Relator do caso, ministro Luís Roberto Barroso destacou que a concessão da liminar foi medida "excepcionalíssima" (Foto: Carlos Moura/SCO/STF/Divulgação)
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (9) referendar uma liminar concedida pelo ministro Luís Roberto Barroso em novembro de 2015 que permitiu a migração de parlamentares para os partidos Rede Sustentabilidade, Novo e Partido da Mulher Brasileira, que haviam sido criados na época antes da entrada em vigor da chamada minirreforma eleitoral.
A Lei 13.165, de 2015, criou a chamada “janela partidária” e excluiu a criação de nova legenda como hipótese de justa causa para a desfiliação sem perda de mandato por infidelidade partidária. O Rede Sustentabilidade entrou com ação no Supremo, alegando que antes da minirreforma eleitoral, estava em vigor uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que incluía a criação de um novo partido entre as hipóteses de justa causa para se desfiliar de um partido.
Em novembro de 2015, Barroso determinou a devolução do prazo de 30 dias, a partir do registro do novo partido, para que parlamentares migrassem para os partidos que haviam sido recém-criados na época.
Relator do caso, o ministro destacou na sessão que a concessão da liminar foi uma medida “excepcionalíssima”. “Tanto que dei a cautelar e pedi pauta (no plenário) no mesmo ato, o problema é que o prazo estava em decurso, se eu não suspendesse o prazo, o direito pereceria”, disse Barroso.
O único voto contrário ao referendo da liminar de Barroso veio do ministro Marco Aurélio Mello. “A matéria é ‘seríssima’, inclusive sob o ângulo da deferência a outro poder público. A ótica de um ministro do Supremo afasta a ótica de 513 deputados e 81 senadores”, ressaltou Marco Aurélio.
Barroso ressaltou durante a sessão que, ao conceder a liminar, não analisou se é constitucional ou não a perda de mandato no caso de políticos que mudam de partidos, e sim considerou a aplicação retroativa de uma nova lei, que atingiu partidos que já haviam sido criados recentemente à época.
Seu Madruga (Ramón Valdés), de ‘Chaves’ (Foto: Reprodução)
O ator mexicano Ramón Valdés marcou época no seriado Chaves, sendo querido até hoje por fãs brasileiros. Mas será que a inspiração para o personagem surgiu dele próprio? É isso que acreditam Esteban e Miguel Valdés, respectivamente, seu filho e seu neto. “Seu Madruga existia antes do Chaves. Meu pai usava essas frases na família: ‘Não te dou outra porque…’ e ‘O que foi, que que foi, que que há?!’. Ele usava essas frases com a gente, com os amigos”, contou Esteban em entrevista ao The Noite que irá ao ar nesta quarta-feira, no SBT.
De acordo com ele, a semelhança não se restringia apenas às frases. O pai também devia aluguel: “Não foi uma vez, foram várias vezes. Antes de ser famoso, meu pai trabalhava como motorista de trailer, vendia comida na rua. Vivíamos em um apartamento e de repente ele falava: ‘Vamos para a casa da sua avó’. Porque o dono do apartamento, diferente do Seu Barriga, não perdoava”.
Os dois falaram a respeito do documentário que está sendo feito sobre a vida de Ramón. “No começo desse projeto, não achávamos que ele fosse crescer tanto. A grande motivação de terminar aqui no Brasil é justamente por ser o lugar onde as pessoas mais gostam dele.”
O youtuber já havia feito a doação antes, mas a empresa responsável por fazer o veículo não o entregou. (Foto: Divulgação)
Whindersson Nunes decidiu doar um novo triciclo adaptado a André Nunes Nachtigall, de 24 anos, diagnosticado com paralisia cerebral ainda na infância, segundo o UOL. O youtuber já havia feito a doação antes, mas a empresa responsável por fazer o veículo não o entregou.
De acordo com o UOL, a ideia é comprar um triciclo já pronto. A família do estudante, que ganhou a doação de Windersson após pedir ajuda numa campanha de arrecadação via Facebook, também decidiu que irá manter o processo contra a empresa que não entregou o triciclo anterior. Caso receba o veículo, a família pretende doá-lo.
A assessoria de Whindersson disse ao UOL que ele não se manifestará sobre o assunto: “Não vamos nos pronunciar por enquanto até serem definidos os próximos passos em relação ao caso. Estamos empenhados em resolver tudo o quanto antes.”
O pré-candidato à Presidência da República, Ciro Gomes, durante encontro da Frente Nacional de Prefeitos, no Teatro Popular Oscar Niemeyer, em Niterói (RJ) - 08/05/2018 (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)
O pré-candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, disse nesta terça-feira, que o Brasil precisa ser “desinterditado” para voltar a crescer e se desenvolver. Ele afirmou que o país “não cabe” no debate que opõe “coxinhas” e “mortadelas”. Com outros dez presidenciáveis, Ciro participou da 73ª Reunião Geral da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), realizada em Niterói, no Rio de Janeiro.
A uma plateia de prefeitos, o candidato disse que o Brasil está “proibido de crescer”, porque é impedido por entraves como o endividamento alto das famílias e de empresas e o déficit fiscal, que trava a “reindustrialização”. Ele criticou a “concentração de renda selvagem” brasileira e disse que não será possível resolver tudo rapidamente a partir do próximo governo.
“O problema é tão grave, tão ameaçador, que é impossível um dono da verdade chegar a Brasília e dizer ‘deixa que eu resolvo’. Todas as soluções serão doídas. É preciso por em discussão sem dogma de fé. O tripé macroeconômico virou algo indiscutível no Brasil”, afirmou.
“Quando Fernando Henrique tomou posse, a carga tributária era de 27% do PIB. A dívida tinha levado 500 anos de história para se arredondar em 38% do PIB. Quando essa prostração neoliberal se impôs ao Brasil, a dívida foi para 78% do PIB, e o Brasil explodiu numa carga tributária que subtrai os municípios dessas receitas”, disse.
