PMA encontrou 136 m³ de lenha (Foto: Divulgação/PMA)
Durante fiscalização, a Polícia Militar Ambiental interditou uma carvoaria em Anaurilândia, a 367 quilômetros de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. No local, foram encontrados 161 m³ de lenha nativa e carvão ilegais. A operação foi feita na tarde de sábado (7) e divulgada ontem (8) pela PMA (Polícia Militar Ambiental).
A carvoaria, localizada em uma fazenda a 16 quilômetros da cidade, possuía licença ambiental, mas o proprietário não tinha licença para os 136 m³ de lenha e 25 m³ de carvão ilegais que estavam no local.
Policiais militares ambientais, além de interditar a carvoaria, aprenderam madeira e carvão sem documentação de origem. Parte da lenha estava em dois caminhões carregados.
O proprietário da carvoaria foi autuado administrativamente e multado em R$ 48.300. O infrator também responderá por crime e poderá pegar pena de seis meses a um ano de detenção.
Andréia Olarte sendo presa. Afirmou que a detenção é perseguição política. (Foto: Fernando Antunes/Campo Grande News)
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) prendeu na manhã desta segunda-feira (15), o prefeito afastado de Campo Grande, Gilmar Olarte, a esposa dele, Andréia Olarte e mais duas pessoas ligadas ao casal. Todos são investigados pelos crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e falsidade ideológica.
Ao sair da residência, sem algemas, Olarte negou as acusações relacionadas a ele e à esposa e trata o caso como perseguição política.
De acordo com o Gaeco, os quatro mandados de prisão temporária expedidos pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) e os seis de busca e apreensão foram cumpridos na capital sul-mato-grossense.
Foram feitas buscas e apreensões na residência do casal Olarte, no estabelecimento comercial de Andréia, na casa e na empresa de um corretor de imóveis e também na casa e no escritório da pessoa que seria quem fornecia o nome para transações imobiliárias.
Conforme o Gaeco, a partir da quebra de sigilo bancário de Andréia Olarte foi verificado que entre os anos de 2014 e 2015, período em que Gilmar estava como prefeito, ela adquiriu vários imóveis em Campo Grande, alguns em nome de terceiros.
As compras, a princípio imcompatíveis com a renda do casal, eram efetuadas com pagamentos iniciais em elevadas quantias, sendo em dinheiro vivo, transferências bancárias e depósitos. Para as compras, o casal contava com ajuda do corretor de imóveis, considerado braço direito de Andréia e de Gilmar, e do comerciante que fornecia o nome para as aquisições.
Viatura do Gaeco na casa de Gilmar Olarte, em Campo Grande (Foto: Osvaldo Nóbrega/ TV Morena)
Ainda segundo o Gaeco, os crimes em investigação têm relação com a operação Adna, em trâmite no TJ-MS. Na ação, Gilmar Olarte é acusado de corrupção passiva.
Gaeco faz busca e apreensão em Paranhos (Foto: MPE/ Divulgação)
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul (MP-MS) cumpre mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (11), em Paranhos.
São alvos de três mandados judiciais expedidos pela Justiça a prefeitura do município, a Secretaria Municipal de Saúde e o Hospital Municipal. O objetivo é apreender documentos e objetos para instruir investigação sobre nepotismo.
A operação leva o nome de São Tomé, em referência ao primeiro caso de nepotismo no Brasil, na época do Império. Os mandados foram expedidos pela comarca de
Suspeitos de planejar ataque terrorista durante os Jogos Olímpicos Rio 2016 passam por Brasília antes (Foto: Agência Brasil)
A Polícia Federal (PF) anunciou, na manhã de hoje (22), que os dez presos na Operação Hashtag, suspeitos de preparar atos terroristas, foram transferidos nesta madrugada para a Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.
Eles foram presos ontem (21) em dez estados diferentes. Eles deverão responder pelos crimes de promoção de organização terrorista e realização de atos preparatórios de terrorismo, ambos previstos na Lei 13.260/2016, conhecida como Lei Antiterrorismo. A lei diz, no Artigo 2º, que “terrorismo consiste na prática por um ou mais indivíduos dos atos previstos neste artigo, por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião, quando cometidos com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio, a paz pública ou a incolumidade pública”.
