segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Temer promete ajuda federal a escolas de samba do Rio de Janeiro

Yara Aquino

Da Agência Brasil

 

O presidente Michel Temer cumprimenta o novo ministro da Cultura, durante sua posse realizada ontem (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Ao dar posse ontem, em Brasília, ao novo ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, o presidente Michel Temer pediu que ele ajude as escolas de samba do Rio de Janeiro. “O carnaval faz parte da cultura e do turismo brasileiro. Ainda há pouco recebi presidentes das escolas de samba que estarão contigo hoje. Ajude-os. É preciso ajudarmos com o apoio do governo”, afirmou.

 

Antes da posse, dirigentes e integrantes de escolas de samba do grupo especial do Rio de Janeiro se reuniram hoje (25) com Temer e disseram que o presidente sinalizou apoio do governo para que as escolas obtenham recursos para o Carnaval de 2018 após o corte de cerca de R$ 13 milhões feito pela prefeitura do Rio.

 

O deputado Pedro Paulo (PMDB-RJ), que também participou da reunião, disse que Temer assegurou que o governo poderá direcionar até R$ 13 milhões para o Carnaval do Rio de 2018. “O presidente falou que se não tiver nenhum recurso privado, ele vai colocar tudo do orçamento da União”, disse o deputado.

 

Segundo Pedro Paulo, o presidente foi receptivo e rápido na tomada de decisão para determinar que os ministros da Cultura e do Turismo que criassem soluções para suprir o valor de R$ 13 milhões.

 

O presidente da Estação Primeira de Mangueira, Francisco Carvalho, conhecido como Chiquinho da Mangueira, disse que Temer “garantiu que vai buscar um caminho para ajudar o carnaval do Rio de Janeiro.

 

“Viemos pedir ao presidente que ele completasse esse corte que foi feito e ele garantiu que o governo federal vai ajudar através dos ministérios da Cultura e do Turismo”, disse o presidente da Mangueira.

 

Novo ministro

Já empossado, o ministro da Cultura foi questionado sobre o apoio às agremiações cariocas e disse que é preciso avaliar as possibilidades para anunciar qualquer medida. “Vamos analisar com cuidado a situação e ver de que maneira podemos ajudar. O governo brasileiro e o Ministério da Cultura reconhecem a importância do carnaval do Rio de Janeiro e vão fazer o que for possível para que o carnaval aconteça em 2018 com ainda mais força”, disse.

Sá Leitão lembrou que o carnaval carioca tem grande impacto econômico e gera retorno financeiro para a sociedade e o governo.

 

Cortes no carnaval carioca

 

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, anunciou que cortaria pela metade os recursos da subvenção destinada às escolas de samba do grupo especial. O corte gerou protestos e a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) chegou a divulgar nota informando que não haveria desfiles em 2018.

 

De acordo com a prefeitura, as agremiações receberam cerca de R$ 24 milhões para os desfiles de 2017. O valor cortado pela prefeitura seria usado para aumentar o repasse de manutenção de creches conveniadas com o município.

 

Segundo Chiquinho da Mangueira, os cortes da prefeitura prejudicam a qualidade dos desfiles. “O impacto é muito grande. As escolas fazem um espetáculo que tem o custo de R$ 8 milhões a R$ 10 milhões. Não adianta dizer que o carnaval tem que reduzir o número de componentes, de carros alegóricos. O espetáculo não pode cair a qualidade, tem que ganhar mais qualidade”.

 

 

Keith Richards anuncia que Rolling Stones planejam novo disco

France Press

Charlie Watts, Keith Richards, Ronnie Wood e Mick Jagger, dos Rolling Stones, posam na chegada à exposição 'Rolling Stones: 50' no Somerset House, em Londres; banda completa meio século de carreira nesta quinta-feira (12) (Foto: Ki Price/Reuters)

Keith Richards anunciou que os Rolling Stones estão planejando um novo álbum de músicas inéditas, depois de uma foto mostrar o rapper britânico Skepta no estúdio com as lendas do rock.

Os roqueiros septuagenários passaram uma década fazendo shows lotados pelo mundo, mas sem divulgar novos discos de estúdio. Em dezembro, eles lançaram o álbum de covers “Blue and Lonesome”.

Questionado num fórum de fãs no YouTube neste fim de semana se os Stones ainda planejavam fazer um novo álbum, Richards anunciou: “Sim, na verdade, sim, bem em breve”.

