quinta-feira, 19 de março de 2026

SAÚDE – Tomar vacinas faz parte do pré-natal

Assessoria

 

A mulher precisa estar com a carteirinha de vacinação em dia antes de engravidar, mas quando isso não é possível, algumas vacinas podem ser tomadas. Também é interessante imunizar os adultos que terão contato com o recém-nascido.

 

É preciso estar atento às mudanças, como a indicação da vacina Tríplice Bacteriana (dTpa-Difteria, Tétano e Coqueluche) que até há pouco tempo era a partir de 27 semanas de gestação, agora a indicação é com 20 semanas. Ela é importante, porque além da proteção contra a Coqueluche, a vacina dTpa também protege contra o tétano neonatal, infecção que pode ocorrer com instrumentos inadequados e contaminados usados para cortar o cordão umbilical. É importante tomar esse medicamento é devido ao aumento dos casos de Coqueluche em recém-nascidos e lactentes antes de 1 ano de idade, além de causar complicações mais graves, como as altas taxas de morte, pois os indivíduos contaminados estão mais susceptíveis a pneumonia, convulsões e danos cerebrais.

 

Durante a gestação também é preciso tomar a vacina da gripe, porque protege a mulher do vírus da gripe normal, também protege de quadros mais graves, como internações por bronquite, pneumonias e até a morte, devido a queda e imunidade. Quando tomar: A dose da vacina da Influenza pode ser prescrita em qualquer mês da gravidez ou em até 45 dias após o nascimento do bebê, para aquelas que não tomaram durante os nove meses, em uma dose única.

 

Outra bastante indicada é da Hepatite B, pois a doença não apresenta sintomas bem definidos, mas o indivíduo que contrair a doença pode ter vômito, dores musculares, náuseas e mal-estar (sintomas pertinentes a outras complicações também). A infecção durante a gravidez é uma via comum de transmissão, então é importante evitar que a mãe se infecte e não transmita ao feto ou ao recém-nascido. Crianças infectada com Hepatite B podem apresentar cirrose hepática e câncer hepático na fase adulta. Quando tomar: A vacina deve ser administrada em 3 doses, preferencialmente a partir do segundo trimestre da gestação, e é gratuita nos postos de saúde. Se a gestante já foi vacinada anteriormente, não há necessidade de reforço na gestação.

 

Segundo o Dr. Alberto Jorge Félix Costa CRM-MS 1266, médico e diretor técnico responsável da Imunitá Centro de Imunização muitas coisas são lembradas no pré-natal e as vacinas podem passar desapercebidas e são fundamentais. “Para uma gestação saudável e sem riscos, é preciso estar em dia com a imunização e evitar problemas durante os meses da gravidez”, afirma o médico.

 

Antes de tomar qualquer vacina é preciso consultar um médico para obter informações sobre o tempo de gestação e outros detalhes.

 

Drauzio Varella: “A Corrida É Um Antidepressivo Poderoso”

"O corpo humano não foi feito para ficar parado", afirma o médico (Foto - Divulgação)

 

Certo dia, o médico paulistano Drauzio Varella cruzou com um conhecido de colégio que não via havia muito tempo. Daquela conversa arrastada, um comentário do amigo o marcou: “Ano que vem, 50 – idade em que tem início a decadência do homem”.

 

Drauzio, que completaria meio século de vida no ano seguinte, ficou intrigado. Afinal, sentia-se bem, corria ocasionalmente e estava sem fumar fazia 13 anos.

 

E, principalmente, ainda tinha muitos projetos e desejos a realizar. Resolveu, então, propor um desafio a si mesmo: correria a Maratona de Nova York dali a um ano. E começou a treinar.

 

Hoje, aos 72, o médico é um maratonista com currículo invejável e já viajou o mundo atrás de provas de 42 quilômetros: esteve nas de Buenos Aires (Argentina), Boston e Chicago (Estados Unidos), Berlim (Alemanha) e Tóquio (Japão), entre outras. Autor de livros como Estação Carandiru, que lhe rendeu o Prêmio Jabuti de Não Ficção, acaba de lançar Correr (Companhia das Letras, 29,90 reais), em que oferece informações médicas sobre a corrida e relata sua experiência com a atividade.

 

Com franqueza, no livro admite que não é nada fácil deixar a preguiça de lado para praticar esportes e reafirma a necessidade de uma mudança de hábitos para que possamos desfrutar bem a vida e envelhecer com saúde. “Envelhecimento não tem que ser igual a doença. Um dia todos vamos ficar doentes e morrer, mas isso não precisa acontecer aos 40 anos, nem aos 50”, diz.

Fones de ouvido podem conter até 10 mil fungos e bactérias

Veja

 

A pesquisa foi feira com 40 fones de ouvido e, em 87% dos objetos, foi encontrada uma alta contaminação. (Foto - iStock/Getty Images)

 

Fones de ouvido de uso diário podem estar contaminados com até 10.000 fungos e bactérias que podem causar micoses e graves infecções, como otites e sinusites. A conclusão é de uma pesquisa da faculdade de biomedicina Devry Metrocamp, em Campinas, feita com quarenta fones (trinta do modelo que se encaixa na orelha e dez headfones, que têm contato com a parte externa da orelha) de jovens e adultos que tinham o hábito de compartilhar os aparelhos e não higienizá-los. Em 87% dos objetos foi encontrada uma alta contaminação que incluía a bactéria Staphylococcus aureus, que pode levar a infecções de pele e também das vias aéreas superiores, como as otites.

 

Entre os fungos detectados pelo estudo, que analisou os aparelhos por três meses, os do grupo Candida ssp são os mais preocupantes, de acordo com os pesquisadores, que foram surpreendidos pela alta quantidade de microrganismos presentes nos objetos. Esses fungos são difíceis de tratar e podem afetar alguns órgãos do ouvido, provocando doenças em pessoas com imunidade baixa.

 

Contaminação

 

No geral, todos os headfones que participaram da pesquisa estavam contaminados com a bactéria Staphylococcus aureus (que pode levar também ao desenvolvimento de meningites) em baixas quantidades. Por essa razão, seu uso é um pouco mais seguro.

