quinta-feira, 12 de março de 2026

Mãe de jovem desaparecido após abordagem do DOF em Ponta Porã é presa por ação de prostituição

 

G1 MS

Mãe de um dos desaparecidos já foi encaminha para o presídio de Ponta Porã (MS) (Foto: Polícia Militar/Divulgação)

 

Rosimeire da Silva, mãe do jovem de 20 anos que desapareceu após abordagem de policiais do Departamento de Operação de Fronteira (DOF), em Ponta Porã, no dia 12 de agosto, foi presa na manhã desta terça-feira (22) por ter um mandado de prisão em aberto por causa de uma ação criminal sobre exploração de prostituição.

 

Segundo a polícia, Rosimeire foi levada na 1ª Delegacia de Polícia, mas ficou detida na 2ª Delegacia até ser transferida para o presídio da cidade.

 

A prisão foi efetuada pela Polícia Militar depois de uma denúncia anônima por causa da aparição na mídia em busca do filho. Ela tinha mandado de prisão em aberto por causa de um processo-crime de 2011. Na época, ela não foi localizada e chegou a ser citada por edital. Como não se apresentou à Justiça o processo foi suspenso em 2013.

 

O mandado de prisão foi expedido pelo juiz Raul Ignatus Nogueira, da 2ª Vara Criminal de Maracaju, onde tramita o processo em segredo de justiça.

 

Conforme a nota da PM, Rosimeire acompanhou os policiais sem apresentar qualquer resistência.

 

Abordagem

 

Além do filho de Rosimeire, estava no veículo o irmão dele de 27 anos que também está desaparecido. Eles foram abordados em um posto de combustíveis por policiais do DOF que fizeram a revista e depois levou um para a viatura e o outro no próprio veículo, conduzido por dois militares.

 

Câmeras de segurança registraram toda a ação que durou cerca de 12 minutos. No mesmo dia, o carro onde os jovens estavam foi encontrado em município paraguaio.

 

O DOF afastou os policiais envolvidos na abordagem e a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios (DEH) de Campo Grande também investiga o caso.

CAPITAL: Dois são presos após simularem acidentes para cometer assaltos

G1 MS

 

Dois homens foram presos na noite de domingo (20), no Jardim Colúmbia, região norte de Campo Grande, após simularem acidentes para cometer assaltos. Pelo menos três pessoas tentaram ajudar e foram rendidas pelos suspeitos.

 

As emboscadas foram montadas nas ruas Pindaré e Urarucaria. Segundo a polícia, os suspeitos deixavam a moto caída no asfalto para simular um acidente, o que fazia com que motoristas reduzissem a velocidade e até parassem para ver o que tinha acontecido. A dupla, então, saia de um mato fazendo menção de que estava com arma na cintura.

 

Pelo menos três vítimas foram identificadas pela polícia. Nenhuma delas chegou a ser assaltada, apenas abordadas.

 

Os suspeitos foram rendidos pelo segurança de um supermercado, no momento em que tentaram roubar a moto de um homem.

 

A dupla estava machucada. De acordo com a polícia, moradores teriam tentado linchar os suspeitos. Um deles ainda teria sido atropelado durante as tentativas de roubo.

 

Os assaltantes de 20 e 29 anos acabaram presos. Com eles não foram encontrados armas e nem objetos roubados. Na casa de um dos suspeitos os policiais apreenderam quatro tabletes de maconha.

 

 

Funcionários e empregada da família participaram do sequestro de garoto

CAMPO GRANDE NEWS

Dos seis presos, três trabalham para a família do menino de 12 anos (Foto: Polícia Nacional do Paraguai)

 

Dos seis presos suspeitos de envolvimento no sequestro de Pedro Urbieta de Souza, 12, dois são funcionários em uma das empresas do pai do garoto e uma é empregada doméstica que trabalha na casa da família da vítima. As informações foram divulgadas na noite deste sábado (19) pela polícia paraguaia.

