sábado, 29 de agosto de 2026

Fundação de Cultura seleciona atrações regionais para o Festival América do Sul Pantanal

Portal do MS

Fasp 2016 (Foto: Daniel Reino)

Publicado no Diário Oficial do Estado da semana passada (21.8) edital da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) para seleção de atrações artísticas sul-mato-grossenses para participação no 14º Festival América do Sul Pantanal (Fasp), que será realizado de 26 de novembro a 3 de dezembro de 2017, em Corumbá e Ladário (MS), e Puerto Quijarro e Puerto Suarez, na Bolívia.

 

Serão selecionados artistas ou grupos nas áreas de: Artes Cênicas, Música e Audiovisual para apresentação de shows, espetáculos e exibição de filmes de curtas-metragens. O objetivo é contemplar a produção cultural sul-mato-grossense, de artistas residentes no Estado e com atuação artística comprovada de, no mínimo, dois anos nas referidas áreas.

 

Para artes cênicas serão selecionados dois espetáculos de circo; dois espetáculos de teatro e dois espetáculos de dança para espaços ao ar livre ou alternativos, sendo que cada espetáculo terá duas apresentações. Para música serão oito shows e na área do audiovisual serão selecionados seis filmes curtas-metragens, com tempo de duração de até 20 minutos cada, dos gêneros: ficção, documentário, animação ou experimental; três filmes médias metragens de 20 minutos a 55 minutos ou longas metragens a partir de 55 minutos, com gênero livre.

 

Os projetos inscritos serão analisados por uma Comissão de Seleção específica para cada área artística, nomeada por ato do diretor-presidente da FCMS, composta por seis membros, sendo três titulares e três suplentes, de reputação ilibada e reconhecimento da matéria em exame, podendo ser servidores públicos estaduais ou não.

 

As inscrições estarão abertas no período de 22 de agosto a 05 de outubro de 2017. As Comissões de Seleção analisarão as propostas de 10 a 13 de outubro; o resultado será publicado em 17 de outubro. O edital na íntegra, com os anexos e a ficha de inscrição, pode ser lido a partir da página 11.

 

Quaisquer informações complementares sobre o edital poderão ser obtidas na FCMS, no período de 7h30 às 13h30, pelos telefones:

 

Núcleo de Dança – (67) 3316-9169;

Núcleo de Teatro e Circo – (67) 3316-9171;

Núcleo de Música – (67) 3316-9316;

Núcleo de Audiovisual – (67) 3316-9173.

Corpo do sambista Wilson das Neves será enterrado hoje

Agência Brasil

Sambista Wilson das Neves (Foto: DivulgaçãoTV Brasil)

O corpo do sambista Wilson das Neves, que morreu no último sábado (26), aos 81 anos, no Rio de Janeiro, será sepultado hoje (28), às 10h, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na zona oeste da cidade. Ele estava internado em um hospital da Ilha do Governador, tratando de um câncer.

 

Seu corpo foi velado nesse domingo (27), na quadra da escola de samba Império Serrano, sua agremiação do coração. Nascido no Rio de Janeiro em 14 de junho de 1936, Wilson das Neves começou na música aos 14 anos, quando começou a tocar com o percussionista Edgar Nunes Rocca, o Bituca, na escola de samba Flor do Ritmo.

 

A partir da década de 1950, começou a atuar em shows e gravações com alguns dos principais nomes da Música Popular Brasileira. Em 1964, fundou a banda Os Ipanemas, com quem lançou um disco com o mesmo nome do conjunto.

 

Na década de 1960, atuou em orquestras dos canais de TV Globo, Excelsior e Tupi. Várias de suas composições tiveram parceria com o compositor Paulo César Pinheiro. Uma de suas canções mais conhecidas é O Samba é meu Dom.

Maioria dos ministros do STF se mantém contra doação empresarial

REVISTA VEJA

Sessão plenária do STF decide a validade das delações da JBS - 28/06/2017 (Nelson Jr./SCO/STF/Divulgação)

A maior parte dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeita a volta de doações empresariais para campanhas eleitorais de 2018. A proposta já estava em discussão no Congresso Nacional mesmo antes da polêmica da criação de um fundo público bilionário para bancar os candidatos. Mas, dos 11 integrantes da Corte, pelo menos seis são contrários ao financiamento feito por pessoas jurídicas. Em 2015, o Tribunal julgou inconstitucional esse modelo de doação e hoje manteria o entendimento, caso fosse provocado.

 

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), tem feito um périplo pelo Supremo para consultar a opinião dos ministros a respeito da proposta. O temor dos parlamentares é aprová-la para o próximo ano, mas o STF derrubá-la.

 

Apesar de o ministro Gilmar Mendes apoiar a volta desse modelo de financiamento – com critérios rígidos – e de o ministro Luiz Fux sinalizar uma nova posição – admitindo o financiamento, mas cobrando a vinculação ideológica da empresa ao candidato -, a proposta encontra resistências na Corte.

