quinta-feira, 12 de março de 2026

Policial militar é preso pela PRF com 48 quilos de maconha em MT

G1 MS

 

Dois homens foram presos pela PRF (Foto: PRF-MT/Assessoria)

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu, na manhã desta terça (23), um policial militar de Mato Grosso do Sul que transportava 48 quilos de substância análoga à maconha.

 

A droga foi encontrada no veículo do policial.

 

Ele foi abordado no km 33 da BR-163, em Itiquira, a 359 km de Cuiabá.

 

Por volta de 4h, os policiais deram ordem de parada ao veículo no qual estavam dois homens, sendo o motorista, de 40 anos, e o passageiro, de 21 anos.

 

Durante a entrevista, o motorista logo se identificou como sendo policial militar de Mato Grosso do Sul, mas, assim como o companheiro de viagem, apresentou informações contraditórias e um certo nervosismo com os questionamentos dos agentes.

 

Ele tentou fugir, mas foi capturado e levado à Polícia Federal

Rapaz é preso em rodoviária de Dourados quando tentava viajar com 4,5 quilos de maconha

G1 MS

 

Tabletes de maconha estavam na bagagem do jovem (Foto: Guarda Municipal/Divulgação)

 

Um rapaz de 20 anos foi preso na madrugada desta terça-feira (23), na rodoviária de Dourados, com 4,5 quilos de maconha.

 

Ele disse à Guarda Municipal que viajaria para Campo Grande, onde mora, com a droga.

 

O jovem contou ainda à Guarda que adquiriu os sete tabletes do entorpecente em Ponta Porã e levaria para o bairro onde mora e depois para uma fazenda.

 

O caso foi encaminhado à Polícia Civil.

DOF apreende mais de 300 kg de maconha em Voyage abandonado

Campo Grande News

 

Veículo carregado foi levado à Defron. (Foto: Divulgação)

Equipe do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreendeu a meia noite desta terça-feira (23) um VW/Voyage carregado com mais de 300 kg de maconha. O veículo estava abandonado na estrada da Cascalheira próximo à rodovia MS-289, em Amambai.

 

No local, ninguém preso e o veículo carregado foi levado à Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira). Caso será investigado.

Justiça nega liberdade a professor condenado por abusar e armazenar material pornográfico de alunas

G1 MS

 

A justiça negou, por unanimidade, o pedido de habeas corpus, feita pela defesa de um professor de vôlei da rede municipal de ensino. Ele atuava tanto em Campo Grande quanto em Jardim, na região sudoeste do estado. Após denúncias de alunas e parentes delas, o homem passou a ser investigado e foi condenado em 1º grau, por estupro de vulnerável e também armazenar material pornográfico infantil das vítimas.

 

Nos autos do inquérito, que tramitou em segredo de justiça, consta que a mãe de uma das meninas encontrou conversas entre o professor a aluna, no aplicativo WhatsApp. Em uma das ocasiões, ele disse que precisava de uma foto dela nua, com a justificativa de que necessitava olhar suas estrias.

 

Questionada, a menina teria respondido que a situação ocorreu mais de uma vez e, que em determinado período, ela foi até a casa do réu, onde ele a pediu para tirar a camiseta e o short “para aferir suas medidas e constatar a evolução do seu corpo”.

 

A diretora da escola, ao constatar os crimes, realizou uma reunião e descobriu que outras 10 adolescentes foram molestadas, da mesma maneira.

 

O acusado permanece preso preventivamente desde o dia 6 de março deste ano, acusado de abuso sexual contra as adolescentes de 14 anos. Ele tentou a revogação da prisão, porém o pedido foi negado.

 

Ao relatar o processo, o desembargador Paschoal Carmello Leandro ressaltou que a conduta do professor é de gravidade concreta, já que usou da “posição de confiança como treinador para praticar reiterados atos contra a dignidade sexual e intimidade das adolescentes”.

Mulher usa garrafa para agredir namorado

Diário Digital

 

Acusada atingiu a cabeça e a traqueia do companheiro (Foto: Arquivo)

Isis Kamila Souza de Arruda, 30 anos, foi presa em flagrante pele atuada por tentativa de homicídio contra o seu namorado Adão Miguel Rocha da Costa, 29 anos. A acusada usou uma garrafa de cerveja para agredir a vítima. O homem está internado na Santa Casa de Campo Grande, em estado grave, com um corte grande corte na cabeça e um profundo na traqueia. O caso aconteceu nessa madrugada, 3 de outubro, na rua Grauna, bairro Guanandi, em Campo Grande. Adão foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado para o hospital. A Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de um homem que teria sido esfaqueado pela esposa.