Ele ressaltou as dificuldades que as prefeituras terão com a PEC dos gastos públicos. “Chegamos ao limite de paroxismo. É a menor taxa de investimento da história do Brasil desde 1947 e com essa PEC haverá um garrote vil sobre a essencialidade dos custos das universidades, da saúde. Os repasses da União vão despencar, por uma maluquice que não tem precedente no mundo. É uma incongruência estúpida que vamos ter que desmontar”.
Ciro também defendeu a superação “do presidencialismo à brasileira”. “O Brasil tem uma tragédia acontecendo, e o lado bom é que o pacto federativo está de tal forma rasgado, que temos condição tranquila de fazer uma grande reforma que saneie as contas e desinterdite o Brasil”, disse. “Nós temos uma engenharia institucional que faz com que o Congresso, no presidencialismo, não tenha responsabilidade com a manutenção dos serviços públicos.”
A reunião de prefeitos é o primeiro evento com múltiplos candidatos nesta fase de pré-campanha eleitoral. Os presidenciáveis falam separadamente, depois de assistirem a um vídeo onde são mencionadas propostas discutidas pelos prefeitos nos últimos dias.
Foram convidados os candidatos mais bem posicionados nas pesquisas ou que são de partidos com pelo menos cinco parlamentares. O deputado Jair Bolsonaro (PSL) não compareceu e não justificou a ausência, diante do questionamento da reportagem. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está preso, pediu para enviar um representante, mas a FNP não concordou. Então, Lula enviou uma carta à entidade.
Barbosa
Após participar da 73ª Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Ciro Gomes disse que ainda é ‘muito cedo’ para falar em aliança com outros partidos. Ciro declarou respeitar a candidatura do ex-presidente Lula e pediu que fosse respeitada a tradição política do PSB, que hoje anunciou a desistência do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa de entrar na disputa.
“O PT tem candidato e eu respeito isso com minha alma e meu cérebro. Chega de intriga”, disse. Para Ciro, a presença de Barbosa na disputa era boa porque ele representa uma demanda por ética que é de todos os brasileiros. Perguntado se a desistência favorece mais a esquerda ou a direita, o pedetista disse não ser possível saber. “Ninguém sabe porque ele não tinha se posicionado ainda. É uma pessoa que passou dois anos em horário nobre (na TV), mas ainda não tinha se posicionado sobre economia, sobre desenvolvimento”, disse.
Edson Giroto chegou à sede da Polícia Federal carregando bolsa de viagem para cumprir ordem de prisão. (Foto: Fernando Antunes)
O ex-deputado federal Edson Giroto, filiado ao PR, o cunhado dele, Flávio Scrochio, e o ex-deputado estadual Beto Mariano, se apresentaram esta tarde à Polícia Federal, em Campo Grande, em cumprimento à ordem de prisão expedida pelo STF (Supremo Tribunal Federal), neste dia 7 de maio. A ordem também envolve o empresário João Adalberto Amorim, que ainda não chegou à sede da PF.
Giroto chegou com uma bolsa de viagem e um cobertor nas mãos, e o cunhado Flávio surgiu logo atrás dele. Beto Mariano chegou logo depois.
O ex-deputado federal, que em março chegou a dar um tapa no celular de uma repórter, quando cumpria outra ordem de despejo e se apresentava à PF, dessa vez estava mais calmo e chegou a pedir um “trago” de cigarro a Beto Mariano.
Indagado pelos repórteres, disse “confio na Justiça”. Na sequência, afirmou que está triste com o que vem ocorrendo e que “trabalhou muito”. “Eu trabalhei tanto na minha vida, eu não esperava passar por isso. Mas eu confio na Justiça”, comentou.
“Justiça de Deus e dos homens vai me julgar. Se eu for culpado, eu vou pagar. Mas eu tenho certeza do que eu fiz”, comentou. O ex-deputado, que até essa nova prisão era cotado para disputar uma vaga no Legislativo, afirmou, ainda, que o estado vive um momento “muito difícil”.
Perguntado sobre a quem atribui o fato de estar sendo novamente alvo de prisão, foi enigmático. “Você sabe. Você é um homem inteligente”, afirmou ao jornalista Rodrigo Grando, da tevê Morena. (Confira vídeo ao fim do texto)
Segundo apurou a reportagem do Campo Grande News, a apresentação à Polícia Federal foi negociada para esta tarde, diretamente com a Justiça Federal. A informação é de que quatro dos presos, Giroto, Amorim, Beto Mariano e Flávio, vão para a cela 17 do Centro de Triagem. Ao todo são 8 envolvidos, entre eles 4 mulheres.
Para elas, ainda não há informação sobre o teor da ordem do Supremo, se envolve prisão fechada, domiciliar ou ainda o uso de tornozeleira. Antes de ser transferidos para o presídio, os quatro homens vão passar pelo exame de corpo de delito, praxe quando alguém vai para a cadeia.
Quem ? – A reportagem apurou que o STF (Supremo Tribunal Federal), em nova reviravolta no caso, decretou as prisões de Giroto, Amorim, Elza Cristina Araújo dos Santos (secretária de Amorim), Flávio Henrique Garcia Schrocchio (cunhado de Giroto), Raquel Rosana Giroto (mulher de Giroto à época), Ana Paula Amorim (filha do empresário João Amorim), do ex-deputado estadual Wilson Roberto Mariano e da filha dele, Mariane Mariano de Oliveira.
Todos são investigados na operação Lama Asfáltica, que já realizou cinco fases para apurar desvio de dinheiro em obras públicas. O STF ainda não disponibilizou a decisão. Na Justiça Federal em Campo Grande, a informação é que o como o caso corre em sigilo, nada poderia ser informado.