 

Os detidos são: os funcionários do pai do menino, Felipe Luis Samúdio e Gustavo Alberto Iturbe Valdez, a empregada da família, Eunice Ojeda Sanchez, Vicente Ramon Pereira Arce, Américo Sanchez e Cesar Sebastian Ojeda Sanchez, um dos mentores do grupo.

 

A operação foi chefiada pela polícia nacional do Paraguai e teve participação de equipe do Garras (Delegacia Especializada de Repreensão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros) e policiais civis de Ponta Porã.

 

Pedrinho é filho de Alexandre Reichardt de Souza, dono de uma loja de materiais de construção em Ponta Porã. O menino é sobrinho do ex-prefeito da cidade, Bruno Reichardt, e do ex-ministro do Paraguai Paulo Reichardt. As famílias são tradicionais na região.

 

Caso – O menino foi levado na manhã da quinta-feira (17), por três homens encapuzados que o abordaram na Rua Tiradentes, Centro de Ponta Porã, o colocaram em um carro e fugiram.

 

O delegado que conduz as investigações sobre o sequestro, Rodolfo Daltro, disse que, após ser sequestrado, Pedrinho foi levado para um matagal no perímetro urbano de Pedro Juan Caballero, onde ficou na companhia dos três sequestradores, que conversavam entre si em guarani e o tempo todo falavam com outras pessoas por telefone.

 

Após o último contato, os sequestradores levaram Pedrinho até outro matagal, onde o deixaram. O garoto saiu caminhando e na rua pediu carona. Ele foi levado até a sede regional da Polícia Nacional em Pedro Juan Caballero e logo em seguida entregue aos policiais brasileiros.

 

Os sequestradores pediram R$ 1 milhão para libertar o garoto. mas o delegado afirmou que Pedrinho foi liberado sem o pagamento de resgate. Segundo ele, os sequestradores se sentiram pressionados pela mobilização de forças policiais e decidiram libertar o estudante. “Todas as polícias se mobilizaram, inclusive no Paraguai”, afirmou.

Dois mortos são encontrados em carro paraguaio abandonado perto da fronteira em Ponta Porã, MS

G1 MS

 

Dois homens paraguaios mortos foram encontrados na noite de sábado (19) dentro de um veículo abandonado perto do Posto Divisa, em Ponta Porã, município que faz fronteira com o Paraguai. Segundo o registro policial, as vítimas têm 32 e 42 anos.

 

Uma das vítimas estava no banco de trás e a outra no porta-malas do carro com placas paraguaias. A perícia criminal e papiloscópica foram acionadas para os levantamentos no local. O veículo foi encaminhado ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran) após ser periciado.

 

O caso foi registrado como homicídio qualificado pela traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido na 1ª Delegacia de Polícia de Ponta Porã.

Jovem morta após revidar cantada com tapa estaria grávida de 1 mês, diz amiga

G1 MS

Jovem é morta a tiros após revidar cantada com um tapa em MS (Foto: Reprodução/Facebook)

Tatiane Dias da Silva, de 20 anos, que foi morta a tiros depois de revidar uma cantada com um tapa, estaria grávida de um mês, segundo a amiga e vizinha Bianca Gonçalves Nunes. O crime ocorreu neste sábado (19) em Prudêncio Thomaz, distrito de Rio Brilhante (MS), na casa onde a vítima morava.

 

A jovem estava bebendo com amigos e o namorado na varanda da residência. Quando a bebida acabou, o casal foi buscar mais no bar que fica bem em frente a casa. O dono do estabelecimento, Jorge Luiz Lopes, relatou como tudo aconteceu. “O autor esteve lá e mexeu com ela, inclusive acho que passou a mão nela. Foi onde ela efetuou um tapa cara dele.”