 

No local Iris negou ter sido a autora do crime, afirmando que foi uma terceira pessoa e que ela desconhecia o motivo. Os policiais encontraram próximo ao local onde o casal estava, uma garrafa de cerveja ensanguentada e quebrada. Uma testemunha relatou para a polícia que ouviu uma discussão na rua e ao verificar viu a acusada desferindo um golpe de garrafa na cabeça e no pescoço da vítima. Ao ser questionada Isis confessou o crime. Ela relatou que havia saído para beber com o namorado quando ao retornar para casa ambos acabaram discutindo.

 

Em determinado momento a vítima teria tentado agredir Isis, ocasionando um hematoma na testa, devido a um empurrão do autor. Para se defender ela bateu nele com a garrafa. A acusada foi presa e encaminhada para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) da vila Piratininga.

 

Polícia paraguaia encontra túnel de 12 metros que daria acesso a presídio e prende quatro pessoas

G1 MS

 

Túnel já tinha 12 metros; quatro pessoas foram presas (Foto: Reprodução/TV Morena)

A Polícia Nacional do Paraguai encontrou terça-feira (2) um túnel de 12 metros que daria acesso ao Presídio Regional de Pedro Juan Caballero, no município de mesmo nome vizinho à sul-mato-grossense Ponta Porã. Um brasileiro e três paraguaios foram presos.

 

O túnel era escavado a partir de uma casa no bairro Santa Ana, distante cerca de 200 metros do presídio. A polícia do Paraguai já investigava o local e na tarde de terça-feira abordou o brasileiro quando ele saiu da residência.

 

Os policiais então entraram na casa e flagraram os paraguaios escavando o túnel, que tinha energia elétrica e ripas de madeiras na lateral para que não houvesse desabamento.

 

Os paraguaios disseram aos policiais que tinham sindo contratados para escavarem o túnel para fuga de brasileiros integrantes de uma facção criminosa presos no Presídio Regional de Pedro Juan Caballero.

 

Segundo relato dos paraguaios, a contratação deles foi feita pelo brasileiro. O Ministério da Justiça do Paraguai informou que o túnel poderia dar fuga a 80 presos.

 

O presídio fica em um bairro distante cerca de sete quilômetros da faixa de fronteira com o Brasil, em uma região com poucas casas e comércios.

 

 

Após matar ex no Pará, homem é preso em MS

Diário Digital

O crime aconteceu dia 17 de setembro, no município de Parauapebas (PA) (Foto: Divulgação/Jornal da Nova)

Romário Souza da Cruz,31 anos, foi preso ontem, 26 de setembro, em Glória de Dourados/MS.

 

Ele é acusado de matar sua ex-esposa Rosivania Torquato Xavier, 29 anos. O crime aconteceu dia 17 de setembro, no município de Parauapebas (PA), e o corpo da vítima foi encontrado em rio, no mesmo dia. O acusado foi abordado pela Polícia Militar.

 

Ele tinha em seu desfavor um mandado de prisão e foi localizado em uma caminhonete Toyota/Hilux, com outros dois homens. Durante abordagem, o suspeito apresentou um nome falso aos policiais, mas diante ao nervosismo, acabou confessando que sabia o motivo da abordagem, bem como o nome verdadeiro. Dos passageiros que estavam com Romário, um alegou que não o conhecia e o outro disse que era amigo, e que Romário chegou à cidade com os dois filhos, de 11 e 9 anos e pediu para passar alguns dias na casa dele, não revelando o motivo. As crianças ficaram aos cuidados do Conselho Tutelar, enquanto Romário foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil, onde confessou e deu detalhes do crime.

 

Feminicídio – O acusado relatou que enforcou a esposa na residência deles, na madrugada do dia 17 de setembro, e, em seguida, enrolou o corpo em uma lona e jogou dentro do rio. Ele pegou as crianças e fugiu para Glória de Dourados. Crime – O corpo de Rosivania foi encontrado pelos bombeiros na tarde de segunda-feira (17), no rio Parauapebas, sob a ponte City Park. A vítima havia registrado boletim de ocorrência na 20ª Seccional de Polícia Civil, relatando que Romário, queria tomar a casa dela, mas vez que o casal estava separado.

