segunda-feira, 22 de junho de 2026

Servidores municipais da capital fazem panelaço na Prefeitura

G1/MS

 

Agentes usaram nariz de palhaço (Foto: Graziela Rezende/ G1 MS)

Servidores municipais de Campo Grande fazem manifestação nesta terça-feira (19) em frente à prefeitura. Estão reunidos na calçada do Paço Municipal agentes comunitários de saúde, trabalhadores administrativos de escolas e professores. Representantes das categorias afirmam que, ao todo, há cerca de 850 pessoas no ato. Eles estão com panelas, apitos, faixas e cartazes. Há ainda trio elétrico. O prefeito Alcides Bernal (PP) participou de reunião com professores.

 

Os primeiros a protestar em frente à prefeituras foram os agentes da Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau) e administrativos. De acordo com Marcos Tabosa, presidente do Sindicato dos Servidores Municipais (Sisem), o ato é em prol de benefícios para a categoria.

 

“Estamos reivindicando apenas bolsa-alimentação e o pró-funcionário”, disse Tabosa. Ele acrescenta que o manifesto é consequência da “indecisão” do prefeito Alcides Bernal (PP). “Queremos trabalhar. Nós estamos aqui por indecisão do Bernal”. O grupo já fez vários atos em frente à prefeitura. Os administrativos estão em greve.

 

Professores

 

Professores da Rede Municipal de Ensino fazem nesta terça-feira uma paralisação. Eles

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caminharam da área central do município até a prefeitura e ‘chamam’ motoristas a fazer buzinaço.

 

O presidente da Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Básica (ACP), Lucilío Souza Nobre, declarou que o ato é porque o prefeito enviou à Câmara Municipal projeto de lei sem acordar com a categoria. “Ele rompeu o que estava combinado. O nosso último recurso será a greve em 26 de abril”.

Manifestantes usam panelas para fazer barulho (Foto: Graziela Rezende/ G1 MS)

 

O sindicalista fala ainda que a ACP encaminhou 10 ofícios e teve 12 reuniões com o prefeito, porém, segundo Lucílio, em nenhuma o chefe do Executivo sinalizou qualquer aumento.

 

“Ao contráriom nos deu apenas 6,57%. A prefeitura sabe que são os sindicalistas que constróem a política salarial e não o prefeito”. O presidente da ACP finaliza: “estamos tendo muita dificuldade para falar com ele [Bernal]”.

 

De acordo com Lucílio, aderiram à paralisação desta terça-feira 25% das escolas e 25% dos Centros de Educação Infantil. A TV Morena esteve em três escolas e elas estavam funcionando parcialmente.

 

 

 

Fetems faz Assembleia Geral nesta quinta para debater reajuste dos servidores

Assessoria

 

Os 73 sindicatos filiados

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à FETEMS estão debatendo em seus sindicatos a seguinte contra proposta referente a feita pelo Governo do Estado, o abono salarial de R$ 200, proposto na data base de reajuste, 1° de maio, acatar o abono desde que haja, por parte do poder público a incorporação no salário, no máximo até outubro deste ano.

 

Além disso, a Federação está debatendo com o Governo a construção do Plano de Cargos e Carreira, após a incorporação dos administrativos na Lei Complementar 0087, o Estatuto dos Profissionais da Educação Básica de Campo Grande. O plano prevê um piso salarial para os administrativos em educação, equivalente a 75% do piso dos professores para quem tem profuncionário, dentre outras questões importantes para se consolidar uma carreira com valorização para a categoria. MS será um dos primeiros estados brasileiros a ter está conquista. A expectativa é de que até outubro o PCCR dos administrativos seja uma realidade.

 

Ainda sobre o PCCR questões como profuncionário de nível superior e fim do critério de vaga para mudança de letra, também estão sendo debatidos.

 

O abono significará um reajuste de 10% a 20% para 11.899 servidores de

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todas as categorias de servidores do Estado, menos a de professores que tem a data base em janeiro e o Piso Salarial Nacional. Na educação, por exemplo, um agente de

atividades educacionais, com profuncionário, que ganha na letra A, R$ 1107,24 passará a receber R$ 1.307,24, que equivale a 18,06% de reajuste.