De acordo com a lei, atos de terror são: “usar ou ameaçar usar, transportar, guardar, portar ou trazer consigo explosivos, gases tóxicos, venenos, conteúdos biológicos, químicos, nucleares ou outros meios capazes de causar danos ou promover destruição em massa”. Segundo a legislação, caso o acusado seja condenado, ele está sujeito a uma pena de 12 anos a 30 anos de prisão, “além das sanções correspondentes à ameaça ou à violência”. As investigações da Operação Hashtag, de acordo com a PF, começaram em abril com o acompanhamento de redes sociais pela Divisão Antiterrorismo.
Os suspeitos presos participavam de um grupo virtual denominado Defensores da Sharia e planejavam adquirir armamentos para cometer crimes no Brasil e até mesmo no exterior. Os mandados judiciais que autorizaram a prisão dos dez suspeitos foram expedidos pela 14ª Vara Federal de
Curitiba. As prisões e mandados de busca e apreensão e de conduções coercitivas foram cumpridos nos estados do Amazonas, Ceará, da Paraíba, de Goiás, Minas Gerais, do Rio de Janeiro, de São Paulo, do Paraná, de Mato Grosso e do Rio Grande do Sul.
Carro bateu na grade de chácara; Samu e PM estiveram no local (Foto: Allysson Maruyama/ TV Morena)
Um rapaz de 25 anos ficou ferido após bater o carro que dirigia na grade de uma chácara, no bairro Caiçara, em Campo Grande. Moradores disseram que escutaram barulho da batida por volta das 4h30.
O jovem foi levado para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Leblon pelo SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Ele não apresentava fraturas.
Segundo a polícia, o condutor aparentava estar embriagado, porém, não foi feito exame de alcoolemia porque a prioridade é o socorro para atendimento médico. Dentro do carro policiais encontraram uma lata de cerveja vazia.
A CNH (Carteira Nacional de Habilitação) do rapaz estava vencida há 70 dias. A documentação do veículo também estava irregular.
Veículo de Rafaat, apesar de blindado, não suportou o calibre das armas usadas na execução (Foto: Direto das Ruas)
O empresário e narcotraficante Jorge Rafaat Toumani foi executado com vários disparos após cair em uma emboscada no início da noite desta quarta-feira (15), em Pedro Juan Caballero – cidade que faz fronteira com a brasileira Ponta Porã, a 323 km de Campo Grande. Rafaat foi condenado em 2014 por tráfico pelo juiz federal Odilon de Oliveira.
Informações do jornal paraguaio ABC Color apontam que a execução ocorreu em uma rua do Centro de Pedro Juan, perto do mercado municipal da cidade. Rafaat seguia em uma Hammer blindada, porém, o veículo não suportou o calibre das munições usadas e ele acabou sendo atingido e morto no local.
Seguranças que o acompanhavam reagiram, fazendo com que houvesse intenso tiroteio na região. Ainda não há número oficial de mortos e feridos, nem detalhes como ocorreu o crime que, por enquanto, acredita-se estar relacionado a disputa pelo controle do tráfico na fronteira entre o Brasil e o Paraguai.
Equipes da Polícia Nacional do Paraguai estão no local. O ABC Color afirma que pelo menos sete pessoas foram feridas, entre elas um agente policial. Além da Hammer de Rafaat, um outro carro também ficou destruído com os disparos. Várias armas de grosso calibre e restritas às forças armadas foram apreendidas.
Condenação – Conhecido também por organizar promoções para compras em Pedro Juan – inclusive, com congelamento da cotação do dólar -, Jorge Rafaat foi condenado por Odilon, juiz da 3ª Vara Federal de Ponta Porã, em 30 de abril de 2014, quando além dele, outros sete traficantes da fronteira foram sentenciados.