 

O acusado também havia procurado a Delegacia para queixar-se dela, em razão da desavença na partilha dos bens. O corpo de Rosivania foi encontrado envolto em uma lona azul, dos pés à cabeça e com vários tijolos e pedras amarrados para que não boiasse, sendo lançado da ponte juntamente com as pedras para que ficasse submerso e não fosse encontrado, porém, como o rio estava baixo e a lona era bem clara, alguém percebeu e avisou a polícia. (Com informações do site Jornal da Nova)

 

Em Campo Grande 400 guardas estão aptos a usar armas

Diário Digital

 

A gestão já capacitou 289 guardas para o uso de armamento (Foto: Diogo Gonçalves/Prefeitura da Capital)

 

Mais uma turma da Guarda Civil Municipal de Campo Grande finaliza o curso de capacitação para armamento letal, que aconteceu em parceria com a Polícia Federal. O prefeito Marquinhos Trad, o secretário Especial de Segurança e Defesa Social, Valério Azambuja, e o Superintendente Regional da Polícia Federal em exercício, Delegado Cléo Mazoti, participaram da cerimônia de entrega dos certificados nessa segunda-feira (24).

 

São mais 112 guardas municipais que atuam diretamente em operações nas ruas. A gestão já capacitou 289 guardas para o uso de armamento. Com os 112 que se formaram agora em setembro, a Guarda Municipal conta atualmente com 401 guardas que podem utilizar armamento e reforçar a segurança na nossa Capital. Com carga horária de 250 horas, distribuídas em 190 horas/aula de teoria e 60 horas/aula de prática de tiro, o treinamento segue as normativas da matriz curricular Senasp/MJ. Cada aluno efetua 320 (trezentos e vinte) disparos de revólver calibre 38.

 

O prefeito Marquinhos Trad participou da solenidade e ressaltou a importância da qualificação desses profissionais no apoio à segurança pública. “A nossa cidade aplaude a aprovação de cada um de vocês, porque só assim nós vamos mostrar que é possível sim colocar pessoas, ainda que não tenham uma estrutura adequada, mas são homens e mulheres competentes para dar a paz para a nossa cidade”, disse.

 

“A formação de mais 112 guardas municipais, capacitados com qualidade. Toda a política de valorização de segurança municipal está pautado na valorização do servidor, principalmente na valorização da Guarda Civil Municipal. Gostaria de deixar meu agradecimento à Polícia Federal, pela parceria na qualificação de nossos servidores e ao Prefeito por todo o apoio, todo empenho que a gestão tem dado, pois todas as vezes que solicitei autorização para que realizássemos várias ações, principalmente as voltadas a melhorias na vida da Guarda, o senhor apoiou. Essa capacitação é para sociedade campo-grandense, para que se possa somar às demais forças de segurança que atuam na nossa Capital ”, explica o secretário Especial de Segurança e Defesa Social, Valério Azambuja.

 

O Delegado Cléu Mazoti, superintendente regional da Polícia Federal em exercício, destacou a importância da capacitação dos membros que compõe os órgãos da segurança pública. “É interesse de todos, interesse da sociedade que quanto mais policiais, mais integrantes de forças de segurança nas ruas, é melhor para a sociedade. A Polícia Federal reitera o compromisso com todos os órgãos de segurança pública. Parabéns a todos que completaram o curso, que continuarão atuando em prol da sociedade nas ruas de Campo Grande”. Nas aulas teóricas foram abordados temas de Direito Administrativo, Direito Penal, Ética, Cidadania, Direitos Humanos, Polícia Comunitária, Estatuto da Guarda Civil Municipal e demais legislações aplicadas aos servidores da Guarda Civil Municipal.

 

OPERAÇÃO VOSTOK: Polaco volta ao Pará e descarta delação

Valdelice Bonifácio

Diário Digital

 

Segundo seu advogado, ele nega ter participado do esquema ou cometido irregularidades (Foto - Luis Alberto)

Após cumprir a prisão temporária em Brasília, em decorrência da Operação Vostok, José Ricardo Guitti Guimaro, o Polaco, voltou a atuar como corretor de gado no Pará e segundo seu advogado, José Roberto Rosa, pelo menos nesse momento, ele descarta celebrar um acordo de delação premiada.