 

Como dito acima a FETEMS e seus Simtedes não abrem mão da incorporação do abono na estrutura de carreira e irá batalhar para que o Governo dê uma data concreta para isso

e também faça uma legislação regulamentando o processo.

Fetems repudia ações de sindicatos contra a Lei do Piso

Diário Digital

 

As entidades entraram com ações pedindo para que a Justiça proíba a prefeitura da Capital de conceder o reajuste salarial do Piso Nacional para os professores da Rede Municipal (Foto - Victor Chileno / Arquivo DD)

 

A Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), entidade que representa mais de 25 mil trabalhadores e trabalhadoras do ensino público de MS, emitiu nota de repúdio contra o Sintaem – CG (Sindicato dos Trabalhadores Administrativos da Educação Municipal de Campo Grande) e o Sintesp (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Pública no Município de Campo Grande).

 

As entidades entraram com ações pedindo para que a Justiça proíba a prefeitura da Capital de conceder o reajuste salarial do Piso Nacional para os professores da Rede Municipal.

 

“Comunicamos aos respectivos sindicatos que a Lei do Piso Salarial Nacional dos Professores é Federal, uma luta que demorou mais de 100 anos para ser conquistada e que dessa luta, que custou muitas passeatas, muitas greves, muitos embates com os poderes constituídos, nós jamais vamos abrir mão e sabemos detalhadamente o embase jurídico e forte que a mesma possui”, disse a Fetems em nota encaminhada à imprensa. A mais recente ação é da data de 14 de março. O juiz David de Oliveira Gomes Filho, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, despachou dando prazo de 72 horas para que o município se manifeste sobre a ação.

 

Professores da rede municipal e estadual de Dourados participarão de greve nacional dia 17

Simted

 

Divulgação

Em Dourados, os educadores das redes estadual e municipal irão paralisar as atividades no dia 17 de março, próxima quinta-feira, em adesão à greve nacional convocada pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação). A decisão foi tomada em assembleia realizada no Simted (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação), no dia 3 deste mês.

 

A CNTE convocou a greve nacional para os dias 15, 16 e 17. Em Dourados os educadores optaram por aderir apenas na quinta-feira. A Confederação convoca os trabalhadores para a greve nacional em defesa da educação pública e contra à retirada de direitos dos trabalhadores.

 

Os educadores exigem o cumprimento da lei do Piso e se mobilizam contra a terceirização, contra a entrega das escolas às OSs (Organizações Sociais), o parcelamento de salários, a militarização e a reorganização das escolas públicas.

 

Na cidade, neste dia de paralisação, será realizado no período da manhã um seminário com o secretário de Comunicação da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Roni Anderson Barbosa, às 8h no auditório do Simted. O tema é a privatização da Petrobras e os reflexos negativos na educação, e terá como debatedor o professor doutor em história, Damião Duque de Farias, ex-reitor da UFGD.

 

No período da tarde, será realizado um ato público em defesa da educação na praça central, às 15h. O Simted convoca todos os educadores da cidade a participarem das atividades programadas para este dia. O movimento tem como objetivo chamar a atenção da sociedade para os riscos que a educação pública está correndo, com os projetos de terceirização tramitando no Congresso Nacional e a reorganização e militarização de escolas, dentre outras tentativas de retiradas de direitos destes trabalhadores.

Servidores administrativos em Dourados são enquadrados como efetivos, afirma Simted

Simted

 

Divulgação

A prefeitura de Dourados divulgou no Diário Oficial de quarta-feira (24), uma lista com o nome dos servidores(as) administrativos enquadrados como efetivos sem sequer serem aprovados em concurso público. Alguns destes servidores(as) trabalhavam nas escolas do município, mas como contratados(as) e terceirizados(as). Há também nome na lista de pessoas que não trabalham mais nestas escolas há pelo menos um ano. O SIMTED irá cobrar da prefeitura esclarecimentos.

