segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Fachin nega liminar solicitada pela JBS para vender ativos no Mercosul

G1 

O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF) (Foto: Adriano Machado/Reuters)

O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), negou a liminar (decisão provisória) solicitada pelos donos do frigorífico JBS para vender ativos da empresa nos países do Mercosul. A decisão de Fachin foi assinada nesta sexta-feira (30), mas cabe recurso ao próprio tribunal.

Na última quinta (29), os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, apresentaram ao STF reclamação na qual questionaram a decisão do juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, que proibiu o frigorífico de negociar subsidiárias na Argentina, no Paraguai e no Uruguai para empresas controladas nesses países pela Minerva, considerada a segunda maior companhia de carne bovina do Brasil.

O juiz de primeira instância – responsável pelos processos da Operação Bullish, que investiga investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no grupo empresarial dos irmãos Batista – afirmou no despacho no qual proibiu a JBS de se desfazer de subsidiárias de que é “prematura qualquer decisão judicial para liberar a venda de ações” requerida pelo grupo.

Joesley e Wesley Batista fecharam acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República na Operação Lava Jato no qual revelaram como “compraram” políticos nos últimos anos para obter vantagens para os seus negócios.

No recurso ao STF, por meio de uma reclamação, os irmãos argumentaram que o juiz de Brasília contrariou o Supremo ao não observar o acordo de delação premiada, que não prevê esse tipo de vedação.

Ao negar a liminar aos irmãos Batista, o relator da Lava Jato argumentou que, na decisão na qual o juiz de primeira instância proibiu a JBS de vender empresas no Mercosul, Ricardo Leite justificou a medida como precaução ao fato de os dois empresários estarem sendo investigados por, supostamente, terem tirado vantagem financeira por meio de compra de dólares e venda de ações às vésperas da divulgação do conteúdo de suas delações premiadas.

 

“O juízo reclamado [o juiz Ricardo Leite] explicitou que medidas cautelares podem ser dirigidas a pessoas que não sejam investigadas, bem como que, além dos fatos objetos do acordo homologado, teria curso apuração de fatos supostamente perpetrados após o ato negocial (Operação Tendão de Aquiles, que versaria sobre cogitada venda irregular de ações e compra de contratos futuros de dólar na bolsa)”, escreveu Fachin em trecho da decisão.

O ministro também entendeu que o tipo de ação utilizada para questionar a decisão do juiz – uma reclamação – não era o instrumento jurídico adequado para o pedido.

“Destarte, não preenchidas as hipóteses de acionamento da via reclamatória, eventual inconformismo deve ser articulado em sede processual própria”, concluiu Fachin.

Subsidiárias

Os donos da JBS pretendiam vender ao grupo Minerva frigoríficos adquiridos na Argentina, no Paraguai e no Uruguai por meio de financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A venda foi fechada no início de junho, por US$ 300 milhões (equivalentes a R$ 992,1 milhões), e envolve todas as ações das subsidiárias da JBS com operações de carne bovina nesses três países.

O negócio foi a primeira venda de ativos da empresa desde os escândalos da operação Carne Fraca e a delação premiada dos donos da empresa com a PGR.

Senado pode votar reforma trabalhista na quarta-feira desta semana

Agência Brasil

Os senadores deverão votar a reforma trabalhista, prevista para quarta-feira (5). Para que a matéria seja aprovada é necessária apenas a maioria simples dos senadores no plenário .(Foto:Arquivo/Agência Brasil)

A votação da Reforma Trabalhista no plenário do Senado deverá ser o principal tema a movimentar a Casa nesta semana que se inicia. Os senadores deverão primeiro analisar o requerimento de urgência do projeto, na terça-feira (4), e depois votar a reforma, prevista para quarta-feira (5). Para que a reforma seja aprovada é necessária apenas a maioria simples dos senadores presentes.

 

Outra matéria que está pronta para ser votada pelos senadores há várias semanas e pode ser finalmente concluída é a proposta de emenda à Constituição que torna estupro crime imprescritível. A PEC já foi aprovada em primeiro turno e precisa ser votado em segundo turno.

 

Na próxima terça-feira (4), ainda, o presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), senador Dário Berger (PMDB-SC) colocará em votação o projeto de lei que libera crédito suplementar ao Ministério da Justiça, da ordem de R$ 102 milhões, para a confecção de passaportes. O serviço está suspenso pela Polícia Federal porque o dinheiro previsto para este fim acabou na última semana. Depois que for votado pela CMO, o projeto ainda precisa ser votado no plenário do Congresso Nacional, que está com a pauta trancada por vetos presidenciais.

 

Ainda se tratando de orçamento, esta semana será a última para que as comissões temáticas do Senado definem as emendas que pretendem apresentar à Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2018. Cada uma das 13 comissões permanentes tem direito a apresentar até duas emendas ao anexo de metas e prioridades, que lista as ações prioritárias para o próximo ano. Elas serão encaminhadas à CMO até quarta-feira à noite.

 

A Comissão Parlamentar de Inquérito da Previdência também deverá manter sua agenda de reuniões às segundas e quintas-feiras. A próxima audiência pública deverão falar os representantes dos maiores devedores da Previdência no setor comercial. Já foram ouvidos representantes das empresas nas áreas de educação, bancos e indústria.