 

Depois de atirar o homem fugiu. Como o delegado de Rio Brilhante está em férias, o responsável pelo caso é o delegado Roberto Faria, de Nova Alvorada do Sul (MS). Ele disse que o homem não tinha passagem pela polícia e que agora é considerado foragido.

 

“Ele demonstra ser uma pessoa perigosa. Mas eu chamo atenção que sempre está ocorrendo de termos bebida alcoólica por trás desses crimes”, afirmou o delegado.

Bianca disse que não consegue entender tamanha crueldade. “Ninguém imaginava isso dele, porque sempre conversava com a gente de boa, nunca fez essas coisas e pra faz isso agora.”

 

A polícia ainda faz buscas atrás do suspeito. O núcleo regional do Instituto de Medicina Legal de Dourados disse que o corpo de Tatiane foi liberado para a família na tarde deste sábado.

Polícia prende suspeitos do sequestro de menino de 12 anos em MS

G1 MS

 

A polícia prendeu, neste sábado (19), os suspeitos do sequestro de um menino de 12 anos em Ponta Porã (MS). A prisão ocorreu no Paraguai em ação conjunta entre as forças de segurança brasileira e paraguaia. O sequestro foi na quinta-feira (17).

 

O carro onde estava o garoto foi parado por um outro veículo durante o trajeto para a escola. Dois homens armados retiraram o menino enquanto o motorista da família fugiu. À noite, o adolescente foi libertado.

 

Os suspeitos, quatro pessoas, são todos paraguaios. O chefe da quadrilha elaborou o plano de dentro de um presídio. O cativeiro foi em uma casa na periferia de Pedro Juan Caballero.

Jovem é morta a tiros após revidar cantada com um tapa em Rio Brilhante

G1 MS

 

Uma jovem de 20 anos foi morta com pelo menos 5 tiros, segundo boletim de ocorrência, após revidar uma cantada com um tapa. O caso aconteceu em Rio Brilhante, no sul de Mato Grosso do Sul, na noite de sexta-feira (18).

 

De acordo com o registro policial, a vítima tinha ido a um bar com o namorado quando um homem de 41 anos deu em cima dela. Insatisfeita, a mulher revidou com um tapa no rosto do suspeito. Ele prometeu buscar uma arma e voltar.

 

O homem retornou e foi até a casa da jovem – que fica em frente ao bar. A vítima morreu no local. O suspeito já foi identificado. O caso foi registrado como homicídio qualificado por motivo fútil.

Delegado diz que família não pagou resgate de menino sequestrado em Ponta Porã

Adriano Moretto e Osvaldo Duarte
Dourados News

 

Jovem foi sequestrado ontem pela manhã (Foto: Divulgação)

O delegado do SIG (Serviço de Investigações Gerais) da Polícia Civil de Ponta Porã, Rodolfo Daltro, afirmou ao Dourados News que não houve pagamento pela liberação de Pedro Urbieta de Souza, 12, sequestrado por trio encapuzado na manhã de quinta-feira (17) na região central de Ponta Porã e liberado no final da noite do mesmo dia.

 

Conforme o delegado, existiram pelo menos dois contatos dos autores com familiares, porém, nada foi entregue.

 

O menino é de família influente na região, filho de Alexandre Reichardt de Souza, dono de uma loja de materiais de construção em Pedro Juan Caballero, sobrinho do ex-prefeito da cidade, Bruno Reichardt, e do ex-ministro do Paraguai, Paulo Reichardt.

 

De acordo om Daltro, houve uma grande mobilização das forças policiais para que o menor fosse solto, o que pode ter feito os sequestradores recuarem diante das pedidas.

 

Além dos órgãos de segurança da fronteira, agentes do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco e Resgate) de Campo Grande e da Polícia Nacional do Paraguai, onde informações apontavam a estadia do grupo após o rapto, atuaram na ocorrência.

 

Urbieta foi deixado em matagal no território paraguaio, porém, os criminosos conseguiram escapar.

