A Polícia Federal de Campos, zona norte do Rio, prendeu nesta quarta-feira, 22, o ex-governador do Estado Anthony Garotinho (PR) e a mulher dele, Rosinha Garotinho. A prisão aconteceu no dia em que a PF realiza uma operação na qual um dos alvos é o ex-secretário de governo na gestão Rosinha. Ela foi governadora de 2003 a 2007.
A informação foi confirmada pela filha dos dois, a secretária municipal de Desenvolvimento do Rio, Clarissa Garotinho, em entrevista à rádio CBN.
Garotinho foi levado para a sede da Polícia Federal no Rio, na Zona Portuária. Rosinha está na cidade de Campos. O pedido foi feito pelo Ministério Público Eleitoral, que apura a arrecadação de dinheiro ilícito para o financiamento da campanha dos dois.
A investigação é um desdobramento da “Operação Chequinho”, que apura fraude com fins eleitorais no programa Cheque Cidadão por Garotinho. A defesa de Anthony Garotinho informou que que só se pronunciará quando tiver acesso aos documentos que embasaram o mandado de prisão do ex-governador, “o que ainda não aconteceu”.
Outras prisões
Não é a primeira vez que Anthony Garotinho é preso. A última prisão foi em setembro, quando apresentava o programa que ancora na Rádio Tupi. Garotinho foi preso e condenado pela Justiça Eleitoral por comandar um esquema de fraude eleitoral na época em que era secretário de Governo de Campos. Segundo o Ministério Público, Garotinho oferecia inscrições no programa Cheque Cidadão, que dá R$ 200 por mês para cada beneficiário, em troca de votos.
Anthony Garotinho também foi preso em novembro do ano passado, durante a Operação Chequinho, que já investigava o esquema no programa Cheque Cidadão. Depois da prisão, Garotinho passou mal e foi levado a um hospital do Rio. De lá, ele foi levado à força, por decisão judicial, para uma unidade de saúde dentro de uma penitenciária de Bangu. O ex-governador conseguiu uma autorização para realizar uma cirurgia no coração em um hospital particular. Depois disso, foi cumprir prisão domiciliar.
Prefeito de Costa Rica, Waldeli Rosa, ao lado do ex-governador André Puccinelli, que deve assumir o partido em MS (Foto: Costa Rica em Foco )
Deputados estaduais do PMDB se reuniram na manhã de ontem para definir os rumos da convenção estadual marcada para 2 de dezembro e o posicionamento dos parlamentares acerca da reforma da previdência, que foi apresentada pelo governo e está tramitando na casa.
O líder do partido no Legislativo, Eduardo Rocha, garantiu que André Puccinelli irá assumir o comando da legenda e confirmou que o prefeito de Costa Rica, Waldeli Rosa, irá se filiar conforme o prometido.
Em entrevista no sábado, Rosa colocou uma incógnita na saída do PR e disse que só iria entrar no PMDB se tivesse garantias de que seria o plano B nas eleições de 2018 caso o ex-governador não pudesse se candidatar.
“Vai vir para o partido sim e será uma das opções ao governo estadual”, disse Eduardo Rocha. Segundo ele, o gestor de Costa Rica foi procurado por representantes da sigla e confirmou a migração, que deve reforçar as bases no interior.
Sobre a reforma, o deputado estadual afirmou que o projeto pode sofrer algumas mudanças no decorrer da tramitação, sem adiantar quais. Segundo ele, a medida será para buscar o consenso na Casa e o apoio dos próprios servidores para que seja votado ainda este ano.
Entre as principais mudanças, o Executivo pede aumento na contribuição dos funcionários públicos de 11% para 14% e na taxa patronal, recolhida pelo governo, de 22% para 28%. Além disso, será criado um teto de aposentadoria que só vai valer para os funcionários novos. Quem quiser receber mais ao fim da carreira, deverá abrir uma previdência complementar.
Meirelles citou mudanças anteriores em sua carreira e disse que até o dia de cada decisão, esteve "totalmente concentrado" em suas funções. (Foto: Leonardo Benassatto/Reuters)
Depois de ser recebido em jantar de empresários do varejo com alguns gritos de “presidente”, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, voltou a dizer hoje que está totalmente concentrado em seu trabalho no governo. Ele ressaltou que cumprirá suas funções até o final do 1º trimestre do ano que vem – quem for disputar as eleições terá de deixar o governo até abril. “A partir daí, vamos olhar a situação e tomar uma decisão”, afirmou.