Rafaat foi morto após o carro blindado em que estava ser atingido por tiros dessa arma (Foto: Direto das Ruas)
Rafaat foi condenado a várias penas que, somadas, totalizam 47 anos de prisão em regime fechado, além de multa de R$ 403,8 mil. O irmão dele, Joseph Rafaat Toumani, também foi condenado a pena de 15 anos de prisão e multa de R$ 83,2 mil. Aviões, veículos, fazendas e outros imóveis também foram sequestrados pela Justiça Federal.
Ambulâncias transportaram índios feridos até o hospital de Caarapó (Foto - Wilson/Alô Caarapó)
Um confronto entre índios e produtores rurais resultou em pelo menos seis feridos e um morto na manhã desta terça-feira (14) em Caarapó. Até o momento, todas as vítimas atendidas no Hospital Beneficente São Mateus foram identificadas como indígenas. Elas teriam sido baleadas em uma propriedade invadida, a fazenda Yvo, vizinha à Aldeia Te’ Ýikuê.
Um índio que até o momento não teve o nome revelado foi morto a tiros. Ele seria filho do vice-capitão da Aldeia. As estradas no entorno da área de conflito estão fechadas e as polícias Civil e Militar ainda não conseguiram acessar o local, segundo informações extraoficiais enviadas do município.
Dois indígenas foram transferidos para Dourados devido à gravidade dos ferimentos.
A área do confronto é uma fazenda vizinha à aldeia do município. No domingo (12), a proprietária, uma pecuarista de 54 anos moradora em Campo Grande, registrou na Polícia Civil porque a fazenda havia sido invadida por indígenas. Ela alegou que os invasores haviam ameaçado um casal de funcionários que reside na propriedade junto com o filho, uma criança.
Essa fazenda foi invadida no domingo pelos índios, que alegam ser os donos da terra. O CIMI (Conselho Indigenista Missionário) argumenta que a área foi demarcada como terra indígena em 2015. Mas até hoje não houve qualquer publicação oficial por parte do governo federal que homologasse a demarcação e eventual desapropriação dos fazendeiros que detêm o título da propriedade.
Os policiais realizaram vistoria minuciosa e encontraram no baú do caminhão, 800 caixas de cigarros (Foto - Divulgação)
Policiais do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), apreenderam neste domingo, na BR-060 próximo a Bela Vista, um caminhão carregado com 40 mil pacotes de cigarros contrabandeados do Paraguai.
O veículo com placas de Ribeirão Preto (SP), conduzido por um morador de Jaciara (MT), de 33 anos, foi abordado próximo ao posto da Polícia Militar Ambiental. Inicialmente o acusado disse que a carga era de frangos que seriam transportados de Campo Grande para Porto Murtinho.
Os policiais realizaram vistoria minuciosa e encontraram no baú do caminhão, 800 caixas de cigarros, que juntas totalizaram mais de 40 mil pacotes do produto contrabandeado. De acordo com o DOF a carga está avaliada em mais de R$ 1,8 milhão.
O responsável pelo transporte disse ter sido contratado para transportar a carga da fronteira até Campo grande, onde receberia a quantia de R$ 15 mil pelo transporte. O caso foi encaminhado para a Delegacia da Polícia Federal de Ponta Porã.
Carro após capotagem na MS-080 em Campo Grande (Foto: Rafael Martinez/TV Morena)
Um carro capotou, no fim da tarde de ontem (8), na MS-080, em Campo Grande. Segundo o Corpo de Bombeiros, três pessoas ficaram feridas no acidente: o motorista de 79 anos, uma mulher de 70 anos e um menino de 10 anos.
O acidente aconteceu por volta das 17 horas no quilômetro 13 da rodovia, entre a capital sul-mato-grossense e Rochedo. Conforme os bombeiros, o condutor perdeu o controle da direção, o veículo derrapou, capotou em uma curva e parou fora da pista.
As vítimas sofreram ferimentos leves, de acordo com os bombeiros. O motorista e a criança foram encaminhados para a UPA(Unidade de Pronto Atendimento) Coronel Antonino. A mulher foi levada para a Santa Casa.