 

A cera encontrada no ouvido é uma proteção que tem o objetivo de impedir a entrada de fungos e bactérias. Contudo, o uso frequente dos fones de ouvido (e também de cotonetes) pode reduzi-la, deixando o ouvido sem defesas.

 

De acordo com a equipe de cientistas, coordenada pela bióloga Rosana Siqueira, os fones internos entram em contato com essa cera e, quando não são limpos corretamente, entram em contato com diversos microrganismos que “grudam” no objeto. Ao serem encaixados nos ouvidos, o canal auricular fica abafado e em uma temperatura propícia à proliferação de fungos e bactérias. Se o ouvido estiver com pouca cera e o organismo com a imunidade reduzida, os fungos e bactérias encontrados nos fones podem levar a doenças, como as otites.

 

Limpeza

 

Para evitar as contaminações, os pesquisadores indicam a limpeza dos objetos com o álcool isopropílico, indicado para eletrônicos. A higienização deve ser feita com um cotonete ou algodão embebido com o produto e passado nas partes do aparelho que ficam em contato com a orelha e nos fios, todos os dias, antes e após o uso. Álcool comum ou água e sabão não são indicados, pois prejudicam os fones. No caso dos headfones, se a película de proteção do aparelho for rompida, o ideal é trocá-lo, para que não haja a contaminação.

 

Os médicos também não recomendam o compartilhamento dos fones, hábito que pode favorecer infecções, pois os fungos e bactérias podem passar de uma pessoa para outra.

 

Se houver dor de ouvido, incômodo ou sensação de diminuição de audição, o melhor é procurar um otorrino para que sejam feitos exames e o diagnóstico. O tratamento pode incluir o uso de antifúngicos, antibactericidas, anti-inflamatórios e analgésicos.

Ministério da Saúde amplia em 10% recurso para medicamentos básicos

AGÊNCIA SAÚDE

O aumento no montante ampliará o quantitativo de medicamentos disponibilizados à população.(Foto:Arquivo/Agência Brasil)

O Ministério da Saúde publicou, nesta terça-feira (15/08), portaria que altera o valor do repasse para a compra de medicamentos que fazem parte do Componente Básico da Assistência Farmacêutica (CBAF). Com a mudança, Estados, Distrito Federal e Municípios terão um incremento de 10% no valor total, passando de R$ 5,10 para R$ 5,58 por habitante/ano, conforme população estimada em 2016, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aumento no montante ampliará o quantitativo de medicamentos disponibilizados à população.

 

A medida só foi possível após a realocação dos R$ 100 milhões que eram destinados à manutenção da Rede Própria do Farmácia Popular. Grande parte do recurso era pra custear serviços administrativos, que chegavam a 80% do montante. A ampliação do repasse foi aprovada pela Comissão Intergestores Tripartite (CIT), que reúne representantes dos estados, municípios e do governo federal.

 

Acesse a PORTARIA Nº 2.001, DE 3 DE AGOSTO DE 2017

 

Com esse recurso, eram mantidas 367 unidades próprias, que representam, apenas, 1% do total de unidades privadas credenciadas no “Aqui Tem Farmácia Popular”. Agora, além das 4.481 cidades participantes, o recurso também estará disponível para outros mil municípios, que estão fora do programa. Estes municípios passarão a ter maior acesso a medicamentos e insumos farmacêuticos que serão distribuídos nas mais de 41 mil unidades de saúde espalhados por todo o país.

 

“A medida não ocasionará nenhum prejuízo ao usuário. Pelo contrário, estamos ampliando o acesso e a oferta de medicamentos. Ou seja, não estamos terminando com o Farmácia Popular e sim fortalecendo a rede credenciada”, explicou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

 

O ministro lembrou que os medicamentos exclusivos na farmácia de rede própria representam menos de 7% da procura dos usuários. Ou seja, cerca de 93% dos usuários buscam medicamentos para hipertensão, diabetes e asma, disponíveis na rede credenciada do Farmácia Popular. “Os demais estão disponíveis, tanto nas unidades básicas quanto nas farmácias próprias das prefeituras”, ressaltou o ministro.

 

O Componente Básico da Assistência Farmacêutica destina-se à aquisição de medicamentos e insumos no âmbito da Atenção Básica à Saúde. A responsabilidade pela aquisição dos medicamentos deste componente é tripartite, ou seja, a União disponibiliza R$ 5,58 por habitante/ano, os estados, R$ 2,36 e os municípios, R$ 2,36. Os estados, o Distrito Federal e os municípios são os responsáveis pela seleção, aquisição, armazenamento, controle de estoque e prazos de validade, além da distribuição e dispensação destes medicamentos.

 

FUNCIONAMENTO NORMAL – O programa Aqui tem Farmácia Popular, parceria do Ministério da Saúde com farmácias privadas, continua funcionando normalmente. Desde a sua criação, o programa já atendeu mais de 43 milhões de brasileiros, o equivalente a cerca de 20% da população do país. A iniciativa já está presente em 80% do país, ou seja, em 4.463 municípios, contando com 34.910 farmácias cadastradas – cerca de 50% das existentes. Ao todo, são disponibilizados 42 produtos, sendo que 26 deles gratuitamente e o restante com descontos que chegam a 90%.

 

Em média, por mês, o Programa beneficia em torno de 9,8 milhões de pessoas, principalmente àquelas com 60 anos ou mais, que representam cinco milhões do total. A maior parte dos pacientes atendidos (9 milhões) acessa medicamentos de forma gratuita, sendo que os mais dispensados são para tratamento de hipertensão (7,2 milhões), diabetes (3 milhões).

HPV: Poder publico precisa reforçar prevenção em MS, alerta deputado

Assessoria

 

A baixa adesão das faixas etárias à campanha de vacinação contra o HPV em Mato Grosso do Sul pode ocasionar um gave problema de saúde publica e colocar no alvo a responsabilidade das autoridades da saúde. É o que avalia o deputado estadual George Takimoto (PDT), ao reiterar apelo que fez ainda no governo Dilma Roussef para que toda rede publica fosse abastecida com estoques suficientes para cobrir a demanda, além de reforçar as campanhas preventivas com a mobilização da sociedade e o envolvimento dos governos estaduais e prefeituras.