“Se eu serei candidato em 2018, importante agora é que Brasil cresça ano que vem”, disse Meirelles, que participou de evento de confraternização do grupo Empresários em Ação – Sindivarejista-DF, em Brasília, na noite de segunda-feira. “Estou totalmente concentrado no meu trabalho como ministro da Fazenda.”
Meirelles explicou que seu trabalho à frente da Fazenda “demanda atenção total”. “Assim como quando estava no Banco Central”, disse. Quando presidiu a autoridade monetária, Meirelles também teve o nome incluído em bolsas de apostas para a candidatura à Presidência, o que acabou não se concretizando.
O ministro citou mudanças anteriores em sua carreira e disse que até o dia de cada decisão, esteve “totalmente concentrado” em suas funções. Ele disse ainda que Presidência da República não é questão de desejo, mas de “oportunidade e destino”. “Vamos em frente”, disse, encerrando o assunto.
A polícia alemã encontrou, nesta segunda-feira, objetos de Johnn Lennon que haviam sido roubados em 2006 da artista plástica Yoko Ono, viúva do cantor. Entre os itens encontrados, estão óculos de sol e diversos diários escritos pelo beatle.
Um homem de 58 anos, que não foi identificado pelo governo alemão, foi preso sob suspeita de ter realizado o furto em Nova York. Os pertences de Lennon estão mantidos como evidência do crime e ainda não foi definido quando serão liberados.
Em um áudio divulgado no Twitter, o porta voz da procuradoria de Berlim, Martin Stelner, afirma que o detido é suspeito de posse dos bens roubados, além de fraude. Ainda há outra pessoa sendo investigada que, atualmente, é residente da Turquia. No entanto, Stelner afirma que o segundo suspeito é “inalcançável atualmente”.
Assessoria de Comunicação PTB-MS com o site Página Brazil (Foto - Divulgação)
O médico urologista, ex-prefeito de Campo Grande e presidente estadual do PTB Nelsinho Trad, concedeu entrevista esta manhã (20) ao programa Tribuna Livre, da Capital FM, e para o portal de notícias Página Brazil.
Inicialmente Nelsinho falou sobre sua área de especialidade médica, defendeu a importância da campanha de conscientização “Novembro Azul”, movimento que se originou das mobilizações em torno do Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata celebrado em 17 de novembro.
A campanha concentra esforços, durante todo o mês, em mobilizar o público masculino para o exame preventivo que pode garantir o diagnóstico precoce da doença. “A avaliação não leva mais de 10 segundos e eleva para quase 100% as chances de cura de câncer de próstata, com o diagnóstico precoce da doença”, garantiu.
Eleições 2018
Nelsinho ainda falou sobre o projeto do PTB estadual para 2018, sobre o qual já declarou-se como o candidato da legenda para uma das duas vagas de Mato Grosso do Sul para o Senado. “O partido está totalmente focado nesta meta, bem como na definição das candidaturas para deputados federais. Ainda é muito cedo para definirmos sobre as coligações e alianças, até porque ainda teremos a abertura da janela partidária em março, quando então colocaremos o nosso time em campo, para que o eleitor escolha os seus representantes. O PTB está totalmente focado na candidatura para o Senado e para a Câmara Federal”, concluiu.
Encontro ontem (19) na capital reuniu integrantes da família Vasconcelos no Mato Grosso do Sul (Foto - João Pires)
Aproximadamente 500 pessoas, entre integrantes e familiares, se reuniram ontem (20), no 10º Encontro da Família Vasconcelos, realizado em Campo Grande.
Jairo Vasconcelos e família foi um dos responsáveis pelo encontro em Campo Grande (Foto - João Pires)
O evento aconteceu no CTG (Centro de Tradições Gaúchas), onde foi servido almoço, além de música ao vivo e outras atrações.
O primeiro Encontro da Família Vasconcelos foi realizado em outubro de 2007, na cidade de Rio Brilhante, onde também reuniu quase 500 integrantes. Na época a reunião superou as expectativas, fato que motivou os familiares em manter o evento todos os anos.
