demanda. Até dezembro de 2025, a fundação mantinha 2.146 pacientes ativos em acompanhamento na linha de cuidado da fissura. De janeiro a novembro do mesmo ano, foram contabilizados 7.355 atendimentos e 24.247 procedimentos.

Durante a discussão em plenário, o deputado estadual Junior Mochi (MDB) parabenizou Lia Nogueira pela iniciativa e destacou que a proposta pode ampliar o acesso a direitos. “É importantíssimo esse projeto. Quando você garante acesso diferenciado a quem tem esse problema, torna possível prestar um atendimento melhor e promover justiça social”, afirmou.

Para Lia Nogueira, o avanço reforça o compromisso do mandato com inclusão, saúde pública e famílias que precisam de mais amparo. “O nosso trabalho é com as pessoas com deficiência, com as famílias atípicas e com quem precisa de cuidado e respeito. Agora esperamos que o projeto seja aprovado também em segunda votação, siga para sanção e se torne lei em Mato Grosso do Sul”, finalizou.

Fonte: Assessoria