 

Polaco aparece nas investigações da Operação Vostok como um operador do esquema de concessão de incentivos fiscais em troca de propinas envolvendo nomes do governo do Estado. Ele teria emitido notas frias falsas para mascarar o pagamento de propina.

 

Segundo seu advogado, ele nega ter participado do esquema ou cometido irregularidades. Polaco também assegura que não deixou Mato Grosso do Sul por estar se sentido ameaçado, mas sim por conta de uma melhor proposta de trabalho. Conforme as investigações, Polaco se tornou alvo de um plano de assassinado pois teria cogitado celebrar uma delação premiada no passado em MS, na qual entregaria o esquema.

 

O advogado disse que Polaco desconhecia o plano para matá-lo assim como as pessoas mencionadas no inquérito. Desta vez, perguntado pelo delegado da PF, ele teria negado a intenção de um acordo de delação premiada. “Ele descartou neste momento, mas mencionou que poderia pensar no assunto”, relatou José Roberto Rosa.

 

De acordo com o advogado, Polaco não pretende mais voltar para MS. O corretor de gado foi o último a ser preso na operação. A PF não conseguia localizá-lo até que ele mesmo se apresentou à Superintendência de Brasília em 17 de Setembro. Além de Polaco, também foram presos na operação pessoas próximas ao governador Reinaldo Azambuja e o próprio filho dele Rodrigo de Souza e Silva. Todos os investigados negam a existência do esquema de corrupção.

 

PF, PRF e EB cuidarão das fronteiras por 10 dias

Diário Digital

 

Outras operações de maior porte devem ser desenvolvidas futuramente (Foto - Luciano Muta)

Foi deflagrada nesta quinta-feira (20) a Operação Fronteira Segura que será realizada em conjunto com a PF (Polícia Federal), PRF (Polícia Rodoviária Federal) e o EB (Exército Brasileiro).

 

Toda a fronteira sudoeste do Estado será vigiada com o intuito de combater o tráfico ilícito de drogas e armas.

 

Pelo menos 300 homens do Exército, 100 policiais da PRF e 200 da PF executarão a operação considerada de guerra nos próximos 10 dias, além de policiais da Força Nacional e apoio de helicópteros, viaturas, barcos e armamento pesado.

 

Outras operações de maior porte devem ser desenvolvidas futuramente em Mato Grosso do Sul e esta servirá de modelo para as elas que também poderão ser repetidas em outras unidades do País.

 

Polaco presta depoimento na Operação Vostok e nega contato com Reinaldo

Campo Grande News

 

José Roberto da Rosa, advogado de Guimaro, informou que seu cliente negou contato com Reinaldo ou que sofreu ameaças. (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)

Em depoimento na sede da Polícia Federal em Brasília como parte das investigações da Operação Vostok, o corretor de gado José Ricardo Guitti Guimaro, o “Polaco”, negou ter sofrido “qualquer tipo de ameaça” vinda do advogado Rodrigo Souza e Silva, filho do governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Além disso, descartou ter mantido algum tipo de contato com o chefe do Executivo estadual e que as vendas de carne citadas como falsas –a fim de justificar pagamentos de propinas– eram legítimas.

 

As informações foram prestadas ao Campo Grande News pelo advogado José Roberto da Rosa, contratado pela família de Polaco na semana passada para tratar de detalhes quanto a apresentação de seu cliente. O depoimento contradiz acusações de executivos da J&F contra integrantes da gestão de Reinaldo, apontando que benefícios fiscais para que frigoríficos da JBS operassem no Estado vieram em troca de pagamentos.

 

Guimaro foi alvo do único mandado de prisão não cumprido na Vostok –operação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal que apura o suposto esquema de uso de notas frias de venda de gado para alicerçar pagamentos de propinas em troca dos incentivos fiscais.

 

A ação, deflagrada em 12 de setembro, envolveu 13 prisões temporárias, incluindo Rodrigo. Com validade de cinco dias, elas expiraram no domingo, quando todos os investigados foram liberados. Polaco, porém, alegou estar no interior do Pará, em local incomunicável, não sendo encontrado pelas autoridades. A Vostok o apontou como operador no esquema de uso de notas frias para justificar os pagamentos ilegais, denunciados pelos empresários Joesley e Wesley Batista, do Grupo J&F.