Hoje, após dez edições, a coordenação pretende incluir na agenda dos próximos encontros, a cidade de Monteiro, na Paraíba. O estado é o berço da família Vasconcelos, onde Tertulino Ferreira de Vasconcelos e Maria Ferreira Santana de Vasconcelos, a Sinharinha como era conhecida, nasceram, casaram e tiveram 10 filhos, em meados de 1915.
HISTÓRIA
Os irmãos Vasconcelos, como tantos outros nordestinos tiveram uma rápida passagem por São Paulo e em seguida vieram para o então Mato Grosso, onde escolheram a comunidade do ‘Laranja Lima’ (área rural próximo ao distrito de Indápolis), como moradia.
Churrasco e música ao vivo agradou os familiares recebidos no CTG Tropeiros da Querência (Foto - João Pires)
Segundo informações coletadas pelos familiares, os Vasconcelos estiveram em Campo Grande entre os anos de 1946 e 1947 para regularizar terras junto ao Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).
Atualmente, pelo menos 500 descendentes do casal Vasconcelos residem no Mato Grosso do Sul, segundo a presença registrada desde os primeiros encontros da família. “A história dos Vasconcelos é muito rica, pois cada um de nós construiu e contribuiu com o desenvolvimento em nossas comunidades, sempre com amor, respeito, responsabilidade, honestidade e ótima reputação”, comenta Jairo Vasconcelos, morador em Campo Grande e um dos coordenadores dos Encontros da Família Vasconcelos.
Documento de Luis Ferreira Vasconcelos, um dos filhos de Tertulino Ferreira de Vasconcelos (Foto - Arquiivo/família)
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente Michel Temer. (Foto: Adriano Machado/Reuters)
As mudanças no primeiro escalão que o presidente Michel Temer (PMDB) vai anunciar nos próximos dias irão fortalecer o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Além de decidir entregar o Ministério das Cidades a um aliado de Maia, o governo já prepara a troca do comando do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – defendida pelo presidente da Câmara.
Temer quer manter uma boa relação com Maia em razão da posição estratégica do deputado. Como presidente da Câmara, ele é responsável pelo cronograma de votação do plenário, o que inclui a reforma da Previdência e as medidas fiscais já enviadas pelo governo. O presidente também precisa de Maia para votar os ajustes na reforma trabalhista propostos em medida provisória, o que contrariou o deputado, que defendia mudanças apenas por projeto de lei.
Ontem, Temer foi à casa de Maia para um almoço do qual participou o deputado Alexandre Baldy (sem partido-GO). Um dos principais aliados de Maia, Baldy foi escolhido para substituir Bruno Araújo (PSDB-PE), que entregou o cargo de ministro das Cidades no rastro da crise entre o governo e a cúpula tucana. Parlamentares da base aliada e integrantes do núcleo político do presidente também participaram do encontro, que se estendeu por toda a tarde.
Segundo um ministro próximo de Temer, o peemedebista deve indicar um nome que tenha aval de Maia para comandar o BNDES, maior fonte de financiamento hoje no país. O atual titular do BNDES, Paulo Rabello de Castro, é alvo de pressão por parte de líderes da base governista. As críticas aumentaram após ele ter sido lançado pelo PSC como pré-candidato à Presidência, durante convenção do partido em Salvador (BA), anteontem.
O argumento é de que Rabello de Castro não pode continuar no cargo sendo pré-candidato. “Ele deve sair para cuidar só da candidatura dele agora”, disse o líder do PR na Câmara, José Rocha (BA). “O Paulo Rabello não pode falar e fazer determinadas coisas na presidência do BNDES e continuar no governo. Por mim, ele já estaria fora”, afirmou o vice-líder do DEM, deputado Pauderney Avelino (AM).
Temer, porém, ainda não bateu martelo sobre o nome do novo comandante do BNDES. Amigo do presidente, Rabello de Castro assumiu o BNDES em junho, após a saída de Maria Silvia Bastos Marques. A nomeação, contudo, nunca teve a simpatia de Maia. O presidente da Câmara não gostou de não ter sido consultado pelo governo sobre a escolha. Na época, ele defendia o nome de Luciano Snel, da Icatu Seguros, para o posto.