Cronologia – No último mês de março, o Supremo derrubou a liminar que mantinha os oito alvos da operação Lama Asfáltica em liberdade. As prisões aconteceram no dia 9 de março. Mas, no dia 19, o TRF 3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) mandou soltar todos.
Inconformada, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, entrou com um reclamação no STF. Ela alegou que a decisão do Tribunal Regional Federal foi “desrespeitosa” em sua autoridade. Para a procuradora, a justificativa do tribunal de que os réus “não oferecem perigo a ordem pública” vai contra a decisão da Primeira Turma do Supremo, que foi “categórica” ao dizer que os investigados “traziam severos riscos” à ordem, pela extrema gravidade de suas ações.
Ela pediu as prisões e foi atendida. Conforme as últimas movimentações do processo, a decisão foi informadas ontem (dia 7) ao TRF 3 e à 3ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande.
Fazendas de Lama – As oito prisões são relativas à fase Fazendas de Lama, realizada em 10 de maio de 2016. A liberdade veio no dia 24 de junho daquele ano, quando o ministro Marco Aurélio, do STF, considerou que não havia elemento concreto para justificar a prisão e concedeu liminar em pedido de habeas corpus. O Supremo retomou o julgamento no mês de março, resultando na queda da liminar e retorno à prisão.
Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) (Foto: Ueslei Marcelino/ Reuters)
Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), usou seu perfil no Twitter, nesta terça-feira (8), para afirmar que não será candidato à presidência da República.
“Está decidido. Após várias semanas de muita reflexão, finalmente cheguei a uma conclusão. Não pretendo ser candidato a Presidente da República. Decisão estritamente pessoal”, escreveu Barbosa.
Nas últimas pesquisas de intenção de voto, o ex-ministro aparecia com 9% da preferência do eleitorado, antes mesmo de fazer qualquer anúncio oficial sobre uma possível candidatura. O desempenho despertou a atenção dos concorrentes e de possíveis aliados.
Barbosa se filiou ao PSB no início de abril, durante evento em um hotel na capital paulista. À época, já deixava clara a hesitação em concorrer ao Planalto. “No ano passado, fui estimulado por amigos a manter conversas com líderes de partidos políticos com vistas a uma possível filiação e candidatura a cargo eletivo. Essas conversas mostraram-se mais construtivas e consequentes com o PSB, presidido pelo doutor Carlos Siqueira. Contudo, dar esse passo (sobretudo neste momento conturbado da vida nacional) tem sido um dilema pessoal para mim”, destacou o ex-ministro, em texto publicado no seu Facebook.
O discurso chegou a ser engrossado por Siqueira. “Primeiro ele vai se filiar. Depois vai pensar sobre candidatura, e o partido também vai pensar. Temos até 5 de agosto, é quase uma eternidade”, destacou o presidente do PSB, há cerca de um mês.
Após os eventos da primeira temporada, o trailer mostra o status de celebridade alcançado por Luke Cage, interpretado pelo ator Mike Colter. (Foto: Divulgação/NETFLIX)
Um novo trailer da segunda temporada de Luke Cage foi divulgado nesta segunda-feira (7). O vídeo foi liberado pela Netflix, por meio de suas redes sociais.
Após os eventos da primeira temporada, o trailer mostra o status de celebridade alcançado por Luke Cage, interpretado pelo ator Mike Colter. O herói ficou com moral, especialmente, no meio de sua vizinhança, no bairro do Harlem, em Nova York.
Contudo, a prévia mostra que há muitos problemas por vir. O novo vilão, chamado Bushmaster, é apresentado e exibe seus poderes, semelhantes aos de Luke Cage. O antagonista é interpretado por Mustafa Shakir.
Outros personagens também foram confirmados pelo trailer. Entre eles, estão Mariah (Alfre Woodward), Misty Knight (Simone Missick) e Claire Temple (Rosario Dawson). Embora seja esperado para a segunda temporada de Luke Cage, o Punho de Ferro (Danny Rand0 não aparece na prévia.
Assista ao trailer a seguir.
A segunda temporada de Luke Cage estreia no próximo dia 22 de junho, na Netflix. Serão oito episódios inéditos no total.
O deputado federal Tiririca nega as acusações (Foto: Vinícius Loures/Câmara dos Deputados)
O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira retirar da Corte um inquérito que investiga o deputado federal Tiririca (PR-SP) por suposta prática do crime de assédio sexual.
A decisão de Celso de Mello foi feita com base no entendimento firmado pelo STF de restringir o foro privilegiado para deputados federais e senadores, aplicando-o somente nos casos em que o crime foi cometido no exercício do mandato e em função do cargo.
Celso de Mello destacou que, embora o suposto crime tenha sido cometido durante o mandato de Tiririca, ele “não guarda qualquer relação de pertinência ou de conexão, por tratar-se de fato absolutamente estranho às atribuições inerentes ao ofício parlamentar”.
Por decisão do ministro, os autos serão encaminhados “a magistrado local”, por intermédio do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
Tiririca foi acusado de assédio por uma ex-funcionária doméstica. O deputado, porém, nega e diz que a acusação é uma tentativa de extorsão contra sua mulher, Nana Magalhães. De acordo com a assessoria de imprensa do deputado, “as ameaças incluíam um pedido de dinheiro em troca da desistência da ação de assédio sexual”.
A defesa do parlamentar ainda não se manifestou sobre a decisão de Celso de Mello.
Pedido pode ser feito no Fórum Eleitoral de Campo Grande. (Foto: Saul Schramm)
Travestis e transexuais que pretendem adotar um nome social nas eleições deste ano têm até quarta-feira (9) para solicitar a alteração do título eleitoral, quando ocorre o fechamento do Cadastro Nacional de Eleitores. Em Mato Grosso do Sul, 68 pessoas já solicitaram a mudança dentro do prazo estipulado para o pleito deste ano.