 

Apesar do final feliz para a família do adolescente, a polícia continua trabalhando no caso na tentativa de localizar e prender os suspeitos.

 

ASSISTA

Deodapolense esquartejado gravou pedido de desculpas para o PCC

Vicentina Online

Fernando foi esquartejado e deixado em rua do Los Angeles. (Foto: Reprodução do vídeo)

Fernando do Nascimento dos Santos, 22 anos, encontrado, nesta quarta-feira (16), em Campo Grande, morto e enrolado em um cobertor, mãos amarradas para trás, cabeça e as pernas separadas do corpo, gravou um vídeo pedindo desculpas para a facção do PCC (Primeiro Comando da Capital).

 

Com gravação de 14 segundos, ele aparece no vídeo em uma cadeira onde pede desculpas. “Ao Primeiro Comando da Capital, esse recado aqui vai pra todos os lixo que se encontra aí no nosso Estado, aí aonde for aí, nóis vai mata tudo, entendeu? esse daqui vai um recado, entendeu? Nosso, o Primeiro Comando da Capital, família 1533, entendeu?” , disse nas imagens.

 

Em seguida ele tem a camiseta rasgada. O assassino usa um faca para decepar a cabeça. As imagens foram editadas para não mostrar a violência.

 

Fernando é nascido em Deodápolis, mas morava em Nova Alvorada do Sul. Mais detalhes da investigação ainda não foram reveladas.

MP denuncia suspeito de matar musicista de MS por latrocínio e ocultação de cadáver e mais um

G1 MS

Musicista Mayara Amaral foi encontrada morta e teve o corpo carbonizado em Campo Grande (Foto: Reprodução/Facebook)

 

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MP-MS) ajuizou ação penal contra Luiz Alberto Bastos Barbosa pelos crimes de latrocínio, ocultação e destruição parcial de cadáver da musicista Mayara Amaral e Anderson Sanches Pereira por receptação.

 

O promotor de Justiça Clóvis Amauri Smaniotto afirmou que o crime de latrocínio agravado, pelo qual o suspeito foi denunciado, é o mais grave das leis penais brasileiras e descartou nesse caso o crime de feminicídio, conforme especulações.

 

Segundo as investigações, Barbosa e Mayara se encontraram em um motel de Campo Grande no último dia 24 de julho e alí ele teria matado a vítima a marteladas. O exame necroscópico comprovou que a causa da morte foi traumatismo craniano.

 

Depois o suspeito deixou o corpo à beira da rodovia que vai para Rochedo e colocou fogo na vegetação. No dia da prisão, ele disse que a intenção era roubar os bens da musicista que foi calculado em R$ 17,3 mil.

 

O veículo da vítima Barbosa vendeu para Anderson Sanches, denunciado por receptação. Um terceiro suspeito foi preso, mas não foi indiciado por crimes ligados à morte de Mayara.

 

A denúncia contra Luiz Alberto foi pelo crime de latrocínio, agravado pelo motivo torpe, ou seja, por ódio da vítima e contra pessoa com envolvimento amoroso – violência doméstica. Ele também é acusado pela ocultação e destruição parcial de cadáver, agravado para assegurar a impunidade e vantagem do crime de latrocínio, com uso de fogo e que podia resultar em crime comum.

 

De acordo com a ação penal ajuizada, o promotor de Justiça pede que seja mantida a prisão preventiva dos suspeitos, além disso Sanches é reincidente e foi condenado anteriormente pela prática do crime de roubo majorado, tendo cumprido a pena e beneficiado com indulto no dia 21 de março de 2016.

 

Smaniotto pede ainda que os suspeitos sejam condenados à reparação de danos morais e materiais aos seus herdeiros da vítima.

 

De acordo com a acusação, o promotor explicou que Luiz Alberto pode ser condenado a pensa de 21 a 33 anos de prisão e Anderson a uma pena de 1 a 3 anos de prisão.