 

O HPV (Papilovírus Humano) pode ser transmitido de mãe para filho no momento do parto ou pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas durante relação sexual. As suas vítimas potenciais são adolescentes e jovens. Até janeiro passado só as meninas eram vacinadas. Em junho foi incluído também o sexo masculino. O Ministério da Saúde redefiniu a faixa etária do publico-alvo para a imunização, ampliando a dos meninos, que era de 12 a 13 anos de iade e passou para 11 a 15 anos incompletos. As meninas em idade de vacinação estão na faixa entre nove e 15 anos.

 

CHAMAMENTO

 

Segundo Takimoto, a sociedade também possui sua parcela de responsabilidade, sem a qual uma campanha do gênero dificilmente alcança suas metas. “Porém, é necessário que os governos dos estados e municípios invistam no chamamento da população, antes capacitando a estrutura da rede de assistência por meio da disponibilidade de profissionais, de logística e de estoques para oferecer a prevenção”, afirmou.

 

Além da baixa adesão registrada pelo Ministério da Saúe, a preocupação de Takimoto leva em conta o aumento da demanda, que cresceu com a inclusão dos adolescentes do sexo masculino. A vacina é disponibilizada pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Para os meninos, a vacina tem como objetivo proteger contra os cânceres de pênis, garganta e ânus, doenças que estão diretamente relacionadas ao HPV. A definição da faixa etária para a vacinação visa proteger meninos e meninas antes do início da vida sexual. Nas meninas, a vacinação proteger contra o câncer de colo do útero, vulva, vaginal e anal, lesões pré-cancerosas, verrugas genitais e infecções causadas pelo vírus.

 

O INCA (Instituto Nacional do Câncer) aponta ocorrência de 18.000 casos novos de câncer do colo uterino no Brasil a cada ano. Aproximadamente quatro mil mulheres morrem vítimas dessa doença no país. Levantamentos do final do ano passado contabilizavam em Mato Grosso do Sul 93 mil adolescentes do sexo masculino, entre 11 e 15 anos incompletos, e 155 mil meninas de nove a 15 anos de idade.

Avaliação nutricional é ferramenta-chave no tratamento oncológico, afirma nutricionista

Assessoria

 

Curso de Nutrição da Unigran preparou ciclo de palestras para recepcionar os acadêmicos no 2º semestre letivo (Foto - Divulgação)

No retorno ao 2º semestre letivo o curso de Nutrição da Unigran preparou uma noite especial de palestras para os acadêmicos. Os profissionais Camila Armstrong Saldanha, falou sobre “Nutrição em Oncologia”; Caio Gustavo Simonelli, abordou “Atuação do Nutricionista na Saúde Indígena” e Camila Benites de Assis Duran, trouxe o tema “Avaliação Nutricional do Polo Base de Dourados”.

 

A proposta do evento, segundo a coordenadora do curso, Aline Victorio Faustino Onishi, foi de recepcionar os acadêmicos. “A ideia foi, através das palestras com, inclusive, duas egressas da Instituição, mostrar realidades da atuação do profissional nutricionista em áreas especializadas que estão em ascensão, incentivando a busca por novos conhecimentos. São áreas não contempladas em estágio curricular”, menciona.

 

Camila Armstrong Saldanha trouxe informações importantes sobre a Nutrição em Oncologia. Segundo a nutricionista, a terapia nutricional pode ser introduzida como coadjuvante durante o tratamento clínico odontológico, “como forma de garantir o aporte adequado de nutrientes via oral, adaptação da dieta e utilização de complementos nutricionais; terapia nutricional enteral; parenteral”.

 

A egressa da Unigran trabalha em uma clínica oncológica de Dourados e garante que as estratégias para o acompanhamento e intervenção nutricional consistem na orientação individualizada. “A avaliação nutricional é ferramenta-chave para a efetiva intervenção nutricional e o monitoramento desses pacientes. Fazemos uma avaliação inicial, monitorização, plano alimentar – individualizado, necessidades energéticas e protéicas, além da tolerância”, ressalta.

 

A avaliação nutricional deve ser realizada no início do tratamento oncológico, conforme Camila Saldanha, como forma de identificar problemas que podem afetar o seguimento do mesmo. “Pacientes com baixo peso ou desnutridos podem não ter resposta adequada ao tratamento. Diagnosticar e tratar problemas os nutricionais precocemente pode ajudar o paciente na recuperação ou manutenção do estado nutricional, melhorar a resposta ao tratamento e reduzir complicações”, destaca.

 

Prefeitura de Dourados debate prevenção no Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais

Assecom

 

Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais, 28 de julho, será celebrado pela Prefeitura de Dourados, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde, que vai intensificar o debate com a sociedade sobre prevenção de doenças.

 

Blitz educativas acontecerão em vários pontos da cidade e os testes rápidos de Hepatite B, Hepatite C, HIV e sífilis serão disponibilizados durante todo o dia no SAE (Serviço de Atendimento Especializado).

 

De acordo com a coordenadora municipal de IST/Aids/Hepatites Virais, Berenice de Oliveira Machado Souza, o objetivo é aproveitar a data para reforçar o alerta quanto a métodos de prevenção de doenças e sobre a importância do diagnóstico precoce.

 

“Infelizmente, a maioria ainda não busca os métodos que evitam as doenças, como os preservativos, e trabalhamos nesse alerta com foco na conscientização. Outro ponto é enfatizar que buscar o tratamento logo no início da doença é fundamental para resultados, por isso disponibilizamos testes e as informações necessárias”, cita.

 

O serviço disponibiliza o tratamento adequado para pacientes de toda macrorregião de Dourados.

 

O SAE vem desenvolvendo palestras em instituições públicas e privadas com abordagem sobre as hepatites virais. É possível solicitar a explanação em contato com no serviço. O telefone para contato é: 3423-8622.

Julho amarelo: mês de prevenção e controle de hepatites virais

Assessoria

 

Julho foi adotado pelo Ministério da Saúde e pelo Comitê Estadual de Hepatites Virais como o mês de luta e prevenção das hepatites virais. Isso não significa que a prevenção à doença deva ser menor nos demais meses do ano, muito pelo contrário, a cada dia deve-se aumentar a atenção porque as hepatites virais são as principais causas de câncer no fígado.