Plenário vota urgência da reforma trabalhista na terça-feira

Agência Senado

Se o pedido for aprovado, o PLC 38/2017 entra na pauta após duas sessões ordinárias.(Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

Os senadores analisam na próxima terça-feira (4) um requerimento de urgência para a votação da reforma trabalhista no Plenário. Se o pedido for aprovado, o PLC 38/2017 entra na pauta após duas sessões ordinárias. O presidente Eunício Oliveira (PMDB-CE) pretende concluir a votação antes do recesso parlamentar, que começa no dia 18 de julho.

 

— A reforma trabalhista pode ser votada na semana que vem, mas meu compromisso com a Casa é de votar até 10 ou 12 de julho. Não tenho angústia de votar hoje, na segunda ou na terça. Vou seguir o regimento e respeitar a oposição — disse Eunício.

 

O relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e líder do Governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), acredita na aprovação do PLC 38/2017.

 

— Estamos modernizando a legislação. Não estamos tirando nenhum direito. Mente quem diz que há perda de direitos. Nós vamos debater, e a maioria deverá votar pela aprovação. Há uma vontade de avançar para que governo, empresários, trabalhadores e Justiça tenham uma legislação realista, que possa permitir a empregabilidade no futuro — afirmou Jucá.

 

Mas a proposta divide inclusive o partido do presidente Michel Temer. Maior bancada na Casa, o PMDB tem 17 senadores a favor e 5 contra o texto que veio da Câmara. Entre os críticos, está o senador Roberto Requião (PMDB-PR).

 

— Sinto que os parlamentares consideram os trabalhadores como objetos. Eles não têm nenhuma empatia com o trabalho e votam de forma equivocada para a liquidação de todos os direitos trabalhistas num momento de recessão. O que se pretende é liquidar o direito do trabalhador, aviltar seu salário — disse Requião.

 

A oposição critica a reforma trabalhista. A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) diz que a estratégia é tentar adiar a votação da matéria no Plenário, mesmo com a aprovação do regime de urgência.

 

— Não vamos aceitar que o governo convoque duas ou três sessões num mesmo dia para cumprir prazo. Queremos que se cumpra o prazo regimental, com as sessões ordinárias a cada dia. Essa matéria só pode entrar em pauta na semana do dia 12 — afirmou Gleisi.

 

Tramitação

 

Em regime de urgência, a reforma trabalhista segue uma tramitação especial. Na discussão, os senadores podem falar apenas uma vez e por dez minutos cada — cinco a favor e cinco contra a proposta. Mas o presidente Eunício Oliveira avisou que vai conceder a palavra a todos que se inscreverem.

 

Até esta sexta-feira (30), já havia 13 emendas de Plenário, todas do senador Paulo Paim (PT-RS). Essas sugestões para mudar a reforma trabalhista não precisam voltar para a análise das comissões. Recebem parecer em Plenário.

 

O PLC 38/2017 recebeu pareceres divergentes durante a tramitação: dois a favor e um contra a proposta. No Plenário, a tendência é de que o projeto seja votado nos termos do último parecer. Na última quarta-feira (28), a CCJ recomendou a aprovação da matéria.

Festa Junina de Dourados tem programação cultural definida

Assessoria

Quadrilhas juninas apresentadas por escolas municipais e o cortejo junino garantirão a animação no evento.(Foto: Divulgação)

A 40ª Festa Junina de Dourados, que acontece de 07 a 09 de julho, na Praça Antônio João, contará com diversas atrações culturais. A Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria de Cultura, tem estruturado o evento para diversão da família douradense e na programação já constam shows musicais, quadrilhas, exposições artísticas, entre outros.

 

Quadrilhas juninas apresentadas por escolas municipais e o cortejo junino garantirão a animação no evento. No local, haverá a exposição de painéis pintados à mão pelo artista plástico sul-mato-grossense Marlon Beraldo.

 

No dia de abertura do evento (7), durante a noite, a dupla Marcos Cesar e Juliano, Mateus Matos e Banda e o cantor Douglas Davi animam o público.

 

Para o dia 8, o Trio Cheiro da Terra, o grupo Terra Seca e Nady Lobato levam diversos estilos musicais aos participantes.No domingo (9), as atrações musicais ficarão por conta de Vilela Show, Chama Porã e Postal Sul.

 

Variedades em comidas e bebidas estão garantidas ao público. Serão 24 barracas na praça de alimentação e ainda os vendedores ambulantes. No cardápio, opções como espetinhos, pastéis, curau, pamonha, canjica, entre outros estarão à disposição dos participantes.

 

Para incentivo aos participantes, haverá como prêmio uma TV 24 polegadas para a barraca com melhor decoração junina e melhor prato típico.

 

A praça de alimentação funcionará das 18h às 24h, na sexta e no sábado, e das 17h às 23h no domingo.

 

Nova greve geral é convocada contra reformas da Previdência e trabalhista

Agência Brasil

 

Centrais sindicais e movimentos sociais convocaram para hoje (30) uma nova greve geral em protesto contra as reformas da Previdência e trabalhista. Esta é a segunda greve geral nacional convocada pelas centrais sindicais.

 

A primeira ocorreu no dia 28 de abril, quandos trabalhadores de várias categorias pararam em diversas cidades do país. Na ocasião, houve bloqueio de vias e rodovias e confronto entre policiais e manifestantes.