 

Para o sindicato, a publicação pode ter sido uma tentativa da administração municipal de regulamentar a lei complementar n° 268 de dezembro de 2014, no qual reenquadrava os servidores(as) das escolas como educacionais. No entanto, esta tentativa foi autoritária, “nos causa muita estranheza, uma vez que desconsiderou as orientações da própria lei para a sua regulamentação, além dos diversos outros equívocos que se percebe nesta publicação”, afirma a presidenta do sindicato, Gleice Barbosa.

 

Desde 2014 o sindicato reivindica o reenquadramento de servidores(as) que trabalham nas escolas como educacionais. Este ano, o SIMTED convocou os trabalhadores(as) para uma assembleia, onde uma das pautas discutidas foi exatamente a regulamentação desta lei.

 

Publicada em janeiro do ano passado, a lei complementar tinha um prazo de 90 dias para ser regulamentada. No entanto, o prazo que vencia em abril, para fazer a regulamentação não foi cumprido. O direito previsto aos servidores de optarem entre se enquadrar como educacional ou institucional também não foi respeitado.

 

A prefeitura também não havia chamado ninguém para discutir sobre o PCCR (Plano de Cargos e carreiras) dos servidores(as) da educação que ficaram o ano passado sem reajuste salarial e sem a reposição até a ultima sexta-feira.

 

Desde 2009, nas escolas havia tantos servidores(a)s educacionais quanto institucionais, e isto era uma situação que gerava confusão, principalmente quando se pretendia fazer uma negociação com o município, por exemplo, para garantir algo a uma das duas categorias.

 

Leia o Diário Oficial do dia 24 de fevereiro, clicando aqui

 

 

Fetems se reúne com governo e define questões sobre o início do ano letivo

Assessoria

 

O debate foi acirrado, principalmente por conta do adiamento do ano letivo (Foto - Divulgação)

A direção da FETEMS  (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) se reuniu, no final da tarde desta terça-feira (26), com a vice-governadora e governadora em exercício, Rose Modesto, a secretária de educação, Maria Cecília e membros da equipe de governo para debater questões como o início do ano letivo, situação dos convocados, concursos e seleção dos coordenadores pedagógicos.

 

De acordo com o presidente da Fetems, Roberto Magno Botareli Cesar, o debate foi acirrado, principalmente por conta do adiamento do ano letivo. “Há semanas estamos debatendo, negociando e nosso principal propósito foi não retroceder, principalmente nas questões que estão sendo solicitadas pela categoria”, disse.

 

 

Início do ano letivo

 

Mesmo após o acirramento o governo não retrocedeu ao adiamento das aulas, porém, após a solicitação da FETEMS, ficou definido que para os profissionais da educação, professores e administrativos, as aulas se iniciarão dia 22 de fevereiro com uma semana pedagógica, os alunos começam no dia 29. Não haverá mais sábados letivos dos que já estavam previstos no calendário escolar pré-estabelecido em 2015.

 

Situação dos convocados com o adiamento: Preocupados com a situação dos convocados a Fetems conseguiu negociar e estes professores receberão em março. As escolas terão que encaminhar os dados até o dia 29 de fevereiro para garantir o pagamento até 15 de março.

 

Seleção dos Coordenadores Pedagógicos: Somente os professores efetivos poderão ser coordenadores. Os profissionais em educação interessados deverão fazer a sua inscrição nas escolas de origem de 1° a 3 de fevereiro. Quem irá selecionar será os diretores e o colegiado escolar nos dias 4 e 5 de fevereiro. Os coordenadores serão de 1° ao 5° ano, de 6° ao 9° ano e do ensino médio.

 

Concurso

 

De 15 a 19 fevereiro serão chamados mais 300 administrativos do último concurso e de 22 a 29 serão chamados mais 500 professores.

 

Participaram da reunião representando a Fetems, além do presidente, Roberto Botareli, o secretário de finanças da entidade, Jaime Texeira e o presidente do Sindicato Campo-Grandense dos profissionais da educação pública (ACP), Lucílio Souza Nobre.