De acordo com o TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral), somente em Campo Grande foram 26 solicitações para mudança de nome. As mudanças ocorreram em outros 25 municípios. Em Dourados foram cinco alterações. Em Anastácio e Coxim foram quatro pedidos em cada uma.
Corumbá e Três Lagoas registram três pedidos de mudanças no nome social. Em Jardim, Ladário e Rio Verde foram dois pedidos feitos em cada município.
Também aparecem na lista com um pedido de mudança de nome os municípios de Água Clara, Alcinópolis, Aparecida do Taboado, Bataguassu, Bela Vista, Bonito, Brasilândia, Costa Rica, Fátima do Sul, Maracaju, Mundo Novo, Naviraí, Nova Alvorada do Sul, Paranaíba, Ponta Porã, Santa Rita do Pardo e Vicentina.
Para requerer a atualização cadastral, basta que o interessado apresente documento de identificação com foto, não sendo exigidos comprovantes, declarações nem certidões adicionais. Menores de 18 anos também podem requerer a modificação, desde que já possuam o título de eleitor.
Em todos os casos, um novo documento, com o nome civil já substituído pelo nome social e com o mesmo número de inscrição do anterior, será emitido e entregue pelo atendente no ato da solicitação. O verso do título deverá ter um QR Code, código de segurança que atesta a autenticidade do documento.
O nome social, além de constar no título de eleitor, também estará indicado no cadastro da urna eletrônica e no caderno de votação das seções.
No caso de candidatos transexuais e travestis, conforme o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), embora o nome social e o nome que constar na urna possam coincidir, eles também são registrados em procedimentos separados. O prazo final para que candidatos transexuais e travestis
Em Campo Grande os atendimentos acontecem no Fórum Eleitoral (rua Delegado José Alfredo Hardman, 180, Parque dos Poderes), Centro Integrado da Justiça (esquina da rua Sete de Setembro com a avenida Calógeras), Fácil Guaicurus (avenida Gury Marques, 5.111, Universitário), Fácil General Osório (rua Santo Ângelo, 51, Coronel Antonino) e Fácil Aero Rancho (avenida Marechal Deodoro, 2.603, Aero Rancho).
A 6ª Mostra Audiovisual de Dourados (MAD-UFGD) tem início na próxima semana, em 15 de maio, e segue até o dia 20 com exibição gratuita de filmes, documentários e curtas-metragens de sete estados brasileiros. Além da programação audiovisual, o público da MAD poderá assistir ao concerto da Orquestra UFGD e ao show com o Bando do Velho Jack.
Como acontece em toda edição, a Mostra foi organizada para contemplar os mais variados estilos. As exibições vão da animação ao drama, passando por videoclipe, ficção, trash, dentre outros. As sessões irão acontecer pela manhã, tarde e noite, sempre no Teatro Municipal de Dourados.
Exibição de filmes
A tradicional Mostra Infantil acontecerá nos dias 16 e 17, às 8h e às 14h, e no dia 18 somente às 8h. Ainda no dia 18, haverá a exibição da Mostra Direitos, às 15h. Seguindo a programação, no dia 19, as sessões da Mostra Nacional acontecerão às 16h e às 19h.
Mostra Competitiva de Curtas
Ponto alto da MAD, as exibições da Mostra Competitiva de Curtas acontecerão dias 16, 17 e 18, no mesmo horário, às 19h. A premiação será dividida entre Prêmio Curta do Mato e o Grande Prêmio MAD. No primeiro, serão premiados os três primeiros colocados nas categorias ficção, documentário, experimental/arte, trash e videoclipe, todos produzidos por residentes no Mato Grosso do Sul. Já no segundo, será premiado apenas um curta, independentemente da categoria, com competidores de qualquer estado.
Além de assistir às produções, o público poderá votar em seus curtas favoritos para a premiação Voto Popular.
Música
A abertura oficial da MAD fica por conta da Orquestra UFGD. Sob regência da da maestra Thais Costa, o Cineconcerto acontecerá no dia 15, às 20h. Já o encerramento, quando acontecerá a cerimônia de premiação, será embalado pelo rock do Bando do Velho Jack, também às 20h. Como toda a programação da mostra, as duas apresentações têm entrada gratuita e acontecem no Teatro Municipal.
Sobre a Mostra
A Mostra Audiovisual de Dourados é uma realização da Coordenadoria de Cultura da UFGD, vinculada à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEX). Utilizando-se de diferentes linguagens, formas e propostas, o objetivo é proporcionar um encontro de exibição, debate e discussão da produção do audiovisual regional e nacional.
O CineMaterna promove sessões especiais de cinema para as mães com bebês de até 18 meses (Foto - Divulgação)
O filme “Teu mundo não cabe nos meus olhos” estará em exibição na próxima sessão do CineMaterna que será realizada na terça-feira (8), às 14h10, no Cinemark do Shopping Campo Grande. O longa foi escolhido pelas mães em votação no site www.cinematerna.com.br.
O CineMaterna promove sessões especiais de cinema para as mães com bebês de até 18 meses. É uma oportunidade para que as mães no pós-parto possam ir ao cinema junto com seus nenéns. Pais e acompanhantes também são bem-vindos. Para isso, uma sala é preparada especialmente para recebê-los. Entre os confortos e facilidades estão trocadores equipados com fraldas, pomadas e lenços umedecidos – que podem ser usados gratuitamente –, ar condicionado com temperatura suave, som do filme mais baixo e iluminação leve, além de um tapete especial para os nenéns que andam e engatinham. Logo na entrada, um ‘estacionamento’ está preparado para acomodar os carrinhos de bebê. Mães voluntárias estarão presentes no cinema, dispostas a ajudar.
O CineMaterna tem patrocínio do Shopping Campo Grande e da Natura Mamãe e Bebê.