 

Amarelo porque é a cor que geralmente o infectado fica quando a doença se manifesta. Esses vírus atacam o fígado, um dos maiores órgãos do corpo humano, responsável por 500 funções fundamentais.

 

De acordo com o Ministério da Saúde, três milhões de brasileiros estão infectados pela hepatite C, mas não sabem que têm o vírus. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que cerca de 3% da população mundial, seja portadora de hepatite C crônica.

 

A falta do conhecimento da existência da doença é o grande desafio, por isso a recomendação é que todas as pessoas com mais de 45 anos de idade façam o teste gratuitamente em qualquer posto de saúde e, no caso positivo, façam o tratamento que está disponível na rede pública de saúde.

 

Hepatite C – Pelo grau de gravidade, a hepatite C merece uma atenção especial. Ao contrário dos demais vírus que causam hepatite, o vírus da hepatite C não gera uma resposta imunológica adequada no organismo, o que faz com que a infecção aguda seja menos sintomática, mas também com que a maioria das pessoas que se infectam se tornem portadores de hepatite crônica, com suas consequências a longo prazo.

 

Hepatite C é a inflamação do fígado causada pela infecção pelo vírus da hepatite C (VHC ou HCV), transmitido através do contato com sangue contaminado. Essa inflamação ocorre na maioria das pessoas que adquire o vírus e, dependendo da intensidade e tempo de duração, pode levar a cirrose e câncer do fígado.

 

Tipos

 

Cinco são os tipos mais comuns de hepatites virais (A,B,C,D e E) e no caso a hepatite B, já há vacina disponível nos postos de saúde para pessoas de até 50 anos de idade. Além destes tipos são registrados ainda dois outros: o F que apesar de estudos recentes não terem configurado sua existência, sendo portanto descartado, mas não eliminado da literatura médica, e o tipo G.

 

– Hepatite A, que tem o maior número de casos, está diretamente relacionada às condições de saneamento básico e de higiene. É uma infecção leve e cura sozinha. Existe vacina.

 

– Hepatite B, o segundo tipo com maior incidência, atinge maior proporção de transmissão por via sexual e contato sanguíneo. A melhor forma de prevenção para a hepatite B é a vacina, associada ao uso do preservativo.

 

– Hepatite C, tem como principal forma de transmissão o contato com sangue. É considerada a maior epidemia da humanidade hoje, cinco vezes superior à AIDS/HIV. A hepatite C é a principal causa de transplantes de fígado. Não tem vacina. A doença pode causar cirrose, câncer de fígado e morte.

 

– Hepatite D, causada pelo vírus da hepatite D (VHD) ocorre apenas em pacientes infectados pelo vírus da hepatite B. A vacinação contra a hepatite B também protege de uma infecção com a hepatite D.

 

– Hepatite E, causada pelo vírus da hepatite E (VHE) e transmitida por via digestiva (transmissão fecal-oral), provocando grandes epidemias em certas regiões. A hepatite E não se torna crônica, porém, mulheres grávidas que foram infectadas pelo vírus da hepatite E podem apresentar formas mais graves da doença.

 

– Hepatite F, relatos recentes demonstram que não se confirmou a identificação do vírus da hepatite F (VHF), portanto este tipo de hepatite, segundo a Organização Mundial de Saúde pode ser desconsiderado.

 

– Hepatite G, o vírus da hepatite G (VHG), também conhecido como GBV-C é transmitido através do sangue, sendo comum entre usuários de drogas endovenosas e receptores de transfusões. O vírus G também pode ser transmitido durante a gravidez e por via sexual. É frequentemente encontrado em co-infecção com outros vírus, como o da hepatite C (VHC), da hepatite B (VHB) e da Aids (HIV).

 

“Essas doenças são perigosas e há diversas formas de prevenção como a vacina. Atualmente há imunização contra as hepatites A e B e é fundamental tomar essa vacina para a diminuição de casos”, afirma o Dr. Alberto Jorge Félix Costa CRM-MS 1266, médico e diretor técnico responsável da Imunitá Centro de Imunização.

 

O alerta do Ministério da Saúde é para que a prevenção se torne um hábito, principalmente para evitar que a doença evolua para uma situação mais grave pela falta de diagnóstico ou diagnóstico tardio, quando a doença já está em estado avançado.

Dengue cai praticamente a zero em Dourados, se comparado ao ano passado

Assessoria

Ações de combate aos focos do Aedes aegypti reduziram drasticamente casos de dengue em Dourados (Foto: A. Frota/Arquivo)

A Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), comemora os índices de dengue no município. Ocorre que se comparado a este mesmo período em 2016, os casos reduziram praticamente a zero neste ano de 2017.

 

A diretora do CCZ Rosana Alexandre da Silva, em entrevista na tarde desta quinta-feira (13) à Rádio Coração, informou que no ano passado foram registrados neste período de janeiro a julho mais de 3 mil casos de dengue, enquanto neste ano são apenas 15.

 

Rosana explicou que isso não representa tranquilidade ou redução das ações. “Muito pelo contrário, a infestação do mosquito da dengue é com um jogo de futebol, onde aos 45 minutos do segundo tempo estamos ganhando de um a zero, mas por um pequeno descuido pode vir o empate”.

 

Para ela, mesmo com esse baixo índice a equipe de combate precisa manter guarda constante para que a infestação também se mantenha baixa. “A prefeita Délia Razuk nos cobra essa atenção diariamente e estamos cumprindo sua determinação”, mencionou.

 

A diretora do CCZ lembra que as condições climáticas têm favorecido bastante o trabalho, já que no ano passado houve chuvas acima da média. Mas, esse controle se deve muito ao empenho das equipes e ao trabalho de educação executado principalmente nas escolas.

 

LEI DA DENGUE

 

Outro fator que tem contribuído para a queda no índice de casos é a ação da própria população. Alguns por conta mesmo da conscientização e, outros, pelo acréscimo no valor da multa aplicada ao proprietário do imóvel onde forem localizados focos do mosquito transmissor da doença.