“Preparando algumas novidades e pensando em quais são os próximos passos”, disse ele em seu canal no YouTube.

O dono do Midnight Studios em Londres postou, no começo deste mês, no Instagram, uma foto de Skepta com o vocalista dos Stones Mick Jagger, criando especulações sobre uma parceria musical.

Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, os Rolling Stones trabalharam com importantes nomes do blues e do soul, mas os roqueiros têm menos experiência quando se trata de hip hop.

Paul McCartney, do histórico rival The Beatles, surpreendeu os fãs há dois anos com uma música em parceira com a superestrela do rap Kanye West.

Skepta é o principal nome do grime, subgênero de hip hop acelerado desenvolvido em Londres, e conquistou públicos mais amplos nos últimos anos.

Richards, contudo, disse que o novo disco também poderia adaptar clássicos do blues, lembrando do prazer que a banda sentiu ao gravar “Blue and Lonesome”.

O guitarrista ainda disse que gravar novas músicas dá um “impulso de energia” em meio ao “temor da viabilidade nos dias de hoje com essa idade”.

Os Stones, uma das bandas com maior faturamento de bilheteria em shows e apresentações, planejam uma nova turnê em estádios da Europa em setembro e outubro.

Jânio Miguel solicita revitalização para a Praça Paraguaia e Terêncio Romita

Assessoria

 

A solicitação é para que as duas praças sejam utilizadas também para feiras culturais (Foto: Divulgação)

O vereador Jânio Miguel (PR) solicitou à prefeita Délia Razuk (PR), e demais secretários, para que seja realizada a revitalização da Praça Paraguaia e Terêncio Romita. Dentre elas estão limpeza, manutenção na iluminação, instalação de lixeiras entre outros.

 

De acordo com o vereador, com a revitalização, no local poderá ser desenvolvido o projeto da Feira Recicl’Arte, que envolverá a comunidade de artesãos, pequenos agricultores, associações de bairros, comunidade paraguaia, dentre outros. Segundo Jânio, o objetivo é resgatar e revitalizar estes espaços e os utilizar para desenvolvimento de ações culturais.

 

“O objetivo é resgatar e revitalizar áreas que sofrem com esse tipo de degradação. E propor a implantação de um projeto que, além de ocupar estes espaços, garantirá constante movimentação no período que estiver funcionando, atraindo famílias e populares, tanto da região quanto de outras partes de cidade, oferecendo arte e cultura a todos de forma gratuita”, explicou.

 

Ele lembrou ainda que a solicitação é uma reivindicação também das comunidades paraguaias, de artesãos e trabalhos manuais, pequenos agricultores e lideranças dos bairros Jardim Independência e Grande Itália, para que seja implementado o projeto “Recicl’Arte” nas Praças Paraguaia e Terêncio Romita.

 

“O projeto “Recicl’Arte” visa trazer à praça uma feira cultural. O local possui infraestrutura básica, necessitando apenas de poucas adaptações para o desenvolvimento desse projeto e o conforto essencial a fim de que possamos gerar o envolvimento de toda comunidade com a programação proposta”, pontuou o vereador.

 

Morre blogueira-caçadora espanhola, estrela das redes sociais

G1

Melania Capitán (Foto: Reprodução/Twitter/@melct24)

A modelo, blogueira e caçadora espanhola Melania Capitán, 27 anos, foi encontrada morta na última quarta-feira (19) em seu apartamento em Huesca, município localizado na comunidade autônoma de Aragão, na Espanha. Segundo os investigadores espanhóis, Melania teria se suicidado. Ela teria deixado uma carta de despedida para os amigos mais próximos em que explica as razões do suicídio.

 

 

A blogueira se tornou muito popular nos últimos anos graças a fotos em que promovia sua grande paixão, a caça, em suas contas nas redes sociais. Entretanto, as postagens em que segurava fuzis e animais mortos lhe renderam inúmeras críticas e até mesmo ameaças de morte.

 

 

 

Mesmo após a notícia da morte, os críticos não pararam de postar mensagens de ódio nas páginas internet de Melania. “Você fez um favor à humanidade. Adeus”, escreveu um internauta. “Dou graças a Deus que você se matou, foi a única coisa boa que você já fez em sua vida”, escreveu outro.

 

 

No entanto, muitos, apesar de não compartilhar a paixão pela caça, expressaram suas condolências: “Descanse em paz. Eu não gosto da caça, matar animais como hobby me horroriza. Mas é inaceitável que esta menina tenha tirado sua própria vida”, diz outro comentário.