 

De acordo com o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, as refomas propostas pelo governo federal trazem riscos trabalhadores e para o país. “Não vai ter geração de emprego, vai ter bico institucionalizado. Vai ser o fim do emprego formal, que garante direitos conquistados, como férias e décimo terceiro salário”, diz Freitas. Na última quarta-feira (28), houve aprovação do parecer favorável à reforma trabalhista na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

 

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, diz que a ideia do movimento é tentar pressionar o Congresso Nacional para ampliar a negociação sobre as reformas. “As paralisações e manifestações são os instrumentos que estamos usando para pressionar e ter uma negociação mais séria em Brasília que não leve a um prejuízo aos trabalhadores”, diz.

 

O governo federal argumenta que as reformas são necessárias para garantir o pagamento das aposentadorias no futuro e a geração de postos de trabalho, no momento em que o país vive uma crise econômica. O argumento é que, sem a aprovação da reforma da Previdência, a dívida pública brasileira entre em “rota insustentável” e pode “quebrar” o país”, como disse o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira. Sobre a reforma trabalhista, o governo afirma que a proposta moderniza a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), de 1943. E que as novas regras, como a que define que o acordo firmado entre patrão e empregado terá mais força que a lei, estimulará mais contratações.

 

Adesão

 

A adesão dos trabalhadores nesta greve poderá ser menor do que a registrada na paralisação do dia 28 de abril, porque em diversas cidades os empregados do setor de transportes decidiram não aderir por causa das multas em recebidas pela greve anterior. “Teremos dificuldade de paralisação em serviços de transporte, que é a espinha dorsal de qualquer paralisação nacional, porque na outra greve muitos sindicatos sofreram multas”, disse Juruna. As centrais não informaram um levantamento com quantas categorias devem parar e em quais estados.

Maioria do STF decide que delação pode ser revista em caso de ilegalidades

Agência Brasil

O Supremo julgou os limites da atuação dos juízes, que são responsáveis pela homologação das delações premiadas. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (29) que o plenário da Corte pode rever a homologação de acordos de delação premiada que apresentarem ilegalidades. Por maioria de votos, a Corte também decidiu manter a decisão que homologou as delações da JBS e a permanência do ministro Edson Fachin como relator dos processos.

 

O STF julga a questão há quatro sessões, e tinha maioria de 9 votos a 1 pela permanência de Fachin e pela validade da homologação da JBS. Durante os debates, uma terceira corrente na votação foi aberta para deixar claro que o acordo de delação assinado por delatores com o Ministério Público não vincula o Judiciário a ratificar a delação. Faltava apenas o voto da presidente, Cármen Lúcia. Ao votar, a ministra acompanhou a maioria e entendeu que cabe ao plenário rever das delações em caso de ilegalidades.

 

Durante sua manifestação, Cármen Lúcia também esclareceu que a decisão sobre revisão não poderá ser aplicada ao caso da JBS porque a Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu não propor denúncia contra o empresário Joesley Batista em troca da delação premiada.

 

O Supremo julgou os limites da atuação dos juízes, que são responsáveis pela homologação das delações premiadas. O julgamento foi motivado por uma questão de ordem apresentada pelo ministro Edson Fachin, relator dos processos que tiveram origem nas delações da JBS.

 

Os questionamentos sobre a legalidade dos acordos com a JBS foram levantados pela defesa do governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, um dos citados nos depoimentos dos executivos da empresa.

 

As delações premiadas assinadas com investigados na Operação Lava Jato e nas apurações envolvendo a JBS estão baseadas na Lei 12.850/2013, conhecida como Lei das Organizações Criminosas. De acordo com o Artigo 4º da norma, o acordo deve ser remetido ao juiz para homologação. Cabe ao magistrado verificar a regularidade, legalidade e voluntariedade da delação.

Denúncia contra Temer é lida no plenário da Câmara

Agência Brasil

Deputada Mariana Mesa Diretora, lê denúncia contra Temer no plenário da Câmara (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

O comunicado que oficializa o recebimento da denúncia enviada à Câmara dos Deputados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente Michel Temer pelo crime de corrupção passiva foi lido nesta quinta-feira (29) no plenário da Casa. A leitura foi feita em sessão não deliberativa pela deputada Mariana Carvalho (PSDB-RO), segunda-secretária da Mesa Diretora, ao lado do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. A deputada Mariana prossegue neste momento com a leitura da íntegra da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O documento tem 64 páginas e a previsão é que dure duas horas.

 

No inquérito, Temer é acusado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de ter aproveitado da condição de chefe do Poder Executivo e recebido, por intermédio do seu ex-assessor Rodrigo Rocha Loures, “vantagem indevida” de R$ 500 mil. O valor teria sido ofertado pelo empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS, investigado pela Operação Lava Jato.

 

A defesa do presidente Michel Temer argumenta que as provas contidas na denúncia não são concretas e que o presidente não cometeu nenhum ilício. Na terça-feira (28),Temer fez um proncuniamento em que classificou a denúncia de “peça de ficção” e questionou a atuação do procurador-geral Rodrigo Janot.

 

Rito

 

A denúncia foi protocolada nesta quinta-feira pelo diretor-geral do STF. Ainda hoje, logo após o término da leitura em plenário, a Presidência da República também deve ser notificada para manifestar sua defesa.

 

A partir daí, o processo será remetido à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), que irá escolher o relator. O parlamentar irá elaborar um parecer que será apreciado pelos membros do colegiado. É nesta comissão que o presidente Temer poderá, no prazo de até dez sessões, apresentar sua defesa.

 

Depois da análise na CCJ, a denúncia deve ser apreciada pelo plenário da Câmara, onde necessita receber ao menos 342 votos favoráveis para ser aceita. Se a denúncia for admitida por dois terços dos 513 deputados, Temer poderá ser julgado perante o STF.