Não há sinais de frenagem na pista. Equipes do Corpo de Bombeiros e da PMR (Polícia Militar Rodoviária) foram ao local para fazer o atendimento.
Renan Lutz Franco, 33 anos, acusado de matar o pai Rubens Fleitas Rodrigues Franco, 56, a facadas na manhã desta segunda-feira (04) em Dourados, prestou depoimento no 1º Distrito de Polícia Civil.
O autor confessou o crime, mas apresentou declarações “confusas” para explicar a motivação do crime. “Sobre a motivação [do crime], ele declarou assuntos desconexos. Uma hora falava que era perseguido pelo pai, outra hora falava que eles discutiram”, exemplifica o delegado titular do 1º DP, Adilson Stiguivitis. Segundo ele, a polícia acredita que Renan pode estar sob efeito de entorpecentes, possuir alguma debilidade mental ou mais de um fator junto.
Lembrou ainda que uma grande quantidade de medicamentos foi encontrada na residência e que pode estar associada à condição do autor. No entanto, um exame que comprova se ele estava ou não sob efeito de drogas, medicamentos ou possui alguma doença não é realizado no âmbito do inquérito policial. Essa pode ser solicitada por alguma das partes quando o caso estiver na justiça.
A polícia dará andamento ao inquérito identificando se há mais testemunhas para prestar depoimento sobre o caso, como vizinhos ou familiares. O crime foi na residência da vítima, que fica no cruzamento da rua Albino Torraca com a avenida Joaquim Teixeira Alves, na região central de Dourados.
Renan atingiu o pai com sete golpes de faca no pescoço. Após o ocorrido, a polícia foi acionada. Conforme e ocorrência, o homem estava bastante transtornado e se trancou no quarto. Após muita negociação com a polícia, ele resolveu se entregar. O site Dourados News apurou que familiares alegam que o rapaz sofre de distúrbios e está em tratamento. Mediante a isso, irão recorrer na Justiça sobre a prisão, relembre aqui.
Uma equipe de Policiais Militares Ambientais de Jardim recebeu denúncia de que o proprietário de uma olaria estaria degradando as nascentes do rio Brilhante, em Área de Preservação Permanente (APP). A PMA localizou um sítio nesta segunda-feira (4) onde funcionava a olaria, na zona rural do município de Sidrolândia. Foi constatado que um empresário, de cialis tinnitus 54 anos, residente no local, fabricava tijolos sendo que a viagra pro área de retirada da argila estava destruindo nascentes do rio Brilhante.
O infrator cialis tadalafil 20 mg possuía autorização ambiental para o funcionamento da olaria, mas não poderia retirar argila do local de área protegida. As atividades foram interditadas. canada pharmacy cialiscialis for daily use O infrator foi autuado administrativamente e recebeu multa de R$ 20.000,00 e responderá por crime ambiental. cialis otc Se condenado, poderá pegar pena de um a três anos de detenção.
Tortura acontecia em casa no Centro de Campo Grande (Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)
Um princípio de incêndio no Estabelecimento Penal Feminino “Carlos Alberto Jonas Giordano” em Corumbá, mobilizou Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) durante um motim na manhã desta quinta-feira (25).
A confusão foi provocada pelas detentas que são contra a presença da mulher de 31 anos, suspeita de torturar o menino de 4 anos em rituais de magia negra em Campo Grande, segundo informou o diretor-presidente da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), Ailton Stropa.
Ele relatou que detentas colocaram fogo em alguns objetos no solário e que algumas pessoas foram socorridas por terem inalado fumaça tóxica. Até o momento, não há informações do número de feridos. Ainda conforme Stropa, a suspeita de tortura será transferida novamente para outra unidade prisional.
Três presos
Ela foi presa em flagrante na terça-feira (23) e transferida para Corumbá na quarta-feira (24), porque também foi recebida com protestos de presas do Instituto Penal Irmã Irma Zorzi, na capital, após sair da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro.