‘Só queriam o fim do governo Dilma, e não da corrupção’, diz procurador da Lava Jato

Jornal do Brasil

 

Carlos Fernando já havia comentado outras atitudes do governo (Foto - Divulgação)

 

O procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, que integra a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba (PR), comentou a declaração do vice-presidente da Câmara, o deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), que defendeu um “tempo de validade” de “seis meses” para as investigações da operação Lava Jato.

 

“Esse parece ser o próximo passo do PMDB. Infelizmente, muitas pessoas que apoiavam a investigação só queriam o fim do governo Dilma e não o fim da corrupção”, afirmou o procurador no Facebook.

 

“Agora que Temer conseguiu com liberação de verbas, cargos e perdão de dívidas ganhar apoio do Congresso, o seu partido deseja acabar com a sua investigações. Mas, mesmo com todas as articulações do governo e de seus aliados, as investigações vão continuar por todo país”, complementou Carlos Fernando.

 

O deputado Fábio Ramalho disse, em entrevista para o Estadão, que as investigação “não pode ficar eternamente”.

 

Reprodução/Facebook

 

“Defendo a Lava Jato, mas tem de ter prazo de término. O Brasil não vai aguentar isso o resto da vida. Além da corrupção, tem de se avançar na desburocratização do País, na segurança jurídica do País, nas reformas.” O deputado também defendeu um prazo de mais seis meses para a operação.

 

No começo de julho, o procurador já havia comentado sobre a liberação de verbas para emendas parlamentares pelo governo federal. Na época, Carlos Fernando disse que “Temer libera verbas à vontade” para salvar seu mandato.

 

Dias antes, ele também afirmou que o governo federal “sufoca” a Polícia Federal, destacando a falta de recursos para emissão de passaportes, cujo serviço estava suspenso. “Na Lava Jato a equipe da polícia foi significativamente reduzida. A quem isso interessa?”

Moro ouve testemunhas de defesa e acusação em processo que tem como réu ex-gerente da Petrobras

G1

Ex-gerente da Petrobras Pedro Augusto Cortes Xavier Bastos foi preso na 41ª fase da Lava Jato (Foto: Rodrigo Fonseca)

O juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, dará início às audiências do processo referente à 41ª fase da operação nesta segunda-feira (24). A ação tem como réu o ex-gerente da área Internacional da Petrobras Pedro Augusto Cortes Xavier Bastos.

 

A primeira audiência será a partir das 14h, na sede da Justiça Federal do Paraná, em Curitiba, com as testemunhas de acusação. Devem ser ouvidos o ex-gerente Eduardo Costa Vaz Musa, que é delator da Lava Jato, e os auditores da estatal Rafael de Castro da Silva e Luis Eduardo Alves do Nascimento.

 

Depois disso, no mesmo dia, Moro deve começar a interrogar as testemunhas de defesa. Devem ser ouvidos Benício Shetini Frazão, Daniel Zaine, Rafael Ottoni Martins, Claudia Tovres Volpon e Fausto Machado Coelho.

 

Rafael de Castro e Eduardo Musa serão ouvidos em Curitiba. Os demais serão interrogados por meio de videoconferência com o Rio de Janeiro.

 

Pedro Augusto Bastos foi preso no dia 25 de maio deste ano no Rio de Janeiro e é acusado de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro. Atualmente, ele está detido no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

 

Denúncia

 

A denúncia foi oferecida pelo MPF à Justiça Federal do Paraná no dia 12 de junho e aceita por Moro no dia seguinte.

 

Segundo a acusação, Bastos recebeu US$ 4,8 milhões em propinas em uma conta offshore na Suíça, da qual era beneficiário.

 

Em contrapartida, utilizou-se do cargo para dar amparo técnico a um negócio envolvendo a venda de um campo seco de petróleo em Benin, na África, para a Petrobras, em 2011.

 

O esquema relatado na denúncia é o mesmo pelo qual o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e o ex-diretor da Petrobras Jorge Zelada já foram condenados, em outro processo da Lava Jato.

 

Conforme o MPF, um relatório da Comissão Interna de Apuração da Petrobras, que investigou os fatos, apontou que Bastos foi responsável por uma série de irregularidades. Por isso, ele foi demitido por justa causa, no segundo semestre de 2016.