Sobre o filme – Teu mundo não cabe nos meus olhos
Vitório é cego de nascença, um feliz pai de família e famoso por oferecer a melhor pizza dos arredores do tradicional bairro do Bixiga, em São Paulo. Ele acredita ter superado todas as adversidades que a cegueira provoca, até encontrar a oportunidade de enxergar e os conflitos que ela traz.
Sobre o CineMaterna:
O CineMaterna nasceu em 2008, quando um grupo de mulheres se reuniu e partiu para o cinema mais próximo com seus bebês “a tiracolo”. Assim surgiu a iniciativa que promove sessões de cinema especialmente dedicadas às mães que têm filhos de até 18 meses e queiram recomeçar a rotina de passeios, mas sem precisar deixar os bebês aos cuidados de terceiros.
O novo longa-metragem da Marvel é o ponto alto dos filmes produzidos pelo estúdio ao longo dos últimos dez anos, com mortes de personagens de forma dramática (Foto - Divulgação)
Um pastor resolveu aproveitar o final do filme Vingadores: Guerra Infinita para falar sobre o plano da Salvação, no meio da sala de cinema. A mensagem sobre o destino após a morte não gerou uma reação tranquila nas pessoas, e no meio do pânico, alguns ficaram feridos.
O novo longa-metragem da Marvel é o ponto alto dos filmes produzidos pelo estúdio ao longo dos últimos dez anos, com mortes de personagens de forma dramática. Assim, o pastor Michael Webber, 28 anos, do Truth and Triumph Ministries, achou que era uma boa oportunidade de pregar sobre o destino da alma após a morte para as pessoas em Redlands, Califórnia (EUA).
Ele se levantou no meio do cinema e começou a falar alto: “Eu acho que quando ele disse: ‘Se você fosse morrer hoje à noite, sua passagem para o céu seria garantida?’ Algo nesse sentido. Acho que é quando as pessoas começaram a entrar em pânico ”, disse uma testemunha chamada Susie Arias ao canal CBS2 News.
A reação de desespero das pessoas é compreensível, afinal, os Estados Unidos vivem sofrendo com atentados terroristas e, além disso, há seis anos, um extremista chamado James Holmes abriu fogo em uma sala de cinema lotada na cidade de Aurora, Colorado, durante a exibição do filme Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge.
“As pessoas entraram em pânico e saíram correndo do cinema”, disse Carl Baker, porta-voz da polícia, ao jornal Daily Facts de Redlands. Uma mulher saltou 6 metros sobre um corrimão, e ficou gravemente ferida na queda, além de ter sido pisoteada. “Eu vi a garota… desmaiada e alguém a estava arrastando para fora; outra garota na minha frente estava mancando e entrando em um ataque de pânico ”, acrescentou Susie Arias.
Após ser detido o pastor disse à Polícia e à emissora de TV que estava pregando no final do filme, mas não pretendia causar pânico, tanto que mantinha as mãos erguidas para que a multidão pudesse ver que ele estava desarmado. “As luzes não se acenderam, então eu realmente não consegui ver a reação de ninguém, exceto as das pessoas que estavam ao meu redor”, disse ele à emissora.
“É extremamente lamentável que alguém tenha sofrido ferimentos por causa disso. Mais uma vez, eu estava desarmado”, acrescentou o pastor.
Ao portal The Christian Post, o pastor revelou que seguiu o mesmo roteiro que costuma usar quando vai pregar a um grupo grande de pessoas: “Quando os créditos finais começaram, levantei-me do meu lugar e comecei a pregar. Eu tenho um roteiro que eu sigo quando prego em multidões para ter certeza de que minha mensagem é concisa, consistente com as Escrituras, e para garantir que eu seja claro em minha língua, para que minhas intenções não sejam mal interpretadas”, disse.
“Minhas palavras exatas foram: quero que todos aqui saibam que Deus ama você e que Ele tem um plano maravilhoso para a sua vida. Há alguém aqui que não tem certeza se passaria a eternidade no céu? Eu tenho uma boa [notícia]. A Bíblia diz: ‘Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus’ (Romanos 3:23) e ‘O salário do pecado é a morte, mas o dom de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor’ (Romanos 6:23). ‘E todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo’ (Romanos 10:13). Deus disse: ‘Eu serei misericordioso para com a sua injustiça’. E o seu pecado e as suas ações sem lei, eu não me lembrarei mais!’ (Hebreus 8:12). Se houver alguém aqui que gostaria de fazer de Jesus Cristo seu Senhor e Salvador, faça esta oração comigo”, acrescentou o pastor Webber.