Rabello de Castro vem sendo alvo de “fogo amigo” desde que assumiu o cargo, por bater de frente com o governo em algumas situações. A principal delas, a antecipação de pagamento ao Tesouro Nacional de empréstimos feitos ao banco de fomento.
‘Diarista’
Em sua defesa, o economista afirmou que a cobrança por sua saída “perdeu o objeto”, pois não é candidato. Ele disse ter se filiado ao PSC para contribuir com uma “agenda para o debate nacional”, mas não descartou se candidatar. “Sou candidato a continuar meu trabalho. No futuro, se o Brasil insistir e se o presidente Temer insistir, posso ter outra missão para cumprir no aspecto político.”
Em entrevista durante a convenção partidária, no sábado, o presidente do BNDES afirmou que só se considerará candidato após a convenção do partido. “Meu cargo pertence ao ministro do Planejamento e, por sua vez, é um cargo do presidente. Brinco que sou um presidente diarista”, declarou.
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No evento, Rabello de Castro, contudo, fez um discurso de candidato: “É preciso coragem para desafios do próximo ano e virada do Brasil para a prosperidade, que nós vamos ter”. Mas, ontem, atribuiu o lançamento de sua pré-candidatura à imprensa. “Se eu também fosse da imprensa estaria desejoso de aparecer mais nomes”, desconversou.
Além do BNDES, Maia foi prestigiado por Temer na escolha de Baldy para as Cidades. A indicação vinha sendo articulada por Maia desde outubro e tem apoio do PMDB e de partidos do Centrão, entre eles PR, PSD e PP, sigla à qual Baldy irá se filiar no próximo sábado.
No encontro de ontem na casa de Maia foi discutida não só a reforma ministerial, como a da Previdência. Temer também tem ouvido Maia para escolher o substituto de Antonio Imbassahy (PSDB-BA) na Secretaria de Governo. O PMDB de Minas reivindica o posto e já apresentou ao presidente dois nomes: o dos deputados Mauro Lopes e Saraiva Felipe. Ao deixar o local, Temer fez questão de se deixar filmar ao lado do presidente da Câmara.
Manushi Chhillar acena após ser coroada Miss Mundo em cerimônia realizada na China (Foto: CNS/Luo Yunfei via Reuters)
A indiana Manushi Chhillar venceu o concurso Miss Mundo, realizado no último sábado (18).
Segundo o jornal “Times of India”, representantes de 108 países participaram da competição, realizada na arena Sanya City, na cidade de Sanya, na China.
A última vez que uma representante da Índia venceu a competição foi em 2000. Na época, a eleita foi Priyanka Chopra, que se tornou depois uma estrela de Bollywood, indústria de cinema indiana.
Manushi tem 20 anos, estuda medicina, e venceu o concurso Miss Índia em maio desde ano. Ela disputou a última etapa do Miss Mundo com concorrentes da Inglaterra, da França, do Quênia e do México.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, gesticula durante seminário sobre educação pública em Brasília - 09/10/2017 (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)
Durante um ato na cidade de Diadema, Grande São Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que “salário não é renda” e discursou contra o pagamento de imposto de pessoas físicas, segundo reportagem do jornal O Estado de São Paulo.
“Salário não é renda, portanto o povo não tem que pagar Imposto de Renda sobre salário. Quem tem que pagar Imposto de Renda é rico”, disse Lula, sem dar mais detalhes de sua proposta populista.
“Os coitados dos metalúrgicos, químicos, gráficos, fazem um acordo para receber um aumento de salário e, quando vem o aumento, a Fazenda leva tudo”, disse o ex-presidente, que é réu em seis processos na Justiça e lidera as pesquisas de intenção de voto para o ano que vem.
O ato em Diadema foi uma celebração dos 35 anos da vitória de seu partido, o PT, na disputa pela prefeitura da cidade.
Ricardo Bueno, em foto de 2012 (Foto: Reprodução/Facebook)
O cantor Ricardo Bueno, que fez parte da segunda formação da banda Dominó, morreu na manhã desta quinta-feira, no Hospital Municipal Ermelino Matarazzo, em São Paulo. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, Bueno foi vítima de uma infecção generalizada, causada por um abscesso odontogênico, uma infecção dentária.