Kleber Lucas canta Paralamas do Sucesso durante culto de Caio Fábio; Assista

Gospel +

 

O vídeo que mostra a interpretação de Kleber Lucas para a música foi publicado nas redes sociais por Caio Fábio (Foto - Divulgação)

 

Kleber Lucas voltou a “quebrar protocolos” e cantou a música Lanterna dos Afogados durante um encontro com o pastor Caio Fábio, no Rio de Janeiro.

 

A música, de autoria de Herbert Vianna, ficou famosa nos anos 1990 com a banda Paralamas do Sucesso, conhecida do público evangélico por conta do testemunho do veterano cantor pentecostal Mattos Nascimento.

 

O vídeo que mostra a interpretação de Kleber Lucas para a música foi publicado nas redes sociais por Caio Fábio, com a explicação do contexto da letra: “A letra fala sobre as mulheres dos pescadores que saem para pescar e nem sempre voltam para casa. O risco é frequente e as mulheres ficam aflitas, torcendo para que possam ver seus maridos de novo”, diz o texto.

 

Caio Fábio ainda salienta no post que “o nome Lanterna dos Afogados vem de um capítulo do livro ‘Jubiabá’, de Jorge Amado” em que o bar Cais do Porto é retratado como local de espera das esposas dos pescadores por seus maridos, com lanternas, como forma de ajudá-los a achar o caminho certo.

 

Durante o culto, a letra da canção foi usada como alegoria representativa de momentos da jornada de fé, e ao final, Kleber Lucas – enquanto a interpretava – perguntou aos presentes, em tom bem humorado: “Vocês também conhecem essa música ‘do mundo’?”.

 

ASSSISTA

 

 

Epitáfio

 

Há alguns meses, Kleber Lucas esteve no “olho do furacão” por cantar a música da banda Titãs. As críticas nas redes sociais foram intensas, principalmente porque a letra fala sobre “o acaso” fornecer proteção em momentos de distração.

 

Alheio às críticas, o cantor e pastor afirmou que se manteria fora dos padrões: “Preparado pra bloquear todos os chatos… me cansei deles. Decidi que não vou desistir de vocês por causa deles ❤”, escreveu.

Sessões ordinárias retornam hoje na Câmara de Dourados

Imprensa CMD

 

Câmara retorna com sessões ordinárias nesta segunda-feira (Foto: Eder Gonçalves)

As sessões ordinárias do segundo semestre de legislatura da Câmara de Dourados retornam, nesta segunda-feira (24), após 15 dias de recesso. Durante o período, os trabalhos nos demais departamento da Casa foram realizados normalmente das 07h às 13h.

 

“Esse semestre será de muito trabalho assim como o anterior. Queremos ver os resultados destes esforços e vamos continuar atuando para intensificar as ações para o município e melhor atender a população”, pontuou a vereadora e presidente da Casa de Leis Daniela Hall (PSD).

 

No primeiro semestre foram realizadas 1413 indicações, 366 requerimentos e entregues 213 moções durante as 22 sessões ordinárias, realizadas no Plenário da Câmara.

 

Ainda foram aprovados 72 projetos de Lei, 12 projeto de Lei complementar, 21 decretos legislativos, quatro projetos de resolução e dois projetos de emenda LOM (Lei Orgânica do Município). Os vereadores ainda organizaram nove audiências públicas e três seminários durante os seis primeiros meses do ano.

 

A sessão ordinária acontece todas as segundas-feiras às 18h30 no plenário da Câmara Municipal, sendo transmitida ao vivo pelo site http://www.camaradourados.ms.gov.br/.

Stranger Things: data de estreia e primeiro vídeo da 2ª temporada

CULTURA GEEK

Divulgação

A Netflix divulgou o primeiro vídeo teaser da segunda temporada de Stranger Things, confirmando o lançamento dos novos episódios para o mês de outubro.

 

Segundo o comercial americano, a nova temporada será disponibilizada no Halloween, o que nos leva a acreditar que a data correta seja 27 de outubro, uma sexta-feira (dia tradicional de lançamento dos programas originais na Netflix).

 

Relembramos que a segunda temporada de Stranger Things terá um salto temporal de aproximadamente um ano dentro da narrativa, ou seja, o segundo ano vai se passar em 1984.

 

Além disso, diversos atores foram anunciados para o novo ciclo, incluindo Sadie Sink (The Americans), Dacre Montgomery (Power Rangers), Brett Gelman (Go On), Paul Reiser (Mad About You), Sean Astin (Senhor dos Anéis) e a novata Linnea Berthelsen.