 

 

Há dois anos, por 8 a 3, o STF declarou a inconstitucionalidade das doações feitas por pessoas jurídicas ao analisar uma ação ajuizada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Dois atuais integrantes da Corte não participaram daquele julgamento: Edson Fachin, por suceder ao ministro Joaquim Barbosa, e Alexandre de Moraes, que ocupou a cadeira de Teori Zavascki, morto em acidente aéreo em janeiro deste ano.

 

“O STF já entendeu que o financiamento empresarial não seria constitucional. Não acredito que, no atual momento, haja até um consenso de que as empresas, principalmente várias delas envolvidas com corrupção, devam voltar a doar”, disse Moraes à reportagem. Teori, cuja vaga foi preenchida por Moraes, foi um dos três votos favoráveis às doações de empresas, acompanhado por Gilmar Mendes e Celso de Mello.

 

Convicção

 

O ministro Marco Aurélio Mello afirmou que mantém a convicção apresentada no julgamento do STF concluído em 2015, quando decidiu pela inconstitucionalidade das doações. “Votei contra este financiamento e logo depois nós vimos o que estava por trás. Mantenho a convicção, mas claro que a discussão estará aberta”, afirmou Marco Aurélio.

 

“O sistema de financiamento empresarial frequentemente está relacionado com extorsão, achaque, ameaça de retaliação e corrupção. Esta é a dura e triste realidade. E, portanto, voltar ao modelo de financiamento empresarial é voltar a isso. Os dois símbolos deste modelo, tanto do lado privado quanto do lado público, estão presos”, disse o ministro Luís Roberto Barroso, em uma referência indireta ao empreiteiro Marcelo Odebrecht e ao deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

 

Um outro ministro ouvido reservadamente apresentou a mesma tendência de Marco Aurélio e Barroso, referindo-se indiretamente a irregularidades envolvendo doações de campanha, como uso de caixa 2 e pagamento de propina. Para ele, este não é o momento de alterar o financiamento.

 

Para outro integrante do Supremo, as empresas não são cidadãos, logo, não têm legitimidade para fazer doações. A reportagem apurou que um sexto ministro, que já votou contra as doações empresariais em 2015, continua com o mesmo posicionamento, segundo auxiliares.

 

Integrantes da Corte que sinalizam apoio à volta das doações empresariais defendem a imposição de condições para inibir abusos: “Sem a empresa poder ser contratada pelo poder público”, afirmou Fux. O ministro Gilmar Mendes, por sua vez, propôs nesta quinta-feira, 24, a adoção de critérios mais rígidos, “talvez com tetos muito mais baixos para que houvesse uma pluralidade de doações”.

 

O Congresso tem discutido formas de financiar as campanhas eleitorais, mas, para ter validade no próximo ano, a regra precisa ser aprovada até o fim de setembro. A criação de um fundo com recursos públicos será discutida na Câmara na próxima terça-feira, dia 29. Ainda não há consenso sobre o assunto.

 

(com Estadão Conteúdo)

1ª Festa da Linguiça Guarânia em prol da Pestalozzi de Bonito acontece neste sábado

Assessoria

O cardápio da festa foi elaborado pelos chefes da Associação de Cozinheiros Profissionais do Pantanal (ACPP), que apresentarão pratos regionais com linguiça, dando ênfase à cozinha pantaneira com aula show. (Foto: Divulgação)

Neste sábado, dia 26 de agosto, na Praça da Liberdade em Bonito, ocorre a 1ª Festa da Linguiça Guarânia em prol da Pestalozzi de Bonito, que tem o objetivo de receber os visitantes e participantes do Rally dos Sertões, na sua 25ª edição da prova de off-road mais importante do país.

 

“A Guarânia tem muita satisfação em participar do evento, pois já tem uma tradição em se engajar em ações sociais para promover o bem à comunidade onde está presente”, afirmou Cézar Augusto Lisboa Pereira, proprietário da empresa. Ele também destacou que os produtos da Guarânia representam a cultura do churrasco sul-mato-grossense e utiliza carne do Pantanal.

 

“A nossa linguiça de carne bovina provém de animais criados a pasto no Pantanal e respeita tradição e a cultura do homem pantaneiro”, declarou Cézar.

 

A Pestalozzi, é uma entidade filantrópica que atende pessoas com deficiência em Bonito desde 1988. A diretora, Sueli Moreira Silveira, disse que o apoio dos empresários é de suma importância, pois a entidade realiza esses eventos para gerar recursos e poder viabilizar seus atendimentos.

 

O Rally dos Sertões, que chegou ao Mato Grosso do Sul nesta quinta-feira, 25, por Coxim, e terá seu encerramento no próximo sábado, 26, em Bonito, não é só uma prova de off-road. Por onde passa atrai atenção para o turismo e leva benefícios econômicos, midiáticos, sociais e ambientais.

 

O cardápio da festa foi elaborado pelos chefes da Associação de Cozinheiros Profissionais do Pantanal (ACPP), que apresentarão pratos regionais com linguiça, dando ênfase à cozinha pantaneira com aula show.