 

Repercussão

 

A chegada da denúncia à Câmara repercutiu entre deputados da base aliada ao governo e da oposição. Os parlamentares estão na expectativa para a definição do rito de tramitação do processo e da escolha do relator na CCJ.

 

Para o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ), a denúncia deve ser analisada em separado de outras possíveis acusações que possam chegar contra o presidente Temer. “Nós vamos exigir que as denúncias tramitem separadamente, esperamos do presidente da Comissão de Constituição e Justiça a indicação de um relator isento, imparcial, que não tenha recebido nenhuma doação ou não tenha nenhum vínculo com o presidente da República”, afirmou Molon.

 

O líder do DEM, deputado Efraim Filho (PB), também se posicionou de forma favorável à análise fatiada dos processos. “Não dá pra se falar em estratégia política em um julgamento que tem que ser técnico, baseado na lei, nos fatos nas provas. Então, nós esperamos que o regimento prevaleça se as denúncias forem apresentadas separadas, fatiadas, que cada julgamento ocorra de uma vez”, declarou.

CPI aprova confidencialidade de documentos que vão embasar apuração sobre governador de MS e JBS

G1 MS

CPI recebeu documentos da Secretaria de Fazenda de MS (Foto:Victor Chileno/ ALMS)

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Irregularidades Fiscais e Tributárias de Mato Grosso do Sul, da Assembleia Legislativa, aprovou o termo de confidencialidade na reunião desta quarta-feira (28) para garantir que o sigilo dos documentos enviados pela Secretaria do Estado de Fazenda (Sefaz) seja mantido.

 

“Foi aprovado agora que todas as pessoas que trabalharem na CPI vão assinar o termo de confidencialidade, o termo já está aprovado, e que os três auditores que vão auxiliar na CPI, um representando a Assembleia, um a Secretaria de Fazenda e um representando o Tribunal de Contas que terão acesso a todos os dados também terão de assinar o termo de confidencialidade. Os deputados estaduais já estão cientes que se vazar alguma coisa que não esteja autorizada. Qualquer contribuinte tem direito a sigilo fiscal”, afirmou o presidente da CPI, deputado Paulo Corrêa.

 

Segundo o parlamentar, o vazamento de informações sigilosas tem punidade prevista em lei.

 

Os termos de acordo que permitem à JBS o direito a descontos no pagamento do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) foram entregues à CPI nesta quarta-feira pelo secretário Estadual de Fazenda, Márcio Monteiro.

 

Além dos deputados estaduais, também terão de assinar o termo os assessores dos parlamentares indicados para trabalhar na comissão e os auditores que vão auxiliar a CPI.

 

O Tribunal de Contas cedeu o auditor Guilherme Vieira de Barros, a Secretaria de Fazenda os servidores Paulo Duarte e Antônio Carlos Horta de Almeida.

 

A comissão foi criada para investigar se houve crime de improbidade administrativa do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), a partir das delações do empresário Wesley Batista, dono da JBS.

 

Também foi definido que os funcionários indicados para trabalharem na CPI não vão receber hora extra, mas teriam compensação de banco de horas.

 

A CPI tem 120 dias para apresentar as primeiras conclusões. Os deputados vão analisar os documentos e, depois, convocar depoimentos que forem necessários.

 

Sindicalista demostra preocupação com reformas trabalhista e previdenciária

ALMS

Para Vargas, propostas em tramitação no Congresso Nacional precarizam relações de trabalho (Foto:Victor Chileno/ALMS)

A pedido do deputado estadual João Grandão (PT), o coordenador Comitê Estadual Contra a Reforma Trabalhista e a Previdenciária de Mato Grosso do Sul, Elvio Vargas, usou a tribuna na sessão desta quarta-feira (28/6) para demostrar a sua preocupação em relação à aprovação das duas propostas.

 

Segundo ele, pesquisas mostram que mais de 80% da população brasileira reprovam as duas reformas que tramitam no Congresso Nacional. “Essas propostas vão aumentar a desigualdade social, o desemprego e a precarização do trabalho. Elas favorecem apenas o setor empresarial. Estamos nessa Casa de Leis para pedir o apoio dos deputados, para que possam nos ajudar a sensibilizar os membros da bancada federal a votar contra as medidas”, falou.

 

Ainda de acordo com Elvio Vargas, o Governo Federal deveria cobrar das grandes empresas sonegadoras o que elas devem à União e não penalizar os trabalhadores. “Infelizmente, existem grandes empresários sonegadores que estão tendo suas dívidas perdoadas pelo governo. Agora, quem vai pagar a conta pelo déficit da previdência será o trabalhador? Não acho isso justo. Temos que nos unir”, destacou o sindicalista.

 

Por fim, aproveitou para convidar os deputados para participar das mobilizações os trabalhadores no dia 30 deste mês contra as Reforma Trabalhista e Previdenciária.

Temer envia carta a senadores se comprometendo com vetos na reforma trabalhista

Agência Brasil

A senadora Gleisi Hoffmann, o presidente da CCJ do Senado, Edison Lobão, e relator Romero Jucá durante reunião para analisar e votar o parecer da reforma trabalhista.(Foto:Antonio Cruz/Agência Brasil)

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado recebeu nesta quarta-feira (28) uma carta do presidente Michel Temer, na qual ele reafirma o compromisso com os senadores de vetar os trechos da Reforma Trabalhista que foram acordados com os parlamentares para garantir a aprovação da matéria. No acordo, o governo também se comprometeu a editar, posteriormente, uma medida provisória regulamentando as lacunas que serão deixadas pelos vetos.