 

Rosana se referiu à Lei 3.965, chamada “Lei da Dengue”, de fevereiro de 2016, que dispõe sobre o controle e prevenção da febre amarela, da dengue,zika vírus e chikungunyae demais vetores de doenças e zoonoses no âmbito do Município de Dourados.

 

Eladetermina a aplicação de multa no valor de R$ 400 por foco, no caso de imóveis residenciais. Já no caso de terrenos baldios o valor sobe para R$ 600,00 e nos imóveis comerciais, industriais e órgãos ou entidades públicas, R$ 800,00 por foco encontrado.

 

A Lei prevê também que, independente de ser localizado foco do mosquito, a presença de entulhos, objetos que podem se transformar em criadouros ou a sujeira do imóvel, pode também provocar multas e, nesse caso, para imóvel residencial o valor é de R$ 800 em terrenos baldios de R$1,3 mil e em empresas e indústrias, de R$ 1,6 mil.

 

Até 2020, a depressão será a doença mais incapacitante do mundo, diz OMS

Fãs da Psicanalise 

 

a depressão é caracterizada pela tristeza constante (Foto - Divulgação)

 

Ela chega de mansinho, assim como quem não quer nada. Num dia, você acorda triste, desanimado. No outro, bate uma sensação de vazio e uma vontade incontrolável de chorar, sem qualquer motivo aparente. A depressão é assim, um mal silencioso e ainda mal compreendido – até mesmo entre os próprios pacientes.

 

Considerada um transtorno mental afetivo, ou uma doença psiquiátrica, a depressão é caracterizada pela tristeza constante e outros sintomas negativos que incapacitam o indivíduo para as atividades corriqueiras, como trabalhar, estudar, cuidar da família e até passear.

 

De acordo com OMS (Organização Mundial de Saúde), até 2020 a depressão será a principal doença mais incapacitante em todo o mundo. Isso significa que quem sofre de depressão tem a sua rotina virada do avesso. Ela deixa de produzir e tem a sua vida pessoal bastante prejudicada.

 

Atualmente, mais de 120 milhões de pessoas sofrem com a depressão no mundo – estima-se que só no Brasil, são 17 milhões. E cerca de 850 mil pessoas morrem, por ano, em decorrência da doença.

 

Descrita pela primeira vez no início do século 20, a depressão ainda hoje é confundida com tristeza, sentimento comum a todas as pessoas em algum momento da vida. Brigar com o namorado, repetir o ano escolar e perder o emprego são motivos para deixar alguém triste, cabisbaixo. Isso não significa, porém, que o sujeito está com depressão. Em alguns dias, ele, certamente, vai estar melhor.

 

O desconhecimento real do funcionamento desse transtorno afetivo é o principal responsável por um dos maiores problemas para quem sofre com a depressão: o preconceito. Para Marcos Pacheco Ferraz, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), ele ainda existe e prejudica muito o paciente.

 

– Principalmente no ambiente de trabalho, onde há competições e cobranças por bom desempenho, é comum as pessoas nem comentarem sobre a enfermidade. Nesses casos, o melhor é tirar férias ou licença médica.

 

E não é só isso. A ignorância em torno da doença faz com que familiares e amigos, na tentativa de ajudar, piorem ainda mais a condição do depressivo.

 

Frases como “tenha um pouco de força de vontade”, “vamos passear no shopping que melhora”, “você tem uma vida tão boa, tá com depressão por que?” e “se ocupe com outras coisas que você não terá tempo de pensar em bobagens”, funcionam como uma bomba na cabeça de quem já se esforça, diariamente, para conseguir sair da cama.

 

– Isso mostra que as pessoas não conhecem o transtorno. Achar que é frescura ainda é comum. Elas não imaginam que o paciente não consegue reagir. Não depende de força de vontade.

 

A designer C.N., 35 anos, que passou por uma depressão severa há alguns anos, sabe bem o que é isso. Mesmo trabalhando em um ambiente com pessoas bastante esclarecidas, ela cansou de ouvir esse tipo de comentário. E os efeitos eram devastadores. Ela conta que “até críticas sobre o meu médico eu ouvi. Uma colega disse que ele não devia ser bom, pois depois de um mês de tratamento eu já deveria estar curada.”

 

– É incrível o poder que algumas palavras tem sobre o doente. A primeira coisa que as pessoas perguntavam era o motivo da minha depressão, pois eu tinha uma vida tão boa, uma família, filha, um casamento bacana, um emprego legal. O fato de não ter uma explicação para a doença me deixava péssima. Era um sentimento de culpa enorme.

 

Por isso, Ferraz diz que é muito importante a participação da família no tratamento. Eles precisam saber o que devem e o que não devem fazer em relação ao doente. Para ele, “fazer com que todos entendam o mecanismo do transtorno e como agem os remédios é fundamental para o sucesso do tratamento. Ainda existe o mito de que antidepressivo vicia, o que é um grande engano.”

 

 

MPF denuncia médicos do hospital da UFMS que fraudaram certidão de óbito

 

G1 MS

Jackson e Dorsa, além de fraudarem registros oficiais, ainda utilizaram outro documento falso para se defender (Foto:Divulgação)

Ministério Público Federal (MPF) denunciou na terça-feira (4) quatro médicos por falsidade ideológica ao falsificarem o atestado de óbito da paciente Maria Domingues Lopes Dias, em 2012, no Hospital Universitário, em Campo Grande.

A ação penal foi baseada em interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça durante a Operação Sangue Frio, deflagrada em 2013. A morte foi declarada como “causa diversa”, mas o real motivo seria uma “perfuração no ventrículo esquerdo”.

Os médicos João Jackson e José Carlos Dorsa foram gravados combinando a omissão do erro e a alteração dos documentos oficiais do hospital para escapar de eventual responsabilidade. Guilherme Viotto e Augusto Daige, também atuaram como cirurgiões e assinaram a omissão da ocorrência, sonegada tanto no atestado de óbito, quanto no Relatório Geral de Operação do HU.

A defesa de João Jackson informou que ainda não foi notificada sobre a denúncia.