Objetos usados na tortura foram encontrados na casa (Foto: Divulgação/ Polícia Civil de MS)
O marido dela, de 46 anos, também está preso. Os dois confessaram o crime e disseram que agiam sob influência de uma entidade espiritual, além de afirmar que agrediam a criança em situações fora dos rituais de magia negra. Os nomes dos tios-avós que tinham a guarda não serão divulgados nesta reportagem para garantir os direitos de proteção da criança.
O terceiro suspeito é um jovem de 18 anos, sobrinho do casal e primo da criança. Ele foi preso em Aquidauana e disse que assistia às agressões. Ele presta depoimento nesta manhã na Depca (Delegacia Especializada de Atendimento à Criança e ao Adolescente).
Visita surpresa
O caso foi denunciado depois que a criança foi internada na Santa Casa com ferimentos e sinais de tortura na noite de terça-feira (23) e chocou os profissionais das polícias militar e civil, Conselho Tutelar e médicos que atenderam a ocorrência em Campo Grande.
Conforme a delegada Priscilla Anuda Quarti, há indícios de que a criança já vinha sofrendo agressões físicas há bastante tempo.
Churuto era usado para queimar criança (Foto: Divulgação/ Polícia Civil de MS)
A situação foi descoberta durante uma visita surpresa da equipe multidisciplinar da entidade de acolhimento onde o menino esteve antes de ser adotado. O acompanhamento sistemático é feito durante os seis primeiros meses da adaptação da criança na família extensiva para depois os tios-avós conseguirem a guarda definitiva.
Nesse período, nenhuma anormalidade foi constatada, segundo a coordenadora do núcleo de adoção do Fórum de Campo Grande, Lilian Regina Zeola. A última visita foi feita no dia 29 de outubro de 2015.
Em dezembro, o menino foi levado pelos tios a uma festa do abrigo onde morou. No local vive a irmã dele à espera de adoção. Desde então, a tia não foi mais encontrada pela equipe de acompanhamento, por isso, a visita surpresa foi feita nesta semana.
Policiais presos após denúncia de agressão durante abordagem policial (Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)
O adolescente de 15 anos, que denunciou três policiais militares por susposta agressão em janeiro, foi apreendido com drogas na noite de quinta-feira (11), em Campo Grande. Segundo a Polícia Civil, ele e outro garoto também de 15 anos foram denunciados por ameaça e foram flagrados pela polícia com porções de maconha no Jardim Petrópolis.
O delegado que atendeu o caso, João Eduardo Davanço, disse ao G1 que os adolescentes foram abordados pela Polícia Militar após denúncia de ameaça com arma de fogo em via pública.
“Duas vítimas acionaram a PM, os policiais acharam eles [adolescentes] e cada um estava com uma posse de droga. As vítimas falaram que foram ameaçadas com arma de fogo, mas não foi encontrada arma com os adolescentes. Eles também não obedeceram a ordem [de parada da viatura] e vão responder por ameaça, desobediência e portar drogas para consumo pessoal”, informou Davanço.
Os adolescentes foram levados para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro, onde prestaram depoimento e foram entregues aos responsáveis legais sob compromisso de se apresentarem ao juizado quando forem chamados.
O garoto que denunciou os policiais por agressão no mês passado já tinha registros de atos infracionais, entre eles um análogo a estupro de vulnerável. Os policiais foram presos em flagrante pela Corregedoria da corporação e foram soltos depois de três dias, quando a Justiça concedeu o habeas corpus.
Na época, o Corregedoria informou os policiais denunciados pela susposta agressão são “excelentes policiais, reconhecidos pela tropa e considerados policiais de destaque” e nunca tiveram conduta duvidosa.
Denúncia
O adolescente de 15 anos denunciou ter sido agredido por uma equipe policial durante uma abordagem policial na avenida Júlio Castilho, no dia 19 de janeiro.
No dia da prisão, os policiais prestaram depoimento e negaram a abordagem relatada na denúncia, segundo informou ao G1, na época, o tenente-coronel José Gomes Braga, corregedor-adjunto da PM.
A Associação de Cabos e Soldados considerou as prisões “arbitrárias e injustas”, afirmou que a equipe não abordou o adolescente que fez a denúncia e negou qualquer tipo de agressão ou excesso na abordagem policial.