 

O elenco principal também possui retorno confirmando: Winona Ryder (Joyve), David Harbour (xerife Hopper), Joe Keery, Noah Schnapp, Finn Wolfhard, Gaten Matarazzo, Caleb McLaughlin e Millie Bobby Brown (Onze/Eleven) aparecerão no segundo ano da série.

 

Entre as novidades, teremos justiça para Barb, o xerife Hopper lidando com o luto e mais do triângulo amoroso jovem entre Jonathan, Nancy e Steve.

 

Para completar, o Mundo Invertido estará de volta, já que o primeiro ano apenas “abriu a cortina” para este estranho lugar.

 

A segunda temporada de Stranger Things estreia em outubro na Netflix.

PF conclui que Renan, Jucá e Sarney não obstruíram as investigações da Lava Jato

Agência Brasil

Renan, Jucá e Sarney respondem a um inquérito no qual são acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) do crime de embaraço à Lava Jato, por tentarem barrar ou atrapalhar as investigações da operação. (Foto: Divulgação)

A Polícia Federal (PF) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) relatório no qual descartou a suposta tentativa dos senadores Romero Jucá (PMDB-RR), Renan Calheiros (PMDB-AL), e do ex-senador José Sarney de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato.

 

No relatório final da investigação, enviado nesta sexta-feira (21) ao Supremo Tribunal Federal (STF), a PF entendeu que as conversas gravadas entre os três políticos com o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, não configuraram crime.

 

Renan, Jucá e Sarney respondem a um inquérito no qual são acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) do crime de embaraço à Lava Jato, por tentarem barrar ou atrapalhar as investigações da operação.

 

Aberto em fevereiro, o inquérito contra os políticos têm como base o acordo de delação premiada de Sérgio Machado e conversas gravadas entre ele e os outros envolvidos.

 

As gravações foram divulgadas no ano passado, após a retirada do sigilo do conteúdo das delações de Machado. Em uma das conversas, Romero Jucá cita um suposto “acordo nacional” para “estancar a sangria”.

 

Com a chegada do relatório do Supremo, caberá a Procuradoria-Geral da República (PGR) dar a palavra final sobre o arquivamento do processo, relatado pelo ministro Edson Fachin.

 

Charlize Theron vai ter participação especial em The Orville, paródia de Star Trek

Adoro Cinema

Theron terá uma participação especial, num episódio único da paródia de Star Trek.(Foto: Divulgação)

Pelo visto, a amizade entre Charlize Theron e o autor Seth MacFarlane se mantém: apesar do fracasso de crítica e de público com Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola, a dupla vai renovar a parceria na série The Orville.

 

 

Theron terá uma participação especial, num episódio único da paródia de Star Trek. Sua personagem ainda não foi divulgada. Na trama, MacFarlane interpreta o atrapalhado capitão da nave Orville, enquanto sua ex-esposa (Adrianne Palicki) faz parte da tripulação. A série estreia no mês de setembro da Fox.

 

Antes disso, o único trabalho da atriz sul-africana na televisão tinha sido outra curta participação em Arrested Development (sem falar nas esquetes do humorístico Saturday Night Live, é claro, quando interpretou uma adolescente coberta por vísceras de baleia).

 

 

 

 

Médicos confirmam suicídio de Chester Bennington, do Linkin Park

Correio 24 Horas

Uma garrafa quase vazia de álcool foi encontrada no quarto; legistas não acharam bilhete explicando decisão(Foto: Marcel Van Hoorn/ AFP)

O vocalista do Linkin Park, Chester Bennington, se suicidou com enforcamento. A informação foi confirmada na sexta-feira (21), um dia depois da morte do músico, por um porta-voz do Instituto Médico Legal do condado de Los Angeles. Ainda de acordo com ele, uma garrafa quase vazia de álcool foi encontrada no quarto. Uma necrópsia ainda deve ser realizada.

 

Nenhum bilhete que explicasse a decisão de Chester em se matar foi encontrado. O guitarrista, de 41 anos, morreu no dia do 53º aniversário de Chris Cornell, vocalista do Soundgarden, e que também morreu após se enforcar. Bennington realizou turnês com Cornell, e no seu funeral cantou o clássico Hallelujah, de Leonard Cohen.