 

Confira o cardápio especial:

LINGUIÇA À PANTANEIRA – (Linguiça Guarânia acompanhada de arroz branco, mandioca vinagrete creme de alho). PREÇO R$ 20,00

 

CHORIPAN –(Linguiça Guarânia com provolone e chimichurri no pão Francês). PREÇO R$ 15,00.

 

RISOTO Á GUARÂNIA – (Linguiça Guarânia com bacon e risoto) PREÇO R$ 25,00.

 

PORÇÕES DE GUARÂNIA – (Sabores) com mandioca e creme de alho. PREÇO R$ 25,00

 

Sasha Meneghel perde 8 kg, mas pondera: ‘Confiança não vem só da parte física’

PUREPEOPLE

'FOI BEM DIFÍCIL, MAS VALEU A PENA', GARANTE ADOLESCENTE (Foto: PurePeople)

Adepta da dieta Pronokal, comumente conhecida como dieta do alimento em pó, Sasha Meneghel chamou atenção ao exibir uma silhueta fininha, de biquíni, em viagem à Espanha.

 

Em entrevista à revista “Glamour” no lançamento da nova coleção da marca John John, na quarta-feira (23), a filha de Xuxa Meneghel entregou que conseguiu perder 8 kg com a nova alimentação. A jovem garantiu que está feliz com novo corpo, mas fez uma ressalva: “Eu acho que confiança não vem só da parte física, são muitos fatores juntos.

 

São as pessoas que vivem com você, a energia do ambiente, sua cabeça”. “Algumas pessoas se sentem influenciadas pela beleza física, outras pela energia. É claro que se sentir bem com você mesma é sempre bom. Estou me sentindo muito bem comigo, mas não é apenas porque emagreci”, completou a estudante de Moda.

 

‘FOI BEM DIFÍCIL, MAS VALEU A PENA’, GARANTE ADOLESCENTE

 

Recentemente, Sasha admitiu que foi um desafio seguir a dieta. “Vou ser bem sincera, só penso em chocolate, batata frita e pizza. Foi bem difícil, mas valeu a pena”, garantiu. Vale ressaltar que a dieta Pronokal é dividida em seis fases e tem como objetivo a perda de peso de forma rápida com base na cetose. Nas duas primeiras fases, o paciente só pode consumir alimentos vindos de sachês em pó diluídos na água e aquecidos no micro-ondas ou forno. No cardápio, estão liberados sopas, pães, panquecas e sucos além de temperos desidratados e alguns tipos de vegetais.

 

‘NÃO GOSTO DA EXPOSIÇÃO DA MINHA VIDA’, AFIRMA SASHA

Famosa desde o dia de seu nascimento, Sasha revelou que prefere manter sua vida privada. Por causa disso, a jovem tornou seu perfil do Instagram público apenas em novembro passado. “Minha mãe é uma pessoa pública, que admiro e me orgulho muito. Mas eu nunca quis estar sob os holofotes. Sou tímida, discreta e não gosto da exposição da minha vida”, justificou. A discrição de Sasha é vista até mesmo em suas roupas.

 

Para o dia a dia, a jovem disse que prefere looks despojados: “Camisetas básicas, especialmente brancas e pretas, calça de couro, jaqueta jeans bem detonada, aqueles shorts velhos e um tênis preto”.

(Por Tatiana Mariano)

Da constituinte exclusiva ao ‘distritão’, reforma política não avança

Carta Capital

Após dois dias de debate, os deputados não votaram qualquer um dos pontos principais do texto (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)

“Acho que todo mundo vai ter que comprar um bom celular, com uma boa definição de imagem e contratar um cinegrafista amador”, disse, na quinta-feira 24, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a adiantar a provável desistência dos deputados em criar um fundo abastecido com recursos públicos para o financiamento de campanhas, um dos eixos centrais da reforma política debatida na Câmara.

 

Maia deu a entender que as regras de financiamento e o sistema eleitoral podem continuar como estão até 2018, caso não haja um “bom diálogo” até a próxima semana.

 

Mesmo com quórum alto, o presidente da Câmara desistiu de pôr em votação na noite da quarta-feira 23 a criação do fundo e do “distritão”. A mudança do sistema eleitoral estava pronta para ser apreciada, mas Maia encerrou a discussão. Ele abriu uma nova sessão em seguida, mas colocou em pauta a Medida Provisória que trata das taxas de juros do BNDES. A decisão foi alvo de críticas até de deputados da base aliada do governo, como o ex-ministro Roberto Freire, do PPS.

 

Não se sabe quando o tema voltará à pauta, ou se voltará. Há um tempo exíguo para as mudanças serem aprovadas a tempo de valerem para as eleições de 2018. Alterações no sistema eleitoral têm de ser concluídas até 7 de outubro, exatamente um ano antes do pleito.

 

Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição, o pacote precisa ser aprovado em dois turnos na Câmara antes de ser encaminhado ao Senado, onde também passará por duas votações em plenário. Em ambas as Casas, o projeto depende do apoio de três quintos dos parlamentares.