O corpo do artista foi sepultado nesta sexta-feira, no cemitério Vila Formosa II. Bueno fez parte do grupo em 1995. Desde 2000, ele fazia parte da dupla sertaneja Wander & Ricardo, ao lado de Vander Ávila.
O guitarrista da banda AC/DC, Malcolm Young, durante apresentação no Marquee Club, em Londres- 12/05/1976 (Foto: Michael Putland/)
Malcolm Young, guitarrista do AC/DC, morreu neste sábado aos 64 anos de idade. A informação foi divulgada na página oficial do grupo no Facebook. Embora as causas da morte do músico não tenham sido divulgadas, ele sofria há tempos de demência, mal que o afastou dos palcos e dos estúdios de gravação desde 2014.
Quando se fala em AC/DC, a primeira imagem que se tem é a do guitarrista principal, Angus Young, com seu uniforme de estudante ou performances que se assemelham a de um ataque epilético. Ou de Bon Scott (morto em 1980, afogado em seu próprio vômito) e seu substituto, cantores de voz rascante. Malcolm, no entanto, era a alma e o líder do AC/DC, atributos que ele carregava de maneira discreta. O grupo nasceu em 1973 e tinha como principal característica a sólida base rítmica de Malcolm, que dava liberdade para os solos desenfreados de Angus. Ele também era conhecido por controlar o grupo com mão de ferro, seja no vai-e-vem de integrantes e produtores, seja na ordem de manter a batida básica de baixo e bateria que sempre caracterizou o som do quinteto australiano.
Malcolm Young nasceu em Glasgow, na Escócia, no dia 06 de janeiro de 1953. Aos dez anos de idade, mudou-se com a família para Sidney, na Austrália. Dez anos depois da chegada ao novo lar, nascia o AC/DC. O grupo teve um rodízio considerável de integrantes, mas sua formação se estabilizou com os irmãos Malcolm e Angus nas guitarras, o baixista Cliff Williams, o baterista Phil Rudd e o vocalista Bon Scott – um fiel adepto da tríade “sexo, drogas e rock’n’roll”. Com a morte de Scott, em 1980, o escocês Brian Johnson assumiu os vocais. O estilo básico de rock’n’roll do AC/DC (uma espécie de “Chuck Berry mais pesado e acelerado) foi a princípio desenvolvido com a ajuda de George Young, irmão mais velho de Malcolm e Angus. George, que havia sido guitarrista dos Easybeats, uma banda pop dos anos 60, foi o produtor dos primeiros discos do quinteto. Mas o sucesso chegou apenas quando eles recrutaram o produtor sul africano John “Mutt” Lange. Foi ele quem desenvolveu uma sonoridade mais agressiva para o AC/DC, expresso em discos como Highway to Hell (1979) e Back in Black (1980).
Em 2014, surgiram rumores que de Malcolm não andava bem de saúde. Ele foi diagnosticado com demência, mas Angus revelou numa entrevista de rádio que seu irmão passou por problemas no pulmão e no coração. Stevie Young, sobrinho de Malcolm e Angus, foi seu substituto. É a segunda grande perda na família AC/DC. Em 22 de outubro, morreu George Young. As causas também não foram reveladas. Abaixo, cinco grandes momentos da guitarra de Malcolm Young.
PF encontra malas de dinheiro em endereço em Salvador que segundo investigações seria usado como "bunker" para valores por Geddel Vieira Lima (Foto: Polícia Federal/Divulgação)
Job Ribeiro Brandão, ex-assessor do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), afirmou à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República que o closet de Marluce Vieira Lima, mãe de Lúcio e do ex-ministro Geddel Vieira Lima, era usado para guardar caixas e malas com dinheiro vivo, informou o jornal “O Estado de S. Paulo”.
Brandão relatou às autoridades que “muito dinheiro” era guardado no apartamento de Marluce, em Salvador, até o começo de 2016, e que coube a ele contar as quantias a pedido dos irmãos Vieira.