Documentos indicam falsa venda de gado em esquema de corrupção da JBS que começou em MS

TV MORENA

JBS em Mato Grosso do Sul (Foto: Reprodução/ TV Morena)

Os irmãos Joesley e Wesley Batista revelaram, na delação premiada, que o enorme esquema de corrupção do qual participavam, começou em Mato Grosso do Sul. Eles entregaram ao Ministério Público Federal (MPF) uma lista de nomes e notas fiscais de compras que seriam simulações para esconder o pagamento de propina a políticos do estado, a partir da falsa venda de gado.

 

O Jornal Nacional teve acesso aos primeiros documentos divulgados, que compravam parte das declarações dos donos da JBS.

 

Auditoria fiscal federal agropecuária apontou que o gado era vendido e pago, mas nunca entregue ao comprador. As notas fiscais e as guias de trânsito animal indicam que a carga deveria ter sido levada para um frigorífico de Campo Grande, mas, segundo levantamento feito pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), os carregamentos nunca entraram pelos portões do local.

“O serviço de inspeção federal tem um funcionário que faz o recebimento e a conferência da Guia de Trânsito Animal com o que está declarado na GTA e com o que o frigorífico está recebendo para ser abatido”, explicou Paulo Hiane, auditor fiscal federal agropecuário.

“No caso das Guias de Trânsito em que houve a consulta aqui ao Ministério da Agricultura, através da superintendência, nós não verificamos a existência do abate daqueles lotes correspondentes. Então, não tem registro de entrada daqueles bovinos no frigorífico”, detalhou Celso de Souza Martins, superintendente federal de agricultura em Mato Grosso do Sul.

 

Wesley Batista entregou ao MPF uma lista com 56 notas fiscais do frigorífico Buriti, pelo fornecimento de carne, e 23 notas de compra de gado vivo de 12 pecuaristas. O Ministério da Agricultura informou que “não foram encontrados registrados de ocorrência dos abates” dos animais em nenhuma dessas transações.

 

O empresário também contou aos procuradores que a JBS deu dinheiro em doações oficiais e no caixa dois para Reinaldo Azambuja e Delcídio do Amaral, que disputaram o segundo turno das eleições para o governo de Mato Grosso do Sul em 2014. Durante a campanha, os candidatos trocaram muitas acusações.

 

“O Joesley negociou com o Delcídio e com Reinaldo que se o Reinaldo ganhasse, um ia pagar a conta do outro. Ele [Delcídio] recebeu um valor relevante, R$ 12 milhões, tem várias notas frias, dinheiro em espécie. E como ele não foi eleito e foi o Reinaldo, o Joesley falou: ‘ó, a conta do Delcídio é sua'”, afirmou Wesley em outro trecho da delação.

 

Em nota, o governador Reinaldo Azambuja declarou que nunca recebeu qualquer vantagem indevida de Joesley e Wesley Batista. Disse ainda que “as quantias relativas à doação eleitoral, através do diretório nacional do PSDB, constam na prestação de contas da campanha de 2014, e que foram aprovadas pela Justiça Eleitoral”.

 

Com relação às notas fiscais frias, o governador disse que “este fato não tem qualquer relação com o nome ou as atividades dele”.

Wesley Batista disse aos procuradores do Ministério Público Federal que essas vendas eram inventadas para justificar a saída do dinheiro do caixa da JBS. Segundo Wesley, o dinheiro virava propina para os secretários e para o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), em troca de redução de impostos estaduais.

O empresário afirmou que o esquema era antigo e durou, pelo menos, 13 anos. Só parou em 2016, quando os delatores acreditaram que já estavam sendo investigados pela operação Lava Jato.

“Esses pagamentos aqui, que são os mais recentes, R$ 12.900.000 para empresa Buriti, e todos esses aqui, que são pessoas físicas, são produtores que emitiram notas fiscais contra nós”, disse Wesley na delação.

Um desses produtores é o atual secretário de fazenda de Mato Grosso do Sul, Márcio Monteiro. Ele é pecuarista e em dezembro de 2016 vendeu 140 cabeças de gado à JBS, por R$ 333 mil. Os caminhões deveriam ter levado os animais da fazenda dele, em Jardim, até Campo Grande, entre os dias 12 e 15 de dezembro de 2016, mas, nunca foram entregues, nem nesse período, nem depois.

 

O frigorífico Buriti, de Aquidauana, vendeu 1,6 mil toneladas de carne para a JBS, mas, a pesquisa feita na Superintendência Federal de Agricultura de Mato Grosso do Sul revelou que o carregamento também nunca foi entregue.