 

“Essa decisão cabe às senhoras e senhores senadores, mas quero aqui reafirmar o compromisso de que os pontos tratados como necessários para os ajustes e colocados ao líder do governo, senador Romero Jucá, e à equipe da Casa Civil, serão assumidos pelo governo se esta for a decisão final do Senado da República”, diz o presidente na carta, se referindo à aprovação do projeto.

 

Como qualquer mudança no mérito feita por senadores na proposta faria com que o texto voltasse à Câmara dos Deputados, para acelerar a tramitação nas duas comissões em que relatou a matéria – de Assuntos Econômicos e de Assuntos Sociais -, o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) rejeitou todas as emendas apresentadas. Entretanto, havia a ressalva ao acordo firmado com o presidente Temer para que vetasse seis pontos polêmicos inseridos pelos deputados.

 

Entre os vetos sugeridos está o tratamento da gestante e do lactante em ambiente insalubre. O texto prevê que a trabalhadora deverá ser afastada automaticamente, durante toda a gestação, apenas das atividades consideradas insalubres em grau máximo. Para atividades insalubres de graus médio ou mínimo, a trabalhadora só seria afastada a pedido médico.

 

Outra sugestão é vetar a alteração que permite que o acordo individual estabeleça a chamada jornada 12 por 36, na qual o empregado trabalha 12 horas seguidas e descansa as 36 seguintes. Em relação ao trabalho intermitente, foi recomendado veto aos dispositivos que regulamentam a prática na qual a prestação de serviços não é contínua, embora com subordinação. Nesse tipo de trabalho, são alternados períodos de prestação de serviços e de inatividade, independentemente do tipo de atividade do empregado.

 

Votos em separado

 

A leitura do documento enviado por Temer foi feita pelo líder do governo Romero Jucá (PMDB-RR), logo após a conclusão da apresentação dos votos em separado ao projeto. O último voto lido foi do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que foi precedido pela leitura dos votos dos senadores Lídice da Mata (PSB-BA), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Lasier Martins (PSD-RS), Eduardo Braga (PMDB-AM) e Paulo Paim (PT-RS).

 

Na prática, esses são votos alternativos ao do relator e, apesar de lidos, só são levados a voto se o relatório oficial for rejeitado. O parecer a ser votado será o do relator, senador Romero Jucá, que recomenda a aprovação sem modificações do projeto, porém com o compromisso do presidente de fazer os vetos. Os quatro oposicionistas e o senador Eduardo Braga sugerem a rejeição da reforma. Lasier Martins apresentou voto sugerindo a aprovação da matéria, porém com emendas modificando cinco pontos do texto.

 

Anteriormente, quando o projeto passou pela Comissãso de Assuntos Sociais (CAS), o voto do relator na comissão, senador Ricardo Ferraço, foi rejeitado. Na oportunidade, a presidente da comissão, senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), colocou em votação o voto em separado do senador Paulo Paim, que foi aprovado.

 

Na CCJ, os senadores iniciaram a discussão do projeto e a expectativa é que ele seja votado no início da noite.

Vereadores aprovam projeto sobre proibição de inauguração de obras públicas incompletas

Assessoria CMD

 

Os projetos foram discutidos e aprovados durante a sessão ordinária de segunda-feira (26) - Foto: Éder Gonçalves

 

Durante a sessão ordinária realizada na Câmara de Dourados, na segunda-feira (26), os vereadores aprovaram seis projetos de lei. Dentre eles está o nº 017/ 2017 de autoria dos vereadores Pedro Pepa (DEM) e Madson (DEM) que dispõe sobre a proibição de inauguração de obras públicas inacabadas. O projeto foi aprovado com emenda em anexo.

 

Em segunda discussão e votação o Projeto de Lei nº 037/2017 (007), de autoria do Poder Executivo, que dispõe sobre as Diretrizes Orçamentárias (LDO), exercício de 2018 foi aprovado com três emendas em anexos, sendo elas pedidas pelos vereadores Madson Valente, Sérgio Nogueira (PSDB) e Marçal Filho (PSDB).

 

Ainda em segunda discussão e votação foi aprovado o Projeto de Lei nº 053/ 2017 de autoria do vereador Sérgio Nogueira (PSDB), que denomina Rua Pastor Williams Balaniúc Filho, a rua B do Loteamento Jardim Ibirapuera.

 

Já os projetos de primeira discussão e votação estão o de nº 065/ 2017 que declara o Pucheiro (comida típica) e também o de nº 067/2017 que declara a Sopa Paraguaia (comida típica) como Patrimônio Cultural Imaterial de Dourados. Os projetos são de autoria do vereador Cirilo Ramão (PMDB) e foram aprovados por unanimidade.

 

Em única discussão e votação, o Projeto de Decreto Legislativo nº 017/ 2017, de autoria do vereador Braz Melo (PSC) e outros, concedendo Diploma de Centenário a Wilson Barbosa Martins.