No entanto, o pastor talvez tenha vacilado a respeito do momento de fazer sua pregação. Ele fez um longo relato sobre o que ocorreu depois de introduzir sua mensagem ao final de Vingadores: Guerra Infinita:
“A parte mais incomum sobre essa noite em particular foi que todas as outras vezes que eu tenho pregado nos cinemas, as luzes se acendiam quando os créditos começavam. Mas esta noite eles não fizeram. No entanto, não percebi que era um problema, porque minhas mãos estavam levantadas (evidenciando que eu estava desarmado e não era uma ameaça). E até a metade da oração de salvação, ninguém no teatro se mexeu. Eles estavam apenas olhando para mim. Houve um grito ocasional de volta para mim dizendo-me para ‘sentar’, mas nada que indicasse que o público estava alarmado. Quando eu notei as pessoas saindo durante a oração, não me pareceu que eles estavam evacuando em um ritmo agitado. Talvez porque as luzes estavam apagadas. Mas as pessoas ao meu redor estavam sentadas com calma. Não havia nada que sugerisse que as pessoas estavam em pânico. Sentei-me de novo (pretendendo assistir à cena de crédito final que sempre acompanha um filme da Marvel), e cerca de um minuto depois de me sentar, as luzes se acenderam. Eu ouvi alguém dizer: ‘Quem fez isso?’ Eu levantei minha mão e disse: ‘Eu fiz’. Eles começaram a gritar comigo e xingar para mim. Neste momento, os gerentes de teatro entraram no teatro, juntamente com a segurança do teatro. Até aquele momento, eu não sabia que alguém estava alarmado. Depois de alguns minutos, os gerentes do teatro me pediram para sair. Minha esposa, meu pai e eu saímos pela porta lateral que levava à frente do teatro. Havia uma multidão de pessoas esperando por mim que me confrontaram com gritos e xingamentos. Depois de um momento ou dois, decidi levar minha esposa até o carro, caso a multidão se tornasse violenta. Quando nos aproximamos do carro, vi os veículos da polícia entrando no teatro. Pedi a meu pai que levasse minha esposa para casa e me virei e voltei para o teatro para encontrar a polícia. Oficiais se aproximaram de mim e eu coloquei minhas mãos para cima. Um oficial se aproximou de mim e me algemou, informando que eu não estava sendo preso; apenas detido até que eles pudessem determinar o que aconteceu. Depois de duas horas no banco de trás do veículo da polícia, os policiais voltaram para o carro e me informaram que era uma prisão de um cidadão, facilitada pelo Departamento de Polícia de Redlands. No centro de detenção, a polícia pediu que eu assinasse um formulário de consentimento que permitisse que eles revistassem minha residência para determinar que eu não era uma ameaça. Depois que a busca foi concluída, eles me soltaram”.
Ao final, o pastor argumentou sobre porque discorda das opiniões que consideram sua iniciativa equivocada. “Assim que determinaram que eu não era uma ameaça, eles me trataram gentil e profissionalmente. […] Há leis sendo aprovadas na Califórnia que impedem os cristãos de pregar a Palavra de Deus, em Sua verdade, agora mesmo. A linha comum que ouço de pessoas que discordam do que eu fiz é que não era o ‘tempo e lugar’ certo para se levantar e pregar. Os cristãos precisam perceber que, se não nos levantarmos agora, não haverá mais ‘tempos ou lugares’. Houve um período de tempo na América em que levantar-se para pregar o Evangelho teria sido recebido com aplausos. Mas mesmo nos tempos passados, quando eu preguei, a mensagem foi recebida com maldição, objetos sendo jogados, e assim por diante”.
Filha do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a publicitária Danielle Cunha (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
No que depender do MDB, a publicitária Danielle Dytz da Cunha, filha mais velha do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB), será deputada federal pelo Rio de Janeiro. Tanto o presidente nacional, o senador Romero Jucá (RR), quanto o regional, deputado Leonardo Picciani (RJ), afirmaram apostar no sucesso da jovem, cuja candidatura foi antecipada em dezembro pela coluna Radar.
“Ela será candidata e será eleita”, afirmou Jucá. “Ela tem potencial”, completou Picciani. A expectativa do MDB do Rio é eleger seis deputados no Rio em outubro, contando com Danielle. Seriam dois a menos do que em 2014, quando o estado representou a maior fração entre a bancada da legenda.
Durante a janela partidária deste ano, as condenações contra o ex-governador Sérgio Cabral na Lava Jato – que já somam 100 anos de prisão – levaram nada menos que cinco deputados a migrarem para outros partidos. Foi o filho do ex-governador, o parlamentar Marco Antônio Cabral, quem aprovou a filiação de Danielle Cunha ao MDB em outubro do ano passado.
A publicitária decidiu disputar as eleições a pedido do pai, que está inelegível até 2017 após ter o mandato cassado, em setembro de 2016, por ter mentido sobre a posse de contas bancárias no exterior. Sem foro privilegiado, Cunha foi preso um mês depois por ordem do juiz federal Sergio Moro, que o condenou posteriormente a 15 anos e quatro meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Evangélicos
De olho em uma cadeira na Câmara, Danielle vai buscar o eleitorado evangélico, o mesmo que sustentou a última vitória do pai em 2014. No feriado de 1º de maio, a publicitária marcou presença na confraternização das filiadas da igreja Assembleia de Deus de Madureira, denominação que apoiou ostensivamente a vitória de Eduardo Cunha em 2014.
Segundo relatos, Danielle conversou com fieis e pousou para fotos na celebração, que ocorreu em um sítio e contou com jogos de futebol e competições de dança. De acordo com cálculos não-oficiais de seus integrantes, a Assembleia de Deus de Madureira conta com cerca de 250.000 fieis no Rio de Janeiro.
A igreja foi citada em 2015 em uma denúncia apresentada pelo Ministério Público, que acusou o então presidente da Câmara de usar a instituição religiosa para intermediar propinas de pelo menos 250.000 reais. Nas últimas eleições, com 232.700 votos, Cunha foi o terceiro deputado mais bem votado do Rio – perdendo apenas para Jair Bolsonaro (então PP, hoje PSL) e Clarissa Garotinho (então PR, hoje Pros).
Na busca por votos, Danielle conta com um influente apoio: o do ex-deputado e bispo Manoel Ferreira (PSC), presidente vitalício da Convenção Nacional das Assembleia de Deus no Brasil e que comanda o Ministério de Madureira. A publicitária quer se apresentar como a “candidata oficial” da igreja, mas tem concorrentes. Integrante de outra ramificação da Assembleia de Deus, o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) também busca o apoio do Ministério de Madureira.
Alexandre Penha é idealizador da Escola de Palhaço, sediada em Maringá - PR (Foto - João Pires)
Alexandre Penha (32) é o idealizador da Escola de Palhaço, em Maringá (PR). Ele esteve em Dourados neste final de semana (5 e 6), onde ministrou curso sobre ‘palhaçaria’. Ao Estado Notícias ele conta como surgiu o grupo paranaense a partir do projeto Terapia da Alegria, muito conhecido em trabalho em hospitais. Leia a entrevista:
EN – Quantas pessoas compõe o grupo?