Exames em sangue encontrado na casa do suspeito de matar Kauan continuam inconclusivos, diz polícia

G1 MS

Kauan, de 9 anos, está desaparecido há 50 dias (Foto: Reprodução/ TV Morena)

 

Os exames para comparar o DNA do sangue encontrado na casa do suspeito de matar e desaparecer Kauan Andrade Soares do Santos, de 9 anos, em Campo Grande, foram inconclusivos porque, segundo o delegado Paulo Sérgio Lauretto, o local foi lavado. O que dificulta o trabalho dos peritos. A única certeza é de que trata de sangue humano.

 

“Se nós já tivéssemos o próprio corpo para fazer os exames periciais, se esse material coletado no local reagisse positivamente, esse período e possível degradação pelo tempo, com certeza o resultado seria mais fácil e teríamos até mesmo concluído este caso”, afirmou o titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Criança e ao Adolescente (Depca).

 

O desaparecimento de Kauan completa 50 dias. O corpo ainda não foi encontrado e o suspeito que está preso desde o dia 21 de julho. A princípio a prisão foi mantida por causa de materiais de pedofilia encontrados na casa dele e a acusação de oito casos de estupro de vulnerável.

 

Mesmo negando os fatos, a Justiça concedeu prisão temporária por 30 dias por causa da morte e desaparecimento do garoto que foi visto pela última vez no dia 25 de junho.

 

 

Um adolescente de 14 anos apreendido por suspeita de participar do crime contou à polícia como tudo teria acontecido. De acordo com o depoimento, Kauan foi estuprado e morto dentro da casa do professor e o corpo teria sido jogado no rio Anhanduí.

 

As buscas já percorreram mais de 20 quilômetros de rio, mas nada foi encontrado. Por enquanto, a polícia suspendeu as buscas pelo corpo até surgimento de novas pistas.

 

 

“Diante do quadro que hoje se apresenta não tem nenhuma dúvida [da culpa do professor]”, afirmou o delegado.

Assaltante de joalheria em Dourados responderá por tentativa de homicídio e roubo

Adriano Moretto e Osvaldo Duarte

Dourados News

 

Autor do crime foi encaminhado ao 1º Distrito Policial (Foto: Osvaldo Duarte)

Marcelo Prenda Albernaz Elia, 42, conhecido como ‘Carioca’ e com várias passagens pela polícia, é o autor do roubo a uma joalheria no final da manhã de ontem (8) no Shopping Avenida Center, em Dourados. Ele foi preso por equipe da Força Tática da Polícia Militar logo após o crime.

 

O rapaz responderá por tentativa de homicídio, já que na ação esfaqueou um funcionário do local e também assalto.

 

De acordo com o boletim de ocorrência, o rapaz deixou cair a mochila onde colocou as peças e o dinheiro na tentativa de fuga. Nela havia também uma blusa, provavelmente produto de furto de outra loja no shopping.

 

Carioca foi preso ao tentar se esconder num conjunto de quitinetes localizado na rua Oliveira Marques, próximo ao local.

 

Após o flagrante, ele acabou encaminhado para uma das celas do 1º Distrito Policial de Dourados.

PMA prende três caçadores com animal abatido, armas e munições ilegais de grosso calibre

Assessoria

O animal abatido seria um javaporco, animal com caça permitida, porém, sem permissão de transporte da carne, por questões sanitárias.(Foto: Divulgação)

 

Policiais Militares Ambientais de Batayporã realizavam patrulhamento terrestre na rodovia MS 145, nas proximidades do Distrito de Ipezal, no município de Angélica, ontem (6) às 14h30 e abordaram um veiculo Chevrolet S10, com placas de Deodápolis, onde foram encontradas armas, munições, três cachorros de caça e 12,5 kg de carne de um animal abatido.

 

 

No veículo estavam três indivíduos, de 24, 44 e 54 anos, que retornavam de uma caçada, segundo eles, em uma fazenda no município de Rio Brilhante e que o animal abatido seria um javaporco, animal com caça permitida, porém, sem permissão de transporte da carne, por questões sanitárias.