 

Wesley Batista disse que o Buriti foi usado pelo atual governador, Reinaldo Azambuja, para lavar dinheiro de propina. Um dos executivos do grupo, Valdir Boni, era o responsável por buscar as notas fiscais e fazer os pagamentos.

“Ou o próprio governador tratava comigo, ele próprio. O Boni ia lá no Palácio do Governo, em Campo Grande. Essas notas o Boni pegou em mãos com o governador, essas notas fiscais e processou o pagamento”, disse Wesley na delação.

 

O advogado do frigorífico Buriti nega as irregularidades.

 

“O que se pode dizer nesse momento é que o meu cliente sabe. E meu cliente sabe que não cometeu crime de espécia alguma. Se isso foi feito com notas em nome do frigorífico ou não, isso vai ser, no momento adequado, explicado à Justiça”, afirmou Leonardo Avelino Duarte.

 

Outros secretários também estão envolvidos nas denúncias. Zelito Alves Ribeiro, coordenador político do governo, emitiu notas fiscais que totalizaram R$ 1,758 milhão. Nelson Cintra, ex-secretário de turismo e coordenador político do governador, recebeu quase R$ 300 mil.

De acordo com os delatores, foram pagos, ao todo, R$ 38 milhões em propina a Reinaldo Azambuja, em troca de um desconto no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de R$ 99 milhões para empresas do grupo J&F em Mato Grosso do Sul.

“Você só conseguia o termo de acordo se você pagasse. Se você não pagasse, não conseguia. E, no Mato Grosso do Sul, só para falar mais um pouco, assim, nós temos conhecimento de que o negócio era generalizado, no nosso setor frigorífico, essa modalidade. Não era só nós que tínhamos”, disse Wesley em outro trecho da delação.

 

Só nos últimos 10 anos, a J&F, holding que controla todas as empresas do grupo, teria pago R$ 150 milhões em propina em troca de descontos de R$ 500 milhões no ICMS só em Mato Grosso do Sul. Ricardo Saud disse na delação que o único suborno que deu prejuízo foi o de Delcídio do Amaral.

 

“Não tem nada de doação legítima. Nesse caso, era tudo propina. Só que ele perdeu a eleição, vocês prenderam ele e nós perdemos. Ele não vai pagar nada para nós”, afirmou o diretor da JBS Ricardo Saud em delação.

 

Zelito Alves Ribeiro, Nelson Cintra e Márcio Monteiro disseram que venderam gado à JBS e que, segundo eles, pode ser comprovado nas notas fiscais. O ex-senador Delcídio negou ter recebido propina da JBS e disse ainda que considera absurda a afirmação de que ele tinha um acordo com Reinaldo Azambuja para pagamento das contas de campanha.

 

O PSDB declarou que as doações da JBS estão nas prestações de contas declaradas à Justiça Eleitoral. PT não quis se manifestar.

Temer diz que compreende reação contrária da indústria ao aumento de tributos

Agência Brasil

Presidente Michel Temer participa da Sessão Plenária dos presidentes dos países-membros do Mercosul (Foto: Alan Santos/PR)

O presidente Michel Temer disse nesta sexta-feira (21) que compreende a reação contrária de representantes do setor industrial ao aumento de tributos sobre os combustíveis, anunciado nesta quinta-feira (20) pela equipe econômica. Segundo Temer “ninguém quer tributo”, mas o aumento é fundamental para manter o crescimento do país e a meta fiscal.

 

Temer respondeu a perguntas de jornalistas especificamente sobre a reação da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que divulgou nota criticando a medida e colocou novamente em frente ao prédio da sede federação, em São Paulo, o pato amarelo inflável símbolo da campanha contra o aumento de impostos. Para a Fiesp, aumentar impostos vai agravar a crise em um momento que a atividade econômica dá sinais de retomada.

 

“É uma natural reação econômica, ninguém quer tributo. Quando todos compreenderem que é fundamental para incentivar o crescimento, para manter a meta fiscal, para dar estabilidade ao país e para não produzir nenhum ato que seja fantasioso ou enganoso para o povo, essa matéria logo será superada”, disse em entrevista após participar da sessão plenário da reunião de Cúpula do Mercosul em Mendoza, na Argentina.

 

E completou “Compreendo a reação da Fiesp, é mais que razoável. Vamos dialogando, conversando, e aos poucos todos compreenderão, a Fiesp inclusive”, disse.