ALEXANDRE – Existem vários projetos dentro do grupo, sendo que o principal é o Terapia da Alegria, composto de 14 artistas, que tem 16 anos de existência. Já a Escola de Palhaço é formada por quatro pessoas.
EN- Como surgiu o projeto Terapia da Alegria?
ALEXANDRE – Havia uma carência de artistas, que é muito comum. Artistas preparados para o trabalho de palhaços em hospitais e a partir de 2011 tivemos a necessidade de aumentar nosso quadro de artistas. Éramos compostos por seis artistas. Então a gente abriu um processo de estudo, que foi a Escola de Palhaço, e como isso gerou bons frutos decidimos continuar. De Maringá começou a surgir convites para dar este curso em vários lugares do Paraná, e até fora do Brasil.
EN- Você sempre esteve inserido nesta equipe?
ALEXANDRE – Sim, o Terapia da Alegria já tem 15 anos de existência e começamos como qualquer projeto pioneiro dentro da nossa cidade, com alguns poucos participantes. Daí vem a demanda em não só atender hospital, mas também o asilo e outros espaços, como exemplo a gente atende o hospital psiquiátrico da cidade com um trabalho bem específico. Então veio essa necessidade, foi quando eu fundei em 2011 a Escola de Palhaço e com essas questões de agenda temos outras pessoas que trabalham, mas ficam mais em Maringá.
EN- Qual a tua formação de aprendizado?
ALEXANDRE – Esta é uma é uma das perguntas mais interessantes para o palhaço [risos]. A minha formação acadêmica é em História e Artes Cênicas, pela Universidade Estadual de Maringá e hoje estou no processo de mestrado. São três campos de atuação bem diferentes, mas que colaboram muito na atuação do palhaço. No Brasil não existe nem uma universidade específica de palhaço e o que nós temos são cursos esporádicos com alguns formadores, mas nada de longa duração e que possa ser emitido um certificado em nível universitário.
EN – E a experiência? No que contribuí?
ALEXANDRE – Então, a minha formação foi acima de tudo pela experiência, pelo trabalho e também por fazer curso, ter contato com outros palhaços, como palhaços de hospital, teatro e circo. Foi uma junção de várias teorias e mestres e também muita leitura, pois tem muito material também para a pesquisa de palhaço teórico. Foi uma formação muito ampla e é óbvio que a minha formação em Artes Cênicas me ajudou muito nesse processo do palhaço, mas eu vou dizer pra você que 50% do palhaço é a prática. É o contato com o dia a dia.
EN – Vocês fazem palestras em vários estados?
ALEXANDRE – Isso, recebemos convites tanto para apresentações como também cursos. Normalmente temos pensado em dar este suporte para grupos, como estamos fazendo aqui em Dourados neste final de semana, dando suporte para um grupo que já existe e de alguma maneira precisa ter novos aprendizados e refinar o trabalho. Esse é o nosso foco de atuação e o nosso objetivo, que é potencializar os grupos na arte do palhaço.
EN – O que são abordados no curso?
ALEXANDRE – Então, existem muitas questões interessantes no palhaço, que são questões universais, como exemplo, no aspecto do uso da máscara. Quando o palhaço coloca um nariz vermelho, aquilo lá é uma máscara e então existe toda uma técnica por trás daquilo. É uma técnica milenar, que vem desde lá do Egito, onde os artistas já usavam máscaras e a gente pode de alguma maneira fazer um paralelo com a máscara do palhaço. No Egito eles usavam a máscara de um personagem que estava muito ligado ao gato. Depois a gente vai para a Grécia […]. Então basicamente no curso a gente trabalha muito esta questão dessa técnica do palhaço, nós fazemos o batismo do palhaço, que é uma tradição circense milenar em que o palhaço mais velho batiza o mais novo com o nome e muito trabalho corporal, como você desenvolve seu corpo para que ele seja um corpo cômico e que gere graça. São alguns aspectos que a gente pontua.
EN – Estas técnicas podem ser utilizadas em que locais?
ALEXANDRE – Como estas técnicas são universais, podem ser aplicadas em qualquer espaço. Nós já tivemos a oportunidade de apresentar em teatros, circos, instituições, igrejas… Hoje, a gente comenta que o palhaço pode estar em todos os lugares, pois ele trabalha acima de tudo a paródia humana. De alguma maneira, com respeito, ele tira sarro do próprio ser humano. Onde tiver ser humano o palhaço pode entrar e é por isso que ele toma todos os espaços […]. Aquela figura do palhaço que só era do circo quase não existe mais.
"Aquela figura do palhaço que só era do circo quase não existe mais", disse ao Estado Notícias (Foto - João Pires)
EN – Você tem alguma experiência que te marcou?
ALEXANDRE – Existem milhões de histórias. Teve uma que aconteceu em um hospital, onde a gente foi atender uma criança que ainda estava na recepção e não tinha entrado para consulta. Ficamos brincando com ela uns 10 minutos, pois estava acompanhada com o pai e, quando fomos finalizar nossa visita perguntamos: O que você tem?. E a menina olha pra gente e fala assim: “Vixe! Eu nem lembro…”. Então ela esqueceu da doença e de alguma maneira a dor não estava mais sendo sentida. Isso pra gente é gratificante.
EN – Mais algum caso?
ALEXANDRE – Em 2016 e 2017 fizemos um trabalho com refugiados sírios e iraquianos da Jôrdania, onde concentra o maior número de refugiados da Síria. Nós fizemos um trabalho com uma mãe refugiada que tinha três filhos e brincamos com eles. No dia seguinte fomos visitar a família e recebemos um retorno muito gratificante, quando ela disse assim: “Desde que a gente chegou da Síria eu não havia visto meus filhos sorrirem. Então quando vocês chegaram e começaram brincar eu vi meus filhos sorrindo e queria agradecer vocês!”. É lógico que ela contou isso em árabe e a gente não entendeu nada [risos]. Teve intérprete. Ela falava muito “šukran”, que é o ‘obrigado’. São pequenas histórias que pra gente tem o peso e a certeza que tem funcionado, de uma maneira muito simples.