 

 

Com os infratores, residentes em Deodápolis, foram apreendidas: uma espingarda calibre 12 e uma espingarda calibre 20, além de 7 munições calibre 12 e três munições calibre 20. As armas e munições não possuíam documentação.

 

 

Os infratores receberam voz de prisão e foram encaminhados, juntamente com o material apreendido, à delegacia de Polícia Civil de Angélica, onde foram autuados em flagrante por porte ilegal de arma e saíram depois de pagar fiança. A pena pelo porte ilegal de arma é de dois a quatro anos de detenção.

 

 

A carne será periciada. Caso se comprove que seja de animal silvestre, os três presos também responderão por crime ambiental de caça ilegal. A pena para a caça é de seis meses a um ano de prisão, aumentada de meio ano, se for animal silvestre constante na lista de espécies em extinção.

 

 

Os infratores também poderão ser autuados administrativamente e multados em R$ 5.000,00 se for animal silvestre em extinção e R$ 500,00 se não constar da lista de espécie em extinção.

‘No meu coração, ele está vivo’, diz mãe de Kauan, desaparecido há mais de um mês em MS

TV MORENA

Mãe de Kauan, desaparecido há um mês em Campo Grande (Foto: Reprodução/ TV Morena)

No meu coração, ele está vivo. Meu filho vai chegar… Você fica naquela espera e nada, nada dele”, diz Janete dos Santos Andrade, mãe de Kauan Andrade, que está desaparecido desde o dia 25 de junho, em Campo Grande.

 

 

A polícia acredita que o garoto foi estuprado e morto, mas o corpo ainda não foi encontrado e não existe evidências materiais que comprovem a morte de Kauan.

 

 

Um homem de 38 anos é suspeito dos crimes. Ele está preso desde o dia 21 de julho quando foram encontrados materiais pornográficos infantis na casa dele. Segundo o advogado de defesa, ele já foi indiciado por pedofilia, exploração sexual de menores e abuso sexual.

 

 

A polícia aguarda resultado de cinco laudos, sendo dois da perícia técnica e três de exames de DNA. A expectativa é que os exames fiquem prontos na sexta-feira (4).

Dias antes de ser preso, o suspeito ligou para a família e ofereceu ajuda, segundo a mãe.

 

 

“Ele ligou para a minha menina e falou que se achasse o Kauan, ia trazer aqui. Eu não conhecia ele”, contou Janete.

 

 

O delegado Paulo Sérgio Lauretto, titular da Delegacia Especializado de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), o suspeito nega todos os crimes.

 

 

“Os relatos que nós temo sé que ele teria ido nessa casa dno domingo a noite, e nós temos já a informação de que segunda-feira de manhã essa casa estava com forte cheiro de material de limpeza […] Tem o quarto, a sala e a garagem, então, tem essa trajetória de sangue, trazendo do quarto, passando pela sala e indo para a porta da frente, onde estaria o carro estacionado, no qual teria sido colocado [o garoto]”, afirmou o delegado.

 

 

A perícia esteve na casa do suspeito e recolheu material de manchas de sangue que pode ser da vítima, conforme foi indicado pelo adolescente de 14 anos. A polícia aguarda o resultado dos exames. Também foi verificada uma fossa séptica, mas nada foi encontrado.

 

 

 

O Corpo de Bombeiros realizou buscas por cinco dias no rio Anhanduí, cerca de 20 quilômetros do local onde o corpo teria sido jogado.

 

 

Abordagem

 

Relatos de crianças no bairro apontaram que o suspeito se apresentava como professor e atraia os pequenos para a casa dele, onde oferecia dinheiro em troca de sexo, segundo relatos das vítimas à polícia. “Ele abordava as crianças e se dizia professor. Quem não confia em um professor? Um cidadão acima de qualquer suspeita”, disse o delegado.