Comerciários de MS pedem a renúncia de Michel Temer

Assessoria

 

A Fetracom está orientando seus sindicatos filiados para que paralisem suas atividades (Foto - Divulgação)

 

Empregados no comércio de Mato Grosso do Sul querem a renúncia do presidente Michel Temer, por conta das comprovadas denúncias do Ministério Público sobre o envolvimento dele em crimes de corrupção e formação de quadrilha. “Não dá mais! O presidente extrapolou toda tolerância da opinião pública brasileira”, justificou Pedro Lima, presidente da Federação dos Empregados no Comércio e Serviços de Mato Grosso do Sul – Fetracom/MS, que aponta a renúncia como única saída para o presidente.

 

A federação, formada por sindicatos de comerciários de todas as regiões do Estado, está convocando não apenas comerciários e trabalhadores das áreas de serviços, mas a população em geral para a mobilização e paralisação prevista para esta sexta-feira (30) em todo País. “Faremos manifestações na Capital e interior do Estado, em protesto às reformas previdenciária e trabalhista, que penalizam os trabalhadores. Também vamos reforçar o pedido para que ele (Michel Temer) renuncie ao mandato”, afirmou Lima.

 

A Fetracom está orientando seus sindicatos filiados para que paralisem suas atividades de atendimento ao público nesse dia (30) e que engrossem as manifestações que forem feitas em cada cidade/base “em protesto a esse governo ilegítimo e impopular que tenta a todo custo aprovar reformas que precarizam o trabalho e acabam com a aposentadoria”, afirmou Pedro Lima.

 

A entidade também está orientando as lideranças sindicais para que façam contato com a opinião pública e a população em geral, sobre a gravidade dos problemas que o país está enfrentando não só com as ameaças vindas por intermédio das reformas, mas também pela má condução moral e política da maior autoridade do país, o presidente da República, envolvido, comprovadamente pelas investigações da Polícia Federal e Ministério Público, em atos e ações de corrupção e roubo de dinheiro público.

 

“Esses são fatos profundamente lamentáveis, por isso não vemos outra alternativa senão a de pedirmos a renúncia do presidente e que nosso parlamento seja ágil na elaboração de uma emenda à Constituição da República para permitir que o País faça eleições diretas já”, argumenta Pedro Lima. Para ele, só o voto popular, elegendo novo governo, é que vai dar credibilidade para a retomada do desenvolvimento do país.

 

A Fetracom/MS acredita também que só um novo governo poderá ser capaz de efetuar as reformas necessárias, sem entretanto, provocar tamanha perda e dor aos trabalhadores brasileiros, como as reformas que estão em tramitação no Congresso Nacional, hoje, proporcionariam.

 

Coca-Cola estampa latinha contra homofobia; “É Fanta, e daí?”

O Globo

 

Latinha da Coca-cola questiona preconceito -(Foto - Reprodução)

Uma ação interna da Coca-Cola chamou atenção por se apropriar de um trocadilho homofóbico para tentar passar justamente uma ideia contrária ao preconceito. Em latas de refrigerante distribuídas para funcionários lê-se a mensagem “Essa Coca-Cola é Fanta- E daí?”.

 

A lata foi criada para celebrar o Dia Internacional do Orgulho LGBT, comemorado nesta quarta-feira, e contém Fanta laranja. As latas foram distribuídas nas geladeiras dos 13 andares do prédio da Coca, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, para que os funcionários pegassem. Segundo a empresa, não há planos para que as latas da ação sejam comercializadas no mercado.

 

“Criamos uma lata especial para reconhecer quem ignora rótulos, desafia os preconceitos e assume quem realmente é. Essa Coca é orgulho. Essa Coca é respeito. Essa Coca é Fanta”, diz a lata.

 

Junto com o refrigerante, os funcionários receberam um e-mail da empresa. No texto, a Coca-Cola diz que “Assim como as sociedades se transformam as empresas também precisam se reinventar e acompanhar as mudanças.” A Coca destaca, por fim, a necessidade de “construir um presente mais inclusivo”.

 

 

 

 

Teatro musical infantil “Meu Mano Humano’ será apresentada neste domingo e segunda-feira

Assessoria

Com trilha sonora e dramaturgia original, a peça de cinquenta minutos de duração trata dos temas citados de maneira descontraída e direta.(Foto:Divulgação)

A Cia. Última Hora, formada por acadêmicos, egressos e docentes do curso de Artes Cências da UFGD, vai estreiar neste final de semana em Dourados seu novo trabalho, intitulado “MEU MANO HUMANO”, um espetáculo de teatro musical para crianças de todas as idades.

 

Serão cinco apresentações no Teatro Municipal de Dourados nos dias 02 e 03 de julho de 2017. No dia 02, às 17h e às 20h. No dia 03, às 8h30, 14h30 e às 20h. Os ingressos custam R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia), e criança com até 4 anos não pagam.

 

Em 2016, a trupe recebeu o Prêmio Rubens Corrêa de Teatro, promovido pela Fundação de Cultura do Estado de Mato Grosso do Sul, e, com este investimento, montou o espetáculo “Meu Mano Humano”, na maior produção da companhia até então, com direção de Marcos Chaves. Além de Dourados, a peça seguirá para as cidades de Campo Grande e Três Lagoas.

 

‘Meu Mano Humano’ debate temas como adoção, aceitação de diferenças, amadurecimento e superação de traumas em um universo fantástico onde Palomito, um gato carinhoso, mas muito medroso, descobre que seus “pais humanos” terão um bebê; e ao lado de seus amigos, questiona sua própria natureza e decide fazer escolhas que mudarão para sempre sua vida.

 

Com trilha sonora e dramaturgia original, a peça de cinquenta minutos de duração trata dos temas citados de maneira descontraída e direta, utilizando-se de referências populares intercaladas com momentos de expressiva performatividade contemporânea.