 

À PF, segundo Rosa, Polaco negou ter sofrido ameaças de Rodrigo, com quem disse ter contato apenas durante a campanha eleitoral. Sobre Reinaldo, ele afirmou que nunca teve contato com o governador. Ao longo de cinco horas de depoimento, ele confessou receber propinas, usando nomes de agentes públicos –alguns deles investigados– e usava uma conta do Frigorífico Buriti, usado no esquema e com o qual mantinha contrato de terceirização, para movimentar pagamentos da JBS; bem como que as vendas de carne apontadas como fraudulentas não foram simuladas.

 

Vostok – Os mandados de prisão e os 41 de busca e apreensão haviam sido autorizados pelo ministro Félix Fischer, do STJ (Superior Triubunal de Justiça), a partir de depoimento dos irmãos Batista. No sistema por eles afirmado, o pagamento por Tares (Termos de Acordo de Regime Especial) começou na gestão de Zeca do PT e mantido por André Puccinelli (MDB) e Reinaldo.

 

Os delatores indicaram pagamentos por meio de notas frias e entrega de dinheiro em mãos. Só as notas do frigorífico Buriti, emitidas de 10 de março a 15 de julho de 2015, totalizaram R$ 12,9 milhões. Outros R$ 15,4 milhões teriam saído de notas falsas em nome de Elvio Rodrigues (R$ 7,6 milhões), Rubens Massahiro Matsuda (R$ 383 mil), Agropecuária Duas Irmãs Ltda (R$ 886 mil), do deputado estadual José Roberto Teixeira (R$ 1,6 milhão), Miltro Rodrigues Pereira (R$ 1 milhão), Zelito Ribeiro (R$ 1,7 milhão), o ex-deputado estadual Osvane Aparecido Ramos (R$ 847 mil), Francisco Carlos Freire de Oliveira (R$ 583 mil), o ex-prefeito Nelson Cintra Ribeiro (R$ 296 mil); e o conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado), Márcio Monteiro (R$ 333 mil).

Ex-diretora da Fetems assssinada na Capital foi morta com um crucifixo

Geisy Garnes e Miran Machado

Do Campo Grande News

 

Maria Ildonei Lima foi morta aos 70 anos (Foto: Arquivo Pessoal)

Um crucifixo foi usado para matar a professora e ex-diretora da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) Maria Ildonei Lima, de 70 anos – encontrada na casa em que morava no Jardim Leblon, em Campo Grande, na noite deste sábado (1º).

 

Segundo a polícia, a vítima tinha duas perfurações no corpo, uma no pescoço e outra no tórax. Foi justamente a espessura de cada ferimento que apontou a arma usado no crime. De acordo com o delegado, o crucifixo tem de 20 a 25 centímetros e estava com a ponta quebrada.

 

Segundo o delegado Danilo Mansur, plantonista da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Piratininga, Ildonei foi encontrada morta no chão da cozinha, de bruços e com o crucifixo nas costas.

 

“Depois do crime, o autor trancou a casa e fugiu”, detalhou Mansur.

 

Conforme a perícia, o assassinato ocorreu de 12 a 24 horas antes do corpo ser encontrado. Ainda segundo o delegado, a casa não estava revirada como divulgado inicialmente, e os únicos objetos fora do lugar eram algumas peças de roupa, encontradas jogada no chão do quarto.

 

O delegado relatou ainda que nenhuma movimentação foi vista por vizinhos na casa da vítima. “A família também não tinha conhecimento se a vítima tinha qualquer tipo de desavença”. Apesar de não descartar latrocínio – roubo seguido de morte – a polícia constatou que nada de valor foi levado do local.

Em Dourados, mulher tem casa furtada pelo vizinho

Diário Digital

 

Mulher de 53 anos teve a casa furtada na madrugada de ontem (30) pelo vizinho, Reginaldo Afonso do Nascimento, 35. Na ação o homem arrombou a grade da janela e levou televisão e rádio da vítima.

 

O caso aconteceu na Rua João Paulo Garcete, região da Vila Rosa. Segundo a polícia, a vítima teria comentado com o autor que faria uma viagem para visitar uma pessoa doente.

 

Com a ausência da proprietária, Reginaldo aproveitou para invadir a casa e tomar os pertences da mulher.

 

Ainda durante a madrugada o autor foi preso em flagrante pela prática de furto. Ele foi levado para a (Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) de Dourados.