O ex-assessor, que pretende fechar um acordo de colaboração premiada, afirmou nunca ter estado no outro apartamento ligado a Geddel, onde R$ 51 milhões em dinheiro foram encontrados pela Polícia Federal em setembro, mas reconheceu que as caixas e uma das malas fotografadas no local eram semelhantes às que eram guardadas no apartamento de Marluce — as digitais de Brandão foram identificadas em parte dos R$ 51 milhões.
Ivanildo Miranda foi essencial para a 5ª fase da Operação Lama Asfáltica, que resultou na prisão do ex-governador de MS André Puccinelli (Foto: Reprodução/TV Morena)
O pecuarista Ivanildo da Cunha Miranda, delator da 5ª fase da Operação da Lama Asfáltica, denominada Papiro de Lama, se comprometeu a devolver R$ 3 milhões, em seis parcelas, a título de ressarcimento. A delação premiada foi assinada no último dia 14 de agosto.
Além disso, se condenado, Ivanildo poderá cumprir a pena em casa e sem tornozeleira eletrônica. Com base nas informações da delação premiada, a Polícia Federal prendeu o ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), e outros três suspeitos, incluindo o filho dele André Puccinelli Júnior. Todos já estão em liberdade por liminar do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3).
Ivanildo delatou sobre os fatos praticados entre 2006 e 2013 em coautoria com ex-governador e pessoas a ele relacionadas, quando trabalhou de operador de campanha para o peemedebista. O pecuarista disse às autoridades que Puccinelli ficava com 30% do valor do benefício concedido às empresas.
Além de contar o que sabia, Ivanildo entregou documentos, e-mails e planilhas para comprovar o que estava sendo dito. Entre os documentos, foi entregue o diário de bordo do avião do empresário, usado várias vezes para transportar dinheiro recebido de empresários. Também foi repassada a agenda da secretária onde eram anotados os compromissos de Puccinelli. Os encontros com o pecuarista eram marcados “amigo” ou “Ivan”.
O empresário procurou a Polícia Federal, voluntariamente, durante o período de varredura de documentos. O acordo poderá ser revisto ou anulado se Ivanildo tiver omitido alguma informação ou alguma prática criminosa.
Segundo a investigação da Polícia Federal,Controladoria-Geral da União (CGU) e Receita Federal, o ex-governador André Puccinelli é apontado como chefe de um esquema de propina existente há mais de 10 anos em Mato Grosso do Sul. O montante de desvio comprovado, até o momento, é de R$ 235 milhões, conforme divulgou o delegado da PF, Cléo Mazzotti.
O delegado explicou que o ex-governador mantinha as operações com empresas envolvidas na lavagem de dinheiro.
Além das prisões, o ex-secretário-adjunto de Fazenda André Luiz Cance e os empresários João Amorim, João Baird, Mirched Jafar Júnior, Antonio Cortez e João Mauricio Cance foram levados coercitivamente para depor na sede da Superintendência da Polícia Federal da capital sul-mato-grossense.
Também foram cumpridos mandados em Nioaque e Aquidauana e em São Paulo, além dos 24 de busca e apreensão.
Desvios
A investigação apontou que os recursos eram desviados por meio do direcionamento de licitações públicas, superfaturamento de obras públicas, aquisição fictícia ou ilícita de produtos, financiamento de atividades privadas sem relação com a atividade-fim de empresas estatais, concessão de créditos tributários com vistas ao recebimento de propina e corrupção de agentes públicos.
De acordo com a PF, a propina era mascarada de diversas formas. Uma delas, era a compra, sem justificativa plausível, de obras jurídicas, por parte de empresa concessionária de serviço público e direcionamento dos lucros, por interposta pessoa, a integrante do grupo investigado.
O chefe da Controladoria-Geral da União (CGU) em Mato Grosso do Sul, José Paulo Barbiere, disse que os suspeitos deverão devolver cerca de R$ 22 milhões na forma de GRU [Guia de Recolhimento da União]. De acordo com ele, o valor é mais um prejuízo que foi causado ao funcionalismo público.
As apurações, com a quebra de sigilo fiscal e bancário, mostraram um patrimônio dos envolvidos avaliado em R$ 160 milhões.