 

O Grupo

 

A douradense Cia Última Hora, composta por professores do curso de Artes Cênicas e alunos do curso, atua desde 2014, nasceu nos corredores do Núcleo de Artes Cênicas da FACALE – UFGD e da vontade dos artistas envolvidos de ampliar pesquisas artísticas pessoais e práticas em artes cênicas.

 

No primeiro ano foram montadas as peças “A menina sem chapéu e o lobo que não era mau”, inspirada no clássico Chapeuzinho Vermelho e voltada para o público da infância e juventude, e “Tristão e Isolda” – como teatro de rua – a partir do conto medieval de mesmo nome; ambas as obras com direção de Marcos Chaves. O espetáculo de rua recebeu o Prêmio Funarte Artes na Rua, e em 2015 circulou nos estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná.

 

Neste ano, a companhia também recebeu o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna, o que possibilitou a montagem das ações cênico-performativas “Fragmentos de corpos urbanos – Parte I”, com direção artística de Ariane Guerra. Fragmentos estreou em 2016 e teve apresentações em Dourados e em Pelotas no Rio Grande do Sul.

 

Mais informações da peça com a professora Flávia Janiaski, pelo celular 9-8102-7275 ou pelo e-mail: flajaniaski@hotmail.com

Para saber mais sobre Cia Ultima Hora acesse http://ciaultimahora.blogspot.com.br ou entre em contato pelo e-mail: ciaultimahora@gmail.com

 

PROCESSO CRIATIVO

“Meu Mano Humano” virou projeto teatral em 2013 através de um argumento do diretor Marcos Chaves, inspirado em um momento real e em um gato que existiu. A obra foi abraçada, ainda enquanto projeto, e atualizada pelo dramaturgo Tig Vieira – que mergulhou na história e na proposta da Cia. Última Hora.

 

Unidos pela montagem e contemplados com o Prêmio Rubêns Correa de Teatro 2016, a história do gato-personagem “Palomito” começou a sair do papel. Foram feitas audições para incorporar novos artistas para o espetáculo, e por meio desta ação Eric Serafim, Kalize Mariane e Marco Aurélio Dolci se juntaram a Ariane Guerra, Junior Souza, Rodrigo Pera, Romário Hilário, Marina Cucco e Géssica Keylla para compor um grande elenco. A produção primorosa de Flávia Janiaski subsidiou o processo, e todos os envolvidos se desdobraram em duas ou mais funções, em mil ou mais braços e olhares para dar vida a essa peça para crianças de todas as idades.

 

Como musical, destacamos no processo a construção das canções que compõe o espetáculo. Os artistas cantam e tocam instrumentos em cena, viram híbridos neste universo fantástico e poético. Há um cuidado da trupe com as músicas e com as cenas, de cantar não apenas uma melodia – mas uma mescla de expressividade e entrega. Neste ínterim, a plateia poderá perceber canções inéditas simples, compostas, e até trechos complexos, feitos para abraçar o público e afagar Palomito para enfrentar seus medos.

 

FICHA TÉCNICA:

Direção: Marcos Chaves

Direção Musical: Marcos Chaves

Assistentes de Direção: Junior Souza (Musical); Ariane Guerra (Coreografia); Flávia Janiaski (Cena)

Preparação Corporal: Romário Hilário

Elenco: Ariane Guerra, Eric Serafim, Géssica Keylla, Junior Souza, Kalize Mariane, Marco Aurélio Dolci, Marina Cucco, Rodrigo Pera e Romário Hilário

Produção: Flávia Janiaski

Assistente de produção: Joisce Dias e Tiemy Ikegami

Criação de Luz: Gil Esper

Figurino e Cenário: Rodrigo Pera

Trilha Sonora Original: Marcos Chaves e Junior Souza

Dramatugia: Tig Vieira

Design gráfico: Tig Vieira

Assistência de Iluminação e Técnica: Eduardo Lemos e Rodrigo Bento

Fotografia: Raique Moura

Apoio: FACALE/UFGD

Temer classifica denúncia de “ficção”, critica Janot e cobra provas concretas

Agência Brasil

Presidente Michel Temer durante pronunciamento no Palácio do Planalto para rebater denúncia da Procuradoria-Geral da República. (Foto:Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Cercado de ministros e de parlamentares da base governista, o presidente Michel Temer fez um pronunciamento em que contestou a denúncia apresentada nesta segunda-feira (26) contra ele e criticou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, responsável pela denúncia levada ao Supremo Tribunal Federal (STF). No discurso, Temer afirmou que sua “preocupação é mínima” com a denúncia e classificou a peça de Janot como uma “obra de ficção”.

 

“Sou da área jurídica e não me impressiono com fundamentos ou, quem sabe, a falta de fundamentos jurídicos porque advoquei por mais de 40 anos. E sei quando a matéria tem ou não tem fundamento jurídico. Minha preocupação é mínima, mas respeito o Judiciário e as decisões judiciárias”, disse Temer ao iniciar o discurso, no Palácio do Planalto.

 

Segundo ele, a denúncia prejudica não só ele, mas o país, uma vez que surgem “exatamente nesse momento em que estamos colocando o país nos trilhos”.

Provas

 

O presidente nega ter cometido crime de corrupção passiva e recebido vantagens indevidas. “Sou vítima dessa infâmia de natureza política. Fui denunciado por corrupção passiva sem jamais ter recebido valores ou praticado de acertos para cometer ilícitos. Onde estão as provas concretas de recebimento desses valores? Não existem”, acrescentou.