 

Assassino de musicista é semi-imputável, diz exame

Diário Digital

 

Luís Alberto Bastos Barbosa (Foto: Marcos Miatelo)

O exame de sanidade mental apontou que Luís Alberto Bastos Barbosa, o assassino confesso da musicista Mayara Amaral, é semi-imputável, ou seja, tem limitações mentais.

 

Com isso, ele poderá ter a pena reduzida no julgamento. A defesa, inclusive, já estuda pedir a liberdade condicional dele com base no resultado do exame. O réu está preso no sistema penal de Campo Grande desde julho do ano passado. “Entendo que já cabe a liberdade condicional dele. Vamos reunir a família dele para discutir providência neste sentido”, disse o advogado do réu Conrado Passos durante entrevista à TV MS Record nesta terça-feira, 21 de agosto. O exame foi realizado com autorização judicial a pedido da defesa.

 

A conclusão da médica perita aponta um caso de semi-imputabilidade, onde, de acordo com o art. 26, parágrafo único, do Código Penal, é possível que a pena seja reduzida, em virtude de perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental incompleto, ou retardado, não era inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. Embora o laudo aponte que Luis era totalmente capaz de entender o caráter criminoso do fato, a possibilidade de redução penal deve-se ao fato de que ele tinha sua determinação diminuída em função de sua personalidade e uso abusivo de drogas ilícitas. Em outras palavras, o laudo explica que, no tempo da ação, o réu tinha total capacidade de entender o caráter ilícito do ato, no entanto, a capacidade de determinar-se de acordo com este entendimento estava reduzida tanto pelas características de sua personalidade como pelo uso de drogas.

 

 

A médica concluiu que o réu é portador de uma personalidade psicótica, caracterizada por desprezo das obrigações sociais e falta de empatia para com os outros, havendo um desvio considerável entre seu comportamento e as normas sociais estabelecidas. Existe também baixa tolerância à frustração e um baixo limiar de descarga de agressividade, inclusive de violência. Ainda segundo o laudo, a personalidade psicótica do réu caracteriza-se por pessoas afáveis, mas que não toleram qualquer contrariedade e, assim, a reação é sempre violenta, embora não lhe traga sentimentos de culpa. Outro ponto apontando pela perita sobre a personalidade psicótica do réu: o comportamento destas pessoas não é facilmente modificado pelas experiências adversas, inclusive pelas punições.

 

 

Além disso, existe uma tendência a culpar os outros ou a fornecer racionalizações plausíveis para explicar um comportamento que leva o sujeito a entrar em conflito com a sociedade. Entre os esclarecimentos finais, o laudo reforça que o periciado é portador de uma personalidade psicótica com reações violentas quando contrariado e o uso de drogas apenas aumenta estas reações, tratando-se assim, de um indivíduo de alta periculosidade. Com a conclusão do laudo, o juiz vai abrir prazo agora para as alegações finais da acusação e defesa e depois decidirá se o réu será levado a júri popular ou não.

 

Caso pronunciado a ir a júri popular, os jurados irão apreciar a semi-imputabilidade do réu, pondendo manter a conclusão médica ou afastá-la. Na última audiência judicial sobre o caso, realizada em 16 de agosto, no Fórum da Capital, o réu prestou depoimento e confessou o crime diante do juiz e disse que cometeu o assassinato a marteladas em um “momento de insanidade.” O crime – Em 24 de julho de 2017, Luis matou Mayara em um motel de Campo Grande e depois deixou o corpo dela em uma estrada vicinal na saída para Rochedo. Ele foi preso no dia seguinte ao assassinato.

 

‘Não ia querer esta brincadeira nunca’, disse jovem antes de ser violentado e morrer em lava-jato

G1 MS

 

Adolescente Wesner Moreira da Silva morreu após ser machucado com mangueira em lava-jato (Foto: Reprodução/Facebook)

Trechos do depoimento de testemunhas e inclusive da vítima, Wesner Moreira da Silva, de 17 anos, que morreu após ser violentado com um mangueira de ar, em um lava-jato de Campo Grande, mostram que a vítima não estava participando de uma brincadeira, conforme disseram os acusados Thiago Giovanni Demarco Sena e William Enrique Larrea.

 

O G1 teve acesso as oitivas e apontam que a vítima não consentiu e, inclusive, pedia para o patrão e colega pararem, sem ser atendido.