Segundo o MPF, Jackson e Dorsa, além de fraudarem registros oficiais, utilizaram outro documento falso para se defender. Eles foram investigados pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM-MS) e, nos autos de sindicância, apresentaram laudo médico fraudulento para embasar as defesas.

As penas podem chegar a 12 anos de reclusão e multa, por se tratar de documento público e os médicos serem servidores do HU. Na Justiça, o MPF ainda pede a condenação dos acusados por dano material e moral coletivo.

 

Operação

No dia 19 de março de 2013, PF, a Controladoria Geral da União (CGU) e os Ministérios Públicos Federal e Estadual recolheram documentos e computadores no Hospital Universitário (HU) e no Hospital de Câncer Alfredo Abrão.

Quando a operação foi deflagrada, os suspeitos já estavam sendo investigados. Diretores dos hospitais, funcionários e fornecedores tiveram o sigilio telefônico quebrado. Dos inquéritos concluídos, um já está com o Ministério Público Federal (MPF) e os outros dois devem ser encaminhados nos próximos dias.

Três pessoas foram indiciadas na investigação que apura irregularidades no Hospital de Câncer: o médico e ex-diretor da unidade de saúde, Adalberto Siufi; a filha dela, ex-diretora finaneira do hospital, Betina Siufi, e o ex-tesoureiro de lá.

Os três podem responder pelos crimes de estelionato, peculato e violação de dever na administração pública, todos na forma continuada, que é quando as irregularidades se repetem várias vezes.

A Justiça Federal aceitou a ação de improbidade administrativa contra ex-diretores do Hospital do Câncer Alfredo Abrão pelo prejuízo de R$ 26.973.011,01 em setembro de 2015.

Respondem pelo prejuízo os ex-diretores do hospital Adalberto Abrão Siufi e Issamir Farias Saffar; o ex-diretor presidente, Luiz Felipe Terrazas Mendes; ex-presidente da Fundação Carmen Prudente (mantenedora do hospital), Blener Zan; ex-administradora Betina Moraes Siufi Hilgert; e Adalberto Chimenes, ex-funcionário.

Cardiologistas do SUS passam a atender apenas casos de urgência e emergência em Dourados

G1

 

Os três únicos cirurgiões cardiologistas do Sistema Único de Saúde (SUS) que atendem em Dourados, no sul de Mato Grosso do Sul, suspenderam atendimentos eletivos e passaram a priorizar os casos de urgência e emergência.

 

Por mês eles atendem e operam em média 40 pacientes nas redes pública e particular da cidade. Os procedimentos geralmente são feitos no Hospital Evangélico, que é o único credenciado pelo SUS.

 

A prefeitura de Dourados informou que quem estiver sem atendimento de cardiologia pode procurar o município para adiantar o processo.

 

“Isso se deve à inadimplência do pagamento do Evangélico à equipe e falta de contratualização da prefeitura com o hospital. Prefeitura paga, mas está sem contrato”, afirmou o cardiologista Marcos Cantero.

 

A aposentada Gislaine dos Santos Soares passou por uma cirurgia no coração. Deveria ter passado por uma consulta, mas teve dois pedidos negados. “Tô bem preocupada. Se de repente der alguma coisa, eu vou ser internada, e se não tiver os médicos que já ocnhecem o meu caso?”

 

Saída dos médicos

 

Além da suspensão dos atendimentos eletivos, os médicos cardiologistas que atuam pelo SUS em Dourados vão deixar a cidade com destino ao Paraná. Uma outra equipe está sendo escolhida para fazer a substituição.

 

“Estamos indo embora por motivos familiares e profissionais. Vamos voltar a integrar uma equipe que faz atendimentos em unidades de saúde como a de Arapongas, mas principalmente de Maringá”, explicou Cantero.

 

A previsão é que os atuais médicos continuem os atendimentos e só deixem a cidade após a chegada dos novos profissionais. A data ainda não foi defina.

Ministério da Saúde aprova construção do Hospital Regional de Dourados

 

Portal do MS

A unidade especializada será edificada com recursos federais e estaduais totalizando um investimento de R$ 27,2 milhões. (Foto:Divulgação)

O Ministério da Saúde aprovou nesta segunda-feira (3.7) os projetos de arquitetura e engenharia da construção do Hospital Regional de Dourados. Com esta aprovação, o projeto fica apto a pagamento. O Hospital Regional atenderá pacientes dos 34 municípios das regiões da Grande Dourados, Conesul e faixa de fronteira. Segundo o deputado federal Geraldo Resende (PSDB), a aprovação é uma conquista importante para a população de Dourados e demais regiões, e fruto de um trabalho árduo que uniu esforços das equipes do parlamentar e da Secretaria de Estado de Saúde (SES), com envolvimento pessoal do governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

 

“Não medimos esforços para tornar realidade o sonho de dotar Dourados de uma estrutura hospitalar digna da importância da nossa cidade. Esta notícia é uma grande vitória, que coroa nosso comprometimento com o projeto. Conseguimos inicialmente evitar o cancelamento da emenda de autoria do então deputado e hoje vereador Marçal Filho (PSDB), de R$ 4,4 milhões, para o início da construção. Lutamos para que fosse realizado um convenio de R$ 15,9 milhões no Ministério da Saúde, celebrado no final do ano passado, necessário para continuidade da tramitação do processo”, comemorou o deputado federal Geraldo Resende.

 

A unidade especializada será edificada com recursos federais e estaduais totalizando um investimento de R$ 27,2 milhões. Nessa primeira etapa serão investidos R$ 22,7 milhões, sendo R$ 6,7 milhões de contrapartida do Governo Estadual. “Com esse hospital, os moradores dos municípios da região de Dourados não precisarão viajar para receber atendimento na rede de atenção às urgências e emergências da Capital, trazendo tranquilidade também para os seus familiares”, destacou o governador Reinaldo Azambuja.

 

Após o término da construção, serão necessários outros R$ 24 milhões para a conclusão total da obra do Hospital Regional de Dourados. O governador Reinaldo Azambuja já autorizou a equipe da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) a iniciar o processo de licitação.