Os valores que o suspeito pagava aos pequenos variavam de R$ 5 a 30 e todas tinham o mesmo perfil: eram meninos e alguns cuidavam carros ou vendiam balas para ajudar a família. A polícia investiga ainda se outras três crianças foram vítimas de abuso sexual do suspeito.

O garoto sumiu no dia 25 de junho, depois de sair de casa para brincar no bairro Aero Rancho. O caso começou a ser investigado depois que a família registrou um boletim de ocorrência.

PF cumpre mandados contra à fraude na importação de equipamentos médicos

Diário Digital

 

Operação movimenta policiais em 19 estados (Foto: Arquivo Diário Digital)

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 02/08/2017, a Operação EQUIPOS, que busca desarticular uma organização criminosa dedicada ao contrabando de equipamentos de diagnóstico médico através da Aduana de Controle Integrado (ACI) em Dionísio Cerqueira/SC.

 

Estão sendo cumpridos 62 Mandados de Busca e Apreensão e 19 de Condução Coercitiva em Mato Grosso do Sul e em 44 municípios de mais 18 Estados da Federação (SC, AL, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MS, MG, PA, PB, PR, PI, RJ, RS, RO, SP, SE), expedidos pela Justiça Federal de São Miguel do Oeste/SC, além de um interrogatório em Fort Myers, na Flórida – Estados Unidos, com o apoio de autoridades americanas, em ação de cooperação internacional. Os principais integrantes do grupo criminoso também foram investigados na Operação Shylock, desencadeada em setembro de 2015, e respondem a ação penal perante a Justiça Federal.

 

A investigação iniciou a partir de apreensão de carga de equipamentos médicos em outubro de 2013, na ACI em Dionísio Cerqueira. Na ocasião, foram apreendidos tomógrafos, mamógrafos, dentre outros equipamentos de alto valor comercial, em uma carga avaliada em aproximadamente R$ 3 milhões, sendo R$ 2 milhões os tributos sonegados. Na documentação constava descrição genérica da mercadoria e valor declarado de US$ 180 mil (apenas 10% do valor real). No âmbito do inquérito policial instaurado para apuração do caso, verificou-se que, entre 2011 e 2015, o grupo criminoso investigado introduziu de forma irregular no Brasil outras 12 cargas de equipamentos médicos, remetidas dos Estados Unidos ao nosso país, via trânsito aduaneiro através do Chile e da Argentina.

 

Após a liberação pelas autoridades argentinas, as cargas desapareciam. Porém, notas fiscais emitidas pelo grupo comprovam que tais equipamentos ingressaram no Brasil e foram revendidos para clínicas, hospitais e intermediários de diversas regiões do país. Após a apreensão da carga (em outubro de 2013), o grupo passou a registrar as importações de equipamentos médicos no SISCOMEX, porém, como “EQUIPAMENTOS TIPOGRÁFICOS” – e com declaração subfaturada de apenas 10% do valor real, o que permitiu obter isenção dos impostos de importação e do IPI, além da redução de outros tributos, causando prejuízos milionários à União.

 

A descrição incorreta da mercadoria também liberava fraudulentamente o grupo da necessidade de Licença Prévia de importação e de fiscalização pela ANVISA. Estima-se que, apenas em tributos diretos, a sonegação pode chegar a R$ 20 milhões. São investigados empresários e pessoas jurídicas do ramo de exportação e importação, revendedores, clínicas, hospitais, despachante aduaneiro, além de um doleiro responsável pelo repasse de recursos ilícitos ao grupo.

 

Também é apontado como integrante do grupo criminoso um servidor da Receita Federal com lotação em Dionísio Cerqueira/SC, que teria recebido valores ilícitos em troca de facilitação da ação da quadrilha. Estão sendo sequestrados judicialmente 09 veículos e 21 imóveis dos principais investigados. No total, 250 policiais estão atuando no cumprimento das medidas.