 

Consta na denúncia que, no dia 3 de fevereiro de 2017, por volta das 10h (de MS), a vítima estava no estabelecimento comercial, localizado na avenida Interlagos. Na ocasião, ele pediu para William comprar um refrigerante, para que juntos consumissem, quando o colega respondeu: “De novo? Agora toda hora Coca-cola!”. Em seguida, o homem pegou um pano utilizado para limpar carros e passou a bater no adolescente.

 

Em dado momento, o laudo policial fala que o adolescente pedia para William parar. Sem atender ao pedido, o adolescente corre e é perseguido, imobilizado e agarrado. Sem ter como escapar, Thiago chega ao seu encontro. William, ainda conforme o documento do Ministério Público, chega com a mangueira de ar, utilizada para limpeza de veículos no lava-jato, ligando o equipamento e introduzindo no ânus. A vítima então passou mal e vomitou.

 

O adolescente recebeu atendimento médico em dois hospitais e realizou procedimentos cirúrgicos. Ele não resistiu e faleceu no dia 14 daquele mês. Foram feitas inúmeras diligências no decorrer do inquérito, com apreensões, fotografias, laudos, exames em roupas e objetos, entre outros.

 

Questionado pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e o Adolescente (Depca), ainda internado, Wesner falou: “Isso não é brincadeira! Não era brincadeira. Eu não ia querer esta brincadeira nunca….pegaram eu de supresa (…) E o Thiago agarrou minhas duas pernas, segurou. Eu gritei. Mandei para, mas não pararam. O Thiago que ligou o compressor e colocou a mangueira ni mim…”

 

 

Declarações coerentes

As sete declarações, segundo os laudos, são coerentes com os depoimentos a seguir. Umas das testemunhas ressalta que, antes da entubação, o menino fez gestos do que aconteceu, inclusive mostrando onde colocaram a mangeira nele. Já o médico perito legista ouvido em juízo, comentou, ao confeccionar o laudo, que a pressão foi tamanha, sendo maior e passível de estourar um tímpano, arrancar um globo ocular e causar sério danos cerebrais.

 

“Tanto é que existe uma recomendação do Ministério do Trabalho, com relação ao manuseio desses equipamentos. Então, compressor de ar não é brinquedo. Compressor de ar é um instrumento de trabalho e, como tal, deve ser respeitado. Então eles orientam a nunca, nunca limpar vestes com o compressor de ar, aproximar da face, do corpo, sem a devida proteção…”

 

 

Doloso ou culposo?

O juiz da 1° Vara do Tribunal do Juri de Mato Grosso do Sul, Carlos Alberto Garcete de Almeida, desclassificou o crime de homicídio doloso imputado a Thiago e Willian. Na decisão, o juiz delibera para que os acusados “respondam por outro crime não doloso contra a vida”, entendendo que os acusados não tiveram intenção de matar.

 

Pensão para os pais

Nessa segunda-feira (13), a Justiça determinou que os acusados paguem indenização aos pais da vítima. Conforme movimentação no processo, Willian e Thiago devem pagar, juntos, o valor de 2/3 de salário mínimo, que corresponde a R$ 636 mensais. O valor é estendido até o ano em que ele completaria 25 anos. Após este período, o valor é de 1/3 do salário mínimo, até o momento em que ele completaria 65 anos.

 

 

O menino teria atualmente 18 anos, sendo que o pagamento será pelos próximos 47 anos. O advogado de defesa, Francisco Martins Guedes Neto, comentou que protocolou recurso e aguarda posicionamento do Tribunal de Justiça (TJ), que vai decidir o caso.

 

Entenda o caso

Wesner perdeu parte do intestino ao ser agredido com uma mangueira de ar comprimido pelo ânus. Segundo a polícia, não houve introdução, mas a força do ar devastou os órgãos. Depois de 11 dias internado na Santa Casa de Campo Grande, o adolescente morreu em consequência de uma complicação no esôfago que ocasionou perda de líquido e sangue.

 

Na época, o dono do lava-jato Thiago Demarco Sena e o colega William Henrique Larrea disseram que tudo foi uma “brincadeira” e a polícia entendeu que não houve conotação sexual, por isso, o caso foi registrado como lesão corporal. Antes de morrer, Wesner negou que tratou de brincadeira.