O empresário Jacob Barata Filho (Foto: Ana Branco/Agência o Globo)
A Justiça Federal do Rio de Janeiro atendeu a pedido do Ministério Público Federal e restabeleceu nesta quinta-feira a prisão preventiva do empresário Jacob Barata Filho, um dos detidos da Operação Cadeia Velha, braço da Operação Lava Jato no Rio. O “Rei do ônibus” havia sido preso na Operação Ponto Final, em julho, mas uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes determinou que ele fosse mandado à prisão domiciliar e se afastasse da administração de suas empresas do setor rodoviário.
Ao decidir pela nova preventiva de Barata, a juíza substituta da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, Caroline Vieira Figueiredo, concordou com a argumentação do MPF de que o empresário desrespeitou a decisão de Gilmar e se manteve à frente de seus negócios. Os procuradores apontavam que a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na casa dele e encontrou documentos que mostram que ele não se afastou das empresas.
Foram apreendidos relatórios gerenciais de empresas de ônibus, relativos ao mês de outubro de 2017, planilhas de relação de pessoal e situação da frota, datadas de outubro de novembro, além de projetos de expansão de algumas das companhias de transporte coletivo administradas por Jacob Barata Filho, de setembro, e estudos de licitação, datados de outubro. Os policiais encontraram também anotações do empresário com uma proposta para reformulação do conselho da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor).
“Com efeito, toda a documentação mencionada aponta para o fato notório de que o investigado vinha realizando, de forma plena, a administração de suas empresas de transportes de passageiros, contrariando, pois, a determinação judicial e comprovando que não possui qualquer responsabilidade com a Justiça”, afirma a juíza na decisão.
Para a magistrada, que substitui o juiz federal Marcelo Bretas, em viagem à Alemanha, a decisão de Gilmar Mendes representou “um voto de confiança conferido pelo Poder Judiciário”. “Assim, quando há total menoscabo a uma ordem da mais alta Corte do país, a consequência não pode ser outra senão o retorno à medida mais gravosa”, concluiu.
Na Operação Ponto Final, Jacob Barata Filho é investigado pelo suposto pagamento de 260 milhões de reais em propina ao grupo político do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB). Na Cadeia Velha, o empresário é suspeito de pagar propina ao presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Jorge Picciani (PMDB), e aos deputados estaduais Paulo Melo (PMDB) e Edson Albertassi (PMDB) em troca da defesa dos interesses de suas empresas junto ao governo fluminense, à Alerj e à Fetranspor. Picciani, Melo e Albertassi tiveram as prisões decretadas pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) nesta quinta-feira.
Sylvester Stallone ganhou o Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante (Foto: VEJA.com/Getty Images)
Sylvester Stallone foi acusado, em 1986, de abusar sexualmente de uma jovem de 16 anos durante as gravações do filme Falcão – O Campeão dos Campeões, em Las Vegas.
Segundo o jornal britânico Daily Mail, que teve acesso ao boletim policial da época e o publicou nesta quinta-feira, o ator, então com 40 anos, teria convencido a adolescente a ir ao seu quarto no Hilton Hotel e a obrigado a fazer sexo com ele e também com seu guarda-costas, Mike De Luca.
A jovem passava alguns dias no hotel com a família. Ela foi apresentada a Stallone pelo ator David Medenhall, que interpretava o filho do protagonista. No início, a jovem fã permitiu a paquera, mesmo após revelar sua idade. Por isso, aceitou quando De Luca a ofereceu uma chave de quarto, onde deveria aguardá-lo.
Seu desconforto começou quando o segurança juntou-se a eles e o ator a coagiu a fazer sexo oral no amigo. No boletim da polícia, ela conta que se sentiu “muito incomodada”, mas avaliou que “não tinha escolha”. De Luca também a penetrou em seguida. Depois, Stallone teria ameaçado agredi-la caso contasse a alguém, pois os dois homens eram casados.
O detetive aposentado John Samolovitch, que comandava na época da denúncia a unidade contra assédio sexual da Polícia de Los Angeles, confirmou ao Daily Mail a autenticidade do documento. O jornal tentou contatar o ator, mas não obteve resposta. Já o guarda-costas foi morto a tiros pela polícia em 2013, durante um incidente de trânsito na Califórnia. A jovem, contudo, não levou o processo adiante, pois teve medo.
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