 

O Hospital Regional de Dourados será ponto de atenção, prioritariamente, da Rede de Atenção às Urgências e Emergências, da Rede de Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas e da Rede da Pessoa com Deficiência. A unidade de referência terá perfil assistencial de hospital geral, que priorizará as linhas de cuidados de urgência/emergência, cardiologia, nefrologia, oftalmologia e cirurgia geral.

 

A unidade será contemplada com leitos distribuídos em enfermaria masculina e feminina, de isolamento, UTI adulto, isolamento UTI adulto, UTI pediátrica, isolamento UTI pediátrico, leitos de observação adulto, centro cirúrgico e obstétrico, farmácia, unidade de nutrição, anexo de serviços, pronto atendimento e observação de isolamento, recuperação e pós-anestésica e recuperação de endoscopia, totalizando 71 leitos e 6.022 m² de área.

 

A demanda atende um anseio antigo da população e faz parte da reestruturação do sistema de Saúde de Mato Grosso do Sul planejado pelo governador Reinaldo Azambuja.

Vacina de HPV é ampliada para meninos de 11 até 15 anos

Agência Saúde

 

Meninos e meninas devem tomar duas doses da vacina HPV, com intervalo de seis meses entre elas.(Foto: Reprodução da Internet)

Para conscientizar os meninos sobre a importância da imunização, o Ministério da Saúde vai realizar campanha e intensificar a vacinação nas escolas. Também terão direito a vacina, homens e mulheres transplantados, além de oncológicos em uso de quimioterapia e radioterapia

 

A partir de agora, a vacina contra HPV passa a ser ofertada para os meninos de 11 até 15 anos incompletos (14 anos, 11 meses e 29 dias). A ampliação da faixa etária pelo Ministério da Saúde já foi comunicada às secretarias estaduais de saúde de todo o país, e tem como objetivo aumentar a cobertura vacinal nos adolescentes do sexo masculino. A vacina contra o HPV para os meninos passou a ser disponibilizada no Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano, contemplando os meninos de 12 até 13 anos. Até o ano passado, era feita apenas em meninas.

 

Com a inclusão desse público, equivalente a 3,3 milhões de adolescentes, a meta para 2017 é vacinar 80% dos 7,1 milhões de meninos de 11 a 15 anos e 4,3 milhões de meninas de 9 a 15 anos. Também terão direito a vacina, a partir de agora, homens e mulheres transplantados e oncológicos em uso de quimioterapia e radioterapia. Além disso, cerca 200 mil crianças e jovens, de ambos os sexos, de 9 a 26 anos vivendo com HIV/aids, também podem se vacinar contra HPV. O anúncio das mudanças foi feito nesta terça-feira (20) pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, em coletiva de imprensa.

 

Durante o anúncio, o ministro Ricardo Barros explicou que o objetivo principal da ampliação é aumentar a cobertura vacinal do HPV. Segundo Barros, uma das principais ações para alcançar essa meta é o Programa Saúde na Escola, parceria do Ministério da Saúde com o Ministério da Educação. “É um de nossos grandes aliados nessa frente. Com esse projeto, estamos convocando toda a comunidade escolar, pais e educadores, a atualizarem as cadernetas de vacinação destes jovens”, afirmou o ministro. Como exemplo bem sucedido desta iniciativa, o ministro citou o Estado de Santa Catarina e o município de Niterói que conseguiram, por meio de uma ampla mobilização nas escolares, ampliarem as coberturas vacinais contra o HPV.

 

Para conscientizar os meninos na busca da vacina, o Ministério da Saúde planeja, para o próximo mês de julho, período de férias escolares, campanha direcionada a este público, com o intuito de aumentar a cobertura nessa população. Além disso, a vacina de HPV também fará parte do elenco de vacinas a serem ofertadas na Campanha de multivacinação que acontecerá no período de 11 a 22 de setembro. O Dia D da campanha de vacinação será dia 16 de setembro.

 

VALIDADE – Dos estoques nacionais da vacina HPV, não existem doses com vencimento em 2017 nem em 2018. Desde o início da vacinação em 2014, o Ministério da Saúde distribuiu 26,3 milhões de doses da vacina a todos estados do país e DF. Destes, cerca de 1 milhão foram encaminhados neste ano.

 

Atualmente, existem 2,1 mil doses nos estados e municípios para vencerem em junho e 231 mil doses com vencimento em agosto deste ano. No mês de setembro, o estoque de vacinas por vencer é de 233,7 mil doses. Outras 1,1 milhão de doses têm a validade de vencimento no primeiro semestre de 2018, totalizando 1,6 milhão de doses a vencer até esse período.

 

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde considera aceitável que aja uma perda de até 5% das vacinas distribuídas nos postos de vacinação em função de condições logísticas e operacionais. Para combater a perda de estoque de vacinas, o Ministério da Saúde encaminha regularmente informes aos estados em relação às coberturas vacinais, solicitando empenho na melhoria dos índices, especificamente em relação ao HPV.

 

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, disse que, embora uma perda de 5% de vacinas seja considerada aceitável, o Ministério da Saúde trabalha para que não haja qualquer desperdício. “Queremos que as doses atuais nos estoques sejam utilizadas no mais curto espaço de tempo possível, não apenas para que não se percam, mas, principalmente, para que os jovens abaixo de 15 anos se imunizem contra o HPV, evitando, assim, uma série de complicações, principalmente os vários de tipos de cânceres” destacou a coordenadora.

 

COBERTURA VACINAL – Desde o inicio da vacinação em 2014, até 02 de junho deste ano, foram aplicadas 17,5 milhões de doses na população feminina de todo o país. Na faixa etária de 9 a 15 anos, no mesmo período, foram imunizadas com a primeira dose 8,6 milhões de meninas, o que corresponde a 72,45% do total de brasileiras nesta faixa etária. Receberam o esquema vacinal completo, de duas doses, recomendado pelo Ministério da Saúde, 5,3 milhões de meninas, o que corresponde a 45,1% do público-alvo.

 

Já em relação aos meninos, de janeiro a 02 de junho deste ano, 594,8 mil adolescentes de 12 a 13 anos se vacinaram com a primeira dose da vacina de HPV, o que corresponde a 16,5% dos 3,6 milhões de meninos nessa faixa etária que devem se imunizar.