 

Temer classificou a denúncia de uma obra de ficção. “Criaram uma trama de novela. A denúncia é uma ficção”.

 

Gravação

 

Sobre a gravação da conversa que teve com o empresário Joesley Batista, dono da JBS, Temer argumentou que as interrupções no áudio tornam a gravação uma prova ilícita e inválida para a Justiça. A gravação é uma das provas elencadas por Janot para embasar a denúncia contra o presidente. O empresário gravou um encontro que teve com Temer, no Palácio do Jaburu, e entregou o áudio para o Ministério Público Federal, com que firmou acordo de delação premiada. Na gravação, segundo Joesley, Temer dá aval para que que continue pagando uma espécie de mesada para Eduardo Cunha, ex-deputado federal e que está preso na Operação Lava Jato.

 

Para Temer, o procurador-geral da República criou uma nova categoria de denúncia. “Percebo que reinventaram o Código Penal e incluíram uma nova categoria: a denúncia por ilação. Se alguém que conheço cometeu um crime, ou se tiro uma foto ao lado de alguém, a nova ilação é que sou criminoso”, disse o presidente.

 

Janot

 

No discurso, Temer insinuou que Rodrigo Janot pode ter se beneficiado com a delação premiada da JBS, afirmando que “um assessor muito próximo” e “homem de estrita confiança” do PGR seria suspeito por ter deixado a procuradoria para trabalhar “em uma empresa que faz delação premiada”.

 

As atitudes de Janot, disse o presidente, “abrem precedente perigosíssimo em nosso direito porque permite as mais variadas conclusões sobre pessoas de bem e honestas. Por exemplo, construir a seguinte hipótese sobre um assessor muito próximo ao PGR – e dou seu nome por uma única razão: meu nome foi usado deslavadamente nas denúncias, havendo desejo de ressaltar em letras garrafais menu nome – Marcelo Miller, homem da mais estrita confiança do senhor procurador-geral”.

 

“O sonho de todo acadêmico em direito era prestar concurso para procurador da República. Pois esse senhor que mencionei deixa o emprego [de procurador] para trabalhar em empresa que faz delação premiada. Esse cidadão saiu e já foi trabalhar para esta empresa e ganhou milhões em poucos meses. Garantiu a seu novo patrão, na empresa, acordo benevolente, e delação que tira seu patrão das garras da Justiça e gera impunidade nunca antes vista”, acrescentou. Na delação premiada firmada com o MPF, Joesley Batista não será preso e pode morar fora do país.

 

“Pela nova ‘lei da ilação’, ora criada nessa denúncia, poderíamos concluir nessa hipótese que os milhões em honorários não viessem unicamente para o assessor de confiança que deixou a procuradoria. Mas não farei ilações. Tenho a absoluta convicção de que não posso denunciar sem provas nem fazer ilações. Não posso ser irresponsável”, disse. “No caso desse senhor grampeador, o desespero de se safar da cadeia moveu ele e seus capangas para fazer a ilação e distribuir o prêmio da impunidade”, disse, em referência a Joesley Batista.

 

Fatiamento

 

Ainda em tom crítico a Janot, Temer disse que o procurador tem “fatiado as denúncias para criar fatos semanais contra o governo”, o que, segundo o presidente, é “um atentado contra nosso país”. E concluiu dizendo que não vai desistir de sua defesa, do governo nem das reformas propostas.

 

“Falo hoje em defesa da instituição Presidência da República e em defesa da minha honra pessoal. Eu tenho orgulho de ser presidente, é algo tocante. Tenho a honra de ser presidente pelos avanços que meu governo praticou. Minha disposição é trabalhar para o Brasil e continuar com as reformas. Portanto não fugirei das batalhas, nem da guerra que teremos pela frente. Minha disposição não acabará com ataques. Não me falta coragem para seguir na reconstrução do país”.

 

Denúncia

 

Na denúncia apresentada por Rodrigo Janot, Temer é acusado de prática de corrupção passiva. A acusação está baseada nas investigações iniciadas a partir do acordo de delação premiada da JBS.

 

Para o procurador, Temer usou o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures – que foi assessor do presidente – para receber vantagens indevidas. “Entre os meses de março a abril de 2017, com vontade livre e consciente, o Presidente da República Michel Miguel Temer Lulia, valendo-se de sua condição de chefe do Poder Executivo e liderança política nacional, recebeu para si, em unidade de desígnios e por intermédio de Rodrigo Santos da Rocha Loures, vantagem indevida de R$ 500.000 ofertada por Joesley Batista, presidente da sociedade empresária J&F Investimentos S.A., cujo pagamento foi realizado pelo executivo da J&F Ricardo Saud”, diz a denúncia.

 

A denúncia foi enviada ao gabinete do ministro Edson Fachin, relator da investigação envolvendo o presidente. O ministro poderá conceder prazo de 15 dias para manifestação da defesa antes de enviá-la para a Câmara. A formalidade de envio deverá ser cumprida pela presidente do STF, Cármen Lúcia.

 

Mesmo com a chegada da denúncia, o STF não poderá analisar a questão antes de uma decisão prévia da Câmara dos Deputados. De acordo com a Constituição, a denúncia apresentada contra Temer somente poderá ser analisada após ter o aval de 342 deputados, o equivalente a dois terços do número de deputados da Câmara.