Para a Corregedoria, o adolescente contou que estava na garupa de uma motocicleta, pilotada por outro garoto, quando uma viatura da PM se aproximou deles. O adolescente disse que foi abordado pela polícia e desceu da motocicleta, mas o piloto fugiu.
Segundo o garoto, a equipe policial seguiu o piloto, mas não conseguiu alcançá-lo e depois voltou ao local da abordagem, onde o garoto estava. Ele disse que foi colocado na viatura e levado pelos policiais para outro local, onde foi agredido e forçado a falar quem seria o piloto que fugiu.
De acordo com a ACS, a equipe policial confirmou que seguiu uma motocicleta com dois jovens em atitude suspeita, no mesmo local e horário relatado na denúncia, e deu ordem de parada, mas o veículo não acatou e fugiu.
Mobilização
A prisão dos três policiais militares gerou grande mobilização entre agentes da segurança pública. No dia seguinte à prisão, os policiais estiveram em audiência de custódia no Fórum de Campo Grande. Do lado de fora, policiais civis, militares, guardas municipais e agentes penitenciários se mobilizaram em frente ao local e acompanharam a chegada e a saída dos três policiais denunciados.
A rua 25 de Dezembro entre a Barão do Rio Branco e a rua Da Paz foi interditada para o trânsito de veículos devido à mobilização. Cerca de 200 pessoas participaram. No dia seguinte, policiais algeram o próprio braço em apoio aos colegas que ainda estavam presos.
Balanço divulgado nesta semana pelo DOF revela que em apenas 40 dias o Departamento de Operações de Fronteira já tirou de circulação na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai e a Bolívia quase 11 toneladas de drogas.
As apreensões expressam o melhor começo de ano do DOF em seus 28 anos de história. As apreensões de drogas realizadas neste início de 2016 representam 95% mais que no mesmo período de 2015 e mais de 750% se comparado ao mesmo período de 2014.
A maconha continua saindo de forma mais “pesada” da região Sul do estado, principalmente das cidades de Pedro Juan Cabalero, Ponta Porã e Capitan Bado, Coronel Sapucaia e as maiores apreensões foram registradas na região de Maracaju e Caarapó, com mais de 6 toneladas da droga.
O DOF registrou ainda um aumento expressivo de ocorrências do “trafico formiguinha”, aquele em que pessoas tentam passar a droga em ônibus e veículos de passeio, principalmente na BR-463 entre Ponta Porã e Dourados e na BR-262 na região de Corumbá.
As apreensões de cocaína e de pasta base de cocaína também aumentaram nesse início de 2016. Ao todo foram 80 quilos de cocaína, mais de 1.000% se comparado ao mesmo período de 2015. Já os mais de 19 quilos de pasta base de cocaína tiradas de circulação, representam 250% de aumento em comparação com o mesmo período do ano passado.
Passa de 40 o número de pessoas presas por de tráfico de drogas. Outros 6 abordados estavam com mandados de prisão em aberto e foram presos.
O DOF também apreendeu, nesses 40 dias, 17 mil pacotes de cigarro contrabandeados do Paraguai, avaliados em R$ 750 mil; 286 pneus, que no mercado custariam mais de R$ 50 mil; e ainda 8 armas de fogo e269 munições; e recuperou ainda 23 veículos furtados ou roubados.
Todas as apreensões realizadas pelo DOF são resultado do estudo sazonal do tráfico e do crime na fronteira, bem como do planejamento operacional pré-carnaval e dos mais de 1.400 bloqueios viários, que resultaram na abordagem de mais de 14 mil veículos e de 20 mil pessoas.
“O trabalho de planejamento operacional, com estudo específico do setor de inteligência do DOF, analisando a oferta e a procura da droga, principalmente a maconha, com a finalidade de atender os grandes centros do Brasil no período de carnaval, nos motivou a antecipar nossas operações na fronteira, onde havia um volume de droga represado por conta das chuvas do começo do ano”, explica o coronel Ary Carlos Barbosa, diretor do DOF.
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