 

Na terça 22 e quarta 23, os deputados apenas deliberaram sobre a forma como analisariam a reforma política e sobre quais pontos deveriam ser suprimidos do texto do deputado Vicente Cândido (PT-SP). Decidiu-se fatiar o pacote em diversos itens, mas nenhum deles foi à voto.

 

A deliberação resumiu-se a enxugar o texto. Os parlamentares rejeitaram analisar a limitação de dez anos para os mandatos de ministros dos tribunais superiores, por julgarem não ser oportuno analisar o tema como eixo de uma reforma política. Também retiraram do projeto a previsão de repassar 0,5% da Receita Corrente Líquida para o fundo público de campanhas, que ainda nem foi aprovado.

 

Até o momento, os deputados buscaram apenas não se indispor com os ministros do STF, onde são analisadas as ações contra os políticos com foro privilegiado, e com os investigadores da Lava Jato, que criticaram publicamente o alto valor previsto para o fundo.

 

Diante do impasse na Câmara, o aumento dos recursos públicos para campanhas, hoje restrito aos valores disponíveis no Fundo Partidário, pode ocorrer por intermédio do Senado. Na quarta-feira 23, a Casa aprovou um requerimento de urgência para o projeto de Ronaldo Caiado (DEM-GO) que cria um fundo público abastecido com 2 bilhões de reais. O projeto também prevê o fim do horário eleitoral gratuito em emissoras de tevê e rádio comerciais.

 

Independentemente do sucesso da iniciativa de Caiado, a falta de consenso deve impedir mudanças estruturais no sistema eleitoral. Uma ou outra alteração talvez ainda seja possível, como a adoção da cláusula de barreira, que dificulta a representação de partidos menores no Congresso. Alterações significativas não devem vingar, porém, a exemplo de outras tentativas frustradas no passado.

 

Em legislaturas anteriores, mudanças no sistema eleitoral foram debatidas à exaustão, mas sempre terminavam em um impasse, evidenciado entre as preferências dos partidos que mais polarizaram a luta política nas últimas décadas.

 

O sistema de lista fechada e o voto exclusivo em legendas, uma saída para fortalecer os partidos de conteúdo programático, eram historicamente defendidos pelo PT. O sistema distrital, capaz de criar um vínculo local maior entre eleitores e parlamentares, é uma demanda antiga do PSDB.

 

Idealizado pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, atualmente preso em Curitiba, e Michel Temer, o “distritão” apostava em uma terceira via: simplificar a escolha de deputados ao determinar que apenas os mais votados em cada estado fossem eleitos, independentemente do número de votos depositados nos partidos.

 

 

Muitos parlamentares, especialmente do chamado “centrão”, viam no modelo uma garantia de sobrevivência política. Ele favoreceria a reeleição das atuais lideranças por fortalecer candidatos mais conhecidos, com maior controle da máquina pública e capazes de propagandear obras locais garantidas com verbas de emendas parlamentares, grande parte delas liberadas em meio à análise da denúncia contra Michel Temer por corrupção passiva.

 

A proposta amplificaria os defeitos do atual sistema proporcional, sem trazer os benefícios da lista fechada ou do sistema distrital. Por um lado, ele enfraqueceria as legendas, ao acabar com a possibilidade de deputados bem votados “puxarem” a eleição de parlamentares menos conhecidos. Por outro, ele anula a vantagem da relação mais próxima entre os políticos e a população. Em vez de um País organizado em centenas de pequenos distritos eleitorais, a proposta da Câmara queria transformar cada uma das 27 unidades da federação em um colégio eleitoral majoritário.

 

Entre cientistas políticos e especialistas, há um consenso de que a criação do fundo público de financiamento e a implantação do “distritão” têm como objetivo beneficiar os atuais caciques, além de celebridades e empresários milionários. Na atual cisão entre os interesses do Parlamento e os da população, uma reforma política legislada em causa própria não seria improvável, mas nem mesmo o atual fisiologismo da Câmara foi capaz de facilitar um consenso.

 

Os atuais deputados sequer conseguem decidir qual é a melhor forma de obter alguma vantagem nas eleições de 2018. Na primeira versão do texto da reforma política de Cândido, o parlamentar defendia a adoção do sistema de lista fechada para o próximo pleito. Embora seu partido, o PT, sempre tenha visto o modelo com bons olhos, a sugestão no contexto atual parecia agradar mais a base aliada de Temer do que a oposição.

 

Relator da reforma política na legislatura passada, o deputado Henrique Fontana (PT-RS), resumiu em entrevista a CartaCapital o motivo para uma proposta tão rechaçada no passado ter sido aventada como uma alternativa pelas legendas conservadoras. Com o enfraquecimento do PT nas eleições de 2016 e frente à opinião pública, “os partidos perderam o medo da vantagem que a lista fechada” daria ao partido, analisou o parlamentar. Apesar do recente interesse do PMDB e de outros partidos pelo modelo, a lista fechada também ficou pelo caminho, assim como pode ocorrer com o “distritão”.