 

Outra novidade já anunciada este ano foi a inclusão das meninas que chegaram aos 14 anos sem tomar a vacina ou que não completaram as duas doses indicadas. A estimativa é de que 500 mil adolescentes estejam nessa situação.

 

ESQUEMA VACINAL – Meninos e meninas devem tomar duas doses da vacina HPV, com intervalo de seis meses entre elas. Para as pessoas que vivem com HIV, a faixa etária é mais ampla (9 a 26 anos) e o esquema vacinal é de três doses (intervalo de 0, 2 e 6 meses). No caso dos portadores de HIV, é necessário apresentar prescrição médica.

 

A vacina disponibilizada no SUS é a quadrivalente e já é ofertada, desde 2014, para as meninas. Confere proteção contra quatro subtipos do vírus HPV (6, 11, 16 e 18), com 98% de eficácia para quem segue corretamente o esquema vacinal.

 

Para os meninos, a estratégia tem como objetivo proteger contra os cânceres de pênis, garganta e ânus, doenças que estão diretamente relacionadas ao HPV. A definição da faixa etária para a vacinação visa proteger meninos e meninas antes do início da vida sexual e, portanto, antes do contato com o vírus. Vale ressaltar que os cânceres de garganta e de boca são o 6º tipo de câncer no mundo, com 400 mil casos ao ano e 230 mil mortes. Além disso, mais de 90% dos casos de câncer anal e orofaringe são atribuíveis à infecção pelo HPV.

 

Nas meninas, o principal foco da vacinação é proteger contra o câncer de colo do útero, vulva, vaginal e anal; lesões pré-cancerosas; verrugas genitais e infecções causadas pelo vírus. O HPV é transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto.

 

VACINAÇÃO NAS ESCOLAS – Para incentivar a vacinação de crianças e adolescentes, os ministérios da Saúde e da Educação possuem ações voltadas à prevenção e promoção da saúde nas salas de aula por meio do Programa Saúde na Escola. A partir do programa, as escolas vão atuar junto com as equipes de atenção básica para a vacinação dos estudantes. Uma das propostas é que os estudantes apresentem, já na matrícula, a caderneta de vacinação e as escolas comuniquem o sistema de saúde sobre as doses prioritárias.

 

O Ministério da Saúde considera de fundamental importância participação das escolas para reforçar a adesão dos jovens à vacinação e já enviou ao Ministério da Educação material informativo sobre as doenças. “Temos observado que, além da sensibilizar as escolas para a vacinação, os municípios também precisam mobilizar as unidades e as equipes de saúde da família para a atualização das cadernetas de vacinação de crianças e adolescentes”, afirmou o presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasens), Mauro Junqueira.

 

O Brasil é o primeiro país da América do Sul e o sétimo do mundo a oferecer a vacina contra o HPV para meninos em programas nacionais de imunizações.

 

PESQUISA – Estudos internacionais recentes apontam o impacto da vacinação na redução da infecção pelo HPV. Pesquisa realizada nos Estados Unidos, onde há vacinação desde 2006, apontou redução de 88% da infecção oral por HPV. Outro estudo, realizado com homens de 18 a70 anos do Brasil, México e Estados Unidos, aponta que os brasileiros tem mais infecção por HPV que os mexicanos e norte americanos (Brasil 72%, México 62% e USA 61%) e que a incidência de câncer do pênis no país é 3 vezes que dos norte-americanos.

Vacina HPV no estoque central (SIES) das unidades federada segundo validade a vencer:

Unidade Federada Junho Julho Agosto Setembro 2018 Total
Rondônia 0 0 8 300 30820 31128
Acre 0 0 0 0 0 0
Amazonas 0 0 8397 10300 30600 49297
Roraima 0 0 42 50 7480 7572
Pará 0 0 0 133941 0 133941
Amapá 0 0 0 7361 13450 20811
Tocantins 0 0 0 5 9600 9605
Maranhão 0 0 0 8 44530 44538
Piauí 0 0 0 18595 20000 38595
Ceará 0 0 0 819 88178 88997
Rio Grande do Norte 0 0 0 0 33062 33062
Paraíba 0 0 0 5449 18800 24249
Pernambuco 0 0 0 543 82500 83043
Alagoas 0 0 19265 0 39000 58265
Sergipe 0 0 0 0 27060 27060
Bahia 0 0 11508 0 131861 143369
Minas Gerais 0 0 0 0 164366 164366
Espírito Santo 0 0 0 28750 0 28750
Rio de Janeiro 100 0 110699 0 212700 323499
São Paulo 0 0 0 0 19900 19900
Paraná 0 0 0 0 66673 66673
Santa Catarina 0 0 0 0 52490 52490
Rio Grande do Sul 0 0 80920 0 0 80920
Mato Grosso do Sul 2000 0 0 4740 0 6740
Mato Grosso 0 0 0 0 43495 43495
Goiás 0 0 0 0 35730 35730
Distrito Federal 0 0 0 22803 0 22803
Total 2100 0 231.019 233.704 1.174.415 1.641.238
Fonte: SIES. Dados coletados em 02/05/2017.    

Repasse do Estado é insuficiente e pacientes aguardam por atendimentos em Dourados

João Pires

 

Município vem trabalhando no limite do orçamento previsto para Saúde (Foto - Arquivo/Estado Notícias)

 

Pelo menos 3.200 pacientes aguardam por exame de eletroencefalograma na rede pública em Dourados, além de outros procedimentos nas diversas especialidades. Somente em tomografia são 1.849 pacientes na fila de espera, enquanto exames de ressonância o número sobe para 1.950. Os dados foram atualizados em março pela Sisreg (Sistema de regulação de consultas).

 

De acordo com informação divulgada pela Prefeitura de Dourados, o município vem trabalhando no limite do orçamento previsto para Saúde e busca junto ao Governo do Estado o aumento no Teto de gastos, já que a rede pública hoje atende 33 municípios da macrorregião.

 

Ainda de acordo com a administração municipal, Dourados custeia mais de R$ 3 milhões mensais para manter o atendimento da macrorregião, porque a pactuação com os municípios não é atualizada desde 2011 e os valores com que eles participam já se tonaram insuficientes para atender a demanda.

 

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