EN – Com relação ao trabalho nas igrejas. É bem aceito?
ALEXANDRE – Na questão principalmente do palhaço isto é interessante, por ele ser uma figura milenar. Cada um acredita num mito. Por exemplo, na criação de Adão e Eva, no princípio quando existia o ser humano já existia o palhaço, pois, o palhaço é aquele tira sarro de si mesmo ou de uma situação que aconteceu. Eu sempre brinco, que um dos primeiros momentos do palhaço (pensando na questão do Evangelho), quando você lê em Gênesis e a criação do mundo, existe um momento em que Deus se separa com Adão para dar nome aos animais. Penso que neste momento foi um dos mais engraçados, pois quando Adão olha para um dos animais e fala: “Olha, esse vai se chamar Ornitorrinco”, deve ter sido muito cômico.
EN – Existe preconceito?
ALEXANDRE – Em algumas igrejas evangélicas existe sim esta barreira, por conta talvez de algumas tradições que veiculavam o palhaço a figuras medievais que eram parecidos com pequenos ‘capetas’ ou pequenos ‘diabinhos’ e eles participavam em feiras livres e eram muito comum ali a encenação da Paixão de Cristo e, no público isso fazia parte do teatro, ver as pessoas fantasiadas de ‘diabinhos’ para ficar atentando o público. As pessoas veiculavam muito o palhaço que a gente tem hoje e que necessariamente não tem a ver, mas que por muito tempo acreditou-se nisso. Algumas igrejas ainda tem essa barreira e eu acho que a melhor coisa para quebrar isso é o conhecimento.
EN – É aplicação e resultado?
ALEXANDRE – Um dos principais tópicos na aplicação do curso é: “Qual a função do riso?, e “Porque a gente ri?”. Eu penso que é uma das dádivas da criação do homem, pois só o ser humano da risada. E se Deus criou esta capacidade existe um porquê disso. A função do riso é transformar a trajédia em comédia, pois quando a gente faz essa transformação conseguimos suportar a existência, suportar a vida. Existe uma função pra isso e é uma dádiva do Criador, uma benção que o homem tem, pois se ele fosse ter consciência de tudo que ele passou na vida seria muito pesado. O riso serve para relaxar a vida e a gente levar de uma maneira mais aceitável. Não é a toa.
EN – O palhaço é triste?
ALEXANDRE – Esta é uma pergunta bem filosófica. Uma das lendas mais tradicionais do palhaço que repercute e tem personagens que tomam pra si é o dia que o palhaço vai ao médico, pois está muito triste, e o médico pergunta: “O que você tem?”, e ele responde: “Estou muito triste” e o cara diz assim: “Então vai no circo aqui da cidade, tem um palhaço fantástico, ele é muito bom e você vai rir muito e vai tirar essa tristeza”. E ele diz assim: “Doutor, esse palhaço sou eu…”. Então, eu acho que não necessariamente nenhum palhaço é em si triste. A questão é que como palhaço vai trabalhar a tragédia, ele sempre tem que estar próximo da tragédia para transformar ela em comédia. Assim, a gente sempre olha e pensa “esse palhaço é triste”. Como o grande palhaço ‘Carlitos’, do Charles Chaplin, que na maior parte que a gente está olhando parece que ele está triste e que na verdade, é este poder de transformar toda está tragédia…
EN – Sensibilidade?
ALEXANDRE – Isto, o palhaço tem que se muito empático, é se colocar no lugar do outro. É por isso que há 32 anos começou esta ideia de um palhaço se parodiar de médico e entrar no hospital. É muito recente. O palhaço tem esse poder, através da máscara, de se colocar e entender a tragédia do outro e transformar em comédia para suavizar.
EN – Primeira vez em Dourados?
ALEXANDRE – Já viemos algumas vezes em outros motivos, apresentações em igreja e um tempo atrás para jogar beisebol com os japoneses, pois temos um time em Maringá e viemos pra isso. Aqui é a primeira vez dando curso. O povo é muito bacana, muito receptivo, gosto muito de Dourados, apesar do calor [risos]. Maringá é mais tranquilo.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes(Foto: DR)
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes disse, neste sábado, 5, que, caso seu ex-colega de Corte Joaquim Barbosa se lance à Presidência, “teria imensa dificuldade de dialogar com políticos”. Barbosa se filiou em 6 de abril ao PSB, mas ainda não admitiu abertamente que entrará na disputa.
Em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, no programa Brasil Urgente da Band, Gilmar foi questionado sobre o que achava da possível candidatura do ex-ministro relator do mensalão no Supremo. “É uma pessoa capaz, que tem bons propósitos, mas eu ainda vejo que terá imensa dificuldade de dialogar com políticos”, afirmou. O programa foi ao ar na tarde deste sábado.
Na pesquisa do Ibope, divulgada em 24 de abril, Barbosa aparece em quarto lugar, com 9% de intenção de voto, em um cenário sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Lava Jato. O ex-ministro fica atrás do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e da ex-senadora Marina Silva (Rede).
“Imagino que se exija muita flexibilidade para isso (ser político). Quando se fala em carreira política, em geral, o indivíduo foi vereador, foi prefeito, foi deputado estadual e aí, numa fila, consegue ser deputado federal. Isso não significa apenas uma certa oportunidade de carreira, significa uma preparação, um aprendizado para esse processo”, completou Gilmar, quando questionado se Barbosa seria uma pessoa de temperamento difícil.
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