 

No passado recente, foram feitas tentativas para desvincular a reforma política do fisiologismo do Congresso. Após as manifestações de junho de 2013, a então presidenta Dilma Rousseff propôs um plebiscito e a eleição de uma constituinte exclusiva para realizar mudanças no sistema eleitoral. Então líder do PMDB na Câmara, Cunha adiantou: “A casa é contra esse plebiscito”. A proposta de Dilma não só ficou pelo caminho, como expôs a falta de sintonia entre o Executivo e o Legislativo, sintoma que antecipava a perda de apoio político da ex-presidenta no Congresso.

 

Embora os planos de Dilma tenham sido frustrados, os de Cunha também tendem a ser. Se uma reforma política com participação popular foi abandonada na largada, uma mudança a beneficiar os atuais deputados talvez não seja bem-sucedida.

 

Bem intencionadas ou não, mudanças de fôlego no sistema eleitoral devem seguir engavetadas por falta de consenso e provavelmente voltarão a ressurgir em legislaturas futuras, vendidas novamente como uma panaceia para os problemas do País.

Campo Grande tem Anitta, Felipe Araújo, McDia Feliz e desfile no fim de semana

G1 MS

Anitta é uma das atrações confirmadas na Expo MS 2017 (Foto: ExpoMS Rural)

O fim de semana chegou e Campo Grande recebe vários eventos interessantes para todas as idades. Além do show mais esperado do ano de Anitta e Felipe Araújo, na Expo MS, tem também a campanha McDia Feliz para arrecadar dinheiro para o tratamento de câncer. Outra opção é o desfile cívido que unirá 69 entidades para homenagear a capital de Mato Grosso do Sul por seus 118 anos.

 

Anitta e Felipe Araújo na Expo MS

 

O show mais esperado do ano chegou e já abre a agenda de eventos deste final de semana. Anitta, considerada a diva da música pop/funk brasileira, vem com tudo em Campo Grande e promete fazer um show inesquecível para todos os fãs na Expo MS nesta sexta-feira (25).

 

Os hits “Paradinha”, “Bang”, “Sua Cara”, “Essa Mina é Louca” e “Show das Poderosas” são algumas das músicas da cantora, ou em parceria com a mesma, que estouraram no Brasil inteiro e fizeram a mulher ser reconhecida pelo talento e simpatia.

 

Tendo conquistado o amor dos brasileiros, Anitta também ultrapassou barreiras e é reconhecida internacionalmente. Além disso, lançou recentemente a primeira música em espanhol titulada “Paradinha”, com mais de um milhão de visualizações na Internet.

 

Ela fez parceria musical com Major Lazer, um dos maiores grupos de música eletrônica dos Estados Unidos, e Pabllo Vittar, também referência na música brasileira atualmente, na canção “Sua Cara”, que atingiu um grande número de visualizações nas primeiras horas de lançamento.

 

Além da Anitta, o cantor sertanejo Felipe Araújo, irmão do artista falecido Cristiano Araújo, também fará apresentação em Campo Grande no mesmo dia.

 

Ele abrirá a noite de apresentações com muito estilo e talento para animar a galera do local. Na carreira solo, o cantor conquista o amor dos fãs a cada dia com os sucessos “Chave Cópia”, “Bora Beber”, “Meu Crush”, “Noite Fracassada”, dentre outros.

 

O músico promete muita emoção e energia para todo o público durante o espetáculo. O jovem também já cantou com grandes ícones da música brasileira, como Jorge e Mateus, Marília e Mendonça e Henrique e Juliano.

 

 

Serviços

Local: Show será realizado na Expo MS, rua Américo Carlos da Costa, nº 320, no Parque Laucídio Coelho.

Data e horário: sexta-feira (25). Portões abrem às 21h.

Ingressos

Pista

1º lote: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada);

2º lote: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada);

3º lote: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada).

Área Vip

1º lote: esgotado;

2º lote: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada);

3º lote: R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia-entrada).

Camarote

1º lote: esgotado;

2º lote: R$ 90 (inteira) e R$ 45 (meia-entrada);

3º lote: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia-entrada).

Ingressos podem ser comprados no Gugu Lanches, Av. Afonso Pena, nº1495, ou pelo site.

Demora em processo aproxima advogado e cliente, que se casam

Migalhas

 

O caso aconteceu no 2º Juizado Especial da Fazenda Pública de Natal/RN (Foto - Divulgação)

Quem diria que tanto advogado quanto parte poderiam beneficiar-se com a demora no julgamento de uma causa ajuizada em 2013? Mais do que isso, eles encontraram o amor e a felicidade.

 

O caso aconteceu no 2º Juizado Especial da Fazenda Pública de Natal/RN e foi narrado pelo próprio causídico, em inspirada petição. “Convicto estava da plausibilidade do direito da Autora que cometi o erro de anunciar o breve desfecho da causa. De fato, a minha inexperiência enquanto advogado e a beleza incomum da cliente fizeram-me afiançar o resultado da lide.”