 

Segundo Temer não está em discussão o aumento de outros impostos. “Não há previsão disso [de aumento de outros impostos]. Por enquanto a área econômica está atenta a isto apenas para esse aumento. Não sei se haverá necessidade de mais ou não. Haverá naturalmente diálogo e observações sobre isso, mas agora não”.

 

Reforma Trabalhista

 

Na entrevista, o presidente foi questionado se haverá algum tipo de compensação aos sindicatos, uma vez que com a reforma trabalhista foi extinto o pagamento do imposto sindical obrigatório. Temer respondeu que a tese central da reforma é a da voluntariedade, do acordado sob o legislado. Portanto, se no acordado for estabelecida uma contribuição voluntária, não haveria problema algum. “Agora, não haverá nada impositivo em relação à contribuição sindical”, disse.

 

Em relação à medida provisória que está em negociação para alterar alguns pontos da reforma, o presidente disse que será necessário muito diálogo e um trabalho conjunto entre as lideranças da Câmara e do Senado. “Veja que o Senado aprovou a reforma trabalhista, mas acordaram certas modificações. As lideranças do Senado haverão de trabalhar com as lideranças da Câmara e fazer um esforço conjunto para um acordo também conjunto para que não haja divergência. Essa é a tese que estamos sustentando e que a centrais sindicais acolhem”, explicou.

Temer diz que queixa ao aumento de tributo é natural

Veja

 

O presidente da República, Michel Temer (PMDB), durante a 50ª cúpula do Mercosul em Mendoza, na Argentina, em que o Brasil assumirá a presidência rotativa do bloco (Foto - Marcos Brindicci/Reuters)

 

Um dia depois de anunciar aumento de PIS/Cofins sobre combustíveis e de afirmar que a população compreenderia a elevação da carga tributária, o presidente Michel Temer disse que entende a reação negativa das indústrias e que “aos poucos todos compreenderão, a Fiesp inclusive”. “É natural (haver) essas relativas incompreensões. A Fiesp sempre fez uma campanha muito adequada contra o tributo”, destacou, em rápida entrevista após a foto oficial da 50ª Cúpula do Mercosul, evento que ocorre em Mendoza, na Argentina.

 

Nesta sexta, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) voltou a expor o pato amarelo inflável, um dos principais símbolos de manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT), em sua sede em São Paulo, na Avenida Paulista. Na véspera, o presidente da entidade, Paulo Skaf, se disse “indignado” com a medida, e avaliou que a elevação de tributos deve agravar a crise num momento em que a economia dá sinais de recuperação.

Pato gigante é colocado em frente ao prédio da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), na avenida Paulista, região central da cidade, em protesto contra a alta de impostos sobre combustíveis (Foto - Ricardo Matsukawa/VEJA.com)

 

Temer rechaçou a possibilidade de a postura da classe empresarial ter alguma reação política, afetando a sua base de apoio. “Nenhuma, é natural reação econômica, ninguém quer tributo, mas quando todos compreenderem que é fundamental para incentivar o crescimento, manter a meta fiscal, para dar estabilidade ao País e para não enganar, não produzir nenhum ato governativo que seja enganoso ou fantasioso, para o povo, esta matéria logo será superada”, disse.

 

Questionado se a elevação de PIS/Cofins seria suficiente para manter o ajuste ou se o governo pode anunciar mais elevação da carga tributária, Temer afirmou que “não há previsão” de novos aumentos de impostos. “Por enquanto, estamos atentos, a equipe econômica está atenta a isso apenas para esse aumento. Não sei se haverá necessidade ou não, mas naturalmente haverá diálogo e observações sobre isso”, afirmou.

 

Temer voltou a dizer que quando assumiu o governo havia a expectativa da recriação da CPMF e ele conseguiu não reeditar o tributo. “Vocês se recordam quando eu cheguei nós estávamos com o signo da CPMF, todos achavam que nós iríamos restabelecer a CPMF, não o fizemos durante mais de 14, 15 meses”, afirmou. “E agora exata e precisamente para manter o crescimento, para incentivar o crescimento, para manter a meta fiscal foi indispensável que fizéssemos o aumento relativamente a PIS/Cofins apenas ao combustível”, completou.

 

O presidente salientou que o aumento anunciado nesta quinta-feira não é geral e apenas para o setor de combustível. “A CPMF seria algo que apanharia todos os depositantes de bancos e eu compreendo a reação da Fiesp, reação mais do que razoável”, reforçou.