 

Sem cobrar honorários, crente que tudo se resolveria rápido (“mais um erro meu”), o advogado viu-se constantemente questionado pela autora da evolução do processo e os motivos do pedido de tutela antecipada não ter sido sequer apreciado. “De fato meu repertório de respostas esgotou-se e me vi acuado. O que fazer? Pensei. Chamei, então, educadamente a cliente para um almoço, que depois virou um cinema, um passeio na praia, um namoro, até que casamos no final de 2014. Quem diria, Excelência, que eu me casaria com tão distinta moça? Pois é, já deu para ver que perdi aqueles honorários…”

 

Quase quatro anos depois da distribuição, o juízo apreciou o pedido de liminar, indeferindo-o por não reconhecer a verba salarial como de caráter alimentar. “De fato isso me surpreendeu, mas também, agora escrevendo-lhe esse relato, mais me surpreende ter casado com minha cliente. Coisas da vida.”

 

Gentil, o advogado afirma no documento que, ao verificar os dados da vara, constatou que o acervo processual é enorme para a quantidade de magistrados e servidores, e por isso entende a situação. “Não tenho do que reclamar, mas sim agradecer, pois tivesse o mérito sido resolvido antes, talvez recebesse honorários, mas não teria encontrado o amor.”

 

Dessa forma, em petição datada do último dia 9, o advogado – em nome da autora/esposa – requereu o julgamento do processo, pois não há mais provas a serem produzidas. Um verdadeiro conto de fadas do Judiciário. Resta aguardar se a decisão do magistrado será tão inspirada quanto o relato do causídico.

 

 

Katy Perry divulga clipe de ‘Swish Swish’ com personalidades

ESTADÃO

No vídeo, cantora faz graça sobre si mesma. (Foto: YouTube/Reprodução)

Katy Perry divulgou um clipe oficial completo da música Swish Swish com algumas participações especiais. O vídeo mostra uma partida de basquete entre os times The Sheep e The Tigers, do qual ela é capitã.

 

Molly Shannon, do programa Saturday Night Live, aparece como treinadora da equipe de Katy.

 

Do outro lado, a equipe é comandada por Thor Björnsson, atleta de força e ex-jogador de basquete, e tem Terry Crews, famoso pelos papeis em Todo Mundo Odeia o Chris e As Branquelas, como treinador (ele aparece de peruca loira).

 

Outras personalidades integram as equipes, como Gaten Matarazzo, de Stranger Things, a atriz Jenna Ushkowitz, de Glee.

 

Nicki Minaj surge no clipe sem interpretar papeis e canta no centro da quadra. Gretchen não aparece no vídeo, embora tenha feito muito sucesso no vídeo de lançamento da música.

 

Uma participação bem especial no clipe é de Russell Got Barzz, aquele menino do passinho de dança que viralizou na internet e serviu de inspiração para um desafio nas redes sociais.

 

Swish Swish é vista como uma resposta para Taylor Swift, cujo primeiro single do novo álbum Reputation será divulgado nesta quinta-feira, 24.

 

Não é a primeira vez que Katy Perry faz um clipe com personalidades. Em 2011, ela fez um clipe para Last Night Friday com participação dos atores Darren Criss, Rebecca Black, Kevin McHale e do saxofonista Kenny G.

Hospital da Mulher e da Criança vai desafogar maternidade, diz Daniela

Assessoria

Vereadora Daniela Hall destaca importância do Hospital para o ministro Mendonça Filho.(Foto: Eder Gonçalves)

A vereadora Daniela Hall (PSD) comemorou a assinatura de ordem de serviço para início das obras de construção do Hospital da Mulher e da Criança e acredita que a unidade vai desafogar a maternidade pública. Segundo ela, hoje o Hospital Universitário atende quase o dobro de sua capacidade, tendo uma taxa de ocupação de quase 182% na obstetrícia. “Esse projeto representa a possibilidade de atender com dignidade a nossa população e também de melhorar as condições de ensino, de receber e formar os acadêmicos de Medicina, além de ampliar os programas de residência no HU”, destaca a vereadora.

 

Durante o discurso na solenidade que contou com a presença do ministro da Educação Mendonça Filho, a vereadora relembrou as etapas dessa luta, que começou em 2009. “Eu ainda era assessora do deputado federal Geraldo Resende e sou testemunha da persistência dele e de toda a nossa equipe para trazer esse hospital para o município. Como mãe e única mulher da Câmara de Vereadores, tenho certeza de que esse hospital será um divisor de águas na saúde materno-infantil, que é uma das minhas principais bandeiras de luta”, comemorou.

 

Daniela e os demais vereadores também entregaram o título de “Cidadão Douradense”, para o ministro numa iniciativa do vereador Alan Guedes. “Foram anos de luta e somente na gestão do ministro Mendonça Filho, tivemos essa garantia. Estamos falando de uma grande obra hospitalar para o nosso município e que vai se tornar realidade. Nossa homenagem é uma forma de agradecer o empenho e o trabalho em atender aos nossos pedidos”, disse Daniela.

 

Conforme Daniela a obra será executada em etapas, de forma modular, ou seja, ao ser concluída cada fase, o espaço já pode ser usufruído, sem interferir na fase seguinte. A primeira etapa terá início neste segundo semestre, e a previsão é que esteja concluída em 24 meses. Será uma edificação com área construída de 6.370,68 metros quadrados, além de 18 mil metros quadrados de urbanismo (estacionamento, pavimentação, paisagismo, passeio e guaritas) e infraestrutura completa.

 

Com a primeira etapa concluída, o Hospital ofertará 55 leitos e serviços de pronto-atendimento pediátrico, pronto-atendimento obstétrico, alojamento conjunto da maternidade, Centro de Parto Normal com cinco quartos PPP (Pré-parto, Parto e Pós-parto), Centro Obstétrico com quatro salas cirúrgicas, Ambulatório Pré-Natal de Alto Risco, além de estruturas de apoio, como sala de plantão, área de apoio a Ensino e Pesquisa, brinquedoteca e área de convivência, com café e recepção geral.

 

A segunda etapa consiste em uma área construída de 3.304,42 metros quadrados, que abrigará futuramente mais 80 leitos, distribuídos entre as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) Pediátrica e Neonatal, Unidades de Cuidados Intermediários (UCIs), além de estruturas de apoio, como Banco de Leite Humano, Ambulatório Segmento Recém-Nascido, plantão e apoio ao Ensino e Pesquisa. O tempo de obra estimado para a segunda etapa é de 12 meses.

 

O custo total da obra, incluindo as duas etapas, é estimado em R$ 51.404.671,72, portanto, a verba destinada pelo MEC e pela Ebserh será suficiente para conclusão da primeira parte do prédio, já que a empresa venceu o processo licitatório apresentando orçamento de R$ 34 milhões, já assegurados pelo Governo Federal e emendas parlamentares.

 

Elias Ishy questiona Estado sobre arrecadação de tributos

Assessoria

 

Elias Ishy pede maior transparência com informações do Estado (Foto: Eder Gonçalves)

O vereador Elias Ishy (PT) encaminhou um requerimento ao governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), e ao Secretario Estadual de Fazenda (Sefaz), Marcio Campos Monteiro, solicitando informações referentes às arrecadações de tributos pelo Estado. Segundo o documento, não foi encontrado no Portal da Transparência as arrecadações por município, mas, sim, a arrecadação global no período.

 

Diante disso, o vereador pediu a relação por cidades, dos tributos referentes ao Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário de Mato Grosso do Sul (Fundersul), ao Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), ao Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), ao Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e as taxas diversas, mês a mês, no período de janeiro de 2016 a agosto de 2017.

 

Além disso, Ishy solicitou que seja encaminhada também a tabela com os critérios de rateio de tais impostos para os municípios. Para ele, deve haver mais transparência nas contas públicas e, portanto, essas informações podem colaborar com sua atuação parlamentar.

 

Desde o início deste ano o vereador tem realizando várias cobranças ao governo de MS, devido ao tratamento desigual às cidades. Ishy acredita que os recursos financeiros devolvidos aos municípios pelo governo, como o IPVA, deveriam seguir critérios objetivos de distribuição, considerando o número de habitantes de cada cidade. Ele explica que atualmente essa ação fica “a critério do governador de plantão” e que isso deve mudar.

 

Michelle reconhece inspiração em Bel Coelho: ‘Te dedico’

REVISTA VEJA

Michele Crispim vence o MasterChef 2017 (Carlos Reinis/BAND)

A mais nova ganhadora do MasterChef Brasil, Michelle Crispim, foi ao Instagram na manhã desta quarta-feira para dar o devido crédito à chef Bel Coelho, de cujo cardápio ela tomou uma receita emprestada para vencer o reality culinário da Band, na noite desta terça.

 

Michelle fez uma sobremesa criada por Bel, um tartare de abacaxi, tapioca e baba de moça, mas, no programa, não houve qualquer menção à chef do restaurante Clandestino.

 

Bel Coelho chegou a se queixar, no Twitter, dizendo que estava “honrada”, mas que era “feio” não dar crédito. Pouco depois, no Instagram, a chef adotou um tom conciliatório e, sem fazer qualquer crítica, apenas repetiu que se sentia honrada e deu parabéns a Michelle.

Lava Jato deflagra segunda fase da Operação Abate

AGÊNCIA BRASIL

POLÍCIA FEDERAL (FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK)

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (23) a segunda fase da Operação Abate. É alvo de buscas Tiago Cedraz, filho do ministro Aroldo Cedraz, do Tribunal de Contas da União (TCU). A primeira fase da Abate prendeu o ex-deputado Cândido Vaccarezza no dia 18 de agosto. O ex-parlamentar foi solto nesta terça-feira (22).

 

 

Nesta manhã estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador (BA), Brasília e Cotia, na Grande São Paulo.

 

 

Segundo as investigações foram identificados novos interlocutores que ajudaram a beneficiar a empresa americana Sargent Marine, fornecedora de asfalto para a Petrobras. Eles seriam dois advogados que teriam ajudado o esquema e teriam recebido comissões em contas na Suíça. Também teria sido detectada a participação de um ex-deputado federal e uma assistente dele no esquema, que desviou recursos da estatal.

 

 

“Paralelamente teriam recebido comissões pela contratação de empresa americana pela empresa petrolífera, mediante pagamentos em contas mantidas na Suíça em nome de empresa off-shore. Também se detectou a participação de ex-deputado federal e sua assistente na prática dos crimes e no recebimento de pagamentos indevidos”, diz ainda a nota divulgada pela PF.

Collor vira réu em processo da Lava Jato no Supremo

AGÊNCIA BRASIL

O senador Fernando Collor agora é réu em processo da Lava Jati no STF (Foto:Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Por unanimidade, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou nesta terça-feira (22) denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador Fernando Collor (PTC-AL) pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Com a decisão, Collor vira réu nas investigações da Operação Lava Jato.

 

A PGR acusa o parlamentar de receber R$ 29 milhões em propina pela suposta influência política na BR Distribuidora, empresa subsidiária da Petrobras. Segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, além de Collor, estão envolvidos no suposto esquema a mulher do senador, Caroline Collor, e mais seis acusados que atuavam como “operadores particulares” e “testas de ferro” no recebimento dos valores.

 

 

Os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello seguiram o voto do relator, Edson Fachin. Sem entrar no mérito das acusações, que serão analisadas ao fim do processo, Fachin entendeu que a denúncia contém os indícios legais que autorizam a abertura de ação penal contra o senador.

 

A denúncia afirma que o senador comprou carros de luxo com o dinheiro da suposta propina. Entre os veículos estão um Lamborghini, avaliado em R$ 3,2 milhões, uma Ferrari (R$ 1,4 milhão), um Bentley e duas Land Rover. Em julho de 2015, os carros de luxo foram apreendidos na residência particular do senador em Brasília, conhecida como Casa da Dinda.

 

Outro lado

 

Na semana passada, durante a primeira parte do julgamento, os advogados de Collor defenderam a rejeição da denúncia. O defensor de Collor sustentou durante o julgamento que não há provas de que o parlamentar teria recebido dinheiro desviado. Para o advogado Juarez Tavares, não há ato de ofício que possa comprovar contrapartida por parte do senador para receber a suposta propina.

 

“Não há prova efetiva de que o senador Collor de Mello tivesse recebido dinheiro destas entidades às quais estaria vinculado, ou seja, a BR Distribuidora, os postos de gasolina ou as empresas privadas às quais fazia contrato. Não há uma prova de que o ingresso nas contas do senador advém dessas empresas ou de atos vinculados à realização desses contratos”, disse o advogado.

Miss Brasil 2017: ‘Racismo é crime e eu estou aqui para lutar’

Veja

 

Monalysa Alcântara, vencedora do concurso Miss Brasil BE Emotion 2017, durante o evento em Ilha Bela, São Paulo (Foto - Miss Brasil BE Emotion/Divulgação)

 

Dezoito anos, 1,77 m de altura e 57 kg. Apesar desses números, e da beleza patente, a estudante de administração Monalysa Alcântara se tornou alvo de críticas acintosas ao final do Miss Brasil 2017, de onde saiu com a coroa na cabeça. Foi a primeira vez na história do concurso que uma negra transmitiu a faixa a outra – Monalysa recebeu o título das mãos da paranaense Raíssa Santana; antes delas, a única negra a vencer a competição foi Deise Nunes, do Rio Grande do Sul, em 1986. De tom pesado, os ataques pareciam carregados de racismo. Em um post nas redes sociais, uma usuária disse que Monalysa tinha “cara de empregadinha”.

 

De acordo com o Código Penal brasileiro, vale lembrar, o crime de injúria racial, pelo qual se ofende a dignidade ou o decoro de uma pessoa com base em elementos de raça, cor ou etnia, rende pena de reclusão de um a três anos, além de multa.

 

Esta foi a primeira vez que uma Miss Brasil negra passou a coroa para outra Miss Brasil negra. Acredita que a sociedade esteja mudando? Acredito que estão enxergando a mulher negra como sempre deveriam: é uma mulher como qualquer outra, que tem sua beleza, sua personalidade e sua luta. Por muito tempo, fomos marginalizadas e vistas como feias e solitárias, mas hoje isso está mudando. O racismo é crime e eu estou aqui para lutar e dar voz contra ele.

 

Qual foi, para você, a parte mais difícil da competição? – A parte mais difícil foi, sem dúvida, ficar longe da família e amigos. Ter força e inteligência emocional para lidar com as críticas.

 

Como vê suas chances no Miss Universo? – Eu sempre acreditei no meu potencial, mesmo muitas vezes o mundo dizendo o contrário. Eu vou lutar, vou me preparar e vou representar muito bem meu país, estou disposta e determinada e irei transmitir essa energia.

 

Você se considera feminista? — A igualdade e respeito de gênero deveriam ser naturais… Mas, se lutar e acreditar nos direitos das mulheres é ser feminista, sim, eu sou.